Pesquisa ouviu 2.023 pessoas nos dias 15 e 16 de março; margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Por G1
17/03/2021 00h23 Atualizado há uma hora
Datafolha: 54% dos entrevistados reprovam ações de Bolsonaro na pandemia; 22% aprovam
Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta terça-feira (16), no site da “Folha de S.Paulo”, aponta que 54% dos entrevistados avaliam como ruim ou péssimo o desempenho do presidente Jair Bolsonaro na gestão da crise provocada pelo novo coronavírus. Na pesquisa anterior, realizada em janeiro, esse índice era de 48%.
Segundo o levantamento, 22% consideram ótima ou boa a performance de Bolsonaro na condução do enfrentamento à pandemia. O índice anterior era de 26%.
A pesquisa nacional do instituto foi realizada por telefone nos dias 15 e 16 de março e ouviu 2.023 pessoas. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os percentuais são (em parênteses, os índices das pesquisas passadas):
54% avaliam como ruim ou péssima a atuação de Bolsonaro na pandemia (janeiro: 48%; dezembro: 42%; agosto: 43%; junho: 49%; maio: 50%; abril: 45%; abril: 38%; abril: 39%; março: 33%)
22% avaliam como ótima ou boa a atuação de Bolsonaro na pandemia (janeiro: 26%; 27dezembro: 30%; agosto: 30%; junho: 27%; maio: 27%; abril: 27%; abril: 36%; abril: 33%; março: 35%)
24% avaliam como regular a atuação de Bolsonaro na pandemia (janeiro: 25%; dezembro: 27% agosto: 25%; junho: 23%; maio: 22%; abril: 25%; abril: 23%; abril: 25%; março: 26%)
Não soube responder: 1%
De acordo com a pesquisa, 43% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro é o principal culpado pela situação da crise sanitária. Nesta terça, o Brasil registrou 2.798 mortes por Covid em 24 horas, novo recorde da pandemia, e mais 282 mil mortos no total pela Covid-19. Veja abaixo um resumo.
Polícia prende um dos líderes de assalto ao Banco do Brasil em Cametá
“Guerreiro” foi o responsável pelo apoio a diversas ações de ‘Novo Cangaço’ ocorridas em cidades paraenses
terça-feira, 16/03/2021, 21:03 – Atualizado em 16/03/2021, 21:34 – Autor: Com informações de Márcio Mendes/RBA TV
“guerreiro” tem extensa ficha criminal. | Reprodução Polícia Civil.
APolícia Civil conseguiu prender nesta terça-feira (16) um dos líderes do assalto ao Banco do Brasil em Cametá, nordeste paraense, ocorrido no início de dezembro do ano passado. Antônio Josinei de Oliveira Souza, vulgo “Guerreiro” ou “Mano G”, foi encontrado no município de Dom Eliseu, também no nordeste do Estado.
A operação foi realizada através da Delegacia de Repressão a Roubos a Banco e Antissequestro ( DRRBA/DRCO ), no bojo do procedimento investigativo que apura a prática de ação de Roubo Qualificado na modalidade “novo cangaço”.
Antônio Josinei é foragido do Sistema Penitenciário Paraense desde 2019. Após a fuga, ele foi alçado ao posto como um dos principais Conselheiros Estaduais de uma Facção Criminosa atuante no Estado, responsável pelo direcionamento para ataques contra agentes de Segurança Pública e planejamento de resgate de presos em casas penais.
Segundo investigações, o bandido era o responsável por dois fuzis 50, dois fuzis calibre 556 e 100 kg de explosivos apreendidos pela DRRBA em Ulianópolis, no mês de setembro de 2020.
Desde quando fugiu do Sistema Penitenciário, enquanto conselheiro da facção criminosa, foi o responsável pelo apoio a diversas ações de ‘Novo Cangaço’ recentes, como as ocorridas em cidades como Ipixuna, São Domingos do Capim e a última em Cametá.
O CRIME
O crime repercutiu nacionalmente devido às cenas chocantes de violência que os bandidos protagonizaram no centro da cidade, agredindo e fazendo cidadãos como escudo humano durante a ação. Um refém foi morto pelos criminosos.
