Esta é a 2ª reclamação oficial dos funcionários do Banco Mundial contra Abraham Weintraub desde que ele foi indicado para a diretoria executiva da instituição, em junho de 2020Sérgio Lima/Poder360
A Associação de Funcionários do Banco Mundial pediu investigação do ex-ministro brasileiro Abraham Weintraub por desinformações relacionadas à pandemia e por fazer campanha política. Weintraub comandou a pasta da Educação no governo Bolsonaro e atualmente é um dos diretores executivos do banco. Em carta, os funcionários afirmaram que o comportamento do ex-ministro é “inaceitável“. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Segundo o documento, enviado ao Comitê de Ética do Banco Mundial em 24 de fevereiro, as declarações de Weintraub configuram violação do código de conduta e dos valores fundamentais da instituição. Como exemplo, a associação cita publicações do ex-ministro em que ele desacredita vacinas de covid-19 e defende medicamentos ineficazes contra a doença.
“Achamos inaceitável que um membro do conselho administrativo (muito mais do que qualquer outro membro da equipe) publique nas mídias sociais informações patentemente falsas, aparentemente com o objetivo de politizar a pandemia ou contribuir para teorias da conspiração“, diz a carta.
Os funcionários também criticam declarações políticas de Weintraub. Para eles, o ex-ministro parece estar em campanha para um cargo eletivo no Brasil ao mesmo tempo em que continua no cargo de diretor-executivo do banco. Isso representaria, de acordo com a carta, “um claro conflito de interesses“.
A campanha seria, supostamente, para o cargo de governador de São Paulo. Weintraub é um crítico constante do atual governante paulista, João Doria (PSDB).
A carta é finalizada com pedido formal de investigação do ex-ministro da Educação. Para a associação, é preciso garantir que o comportamento e as ações de Weintraub “estejam de acordo com o Código de Conduta da Diretoria e com valores fundamentais” do Banco Mundial.
OUTRAS RECLAMAÇÕES
Essa não é a 1ª vez que os funcionários do Banco Mundial reclamam formalmente do ex-ministro. Quando foi indicado para ser o representante brasileiro na diretoria executiva da instituição, em junho de 2020, a associação tentou suspender a nomeação.
Na época, o grupo citou episódios racistas em relação à China e minorias. O pedido de suspensão foi negado na época. Mas agora, para os funcionários, a situação é diferente porque Weintraub é parte integrante do banco e não alterou o seu comportamento.
Parque do Utinga, Mangal e Estação: veja o que abre e fecha após novo decreto
Alguns complexos turísticos ficarão fechados para visitação em virtude do decreto.
quarta-feira, 10/03/2021, 13:36 – Atualizado em 10/03/2021, 13:36 – Autor: Com informações da Agência Pará
Parque do Utinga foi um dos complexos turísticos que tiveram o horário de funcionamento alterados após decreto. | Pedro Guerreiro/Agência Pará Ouça esta reportagem https://audio.audima.co/iframe-thin-local.html?skin=thin&statistic=false
Em cumprimento ao novo decreto estadual, complexos turísticos na Grande Belém tiveram seus horários de funcionamento alterados no período de 10 a 16 de março. É o caso da Estação das Docas, Parque Zoobotânico Mangal das Garças e o Parque do Utinga.https://4fd4f444cb79e22e08e5cb7db8bb8ceb.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html
Vale ressaltar que a entrada e permanência nos complexos turísticos, é obrigatório o uso de máscara e obediência aos protocolos de segurança contra a disseminação da Covid-19.
Veja os horários:
Estação das Docas
De 10 a 16 de março
– 10h às 19h (orla e lojas)
– 10h às 18h (restaurantes-lanchonetes-sorveterias)
Mangal das Garças
Dias 10, 11 e 16 de março – Funcionamento normal das 8h às 18hhttps://4fd4f444cb79e22e08e5cb7db8bb8ceb.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html
Dias 12, 13, 14 e 15 de março – Parque fechado para visitação em virtude do decreto
Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna
Dias 10, 11 e 16 de março – Funcionamento normal das 6h às 17h
Dias 12, 13, 14 e 15 de março – Parque fechado para visitação em virtude do decreto.
