OURO BRANCO

23 de março de 2021 at 16:05

Queijo do Marajó é certificado em qualidade e procedência

Selo fornecido pelo INPI agrega valor a um dos mais tradicional produto do Marajó. Essa é a segunda vez que um produto do Pará recebe a concessão de Indicação Geográfica

 terça-feira, 23/03/2021, 14:35 – Atualizado em 23/03/2021, 15:56 –  Autor: Redação DOL


Imagem ilustrativa da notícia Queijo do Marajó é certificado em qualidade e procedência | Reprodução/Carlos Borges .

Um dos maiores símbolos da cultura gastronômica paraense, o Queijo do Marajó, foi reconhecido como Indicação Geográfica (IG) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A certificação tem como finalidade valorizar a atividade tradicional na Ilha do Marajó, garantindo a abertura de mercado para o setor que já existe há mais de 250 anos. E o chamado Selo de Procedência, que certifica a qualidade, os procedimentos e ingredientes de preparo e a origem do produto, um dos mais conhecidos da culinária paraense.

Essa é a segunda concessão de Indicação Geográfica recebida pelo Estado do Pará. A primeira aconteceu em janeiro de 2019, quando o cacau produzido no município de Tomé-Açu também foi certificado. 

O registro dado pelo Instituto de Propriedade Industrial permite a delimitação de uma área geográfica, restringindo o uso do nome aos produtores e prestadores de serviços da região.

Esse é um grande passo para os produtores do queijo, que também é conhecido como “Ouro branco” do Marajó, já que a certificação vai comprovar as características peculiares do queijo de búfala da região Norte do País, dando ao produto uma identidade própria, completamente diferente dos demais queijos produzidos no Brasil.

A proteção concedida por uma IG, além da preservação das tradições locais, proporciona a diferenciação entre produtos e serviços, melhora o acesso ao mercado e promove o desenvolvimento regional. Com isso, traz grandes efeitos positivos para produtores, prestadores de serviço e, também, para os consumidores.

Marco Aurélio nega pedido de Bolsonaro para barrar decretos de DF, BA e RS sobre medidas de isolamento

23 de março de 2021 at 15:12

Presidente, contrário ao isolamento social, argumentou que governadores não podem determinar medidas desse tipo. Ministro do STF reforçou que União, estados e municípios são responsáveis por ações de combate à pandemia.

Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

23/03/2021 13h31  Atualizado há 45 minutos


O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido do presidente Jair Bolsonaro para derrubar os decretos dos governos do Distrito Federal, da Bahia e do Rio Grande do Sul que instituíram medidas de isolamento social para conter a pandemia de Covid-19.

Com isso, ficam mantidos os decretos que, entre outros pontos, determinaram a limitação do funcionamento de atividades consideradas não essenciais e estabeleceram o toque de recolher para diminuir a circulação de pessoas do fim da noite até a madrugada do dia seguinte.

Ministro Marco Aurélio rejeita ação de Bolsonaro contra medidas restritivas no STF

Ministro Marco Aurélio rejeita ação de Bolsonaro contra medidas restritivas no STF

A ação de Bolsonaro foi apresentada na última sexta-feira (19). Crítico das medidas de isolamento social, ele argumentou que as iniciativas tomadas pelos estados são inconstitucionais porque só poderiam ser adotadas com base em lei elaborada por legislativos locais, e não por decretos de governadores.

O Brasil vive nas últimas semanas a fase mais grave da pandemia, desde que começaram a ser registrados os primeiros casos de infecção pelo coronavírus, há pouco mais de um ano.

Governadores e prefeitos em todo o país estão optando por medidas de restrição da circulação de pessoas diante de um cenário de disparada de novos casos de doentes e sucessivos recordes negativos de mortes diárias, além do colapso do sistema hospitalar.

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal — Foto: Nelson Jr./STF

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal — Foto: Nelson Jr./STF

A decisão

Em sua decisão, Marco Aurélio considerou que não cabe ao presidente acionar diretamente o STF. Bolsonaro assinou sozinho a ação, sem representante da Advocacia-Geral da União.

