Rejeição a Bolsonaro vai a 40%, pior patamar desde julho, diz XP/Ipespe

18 de janeiro de 2021 at 19:39

Taxa em dezembro era de 35%

Variação foi na margem de erro

Ótimo/bom foi de 38% para 32%

Pesquisa é de 11 a 14 de janeiro

Bolsonaro em cerimônia para apresentação do Gripen, novo caça da Força Aérea Brasileira, em Brasília. Pesquisa Ipespe foi realizada antes do auge da crise na saúde em ManausSérgioLima/Poder360 – 23.out.2020

RAFAEL BARBOSA
18.jan.2021 (segunda-feira) – 17h22

A rejeição ao presidente Jair Bolsonaro oscilou 5 pontos percentuais para cima em 1 mês e chegou a 40%, pior taxa desde julho de 2020.

A proporção da população que achava o chefe do Executivo ótimo ou bom era de 38% em dezembro. Agora, é de 32%. Os resultados são de pesquisa XP/Ipespe realizada de 11 a 14 de janeiro de 2021.

Todas as variações estão dentro da margem de erro do estudo, de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Leia a íntegra do levantamento (4 MB).

A pesquisa entrevistou, por telefone, 1.000 pessoas, e foi realizada pouco antes da crise na saúde pública de Manaus, no Amazonas. Na 5ª feira (14.jan), hospitais da cidades ficaram sem oxigênio e leitos para socorrer pacientes. O tema repercutiu internacionalmente, com o noticiário majoritariamente negativo para Bolsonaro e seu governo.

Também depois disso, quando a pesquisa já estava concluída, a Anvisa liberou o uso emergencial, em caráter experimental, da CoronaVac, vacina desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac e distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan, e do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.

No mesmo dia, domingo (17.jan), São Paulo iniciou a vacinação contra a doença, em uma vitória para o governador João Doria, adversário político de Jair Bolsonaro.

RESTANTE DO MANDATO

O estudo também consultou os entrevistados sobre a expectativa para o restante do mandato de Bolsonaro. Para 37%, o futuro da administração será ótimo ou bom, enquanto também 37% dizem que será ruim ou péssimo.

Outros 21% acham que será regular, enquanto 5% não souberam ou não responderam.

CENÁRIO EM 2022

Jair Bolsonaro lidera isoladamente o cenário para as eleições presidenciais de 2022, mas patina com outros candidatos nas apurações de 2º turno.

Hoje, o atual presidente teria 28% das intenções de voto, seguido por Sérgio Moro (12%), Ciro Gomes (11%), Fernando Haddad (11%) e Luciano Huck (7%). Os últimos 4 estão empatados tecnicamente, dentro da margem de erro, de 3,2 p.p..

Em cenários de 2º turno, Bolsonaro aparece numericamente à frente de todos os candidatos, menos de Sergio Moro. A situação, no entanto, se enquadra em empate técnico.

Cenário 1

  • Sergio Moro (sem partido): 36%;
  • Jair Bolsonaro (sem partido): 33%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 31%.

Cenário 2

  • Jair Bolsonaro (sem partido): 42%;
  • Lula/Haddad (PT): 37%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 22%.

Cenário 3

  • Sergio Moro (sem partido): 43%;
  • Lula/Haddad (PT): 30%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 28%.

Cenário 4

  • Jair Bolsonaro (sem partido): 38%;
  • Luciano Huck (sem partido): 34%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 28%.

Cenário 5

  • Jair Bolsonaro (sem partido): 40%;
  • Ciro Gomes (PDT): 37%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 23%.

Cenário 6

  • Jair Bolsonaro (sem partido): 44%;
  • Guilherme Boulos (Psol): 31%;
  • não sabe/não respondeu/branco/nulo: 25%.

RISCO COM A COVID-19

Mais da metade da população (56%) acha que o pior da pandemia do novo coronavírus ainda está por vir. Outros 36% dizem que o pior já passou.

A proporção está em trajetória de alta desde outubro, no mesmo momento em que os números de mortos e infectados pela doença estão em ascendência no Brasil, em uma espécie de “repique” da 1ª onda.