Dezenas de pessoas foram feitas reféns e houve uma intensa troca de tiros entre a polícia e os bandidos. A quadrilha invadiu a cidade com forte aparato bélico, como fuzis e explosivos, tendo como alvo além das instituições bancárias, delegacias e quartéis da polícia.
Foi protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal), nesta 3ª feira (16.mar.2021), uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) contra os governadores do Brasil. O partido é questiona a decretação de lockdown e toques de recolher.
O PTB solicita a suspensão de todos os decretos relacionados ao lockdown, e ainda pede que novas imposições sejam bloqueadas. A suspensão é correspondente a 17 estados e o Distrito Federal.
Segundo o partido, a “decretação de lockdowns e de toques de recolher por Chefes dos Poderes Executivos estaduais, distrital e municipais (atos do Poder Público), viola o espírito da Constituição Federal de 1988 (…) Não há dúvida de que o direito à liberdade de ir e vir é preceito fundamental (…), previsto no art. 5º da Constituição Federal“.
No documento, o PTB classificou o lockdown como “medidas extremas e invasivas“. Além disso, é justificado que “grande parte desses decretos não apresentam nenhuma comprovação científica e nenhum tipo de justificativa que demonstre a necessidade da adoção de medidas extremas que possam implicar na restrição inconstitucional de direitos fundamentais dos indivíduos“.
Para o partido, medidas, como o lockdown, só seriam constitucionais caso o país entrassem em Estado de Sítio, como consta no Artigo 137 da Constituição Federal. Além disso, cita a Lei 13.979/2020, onde fala sobre a restrição à locomoção interestadual e intermunicipal, mas não intramunicipal. Desse modo, o lockdown seria contrário à Lei. O PTB informou que “ao contrário do que os governos dos entes federados afirmam, não há previsão de restrição ao direito de liberdade de locomoção da forma que vem sendo implementada“.
Confira abaixo os estados que possuem decretos de lockdown:
O presidente Jair Bolsonaro e todos os integrantes do governo usaram máscaras durante um evento organizado no Palácio do Planalto para sancionar medidas que ampliam a capacidade de aquisição de vacinas contra a covid-19.Sérgio Lima/Poder360 10.03.2021
Um funcionário do gabinete pessoal do presidente Jair Bolsonaro morreu de covid-19 neste mês de março. A informação foi confirmada pela assessoria do Palácio do Planalto e pode ser atestada por uma portaria divulgada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 10 de março.
Em nota, o Planalto afirmou que não irá divulgar o nome do servidor em respeito à privacidade da família. A vítima, segundo o site O Antagonista foi um segundo sargento do Exército, supervisor da ajudância de ordens do gabinete pessoal.
Desde o início da pandemia o Planalto registrou 454 casos de covid-19 entre os servidores. O pico de casos aconteceu em julho, mês em que o presidente teve covid-19, com o registro de 114 infectados.
O presidente costuma reforçar que de todos os funcionários que tiveram covid-19, não chegaram a desenvolver um quadro grave da doença por fazerem uso de remédios sem comprovação científica, como ivermectina e cloroquina.
No mesmo dia em que o Diário Oficial declarava aberta a vaga do funcionário morto, Bolsonaro exaltava o sucesso do tratamento de casos de covid-19 no Planalto. “Desconheço que uma só pessoa deste prédio tenha ido ao hospital para se internar“, disse.
Em fevereiro, durante a cerimônia de posse dos ministros João Roma e Onyx Lorenzoni para a Cidadania e Secretaria Geral, respectivamente, o Palácio do Planalto teve aglomeração e descumprimento das medidas de segurança sanitária, como uso de máscara, inclusive pelo próprio presidente.
Esta reportagem foi produzida pela estagiária em jornalismo Lorena Fraga, sob supervisão do editor Samuel Nunes
Paciente chegando de ambulância no HRAN (Hospital Regional da Asa Norte), hospital de referência no tratamento da covid-19 em BrasíliaSérgio Lima/Poder360 – 9.jan.2021
Por 3 votos a 2, ministros rejeitaram recurso da defesa, que apontou irregularidades na comunicação ao MP de movimentações financeiras ‘atípicas’ no gabinete do senador.
Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília
16/03/2021 16h36 Atualizado há 44 minutos
STJ rejeita recursos da defesa de Flávio Bolsonaro
No julgamento, a Quinta Turma rejeitou recurso da defesa de Flávio Bolsonaro, que apontou irregularidades na comunicação feita pelo Coaf sobre movimentações financeiras “atípicas” no gabinete do senador.
No mesmo julgamento, os ministros também rejeitaram outro recurso da defesa, que pedia a declaração de nulidade das decisões da primeira instância no caso das rachadinhas (leia mais abaixo).
Com o novo entendimento sobre o Coaf, os investigadores não precisam retomar o caso da estaca zero.
A decisão pode dar um novo fôlego às investigações. Isso porque no mês passado a Quinta Turma determinou a anulação das quebras de sigilo fiscal e bancário do senador, o que, na prática, invalidou a denúncia oferecida pelo Ministério Público — a Procuradoria-Geral da República recorreu dessa decisão.
O MP acusa Flávio Bolsonaro, um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, de envolvimento em um desvio de mais de R$ 6 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A maioria dos ministros da Quinta Turma seguiu o voto do relator, ministro Félix Fischer, e considerou legais os atos praticados pelo Coaf no compartilhamento com o MP do Rio.
“O Coaf não possui a relação de contas utilizadas, as pessoas que transacionaram com F [Flávio Bolsonaro]. O Coaf não tem relação de beneficiários de pagamentos e títulos no RIF [relatório de inteligência financeira]. Os Rifs gerados pela inteligência financeira vinculavam os dados que já constavam no repositório de informações. Não há comprovação de “fishing expedition” [busca de provas]”, argumentou Félix Fischer.
O ministro João Otávio de Noronha discordou do relator e afirmou que há indícios de uma conduta ilegal do Conselho no caso.
Para Noronha, foi promovida uma verdadeira “extensão de investigação” por via administrativa sem a necessária autorização judicial.
O ministro ressaltou que não estava questionando o fato de que o conselho possa compartilhar dados com órgãos de investigação, mas que o procedimento adotado no caso Flávio Bolsonaro não foi legal.
“Coaf não é órgão de investigação e muito menos de produção de prova. Tem de fazer o relatório de investigação e mandar, e não pode ser utilizado como auxiliar do Ministério Público”, afirmou o ministro.
O ministro Reynaldo da Fonseca acompanhou o voto do relator no sentido de que não houve ilegalidade no compartilhamento de dados do Coaf com o MP. Para o ministro, os dados fazem parte do chamado relatório de intercâmbio, que é permitido entre os órgãos de fiscalização e o MP.
“Os relatórios não indicam extratos bancários, indicam operações específicas relacionadas à investigação. Ora, o nível de detalhamento das informações no banco de dados do Coaf é definido com base na sua finalidade”, disse.
Fonseca afirmou que não verificou ilegalidade nos relatórios fornecidos pelo Coaf, sendo que o conselho não tem como informar apenas valores globais, podendo repassar data , horário, banco , agência e terminal utilizado de operações sob suspeita para permitir eventuais investigações necessárias.
“A função do MP é angariar elementos para subsidiar o fornecimento de eventual denúncia. O fato de o Coaf possuir informações a respeito da remuneração do agravante e participação acionária tem com o objetivo de aferir sua capacidade econômica e financeira”, afirmou.
A maioria foi formada com o voto do ministro Ribeiro Dantas, que também não viu ilegalidade na troca de dados do Coaf com o MP.
O ministro afirmou que, ao examinar o caso, o Tribunal de Justiça do Rio também apontou que não houve irregularidade no compartilhamento.
“O tribunal de origem [TJ-RJ] destacou desde o primeiro momento que este compartilhamento consignou não ter havido uma devassa indiscriminada na conta do paciente [Flávio Bolsonaro]”, afirmou.
O ministro Joel Ilan Paciornik acompanhou a divergência aberta por Noronha e considerou a atuação do MP e do Coaf nas apurações irregular.
“Os relatórios minuciosos vinculam dados protegidos por sigilos bancário e fiscal. Os autos mostram indícios de comunicações informais entre o Coaf e o MP, carentes de legalidade”, disse.
Rachadinhas: recursos da defesa de Flávio Bolsonaro podem ir a julgamento nesta terça
Denúncia
Em outubro, Flávio Bolsonaro e outras 16 pessoas foram denunciadas por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo os investigadores, todos os elementos reunidos até agora comprovaram a “rachadinha” e como o senador teria usado o dinheiro desviado dos salários de assessores.
Com os dados obtidos na quebra de sigilo, o MP afirma:
que Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, fazia pagamentos de contas pessoais do senador e da família dele;
que Flávio Bolsonaro usava a loja de chocolates da qual era sócio para receber recursos obtidos na “rachadinha” e depois retirava como se fosse lucro;
e ainda que houve compra de imóveis usando dinheiro vivo em operações suspeitas.
Outro recurso rejeitado
A maioria da Quinta Turma também rejeitou nesta terça-feira um segundo recurso da defesa do senador, que pedia a declaração de nulidade das decisões da primeira instância no caso das rachadinhas, já que o Tribunal de Justiça do Rio reconheceu foro privilegiado para Flávio Bolsonaro, deputado na época dos fatos.
Os ministros entenderam que, como até aquele momento se avaliava que o caso deveria ser analisado pela primeira instância, não há irregularidade que justifique a anulação. A maioria seguiu o voto do ministro Felix Fischer.
Os ministros Fonseca e Ribeiro Dantas deixaram em aberto a possibilidade de o órgão especial do TJ ter que reavaliar esse atos, uma vez que é o foro competente.
Os ministros Noronha e Paciornik chegaram a defender que os atos da primeira instância ratificados pela Terceira Câmara do TJ do Rio fossem anulados e tivessem que passar por uma nova análise do órgão especial. Esse entendimento ficou vencido.
Obra cortaria a Parque Nacional do Jamanxim | Reprodução.
Na última segunda-feira (15), o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu ao pedido de liminar do PSOL (ADI 6553) e suspendeu a Lei 13.452/2017, que altera os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, bem como a construção da ferrovia Ferro grão, que cortaria unidade de conservação. A decisão do ministro relator, Alexandre de Moraes, será levada ao plenário virtual do STF a partir desta sexta-feira (19).
A Lei 13.452/2017 exclui 832 hectares do Parque Nacional do Jamanxim, afetando povos indígenas da bacia do Xingu, região já muito impactada pelo desmatamento, avanço da agropecuária e de atividades ilegais como grilagem, roubo de madeira e garimpo. Os povos Munduruku e Kayapó, têm, inclusive, reivindicado transparência e direito de consulta prévia sobre o processo de concessão da Ferrogrão.
Na Ação Direta de Inconstitucionalidade, o partido defende a impossibilidade de se excluir terras de área de preservação ambiental por medida provisória, argumento com o qual Moraes concorda, reafirmando a exigência de uma lei em sentido formal para que se efetue uma alteração como a pretendida.
“Apoiado em um modelo de desenvolvimento atrasado e nefasto, o governo Bolsonaro tenta tratorar as leis ambientais e os direitos dos povos indígenas para atender aos interesses do agronegócio. Esperamos que o STF sustente a decisão concedida em caráter liminar”, afirma Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL.
O projeto da Ferrogrão (EF-170) tem 933 quilômetros de extensão, investimento estimado em R$ 8,4 bilhões e deve ligar Sinop (MT) a Miritituba (PA). O governo pretende fazer o leilão no fim deste ano. O edital está em análise no Tribunal de Contas da União.
Vídeo mostra Dra. Ludhmila cantando “presidenta, I love you” à Dilma Rouseff. Assista!
Show particular ocorreu no Hospital Sírio Libanês, com o dr. Roberto Kalil no saxofone
terça-feira, 16/03/2021, 14:42 – Atualizado em 16/03/2021, 14:42 – Autor: Com informações Diário do Poder
À época, Dilma Rousseff se tratava de um câncer no hospital | Reprodução .
Amédica Ludhmila Hajjar, que até ontem era cotada a ocupar o cargo de ministra da Saúde do governo Jair Bolsonaro, aparece em um vídeo que viralizou nas redes sociais tocando violão e cantando para, a então na época, presidente Dilma Rousseff (PT), no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. No vídeo, a cardiologista canta a música “Amor I Love You”, da cantora Marisa Monte.
Durante o “show particular” dedicado a Dilma, em um quarto do Hospital Sírio Libanês, ela altera a última estrofe da música para se declarar: “Presidenta Dilma, I love you”.
Na época, a ex-presidenta foi diagnosticada com câncer e se submeteu a tratamento no hospital, onde a médica já atuava na ocasião.
Ao lado de Ludmila, empunhando um saxofone, surge o médico Roberto Kalil, que ficou muito conhecido por atender celebridades da política e do meio artístico.
Essa semana, Ludmila Hajjar foi citada para o cargo de ministra da Saúde, em substituição ao general Eduardo Pazuello, e chegou a reunir com o presidente Bolsonaro onde teria sido convidada para o cargo, mas decidira recusar em razões de “divergências técnicas” ou de concepção no enfrentamento da pandemia da Covid-19.
Após criticar vacinas, Bolsonaro entra na fila para ser imunizado contra covid-19
O presidente completa 66 anos na próxima semana
terça-feira, 16/03/2021, 13:48 – Atualizado em 16/03/2021, 13:56 – Autor: Com informações de Guilherme Amado
| Sérgio Lima/Poder360 .
Opresidente Jair Bolsonaro decidiu se vacinar, segundo informou o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O presidente, que completa 66 anos em 21 de março, entrará na fila para receber a imunização de acordo com a sua idade.
As informações são de Guilherme Amado, colunista da Época. Em Brasília, onde Bolsonaro deverá ser imunizado, ainda estão sendo vacinados os idosos na faixa entre 72 e 73 anos, e o presidente irá esperar na fila até que a campanha atenda sua faixa etária.
Bolsonaro já se questionou diversas vezes a segurança e confiabilidade da Coronavac, vacina produzida pelo Insituto Butantan, defendendo o tratamento precoce, que não possui comprovação científica de sua eficácia. Ele chegou inclusive a afirmar que não iria se imunizar contra a doença.
O médico Marcelo Queiroga foi anunciado como novo ministro da saúde nesta segunda-feira (15). O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia assume o cargo no lugar de Eduardo Pazuello, general do Exército à frente da pasta desde maio de 2020.
Ao descartar Pazuello e recolocar um médico na pasta, a estratégia foi dar um verniz científico de que haverá uma condução técnica na Saúde. No entanto, os últimos movimentos de Bolsonaro explicitaram que, apesar da mudança, ele estará no comando de todas as decisões.
Segundo interlocutores do presidente, a condição para escolher Queiroga está na certeza de que o médico obedecerá as suas determinações, como acontecia com Pazuello.
A cardiologista Ludhmila Hajjar chegou a ser indicada para ocupar o cargo, mas recusou o convite sob a alegação de que diverge do presidente na condução da pandemia.
A própria recusa de Ludhmila foi um sinal de que para ocupar a pasta, o novo titular teria que pagar um pedágio. Ou seja, não contrariar o presidente com críticas ao tratamento com cloroquina e muito menos defender medidas de isolamento social.
“Para conquistar o sonhado cargo, (Marcelo Queiroga) pode se adequar ao presidente. O problema não está no ministro da Saúde. Mas, sim, no presidente Bolsonaro”, enfatizou ao Blog um interlocutor do novo ministro Queiroga, reconhecendo que não haverá autonomia.
Bolsonaro seguiu a máxima do romance histórico “O Leopardo” do escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa: algo deve mudar para que tudo continue como está. O difícil será o presidente conseguir se afastar do desastre na condução da pandemia no Brasil depois que o próprio Pazuello deixou registrado quem mandava em tudo: o próprio Bolsonaro.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.