“O chefe do Executivo personifica a União, atribuindo-se ao Advogado-Geral a representação judicial, a prática de atos em juízo. Considerado o erro grosseiro, não cabe o saneamento processual”, escreveu o ministro.

Ele ressaltou que o governo federal, estados e municípios têm competência para adotar medidas para o enfrentamento da pandemia. “Há um condomínio, integrado por União, estados, Distrito Federal e municípios, voltado a cuidar da saúde e assistência pública”.

Na sequência, Marco Aurélio afirmou que, em meio a democracia, é imprópria uma visão totalitária.

“Ante os ares democráticos vivenciados, impróprio, a todos os títulos, é a visão totalitária. Ao presidente da República cabe a liderança maior, a coordenação de esforços visando o bem-estar dos brasileiros”, escreveu o ministro.

Histórico

Os decretos editados pelos governadores do Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Bahia foram elaborados com base em entendimentos firmados pelo STF ao longo de 2020, que dá autonomia a estados e municípios para ações contra a pandemia. O Supremo, no entanto, não dispensou o governo federal de centralizar essas ações.

Os governadores também levaram em conta a lei de fevereiro do ano passado, que reconheceu a competência de governadores e prefeitos para agir, sempre orientados por critérios técnicos e científicos. A lei lista uma série de providências – como isolamento e quarentena – que restringem atividades.

Na ação, o presidente Bolsonaro afirmou que não há comprovação de que o toque de recolher noturno diminua a transmissão do vírus. Especialistas rebateram o presidente com estudos científicos sobre os benefícios de ficar em casa quando possível.

CRÍTICAS

23 de março de 2021 at 14:55

Fotos do ‘peladão do Parque do Utinga’ geram revolta na web

Homem bate fotos pelados no Parque do Utinga, em Belém.

 terça-feira, 23/03/2021, 11:53 – Atualizado em 23/03/2021, 12:11 –  Autor: Diario Online


Nudez em fotos no Utinga chamam atenção de internautas. Nudez em fotos no Utinga chamam atenção de internautas. | Reprodução .

De costas, com uma blusa, colocando óculos no rosto, com um ambiente verde no fundo e sem usar nada na parte debaixo do corpo, foram as duas imagens escolhidas por homem para ser usada nas redes sociais.

Com a legenda “um abuso”, o usuário do Instagram postou as imagens no seu perfil nas redes sociais. É importante informar que o Instagram não permite nudez na sua plataforma.

Nesta terça-feira (23), as imagens dele com as nádegas de fora começaram a viralizar, levando a muitas criticas. O principal motivo foi o local escolhido para as fotos: o Parque Estadual do Utinga.

As fotos foram postadas no inicio dessa semana, mas vale lembrar que o local está fechado devido ao lockdown.

O Parque Estadual do Utinga visa preservar a natureza de Belém e recebe em média cinco mil pessoas por dia, quantidade reduzida na pandemia. O local recebe pessoas de todas as idades que vivem a experiência de ter contato direto com a fauna e flora do Pará.

O ambiente é usado principalmente para passeios em famílias e práticas esportivas, este primeiro foi um dos motivos que mais gerou criticas a foto. Os internautas se revoltaram com o homem que ficou pelado para fazer as fotos em um local usado para diversão e entretenimento.

QUE HISTÓRIA!

23 de março de 2021 at 14:09

Mulher recebe alta após ficar 5 anos internada no Pará

Equipe multiprofissional do hospital planejou cuidados diários para garantir a reabilitação, não apenas na parte física, mas também social da paciente de 37 anos

 terça-feira, 23/03/2021, 13:17 – Atualizado em 23/03/2021, 13:23 –  Autor: Agência Pará


Imagem ilustrativa da notícia Mulher recebe alta após ficar 5 anos internada no Pará | Reprodução/Agência Pará .