Muita atenção para quem é usuário de celulares Androids! Um vírus capaz de roubar credenciais bancárias foi instalado em aplicativos presentes na Google Play Store. A descoberta foi feita pela empresa de segurança Check Point.
Batizado de Clast82, o código invasor não é, por si só, perigoso. Na verdade, ele age como um vetor, entregando diversos outros software que são maliciosos e podem conseguir dados de contas bancárias.
Depois de descobrir o vírus, a empresa avisou o Google, que removeu os aplicativos invasores da Play Store. Apesar disso, o recomendado para quem já tinha um desses apps é a exclusão. São eles:
Mulher morre após acidente durante treino funcional dentro de academia
A vítima lesionou a coluna ao cair de uma caixa de madeira durante um exercício.
quarta-feira, 10/03/2021, 10:25 – Atualizado em 10/03/2021, 10:25 –
Uma mulher morreu após sofrer um acidente dentro de uma academia de treino funcional. A vítima passou 17 dias internada depois de sofrer uma lesão na coluna.
Duda Vervloet tinha 47 anos. Segundo testemunhas, ela lesionou a coluna ao cair de uma caixa de madeira durante um exercício.
O dono da academia, Ricardo Smarzaro, que também é médico ortopedista, relatou que quando ela caiu, bateu a cabeça no chão e uma vértebra saiu do lugar.
Segundo o médico, “na hora, ela perdeu sensibilidade, o movimento das pernas, e estava sentindo muita dor nos braços. Depois, ela começou a ter um pouco mais de edema por causa do choque e perdeu um pouco dos movimentos das mãos”.
Duda foi socorrida e chegou a ficar internada em um hospital particular. Ela passou por uma cirurgia, mas teve “uma complicação respiratória e vascular tão grande que levou ela à UTI”.
O caso ocorreu em uma academia de treino funcional em Linhares, no Norte do Espírito Santo. O Conselho Regional de Educação Física (CREF) informou que o caso está sendo investigado.
O deputado federal José Priante (MDB/PA) foi eleito hoje como o novo presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU), da Câmara dos Deputados. Em reunião virtual Priante agradeceu seu partido, o MDB, pela indicação do seu nome ao cargo, e aos colegas deputados por terem confiado mais uma vez no trabalho dele. Em seu discurso o deputado também fez uma fala especial ao povo do Pará, dizendo que como representante do estado é uma honra ter mais uma oportunidade de trabalhar para atender as demandas da população paraense e de todo país. “Me sinto honrado e preparado para presidir esta comissão e debater temas tão importantes para o meu estado e para o Brasil, como saneamento básico, mobilidade urbana e tantos outros”, disse Priante. A Comissão de Desenvolvimento Urbano é responsável por analisar os projetos de lei apresentados pelos parlamentares, pesar e medir seus prós e contras, e emitir um parecer que contemple os anseios da sociedade e o desenvolvimento da nação. Os três principais temas discutidos na CDU são: a Habitação, o Saneamento e a Mobilidade Urbana.
Participação da bancada feminina na reunião de líderes representa marco no Senado. Na foto, a senadora Rose de Freitas (MDB-ES) durante sessãoLeopoldo Silva/Agência Senado
O Senado aprovou nessa 3ª feira (9.mar.2021), em votação simbólica, o Projeto de Resolução 6/2021, que altera o regimento da Casa para criar a função de líder na bancada feminina.
A ex-candidata à presidência do Senado e ex-presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Simone Tebet (MDB-MS), será a 1ª a ocupar o cargo.
De acordo com o projeto, além da líder, a bancada feminina do Senado indicará vice-líderes, contará com toda a estrutura e com todas prerrogativas oferecidas para líderes de partido ou bloco congressista –como preferência para uso da palavra, possibilidade de orientar votações e participar do colégio de líderes do Senado.
“O que queremos é defender projetos estratégicos para o país sob a ótica da sensibilidade da mulher. Estamos preparadas para discutir o que quer que seja: economia, emprego, renda, melhoria da educação e da saúde, direitos trabalhistas, combate à violência contra a mulher”, disse Tebet.
