Mortes na fila por um leito de UTI, falta de insumos e funerárias sem férias: os sinais do colapso na saúde brasileira

20 de março de 2021 at 15:52

Segundo a Fiocruz, o país passa pela sua maior crise sanitária e hospitalar da história.

Por Fábio Manzano e Camila Rodrigues da Silva, G1

20/03/2021 14h27  Atualizado há 37 minutos


Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, em foto de 9 de março de 2021, durante a pandemia de coronavírus — Foto: Carla Carniel/Reuters/Arquivo

Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, em foto de 9 de março de 2021, durante a pandemia de coronavírus — Foto: Carla Carniel/Reuters/Arquivo

O Brasil dá sinais de um colapso em seu sistema de saúde. Mais que isso: segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o país passa pela maior crise sanitária e hospitalar da história.

Pacientes morrem na fila à espera de um leito de UTI, hospitais alertam para a falta de insumos e até mesmo as funerárias falam em cancelar as férias de funcionários.

“O Brasil já colapsou”, afirma em entrevista ao G1 Gonzalo Vecina, médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Leitos de UTI

Em São Paulo, estado que tem a maior estrutura hospitalar do país, antes do fim de março, morreram pelo menos 135 pessoas à espera de uma vaga na UTI.

Entre as vítimas, há um menino de três anos e uma jovem de 25, no interior do estado. Mas as cidades com maior registro de mortes na fila da UTI estão na Grande São Paulo.

Profissional de saúde trata paciente com Covid em UTI do Hospital São Paulo, em São Paulo, no dia 17 de março — Foto: Amanda Perobelli/Reuters/Arquivo

Profissional de saúde trata paciente com Covid em UTI do Hospital São Paulo, em São Paulo, no dia 17 de março — Foto: Amanda Perobelli/Reuters/Arquivo.

No Paraná, o número foi ainda maior: foram 500 mortos aguardando a disponibilidade de leitos de UTI e enfermaria, segundo o governo do estado. Até sexta-feira (19), 1.196 paranaenses aguardavam por uma vaga.

“Nós vamos ter diferentes situações no Brasil”, diz Vecina. “Alguns vão conseguir controlar, outros não. Sem isolamento, a única saída seria aumentar o número de leitos, mas é muito difícil acertar a demanda.”

Professor da Universidade de Duke (EUA), o neurocientista Miguel Nicolelis disse em entrevista ao jornal “O Globo” que, antes de se esgotar, uma taxa de ocupação de 90% dos leitos de UTI já é preocupante.

G1 consultou secretarias da Saúde, centrais de regulação, hospitais, prefeituras e até a Defensoria Pública para analisar a situação dos leitos da UTI. Em ao menos 16 estados, já houve mortes de pacientes com Covid-19 ou com suspeita da doença na fila por uma vaga.

No Rio Grande do Norte, por exemplo, segundo a Central de Regulação, 156 óbitos foram registrados neste ano.

Falta de insumos

Hospitais e entidades médicas também alertam para a falta de medicamentos usados na entubação de pacientes graves de Covid-19. Neste sábado (20) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma série de medidas emergenciais para evitar o desabastecimento.

O Ministério da Saúde chegou a requisitar mais de 665 mil medicamentos de um dos maiores fabricantes do país após prefeitos e governadores alertarem o governo federal sobre a escassez de produtos diante do aumento na quantidade de pacientes com Covid-19 internados nos hospitais.

Um levantamento feito pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) indicou que o oxigênio destinado a pacientes de Covid-19 está prestes a acabar em pelo menos 76 municípios de 15 estados. Já a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) disse que só tem medicamento para mais 4 dias.

“Os sinais são claros”, diz Nicolelis. “Não sei como alguém ainda não vê o tsunami que vai varrer o Brasil. Não vai mais ser só crise sanitária, começam a ter distúrbios sociais.”

Empresa de Paulínia (SP) aguarda há três anos licenciamento para poder vender oxigênio hospitalar — Foto: Giuliano Tamura/EPTV

Empresa de Paulínia (SP) aguarda há três anos licenciamento para poder vender oxigênio hospitalar — Foto: Giuliano Tamura/EPTV

Falha no abastecimento de oxigênio

Outras situações críticas têm sido verificadas pelo Brasil. No Rio Grande do Sul, pelo menos seis pessoas morreram depois de uma falha no fornecimento de oxigênio, segundo o governo do estado.