“Só tenho a agradecer”, resumiu a paraense Lidiane Leocadio após receber alta depois de ficar internada por cinco anos e dois meses no Hospital Público Estadual Galileu (HPEG). Há doze dias em casa, Lidiane segue recebendo todo cuidado e amor dos dois filhos.   A paciente, de 37 anos, foi internada após ser atingida por um disparo de arma de fogo que a deixou tetraplégica. Inicialmente foi levada para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Anaindeua, depois foi encaminhada para a unidade de retaguarda e referência, o HPEG. 

Segundo os médicos, o caso era grave e precisava de cuidados intensivos. Lidiane recebeu assistência da equipe multiprofissional de saúde que realizou um planejamento de cuidados diários para garantir a reabilitação, não apenas na parte física, mas também social. 

“É importante destacar que o cuidado com pacientes de longa permanência é delicado e exige atenção redobrada para evitar infecções, feridas e outros tipos de complicações durante o período de internação. Além disso, o acompanhamento multiprofissional, com psicólogos e nutricionistas, é essencial”, ressaltou Wanessa Silva, coordenadora de enfermagem do HPEG. 

Após uma minuciosa avaliação clínica e social realizada pela equipe médica do HPEG, os profissionais constataram que a paciente teve uma evolução positiva e o quadro clínico era estável.

“Buscamos sempre oferecer um atendimento que considera as necessidades de cada paciente, a individualidade de cada um. Tenho certeza que nossas ações contribuíram para evolução positiva do quadro dela e a conquista da tão esperada volta para casa”, acrescentou Wanessa. 

Para acolher a mãe em casa, o filho de Lidiane, de 18 anos, precisou seguir orientações do Projeto Âncora, desenvolvido na unidade hospitalar que consiste em atividades de capacitação com familiares para a realização de cuidados básicos em casa como, por exemplo, troca de curativos, mudanças de posições na cama, horários de medicações e outras medidas necessárias para o bem estar e saúde do paciente. 

‘’Estamos todos muito felizes. Sabemos que será um desafio. Mas, com as orientações e apoio recebidos aqui no hospital, tenho certeza que iremos cuidar muito bem da nossa mãe”, contou Leandro Leocadio. 

Humanização

Para facilitar a adaptação de Lidiane à nova realidade e ao ambiente hospitalar, a unidade hospitalar buscou meios para estimular a paciente. Entre as iniciativas, está o desenvolvimento de um suporte de leitura, criado pelo setor de manutenção, que permite a utilização de um tablet ou livro, facilitando o acesso para a paciente, que perdeu os movimentos do corpo. 

“A partir de materiais reaproveitados, conseguimos construir esse suporte. Ele permite o posicionamento do item à frente do rosto, sem necessidade de ajuda de outra pessoa para segurá-lo, dando mais autonomia para a Lidiane”, explicou Gil Gonçalves, oficial de manutenção e responsável pela criação do objeto.

Com seu grande exemplo de vitória e superação, a alta foi festejada pela equipe de saúde que acompanhou de perto a emoção de familiares e amigos no tão esperado reencontro. 

Pfizer planeja entrega de vacinas ao Brasil em até três meses

23 de março de 2021 at 13:07

Diretora médica da empresa no país, Márjori Dulcine afirmou que cronograma ainda precisa ser finalizado pelo Plano Nacional de Imunização (PNI)

Produzido por Layane Serrano, da CNN, em São Paulo23 de março de 2021 às 11:08

Ainda sem uma definição concreta do Plano Nacional de Imunização (PNI), a farmacêutica Pfizer prevê que a entrega de vacinas contra a Covid-19 para o Brasil aconteça em até três meses. A projeção é da diretora médica da empresa no país, Márjori Dulcine, que, em entrevista à CNN, afirmou que a Pfizer trabalha “para trazer o mais rápido possível” as doses do imunizante ao Brasil.

“Muito desse cronograma ainda está sendo discutindo entre o grupo do Plano Nacional de Imunização e a Pfizer”, disse Márjori. “Daqui até junho, nos próximos dois ou três meses, esperamos trazer [a vacina]. Não tenho exatamente a quantidade [de doses] nem em que mês, por conta de documentos e autorizações necessárias para importação”, detalhou.

