PROMESSA

13 de março de 2021 at 23:16

Torcedor dá nome ao filho unindo 4 quatro jogadores do Flamengo

Gabriel Barbosa e Bruno Henrique, além do meia uruguaio Giorgian e Arrascaeta foram os homenageados

 sábado, 13/03/2021, 11:33 – Atualizado em 13/03/2021, 17:17 –  Autor: Com informações UOL


Certidão de nascimento confirma nome inusitado 
 Certidão de nascimento confirma nome inusitado .

Até que ponto vai o amor de um torcedor pelo clube? Essa é uma questão muito pessoal, mas o flamenguista Allan dos Santos mostrou que essa relação pode ir muito além das quatro linhas. Em 2019, quando o clube rubro-negro disputava os títulos do Brasileirão e da Libertadores, o morador de Maricá prometeu batizar o filho em homenagem aos principais jogadores da equipe se o Fla conquistasse ambos os torneios.

Os homenageados principais foram os atacantes Gabriel Barbosa e Bruno Henrique, além do meia uruguaio Giorgian De Arrascaeta. De quebra, a mulher de Allan, Fernanda Ribeiro, carrega o mesmo sobrenome de outro jogador do Flamengo (Everton Ribeiro) e aumentou ainda mais o nível de “flamenguista” da criança recém-nascida que foi registrada com o nome: Gabriel Henrique Arrascaeta Ribeiro de Mattos.

Fernanda engravidou de Allan pouco após os títulos de 2019 e não foi avisada da promessa. Para alívio do marido, ela também é fanática pelo Flamengo e não implicou com a ideia.

Partido do Centrão exalta fala de Lula, mas depois apaga

13 de março de 2021 at 22:36

Por Lauriberto Pompeu  congressoemfoco

Valdemar Costa Neto comanda o PLAgência CâmaraAgência Câmara

O Partido Liberal (PL) divulgou nesta semana uma nota exaltando um trecho do discurso do ex-presidente Lula (PT) em São Bernardo do Campo (SP). A fala, que aconteceu na quarta-feira (10), dois dias depois do ex-presidente recuperar os direitos políticos, fez menções a José Alencar, que foi empresário e vice-presidente durante os dois mandatos de Lula.

Alencar era filiado ao PL, que hoje está na base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, principal adversário de Lula. O PL faz parte do Centrão, bloco informal de centro e direita conhecido por trocar apoio no Congresso e em eleições em troca de cargos.https://3b447dd26bb166c4249c7407c6453bc6.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

A mensagem foi divulgada nos canais da legenda no Youtube e no Facebook, mas depois foi apagada desses meios. O Congresso em Foco tenta contato com a assessoria do partido e assim que tiver uma resposta irá divulgá-la. Embora tenha sido apagada das redes sociais, até o momento de fechamento deste texto, a nota ainda está disponível no site oficial do partido.

“Na coletiva, que repercutiu em todos os portais de notícias, o ex-presidente avaliou a união com o liberal como a gestão mais promissora democraticamente que existiu no país”, consta na nota divulgada pela legenda.

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua primeira aparição pública depois da decisão que anulou a condenação contra ele da operação Lava-Jato, fez uma análise do quadro partidário nacional exaltando o poder e a força dos liberais nas eleições presidenciais. Lula fez questão de lembrar o papel decisivo do Partido Liberal no contexto da vitória eleitoral que o conduziu à Presidência da Republica pela 1ª vez”, escreveu o partido.

Famílias que moram no 1º leprosário do Brasil recebem notificações de despejo durante a pandemia

13 de março de 2021 at 22:05

Casas ficam em terreno do Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti, em Mogi das Cruzes, onde funcionou sanatório para pessoas com hanseníase. Advogada diz que ex-funcionários e ex-pacientes vivem no local há décadas: ‘não são invasores’. Governo de SP enviou notificações.

Por Laís Modelli, G1

13/03/2021 08h00  Atualizado há 5 horas


VÍDEO: famílias que moram no 1º leprosário do Brasil recebem notificações de despejo

Em 24 de dezembro do ano passado, a aposentada Nanci, de 69 anos, recebeu uma carta em sua casa, em um bairro afastado de Jundiapeba, distrito próximo a Mogi das Cruzes (SP).

