COMUNICADO

15 de março de 2021 at 16:24

Ludhmila Hajjar diz a Bolsonaro que não aceita Ministério da Saúde

Os outros nomes cotados para o cargo agora passam a ser os do cardiologista Marcelo Queiroga e o do deputado federal Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), o “Doutor Luizinho”

 segunda-feira, 15/03/2021, 14:20 – Atualizado em 15/03/2021, 15:57 –  Autor: FOLHAPRESS


 | Reprodução/Instagram .

 Acardiologista Ludhmila Hajjar comunicou na manhã desta segunda (15) ao presidente Jair Bolsonaro que não aceita assumir o Ministério da Saúde. 

Os outros nomes cotados para o cargo agora passam a ser os do cardiologista Marcelo Queiroga e o do deputado federal Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), o “Doutor Luizinho”. Ele precise a comissão especial do Congresso que acompanha a Covid-19.

Ludhmila se reuniu no domingo (14) por quase três horas com o presidente. O atual comandante da pasta, Eduardo Pazuello, participou do encontro, em que a médica foi consultada se aceitaria suceder o general. Depois que a coluna divulgou que os dois conversavam, Ludhmila passou a ser alvo de ataques ferozes de bolsonaristas no próprio domingo. Eles não concordam com o apoio dela a medidas de isolamento social, à vacinação em massa de brasileiros e à constatação de que até hoje nenhum estudo confirmou a eficácia de medicamentos como a cloroquina no tratamento da doença.

Foram divulgadas também declarações críticas dela à condução da epidemia no país e um vídeo de uma live que fez com a ex-presidente Dilma Rousseff, além de um suposto áudio em que a médica teria se referido a Bolsonaro como “psicopata”. Ela nega a veracidade do áudio.

Bolsonaro, por sua vez, resiste a aderir a um discurso a favor do isolamento. E segue insistindo que o tratamento precoce, especialmente com a cloroquina, funciona. Ele passou, portanto, a se sentir desconfortável depois que percebeu que a médica não se enquadraria na política que pretende seguir implementando para a área.

Ministros, auxiliares do presidente e políticos que defendiam a cardiologista no Ministério da Saúde tentaram reverter a situação nesta manhã. Em vão.

Havia uma crença de que ela acabaria aceitando o que chamavam de missão de comandar a Saúde, por ter se entusiasmado, num primeiro momento, com a possibilidade de ir para o governo quando foi convidada para conversar com Bolsonaro.

A cardiologista teria projetos e clareza do que acredita ser necessário fazer para frear a epidemia e evitar um colapso geral no Brasil. Os ministros acreditavam que o sonho de ser ministra e de dar efetividade às políticas de saúde poderia acabar pesando mais do que as divergências abissais que ela tem com o presidente em relação ao combate à Covid-19.

No diálogo de domingo, todos os temas da epidemia da Covid-19 foram tratados, especialmente a necessidade de apoio a medidas duras de isolamento social para frear a epidemia do novo coronavírus, a urgência da vacinação em massa da população brasileira e tratamentos precoces, defendidos por Bolsonaro mas ainda não confirmados por estudos científicos.

A médica tem sido uma defensora da necessidade de vacinação urgente, participou de estudos que desmentiram a eficácia de algumas drogas e apoia o isolamento social. Não houve, no encontro, consenso sobre como o Ministério da Saúde poderia passar a tratar desses temas e gerir as políticas para o combate à Covid-19.

A conversa de domingo começou tranquila. Mas passou a ficar tensa na medida em que não se chegava a um consenso. E terminou de forma inconclusiva. Bolsonaro e Ludhmila ficaram de se encontrar novamente nesta segunda (15).

Bolsonaro segue inflexível em suas críticas a medidas de isolamento social. E não dá sinais de que vai arrefecer na defesa de tratamentos precoces. 

A decisão da cardiologista de não aceitar o convite foi comunicada por ela nesta manhã a políticos que a apoiam. O nome dela era defendido de forma enfática pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, por outros parlamentares, por diversos ministros do governo Bolsonaro e por magistrados do STF (Supremo Tribunal Federal). 

Ludhmila é cardiologista e se especializou no tratamento da Covid-19. Na unidade da rede Vila Nova Star em Brasília, ela estreitou relacionamento com dezenas de autoridades que se trataram da Covid-19. 

A cardiologista atendeu, por exemplo, o próprio Pazuello quando ele foi infectado pelo novo coronavírus. Tratou também o atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o procurador-geral da República, Augusto Aras, o ministro Fábio Faria, das Comunicações, o ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o ministro Dias Toffoli quando presidia o Supremo, e também os ex-presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

Caso Ludhmila tivesse aceitado o cargo, reforçaria o discurso da necessidade de vacinação em massa no Brasil. E deixaria em segundo plano qualquer tipo de propaganda de tratamento precoce da doença -​até hoje, nenhuma medicação testada contra a Covid-19 e acessível ao grande público teve resultados efetivos confirmados por estudos definitivos.

Os ataques de bolsonaristas à cardiologista no domingo (14) irritaram ministros e autoridades que apoiam o presidente. Eles acreditavam que a médica poderia imprimir um novo tom e reverter o desgaste do governo, mal avaliado na condução da epidemia.

Ludhmila é graduada em medicina pela Universidade de Brasília (Unb), doutora em Ciências-Anestesiologia, professora associada de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP e já coordenou a UTI cardiológica de diversos hospitais de ponta do país.

Outros nomes estão no páreo para o cargo, como o do cardiologista Marcelo Queiroga, que também foi chamado para conversar. Ele é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). 

O deputado federal Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), que é conhecido como “Dr. Luizinho”, também é lembrado e tem chance de ser escolhido por Bolsonaro. Ele é aliado do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Preside a Comissão Especial da Covid-19 no parlamento e assumiu nesta semana a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. Ele é médico e foi secretário da Saúde do Rio de Janeiro.

Marcelo Queiroga é formado pela Universidade Federal da Paraíba e fez residência médica no Hospital Adventista Silvestre, do Rio de Janeiro, além de treinamento em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista na Beneficência Portuguesa, em SP.

Sempre teve atuação intensa em entidades representativas dos médicos, como a Associação Médica Brasileira (AMB) e na Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), que também presidiu.

MEDIDA PREVENTIVA

15 de março de 2021 at 14:59

Veja o que é permitido funcionar durante ‘lockdown’ em Belém

O decreto com a proibição do funcionamento de serviços não essenciais passa a valer a partir das 21h de hoje (15)

 segunda-feira, 15/03/2021, 14:42 – Atualizado em 15/03/2021, 14:41 –  Autor: Redação DOL


Apartir das 21h desta segunda-feira (15), as atividades comerciais não essenciais estão proibidas na capital paraense e na Região Metropolitana de Belém com a publicação de decreto do governador do Pará, Helder Barbalho. A Região Metropolitana de Belém vive um caos na saúde pública em meio à pandemia do coronavírus, com falta de médico e leitos nos hospitais públicos municipais, o que levou à urgência do chamado “lockdown”. 

Além de atentar para a lista de atividades permitidas, há limitações de horários e regras específicas para alguns serviços: call center e o delivery podem permanecer funcionando, mas com algumas medidas como a troca de telefones entre os turnos, e o não compartilhamento de telefones. 

O consumo de alimentos no interior de estabelecimentos como padarias, por exemplo, está proibido, podendo apenas ser vendido o alimento, sem consumo no local. Serviços de hotelaria estão permitidos, mas com os restaurantes fechados, podendo servir os alimentos nos quartos. 

As obras de construção civil que não sejam de saúde ou essenciais, terão que paralisar, para evitar a circulação de operários nas ruas. Os supermercados continuam abertos, apenas não poderão servir buffet.

Bares e restaurantes continuam fechados, assim como os shoppings centers e escolas. Está proibida também a venda de bebida alcoólica à noite, entre 21 horas e 6 horas da manhã, inclusive delivery. 

Veja quais as atividades comerciais e serviços que ainda estão permitidas em Belém. 

– Serviços médicos, odontológicos, fisioterápicos, hospitalares e de imunização;

– Comércio e serviços na área da saúde;

– Farmácias, drogarias, lavanderias e padarias;

– Atividades médico-periciais, serviços jurídicos, de contabilidade e atividades de assessoramento e consultoria em resposta à demandas urgentes;

– Assistência social;

– Segurança privada;

– Defesa civil;https://77c4e5f7978cff098eb4b04df70b007e.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

– Transportadoras;

– Telecomunicações, internet e de processamentos de dados;

– Venda pela internet e telefone, inclusive call center, sendo proibido o compartilhamento de fones e microfones entre colaboradores;

– Distribuidoras de energia elétrica, água, gás, saneamento básico, serviço de limpeza urbana e coleta de lixo;

– Serviços de manutenção de redes e distribuição de energia elétrica, esgoto sanitário e iluminação pública;

– Produção, distribuição, comercialização e entrega realizadas presencialmente ou por meio de comércio eletrônico de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas. É proibido o consumo de alimentos e bebidas no interior do estabelecimento;https://77c4e5f7978cff098eb4b04df70b007e.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

– Serviços funerários, ficando os funerais limitados a no máximo 10 pessoas;

– Guarda, uso e controle de substâncias radioativas;

– Vigilância sanitária;

– Prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e zoonoses;

– Controle e fiscalização de tráfego;

– Mercado de capitais e de seguros;