A médica ressaltou que estudos realizados em laboratório já atestaram a eficácia do imunizante produzido em parceria com a BioNTech contra as variantes britânicabrasileira sul-africana do coronavírus. “No caso das variantes do Brasil e Reino Unido, tivemos resposta robusta da vacina. Contra a variante sul-africana, ela apresentou capacidade de neutralização um pouco mais baixa, mas ainda assim eficaz.”

SAÚDE

23 de março de 2021 at 12:32

Pará está entre estados em alerta para falta de oxigênio

Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que o Pará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão em estágio de atenção.

 terça-feira, 23/03/2021, 11:19 – Atualizado em 23/03/2021, 11:19 –  Autor: Com informações Gazeta do Povo


O envio de oxigênio para os estados acontece com o apoio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). O envio de oxigênio para os estados acontece com o apoio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). | Divulgação/Centro de Comunicação Social da Aeronáutica .

OMinistério da Saúde informou à Procuradoria-Geral da República (PGR), que o Pará e outros seis estados estão em situação de alerta para a falta de oxigênio hospitalar para o tratamento de pacientes internados com covid-19. Atualmente o Acre, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Ceará e Rio Grande do Norte estão em situação crítica para falta de oxigênio hospitalar.

Ainda segundo a Saúde, além do Pará, a Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina apresentam atenção para falta do insumo.

O envio de oxigênio para os estados acontece com o apoio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). A prioridade, após Acre e Rondônia, passou a ser o Amapá.

Uma reunião entre representantes das duas instituições foi realizada para discutir ações de enfrentamento à Covid-19. A PGR diz ainda que a Saúde monitora os níveis do oxigênio hospitalar em todo o país.

Gilmar Mendes inclui julgamento da suspeição de Moro na pauta desta terça da Segunda Turma

23 de março de 2021 at 11:39

Ministro Nunes Marques, que havia pedido mais tempo para analisar o caso, devolveu o processo para discussão no colegiado. Defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que ex-juiz Sergio Moro foi parcial.

Por Fernanda Vivas e Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

23/03/2021 10h00  Atualizado há 56 minutos


O ministro Gilmar Mendes, presidente da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu na pauta do colegiado para a tarde desta terça-feira (23) a ação que discute se o ex-juiz Sergio Moro foi parcial nas condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro Nunes Marques, que havia pedido vista (mais tempo para analisar o processo), devolveu o caso para julgamento. O pedido para declarar a suspeição de Moro foi feito pela defesa de Lula.

O julgamento foi suspenso no último dia 9, com um empate de 2 votos a 2. Os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia, que já votaram contra a suspeição de Moro, no entanto, indicaram que devem fazer nova manifestação de voto.

O ministro Gilmar Mendes durante sessão da 2ª turma do STF no dia 9 de março — Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O ministro Gilmar Mendes durante sessão da 2ª turma do STF no dia 9 de março — Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Em tese, o voto de Nunes Marques seria o decisivo, mas até o encerramento do julgamento, ministros podem mudar de posição.

Os cinco ministros da turma estão decidindo se Moro agiu com parcialidade ao condenar Lula no caso do triplex do Guarujá, investigação no âmbito da Operação Lava Jato no Paraná.

Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram para declarar a suspeição e anular o processo do tríplex.

O julgamento da suspeição começou em 2018, quando Mendes pediu mais tempo para análise. A retomada, neste mês de março de 2021, foi motivada pela decisão do ministro Edson Fachin em relação às condenações de Lula. Fachin anulou duas condenações do ex-presidente pela 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, responsável pela Operação Lava Jato.

Fachin diz que suspeição de Moro tem potencial de anular toda a Lava Jato

Em decorrência das condenações anuladas, Fachin declarou extintas, por “perda de objeto”, as ações que questionavam a parcialidade de Moro.

Mas a Segunda Turma já havia começado a julgar uma dessas ações, em novembro de 2018. Na ocasião, após os votos de Fachin e Cármen Lúcia, Gilmar Mendes pediu vista e, desde então, não tinha apresentado o processo novamente para julgamento.