“Passei mal quando li, acabou com o meu Natal. Era uma notificação de despejo dizendo que eu tenho seis meses para desocupar o imóvel e entregar as chaves”, conta.

Casas para casais que eram internados juntos no leprosário Santo Ângelo. Atualmente, o local é um bairro afastado dentro do Hospital Dr Arnaldo Pezzuti — Foto: Fundação Oswaldo Cruz. Casa de Oswaldo Cruz

Casas para casais que eram internados juntos no leprosário Santo Ângelo. Atualmente, o local é um bairro afastado dentro do Hospital Dr Arnaldo Pezzuti — Foto: Fundação Oswaldo Cruz. Casa de Oswaldo Cruz

Também em dezembro, duas vizinhas de dona Nanci receberam o aviso. E outras sete famílias já haviam sido notificadas entre abril e maio, durante o pior período da pandemia em 2020.

As casas ficam no terreno que faz parte do Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, onde até 1986 funcionou o Sanatório Santo Ângelo. Inaugurado em 1928, o edifício foi o primeiro leprosário do Brasil – uma colônia afastada das cidades onde pacientes de hanseníase eram internados à força por tempo indeterminado.

As famílias que ainda moram no bairro são ex-funcionários e ex-pacientes do leprosário Santo Ângelo. São pessoas que foram isoladas e marginalizadas pela extinta Política de Profilaxia da Lepra do governo brasileiro.

Advogada das famílias, Raquel Rondon explica que, em tese, o dono das terras é o governo do estado de São Paulo, autor de todas as notificações de despejo. Ela diz “em tese” porque a posse das terras está em disputa judicial há anos. Segundo a Procuradoria Geral do Estado, o governo estadual e uma mineradora que explora a região disputam na Justiça a posse do terreno desde 2013. (leia mais abaixo sobre a disputa fundiária).

“Além de querer despejar as famílias no meio da pandemia, o governo estadual não oferece nenhuma outra possibilidade de moradia, nenhuma alternativa que não o despejo. Ele nega até mesmo incluí-las em um programa de moradia”, diz Rondon.

Procurado pelo G1, o governo de São Paulo afirmou que dona Nanci e suas vizinhas são ex-funcionárias do hospital e que, desde que se aposentaram, não têm mais o direito de morar nas terras.

As demais famílias, segundo o órgão, são parentes de pacientes egressos do leprosário, mas que já morreram.

“Tradicionalmente, o local dedicou 55 moradias destinadas exclusivamente a pacientes hansenianos e funcionários ativos da unidade, com todos os custos de água e luz, por exemplo, sob responsabilidade do hospital. Não há regularidade na permanência de moradores que não se enquadram neste perfil e, por isso, foram emitidas sete notificações”, diz o governo de São Paulo.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Rondon explica, porém, que essas famílias não são invasoras e algumas pessoas notificadas chegaram a nascer no local.

“Não são pessoas que chegaram no terreno por conta própria. Elas foram colocadas ali pelo Estado, e as terras serviram de cárcere. Depois, muitos dos seus familiares que hoje vivem na casa são filhos que nasceram dentro do local. Não são meros invasores, como diz o governo”, diz a advogada.

Conheça a história do hospital Dr. Arnaldo Pezzuti, de Mogi das Cruzes

Conheça a história do hospital Dr. Arnaldo Pezzuti, de Mogi das Cruzes

Quanto às cartas terem sido enviadas em meio ao pio momento da pandemia de coronavírus, o governo afirma que o processo judicial para retirada de moradores do local está em curso desde 2014, mas “culminou num desfecho neste momento pelo próprio trâmite jurídico e não por decisão tomada neste momento [de pandemia]”.

E, apesar da disputa pela posse das terras estar em andamento, o governo estadual afirma pode despejar as famílias porque administra a área desde 1956. Mas, uma vez desocupadas pelas famílias, as casas não poderão ser usadas até a Justiça determinar quem é o dono da área.