Um hospital da Região Metropolitana de Porto Alegre registrou “instabilidade na distribuição do oxigênio” por cerca de 30 minutos.

Todos os pacientes tinham Covid-19, mas a instituição diz não ser possível determinar se as pessoas morreram pela falta do oxigênio. No momento da falha, 26 pessoas recebiam ventilação mecânica.

Na maior cidade do país, dez pacientes precisaram ser transferidos com urgência depois de um problema no fornecimento de oxigênio durante a madrugada deste sábado.

Segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo, houve atraso na entrega do gás e, por conta disso, o município “transferiu pacientes por segurança”, mas o fornecimento já foi normalizado.

Faltam caixões, funerárias sem férias

Por conta do alto número de mortes – apenas na última semana, foram mais de 2 mil a cada dia – as funerárias vêm encontrando problemas com a possível falta de materiais para a produção de caixões.

A Associação dos Fabricantes de Urnas do Brasil (Afub) disse que aumentou sua produção em 20% neste ano, mas vem enfrentando dificuldades para comprar matéria-prima – madeira serrada e compensada.

Funcionário trabalha em fábrica de caixões em Nova Iguaçu, município do Rio de Janeiro — Foto: Pilar Olivares/Reuters

Funcionário trabalha em fábrica de caixões em Nova Iguaçu, município do Rio de Janeiro — Foto: Pilar Olivares/Reutershttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Já uma recomendação da Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif) pediu a suspensão temporária das férias de funcionários do setor diante do aumento de mortes.

Entre as medidas, além da suspensão de férias pelos próximos 60 dias, está a recomendação de que se mantenha um estoque dos materiais para sepultamento três vezes maior do que o necessário para o atendimento em um mês comum.

Outro sinal do alto número de mortes foi registrado nas portas de um cartório do Rio Grande do Sul, onde uma fila foi formada em frente ao registro de óbitos – que passou a atender em horário ampliado.

Ligação com empresas atrasa nomeação de Queiroga para o Ministério da Saúde

20 de março de 2021 at 14:41

A equipe de Jair Bolsonaro esqueceu-se de checar se Queiroga constava como administrador de alguma empresa na Receita Federal

André Shalders, do Estadão Conteúdo

Ver a imagem de origem

O cardiologista Marcelo Queiroga, indicado para ser o novo ministro da SaúdeFoto:

O atraso na nomeação do cardiologista Marcelo Queiroga para o comando do Ministério da Saúde aconteceu por causa de um erro da presidência: a equipe de Jair Bolsonaro esqueceu-se de checar se Queiroga constava como administrador de alguma empresa na Receita Federal.PUBLICIDADE

A Lei 8.112 de 1990 proíbe que servidores públicos estatutários (como é o ministro da Saúde) sejam sócios administradores de empresas privadas. É o caso de Queiroga: segundo os registros da Receita consultados pelo Estadão, ele é sócio administrador de duas clínicas de cardiologia em João Pessoa (PB). Para assumir oficialmente, precisará deixar de ser administrador das duas empresas, embora possa continuar sócio.

O processo de desincompatibilização das empresas é moroso, o que motivou o atraso na nomeação para o Ministério da Saúde. “O servidor público pode ser sócio de empresas privadas, mas não pode constar como administrador ou gerente”, explica a advogada e professora Vera Chemim, que é mestre em Direito Público Administrativo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A reportagem do Estadão procurou o Palácio do Planalto para comentários, mas não houve resposta até 19 horas de ontem. Queiroga também foi procurado por meio de mensagens de texto e ligações, mas não respondeu aos questionamentos. 

OPERAÇÃO ÁGATA

20 de março de 2021 at 13:45

Marinha resgata três náufragos próximo à ilha de Cotijuba

As vítimas foram atendidas pelos Militares da Marinha e passam bem

 sábado, 20/03/2021, 12:58 – Atualizado em 20/03/2021, 12:58 –  Autor: Com informações do Comando do 4º Distrito Naval – Marinha do Brasil


Imagem ilustrativa da notícia Marinha resgata três náufragos próximo à ilha de Cotijuba | Reprodução/Marinha do Brasil .

Três náufragos foram resgatados por um navio da Marinha do Brasil, na última sexta-feira (19), próximo à Ilha de Cotijuba, em Belém. O Navio-Patrulha “Bracuí”, recebeu o pedido de socorro enquanto realizava uma inspeção naval. 

