CHEIRO OU FEDOR?

16 de março de 2021 at 10:50

Pênis, vagina, bafo e chulé: o que os odores do corpo indicam sobre a saúde?

Alguns odores do corpo podem indicar problema de saúde.

 terça-feira, 16/03/2021, 10:15 – Atualizado em 16/03/2021, 10:31 –  Autor: Com informações do UOL


Alguns cheiros do corpo podem ser sinal de alerta para problema de saúde.  Alguns cheiros do corpo podem ser sinal de alerta para problema de saúde. | Reprodução .

Sabia que alguns cheiros do corpo podem ser sinal de que você pode estar com algum problema de saúde e precisa de ajuda médica? Pois é, não estamos falando daqueles odores característicos considerados normais, mas daqueles que ascendem um alerta de que algo pode não estar bem. As informações são do UOL.

Pênis

O pênis produz uma secreção esbranquiçada gordurosa que se chama esmegma. Se a higiene demorar para ser feita, o cheiro pode se acentuar e ficar desagradável se a pessoa urinou muitas vezes, se o dia estiver quente, se teve relação sexual, se há muita pele recobrindo a cabeça do pênis, etc. É só lavar que passa.

No entanto, há várias infecções por bactérias e fungos que podem alterar o cheiro do pênis e vir acompanhadas de outros sinais como vermelhidão, coceira, ardência, pus, etc. A presença de um tumor maligno no pênis ou de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) também podem ser malcheirosas. Nesses casos, a recomendação é procurar um urologista.

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Vaginahttps://59f1aeea361918ffecebee59050dabea.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

A vagina tem um odor característico suave produzido pela flora bacteriana habitual e secreção fisiológica resultante da renovação celular e que pode se modificar ao longo do ciclo pela variação hormonal. Porém, se a vagina apresentar um odor tipo peixe podre, você pode estar diante de um quadro de vaginose bacteriana causado pela gardnerella vaginalis. Esse cheiro vem acompanhado de corrimento amarelado ou acinzentado, e a mulher ainda pode sentir ardor ao urinar e intensificação do cheiro após o sexo.

Tanto a relação sexual quanto a menstruação podem promover um odor vaginal muito ruim. O esperma e a menstruação costumam alterar a flora da vagina, pois modificam o pH ácido vaginal. Esse desequilíbrio causa a proliferação de bactérias anaeróbias, em especial a gardnerella. Mesmo higienizando a vagina com frequência, o odor permanece, pois é necessário eliminar a bactéria. Toda vez que a mulher perceber um odor diferente do habitual e com secreção vaginal acentuada deve procurar o ginecologista.

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Urina

O odor da urina é característico, causado pela presença da ureia. Cheiros fortes, quando acompanhados de dificuldade ou ardência para urinar e mudança na cor, devem ser sinais de alerta. A mudança no cheiro também pode ser apenas porque se ingeriu determinados alimentos ou substâncias. Café, aspargos, alho, carne em excesso, certos temperos e vitaminas, por exemplo, podem alterar o aspecto e o cheiro do xixi.

O odor diferente da urina, como a amônia, pode indicar um quadro de infecção urinária. Jjá uma urina com cheiro adocicado pode estar relacionada ao diabetes.

Fezes

O odor das fezes é fruto da ação de bactérias em produtos alimentares. Uma gastroenterocolite, que é uma infecção intestinal, pode gerar fezes muito malcheirosas. Pessoas com pancreatite crônica também podem ter fezes com odor ruim.

Em termos de doença, o mais importante é a cor e não o cheiro das fezes. Fezes muito claras ou brancas podem levantar hipótese de algum entupimento das vias biliares. Fezes pretas e malcheirosas podem ser sinal de um sangramento digestivo proveniente do estômago ou excepcionalmente de um problema na parte final do intestino no tubo digestivo, como o cólon direito.

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Umbigo

O umbigo é uma região de intensa colonização de bactérias e fungos, podendo gerar um odor fétido. Se acompanhado de sintomas como dor, rubor, calor e drenagem de secreção pode caracterizar um quadro de infecção e a pessoa deve procurar um dermatologista.

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Axilas e virilhas

O suor, produzido e eliminado pelas nossas glândulas sudoríparas, não tem cheiro. O famoso “cecê” e o odor nas virilhas, na maioria das vezes, é causado pela proliferação excessiva de bactérias e fungos na região.

Se a pessoa sofre de hiper-hidrose (suor excessivo), é recomendado procurar um dermatologista para o tratamento adequado. Alguns casos podem precisar de limpeza com sabonetes antissépticos, antibióticos ou antifúngicos. Nos casos de hiper-hidrose axilar (suor excessivo nas axilas), o tratamento com toxina botulínica (o “botox”) apresenta bons resultados.

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Mal hálito

A maioria das halitoses acontece por doenças da boca e dos dentes, podendo ser infecciosas, como uma amigdalite. Há situações em que as causas não são da boca, como no caso do diabetes descompensado.

Vale ressaltar que o hálito matinal, que todo mundo tem, é normal, mas, se ficar mais forte e duradouro ou não se resolver com a higiene bucal habitual, deve ficar em alerta e procurar um médico. 

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Pés

A bromidrose plantar, o famoso chulé, possui, na maioria dos casos, a mesma causa que a bromidrose axilar e inguinal: a proliferação excessiva de bactérias e/ou fungos na região. A sudorese excessiva nos pés favorece o acúmulo de bactérias causadoras do mau cheiro e o surgimento de micoses.

“04” NA MIRA

16 de março de 2021 at 09:49

Polícia Federal abre inquérito para apurar negócios de filho de Jair Bolsonaro

Filho do presidente da República é acusado de lavagem de dinheiro e tráfico de influência envolvendo um grupo de mineração

 terça-feira, 16/03/2021, 09:30 – Atualizado em 16/03/2021, 09:38 –  Autor: FOLHAPRESS


A investigação mira uma empresa do "04", como é chamado por Jair Bolsonaro (sem partido), e sua atuação junto ao governo federal. A investigação mira uma empresa do “04”, como é chamado por Jair Bolsonaro (sem partido), e sua atuação junto ao governo federal. | Reprodução/Instagram .

A Polícia Federal abriu nesta segunda-feira (15) um inquérito para apurar negócios envolvendo Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente da República. 

A investigação mira uma empresa do “04”, como é chamado por Jair Bolsonaro (sem partido), e sua atuação junto ao governo federal.

A revista Veja mostrou em novembro que Jair Renan deu início a sua vida de empresário atuando para conseguir uma audiência em um ministério para tratar de interesses comerciais de um de seus patrocinadores.

O filho de Bolsonaro e o sócio ganharam um carro elétrico do grupo empresarial um mês antes de intermediar a reunião, de acordo com a reportagem. Segundo o jornal O Globo, o veículo é avaliado em R$ 90 mil.

A Folha de S.Paulo mostrou em dezembro que a cobertura com fotos e vídeos da festa de inauguração da empresa de Jair Renan foi realizada gratuitamente por uma produtora de conteúdo digital e comunicação corporativa que presta serviços ao governo federal.

O Ministério Público Federal abriu um procedimento preliminar para levantar informações sobre o caso, após denúncias de parlamentares da oposição.

SÓ AGORA?

16 de março de 2021 at 09:11

Mourão diz que Governo errou sobre uso de máscara e evitar aglomerações

Ele disse ainda que foi uma “falha” da administração federal não ter promovido esse tipo de ação.

 terça-feira, 16/03/2021, 08:38 – Atualizado em 16/03/2021, 08:43 –  Autor: FOLHAPRESS


Questionado por que o governo cometeu essa falha, Mourão responsabilizou a área de comunicação do governo, a qual chamou de "claudicante." Questionado por que o governo cometeu essa falha, Mourão responsabilizou a área de comunicação do governo, a qual chamou de “claudicante.” | Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil .

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou nesta segunda-feira (15) que o governo federal deveria ter adotado desde o início da pandemia uma campanha de conscientização da população pelo uso de máscaras e contra aglomerações. Ele disse ainda que foi uma “falha” da administração federal não ter promovido esse tipo de ação.

“Eu julgo que nós deveríamos ter, desde o começo, tido uma campanha em nível federal –uma vez que as medidas locais pertencem aos gestores e isso é inconteste– mas uma campanha séria de conscientização da população. Não é uma questão de lockdown ou não lockdown, mas uma questão das pessoas entenderem que elas têm que se resguardar o máximo possível, evitando, vamos dizer, aglomerações com gente que desconhecem”, declarou Mourão, em entrevista ao canal MyNews.

“Uma coisa é você estar em reunião em família que todo mundo você sabe de onde veio, se teve doença, se não teve doença, se teve contato, se não teve contato. Outra coisa é você ir para ambiente onde não há nenhum tipo de controle. E isso a gente deveria ter falado o tempo todo. Assim como as próprias questões mais elementares, do uso de máscara, de lavar as mãos, do uso de álcool. Acho que isso foi uma falha nossa aqui do governo que a gente podia ter trabalhado melhor”, afirmou.

Questionado por que o governo cometeu essa falha, Mourão responsabilizou a área de comunicação do governo, a qual chamou de “claudicante.”

“Essa questão da comunicação social, desde o começo do governo, tem sido claudicante. Essa é uma realidade, o governo tem inúmeros fatos extremamente positivos, que ele é incapaz de conseguir comunicar de forma organizada para a sociedade”, disse.

Ele afirmou ainda esperar que a troca da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), com a chegada do almirante Flavio Rocha, contribua para uma comunicação “mais profissional, eficiente e eficaz”.

Rocha substituiu no cargo Fabio Wajngarten, que tinha o apoio da ala ideológica ligada ao presidente.

As declarações de Mourão ocorrem no momento mais duro da pandemia no Brasil, com recordes nas mortes diárias e vários estados com seus sistemas de saúde à beira do colapso.

Além disso, elas vão na contramão do que tem feito o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desde a chegada da Covid-19 no Brasil. Bolsonaro tem um histórico de falas minimizando a pandemia, questionando a efetividade de máscaras e criticando qualquer política de isolamento social.

Ele também já colocou em dúvida a eficiência de vacinas e chegou a determinar que a Coronavac –imunizante desenvolvido por uma farmacêutica chinesa com o Instituto Butantan– não fosse adquirida pelo Ministério da Saúde.

A Coronavac é considerada um trunfo político do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), um adversário político do Palácio do Planalto.

Recentemente, Bolsonaro tem tentado recalibrar seu discurso. Ele afirmou nas últimas semanas que nunca foi contrário a vacinas e defendeu a ampla imunização da população para a superação da Covid.https://fe4b89b014ca15a938b2673c4961916e.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Os ataques a governadores e prefeitos que promovem medidas de distanciamento social, como o fechamento de comércios, permanecem.

Questionado sobre se o país deveria ter adotado uma política nacional de isolamento para evitar mortes na pandemia, Mourão disse que o tema “é complicado” e que o Brasil é “muito desigual socialmente e regionalmente”.

“Esta desigualdade afeta por demais nossa população. Uma grande parte precisa sair para rua todo dia para poder ganhar, usar um termo bem comum, ter o seu ganha-pão. A gente tem muita gente que vende o almoço para ter o jantar. A gente entende estas dificuldades e o presidente tem essa preocupação”, afirmou.

“Volto a dizer que [com] uma campanha de esclarecimento bem mais incisiva teríamos obtido resultados melhores. Agora, num país desigual, ocorreriam lamentavelmente a questão dos óbitos, principalmente nos mais idosos. Hoje quando conversamos com a classe médica, a grande preocupação é que esse ciclo que atravessamos tem atingido gente abaixo de 60 anos em quantidade significativa. E isso é extremamente preocupante.”

Nos últimos 5 dias, a cada 100 mortes por Covid, 22 foram no Brasil

16 de março de 2021 at 06:07

O país está à frente dos Estados Unidos na média móvel de mortes há uma semana, o que não acontecia desde 1º de outubro de 2020

Rafaela Lima Metrópoles

16/03/2021 4:45,atualizado 15/03/2021 19:51ilustração coronavírus brasilArte/Metrópoles

Vivendo a pior fase da pandemia de Covid-19 – na contramão de alguns países do mundo, que já apresentam quedas expressivas nos casos nas mortes em decorrência da doença –, o Brasil registra sucessivos recordes nas taxas. Com os 1.057 óbitos registrados na segunda-feira (15/3), por exemplo, o país completa 22 dias seguidos com média móvel acima de mil.

Os números são ainda mais preocupantes tendo em vista o panorama global: nos últimos 5 dias, a cada 100 mortes no mundo por Covid-19, pelo menos 22 foram registradas por aqui. E mais: há uma semana, o país está à frente dos Estados Unidos na média móvel de mortes, o que não acontecia desde 1º de outubro de 2020.

Os dados divulgados fazem parte de um levantamento do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base nos relatórios do Our World in Data, que acompanha diariamente o avanço do novo coronavírus no Brasil e no mundo.

Em entrevista ao Metrópoles, Tarcísio Marciano da Rocha Filho, professor do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB) e um dos membros de um grupo de pesquisa interdisciplinar que abarca várias universidades brasileiras para estudar o avanço da Covid-19 no país, ressaltou a preocupação com os índices do Brasil.

“O número real de óbitos por Covid-19 é bem superior ao anunciado oficialmente, chegando a mais de 365 mil mortes. E isso é uma progressão por baixo”, salientou. “No momento, a gente tem evitar transmissão. Está crescendo, a situação da saúde está crítica, as UTIs estão lotadas e a tendência é piorar. Enquanto não tem vacina para todo mundo, a gente precisa evitar contatos, ficar em isolamento e usar corretamente a máscara.”

Segundo o médico intensivista Otavio Ranzani, pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Saúde Global (ISGlobal), o país está na pior fase da pandemia. “Como estamos falando, o vírus já era uma bomba, agora as variantes se transmitem mais e, no geral, o pessoal tem feito de tudo para o vírus ser transmitido. As subidas são muito mais rápidas que antes. Talvez a gravidade também seja maior”, escreveu o especialista, que é referência sobre o assunto. “Infelizmente já vivemos e podemos viver cenas ainda mais tristes.”

As previsões do que vem nas próximas semanas, segundo especialistas, não são as melhores. “Com o país todo colapsando, a próxima semana promete ser a pior desde o início da pandemia. E a seguinte, pior ainda”, alertou o médico, neurocientista e professor catedrático da Universidade de Duke (EUA) pelas redes sociais, nesse último sábado (13/3).

Pior semana da pandemia

Na última semana epidemiológica, compreendida entre os dias 7 a 13 de março, o Ministério da Saúde registrou a semana mais mortal e mais infecciosa desde o início da pandemia no Brasil.

Nos últimos sete dias, foram foram identificados 500.722 novos casos, 18,7% a mais do que o recorde anterior, registrado na semana imediatamente anterior – entre 28 de fevereiro a 6 de março. Em relação aos óbitos, os números chegaram a 12.777, quase o dobro do que foi contabilizado no pico da primeira onda. Para efeito de comparação, o número é igual ou superior à população de 2.961 municípios brasileiros.

Se você fizer lockdown no NE vai me foder e perco a eleição, diz Bolsonaro

15 de março de 2021 at 22:19

Declaração foi para Ludhmila Hajjar

Presidente insistiu sobre cloroquina

Médica e Bolsonaro: sem acerto

A médica cardiologista Ludhmila Hajjar, durante gravação do programa Poder em Foco, em abril de 2020Sérgio Lima/Poder360 – 7.abr.2020

PODER360
15.mar.2021 (segunda-feira) – 16h32
atualizado: 15.mar.2021 (segunda-feira) – 19h43

A indicação da médica cardiologista Ludhmila Hajjar para assumir o Ministério da Saúde não decolou. O presidente Jair Bolsonaro recebeu a cardiologista do Incor e dos hospitais Star, da Rede D’Or, no domingo (14.mar.2021) e na manhã desta 2ª feira (15.mar). As conversas não fluíram bem para nenhum dos lados.

Participaram da reunião de domingo, no Palácio da Alvorada, o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). A presença de Pazuello e do filho do presidente foi uma surpresa para a médica.

Ludhmila Hajjar viajou a Brasília com o apoio –público ou reservado– de nomes como o do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM); do procurador-geral da República, Augusto Aras; e dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Todos, de uma forma ou de outra, deixaram Bolsonaro saber que apoiavam a cardiologista para ser a nova ministra da Saúde.

Seu nome, no entanto, não foi bem aceito nas redes de apoiadores de Bolsonaro na internet –que são um termômetro considerado pelo presidente sempre que vai nomear alguém para cargos-chave em seu governo. Mesmo reprovada nesse “teste de estresse”, a cardiologista foi recebida por Bolsonaro. O presidente não queria ser visto como alguém que se recusa a ao menos conversar –embora já não fosse simpático ao nome de Ludhmila.

A reunião de domingo (14.mar) deu aos defensores da cardiologista a impressão de que estava encaminhada sua indicação para substituir Pazuello. Lira até mesmo veio a público, por meio das redes sociais, manifestar que apoiava a nomeação.

O encontro no Alvorada teve certo constrangimento logo de cara, pois Ludhmila foi a uma reunião para ouvir um convite para ser ministra e encontrou na mesma sala o general que poderia substituir. Passou cerca de 3 horas mais ouvindo do que falando, pois todos os presentes se esforçaram para dizer que nada havia sido feito de errado até agora na política do governo federal para combater o coronavírus.

A médica foi sabatinada pelo presidente e seu filho. Eduardo Bolsonaro quis saber o que ela achava de 2 temas: aborto e armas. Segundo apurou o Poder360, ela respondeu que considerava o tema das armas relacionado a polícias e às Forças Armadas, e que não nutria simpatia por armar a população. Não foi possível apurar sua resposta a respeito de aborto.

Num determinado momento, Bolsonaro quis saber o que a médica achava da cloroquina. Ludhmila disse que não iria desdizer o presidente eventualmente no Ministério da Saúde, mas que essa fase já havia passado. Que era necessário olhar para a frente. O presidente insistiu. Disse que ninguém sabe ainda o que funciona ou não para tratar a covid-19. E que os médicos têm o direito de prescrever o que quiserem. Nesse aspecto, houve divergência entre Bolsonaro e Ludhmila.

O presidente perguntou também sobre medidas que restringem a circulação da população para frear os contágios pelo coronavírus. Disse ser contra o fechamento de negócios e a adoção de toque de recolher, casos de São Paulo e Brasília, por exemplo.

A reportagem do Poder360 apurou que o presidente em determinado momento dirigiu-se a Ludhmila no seu estilo que mistura franqueza com rispidez: “Você não vai fazer lockdown no Nordeste para me foder e eu depois perder a eleição, né?”.

Ludhmila afirmou que as medidas de distanciamento mais restritivas deveriam ser tomadas em situações extremas, em locais em que o número de doentes e de mortes exigisse isso. Pazuello entrou na conversa. Disse que tinha dados diferentes e que os governadores estavam mentindo sobre a taxa de lotação de UTIs (unidades de terapia intensiva) e outras estatísticas. Ludhmila expressou descrença sobre isso.

O atual ministro da Saúde também fez uma longa exposição sobre como tem conduzido a pasta. Defendeu sua gestão. Disse que estava possivelmente saindo do cargo porque não se aliou a ninguém, a nenhum grupo, diferentemente de Ludhmila, que vinha recomendada inclusive por políticos com vários interesses. O Poder360 apurou que Pazuello se referia, de maneira oblíqua, ao deputado Arthur Lira. O presidente ouviu e não redarguiu, como que concordando com a fala do ministro.

Ludhmila e Bolsonaro voltaram a se reunir nesta 2ª feira (15.mar). Pouco depois do encontro, a médica foi à CNN Brasil e também à TV Globo dizer que foi convidada para assumir a Saúde, mas que recusou por “motivos técnicos”.

A substituição de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde é tida como certa. O Planalto é pressionado para mudar sua política de combate à pandemia, que já deixou mais de 278 mil mortos no Brasil.

Com o nome de Ludhmila riscado da lista de opções de Bolsonaro, sobram 2 outros cotados para a vaga.

Um deles é Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Queiroga é um bolsonarista de raiz e agrada mais aos militantes fiéis ao presidente. O outro é o deputado Dr. Luizinho (PP-RJ).

ANÁLISE

Bolsonaro de uma vez só se indispôs com uma profissional médica muito respeitada e também com todos que a indicaram. O presidente da Câmara (que ficou vendido em público), o procurador-geral da República e 2 ministros do STF e 1 governador de Estado. Não é pouca coisa.

A médica Ludhmila Hajjar foi educada e comedida ao relatar o que se passou em entrevistas para a CNN Brasil e a Globo. Mas o Poder360 apurou o que houve de fato nas últimas cerca de 48 horas. Bolsonaro não pretende recuar de suas ideias sobre como atuar na pandemia.

Esse episódio revela que o presidente não quer um novo ministro da Saúde. Deseja apenas um substituto para Pazuello. Alguém que continue a fazer tudo do mesmo jeito, mas que apenas consiga se relacionar melhor com a mídia e tenha uma narrativa mais aceitável por parte dos seus aliados no Congresso e no Judiciário. Toda a equipe e a estrutura montadas pelo atual ministro ficarão intactas para o novo titular da pasta. Na prática, fora a troca de nome, fica tudo igual.
Não vai ser fácil.

Generais veem com restrições retorno de Pazuello ao Exército

15 de março de 2021 at 21:29

A percepção é a de que não seria razoável ele deixar o ministério e ir direto para o Exército

Por Caio Junqueira, CNN  15 de março de 2021 às 20:52 | Atualizado 15 de março de 2021 às 20:58 

Generais veem com restrições um eventual retorno de Eduardo Pazuello entre seus quadros diretos. Segundo alguns oficiais com os quais a CNN conversou, há receio de que a volta de Pazuello ao Exército após 10 meses como ministro da Saúde contamine politicamente os quartéis. 

A linha adotada pelo comandante do Exército, Edson Pujol, em sua gestão é de se distanciar do Palácio do Planalto e deixar claro que a força é de Estado, e não de governo.

“Quem entrou na política que fique na política”, disse um general à CNN, deixando claro a bronca dentro do Alto Comando do Exército em relação principalmente ao fato de Pazuello ter ignorado o apelo dos generais e se mantido na ativa ao mesmo tempo em que era ministro.

A percepção é a de que não seria razoável ele deixar o ministério e ir direto para o Exército. Nesse sentido, há duas expectativas nas Forças Armadas em relação ao destino de Pazuello. Uma, a de que ele assuma um posto de adido no exterior se houver uma vaga. Outra, a de que ele ocupe um cargo no Ministério da Defesa, no qual vários integrantes das três forças executam tarefas administrativas.

Se ainda assim ele optar por retornar ao Exército, será necessário aguardar uma vaga se abrir para que ele a ocupe. A designação dos oficiais generais para os cargos previstos é decisão do Comandante do Exército e não se pode criar cargos sem haver um processo que justifique essa criação.

Um outro general da ativa disse à CNN que “a bronca é grande entre os generais” com Pazuello, “pois ele sabe que não coadunamos com a mistura das Forças Armadas com a política”.

Essa fonte, porém, diz acreditar que o “ethos militar” não deverá fazer com que ele seja colocado de escanteio, e que haverá o trabalho de tentar recebê-lo bem qualquer que seja sua função.

Bolsonaro escolhe Marcelo Queiroga para substituir Pazuello na Saúde

15 de março de 2021 at 19:41

Atual presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia será o quarto ministro da Saúde em um ano de pandemia

Mayara Oliveira

15/03/2021 19:20,atualizado 15/03/2021 19:28Médico cardiologista Marcelo QueirogaSociedade Brasileira de Cardiologia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) bateu o martelo e escolheu, nesta segunda-feira (15/3), o médico cardiologista Marcelo Queiroga para ser o novo ministro da Saúde, segundo relataram fontes ao Metrópoles.

Até a última atualização desta reportagem, a nomeação de Queiroga não havia sido publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o que deve ocorrer nos próximos dias.PUBLICIDADE

Ele assumirá a pasta no lugar do atual ministro, general Eduardo Pazuello, que tem sido criticado pela forma como a pandemia no país vem sendo conduzida. Desde o ano passado, Bolsonaro subiu o tom contra governadores que recomendam o isolamento social e o general seguiu o discurso “negacionista” do chefe do Executivo, como consideram críticos ao governo.

Também nesta segunda, Pazuello deu uma entrevista coletiva em tom de despedida. Disse que não pediu para ir embora, mas que o presidente Bolsonaro estava “reorganizando a pasta”.

Quarto ministro

Com a nova mudança no Ministério da Saúde, o médico será o quarto a ocupar o cargo desde o início do governo Bolsonaro, em 2019.

O presidente iniciou o mandato ao lado do também médico Luiz Henrique Mandetta, que permaneceu no cargo de ministro por um ano e quatro meses. A exoneração do então ministro ocorreu em 16 de abril, ainda no início da crise do coronavírus.

Bolsonaro e Mandetta discordavam sobre a forma de lidar com o combate à pandemia. O ex-ministro apoiava medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos, constantemente atacadas por Bolsonaro.

O médico também se negou a endossar o uso geral de medicamentos sem comprovação científica no tratamento da Covid-19, como defendeu o chefe do Executivo no início da pandemia, a exemplo da cloroquina.

Para o lugar de Mandetta, Bolsonaro escolheu o oncologista Nelson Teich, que permaneceu no cargo durante 28 dias. No período em que comandou a pasta, Teich manteve o posicionamento adotado por Mandetta, em defesa do isolamento social e contrário ao uso de medicamentos sem eficácia no tratamento da doença.

O oncologista, inclusive, se negou a alterar o protocolo do Ministério da Saúde sobre o “tratamento precoce” da Covid-19. Dias depois, já com o general Pazuello no comando interino da pasta, o governo divulgou uma nota informativa com orientações para “manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19”.

Quem é Marcelo Queiroga

Marcelo Queiroga, de 55 anos, é médico formado pela Universidade Federal da Paraíba. Ele fez residência médica no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro e treinamento em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista na Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Atualmente é responsável pelo Departamento de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa (PB) e é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

O médico também tem no currículo intensa atuação na Associação Médica Brasileira (AMB) e na Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), que também presidiu.

É casado com uma pediatra e tem três filhos – uma é médica, outro está a caminho da mesma formação e, o terceiro filho, é advogado.

MEDIDAS ECONÔMICAS

15 de março de 2021 at 19:05

Governo do Estado reduz ICMS para bares e restaurantes e tenta zerar imposto

Helder Barbalho anunciou que o Estado solicitará a Conselho Nacional a isenção do pagamento do ICMS para os bares, lanchonetes e restaurante

 segunda-feira, 15/03/2021, 18:29 – Atualizado em 15/03/2021, 18:29 –  Autor: DOL


 | Celso Rodrigues .

O governador do Estado do Pará, Helder Barbalho, anunciou redução do ICMS para 2% dos setores de bares, lanchonetes e restaurantes. O Estado ainda pedirá autorização para zerar imposto. As medidas foram divulgadas durante coletiva na tarde desta segunda-feira (15). 

Segundo o governo do Estado do Pará, o ICMS dos bares, lanchonetes e restaurantes terá redução nos meses de março, abril e maio: de 5%, o imposto cai para 2%. O Estado ainda pedirá autorização, para o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), autorização para zerar o ICMS da categoria. 

O vencimento do ICMS do setor de bares, lanchonetes e restaurantes também foi postergado nos meses de março, abril e maio, passando do dia 10 para o dia 25 de cada mês. 

Priante é o deputado federal paraense que mais economizou verba da Câmara em 2020.

15 de março de 2021 at 17:50

SÁVIO BARBOSA

Em uma época em que o país vive um descontrole nos gastos públicos, o deputado federal José Priante (MDB-PA) se destaca por estar na contramão dos gastos. Dados do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados apontam que Priante economizou mais de R$ 445 mil dos cofres públicos em 2020. Com esses números Priante se destaca por ser o deputado paraense que mais economiza dinheiro público.

A verba indenizatória é o valor que cada deputado tem direito para o exercício da atividade parlamentar, que é destinada a custear gastos como passagens aéreas, serviços postais, manutenção de escritórios, assinatura de publicações, hospedagem, serviços de segurança, divulgação das atividades parlamentares, entre outros. O valor máximo mensal que cada deputado paraense recebe é o mesmo, sendo o parlamentar o responsável por gerenciar o modo de gastar essa verba.

Confira a tabela abaixo:

Entre janeiro a dezembro de 2020 os dezessete deputados da bancada paraense gastaram mais de R$ 5,8 milhões de reais com as cotas parlamentares.

POLÊMICA

15 de março de 2021 at 17:10

Igreja Católica não pode abençoar casamento gay, afirma Vaticano

Congregação para Doutrina da Fé diz que bênçãos não são lícitas

 segunda-feira, 15/03/2021, 15:19 – Atualizado em 15/03/2021, 15:19 –  Autor: ( Agência Brasil )


 | Reprodução .

O Vaticano disse nesta segunda-feira (15) que padres e outros ministros da Igreja Católica não podem abençoar uniões homossexuais, e que tais bênçãos “não são lícitas” se forem realizadas.

A Congregação para a Doutrina da Fé, o organismo doutrinário do Vaticano, divulgou a determinação em resposta a dúvidas e ações de algumas paróquias sobre a concessão dessas bênçãos como um gesto de acolhimento de católicos gays, já que a Igreja não permite o casamento homossexual.

O papa Francisco aprovou a resposta, afirmou a congregação, acrescentando que ela “não pretende ser uma forma de discriminação injusta, mas antes um lembrete da verdade do rito litúrgico”.

Ela ainda disse que tais bênçãos não são permitidas, embora sejam “motivadas por um desejo sincero de acolher e acompanhar pessoas homossexuais” e ajudá-las a crescer na fé.

A nota da congregação lembrou que, como o casamento entre um homem e uma mulher é um sacramento, e bênçãos estão relacionadas ao sacramento do casamento, essas não podem ser estendidas a casais homossexuais.

“Por essa razão, não é lícito administrar uma bênção em relacionamentos ou parcerias, mesmo estáveis, que envolvem atividade sexual fora do casamento (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e uma mulher aberta em si mesma à transmissão da vida), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo.”