Diante da decisão de Fachin de extinguir os processos que questionam a imparcialidade de Moro, com a qual não concordou, Gilmar Mendes levou o caso para a turma nesta terça-feira, a fim de dar continuidade ao julgamento.

DESAPARECIDO NO PARÁ

23 de março de 2021 at 11:08

Ossada é encontrada com santinhos e pode ser de candidato

Homem estava desaparecido há pouco menos de um ano.

 terça-feira, 23/03/2021, 09:09 – Atualizado em 23/03/2021, 09:08 –  Autor: Diario Online


Cicero era presidente da Associação dos Portadores de Epilepsia de Redenção  Cicero era presidente da Associação dos Portadores de Epilepsia de Redenção | Reprodução

Ao lado de “santinhos” da última eleição, uma ossada humana foi encontrada na divisa dos municípios de Cumaru do Norte e Redenção, no sul do Pará. O material estava em uma área de mata e pode ser de Cicero Rodrigues de Souza, que na ocasião ele disputava um cargo de vereador na região, pelo partido Solidariedade.

Cícero era presidente da Associação dos Portadores de Epilepsia de Redenção e está desaparecido desde o dia 20 de outubro do ano passado.

Ao encontrar a ossada, o homem que caçava, viu próximo várias peças de roupas, que podem ser do candidato. Os ‘’santinhos’’ encontrados eram de Cicero.

O Instituto de Perecia Científica (CPC) Renato Chaves de Marabá recolheu os ossos. A conclusão do laudo técnico deve ocorrer em até 30 dias.

INDENIZAÇÕES

Uma das linhas de investigações que podem ser encaminhadas será no sentido de que o crime pode ter ocorrido devido a indenizações milionárias que seriam depositadas na conta da associação presidida por Cicero. Três pessoas já foram indiciadas por envolvimento no crime: o policial militar Thiago, o advogado Marcelo Gomes, o ex-coordenador do Desei-Kaipo Lazaro Marinho.

RESULTADO

23 de março de 2021 at 10:41

Internação de idosos cai 61% no Pará após vacinação

Dados do Comitê Científico da Sespa apontam redução, especialmente na faixa etária dos 90 anos, público vacinado há quase dois meses no Estado

 terça-feira, 23/03/2021, 07:29 – Atualizado em 23/03/2021, 07:29 –  Autor: Luiz Flávio DOL


Vacinação dos idosos continua e essa semana aqueles com mais de 60 recebem imunização. Abaixo, gráfico mostra impacto da vacina na faixa etária acima dos 90 anos Vacinação dos idosos continua e essa semana aqueles com mais de 60 recebem imunização. Abaixo, gráfico mostra impacto da vacina na faixa etária acima dos 90 anos | Irene Almeida .

Aredução nas internações de pacientes acima de 90 anos em leitos de UTI para Covid-19 no Estado e sobretudo na região metropolitana de Belém, entre os meses de janeiro e março, já alcança 61% no Pará, quase dois meses após o início da vacinação no Estado. A constatação é do Comitê Técnico-Científico da Covid-19 da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que norteia as decisões tomadas pelo Governo do Estado na pandemia e conta com a participação de uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).

De acordo com dados do estudo, revelado ao DIÁRIO com exclusividade, a queda acentuada na ocupação de leitos por parte da população idosa tem relação direta com o aumento da imunização contra o novo Coronavírus entre a população. “A iniciativa do Governo do Estado e das prefeituras paraenses em estender rapidamente, a vacinação aos idosos agora a partir de 60 anos em Belém e outras cidades, ajudará a desafogar em curto espaço de tempo os leitos clínicos e de UTI nas redes pública e privada”, destaca o professor Jonas Castro, coordenador do grupo de pesquisa da Ufra.

Segundo ele, ao analisar o número de pessoas com casos confirmados e que vieram a óbito em decorrência da Covid-19, a equipe concluiu que a prevalência de casos é entre pessoas com menos de 60 anos. “Entretanto, os óbitos são claramente predominantes entre as pessoas com mais de 60 anos”, afirma.