A votação ocorreu sem registro de votação em painel, procedimento comum quando uma matéria é unânime entre os senadores. A resolução segue para promulgação.
Contou com o apoio de todas as 12 senadoras, incluída a relatora do projeto, senadora Rose de Freitas (MDB-ES), que deu parecer favorável à proposta.
“Este projeto de resolução se insere no processo de fortalecimento da atuação do movimento das mulheres no Parlamento, com vistas à obtenção da igualdade de gênero na política, que é o nosso objetivo maior”, apontou Rose de Freitas.
A 1ª signatária do projeto, senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), considerou a votação um marco. “Hoje é um marco importante. Nos dará muito mais espaço e protagonismo para participar da Ordem do Dia”.
O Senado realizou na 2ª feira (8.mar), Dia Internacional da Mulher, uma sessão especial para marcar a data, com homenagens às mulheres chefes de família e mulheres negras.
Durante a sessão, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), destacou o esforço da Casa para diminuir a desigualdade de gênero no país. “Vamos seguir aprovando políticas públicas que contribuam para elevar todas as mulheres ao lugar de dignidade do qual são merecedoras”.
Vacinação, vacinação, vacinação. Esse é o mantra do professor Ronni Gamzu, CEO do Centro Médico Sourasky (conhecido como Hospital Ichilov, em Tel Aviv).
Ele se reuniu nesta terça (9) com a delegação brasileira que foi a Israel tratar de uma colaboração nas pesquisas do spray nasal EXO-CD24, desenvolvimento no hospital. Em entrevista, Gamzu afirmou que drogas antivirais como o spray são importantes, mas nada supera a vacinação em massa como arma contra a epidemia da Covid-19.
Segundo Gamzu, “há um entusiasmo” do Brasil quanto ao remédio israelense que ele não vê em outros países. O médico vê isso com bons olhos, mas alerta: “Com todo o respeito aos medicamentos antivirais, as doenças virais acabam só com vacinas”. Além disso, diz, o desenvolvimento e teste do novo remédio pode levar “meses, senão anos”.
O medicamento EXO-CD24 foi anunciado no começo de fevereiro e testado em 30 voluntários em estado grave que estavam internados no Ichilov. Segundo o hospital, 29 pacientes se recuperaram em 3 a 5 dias. A fase 1 do desenvolvimento terminou em janeiro, mas o artigo científico sobre a pesquisa ainda não foi publicado, o que deve ocorrer até o fim deste mês.
Nesta terça, a delegação brasileira e representantes do hospital, incluindo o criador do spray, Nadir Arber, assinaram um acordo para realizar as fases 2 e 3 dos testes no Brasil.
O custo da cooperação brasileira não foi divulgado. Gamzu, ex-czar do coronavírus à frente da força-tarefa do governo israelense no combate à pandemia, alerta que desenvolver novas drogas “tem custo e é arriscado”.
No terceiro e último dia da visita a Israel, a delegação, liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, assinou um protocolo de intenções com o Hospital Hadassah, de Jerusalém, para colaboração no desenvolvimento de uma vacina.
O imunizante do hospital israelense ainda está em fase inicial de testes, bem como alguns dos 15 em desenvolvimento no Brasil. O secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência e Tecnologia, Marcelo Morales, disse que produzir uma vacina brasileira é questão de “soberania nacional” porque “esse vírus veio para ficar”.
O chanceler e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também se reuniram com o presidente do Knesset (o Parlamento israelense), Yariv Levin, e com o chefe de gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Tzachi Braverman.
O teor das conversas não foi divulgado, mas Levin disse haver expectativa quanto à promessa do presidente Bolsonaro de transferir a embaixada do Brasil para Jerusalém. Nem o chanceler nem o filho 03 do presidente quiseram falar com a Folha. Araújo chegou a cancelar uma entrevista previamente marcada.
PERGUNTA – Como o sr. vê o interesse do Brasil no spray desenvolvido no Ichilov?
RONNI GAMZU – Estamos todos fazendo o possível -governos, cientistas e médicos- para encontrar soluções para a crise do coronavírus. Não só com vacinas, mas também desenvolvendo a tecnologia para medicamentos antivirais. Queremos usar nossa capacidade para termos melhores remédios contra o vírus. É uma operação difícil, então temos que colaborar [entre os países].
Qual foi o resultado da reunião com a delegação brasileira em visita a Israel?
RG – Ficou decidido que Israel vai colaborar com o Brasil para avançar na fase 2 do remédio, garantindo poderemos entender mais rapidamente como usar essa droga no combate contra o coronavírus.
No Brasil, o spray nasal EXO-CD24 está sendo visto como uma droga milagrosa…
RG – Veja bem: a melhor maneira de sair da crise do coronavírus é com a vacinação. Temos algumas drogas antivirais e estamos desenvolvendo outras. Mas é um processo longo, uma jornada.
Temos alguns candidatos. Esta molécula inteligente é um deles, mas não é um milagre. Sugiro não pegar um remédio, agora, e fazer dele a verdadeira solução, porque a verdadeira solução é a prevenção. Temos que continuar nossa luta científica para encontrar curas, mas não esqueça: prevenção, prevenção, prevenção. Vacinação, vacinação, vacinação.
O Ichilov está fechando acordos com outros países, também?
RG – Recebemos consultas de todo o mundo, na maioria iniciais. O processo de desenvolvimento do medicamento é preliminar, então estamos indo com cuidado.
No Brasil, há um entusiasmo grande, e o país tem muita força. Realmente, precisamos de países onde há morbidade (muitas mortes) para recrutar pacientes. Portanto, neste momento há um começo, um fio de meada para colaboração científica. Espero muito que tenhamos sucesso.
A colaboração com o Brasil será diferente do que com outros países?
RG – Sim, há um entusiasmo para entrar em detalhes e implementar ações muito, muito rapidamente. Vejo menos isso em outros países. Nutrimos uma grande amizade com o Brasil. Estamos sempre dispostos a colaborar, porque desenvolver novos medicamentos é difícil. Não é simples e também não é barato. Há riscos.
Foram discutidos valores?
RG – Ainda não. Não chegamos a isso, mas é claro que quando se fala de desenvolvimento de medicamentos, há um custo.
Qual é o próximo passo?
RG – Aprovar pesquisas multicêntricas internacionais. Conversamos sobre isso. Dentro de um mês, estaremos acelerando isso dentro de Israel e no exterior.
Quantos doentes farão parte da fase 2, no Brasil?
RG – Algumas dezenas. Na terceira fase é que é mais. Precisa haver um estudo controlado, que compare quem toma o medicamento com quem toma placebo.
Se tudo der certo, quando essa droga poderá estar realmente à disposição do público?
RG – É um desenvolvimento de uma nova droga, então é questão de meses ou até anos. Neste momento de epidemia, estamos indo um pouco mais rápido, mas não se pode pular nenhuma fase.
O sr. ouviu dos brasileiros objeções às vacinas?
RG – Não, mas é preciso colocar as coisas em proporção. É preciso fazer as duas coisas ao mesmo tempo (desenvolver vacinas e remédios), mas precisa-se saber o que é mais importante.
Com todo o respeito aos medicamentos antivirais, as doenças virais acabam só com vacinas.
As maiores taxas médias do ano foram registradas em estados do Nordeste e as menores, no Sul do país. Na passagem do terceiro para o quarto trimestre, desemprego recuou em apenas cinco estados.
Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro
10/03/2021 09h02 Atualizado há 10 minutos
Os impactos negativos da pandemia do coronavírus sobre o mercado de trabalho levaram 20 estados brasileiros a registrarem recorde da taxa média de desemprego em 2020. É o que apontam os dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Taxa média de desemprego por estado em 2020 — Foto: Economia G1
As maiores taxas foram registradas em estados do Nordeste e as menores, no Sul. Somente em sete estados a taxa de desemprego média do ano não bateu recorde. São eles: Pará, Amapá, Tocantins, Piauí, Pernambuco, Espírito Santo, e Santa Catarina.
Dentre os 20 estados que registraram recorde, 12 tiveram taxa superior à média nacional. Os estados nos quais a taxa foi menor que a média do país são: Rondônia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.
Delegados, peritos, agentes da Polícia Federal, policiais rodoviários federais e outras 20 carreiras da segurança pública ameaçam realizar protestos em cidades de todo país na quarta-feira (10).
Integrantes da UPB (União dos Policiais do Brasil), os servidores se dizem traídos pelo presidente Jair Bolsonaro, que teria prometido apoio aos pedidos das categorias para serem poupados de congelamentos na PEC Emergencial.
Os policiais são proibidos de fazer greve, por isso, dizem eles, o plano é realizar paralisações ao longo do dia.
O texto da PEC enviado à Câmara pelo Senado teve apoio do Palácio do Planalto, inclusive, com o voto do senador Flávio Bolsonaro contra a exclusão dos policiais da PEC
Se aprovado, o texto estipula um gatilho para congelamento de salário e proibição de progressão na carreira e novas contratações sempre que houver decretação de estado de calamidade ou quando a relação entre despesas correntes e receitas correntes alcançar 95% .
“É um movimento de traição, são montadas estratégias, deixando o Congresso ser culpado. Com Rodrigo Maia era mais fácil. Agora, no Senado, o governo votou contra a emenda defendida pelos policiais. É uma estratégia de fazer um discurso público e nos bastidores fazer outra coisa”, diz Luis Antônio Boudens, presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais).
Tanto Boudens como o presidente da FenaPRF (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais), Dovercino Borges Neto, classificam a postura de Bolsonaro nos últimos dias, quando sinalizou apoio aos policiais, como “jogar pra galera”.
Para o líder dos policiais rodoviários, as categorias estão muito chateadas e o encaminhamento para os protestos e paralisação tem como objetivo ser um “ato simbólico de que a segurança pública desembarcou no governo Bolsonaro”. Representante dos peritos federais, o presidente da APCF, Marcos Camargo, afirma que os protestos são para chamar a atenção para o que eles consideram “equívocos e absurdos” da PEC.
“É a terceira traição (do governo de Jair Bolsonaro), a primeira foi na reforma da previdência, a segunda na votação da lei complementar 173, que também já trouxe vedações, e a terceira agora. E essa é muito grave”, diz ele. Edvandir Paiva, presidente da ADPF, que representa os delegados da PF, afirma que o apoio do governo e de alguns parlamentares à versão atual da PEC não é compatível com o discurso que elegeu o presidente.
“Estamos trabalhando, fazendo operação, evitando desvio de recurso do combate à pandemia. Ai, de repente, coloca na Constituição um congelamento salarial por tanto tempo, a gente entende que é desproporcional”, diz Paiva.
Situação da pandemia está sendo avaliada, mas concursos permanecem. | Pedro Guerreiro/Agência Pará .
O governador Helder Barbalho falou sobre os rumos tomados para a realização dos concursos públicos, previstos para serem realizados no Estado nos próximos dias. Os esclarecimentos foram feitos durante coletiva de imprensa realizada na noite desta terça-feira (9).
Questionado sobre a possibilidade do cancelamento da aplicação das provas em virtude das novas medidas restritivas atualizadas no atual decreto estadual – que passam a valer a partir de amanhã (10) e seguem pelos próximos dias -, o chefe do Executivo ressaltou que, nesse primeiro momento, tudo está mantido.
“Nós estamos fazendo a avaliação, mas partimos do princípio de que, da mesma forma que as escolas particulares têm protocolos que estão sendo cumpridos, o concurso público também tem protocolos que estão sendo cumpridos”, garantiu.
Helder listou também as medidas que estão sendo tomadas para garantir a segurança dos concurseiros. “Em todas as salas, cada cidadão que participa de um concurso público tem aferimento de temperatura e faz uso de máscara. É feita também a higienização com álcool 70% dos participantes. Além disso, o espaçamento de todas as salas só tem 50% de utilização. Então, se as aulas particulares que têm protocolo estão continuando, os concursos públicos, da mesma forma, cumprindo com os protocolos, deverão continuar”, decidiu.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.