Homem sobrevive a Covid, recebe alta e ganha na mega-sena
O paciente passou 68 dias internado ao todo em 2020. Começou 2021 com a vitória em um bolão da Mega-Sena da Virada e o desafio de concluir sua recuperação.
sábado, 13/03/2021, 12:07 – Atualizado em 13/03/2021, 12:35 – Autor: Com informações do portal RD News
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Que história! Rogério Maria, de 51 anos, passou 68 dias internado ao todo em 2020. Ele é uma das 73.912 pessoas que contraíram Covid-19 em Campinas (SP). No entanto, começou 2021 com a vitória em um bolão da Mega-Sena da Virada e o desafio de concluir sua recuperação. ‘Tudo isso me fez dar valor às pequenas coisas da vida’, diz.
Ainda internado, Rogério precisou de uma traqueostomia. Teve pneumonia e infecção bacteriana em decorrência da baixa imunidade e do longo período de internação. 80% dos pulmões ficaram comprometidos. Ainda apresentou trombose generalizada e foi submetido a 28 dias de hemodiálise.
“Minha família foi chamada duas vezes para se despedir de mim, porque os médicos não acreditavam na recuperação.”.
Dos 68 dias internado, 42 foram em coma induzido, entubado. A alta e reabilitação desafiadora dividiram espaço com a sorte do bolão, no qual ganhou parte do prêmio da Mega-Sena da Virada em 2020.
Neste sábado (13), a metrópole completa um ano do primeiro caso confirmado de coronavírus. Em 12 meses, 1.997 pessoas perderam a vida para a doença, e muitas outras renasceram, como Rogério.https://8c45d99d58fe92893434fa1366b353c6.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html
Reprodução
“Aprendi a viver mais feliz. Mesmo com todas essas sequelas, mas ainda vou superá-las. Não desisti e não desisto jamais.”.
O analista de sistemas, pai de dois filhos, foi infectado em julho, pico da primeira onda da pandemia. A piora no quadro veio rápido e ele ficou hospitalizado na Casa de Saúde de Campinas.
“Sentei na cadeira de rodas e passei pelo corredor do hospital. Essa é a última lembrança que tenho daquele dia, antes dos 42 dias em coma”.
Em setembro, o analista voltou para casa com 27 kg a menos, queda de cabelo e a pele escurecida pelos remédios que tomou. Teve perda de memória recente e lesões nos nervos periféricos das duas pernas, que impossibilitariam qualquer movimento por seis meses, segundo a previsão médica.
Benefício negado no INSS e prêmio da Mega
Durante o coma, a família realizou um pedido de auxílio por internação médica ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas foi negado. A justificativa do órgão, segundo Rogério, foi que ele estaria apto a trabalhar, mesmo com o atestado de coma expedido pelo hospital.
Após novas tentativas, recebeu, até o momento, apenas uma parcela do valor a que teria direito. Questionado, INSS disse estar analisando o caso para que os valores devidos sejam pagos corretamente. Alegou que a documentação enviada em agosto não estava de acordo com o necessário e que a perícia de Rogério está agendada para 31 de março.
“Na avaliação presencial, a perícia médica vai verificar a data de início da incapacidade, podendo definir o pagamento retroativo do auxílio.”, informou o órgão.
A família recorreu a uma vaquinha online para ajudar nas despesas com o tratamento ainda em dezembro do ano passado. Não imaginavam que também teriam sorte com um bolão da Mega-Sena da Virada. O grupo no qual Rogério estava acertou cinco dezenas, e cada um recebeu o valor líquido de R$ 7.325,26.
Com a capacidade pulmonar reestabelecida, ele recuperou 13 kg e ainda aprimora os passos, sob os olhos de fisioterapeutas. Atualmente, Rogério já consegue pular, correr e fazer exercícios de força. Um recomeço após a Covid-19.
“Sou um cara alegre, estou voltando a sorrir. É uma batalha diária e minha superação está acontecendo. Tudo isso me fez dar valor às pequenas coisas da vida.”.
Pará decidiu manter preço médio ponderado ao consumidor final, inalterado na segunda quinzena de março.
Mesmo após a isenção de impostos federais, 18 estados e o Distrito Federal aumentarão, a partir de segunda-feira (15), o preço de referência para a cobrança de ICMS sobre o óleo diesel. Também isento de impostos há duas semanas, o botijão de gás terá elevação de tributos estaduais em 12 estados e no DF.https://97347b5f921484c63bb31f3bd343c82e.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html
Na segunda semana após a isenção, o litro do diesel foi vendido nos postos brasileiros a um preço médio de R$ 4,232, praticamente estável em relação aos R$ 4,230 da semana anterior, mas 1,14% acima dos R$ 4,184 verificados na semana anterior ao decreto que zerou o PIS/Cofins sobre o produto.