As vítimas estavam em uma embarcação que afundou. Dos três náufragos, dois conseguiram nadar até um barco que navegava na localidade, que fez a solicitação de socorro ao Bracuí. 

A terceira pessoa, uma mulher, ficou à deriva por cerca de três horas, em cima de um corote de combustível. Ela foi localizada pela embarcação subordinada ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte. 

As três vítimas do naufrágio receberam os primeiros atendimentos de primeiros-socorros por Militares da Marinha. Todos os resgatados passam bem.

Após ser chamado de viado, governador do RS processa Roberto Jefferson

20 de março de 2021 at 12:46

“Injúria e homofobia não. Não toleramos este discurso de ódio e cheio de preconceitos”, reagiu o tucano Eduardo Leite

Nathalia Kuhl Metrópoles

19/03/2021 23:45,atualizado 19/03/2021 23:45Eduardo-LeiteDivulgação

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), usou as redes sociais, nesta sexta-feira (19/3), para afirmar que recorreu ao Ministério Público para entrar com uma representação por injúria e homofobia contra o ex-deputado federal e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.

Há uma semana, Jefferson havia criticado Leite e chamou o tucano de “viado” ao comentar a suposta prisão de uma feirante por trabalhar durante o lockdown.

“É uma absoluta vergonha esse rapaz e o que [ele] está fazendo no Rio Grande do Sul. [Ele] Tem uma vocação ditatorial absolutamente imoral, indigna, incorreta, né? Uma coisa narcisista, doentia, uma coisa assim viciada”, disse o bolsonarista durante entrevista ao radialista Milton Cardoso, da Rádio Bandeirantes.

“Eu diria até que não é uma coisa varonil você pegar uma vendedora de sorvete, espancar, prender. Não é uma coisa de um homem varonil, não é uma coisa de um homem viril. Eu diria até que é coisa de viado”, completou Roberto Jefferson.

Em resposta a Roberto Jefferson, Leite disse em post que a atitude foi um ataque contra a dignidade humana. “Injúria e homofobia não. Não toleramos este discurso de ódio e cheio de preconceitos”.

Veja:

Leite ainda pediu em post que o Ministério Público do Rio Grande do Sul faça a devida ação criminal contra Roberto Jefferson.

Roberto JeffersonWILTON JUNIOR/Estadão

Eduardo Leite (PSDB)

Eduardo Leite, governador do Rio Grande do SulHugo Barreto/Metrópoles

Eduardo Leite (PSDB)
Roberto Jefferson
Eduardo Leite (PSDB)

IMUNIZAÇÃO

20 de março de 2021 at 11:42

Pará vai receber mais 286 mil doses de vacinas neste sábado 

A chegada das vacinas está prevista para a tarde deste sábado (20)

 sábado, 20/03/2021, 10:56 – Atualizado em 20/03/2021, 10:56 –  Autor: Paloma Lobato DOL


Imagem ilustrativa da notícia Pará vai receber mais 286 mil doses de vacinas neste sábado  | Reprodução/Twitter .

O governador do Estado, Helder Barbalho, anunciou, na manhã deste sábado (20), que o Pará vai receber mais 286 mil doses de vacinas da Sinovac e AstraZeneca, ainda na tarde de hoje. 

Em um vídeo publicado em uma rede social, Helder afirmou que as vacinas chegam para “ampliar a imunização, avançar em novas faixas etárias, distribuir para o interior do Estado e fazer a cobertura para que mais pessoas estejam vacinadas , protegidas e, com isso, possamos vencer esta pandemia”, destacou o governador.

ATENDIMENTO RÁPIDO

20 de março de 2021 at 11:00

Vacinação de idosos de 69 anos segue tranquila em Belém

Apesar da procura ser grande, o atendimento ao público segue de forma rápida.

 sábado, 20/03/2021, 10:05 – Atualizado em 20/03/2021, 10:05 –  Autor: Com informações Cintia Magno DOL


Movimentação tranquila na UFPA Na Aldeia Cabana, os idosos chegaram cedo e formaram filas para receber a primeira dose do imunizante. | Cintia Magno .

APrefeitura de Belém deu início na manhã deste sábado (20) a vacinação de idosos com 69 anos. Essa faixa etária junto com a de 68 anos contemplam os idosos que serão vacinados neste final de semana após a capital paraense receber mais 24.580 doses de vacina no combate à Covid-19.

Em alguns pontos de vacinação, como a Aldeia Cabana, os idosos chegaram cedo e formaram filas para receber a primeira dose do imunizante.

Outros pontos como a Fibra e estacionamento da Basílica também registram enorme procura com grandes filas de carros no drive thru. Já na Universidade Federal do Pará (UFPA) a movimentação está mais tranquila. Apesar da procura ser grande, o atendimento ao público segue de forma rápida. 

Movimentação tranquila na UFPA
Movimentação tranquila na UFPA Cintia Magno

Lembrando que a vacinação para os idosos de 69 anos começou as 9h deste sábado se encerrando as 17h da tarde. 

Os idosos que tem 68 anos podem se preparar para receber a primeira dose da vacina neste domingo (21). Os pontos de vacinação começam a atender a partir das 9h se estendendo até as 17h. 

Confira aqui todos os locais de vacinação espalhados pela cidade. 

https://www.instagram.com/doloficial/?utm_source=ig_embed

Na Aldeia Cabana, os idosos chegaram cedo e formaram filas para receber a primeira dose do imunizante.Na Aldeia Cabana, os idosos chegaram cedo e formaram filas para receber a primeira dose do imunizante. | Cintia MagnoMovimentação tranquila na UFPANa Aldeia Cabana, os idosos chegaram cedo e formaram filas para receber a primeira dose do imunizante. | Cintia Magno

Lançamento do nanossatélite brasileiro é adiado

20 de março de 2021 at 10:30

Agência Brasil

Nanossatélite NanoSatC-Br2 será lançado a partir do Cazaquistão.

NanoSatC-Br2 deverá ser lançado ainda neste final de semana

O lançamento do foguete Soyuz-2.1A que levaria o nanossatélite brasileiro NanoSatC-Br2 foi adiado na madrugada deste sábado (20). A nova data provável de lançamento do foguete é neste domingo (21), às 9h07 (horário de Moscou) – 3h07 (horário de Brasília). O anúncio foi feito nas redes sociais da agência espacial russa Roscosmos.

Imagem

“Esses atrasos são muito comuns. Anomalias climáticas ou outros eventos que podem influenciar no lançamento estão sempre sendo monitorados. É uma pena, mas o processo todo requer muita segurança”, afirmou Michele Melo, assessora de Inteligência da Agência Espacial Brasileira (AEB).

O evento deveria ter acontecido às 3h07 no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Ainda não há informações sobre a causa do adiamento. O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, foi entrevistado pela TV Brasil.

Sobre o NanoSatC-Br2

Cientistas e pesquisadores terão oportunidade de realizar pesquisas e testar novas tecnologias com o nanossatélite brasileiro.

Nanossatélite NanoSatC-Br2, por INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais/Divulgação

De dimensões modestas, o NanoSatC-Br2 pesa apenas 1,72 quilograma. Com 22 centímetros (cm) de comprimento, 10 cm de largura e 10 cm de profundidade, o satélite é menor que uma caixa de sapato. A principal missão do equipamento é monitorar a anomalia magnética do Atlântico Sul – fenômeno natural causado pelo desalinhamento do centro magnético da Terra em relação ao centro geográfico, característica que atrapalha a captação de imagens e transmissão de sinais eletromagnéticos numa determinada faixa do céu -, mas ele também servirá de ferramenta de pesquisa para estudantes de diversos campos: engenharia, aeronomia, geofísica e áreas afins.

O projeto é um esforço conjunto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O NanoSatC-Br2 ficará situado a cerca de 500 quilômetros de altitude – na camada da atmosfera chamada Ionosfera – e fará uma órbita polar héliossíncrona, ou seja, o NanoSatC-Br2 cruzará a circunferência entre Polo Norte e Polo Sul, mas sempre no mesmo ponto em relação ao Sol, em ciclos constantes.

O custo estimado do NanoSatC-Br2 – entre desenvolvimento, lançamento e operação – é de cerca de R$ 3 milhões, de acordo com João Villas Boas, professor da UFSM e um dos responsáveis pelo projeto.

O nanossatélite permitirá a capacitação de profissionais em diversos campos relacionados à ciência e tecnologia. “Os alunos vão ajudar na operação do nanossatélite. O contato principal é depois de o equipamento lançado. Eles vão obter os dados científicos que estão chegando à Terra. O fato de os alunos terem esse contato na graduação é fantástico porque eles conhecem como funcionam o mercado de satélite e todo o processo que envolve a fabricação e aquisição de equipamentos, lançamento e operação dele no espaço,” afirmou o professor Eduardo Escobar Bürger, da UFSM.

Missão conjunta

O lançamento do NanoSatC-Br2 é fruto da parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, a AEB e a Roscosmos – a agência espacial russa. O satélite brasileiro é um dos 37 dispositivos que estão carregados no foguete Soyuz-2.1A que parte hoje da chamada “Cidade das Estrelas” no Cazaquistão. A missão envolve Brasil, Rússia e outros 16 países – a maior parceria aeroespacial internacional para lançamentos de satélite registrada até hoje.

TRAGÉDIA

20 de março de 2021 at 08:56

Médica paraense morre em incêndio em São Paulo

Bombeiros não souberam informar o motivo do incidente nem a razão das duas mortes, uma mulher, de 54 anos, e um homem, de 41

 sábado, 20/03/2021, 08:41 – Atualizado em 20/03/2021, 08:41 –  Autor: Com informações Jovem Pan e Folhapress


Além da paraense de 54 anos, um homem de 41 anos também morreu no incêndio. As vítimas foram socorridas no local, mas não resistiram.  Além da paraense de 54 anos, um homem de 41 anos também morreu no incêndio. As vítimas foram socorridas no local, mas não resistiram. | Reprodução .

Um incêndio em um apartamento no bairro do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo, deixou dois mortos na sexta-feira (19). Uma das vítimas era a médica paraense, de 54 anos, Andrea Klautau de Amorim. A causa do incêndio ainda é desconhecida. Porém, o caso foi registrado como incêndio e morte suspeita no 27º Delegacia de Polícia Dr. Ignácio Francisco.

De acordo com informações, as duas vítimas, aparentemente, tiveram parada cardiorrespiratória em decorrência da fumaça que se espalhou no 8º e no 13º andar do edifício, mas os Bombeiros afirmam que as causas das mortes só poderão ser confirmadas após exames.

Segundo a Polícia Civil, além da paraense, um homem de 41 anos também morreu. As vítimas foram socorridas no local, mas não resistiram. As mortes foram constatadas pelo médico da Unidade de Suporte Avançado (USA). “Foram encontradas duas vítimas: uma no 8º andar, constatado óbito pelo médico da USA (Unidade de Serviços Avançados em Saúde), e a outra no 13º andar.”

O fogo começou por volta das 9h da manhã no Edifício Sky. O prédio tem 26 andares e fica na Rua Constantino de Souza, uma área residencial na zona sul da cidade.

O incêndio provocou uma grande fumaça preta que ultrapassou o tamanho do prédio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, dez veículos da corporação chegaram a ser usadas para atender a ocorrência.

O morador e servidor público Rodrigo Bersot estava trabalhando quando o fogo começou. O que chamou sua atenção foi o cheiro de fumaça e a gritaria que ouviu no corredor.

Ao abrir a porta, percebeu que a fumaça preta já havia tomado conta do sexto andar. “O alarme de incêndio não tocou e quando nós saímos já estava essa fumaça espessa”, disse.

Ao lado dos vizinhos, desceu pelo elevador. Em caso de incêndio, o indicado é descer pelas escadas. Ele conta que sabia da orientação, mas no momento agiu por instinto.

O fogo foi controlado por volta das 11h, quando uma fumaça branca tomou conta do local. Os bombeiros ainda retiravam a fumaça. O prédio segue interditado.

Governo cancelou em agosto de 2020 compra de medicamentos para kit intubação

20 de março de 2021 at 08:26

Segundo representantes do Conselho Nacional de Saúde, não houve explicação oficial do governo para o cancelamento da importação dos insumos necessários

Por Renata Agostini, CNN  

O governo federal cancelou, em agosto de 2020, a importação de medicamentos que formam o chamado kit intubação para pacientes de Covid-19 “sem explicação”, de acordo com o Conselho Nacional de Saúde (CNS). 

Em julho de 2020, o Ministério da Saúde comprou de empresas uruguaias 54.867 medicamentos usados na intubação de pacientes de Covid-19 em UTIs e, junto com as Forças Armadas, distribuiu os insumos às secretarias de Saúde do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que estavam com os estoques de medicamentos baixos. A iniciativa foi chamada de “Operação Uruguai”.

Em agosto do mesmo ano, porém, o governo federal cancelou a chamada “Operação Uruguai II”, que tinha como objetivo importar do país vizinho mais insumos médicos necessários para o tratamento e intubação de pacientes vítimas da Covid-19.

Segundo representantes do Conselho Nacional de Saúde, não houve explicação do governo para o cancelamento da importação dos insumos necessários. 

Recomendações

Após o cancelamento, no final de agosto o conselho publicou a recomendação de número 54, na qual apontou diversas considerações sobre o risco de falta de insumos e pediu que o Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tomassem providências para regularizar o estoque desses insumos.

De acordo com a recomendação do CNS, em maio de 2020 o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) já haviam notificado o Ministério da Saúde sobre a possível falta de medicamentos necessários para intubação no país. 

Os conselheiros afirmam também que “em 12 de agosto de 2020 a operação Uruguai II, executada pelo Ministério da Saúde para aquisição de medicamentos do kit intubação foi cancelada sem que seus motivos fossem esclarecidos” e alertam para o risco da falta dos insumos.

“O desabastecimento desses medicamentos coloca em risco toda a estrutura planejada para o atendimento de saúde durante a pandemia do novo coronavírus, pois, mesmo com leitos disponíveis, sem esses medicamentos não é possível realizar o procedimento, podendo levar todo o sistema de saúde ao colapso”

Trecho da recomendação nº 54 de 2020 do Conselho Nacional de Saúde


Baseado nas considerações apontadas no documento, o CNS pediu, então, ao Ministério da Saúde, entre outros pontos, “a garantia da aplicação de recursos financeiros necessários para o pleno atendimento às demandas da população brasileira” e “o reforço do pedido da compra dos medicamentos não homologados pelo pregão 27072020 com curto espaço de tempo”.

À Anvisa os conselheiros solicitaram que fossem disponibilizados relatórios sistemáticos sobre os estoques dos medicamentos para a Covid-19, além dos preços praticados no setor farmacêutico e informações sobre custos de produção e logística de tais itens.

“Desabastecimento de forma geral vem sendo bem recorrente. Com a pandemia piorou de forma geral”, disse Debora Melecchi, conselheira do CNS.

À CNN ela afirmou também que não entende por que estamos na mesma situação em março de 2021 e houve tanta inação do governo. “Não vemos providências sendo tomadas e as coisas estão estourando.”

Procurado pela CNN, o Ministério da Saúde não se manifestou até o momento da publicação desta reportagem.

PF abre inquérito contra Ciro Gomes a pedido de Bolsonaro

20 de março de 2021 at 07:13

Presidente julgou que ex-governador do Ceará cometeu crime contra a sua honra ao chamá-lo de ladrão em entrevista

Por Renata Agostini e Thais Arbex, CNN

A Polícia Federal instaurou um inquérito contra ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) por causa de uma entrevista em que ele criticou o presidente Bolsonaro e o chamou de ladrão.

Segundo apuração da CNN com integrantes da PF e do Ministério da Justiça, o pedido de investigação partiu do próprio presidente Bolsonaro, que enxergou na fala de Ciro crime contra a honra.

Ver a imagem de origem

O pedido foi encaminhado ao Ministério da Justiça por meio da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência.

A entrevista de Ciro que motivou a abertura da investigação foi concedida à Rádio Tupinambá, de Sobral (CE), em novembro do ano passa

Ciro Gomes, que foi candidato à presidência da República em 2018 contra Bolsonaro, afirmou à CNN que foi comunicado oficialmente da investigação por uma delegada da Polícia Federal de Brasília. “Soube dez dias atrás. Não dei muita bola”, disse.

“Ela me enviou um email, comunicando a portaria que baixou atendendo ordem do ministro da Justiça que, por sua vez, baseou sua ordem num pedido assinado pelo próprio Bolsonaro”, afirmou Ciro.

Nas redes sociais, o ex-governador afirmou que “considera grave a tentativa de Bolsonaro de intimidar opositores e adversários”. “Entendo que é um ato de desespero de quem vê sua imagem se deteriorar todos os dias pela gestão criminosa do Brasil na pandemia”, criticou.

Tópicos