Denilson Feitosa Júnior, diretor de Vigilância em Saúde da Sespa, destaca que o percentual de redução leva em conta as solicitações diárias de leito, mesmo que o mês de março ainda não tenha terminado. “O número de óbitos ainda não reduziu, mas isso já era esperado, já que primeiro haverá redução nos casos, em seguida nas internações e, por último, no número de mortes. Esse é o caminho natural da doença”, explica.

O diretor pondera que o número de mortes registradas em março ainda está relativamente alto, em função do reflexo das internações realizadas em fevereiro. “Muitos pacientes estão tendo uma internação prolongada e infelizmente alguns acabam morrendo. Esperamos que nas próximas semanas mais pessoas se recuperem e menos pacientes morram”, prevê.

REMESSAS

Segundo a Secretaria de Saúde Pública (Sespa), das 426.214 doses da vacina enviadas ao Pará, 374.741 já foram aplicadas. Cerca de 76% dos grupos prioritários receberam a primeira dose. Em Belém, a cobertura da primeira dose é de 82,45%, o que representa 110.664 pessoas vacinadas. Até agora, 29.024 receberam a segunda dose, correspondente a 21,62% do público-alvo nesta primeira fase.

No último sábado, o Pará recebeu a nona remessa de vacinas contra a Covid-19. São 286 mil doses – 102 mil da CoronaVac / Sinovac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, e 184 mil da Oxford/AstraZeneca, a cargo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Com essa nova remessa, o Pará já recebeu 946.040 doses de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde.

Um dia antes da chegada do novo lote, o governador Helder Barbalho assinou contrato com o Fundo Soberano Russo (RDIF), que autoriza a aquisição de 3 milhões de doses da vacina russa Sputnik V, que se juntarão ao plano de vacinação contra a Covid-19.

Só 12% dos eleitores não votariam nem em Lula nem em Bolsonaro

23 de março de 2021 at 08:03

Equivale a 17,7 milhões de votos

Polarização PT-Bolsonaro é forte

Ainda não há nome viável na 3ª via

O presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula são os mais bem colocados nas pesquisas eleitorais que simulam o cenário da disputa presidencial de 2022Sérgio Lima/Poder360

PODER360
23.mar.2021 (terça-feira) – 7h51

Na pesquisa PoderData divulgada na última 5ª feira (17.mar) simulando o 1º turno da eleição presidencial 2022, Lula tem 34%. Bolsonaro, 30%. Quando se cruza a intenção de voto com a rejeição, descobre-se que 12% dos eleitores (17,7 milhões de brasileiros) não querem votar nem no petista nem no atual presidente.

Eis os dados:

Pelos dados do PoderData, é possível averiguar como votam esses 12% que dizem rejeitar tanto Lula como Bolsonaro. Segundo a pesquisa, 17% votariam em Sergio Moro (sem partido). João Amoêdo (Novo) e Luciano Huck (sem partido) têm a preferência de 10% cada. João Doria (PSDB) atrai 9% dos que rejeitam o petista e o presidente.

METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada pela divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Foram 3.500 entrevistas em 545 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 3.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

Leia a íntegra do relatório da pesquisa.

ANÁLISE

Nos últimos dias surgiram análises do tipo “nem Lula, nem Bolsonaro” em setores do establishment e da mídia. Pelo que mostram os dados do PoderData, esse sentimento ainda está longe de ter alguma tração significativa entre os eleitores. Só 12% estão nessa “vibe” que busca uma 3ª via para a disputa do Palácio do Planalto em 2022.

Por pior que esteja o país em meio à pandemia, crise econômica e incerteza sobre o futuro, ainda não apareceu nenhuma personagem capaz de furar a polarização entre Bolsonaro e Lula.

As centenas de empresários, banqueiros, operadores do mercado e ex-autoridades que assinaram uma carta prolixa sobre a atual conjuntura ensaiaram o “nem Lula, nem Bolsonaro”. Mas disseram isso de maneira oblíqua, sem assertividade. Estão com uma lanterna na mão procurando um nome. Esse nome ainda não existe.

PODERDATA

Leia mais sobre a pesquisa PoderData: