Governadores querem promover isolamento, mas Bolsonaro não se compromete

24 de março de 2021 at 16:25

Zema participou de reunião

E falou a jornalistas na saída

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em entrevista a jornalistas em BrasíliaSérgio Lima/Poder360 – 9.abr.2020

CAIO SPECHOTO e MURILO FAGUNDES PODER360
24.mar.2021 (quarta-feira) – 12h37

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse na saída de reunião no Palácio da Alvorada nesta 4ª feira (24.mar.2021) que o presidente da República, Jair Bolsonaro, não se comprometeu com o isolamento social.

Bolsonaro reuniu na residência oficial da Presidência da República governadores, ministros e presidentes de outros Poderes para discutir o combate ao coronavírus. No fim, anunciou a criação de um grupo para centralizar as ações contra o coronavírus, sem usar a expressão “comitê de crise”.

No pronunciamento depois do encontro, Bolsonaro voltou a falar em tratamento precoce contra o coronavírus. Dessa vez, não citou a hidroxicloroquina, medicamento promovido por ele diversas vezes, mas que não tem eficácia comprovada contra a covid-19.

Focou seu discurso em vacinação. Ele adotara esse tom favorável à imunização, pela qual demonstrou pouco entusiasmo a princípio, em pronunciamento na televisão na véspera, 23 de março.

Bolsonaro não mencionou o isolamento. Só quem citou essa estratégia, tida por especialistas como a melhor para conter o coronavírus na ausência de vacinas, foi o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).

Romeu Zema não deu pronunciamento, mas concedeu entrevista a jornalistas quando deixava o Alvorada. No jargão da imprensa esse tipo de entrevista é conhecido como “quebra-queixo”.

Ele disse que foi solicitado ao governo federal um protocolo nacional, com base científica, para lidar com a pandemia.

Repórteres perguntaram especificamente se foi pedida ao governo federal uma política de isolamento. Zema respondeu: “Sim, pedimos medidas baseadas na ciência. Aquilo que a classe médica, os cientistas, vierem a recomendar, deverá ser adotado como medida”.

Poder360 perguntou a Romeu Zema se o presidente da República se comprometeu a parar de dar declarações contra o isolamento social. O governador disse que não.

“Não há nenhum compromisso assumido por ninguém. O que há são ideias que foram dadas e, com certeza, serão acatadas”, respondeu Zema.

O governador de Minas Gerais disse que foi pedido a Jair Bolsonaro que o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, passe a ser o “porta-voz das ações de combate à pandemia”.

A escalada da pandemia tem deixado Jair Bolsonaro sob pressão. Na 3ª feira (23.mar.2021) foi rompida a barreira de 3.000 mortes registradas em um único dia. O número de vítimas do coronavírus se aproxima de 300 mil no país.

A popularidade do presidente está em um momento de baixa, como mostrou pesquisa PoderData. Bolsonaro busca, com a reunião, passar uma mensagem de que está preocupado com a pandemia. Mas também evita transmitir a mensagem de que estava errado quando, por diversas vezes, minimizou a gravidade do coronavírus.

O Palácio do Planalto divulgou a seguinte lista de presentes na reunião desta 4ª. Além de Bolsonaro participaram:

  • General Hamilton Mourão – vice-presidente da República;
  • Rodrigo Pacheco (DEM-MG) – presidente do Senado;
  • Arthur Lira (PP-AL) – presidente da Câmara;
  • Luiz Fux  presidente do STF;
  • Augusto Aras, procurador-geral da República.

Ministros:

  • General Augusto Heleno, ministro d Gabinete de Segurança Institucional;
  • André Mendonça, ministro da Justiça;
  • Almirante Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia;
  • Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos;
  • Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores;
  • Fábio Faria, ministro das Comunicações;
  • General Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa;
  • Gilson Machado, ministro do Turismo;
  • João Roma, ministro da Cidadania
  • José Levi, Advogado Geral da União;
  • General Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo;
  • Marcelo Queiroga, ministro da Saúde;
  • Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações;
  • Milton Ribeiro, ministro da Educação
  • Onyx Lorenzoni, ministro da Secretaria Geral da Presidência da República;
  • Paulo Guedes, ministro da Economia;
  • Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente;
  • Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central;
  • Sérgio José Pereira, ministro da Casa Civil;
  • Tarcísio Gomes de Freitas, ministro  da Infraestrutura;
  • Tereza Cristina, ministra da Agricultura;
  • Wagner Rosário, ministro da Controladoria Geral da União;

Governadores:

Também compareceu Bruno Dantas, vice-presidente do Tribunal de Contas da União. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, não consta da lista do Planalto, mas foi à reunião.

Segup não poderá mais fornecer índices de isolamento social

24 de março de 2021 at 15:07

Problemas na empresa responsável pelo monitoramento provocaram a interrupção do serviço

24/03/2021 08h40 – Atualizada hoje 12h38
Por Aline Saavedra (SEGUP)

Na terça-feira (23), a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) foi informada que a empresa Inloco, responsável pelos índices de isolamento social, não fornecerá mais os dados. A decisão se deve ao desligamento de parte dos aplicativos parceiros anteriormente utilizados pela empresa para a consolidação dos números, o que reduz a precisão dos dados. Diante desse cenário, a Segup não poderá mais dispor dessas informações.

O Pará foi o segundo estado brasileiro a receber os dados e utilizá-los no enfrentamento à pandemia de Covid-19 em todo o território paraense. Com base nos dados, foi possível saber quais cidades e bairros mais respeitavam ou desobedeciam ao decreto estadual que instituiu as medidas restritivas e, a partir disso, implantar ações de conscientização e fiscalização que favorecessem o isolamento social. As informações eram usadas também para tomadas de decisões junto com estudos técnicos que envolvem várias instituições, como a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).

Foto: Marco Santos / Ag.ParaOs dados começaram a ser utilizados e divulgados diariamente no ano passado, até o mês de agosto. Com o retorno do aumento dos casos da doença em 2021, os números voltaram a ser divulgados. No entanto, foi necessária uma interrupção, explica o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado.

“Há cerca de um ano uma startup criou o sistema de monitoramento do isolamento social, ainda na primeira onda da pandemia, e o Pará foi, na época, o segundo estado do Brasil a utilizar essa ferramenta. Utilizamos diariamente até o mês de agosto de 2020, e depois continuamos com a avaliação. Porém, retornamos  a publicá-lo diariamente agora com as medidas mais restritivas no ano de 2021, em especial agora no lockdown. Mas, completado um ano, a empresa que tinha uma parceria com diversos aplicativos de onde surgiam as informações sobre a localização dos usuários, para que pudéssemos calcular o isolamento social, nos informou que esse contrato expirou e não conseguiu autorização para continuar usando os aplicativos. Em razão disso, nós não teremos mais atualização desses dados”, ressaltou o titular da Segup.

Confiabilidade – A parceria foi considerada satisfatória pelo secretário, que enfatizou a importância da integração. Segundo ele, a falta de confiabilidade dos dados foi decisiva para o encerramento do serviço.

“Nós ressaltamos que a parceria teve custo zero para o Estado, e o não prosseguimento independe de questão financeira, e sim por questões de a empresa não conseguir mais garantir a fidelidade dos dados, tendo em vista que vários aplicativos não estarão mais disponíveis. Então, a totalidade dos usuários não terá uma realidade retratada nesses índices e, por isso, a empresa, por seriedade e pela transparência, prefere parar de transmitir esse isolamento social, pois os dados não seriam tão reais como estavam sendo até agora”, explicou Ualame Machado.

A partir de terça-feira (23), a Segup conseguirá fazer o download de todos os dados desde março de 2020, mas não terá mais como divulgar os dados diariamente.

O monitoramento era feito por meio de um aplicativo que acompanhava o deslocamento de pessoas a partir dos sinais de aparelhos celulares, permitindo detectar aglomerações com base na localização de um número expressivo de dispositivos móveis no mesmo ponto por longos períodos, enviando ao servidor a informação do local e o número identificador dos aparelhos, sem, contudo, identificar diretamente o usuário.

Tabata, Maia e outros 14 deputados formam grupo para “conter” Bolsonaro

24 de março de 2021 at 14:05

Por Congresso Em Foco Em 24 mar, 2021 –

Deputada Tabata Amaral e o deputado Rodrigo Maia.Reprodução/ Agência CâmaraReprodução/ Agência Câmara

Dezesseis deputados de várias correntes ideológicas anunciaram nesta quarta-feira (24) a criação de um grupo suprapartidário de resistência ao presidente Jair Bolsonaro. Com nomes como Rodrigo Maia (DEM-RJ), Tabata Amaral (PDT-SP), Paulinho da Força (Solidariedade), José Guimarães e Marcelo Freixo (Psol), o grupo promete atuar para “conter” Bolsonaro e exigir que o governo garanta insumos básicos aos hospitais e apresente um cronograma real de vacinação para o país.

Em artigo publicado no jornal O Globo, com o título “Asfixia”, os parlamentares criticam o “método” do presidente. “Por mais que muitos achem que Bolsonaro é um bufão e que suas correções são apenas palavras ao vento, seu péssimo exemplo influencia muita gente. Conter esse desastre é nossa missão dentro do Parlamento. Este grupo nasce para combater a política de castas e restabelecer uma ordem legal e democrática no país”, diz o texto.