Os dados indicam que o benefício de R$ 0,30 por litro com a isenção foi anulado por novos reajustes da Petrobras nas refinarias -no quinto aumento do ano, na semana passada, foram R$ 0,15 por litro- e pelo aumento da mistura de biodiesel no combustível vendido nos postos.
O aumento do ICMS surge, portanto, como mais um entrave ao repasse do benefício anunciado na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em esforço para conter a insatisfação dos caminhoneiros.
O ICMS dos combustíveis é cobrado sobre um preço de referência definido pelas secretarias estaduais de Fazenda a cada 15 dias.https://97347b5f921484c63bb31f3bd343c82e.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html
Os estados alegam que o preço de referência, conhecido como PMPF (preço médio ponderado ao consumidor final), é calculado com base em uma pesquisa do preço de venda nos postos. Assim, eventuais elevações ou cortes responderiam às flutuações do mercado.
O modelo é questionado por Bolsonaro, que há um mês enviou ao Congresso um projeto de alteração na cobrança do ICMS, criando uma alíquota fixa em reais. O governo defende que o sistema atual retroalimenta a alta de preços, já que o imposto sobe quando o preço está alto, provocando novos repasses às bombas.
A proposta de Bolsonaro é apoiada pelo setor de combustíveis, mas enfrenta resistência dos estados que alegam perda de capacidade de gestão tributária.
Segundo ato do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), apenas Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Pernambuco manterão o PMPF inalterado na segunda quinzena de março. Nenhum estado decidiu acompanhar o governo federal e reduzir o imposto.
O ato do Confaz sobre o PMPF mostra que, além do Distrito Federal, aumentarão o imposto: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.
Segundo cálculos do consultor Dietmar Schupp, o aumento médio é de 4,4% para o diesel S-10, mais vendido no país, e de 5,1% para o diesel S-500, mais poluente e por isso só vendido em postos de estrada.
Os mesmos estados que anunciaram elevação do preço de referência usado para calcular o ICMS do diesel farão o mesmo com a gasolina, com alta média de 4,4% no caso da gasolina comum e de 3,2% no caso da gasolina premium.
Segundo a ANP, o litro da gasolina foi vendido no país a um preço médio de R$ 5,492 na semana passada, alta de 3,8% em relação à semana anterior. O produto já sofreu seis reajustes nas refinarias da Petrobras em 2021 e foi o principal fator de pressão na aceleração do IPCA, que fechou fevereiro em 0,86%.
A sequência de reajustes nos preços dos combustíveis foi o motivo declarado por Bolsonaro para substituir o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna, hoje no comando de Itaipu. Criticada pelo mercado, a troca será sacramentada em assembleia de acionistas da estatal no dia 12 de abril.
Bolsonaro também anunciou isenção de PIS/Cofins sobre o gás de cozinha, o que garantiria um desconto de R$ 2,80 por botijão. Mesmo assim, o preço médio do botijão subiu 2,3% na semana passada, segundo a ANP, para R$ 83,34. Desde a isenção de impostos federais, a alta acumulada é de 3,3%.
Entre os estados que elevaram o preço de referência para cobrança de ICMS sobre o produto, a alta média foi de 1,3%. O cálculo do PMPF segue o mesmo modelo dos combustíveis automotivos, de pesquisas no preço de revenda do produto.
Segundo empresas do setor, o atraso nos repasses da isenção de impostos ao consumidor é fruto da falta de regulamentação da portaria que instituiu o benefício. Responsável pelo recolhimento do imposto em suas refinarias, a Petrobras não sabe o volume que seus clientes envasarão em botijões de 13 quilos, elegíveis à isenção, ou quanto venderão a granel.
Assim, a empresa passou os primeiros dias da isenção emitindo notas com o imposto cheio. Após negociações, o setor estabeleceu um modelo de auto-declaração, no qual as distribuidoras informam à Petrobras o volume que pretendem destinar aos botijões.
A Receita Federal disse à Folha que a isenção já pode ser aplicada desde a publicação do decreto, “bastando uma declaração da empresa distribuidora adquirente com a previsão de consumo deste item (botijão de 13 kg)”.
Uma regulamentação definitiva do decreto, afirmou a Receita, está em curso e deve ser concluída em breve.