A advogada Raquel Rondon relata que, em janeiro, as famílias ganharam uma liminar na justiça que pedia a suspensão das ordens de despejo até o final da ação por causa da pandemia. Contudo, mesmo alegando que não tem urgência em retomar as casas, o governo de São Paulo pediu que a decisão fosse revertida e conseguiu derrubar a liminar (leia mais ao final desta reportagem).

Casas ‘mal-assombradas’

Os moradores ouvidos pelo G1 também afirmam que, mesmo sob responsabilidade do hospital, as casas desocupadas estão em péssimo estado, com paredes trincadas, infiltração, janelas e portas quebradas.

Casas, que deveriam ser cuidadas pelo Governo de SP, estão abandonadas no Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti. — Foto: Arquivo pessoal

Casas, que deveriam ser cuidadas pelo Governo de SP, estão abandonadas no Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti. — Foto: Arquivo pessoal

“Quando sai o morador, e a casa desocupa, o estado esquece dela, fica abandonada”, diz Marilisa, de 32 anos, que vive no local. A mãe dela é uma das que receberam a notificação. Outros moradores reclamam de mato crescido, sujeira no terreno, criminalidade e insegurança.

A advogada conta: “Existem muitas casas desalojadas, parecem casas mal-assombradas. Um corpo chegou a ser desovado dentro do complexo no ano passado. Isso prova que o estado não está cuidando do local e não tem urgência para requerer essas terras.”

Casa desalojada é uma das que estão abandonadas no terreno do Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti — Foto: Arquivo pessoal

Casa desalojada é uma das que estão abandonadas no terreno do Hospital Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti — Foto: Arquivo pessoal

Êxodo invertido

A cuidadora Gislene Dias Soler, de 48 anos, mora em uma das casas notificadas. Seus pais foram internados lá à força pelo governo paulista na década de 1960, ainda jovens.

“Meu pai era de São Paulo, minha mãe, de Taubaté. Eles se conheceram dentro do leprosário e tiveram eu e minhas três irmãs aqui”, conta Gislene.

Sanatório Santo Ângelo, o primeiro leprosário construído no Brasil pelo governo para isolar pacientes de hanseníase, fundado em 1926. — Foto: Fundação Oswaldo Cruz. Casa de Oswaldo Cruz

Sanatório Santo Ângelo, o primeiro leprosário construído no Brasil pelo governo para isolar pacientes de hanseníase, fundado em 1926. — Foto: Fundação Oswaldo Cruz. Casa de Oswaldo Cruz

Apesar de ter nascido no leprosário, Gislene e as irmãs foram separadas dos pais após o parto, uma vez que a Política de Combate à Lepra permitia enviar os filhos saudáveis dos pacientes a educandários – espécie de orfanato para crianças com pais hansenianos.

A filha mais velha do casal morreu no educandário. Gislene e as outras duas irmãs foram reencontrar os pais somente em 1980.

13 de março de 2021 at 21:53

Depressão na pandemia: a cada dia, 174 moradores do DF acionam o CVV

O Centro de Valorização da Vida recebeu aproximadamente 5 mil ligações do Distrito Federal, durante o mês de fevereiro

Luísa Guimarães Metrópoles

13/03/2021 19:02,atualizado 13/03/2021 19:10

É com receio que Alice* se recorda de seus momentos de maior desesperança. Afetada há três anos por uma depressão profunda, a jovem de 22 anos viu sua condição piorar durante o ano de 2020. A doença, relata, tomou conta de seus pensamentos e da forma como enxergava o mundo.

“Não se resumia ao sentimento de tristeza. Era também uma apatia, dor e, por vezes, desespero”, conta. “Chegou uma hora que eu pensei que a única solução seria acabar com tudo, e foi o que tentei fazer.”

Amparada por amigos e familiares, Alice sobreviveu à tentativa de suicídio. Ela afirma que, aos poucos, conseguiu se recuperar do ocorrido.

“Agora as coisas estão melhorando muito. Pude ver o que não via antes: que há, sim, uma luz no fim do túnel, mesmo que tudo pareça perdido”, emociona-se. “Esse é meu recado para quem pensa em fazer o mesmo: busque ajuda. Você não está sozinho. É possível se recuperar.”

Foi por pouco que Alice não passou a integrar uma triste estatística. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, foram identificados 140 óbitos resultantes de lesões autoprovocadas intencionalmente no ano de 2020: em média, uma pessoa morreu a cada dois dias.

Em 2019, registrou-se 199 casos. É preciso olhar com cuidado para esses índices, conforme ressalta Dayse Miranda, socióloga, diretora-executiva do Instituto de Pesquisa Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES) e doutora em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP).

“O suicídio vem crescendo no Brasil há 10 anos, independentemente da pandemia”, explica. “Existem vários fatores para serem considerados antes de dizer se houve, de fato, redução. Não é possível apenas correlacionar e afirmar que a pandemia determinou esses números.”

Quarentena é um fator de risco para pacientes com histórico depressivoRafaela Felicciano/Metrópoles

Samu disponibiliza Núcleo de Saúde Mental, que atua tanto de forma presencial, em ambulância, como a distância, por telefoneRafaela Felicciano/Metrópoles

Quarentena é um fator de risco para pacientes com histórico depressivoRafaela Felicciano/Metrópoles

Samu disponibiliza Núcleo de Saúde Mental, que atua tanto de forma presencial, em ambulância, como a distância, por telefoneRafaela Felicciano/Metrópoles1

Em fevereiro deste ano, cerca de 5 mil pessoas do Distrito Federal ligaram para o Centro de Valorização da Vida (CVV). Já em fevereiro de 2020, foram aproximadamente 5,5 mil chamadas originadas no DF. A média para cada mês no ano, no DF, é de 5 mil ligações, ou 174 por dia. Em 2019, foram 2.985.177 telefonemas em todo Brasil; no ano passado, 3.132.598: um aumento de 5%.

Grupo de risco

“O início da pandemia marcou muitos eventos para mim. Minha vida mudou completamente e não tinha nada que eu pudesse fazer para mudar a situação. Passei meses apática, não tinha motivos para continuar, sair da cama, me alimentar… viver.”

O relato nada incomum é da universitária Cora*, 22 anos de idade. Mesmo apresentando os sintomas da depressão há anos, ela nunca deu a devida atenção a eles. “Analisando o passado, posso dizer que deveria ter procurado ajuda antes, mas não conseguia.”

Cora integra o grupo etário mais exposto ao risco do suicídio em decorrência da depressão: o de jovens entre 20 e 29 anos. Das 848 tentativas de autoextermínio registradas pela SES-DF até metade de 2020, 334 notificações eram de pessoas nesta faixa de idade.

“O que temos visto num país é um aumento da taxa entre jovens. E, na pandemia, esse grupo de risco fica mais vulnerável”, expõe Dayse Miranda.

Cora está em tratamento contra a depressão há 5 meses. Foi necessária uma mudança em sua rotina e estilo de vida. “Não é simplesmente tomar um remédio e tudo fica bem.” Ela ressalta que a melhor alternativa é buscar ajuda. “Ainda não estou 100% recuperada, mas voltei a me sentir como eu mesma novamente. E isso já fez uma grande diferença”, finaliza.

É possível. Busque ajuda

O CVV atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente a todos que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e Skype.

O serviço telefônico 188 funciona 24 horas por dia. Quem quiser também pode mandar um e-mail ou acionar o chat, pelo site.

“O CVV apoia a pessoa emocionalmente, não aconselhamos ou apontamos direção ou damos recomendações. Mas neste momento singular é importante apoiar quem está ao nosso lado, ouvindo, compreendendo como a pessoa está. Praticando a escuta empática, aquela na qual a gente está totalmente presente, ouvindo cada palavra, numa escuta genuína, interessada e respeitosa, sem julgamentos, conselhos ou críticas. Aproveitar a tecnologia e estar de forma mais próxima, ainda que remota, com aquele amigo que está sumido, aquele familiar mais vulnerável”, destaca Leila Herédia, porta-voz do CVV no DF.

Arte/Metrópoles

É importante estar atento aos sinais da depressão. Conforme relembra Cristina Moura, psicóloga atuante no Distrito Federal, alguns sinais podem ser observados: desânimo, sensação de que todos os dias são iguais, quadros de ansiedade, falta de perspectiva, alteração no apetite, sentimento de menos valia, entre outros.

“Neste momento de isolamento e pandemia, é importante também tomar cuidado com o medo exagerado de contaminação, que, conforme observado, tem se transformado num quadro de ansiedade”, pontua a terapeuta. “Em casos de pensamentos recorrentes, procure os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), psicólogos e psiquiatras.”

Prevenção

Para Dayse Miranda, diretora do IPPES, os governos precisam trabalhar com prevenção, não apenas contra momentos de crise. “O Brasil perdeu grandes oportunidades, como os temas ’13 Reasons Why‘ e ‘Baleia azul’. Tiraram da gaveta o plano de prevenção, mas ele não saiu do papel”, critica.

O psicólogo Rubens Bias, do Conselho de Saúde, descreve a prevenção ao suicídio como uma luta contínua.

“A prevenção ao suicídio deve ser um papel de todos nós, não apenas durante o setembro amarelo. É fundamental que a gente discuta saúde mental de janeiro a janeiro. Todos nós temos um papel. Precisamos estar atentos ao sofrimento que causamos aos demais.”

Bias acredita que o cuidado com os outros nos espaços que ocupamos também pode ajudar a promover o tema da saúde mental. Direito a alimentação, moradia e trabalho são elementos fundamentais para que alguém permaneça saudável.

No âmbito da saúde, ele destaca o papel de rodas de conversa, de orientações e consultas individuais; além do destaque dos CAPS e do CVV.

Isolamento

Agora o Brasil vive um momento em que o isolamento se faz necessário. É natural sentir falta de abraços e da socialização.

“Vivemos em um país onde nem todas as casas estão preparadas para que os adultos trabalhem e as crianças estudem ao mesmo tempo, seja por falta de espaço físico ou por falta de computador e internet de qualidade”, assinala Patrícia Cruz, psicóloga, sobre o home office.

“Cabe falar aqui também da sobrecarga que muitas mães estão sentindo, tendo em vista que muitas delas são agora as responsáveis por: acompanhar as aulas das crianças, cuidar do serviço doméstico e home office”, conclui a psicóloga.

Arte/Metrópoles

Outro fator importante para a profissional da saúde envolve o fato de que muitas pessoas tiveram de encarar questões relacionais, afetivas e/ou educacionais dos filhos.

Patrícia Cruz considera estes meses como de incertezas, as quais podem agravar os sintomas daqueles que já apresentavam quadro depressivo ou ansioso. Da mesma forma, é possível desencadear outros adoecimentos físicos e emocionais em quem, até então, não apresentava sintomas.

Ela ressalta que, embora tenham sido identificados os efeitos do isolamento e do adoecimento mental, não é possível afirmar quais são todas as consequências.

Autocuidado

A terapeuta Sarah de Moraes Simões destaca a importância de exercícios físicos na prevenção. É fundamental, segundo ela, manter a rotina de atividade física, boa alimentação, ingestão de água, sono de qualidade e cuidado com a saúde emocional.

“Alguns estudos vêm mostrando como pessoas que mantêm atividades físicas regulares, pelo menos 30 minutos diários, têm maior probabilidade de recuperação do adoecimento”, argumenta. “Inicie ingerindo água, cuidando melhor da alimentação e, na medida do possível, adaptando exercícios físicos. Uma opção é correr ou caminhar nas avenidas e parques.”

Saudade, amor que fica

A saudade sentida por Maria das Graças Soares de Oliveira, 42 anos, potencializou-se durante o tempo de pandemia e isolamento social. O marido dela, agente da PCDF Francisco Antônio Lopes de Oliveira, apresentava indícios de distúrbio psíquico quando estava na ativa e lotado na 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina-DF). Em 2014, ele tirou a própria vida.

Desde então, Maria das Graças faz o possível para orientar aqueles que passam por ideação suicida. Ela tem um grande conselho para aqueles que precisam no momento: busque apoio.

“É importante admitir suas fraquezas e que está precisando de ajuda. Digo pela minha experiência: não tente ser forte o tempo todo. Você não vai conseguir. Aprenda a lidar com as suas frustrações, emoções, com o vazio que todo o ser humano passa”, salienta. “Esse não saber lidar com as emoções é que leva a pensar que essa atitude aliviaria as dores.”

O maior objetivo de Maria das Graças é conseguir evitar que outros passem pelo que ela e seus filhos tiveram de enfrentar. “Quando você toma essa decisão, não vai aparecer uma tela com as pessoas que te amaram. Quero levar isso para que muitas famílias deixem de passar pelo que passamos.”

PROCESSO

13 de março de 2021 at 21:14

Suzane von Richthofen será indenizada pela Globo; entenda

Rede Globo foi condenada por uma reportagem veiculada no Fantástico em 2018

 sábado, 13/03/2021, 16:21 – Atualizado em 13/03/2021, 16:21 –  Autor: Com informações Istoé


 | Reprodução .

Em decisão divulgada essa semana, pela 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), a Rede Globo foi condenada a indenizar Suzane von Richthofen em R$ 10 mil por uma reportagem veiculada no Fantástico em 2018.

Na matéria, foi mostrado o resultado de um teste psicológico considerado sigiloso pela Justiça. O exame foi feito para decidir sobre um pedido de progressão de pena para regime semiaberto, e apontava que Suzane não seria perigosa, podendo conviver, no entanto, em sociedade.

Na época, a Justiça optou por não tirar a reportagem do ar por entender que se tratava de conteúdo informativo. “Foram apresentadas ambas as visões sobre o caso, inclusive ressaltando-se a opinião do Ministério Público desfavorável à progressão e, ao revés, a decisão da Magistrada favorável, que considerou que a presença de doenças psicológicas, per se, não é impedimento para o convívio em sociedade”, proferiu Larissa Gaspar Tunala, juíza da Vara Única da Comarca de Angatuba, em sua decisão.

Apesar disso, a indenização foi mantida porque o exame psicológico foi obtido de forma indireta pela Globo, que não tem, por lei, acesso a processos sigilosos.

“Se o acesso se deu de maneira indireta e com garantia ao sigilo de fonte, há ilicitude na veiculação de informação que se sabe ilícita. Houve, pois, ato abusivo da ré ao divulgar informação que sabia estar sob segredo de justiça, sem possibilidade de conhecimento por terceiros”, escreveu Larissa.

Para o desembargador Rui Cascaldi, da 1ª Câmara de Direito Privado do TJSP, relator do caso, o fato da história de Suzane ser conhecida em todo o Brasil não dá à emissora o direito de divulgar informações consideradas íntimas.

“Essa espécie de divulgação, resguardada a liberdade que a imprensa deve ter em um país democrático como o Brasil, transborda a mera informação e opinião para adentrar em circunstância íntima sem qualquer relação com o efetivo interesse público, abrindo precedente para que qualquer outra informação íntima e pessoal da autora seja igualmente divulgada”, disse Rui.

FENÔMENO

13 de março de 2021 at 20:14

Ex-garota de programa revela que tem 2 vaginas: ‘uma para o trabalho’

A australiana Evelyn Miller contou como fazia para administrar a vida sexual com duas vaginas: uma para o trabalho, outra pra vida pessoal

 sábado, 13/03/2021, 12:39 – Atualizado em 13/03/2021, 12:39 –  Autor: Com informações do portal O Dia


Evelyn disse saber separar o pessoal do profissional Evelyn disse saber separar o pessoal do profissional | reprodução/Arquivo pessoal .

Evelyn Miller é uma australiana que mora em Gold Coast e descobriu, aos 20 anos, possuir uma condição rara: A ex-garota de programa possui duas vaginas, “uma era usada para o trabalho e outra para o sexo”, como ela mesma definiu.

Hoje, aos 30 anos e grávida no útero direito, Evelyn conta que descobriu a condição aos 20 anos, época em que trabalhava como garota de programa e isso deixava seus clientes “boquiabertos”, relatou ao jornal The Sun.

Evelyn está grávida de 6 meses
Evelyn está grávida de 6 meses Reprodução/Arquivo pessoal

A condição rara é conhecida como útero didelfo. A malformação uterina congênita é caracterizada por duas cavidades uterinas, cada uma com sua trompa, seu ovário e seu colo uterino. A vagina também pode estar dividida por uma membrana.

Devido à condição rara, ela tem duas menstruações simultâneas e necessita utilizar dois tampões. Ela também precisa realizar dois exames ginecológicos.

Quando trabalhava como profissional do sexo, ela conta ter atendido uma ginecologista que transformou a sessão em um exame médico, enquanto outra questionou se o “processo de mudança de sexo tinha dado errado”.

“Para mim é normal e nunca pensei que fosse tão intrigante, mas aparentemente é muito intrigante. Acho que muitas pessoas não podem dizer que usam uma vagina para o trabalho e a outra para a vida pessoal. Foi útil no trabalho poder ter uma vagina totalmente diferente”, afirmou.

URGENTE

13 de março de 2021 at 19:28

Governo do Pará decreta novo lockdown na Região Metropolitana de Belém. Veja o vídeo! 

Colapso nas redes municipal de saúde da RMB e privada fez o governador decidir por medidas mais restritivas

 sábado, 13/03/2021, 19:23 – Atualizado em 13/03/2021, 19:23 –  Autor: Diário Online


 | Marco Santos/Ag. Pará .

OGoverno do Pará decretou novo lockdown em Belém e na Região Metropolitana, após a saúde pública municipal entrar em colapso neste sábado (13) e ter 100% dos leitos destinados a pacientes com Covid-19 ocupados. A medida, que foi anunciada pelo governador Helder Barbalho através das redes sociais na noite deste sábado (13),  vale a partir de segunda-feira (15).

Com isso, apenas os serviços essenciais, como supermercados, farmácias, feiras, bancos, entre outros, poderão funcionar.

Além de 100% dos leitos ocupados na rede municipal, mais de 100 pessoas com Covid-19 estão na fila de espera por leitos na rede municipal de Belém. Os hospitais particulares de Belém também estão sem vagas de leitos clínicos e UTIs e com alta demanda de atendimento.

De acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA), na noite deste sábado (13), o Pará tem 382.872 casos e 9.329 óbitos no Pará. 

No início da noite deste sábado, o governador Helder Barbalho também anunciou que o Governo do Pará está abrindo hoje mais 25 leitos de UTIs e 25 leitos clínicos para atendimento de pacientes com Covid, no Hospital Abelardo Santos. 

No último dia 03, Helder Barbalho já tinha mudado o bandeiramento vermelho em todo o Estado, o que significava alto risco de disseminação da doença. Essa é a segunda vez que Belém e a Região Metropolitana entra em lockdown. A primeira vez foi em maio de 2020. 

Deputado do MT autor de projeto contra vacinação obrigatória morre de covid

13 de março de 2021 at 18:46

Iinternado desde 4.mar, em Cuiabá

Achava inconstitucional a vacinação

Deputado Silvio Fávero defendia que as pessoas pudessem escolher ser vacinadas contra a covid ou nãoAngelo Varela/ALMT

PODER360
13.mar.2021 (sábado) – 18h25

O deputado estadual Silvio Antonio Fávero (PSL-MT), de 54 anos, morreu no início da tarde deste sábado (13.mar.2021), de covid-19. Estava internado em Cuiabá desde o dia 4 de março. Segundo sua assessoria, o estado de saúde se agravou na madrugada com um quadro de infecção generalizada.

Advogado, empresário e produtor rural, Fávero estava no 1º mandato. Já tinha sido vice-prefeito de Lucas do Rio Verde (MT).

Por causa das restrições sanitárias não haverá velório. A mesa diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso lamentou a morte e decretou luto de 3 dias.

Imagem publicada pela assessoria de deputado em seu perfil no InstagramReprodução/Instagram

Em nota publicada no perfil do deputado no Instagram, a família agradeceu pelas “orações e manifestações positivas”. Afirmou que ele “deixa um grande legado de trabalho, alegria e amor pela vida por onde passou”. Fávero era casado e pai de 3 filhos.

CONTRA VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA

O deputado foi autor de um projeto de lei, apresentado em fevereiro, que propõe o direto de escolher ser vacinado contra a covid-19. Alegou insegurança quanto à eficácia e eventuais efeitos colaterais das vacinas e que “a obrigatoriedade de ser vacinado se mostra inconstitucional”. 

A proposta foi aprovada na Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da assembleia mato-grossense, em 18 de fevereiro.

“Da mesma forma que o direito fundamental à vida é colocado em risco com a implementação de uma política de vacinação compulsória quando a vacina a ser utilizada carece de estudos científicos que demonstrem a sua eficácia e atestem a sua segurança para uma vacinação em massa, o direito fundamental à saúde também é colocado em risco”, afirmou na justificativa do projeto.

Em seus perfis nas redes sociais, Fávero fazia publicações sobre a chegada e a distribuição dos imunizantes contra a covid-19 à população do Mato Grosso, incentivando a vacinação nas pessoas que desejassem ser vacinadas. Também defendia os posicionamentos do presidente Jair Bolsonaro contra o fechamento de empresas.

COLAPSO

13 de março de 2021 at 17:51

Saúde municipal de Belém entra em colapso e tem 110% dos leitos ocupados para Covid-19

Além de 100% ocupação, mais de 100 pessoas aguardam vagas em leitos clínicos em Belém

 sábado, 13/03/2021, 14:09 – Atualizado em 13/03/2021, 16:15 –  Autor: Diário Online


Asaúde pública de Belém entrou em colapso neste sábado (13), após 100% dos leitos destinados a pacientes com Covid-19 ficarem ocupados.https://744e8e744f252156045af74674d1a590.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

De acordo com informações, além da ocupação de todos os leitos, mais de 100 pessoas com Covid-19 estão na fila de espera por leitos na rede municipal de Belém. As informações foram dadas à uma emissora de TV local pelo secretário municipal de saúde, Maurício Bezerra.  

PSM do Guamá será fechado e atenderá somente casos de Covid-19

Na noite de sexta-feira (12), de acordo com boletim divulgado pela Prefeitura de Belém, o número de leitos clínicos ocupados já chegava a 98,4% e os de Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) a 88,7%.

O sistema de saúde do estado, incluindo, o hospital de campanha do Hangar, continua dando suporte ao sistema municipal para tentar amenizar a problemática da ocupação dos leitos nos hospitais desta rede.    

DOL entrou em contato com a Prefeitura de Belém e aguarda retorno. 

MUDANÇA

13 de março de 2021 at 16:28

STF suspende concurso da PM e todos em andamento no Pará

O pedido de suspensão levou em consideração o risco à saúde pública para realização das provas.

 sábado, 13/03/2021, 13:51 – Atualizado em 13/03/2021, 14:36 –  Autor: Diário Online


Decisão da suspensão do concurso da PM foi preferida pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux.  Decisão da suspensão do concurso da PM foi preferida pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux. | Willian Sall.

OSupremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o concurso da Polícia Militar do Pará e todos os demais em andamento no estado. A decisão foi divulgada no início da tarde deste sábado (13), pelo Procurador da República e Procurador-Chefe do Ministério Público Federal no Pará, Alan Mansur. 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, determinou a suspensão de concurso que seria realizado domingo (14) com 67 mil inscritos, em razão do agravamento da pandemia de Covid-19 no estado. Fux atendeu pedido do Ministério Público do Pará que pediu a concessão da cautelar diante da fase vermelha da doença decretada no estado por meio do Decreto Estadual nº 800/2020, do dia 10 de março.

Na avaliação do STF, a realização de provas representaria “grave risco de lesão à saúde pública”. Para ele, o concurso poderá ser realizado em nova data, quando a situação melhorar.https://0430a12c0525ab35abb5fdf2e86e0cc3.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

“Com efeito, a concentração presencial de tantos candidatos em momento de agravamento da crise sanitária vivenciada pelo Brasil e também pelo Estado do Pará representaria grave risco de lesão à saúde pública. Adicionalmente, as provas poderão ser adequadamente realizadas em data oportuna, quando relativizadas as restrições de circulação estabelecidas pelo próprio Estado do Pará.”

O ministro Fux proíbe ainda, a “realização de todas as fases/etapas de concursos públicos e/ou processos seletivos simplificados em andamento em que se faça necessária a presença física de candidatos em locais de provas e/ou para entrega de documentos, enquanto em vigor as fases vermelha ou preta de classificação de nível de risco do Decreto Estadual no 800/2020 e atualizações posteriores”.