– Serviços de pagamento, de crédito, de saque e aporte prestados pelas instituições supervisionadas pelo Banco Central, incluindo lotéricas, com atendimento presencial restrito ao pagamento de salários, aposentadorias, benefícios do Bolsa Família e aos serviços que não podem ser realizados nos caixas eletrônicos e canais de atendimento remoto;

– Serviços postais;

– Veículos de comunicação e seus respectivos parques técnicos;

– Fiscalização tributária, aduaneira e ambiental;

– Transporte de valores;

– Atividades de fiscalização;

– Distribuição e comercialização de combustíveis, lubrificantes e de derivados;

– Administração de condomínios;https://77c4e5f7978cff098eb4b04df70b007e.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

– Produção rural, serviços agrícolas e veterinários, como clínicas veterinárias e pet shops;

– Distribuição e venda de materiais de construção e insumos necessários à construção civil, serviços de manutenção residencial, de automóveis – incluindo borracharias -, de elevadores e de outros equipamentos essenciais ao transporte, à segurança, saúde, alimentação e higiene;

– Distribuição e comercialização de equipamentos, peças e acessórios para refrigeração, bem como os serviços de manutenção de refrigeração;

– Hotelaria;

– Transporte de pessoas por ônibus, táxis ou aplicativos de transporte;

– Pesquisas científicas, laboratoriais ou similares relacionadas com a pandemia;

– Setor industrial em geral, sendo proibida a venda ou atendimento a clientes de forma presencial;

– Obras públicas de infraestrutura, saúde, saneamento, portos, mercados, feiras e segurança;

– Obras privadas residenciais unifamiliares e de saúde;

– Atividades religiosas de qualquer natureza, presenciais, com até 10  pessoas, no máximo, respeitada a distância mínima de 2 metros para pessoas com máscara, com a obrigatoriedade de fornecimento aos participantes de alternativas de higienização com água e sabão ou álcool gel, seguindo as orientações do Ministério da Saúde. 

REAJUSTE

15 de março de 2021 at 12:51

Governo aumenta em quase 5% o preço dos remédios antes de prazo previsto

Valor já pode ser aplicado.

 segunda-feira, 15/03/2021, 10:58 – Atualizado em 15/03/2021, 10:58 –  Autor: Com informações do UOL


Opreço dos medicamentos foi reajustado. De acordo com a publicação do DOU (Diário Oficial da União), desta segunda-feira (15), o valor pode subir até 4,88%.

Esse reajuste já pode ser aplicado pelas farmacêuticas nos produtos. O aumento foi definido no último dia 12 pelo comitê técnico da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Ainda não se sabe porque o reajuste foi feito 15 antes do previsto, a CMED não explicou. Uma resolução do órgão apontava que o reajuste nos preços dos remédios seria feito em 31 de março.

PGR recorre de decisão do STJ que anulou quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro

15 de março de 2021 at 11:11

MPF pede que o caso seja analisado pelo STF. Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) é investigado por esquema de ‘rachadinha’ quando era deputado estadual.

Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

15/03/2021 10h32  Atualizado há 20 minutos


A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu nesta segunda-feira (15) da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que anulou as quebras dos sigilos do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos -RJ) que fazem parte das investigação do caso das “rachadinhas”.

A PGR pede que o caso seja analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o vice-presidente do STJ, Jorge Mussi, vai analisar os fundamentos do recurso apresentado pela PGR e decidir se há questão constitucional a ser enfrentada para que o recurso seja encaminhado ao STF.

A decisão que anulou a quebra do sigilo de Flávio Bolsonaro foi tomada no mês passado, por 4 votos a 1, pela Quinta Turma do STJ. O colegiado determinou que sejam anulados a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador.

STJ anula quebra dos sigilos de Flávio Bolsonaro no caso das ‘rachadinhas’

STJ anula quebra dos sigilos de Flávio Bolsonaro no caso das ‘rachadinhas’

As quebras tinham sido autorizadas em abril e junho de 2019 pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, quando o caso das “rachadinhas” ainda estava na primeira instância.

O juiz decretou as quebras em duas decisões: na primeira, a justificativa para quebra foi curta e se resumiu a um parágrafo; a segunda tinha 10 páginas que justificavam a autorização, e serviu também para reforçar a fundamentação apresentada originalmente.

O único que votou contra o pedido do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro foi o relator do caso, Félix Fischer.

“A primeira decisão judicial que autorizou a quebra de sigilo, embora sucinta e com fundamentação ratificada por uma segunda mais ampla, com fundamentação própria e abrangendo os supostos indícios de autoria e provas de materialidade, sem esquecer da justificativa e essencialidade da medida”, disse o relator.

Os ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e José Ilan Paciornik seguiram o voto discordante do ministro João Otávio de Noronha, argumentando que faltou fundamentação para a decisão judicial.

“Medidas decretadas sem fundamentação contamina-se de pecha inafastável, que não pode ser suprida por posterior manifestação jurisdicional. Portanto, merece reforma”, afirmou João Otávio de Noronha.

A decisão não significa que Flávio Bolsonaro foi inocentado, mas na prática pode levar à anulação de todas as provas obtidas a partir de dados bancários e fiscais de Flávio Bolsonaro e de todos os outros envolvidos no caso das “rachadinhas”. Pode também ter impacto sobre toda a investigação que levou Flávio e outras 16 pessoas a serem denunciadas em outubro de 2020 por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No recurso, o subprocurador-geral Roberto Luis Oppermann Thomé, que atua no STJ, afirma que não houve ilegalidade nas decisões da primeira instância que autorizaram as quebras.

Provas da ‘rachadinha’

As provas apresentadas pelo Ministério Público já são conhecidas e, segundo os investigadores, comprovaram a “rachadinha” e como Flávio Bolsonaro usou o dinheiro desviado dos salários de assessores.

Com os dados obtidos na quebra de sigilo, o MP afirma que Queiroz fazia pagamentos de contas pessoais de Flávio e da família dele, que Flávio usava a loja de chocolates dele para receber recursos obtidos na “rachadinha” e depois retirava como se fosse lucro e ainda compra de imóveis usando dinheiro vivo em operações suspeitas. O Ministério Público afirma que Flávio Bolsonaro desviou mais de R$ 6 milhões dos cofres da Alerj.

Nesta terça (16), a Quinta Turma do STJ julga outros dois recursos da defesa de Flávio. Os advogados pedem que outras decisões do juiz Flávio Itabaiana sejam anuladas e também o uso de relatórios de inteligência pelo Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

Esses novos julgamentos, se forem favoráveis ao senador, podem esvaziar ainda mais as investigações e levar as apurações à estaca zero.

Estados Unidos pressionaram Brasil a rejeitar vacina russa Sputnik V

15 de março de 2021 at 10:37

Informação consta em relatório

Disponível em site do governo

Fabricante critica: “Antiético”

Frasco da vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Gamaleya, de Moscou, na RússiaDivulgação/SputinikV

PODER360
15.mar.2021 (segunda-feira) – 9h57

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo dos Estados Unidos publicou relatório (íntegra, em inglês – 3 MB) em que diz ter pressionado o Brasil contra a compra da Sputnik V, vacina russa contra a covid-19.

A publicação anual, que faz um balanço das atividades do órgão em 2020, aponta que os EUA usaram relações diplomáticas nas Américas para dificultar as negociações de nações com a Rússia para compra do imunizante.

Em um trecho do documento, o órgão afirma expressamente que “persuadiu o Brasil a rejeitar a vacina russa contra a covid-19”. O relatório está disponível no site do governo dos Estados Unidos desde 17 de janeiro.

A informação não teve grande repercussão até que, na manhã desta 2ª feira (15.mar), o canal oficial da Sputnik V no Twitter comentou a tentativa do governo norte-americano em evitar que outros países adquirissem o imunizante.

https://twitter.com/sputnikvaccine/status/1371418576096219143/photo/1?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1371418576096219143%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.poder360.com.br%2Fcoronavirus%2Festados-unidos-pressionaram-brasil-a-rejeitar-vacina-russa-sputnik-v%2F

“Acreditamos que os países devem trabalhar juntos para salvar vidas. Os esforços para minar as vacinas são antiéticos e estão custando vidas”, escreveram os fabricantes do imunizante.

Na última 6ª feira (12.mar), o governo brasileiro assinou um contrato para compra de 10 milhões de doses da Sputnik V. A vacina ainda não tem aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso emergencial.

No sábado (13.mar), o Consórcio Nordeste, que reúne governadores da região, anunciou um acordo para adquirir o imunizante russo, garantindo a compra de 39,6 milhões de doses da vacina.

Até o momento, o Brasil aplica doses da CoronaVac, parceria do Instituto Butantan com a chinesa Sinovac, e a Covishield, parceria da Fiocruz com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

A Sputnik V foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya. O imunizante tem 91,6% de eficácia global.

A vacina foi aprovada na Rússia em agosto de 2020, sendo a 1ª a receber liberação de uma autoridade sanitária no mundo. Pelo menos 50 países já autorizaram o uso da vacina.

Poder360 procurou o Ministério da Saúde e o Ministério de Relações Exteriores para confirmar se fizeram contato com autoridades norte-americanas para discutir o uso da Sputnik V. Até a publicação desta reportagem, não houve resposta.

Quebras de sigilo revelam indícios de rachadinhas de Jair Bolsonaro e Carlos

15 de março de 2021 at 09:46

Dados do caso Flávio Bolsonaro

Funcionários retiravam salários

STJ barrou uso das informações

MPF quer que Supremo valide

Da esq. para a dir.: o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos)Ascom/TSE

PODER360
15.mar.2021 (segunda-feira) – 9h00

A quebra de sigilos bancário e fiscal do caso Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) mostra indícios de que seu pai, o hoje presidente Jair Bolsonaro, e seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), também faziam esquema de “rachadinha” em seus gabinetes. “Rachadinhas” são a prática do agente público que recolhe parte ou até a totalidade do salário pago a assessores e funcionários contratados.

As informações foram reveladas nesta 2ª feira (15.mar.2021) pelo site Uol, que teve acesso às quebras de sigilo em setembro de 2020. A reportagem afirma ter analisado 607.552 operações bancárias de 100 suspeitos de participação nos crimes.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou o uso dos dados das quebras de sigilos no processo contra Flávio. O MPF (Ministério Público Federal), no entanto, recorreu junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para rever a decisão.

FUNCIONÁRIOS DE JAIR SACARAM R$ 551 MIL EM DINHEIRO VIVO

Quatro funcionários que trabalharam para Jair Bolsonaro em seu antigo gabinete na Câmara dos Deputados retiraram 72% de seus salários em dinheiro vivo. Eles receberam R$ 764 mil líquidos, entre salários e benefícios, e sacaram o total de R$ 551 mil.

O assessor Fernando Nascimento trabalhou no gabinete de Jair Bolsonaro de maio de 2009 a maio de 2014. No período, recebeu R$ 164 mil da Câmara dos Deputados. Sacou pelo menos R$ 126 mil, o equivalente a 77% do salário. Em alguns meses, sacou 100% do que recebeu.

Quando saiu da Câmara dos Deputados, Nascimento foi nomeado por Flávio Bolsonaro na Alerj. Por isso, acabou tendo o sigilo bancário quebrado no caso das “rachadinhas”. Em 2019, quando Flávio assumiu cadeira de senador, Nascimento e sua mulher foram nomeados para cargos no Senado.

O secretário parlamentar Nelson Rabello, militar reformado que serviu no Exército ao lado do atual presidente, começou a trabalhar com a família Bolsonaro em 2005, no gabinete de Carlos, na Câmara Municipal do Rio. Ficou 1 mês e depois virou assessor de Jair Bolsonaro em Brasília, até 2011. Depois, atuou no gabinete de Flávio e de Carlos. Em 2017, voltou a atuar com Jair.

Em 6 anos na Câmara dos Deputados, ele sacou 70% do que recebeu (R$ 134 mil dos R$ 192 mil). Apesar do rendimento, em 2012, Rabello chegou a entrar na Justiça para negociar uma dívida de R$ 3.200. Em 2018, quando Bolsonaro foi eleito presidente, o percentual de saques de Rabello foi maior, 88%.

O secretário parlamentar Daniel Medeiros, que trabalhou para Bolsonaro de 2014 a 2017, sacou 72% do salário.

Um 4º funcionário de Jair Bolsonaro aparece na quebra de sigilo. Jaci dos Santos, sargento reformado do Exército, trabalhou no gabinete do então deputado federal por 8 meses, de dezembro de 2011 a julho de 2012. Ele sacou 45% de tudo o que recebeu da Câmara dos Deputados.

EX-CHEFE DE GABINETE DE FLÁVIO PAGAVA APARTAMENTO DE LÉO ÍNDIO

Mariana Mota, ex-chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro, fez pagamentos do aluguel de uma quitinete no centro do Rio onde morava Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, primo do atual senador.

O dinheiro saía da conta de Mariana no período em que Flávio foi deputado estadual e que Léo constava como seu assessor na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), ao longo de 2007.

Foram 5 pagamentos em benefício de Léo Índio. Em fevereiro de 2007, Mariana fez uma transferência identificada como “al.leo” para Norival Dantas, que alugava imóvel para Leo Índio. O valor foi de R$ 503.

No mês seguinte, repetiu a operação para Dantas, no valor de R$ 460 –dessa vez, anotou “condomin”. Em maio, outra transferência, identificada como “leo” e valor de R$ 503. Em julho do mesmo ano, outra operação chamada de “aluguel”, no total de R$ 500. Em agosto, mais R$ 500 com anotação “leo”.

ASSESSORES DE CARLOS SACARAM R$ 470 MIL EM DINHEIRO VIVO

Entre os funcionários de Carlos Bolsonaro que tiveram o sigilo bancário quebrado estão Márcio Gerbatim e seu sobrinho Claudionor Gerbatim.

Marcio, ex-marido de Márcia Aguiar, atual mulher de Fabrício Queiroz, tornou-se funcionário do gabinete de Carlos Bolsonaro em abril de 2008. Ficou no cargo por 2 anos. Nesse período, recebeu R$ 89 mil e sacou pelo menos R$ 86 mil, 97% do que recebeu.

Claudionor, na Câmara Municipal do Rio, sacou R$ 54,8 mil de seus pagamentos de R$ 58 mil, o que equivale a 94% do valor total.

Nelson Rabello, militar reformado que serviu no Exército ao lado do atual presidente, que também fez saques da maior parte do salário quando trabalhou com Jair Bolsonaro, atuou com Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal do Rio. No período, sacou 70% do salário em dinheiro vivo.

Andrea Siqueira Valle, irmã de Ana Cristina Valle, 2ª mulher de Jair Bolsonaro, foi vinculada ao gabinete de Carlos na Câmara Municipal do Rio de 2006 a 2008. Nesse período, não morou na capital fluminense, mas em Resende, a mais de 150 quilômetros do Rio. Vivia de faxinas e outros trabalhos temporários. Ela recebeu R$ 76 mil e sacou pelo menos R$ 79 mil.

OUTRO LADO

Procurados pela reportagem do Uol, nem Flávio, nem Carlos e nem Jair Bolsonaro responderam às indagações sobre os dados colhidos na quebra de sigilo do filho mais velho do presidente.

SEXO E AGLOMERAÇÃO

15 de março de 2021 at 08:30

Polícia detém 60 pessoas que estavam fazendo sexo em festa de swing; veja o vídeo!

Operação Afrodite estourou a festa no Distrito Federal.

 segunda-feira, 15/03/2021, 08:16 – Atualizado em 15/03/2021, 08:16 –  Autor: Com informação do portal Metrópoles


 | Reprodução Ouça esta reportagem https://audio.audima.co/iframe-thin-local.html?skin=thin&statistic=false

Aproximadamente 60 pessoas foram presas em uma festa em Samambaia, no Distrito Federal , no último domingo (14). O evento era de swing (isto é, troca de casais) e algumas pessoas estavam fazendo sexo quando foram detidas.

Veja o vídeo:

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) fiscalizava pontos de aglomeração. Denominada Operação Afrodite a intenção é frear a pandemia do novo coronavírus. Não são permitidas festas com aglomeração, uma vez que há lockdown parcial e toque de recolher em vigor.

Ápice da pressão do sistema de saúde no Pará será dia 22 de março, diz Helder

15 de março de 2021 at 07:57

‘Estamos fazendo tudo o que é possível, mas cada um precisa fazer sua parte’, apelou o governador

O Liberal

Redação Integrada14.03.21 18h06

Marco Santos / Agência Pará

As transferências buscam evitar o colapso no sistema de saúde nos municípios mais próximos ao Amazonas (Marco Santos / Agência Pará)

O governador Helder Barbalho deu entrevista, na tarde deste domingo (14), para a Globo News e falou sobre as medidas adotadas na Região Metropolitana de Belém. Ele disse que a decisão do lockdown, a partir de segunda-feira (15), é uma medida necessária, já que os casos da covid-19 estão em alta.

O governador explicou que, de acordo com as avaliações do comitê científico, no dia 22 de março, será o ápice da pressão do sistema de saúde. Por isso, é importante que as medidas de restrição de circulação de pessoas ocorra, pois a doença se agrava a partir do 12º dia.

“Temos que acompanhar os próximos dias. O decreto tem validade de sete dias, se necessário alongá-lo, assim o faremos, mas se for possível retroceder, da mesma maneira vamos fazer baseado na ciência e subsídio dos médicos e profissionais de saúde”, disse o governador.

Ainda durante a entrevista, o governador fez um apelo e pediu consciência às pessoas. “Faço um apelo a todos os paraenses, estamos fazendo tudo que é possível, mas cada um precisa fazer sua parte. Esta é uma luta que deve ser coletiva e a nossa principal arma para vencê-la é a união. A consciência de cada cidadão e cidadã. Ninguém neste estado e neste país, certamente, não conhece alguém que já perdeu a vida ou que esteja lutando contra a covid. Isso tem que servir para focarmos e proteger aqueles que estão precisando do nosso ato de solidariedade”, pediu.

Ele disse também que nesta segunda-feira (15), o governo do estado vai anunciar diversas medidas econômicas para garantir renda, apoio às atividades econômicas, para minimizar as dificuldades que as medidas trazem para aqueles que dependem das atividades não essenciais para o sustento de suas famílias.

Indicação de médica que se reuniu com Bolsonaro perde força no Planalto

15 de março de 2021 at 00:52

Ludhmilla Hajjar é cotada para Saúde

Reação de bolsonaristas influenciou

Outros nomes estão na disputa; veja

A pesquisadora Ludhmila Hajjar foi entrevistada no programa Poder em FocoSérgio Lima/Poder360 – 7.abr.2020

PODER360
14.mar.2021 (domingo) – 23h11

A possível indicação da médica Ludhmila Abrahão Hajjar para ocupar o cargo de ministra da Saúde perdeu força durante a noite deste domingo (14.mar.2021). À tarde, ela esteve no Palácio da Alvorada, onde se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro, para tratar sobre a sucessão do general Eduardo Pazuello, na pasta.

A gestão de Pazuello tem recebido críticas de vários setores, inclusive políticos. Congressistas que apoiam Bolsonaro reclamam da forma como o militar vem cuidando da pandemia no governo, nos últimos meses. Entre os problemas apontados está a falta de vacinas para a imunização em massa dos brasileiros.

Nesse cenário, o nome de Hajjar passou a ser cogitado por vários políticos. A médica atende diversos nomes famosos, tanto do cenário político, quanto de celebridades. A lista de pacientes dela vai do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), à cantora Anitta.

No entanto, os posicionamentos de Hajjar irritaram parte dos seguidores de Bolsonaro nas redes sociais. A médica é contra, por exemplo, o coquetel de remédios do chamado “tratamento precoce” contra a covid-19. A especialista chegou a participar de um estudo realizado no Brasil para avaliar o uso da cloroquina em pacientes com a doença. No entanto, os resultados mostraram que a droga é ineficaz para combater o coronavírus.

Além disso, em diversas entrevistas, Hajjar se mostrou favorável às medidas de distanciamento social, incluindo toques de recolher, em cidades e Estados em que a covid-19 faz lotar hospitais, levando ao colapso de todo os sistema de saúde.

Outro ponto de atrito foi um suposto áudio vazado em redes sociais, em que Hajjar apareceria criticando Bolsonaro e defendendo a candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) à Presidência. Na fala atribuída à médica, o presidente é chamado de “psicopata”. Em declaração à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, ela negou a veracidade das declarações.

“Não tenho vínculo partidário. Não sou ligada politicamente a ninguém. Sou médica. Fizeram montagem. Não tenho esse vocabulário. Não falaria isso nunca de homem nenhum”, afirmou ao jornal.

Há ainda um pequeno trecho de uma live realizada no Instagram, que reuniu Hajjar e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que também foi motivo de irritação de bolsonaristas nas redes sociais.

OUTROS COTADOS

Enquanto Bolsonaro não decide se vai de fato trocar o comando do Ministério da Saúde, outros nomes surgem. Um deles é o de Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, é o nome que termina este domingo como o mais forte para substituir Pazuello na Saúde. Queiroga é um bolsonarista de raiz e agrada mais aos militantes fiéis ao presidente.

Bolsonaro tem dito que prefere não escolher um político para a Saúde. Se o presidente mudar de ideia, o nome preferido pelos seus aliados no Congresso é o do deputado dr. Luizinho (PP-RJ). O congressista é médico ortopedista com MBA executivo em saúde pela Coppead/UFRJ e pós-graduação em medicina do Esporte e do Exercício pela Unesa.

Marcelo Queiroga é considerado bolsonarista “raiz”Reprodução/Instagram

ENQUANTO ISSO…

Apesar das especulações, o atual ministro, Eduardo Pazuello, afirma oficialmente que se mantém no cargo. Depois de um dia de intensa movimentação e de apoios públicos de vários políticos à nomeação de Hajjar, o titular da Saúde divulgou nota em que tentou minimizar a situação.

“Não estou doente, não entreguei o meu cargo e o presidente não o pediu, mas o entregarei assim que o presidente solicitar. Sigo como ministro da saúde no combate ao coronavírus e salvando mais vidas”, disse o ministro.

Babá de famosos conta como é cuidar dos recém-nascidos de Hollywood

14 de março de 2021 at 22:23

Andreza Cooper compartilha quatro dicas essenciais que aplica aos filhos dos famosos

Catarina Loiola

14/03/2021 5:00,atualizado 14/03/2021 1:32Divulgação

A brasileira Andreza Cooper é especialista em recém-nascidos e cuida dos filhos de celebridades de Hollywood desde 2013. O vasto conhecimento sobre a área e os longos anos de experiência fizeram com que seu trabalho ficasse conhecido entre os nomes mais badalados de Los Angeles, nos Estados Unidos. A babá nunca precisou de agência e sempre conseguiu os clientes por meio de indicações, uma demonstração de seu preparo e dedicação.

A lista de mães e pais hollywoodianos que Andreza já atendeu é extensa, mas confidencial. Os contratos não permitem a revelação de nomes, segredos ou qualquer detalhe sobre a vida pessoal dos clientes. No entanto, ela pode compartilhar uma das personalidades para quem presta serviços no momento: o comediante Kevin Hart, que teve o quarto filho em setembro do ano passado.

Andreza costuma ser contratada entre o quarto e sétimo mês de gravidez, para ajudar a mãe com os preparativos do pós-parto, desde a construção do quarto do bebê até a lista do que precisa ou não comprar. A orientação dos pais e o preparo da casa para o novo filho são funções da profissão, regulamentada nos EUA pela Newborne Care Specialist Association (NCSA), entidade que certifica os profissionais.

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A lista de mães e pais hollywoodianos que Andreza já atendeu é extensa, mas confidencialPexels/Reprodução

Andreza trabalha na especialidade desde 2013Divulgação

Ela se formou na Newborne Care Specialist Association (NCSA)Divulgação

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A lista de mães e pais hollywoodianos que Andreza já atendeu é extensa, mas confidencialPexels/Reprodução

Andreza trabalha na especialidade desde 2013Divulgação1

A rotina de trabalho consiste em atendimento de 12h ou 24h em dias alternados, sem especificações de finais de semana ou feriados. “Quando fecho contrato, a pessoa tem suporte sete dias por semana, mas eu não trabalho todo esse tempo, então eu escalo outra pessoa para os dias de folga”,

Ao Metrópoles, ela contou quais os pontos essenciais quando o assunto é cuidado com recém-nascidos, além de relembrar os melhores momentos da trajetória.

Bem-estar da mãe

Andreza ressalta a importância de zelar pelo bem-estar da mãe, a fonte de vida e alimento para o recém-nascido. Ela afirma que, devido às mudanças físicas e mentais que a gestação causa, é interessante permitir a mulher ter seu próprio tempo sozinha e com a criança.

Segundo ela, celebridades e anônimas sentem as mesmas preocupações e desejos relacionados à maternidade. A babá comenta que deixar o filho com alguém para poder trabalhar ou ter um momento a sós com o marido incomoda as mulheres a ponto de se sentirem culpadas por não se dedicarem integralmente à prole.

A principal diferença entre o grau de reconhecimento social, segundo Andreza, é apenas a invasão de privacidade sofrida por famosas. “O resto é igual, dores e dúvidas de todas as outras mães”, completa.

Rotina

Os horários de visitas e ações cotidianas, como amamentação e soneca, devem ser estabelecidos antes mesmo do parto. “Sempre planeje antes do filho chegar, porque quando a mulher parir, vai vir muita informação de uma vez”, pontua, acrescentando que recomenda a visita de familiares somente duas semanas após o nascimento.

“A rotina da noite é feita durante o dia. Às vezes, você pode estar muito cansado e não conseguir dormir. O mesmo acontece com crianças”, pondera. Desse modo, sonecas ao longo do dia, após a amamentação, melhoram o sono do bebê.

Rede de apoio

Outro cuidado essencial é a comunicação entre a rede de apoio e a mãe. Amigos, familiares e babás facilitam a vida materna por servir como um braço extra, desde que haja consenso entre as partes sobre a rotina da criança. “Mesmo com funcionária em casa, certas responsabilidades podem causar briga se não faladas antes, como deixar as crianças na escola, ir a banco, mercado etc”, pontua.

Segurança

De acordo com Andreza, o quarto e o local em que o bebê dorme devem ser o mais vazios possíveis. Ela explica que pelúcias em geral, brinquedos, travesseiros e outros objetos não podem estar junto a criança nos primeiros meses de vida.

Andreza alerta para a síndrome da morte súbita infantil, que é quando o bebê morre sem causa aparente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), geralmente ocorre durante o sono noturno e é a principal causa de óbito de bebês com menos de 1 ano de vida.

“Ele tem que dormir sem nada no berço, apenas com colchão firme e lençol com elástico nos cantos”, salienta.

Além disso, a babá ressalta o perigo de o recém-nascido dormir entre os pais. Se mãe, pai e filho forem dormir no mesmo recinto, ela indica o uso de um berço ao lado da cama para que, involuntariamente, os pais não sufoquem o bebê.

Entre fraldas e fama

Nascida em Natal, no Rio Grande do Norte, Andreza chegou aos Estados Unidos sem pretensão de ficar por muito tempo. A mãe dela já morava no país há seis anos e tinha cidadania, condição que, graças às leis da época, poderia passar à filha.

A nordestina se formou em moda em Portugal antes de partir para o solo americano. Lá, trabalhou como baby sitter. Diferente da área atual, Andreza cuidava de crianças de todas as idades em momentos pontuais, quando os pais necessitavam.

Depois de conseguir a cidadania, mais demorada que o planejado, ela percebeu que havia ali uma oportunidade interessante de trabalho e começou a construir a carreira.

O trabalho como babá dos famosos trouxe bons frutos e aventuras para a nordestina. Conhecer Barack e Michelle Obama, ex-presidente e ex-primeira dama dos EUA, respectivamente, foi um dos episódios mais mágicos para Andreza. Com brilho nos olhos, ela tentou registrar cada detalhe na memória e por meio de fotos discretas.


Outras ocasiões interessantes foram o período em que trabalhou para a atriz Jordana Brewster, de quem ficou próxima. Ela conheceu nomes como Justin Bieber, Fergie, The Rock, dividiu jatinho com a roteirista Shonda Rhimes e ficou frente a frente com a cantora Sia, em uma fila de buffet.DICASFAMOSOS