A reportagem procurou o Consefaz (Conselho Nacional dos Secretários de Fazenda) para comentar o assunto mas não teve resposta até a publicação deste texto.
WhatsApp para de avisar se áudio foi ouvido. Entenda!
A nova versão já está disponível tanto para iOS, quanto para Android
sábado, 13/03/2021, 00:01 – Atualizado em 13/03/2021, 00:01 – Autor: Com informações Olhar Digital
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Aatualização mais recente do Whatsapp, disponibilizada durante esta semana, trouxe uma novidade que dividiu opiniões: o aplicativo não avisa mais quando os áudios são ouvidos. Na versão anterior, a cor da caixa de conversa ficava azul quando a outra pessoa escutava a mensagem, agora ela permanece acinzentada.
Os usuários que buscam por mais privacidade adoraram a notícia, já os ansiosos não podem falar o mesmo. O recurso vale apenas para quem desativa a confirmação de leitura de mensagens, que é a função que deixa aqueles dois risquinhos azuis quando você envia texto no aplicativo.
Maia e Baleia: presidente do MDB é um dos congressistas mais próximos do deputado do RioMarcelo Camargo/ABrMarcelo Camargo/ABr
O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (MDB-SP), afirmou que ainda não há nenhuma definição sobre se o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai se filiar ao MDB, mas declarou que ele seria bem-vindo caso decida entrar nos quadros do partido. “Já fiz o convite para ele se filiar. Será bem vindo ao MDB”, disse ao Congresso em Foco.
Mais de um mês após o rompimento com o DEM, Maia ainda não formalizou uma entrega de pedido de desfiliação ao diretório nacional. Aliados do deputado do Rio de Janeiro afirmam que ele ainda precisa achar uma saída jurídica para sair da legenda sem perder o mandato pelo qual foi eleito em 2018.
Como a eleição para uma vaga na Câmara é proporcional, ou seja, os votos no partido também contam para definir quem são os eleitos, Maia só pode sair do DEM sem perder o mandato caso comprove que foi perseguido ou que a legenda mudou seu programa ideológico. Outra possibilidade é que haja um acordo com o comando do DEM e a direção da sigla permita o deputado sair do partido e manter o mandato.
O assunto de desfiliação de Maia está congelado no DEM. Desde que rompeu com o partido, o ex-presidente da Câmara tem feito duras críticas ao presidente da legenda, ACM Neto. A aliados, Neto tem afirmado que, mesmo com ele fora do DEM, não descarta uma reconciliação com Maia, mas isso só aconteceria com um gesto público do deputado do Rio de Janeiro de retirar as críticas que fez. Nas redes sociais, Maia classificou ACM Neto como “mau caráter”.
Segundo disse Maia em entrevista ao jornal Estado de São Paulohá uma semana, a saída do DEM é irreversível. O racha com o partido se deu na campanha que elegeu seu sucessor na presidência da Câmara. O candidato apoiado por Maia era Baleia Rossi. Porém, no meio da disputa, o presidente do Democratas, ACM Neto, não conteve um movimento da bancada da sigla de apoiar a chapa do atual presidente Arthur Lira(PP-AL) – apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Sobre troncos de madeira para não tombar no solo argiloso da Floresta Amazônica recém-desmatada, a escavadeira abre uma cratera de 30 metros em busca do substrato onde se esconde o ouro do alto Tapajós. Minerando dentro da Floresta Nacional do Crepori e operada por um migrante vindo do Maranhão que aprendeu o ofício no Suriname, a máquina é essencial no atual boom do garimpo na região e principal alvo de ações de combate da Polícia Federal e de órgãos ambientais.
A mecanização do garimpo se intensificou nos últimos anos, reflexo do movimento, tanto no Pará como em Brasília, pela legalização da atividade em áreas protegidas, e do relaxamento da fiscalização ambiental no país.
Estimulado pela busca por investimentos mais seguros em tempos de crise financeira provocada pela pandemia do novo coronavírus e pela desvalorização do real diante do dólar, o ouro bateu o recorde de R$ 350 por grama entre agosto e novembro de 2020. Isso gerou uma escalada na produção, cujo valor, medido pela taxação, quase triplicou de 2019 para 2020.
No centro da escalada está o município paraense de Jacareacanga, de onde saem semanalmente cerca de 80 kg de ouro, 90% dele ilegal. “Jacareacanga é hoje a capital do ouro na Amazônia, mas praticamente todo ele é retirado de terras indígenas ou da Flona (Floresta Nacional) do Crepori, ou seja, não pode constar como procedente da cidade”, diz o empresário Alan Carneiro, defensor da legalização do garimpo em unidades protegidas e que há 4 anos vive do crescimento da mecanização, com a maior oficina de escavadeiras e peças de maquinário para garimpo da região.
“Eu buscava um lugar para investir e vi aqui uma grande oportunidade: praticamente não havia civilização e nenhuma que operasse no meu ramo”, comenta o soldador vindo de Rondônia. Hoje ele trabalha na criação de 1 cooperativa que visa regularizar a situação de Jacareacanga.
O empresário Alan Carneiro é defensor da legalização do garimpo em unidades protegidasGustavo Basso/DW
Entre seus futuros cooperados está o mato-grossense Valbim Oliveira, que teve 2 escavadeiras, avaliadas em aproximadamente R$ 700 mil, queimadas em operação realizada em agosto, enquanto operava na Terra Indígena Mundurucu. “A Polícia Federal chegou de helicóptero logo de manhã e começaram a atirar nas bombas hidráulicas. Dói demais você perder todo seu capital em meia hora”, conta.
“Com cada vez mais escavadeiras queimadas, há escassez de máquinas. Se antes o aluguel custava 1 grama de ouro por hora, hoje em dia custa 2 gramas, o que deixa muito garimpeiro bravo com o [Jair] Bolsonaro, pois nenhum presidente antes dele fez algo assim”, reclama Oliveira, que continua apoiando o presidente, e diz que retiraria as máquinas caso fosse intimado.
Criticado tanto por ambientalistas quanto por garimpeiros, que o acusam de amparar grandes mineradoras e não os pequenos, o projeto de lei acabou ampliando a divisão entre o povo munduruku, etnia indígena que compõe 1/3 da população de Jacareacanga. Estima-se que 70% de todo o ouro produzido na cidade saia dos quase 25.500 km² das terras indígenas Sai-Cinza e Munduruku, uma riqueza à qual os índios tem pouco acesso. Poucos participam diretamente, e os caciques recebem dos brancos 10% como “taxa”.
Oficialmente, a principal organização representativa dos mundurukus é a Associação Indígena Pusuru, sediada em 1 pequena casa no centro de Jacareacanga. Encabeçada por Francinildo Kabá Munduruku e o primo João Kabá Munduruku, a instituição luta pela liberação da exploração de ouro em suas terras.
“Somos 14 mil, entre aldeados e os que vivem fora das terras, e a maior parte trabalha com o garimpo”, defende João, criticando as limitações. “O índio tem a terra, mas o governo não deixa extrair o ouro dela, não faz sentido”. Segundo a Constituição Federal, as terras tradicionalmente ocupadas pelos indígenas pertencem à União e têm o aproveitamento de riquezas minerais sujeito a autorização do Congresso Nacional.
Lideranças indígenas contestam as afirmações de João. Sob ameaças, 1 destes líderes afirma que os índios que lutam pela liberação do garimpo foram cooptados pelos pariwat, como chamam os não indígenas, e não representam o povo munduruku. “Eles mentem sobre a maioria ser favorável à extração; na realidade, são 20% os que apoiam a legalização, mas essa minoria faz barulho e aplicou um golpe sobre a Pusuru”.
Em carta ao Ministério Público Federal datada de 18 de dezembro passado, as lideranças afirmam que a eleição de Francinildo para a entidade foi uma manobra com envolvimento de “empresários, deputado estadual e senador que estão envolvidos com as atividades ilegais de garimpagem e a favor do PL 191, se aproveitando de um momento de fraqueza com a morte de grandes lideranças do nosso povo causadas pela pandemia”. A carta diz ainda que a Pusuru não representa mais os mundurukus.
Waldelirio Manhuary Munduruku, vice-prefeito, reconhece o problema. “Temos consciência de que é uma ilegalidade, mas o garimpo é uma necessidade do índio”, afirma. Ele compara as necessidades financeiras atuais com as do passado: “O índio hoje está inserido na sociedade, quer água gelada, TV de última geração, não somos mais tutelados. Os que são contra querem que fiquemos isolados como silvícolas, mas não dá para voltarmos a 1500”.
Procurador da República com atuação na região do alto Tapajós, Paulo de Tarso Oliveira questiona a liberação da extração mineral e o abandono do modo de vida tradicional. “As terras indígenas existem como ferramentas para manutenção dos modos de vida tradicionais desses povos; se não há mais indígenas vivendo assim, perdem a razão de ser”, diz.
Para o superintendente da FAS (Fundação Amazonas Sustentável), Virgílio Viana, a exploração das terras indígenas deveria existir somente se comandada em sua totalidade pelos índios. “Caso contrário, as sequelas sociais são muito negativas, acabam destruindo o modo de vida e o tecido social da comunidade”, diz.
EMPRESÁRIO X ARTESÃO
Oliveira acredita que o PL 191 não é o caminho para trazer a atividade mineradora para a licitude. “O garimpo, como foi concebido pelo legislador, seria 1 atividade pequena, artesanal, desenvolvida manualmente em até 50 hectares, mas o que se observa na prática são pessoas com dezenas de permissões de lavras, e o uso de máquinas enormes, balsas de até R$ 2 milhões, que atuam sem estudos de impacto ambiental. Isso necessita ser discutido antes de ampliarem-se as fronteiras da mineração”, defende.
O argumento encontra voz mesmo entre donos de lavras dentro de Unidades de Conservação. Vanderlei Pinheiro é morador há 21 anos da comunidade de São José, uma vila de mineradores encravada no meio da Floresta Nacional do Crepori e que hoje conta com 1 movimentado aeródromo no meio da floresta. Para ele, é impossível passar a atuar de acordo com a legislação.
Para extrair ouro, barrancos são escavados até que o cascalho subterrâneo onde está depositado o metal seja expostoGustavo Basso/DW
“Se formos trabalhar como manda o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) [substituído em 2019 pela ANM (Agência Nacional de Mineração)] não seria possível. Os custos seriam grandes demais. O ganho com a operação não cobre o investimento que teria de ser feito com as mudas”, afirma, se referindo ao replantio obrigatório de árvores nativas após a exploração da terra.
“Acaba que nós deixamos por conta da natureza se recuperar, o que ela faz rapidamente”. A reportagem visitou dezenas de garimpos abandonados nos quais os buracos permanecem abertos, sem recuperação da vegetação.
Para a procuradoria federal, o argumento da falta de oportunidade seria falacioso: “Ele registra de forma implícita a crença de que o desenvolvimento desse segmento é incompatível com a responsabilidade socioambiental e o desenvolvimento sustentável; isso sem mencionar a precarização das condições de trabalho, más condições de habitação e higiene, doenças como a malária e outras mazelas que vêm a reboque do garimpo ilegal”, afirma Oliveira.
OURO “ESQUENTADO”
Não existem dados precisos sobre a produção garimpeira, porque apenas parte dela entra nos registros oficiais. A ferramenta usada para medir a produção é a CFEM (Contribuição Financeira por Exploração Minerária). Jacareacanga é o município onde a produção de ouro mais cresce no Pará, mas ainda assim a CFEM, na cidade, vai na contramão do observado no estado e mesmo no Brasil.
“O ouro extraído em áreas ilegais não pode ter indicação de origem, então é necessário falsificar essa procedência”, afirma o procurador Paulo de Tarso Oliveira, apontando a maior falha da contribuição. “A CFEM é autodeclaratória, ou seja, cabe ao vendedor indicar a origem sem qualquer comprovação por parte da Receita Federal ou da ANM. Não há justificativa para um segmento tão importante da economia como a mineração possuir um sistema tão precário, senão atender algum interesse”, afirma.
Segundo cálculos da prefeitura de Jacareacanga, a arrecadação municipal, que hoje está próxima dos R$ 8 milhões, teria um incremento de R$ 4 milhões caso o CFEM passasse a ser recolhido na cidade. Em contraste, em Itaituba, também no Pará, entre 2018 e 2020, a arrecadação com o ouro saltou de R$ 10,8 milhões para R$ 53,5 milhões. Um dado que demonstra bem como Jacareacanga perde com o garimpo ilegal é o fato de a cidade ter o 51º pior IDH entre os 5.565 municípios brasileiros, enquanto Itaituba está mais de 2 mil posições acima, em 3.291º lugar.
Um estudo publicado em maio de 2020 pelo Instituto Escolhas aponta que áreas com PLG (Permissões de Lavra Garimpeira) são utilizadas para “esquentar” ouro: investigações da Polícia Federal identificaram áreas com PLG sem qualquer produção de fato declarando grandes extrações de ouro, o que sugere falsidade na procedência.
A Polícia Federal ainda apontou em denúncia que a cada 11 anos a atividade garimpeira mecanizada lança no Tapajós o equivalente ao rejeito lançado no rio Doce pela mineradora Samarco, controlada pela Vale e a BHP, no rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais.
No alto Tapajós, o garimpo tende a continuar apesar das dificuldades técnicas e do jogo de gato e rato entre autoridades com orçamentos cada vez menores e pequenos mineradores cada vez mais aparelhados e questionando os crimes impunes cometidos pelos grandes.
“Chegar e espancar é fácil, educar é difícil. Olha o que a Vale fez em Mariana e Brumadinho, por que as autoridades não queimam as máquinas deles?”, questiona Valbim Oliveira, ainda sem trabalhar após a queima das suas escavadeiras.
Justiça anula decisão e autoriza concurso da PM; certame da PC continua suspenso
Além dos prejuízos econômicos, a juíza ressaltou a existência de um déficit de 52% em contraposição a crescente demanda da segurança pública do Estado
sexta-feira, 12/03/2021, 23:12 – Atualizado em 12/03/2021, 23:12 – Autor: Igor Reis DOL
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O concurso público da Polícia Militar vai acontecer após uma reviravolta no caso. O Tribunal de Justiça do Estado suspendeu a liminar dojuízo da 5ª Vara da Fazendo Pública da Capital na manhã desta sexta-feira (12), determinando a realização da prova do concurso, assim como as fases subsequentes. No entanto, a prova objetiva da Polícia Civil, que seria realizada no próximo dia 28, se mantém suspensa devido ao risco de agravamento da pandemia neste período.
A decisão, publicada no final da noite desta sexta-feira, anulou a liminar do Juiz Auxiliar de 3ª entrância, Luiz Otávio Oliveira Moreira, que responde pela 5ª Vara Fazendária da Capital. O magistrado suspendeu os concursos e processos de seleção em que “se faça necessária a presença física de candidatos em locais de provas e/ou para entrega de documentos, enquanto estiverem em vigor as fases vermelha ou preta de classificação de nível de risco”, do decreto estadual.
No entendimento da desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, o concurso é imprescindível. Além dos prejuízos econômicos ao Estado e aos candidatos, a juíza ressaltou a existência de um déficit de 52% em contraposição a crescente demanda da segurança pública paraense, que precisa ser preenchido com urgência. Célia Pinheiro destacou ainda que não existe nenhuma lei que impeça a realização de certames públicos neste momento.
“A Segurança Pública constitui atividade essencial e imprescindível para garantir a efetividade das ações de combate à Pandemia, notadamente no que se refere ao fiel cumprimento das medidas restritivas impostas pelo Decreto Estadual nº. 800/2020, tais como aglomeração, circulação de pessoas fora dos horários estabelecidos, abertura de bares, restaurantes e similares, ocorrência de festas etc. Nesse sentido, inobstante o Decreto nº. 800/2020 apontar que o Estado do Pará se encontra em bandeiramento vermelho, indicador de alto risco com relação à pandemia da Covid19, o mesmo decreto registra que a atividade considerada essencial não pode ser interrompida, conforme se depreende da leitura do caput do art. 11 e do item 57 da lista de serviços essenciais, de modo que há a necessidade de continuidade da realização do concurso público para a Polícia Militar, pelas razões que passo a explicar.”, diz a juíza em sua decisão.
É possível que tenhamos chegado ao pico de nascimento de gêmeos pelo mundo, concluiu um relatório – que coloca a América do Sul como exceção.
Por BBC
12/03/2021 19h12 Atualizado há 3 horas
A taxa de gêmeos nascidos em todo o mundo aumentou em um terço desde os anos 1980 — Foto: Getty Images/BBC
Cada vez mais gêmeos estão nascendo no mundo, mas pode-se ter atingido o pico desses nascimentos, segundo pesquisadores.
Cerca de 1,6 milhão de gêmeos nascem a cada ano em todo o mundo — uma em cada 42 crianças.
Gestações mais tardias e intervenções médicas, como a fertilização in vitro, aumentaram a taxa de nascimentos de gêmeos em um terço desde os anos 1980, particularmente nas regiões mais ricas do mundo.
Mas pode ser que esse índice comece a diminuir em breve, pois o foco dos tratamentos médicos para fertilidade tem mudado para apenas um bebê por gravidez, o que torna a gestação menos arriscada.
De acordo com um artigo publicado na revista Human Reproduction, o pico foi alcançado devido a grandes aumentos nas taxas de bebês gêmeos em todas as regiões do mundo nos últimos 30 anos — um aumento que chegou a 32% na Ásia e a 71% na América do Norte.
Os pesquisadores coletaram informações sobre as taxas de “geminação” de 165 países de 2010 a 2015 e as compararam com as taxas de 1980 a 1985.
O número de gêmeos nascidos por mil partos é agora particularmente alto na Europa e na América do Norte – e em todo o mundo passou de nove a cada mil partos para 12 a cada mil.
A América do Sul, porém, é uma exceção: aqui, o número de partos de gêmeos baixou de 102 mil entre 1980 e 1985 para 100 mil entre 2010 e 2015.
“Entre 2010 e 2015, o número absoluto de partos de gêmeos foi mais alto do que nunca em âmbito mundial e em todas as regiões globais, exceto pela América do Sul, onde declinou um pouco”, aponta o estudo.
Dar à luz a gêmeos é mais arriscado para a mãe e os bebês — Foto: Getty Images/BBC
As taxas de incidência de gêmeos na África, por sua vez, sempre foram altas e não mudaram muito nos últimos 30 anos, o que pode ser explicado pelo crescimento populacional da região.
A África e a Ásia representam cerca de 80% de todos os partos de gêmeos no mundo atualmente.
O professor Christiaan Monden, autor do estudo da Universidade de Oxford, disse que havia uma razão para isso.
“A taxa de gêmeos na África é tão alta por causa do grande número de gêmeos dizigóticos — gêmeos nascidos de dois óvulos separados”, diz.
“Isso ocorre provavelmente devido a diferenças genéticas entre a população africana e outras populações.”
As taxas de geminação na Europa, América do Norte e países da Oceania têm aumentado. A principal razão, explicam os especialistas, tem a ver com o uso crescente da reprodução assistida desde os anos 1970, como a inseminação artificial e a estimulação ovariana.
Todas essas técnicas aumentam a probabilidade de um nascimento de gêmeos.
As mulheres que optam por engravidar mais tarde, o aumento do uso de anticoncepcionais e a diminuição da fertilidade em geral também desempenham um papel nesse aumento, diz o estudo.
Mas a ênfase agora está nas gestações únicas, que são mais seguras, explica Monden.
“Isso é importante, porque os partos gemelares estão associados a taxas mais altas de mortalidade entre bebês e crianças, e mais complicações para mães e crianças durante a gravidez e depois do parto”, diz ele.
Os gêmeos têm mais complicações no nascimento, nascem prematuros com maior frequência, têm menos peso e taxas de mortalidade mais altas.
Chances de sobrevivência
A análise descobriu que o destino dos gêmeos em países pobres era mais preocupante.
Na África Subsaariana, em particular, muitos gêmeos perderão seus irmãos no primeiro ano de vida — mais de 200 mil a cada ano.
“Embora as taxas de geminação em muitos países ricos ocidentais estejam agora se aproximando dos índices da África Subsaariana, há uma enorme diferença nas chances de sobrevivência”, disse o professor Jeroen Smits, também autor do estudo.
Olhando para o futuro, os pesquisadores dizem que a Índia e a China terão um papel importante nas taxas de geminação futuras, também sob a influência do declínio na fertilidade, da fertilização in vitro e das escolhas das famílias por gestações mais tardias.
Taurus lança arma cor-de-rosa em homenagem ao Dia da Mulher
Parece um brinquedo, mas mata.
sexta-feira, 12/03/2021, 20:18 – Atualizado em 12/03/2021, 20:24 – Autor: Com informações do UOL
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Afabricante de armas Taurus vai lançou um revólver cor-de-rosa na última segunda-feira (8), para “celebrar” o Dia Internacional da Mulher.
A edição especial do modelo Taurus 85 UL foi desenvolvida exclusivamente para o mercado do Brasil, onde, segundo a companhia, a demanda feminina está crescendo, principalmente após o governo Bolsonaro atender aos lobbys da empresa.
O revólver vai ter gravada a expressão “mulheres fortes”, em inglês. Com armação de alumínio, é leve e pequeno, indicado como arma de porte velado. Parece um brinquedo, mas mata.
Ocupação de leitos foi divulgada hoje. | Jader Paes/Agência Pará .
Em novo boletim epidemiológico divulgado, na noite desta sexta-feira (12), pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), mostra uma situação preocupante: Belém está praticamente sem leitos para pacientes com Covid-19.
O número preocupante mostra que a taxa de ocupação de leitos clínicos na capital paraense atingiu 98,4%, enquanto a taxa de ocupação de leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está em 88,7%. Paralelo a isso, somente nas últimas 24h, 266 novos casos foram cadastrados.
Nos últimos dias, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santarém registrou uma alta em internações de jovens – que não faziam parte do grupo de risco – diagnosticados com a doença. Dias depois, a capital atingiu 100% de ocupação de leitos, estando incapaz de receber novos pacientes.
Como medidas para conter o avanço da doença, foi anunciada a paralisação das escolas municipais a partir da próxima segunda-feira (15), que segue até 21 de março. Enquanto isso, a ilha distrital de Mosqueiro terá um hospital de campanha para atender casos suspeitos da doença.
Lula busca cooperação internacional e facilita negociação de vacinas para ser opção em 2022, diz coluna
Ex-presidente petista atuou na campo das relações exteriores, principalmente, na tentativa de viabilizar vacinas e insumos para o Brasil
sexta-feira, 12/03/2021, 17:57 – Atualizado em 12/03/2021, 17:56 – Autor: Com informações da coluna Task Force Brazil
| Agência Brasil .
Com a retomada, mesmo que temporária, dos direitos políticos, o ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva tem realizado diversos movimentos para se colocar como opção à frente de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. E as estratégias não se limitam ao campo da política interna brasileira, envolvendo também atos de cooperação internacional, principalmente, no combate à pandemia da Covid-19. A análise é feita pela coluna de Bela Megale, do jornal O Globo.
Segundo a coluna, Lula se preparava para a volta ao campo político, e talvez eleitoral, meses antes da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, que anulou todas as ações movidas contra ele pela Lava-Jato de Curitiba.
Há cerca de três meses, o líder petista teve uma reunião com Kirill Dmitriev, diretor do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), que financiou o desenvolvimento da Sputnik V.
Ainda de acordo com a colunista, o convite para a conversa partiu de Dmitriev, após o russo ver que Lula estava entre os signatários de um abaixo-assinado organizado pelo Nobel de Economia Muhammad Yunus, que defende a vacina como bem comum da humanidade. Segundo esse posicionamento, o imunizante deveria ser distribuído gratuitamente a todos.
Após o convite do russo, Lula convocou os ex-ministros da Saúde José Gomes Temporão, Alexandre Padilha e Arthur Chioro para participar da videoconferência.
“Dmitriev disse que o presidente Vladmir Putin havia incentivado a reunião com Lula. Foi uma conversa importante, porque abriu a relação do fundo russo com o Consórcio do Nordeste. Deixamos claro que, além do Paraná, com quem eles tiveram as primeiras tratativas, tinham muitas frentes no Brasil a serem abertas. Destacamos que o interesse pelo volume de vacinas era maior e envolvia vários estados brasileiros. Isso fortaleceu o acordo de milhões de vacinas firmado com os estados do Nordeste”, disse Padilha à coluna.
O Ministério da Saúde assumiu o compromisso de negociar a compra de 39 milhões de doses da vacina Sputnik V com a intermediação do governo da Bahia. O número tinha sido fechado com o Consórcio do Nordeste, que reúne os Estados da região.
Padilha afirma, ainda, que Lula “foi um super incentivador” das conversas sobre a Sputnik V e destacou a necessidade de trazer para o Brasil “vacina boa, segura, eficaz”.
RELAÇÕES COM A CHINA
No fim de janeiro, quando a China atrasou o envio de insumos para o Brasil para a produção de vacinas, o ex-presidente também tentou atuar na questão.
Junto com a ex-presidente Dilma Rousseff, enviou uma carta ao presidente chinês Xi Jinping elogiando a condução da pandemia no país e com críticas ao “negacionismo” e “incivilidade” de Jair Bolsonaro.
“Consideramos oportuna essa mensagem, como forma de manifestar a nossa certeza de que a antiga e sólida amizade entre os nossos povos não será abalada pelo negacionismo, pela incivilidade e pelas grosserias proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e seu governo. A amizade e a parceria entre a China e o Brasil são inabaláveis, porque os governos passam, mas os laços que unem os povos são permanentes”, escreveu o documento informou enviado ao governo chinês.
No documento, Lula e Dilma também defenderam o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, que já foi alvo de ataques do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do chanceler Ernesto Araújo.
“O embaixador da China no Brasil, seguidamente desafiado por provocações e manifestações desrespeitosas de nossos governantes, se esforça como pode para preservar as boas relações entre nossos países”.
Na carta, os ex-presidentes petistas agradeceram também a parceria do laboratório Sinovac com o Instituto Butantan no desenvolvimento da vacina no Brasil e o envio de insumos.
“Em nome desta grande amizade que brilha em qualquer circunstância e que soubemos construir entre esses nossos dois países e nossos povos, não faltará ao Brasil insumos indispensáveis para dar continuidade à recém-iniciada produção de vacinas que salvem a vida do povo brasileiro”.
Poucas semanas depois, deputados da oposição, entre eles o próprio Alexandre Padilha, se reuniram com representantes da embaixada da China para reforçar as mensagens transmitidas na carta.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.