Governo admite que ataques à China travam chegada de insumos para vacina

19 de janeiro de 2021 at 14:54


Por Thais Arbex e Igor Gadelha, CNN  

Integrantes do alto escalão do governo Jair Bolsonaro admitem que a relação conturbada do país com a China tem travado a importação de insumos para a produção das vacinas contra a Covid-19 no Brasil. O assunto foi um dos temas da reunião do presidente com ministros no Palácio do Planalto na tarde desta segunda-feira (18).

O temor do Instituto Butantan, responsável pela produção da vacina chinesa em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e também de integrantes do governo de São Paulo é o de que o impasse diplomático impeça a chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), o princípio ativo da Coronavac. 

Esse também é o temor de integrantes dos ministérios da Saúde e da Economia, que acompanham as negociações da Fiocruz com os chineses para compra do IFA para produção da vacina de Oxford/Astrazeneca no Brasil. 

Diante desse cenário, integrantes do governo disseram à CNN que a ordem interna agora é para que haja um esforço de reaproximação com o governo chinês. Por enquanto, segundo os relatos, o próprio chanceler Ernesto Araújo tem mantido contato diário com o seu correspondente chinês. 

Embora também tenha estado à frente de diversos ataques à China, o ministro das Relações Exteriores teria mudado a postura em nome das negociações pró-vacina. Araújo também tem mantido contato com o governo indiano para tentar destravar a vinda de 2 milhões de doses da vacina de Oxford.

Além da questão diplomática, integrantes do governo federal dizem que o impasse com a China também envolve a negociação financeira. Ministros disseram à CNN, em caráter reservado, que o governo chinês tem priorizado os países que conseguem pagar melhor pelos insumos. 

“A questão política pesa, mas também pesa o fato de sermos um país de terceiro mundo. Estamos sendo tratados como tal”, afirmou o auxiliar de Bolsonaro.

Integrantes da equipe econômica e do Ministério da Saúde ressaltam que os insumos para a produção da vacina de Oxford comprados da China deveriam ter chegado ao Brasil até dezembro, mas que “incidentes diplomáticos” acabaram atrasando.

Um desses incidentes, segundo auxiliares dos ministros Paulo Guedes e Eduardo Pazuello, teria sido o ataque do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, em novembro do ano passado.

O parlamentar, que é filho do presidente brasileiro, acusou o Partido Comunista Chinês de espionagem, ao falar sobre a adesão do Brasil à chamada Clean Network (Rede Limpa), articulada pelos Estados Unidos junto a outros países e cujo objetivo é banir a Huawei dos serviços de tecnologia 5G.

A embaixada da China reagiu e afirmou que “declarações infames” de Eduardo e “algumas personalidades” brasileiras desrespeitam “os fatos da cooperação sino-brasileira e do mútuo benefício que ela propicia, solapam a atmosfera amistosa entre os dois países e prejudicam a imagem do Brasil”.

Índia começa a exportar vacinas nesta semana, mas não para o Brasil, diz agência

19 de janeiro de 2021 at 11:09

O Butão receberá as vacinas na quarta-feira. Bangladesh importou 2 milhões de doses. O Brasil tenta fechar um lote.

Por G1

Profissionais de saúde são vacinados na cidade de Mumbai, na Índia, em 19 de janeiro de 2021 — Foto: Francis Mascarenhas/Reuters

Profissionais de saúde são vacinados na cidade de Mumbai, na Índia, em 19 de janeiro de 2021 — Foto: Francis Mascarenhas/Reuters

Índia vai começar a exportar vacinas Covid-19 na quarta-feira, disseram fontes do governo à agência Reuters nesta terça-feira (19), mas os destinos das doses são o Butão e Bangladesh, e não o Brasil.

Reuters diz que exportação da vacina de Oxford para o Brasil pode começar nesta quarta

Reuters diz que exportação da vacina de Oxford para o Brasil pode começar nesta quarta

As autoridades que revelaram os planos pediram para não serem identificadas, porque os planos não são públicos.

A vacina exportada será semelhante à desenvolvida pela AstraZeneca em conjunto com a Universidade de Oxford.

O fabricante é o Serum Institute of India (SII).

Mapa mostra a localização da Índia, Butão e Bangladesh — Foto:  G1

Mapa mostra a localização da Índia, Butão e Bangladesh — Foto: G1

O Butão vai receber as vacinas na quarta-feira, e Bangladesh, na quinta-feira. O número de doses destinado ao segundo país é de 2 milhões. Não há informações sobre a quantidade exportada ao Butão.

A SII é o maior fabricante mundial de vacinas. A empresa não respondeu a um pedido de entrevista.

A Índia recebeu pedidos de dezenas de nações, inclusive do Brasil, para iniciar as exportações da vacina do SII.

O governo, no entanto, queria lançar a campanha de vacinação em seu próprio antes de começar a vender para outros, disse uma das fontes.

No sábado, a Índia começou a sua campanha com a vacina Oxford e AstraZeneca e com uma outra, desenvolvida pela Bharat Biotech, para profissionais de saúde.

Vacina de manutenção mais fácil

A vacina AstraZeneca pode ser armazenada em geladeiras e é vista como uma opção mais viável para muitas nações mais pobres do que as vacinas da Pfizer e Moderna, que exigem uma manutenção mais custosa.

A SII disse que espera uma autorização de uso de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a vacina.

Quando isso acontecer, ela vai ter o caminho livre para fornecer doses a uma iniciativa que visa distribuir de forma justa as doses de Covid-19 em todo o mundo, a Covax.

ENTENDA!

19 de janeiro de 2021 at 10:34

Vacinação no Mangueirão terá sistema drive-thru 

Governador do Pará explicou como será usado este primeiro lote de vacina que chegou em Belém.

 DOL com informações da Agência Pará

O governador Helder Barbalho durante coletiva que deu início à vacinação no Estado

 O governador Helder Barbalho durante coletiva que deu início à vacinação no Estado | Reprodução

O governador Helder Barbalho anunciou que o estádio Mangueirão, no bairro do Mangueirão, terá sistema de drive-thru para vacinação. Ou seja, não será necessário descer do veículo para se vacinar.

O ginásio Mangueirinho está a disposição para as prefeituras de Belém e Ananindeua como pontos de vacinação, como informou o governador.

Na coletiva de imprensa, Helder ainda disse que este primeiro lote que chegou em Belém irá garantir a primeira e segunda doses para as pessoas priorizadas nesta primeira fase do plano de imunização.

“As 177 mil doses são para as duas rodadas de vacinação, isso diminui nossa amostra, porém garante tranquilidade e certeza para aqueles que serão o grupo alvo”, disse.

DISTRIBUIÇÃO

O Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) realizou os dois primeiros voos com destino a Marabá e Conceição do Araguaia, transportando mais de 15 mil doses. As aeronaves voaram às 3h desta terça-feira (19).

Ao longo do dia, as oito rotas restantes estão sendo realizadas, a fim de atender a todos os Centros Regionais de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), levando o imunizante para localidades mais distantes, como a região do Marajó, Oriximiná, Santarém, Altamira, Prainha, Monte Alegre e Cametá, por exemplo.

Ao todo foram montados 10 planos de voo que utilizarão oito aeronaves, sendo cinco aviões de asa fixa e três aeronaves de asas rotativas. A Polícia Militar fará a escolta, em duas viaturas, para cada veículo da pasta de Saúde que estarão com as vacinas.

As vacinas serão conduzidas até os CRS da Sespa, localizados nas principais cidades do Estado, e cada Prefeitura será responsável pelo deslocamento e aplicação dos imunizantes. Nos locais onde geograficamente os acessos são feitos pelos rios, o Grupamento Fluvial de Segurança Pública (Gflu) contribuirá para levar os isopores contendo as vacinas até as comunidades ribeirinhas.

PROCESSO

19 de janeiro de 2021 at 08:34

Quando eu vou poder tomar a vacina? Descubra sua posição

Veja como será o processo de imunização pelo país e quando você vai receber o imunizante contra a doença.

Com informações de IG

A pós a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no domingo (17), das vacinas Coronavac e de Oxford, pode ter surgido uma dúvida importante na cabeça de muitas pessoas: Quando eu vou poder tomar a vacina? 

A Campanha Nacional de Imunização  vai respeitar fases, nas quais determinados grupos etários e profissionais receberão a imunização primeiro.

Até o momento, o governo federal está distribuindo apenas as vacinas Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Fase 1 

Data de início: Segunda-feira (18)

Nesta primeira fase, há uma expectativa de imunizar cerca de 14,8 milhões de pessoas, sendo elas profissionais da área de saúde, pessoas com mais de 75 anos ou com mais de 60 anos em casas de repouso, indígenas e povos ribeirinhos.

Durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (18), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que adiantou o  início da campanha, que antes estava marcada para começar na quarta-feira (20), para hoje, assim que os imunizantes chegarem aos estados. 

Fase 2

Data de início: Segundo e terceiro mês após início da campanha, o que deve ocorrer, portanto, em abril e maio.

Nesta segunda fase, há uma expectativa de imunizar cerca de 22,1 milhões de pessoas, sendo elas idosos de 60 a 74 anos que não vivem em casas repouso ou centros psiquiátricos.

Fase 3 

Data de início: Quarto mês após o início da campanha, o que deve ocorrer, portanto, em junho.

Rejeição a Bolsonaro vai a 40%, pior patamar desde julho, diz XP/Ipespe

18 de janeiro de 2021 at 19:39

Taxa em dezembro era de 35%

Variação foi na margem de erro

Ótimo/bom foi de 38% para 32%

Pesquisa é de 11 a 14 de janeiro

Bolsonaro em cerimônia para apresentação do Gripen, novo caça da Força Aérea Brasileira, em Brasília. Pesquisa Ipespe foi realizada antes do auge da crise na saúde em ManausSérgioLima/Poder360 – 23.out.2020

RAFAEL BARBOSA
18.jan.2021 (segunda-feira) – 17h22

A rejeição ao presidente Jair Bolsonaro oscilou 5 pontos percentuais para cima em 1 mês e chegou a 40%, pior taxa desde julho de 2020.

A proporção da população que achava o chefe do Executivo ótimo ou bom era de 38% em dezembro. Agora, é de 32%. Os resultados são de pesquisa XP/Ipespe realizada de 11 a 14 de janeiro de 2021.

Todas as variações estão dentro da margem de erro do estudo, de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Leia a íntegra do levantamento (4 MB).

A pesquisa entrevistou, por telefone, 1.000 pessoas, e foi realizada pouco antes da crise na saúde pública de Manaus, no Amazonas. Na 5ª feira (14.jan), hospitais da cidades ficaram sem oxigênio e leitos para socorrer pacientes. O tema repercutiu internacionalmente, com o noticiário majoritariamente negativo para Bolsonaro e seu governo.

Também depois disso, quando a pesquisa já estava concluída, a Anvisa liberou o uso emergencial, em caráter experimental, da CoronaVac, vacina desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac e distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan, e do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.

No mesmo dia, domingo (17.jan), São Paulo iniciou a vacinação contra a doença, em uma vitória para o governador João Doria, adversário político de Jair Bolsonaro.

RESTANTE DO MANDATO

O estudo também consultou os entrevistados sobre a expectativa para o restante do mandato de Bolsonaro. Para 37%, o futuro da administração será ótimo ou bom, enquanto também 37% dizem que será ruim ou péssimo.

Outros 21% acham que será regular, enquanto 5% não souberam ou não responderam.

CENÁRIO EM 2022

Jair Bolsonaro lidera isoladamente o cenário para as eleições presidenciais de 2022, mas patina com outros candidatos nas apurações de 2º turno.

Hoje, o atual presidente teria 28% das intenções de voto, seguido por Sérgio Moro (12%), Ciro Gomes (11%), Fernando Haddad (11%) e Luciano Huck (7%). Os últimos 4 estão empatados tecnicamente, dentro da margem de erro, de 3,2 p.p..

Em cenários de 2º turno, Bolsonaro aparece numericamente à frente de todos os candidatos, menos de Sergio Moro. A situação, no entanto, se enquadra em empate técnico.

Cenário 1

  • Sergio Moro (sem partido): 36%;
  • Jair Bolsonaro (sem partido): 33%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 31%.

Cenário 2

  • Jair Bolsonaro (sem partido): 42%;
  • Lula/Haddad (PT): 37%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 22%.

Cenário 3

  • Sergio Moro (sem partido): 43%;
  • Lula/Haddad (PT): 30%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 28%.

Cenário 4

  • Jair Bolsonaro (sem partido): 38%;
  • Luciano Huck (sem partido): 34%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 28%.

Cenário 5

  • Jair Bolsonaro (sem partido): 40%;
  • Ciro Gomes (PDT): 37%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 23%.

Cenário 6

  • Jair Bolsonaro (sem partido): 44%;
  • Guilherme Boulos (Psol): 31%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 25%.

RISCO COM A COVID-19

Mais da metade da população (56%) acha que o pior da pandemia do novo coronavírus ainda está por vir. Outros 36% dizem que o pior já passou.

A proporção está em trajetória de alta desde outubro, no mesmo momento em que os números de mortos e infectados pela doença estão em ascendência no Brasil, em uma espécie de “repique” da 1ª onda.

Forças Armadas é que decidem se ‘povo vai viver numa democracia ou numa ditadura’, diz Bolsonaro

18 de janeiro de 2021 at 17:50

Presidente disse que no Brasil ‘ainda temos liberdade’, mas que isso pode mudar caso os integrantes das Forças Armadas não sejam reconhecidos.

Por Pedro Henrique Gomes, G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (18) que “quem decide se um povo vai viver numa democracia ou numa ditadura são as suas Forças Armadas”.

De acordo com Bolsonaro, no Brasil “temos liberdade ainda”, mas “tudo pode mudar” se homens e mulheres que compõem as Forças Armadas brasileiras não tiverem seu valor reconhecido.

“Quem decide se um povo vai viver numa democracia ou numa ditadura são as suas Forças Armadas. Não tem ditadura onde as Forças Armadas não apoiam. No Brasil, temos liberdade ainda. Se nós não reconhecermos o valor desses homens e mulheres que estão lá, tudo pode mudar”, disse Bolsonaro a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

O vídeo do encontro foi publicado, com cortes, em uma rede social. O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente, também publicou trechos da conversa na internet.

O presidente disse ainda que “querem levar o Brasil para o socialismo” e que as Forças Armadas foram “sucateadas”.

“Por que sucatearam as Forças Armadas ao longo de 20 anos? Porque nós militares somos o último obstáculo para o socialismo”, disse o presidente.

Venezuela

O presidente também fez críticas ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ironizando o fato de o país vizinho ter oferecido oxigênio para suprir a necessidade da rede de saúde em Manaus, no Amazonas.

“Agora se fala que a Venezuela está fornecendo oxigênio para Manaus. A White Martins é uma empresa multinacional que está lá também. Se o Maduro quiser fornecer oxigênio para nós, vamos receber, sem problema nenhum. Agora, ele poderia dar o auxílio emergencial para o seu povo também, né?”, declarou o presidente.

Segundo Bolsonaro, na Venezuela, “o salário mínimo lá não compra nem um quilo de arroz”.

“Não tem mais cachorro lá. Por que será? Uma peste? Comeram os cachorros todos, comeram os gatos todos. E vem uns idiotas, eu vejo aí, elogiando. ‘Ah, olha o Maduro, coração grande ele tem’. Realmente, um cara daquele tamanho, né, 200 quilos, dois metros de altura, o coração dele deve ser muito grande, nada além disso”, complementou.

Após afirmar que não compraria a CoronaVac, Bolsonaro diz que a vacina 'é do Brasil, não é de nenhum governador'

Após afirmar que não compraria a CoronaVac, Bolsonaro diz que a vacina ‘é do Brasil, não é de nenhum governador’

Uso emergencial da vacina

Na mesma conversa, Bolsonaro também fez sua primeira manifestação pública após a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de aprovar o uso emergencial de duas vacinas (CoronaVac e de Oxford) contra a Covid-19 no Brasil.

Em recado ao governador de São Paulo, João Doria, Bolsonaro afirmou que o imunizante “é do Brasil, não é de nenhum governador não.”

Dória deu início à vacinação em São Paulo no domingo (17), minutos depois da aprovação do uso emergencial pela Anvisa, antes do previsto pelo Ministério da Saúde e da distribuição das doses para outros estados.

Antes da aprovação pela Anvisa, Bolsonaro questionou diversas vezes a eficácia da CoronaVac devido à sua origem chinesa. Em outubro, o presidente chegou a suspender um acordo entre o Ministério da Saúde e o Butantan para a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac. Ele também havia dito que não compraria vacina da China.

Ministério da Saúde começa a distribuição da CoronaVac para todo o Brasil

18 de janeiro de 2021 at 11:23

Estados receberão a partir desta segunda-feira (18) quase 6 milhões de doses da vacina e poderão começar campanhas de vacinação às 17h (horário de Brasília).

Por G1


VÍDEO: Vacinação começa às 17h desta segunda (18), diz Pazuello

Ministério da Saúde começa a distribuir, nesta segunda-feira (18), quase 6 milhões de doses da CoronaVac para todos os estados e o Distrito Federal. Os estados poderão iniciar as campanhas de vacinação a partir das 17h (horário de Brasília).

Das 6 milhões de doses, 4.636.936 serão enviadas aos estados brasileiros. As outras 1.357.640 serão distribuídas no estado de São Paulo, segundo o governo estadual.

Os primeiros voos sairão de São Paulo para o Distrito Federal e para as capitais de dez estados: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.

A distribuição das vacinas será feita com aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e caminhões com áreas de carga refrigeradas. As companhias aéreas Azul, Gol, Latam e Voepass também farão o transporte gratuito das caixas de vacinas para todos os estados que necessitem de transporte aéreo.

Depois que as vacinas forem entregues aos estados, os governos estaduais serão responsáveis por levar as vacinas até os municípios, em parceria com o Ministério da Defesa.

A CoronaVac foi desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e, no Brasil, será produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo. O uso emergencial da vacina foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no domingo (17). A agência também aprovou o uso emergencial da vacina de Oxford.

Domingo histórico: Anvisa aprova uso emergencial das vacinas Coronavac e de Oxford

Domingo histórico: Anvisa aprova uso emergencial das vacinas Coronavac e de Oxford

Veja divisão das doses da CoronaVac para cada estado:

Região Norte

  • Rondônia – 33.040
  • Acre – 13.840
  • Amazonas – 69.880
  • Roraima – 10.360
  • Pará – 124.560
  • Amapá – 15.000
  • Tocantins – 29.840
  • Total de doses – 296.520

Região Nordeste

  • Maranhão – 123.040
  • Piauí – 61.160
  • Ceará – 186.720
  • Rio Grande do Norte – 82.440
  • Paraíba – 92.960
  • Pernambuco – 215.280
  • Alagoas – 71.080
  • Sergipe – 48.360
  • Bahia – 319.520
  • Total de doses – 1.200.560

Região Sudeste

  • Minas Gerais – 561.120
  • Espírito Santo – 95.440
  • Rio de Janeiro – 487.520
  • São Paulo – 1.349.200
  • Total de doses – 2.493.280

Região Sul

  • Paraná – 242.880
  • Santa Catarina – 126.560
  • Rio Grande do Sul – 311.680
  • Total de doses – 681.120

Região Centro-Oeste

  • Mato Grosso do Sul – 61.760
  • Mato Grosso – 65.760
  • Goiás – 182.400
  • Distrito Federal – 105.960
  • Total de doses – 415.880

Na tabela divulgada pelo Ministério da Saúde, 907.200 doses da CoronaVac já estão separadas para os indígenas de todas as regiões do Brasil (veja na tabela abaixo).

Ministério da Saúde divulga quantidade de doses da CoronaVac para cada estado — Foto: Reprodução/Ministério da Sáude

Ministério da Saúde divulga quantidade de doses da CoronaVac para cada estado — Foto: Reprodução/Ministério da Sáude

MAIS ESPERA

18 de janeiro de 2021 at 09:36

Fim da fila: Índia só enviará vacina ao Brasil após atender “vizinhos asiáticos”

Segundo informações, fontes do governo indiano defendem que países estrangeiros só devem ser atendidos em suas solicitações após imunização da população local e de outros países da região.

Autor: Com informações de IG

Governo indiano deve priorizar vizinhos antes de enviar vacina para outros continentes

 Governo indiano deve priorizar vizinhos antes de enviar vacina para outros continentes | Reprodução

Nos últimos dias, o Governo Federal fez um grande esforço para viabilizar a compra de milhões de doses da vacina contra a Covid-19 que está sendo produzida na Índia, mas acabou recebendo respostas negativas do governo indiano, que afirmou não ter condições de suprir a demanda brasileira no momento . Agora, novas informações apontam que o Brasil terá que “esperar na fila” para garantir o imunizante.

Claudio Rendeiro, o “Epaminondas”, morre vitima de Covid-19 nesta segunda-feira (18)

Helder Barbalho: “Pará começa a vacinar nesta segunda-feira (18)!”

Segundo informações do jornal Times of India, autoridades do governo indiano planejam enviar as primeiras doses da vacina contra o coronavírus para seus “vizinhos asiáticos” nas próximas semanas. A ideia é oferecer as remessas para Nepal, Butão, Bangladesh, Myanmar, Sri Lanka, Afeganistão, Maldivas e Ilhas Maurício como uma forma de diplomacia, garantindo assim que todos consigam iniciar o processo de imunização.

O primeiro carregamento, inclusive, seria entregue em um “gesto de boa vontade” da Índia e os países ficariam apenas com a necessidade de pagar os institutos que estão desenvolvendo as vacinas: o Serum ou o Bharat Biotech . Entre os indianos, a imunização começou no último sábado (16) e alcançou mais de 190 mil pessoas apenas no primeiro dia .

Com isso, apesar de todos os esforços feitos pelo governo Bolsonaro, que chegou a  adesivar um avião para realizar a coleta das vacinas na Índia e precisou adiar os planos, e do acordo firmado pela Fiocruz com o Instituto Serum para a compra, o  Brasil terá que esperar para ter acesso às doses. 

Ainda de acordo com a publicação, tal “problema de comunição” que levou o Brasil a se antecipar no processo sem ter qualquer confirmação de que ele seria bem sucedido ocorreu por conta da falta de clareza no acordo entre o instituto brasileiro e o indiano.

O Brasil também solicitou uma remessa da vacina desenvolvida pelo Bharat Biotech e já até realizou o pagamento por este envio. Entretanto, o imunizante ainda está em sua fase 3 de testes e não foi disponibilizado para uso emergencial.

Vencedora do prêmio Notáveis CNN: saiba quem é a 1ª vacinada no Brasil

17 de janeiro de 2021 at 16:42

Da CNN, em São Paulo

primeira vacinada contra a Covid-19 no país foi a enfermeira do hospital Emílio Ribas Mônica Calazans. Ela foi a vencedora do prêmio Notáveis CNN em 2020 pela sua luta contra o coronavírus.

O nome da primeira imunizada foi revelado pela jornalista Mônica Bergamo e confirmado pela CNN.

O Hospital das Clínicas de São Paulo iniciou a vacinação neste domingo (17) após a aprovação da Coronavac para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

A vacinação ocorreu durante uma coletiva assim que acabou a reunião da Anvisa. 

A enfermeira intensivista Mônica Calazans, escolhida Heroína do Ano
A enfermeira intensivista Mônica Calazans, escolhida Heroína do Ano, se emocionou ao receber o troféu do Prêmio Notáveis CNN 2020

Heroína do ano

Ao receber o prêmio Notáveis CNN em dezembro do ano passado, em 2020, Mônica se emocionou. “Eu não sei nem se essa palavra, heroína, cabe a mim. Falo por mim, por todos os profissionais de saúde que ainda estão na linha de frente e aqueles que não estão mais com a gente, que tentaram fazer um trabalho perfeito e foram arrebatados pela doença”, disse.

No país com o maior número de enfermeiros vítimas da Covid-19 em todo o mundo, ela falou sobre como tem enfrentado a realidade da pandemia. A equipe da premiação acompanhou Calazans antes de ela saber que receberia o troféu.

“Desde o início, eu estou na linha de frente. Eu tenho hipertensão, tenho diabetes e obesidade. Eu não sei por que eu não tenho medo. Não consigo explicar isso. É uma profissão em que você não pode ter medo”, contou a enfermeira.

“Você segura a onda e tem que trabalhar. Você tem que segurar o seu psicológico. Na realidade, você não pode se abalar com tudo o que está acontecendo. Você tem que ser muito forte”, diz ela, que já perdeu quatro amigos para a Covid-19.

“Eu me considero vencedora, porque desde o início eu estou me dando de peito aberto para cuidar das pessoas. Eu só tenho a agradecer”, revelou a enfermeira.

Ao receber o troféu, Calazans dedicou a homenagem a duas colegas de trabalho e ao filho.

“Quero dedicar a duas pessoas em especial. Uma delas é minha chefe, a Marli, enfermeira do Emílio Ribas. E a outra chefe é a Elizabete, enfermeira do outro hospital em que eu trabalho. Elas foram essenciais na minha vida nesse período. São pessoas admiráveis, pessoas ímpares”, contou.

Mesmo com vacina, vitória sobre coronavírus passa por ‘mudança de comportamento social’, diz presidente da Anvisa

17 de janeiro de 2021 at 12:37

Antônio Barra Torres deu declaração ao abrir reunião da Anvisa que analisa pedidos de uso emergencial de duas vacinas contra Covid-19.

Por Filipe Matoso e Laís Lis, G1 — Brasília

17/01/2021 10h37  Atualizado há 55 minutos


VÍDEO: 'O momento é de conscientização, união e trabalho. O inimigo é um só', diz presidente da Anvisa

VÍDEO: ‘O momento é de conscientização, união e trabalho. O inimigo é um só’, diz presidente da Anvisa

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, afirmou neste domingo (17) que, mesmo com o desenvolvimento de vacinas, a vitória sobre o novo coronavírus passa pela “mudança de comportamento social”.

Barra Torres deu a declaração ao abrir a reunião da Anvisa que decidirá sobre o uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19 (leia detalhes mais abaixo).

“O momento é de conscientização, união e trabalho. O inimigo é um só. A nossa chance, a nossa melhor chance nesta guerra passa, obrigatoriamente, pela mudança de comportamento social, sem a qual, mesmo com vacinas, a vitória não será alcançada”, declarou.

Desde o início da pandemia, a Organização Mundial de Saúde (OMS), autoridades sanitárias e especialistas recomendam como formas de evitar a disseminação ainda maior do coronavírus o uso de máscara; a higienização das mãos; o distanciamento social; e evitar aglomerações, por exemplo.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro critica o uso de máscara e participa de aglomerações, contrariando as orientações médicas.

Durante a reunião deste domingo, o diretor-presidente da Anvisa disse ainda que o sentimento é de preocupação e solidariedade às famílias das mais de 200 mil pessoas que morreram vítimas da Covid-19 no Brasil.

Barra Torres também mencionou a “gravíssima situação” do Amazonas, onde os hospitais estão superlotados e não há oxigênio suficiente para os pacientes.

Reunião da Anvisa

A Anvisa analisa neste domingo os pedidos de uso emergencial da Coronavac, apresentado pelo Instituto Butantan, e da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido), apresentado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

pedido do Instituto Butantan, apresentado em 8 de janeiro, é referente a 6 milhões de doses importadas da vacina Coronavac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac. O instituto também desenvolve a vacina no Brasil.

Já o pedido da Fiocruz, também do dia 8, é referente a 2 milhões de doses importadas do laboratório Serum, da Índia, que produz a vacina de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca. A Fiocruz também desenvolve a vacina no Brasil.

Na sexta (15), o grupo farmacêutico União Química informou ter pedido à Anvisa a autorização para uso emergencial da vacina russa Sputnik V. O pedido foi devolvido pela agência por falta de “requisitos mínimos” e não é analisado na reunião deste domingo.