Segundo eles, os quase 300 mil mortos por covid-19 no Brasil, em meio ao descaso do governo, tornam irrelevantes as diferenças entre esquerda, centro e direita.

Leia a íntegra do artigo:

“Asfixia

O bolsonarismo asfixia o Brasil. Tenta nos sufocar com sua agenda negacionista e atitudes inconsequentes. Tudo o que estamos vivendo hoje já era uma crônica de muitas mortes anunciadas. Se você ainda tem alguma dúvida, recomendo o documentário Timeline Covid-19 Brasil, disponível no YouTube, para lembrar que vivemos no ano passado. Está lá, para todos verem.

Nós, autores do artigo, fomos informadas do método bolsonarista de “gestão”, um “método” baseado no quanto pior, melhor. O resultado está estampado nos números da pandemia. Se alguém ainda quer bancar a Poliana e acreditar que o bolsonarismo vai se enquadrar na racionalidade, vai cair do cavalo de novo. A conversa não é mais sobre o futuro, é sobre a dor de agora. Aqueles que tapam o sol com a peneira e fingem não entender o que acontece ao nosso redor carregarão a culpa da tragédia que se instalou no país.

Se, por um lado, o bolsonarismo trouxe até aqui, ele também provocou a mexida de placas tectônicas da política que estava adormecidas. Centro, direita ou esquerda já não fazem mais nenhum sentido quando temos 300 mil mortos, crise de desabastecimento, índice de desemprego, 14% de desempregados, milhões de alunos fora da escola, um plano de imunização fantasma, interferências nas estatais, suficientes constantes à ciência, às instituições, aos direitos humanos, uma polícia política do governo perseguindo adversários e tantas outras aberrações.

O bolsonarismo não entende a política como meio de resolução de conflitos. As palavras consenso e adversário não existem no dicionário da seita. A política é só um meio de aniquilar seus inimigos. Eles inauguraram uma outra corrente de “pensamento” que está fora de qualquer eixo ideológico e que não cabe dentro de um estado democrático. E é por essa razão que esquerda, o centro e a direita agora uma oportunidade única de se sentar à mesa e pensar o país, construir um projeto de Brasil e uma religião unida contra este método perverso de se fazer política.

Dentro deste contexto de desilusão e falta de perspectiva nasce um grupo de parlamentares independentes, de partidos diferentes, ideologias e pensamentos para somar contra a tragédia que estamos vivendo. Não é sobre o que virá, é sobre o que está ocorrendo agora. Nós, que assinamos esta carta, e vários deputados e deputados que representam, temos diferenças públicas sobre a gestão pública, mas para se falar de gestão é preciso garantir que a democracia seja viva e que as instituições funcionem incorretamente.

Nosso objetivo é fortalecer essa corrente onde todos os parlamentares que querem discutir o Brasil a fundo, sem distinção de credo, religião ou ideologia, se sentar à mesma mesa. O brasileiro que depende do auxílio emergencial, e que está sem capacidade de planejar seu futuro, não está nem aí se o auxílio é à direita ou à esquerda. O brasileiro que perdeu um familiar para um Covid não tem tempo pra teorias da conspiração. Quando a miséria e a falta de perspectiva dominam, esqueçam o debate ideológico do Twitter.

‘Estado de sítio’: Fux cobra Bolsonaro por referência a ‘estado de sítio’ em ação contra governadores

A seita que nos governa adotou a lógica de casta para exercer o poder. Só serão servidos aqueles que compartilharem da sua visão de mundo. O restante, ou se converte ou ‘que se dane’, como diria o presidente. Por mais que muitos achem que Bolsonaro é um bufão e que suas correções são apenas palavras ao vento, seu péssimo exemplo influencia muita gente. Conter esse desastre é nossa missão dentro do Parlamento.

Este grupo nasce para combater a política de castas e restabelecer uma ordem legal e democrática no país, começando por: 1) exigir que o governo garanta os insumos básicos para o funcionamento dos hospitais, como respiradores e anestésicos e 2) e apresente um cronograma real de vacinação do país.

Hoje, quando publicamos esta carta, mais de 300 mil brasileiros perdem a vida e os famosos estão intubados tentando respirar. Bolsonaro e seu séquito vão seguir asfixiando o país com o método que lhes é peculiar. Cabe a nós, do centro, da esquerda e da direita civilizada, agir para evitar que o país perca ou por completo.

Tabata Amaral (PDT), Orlando Silva (PCdoB), Fabio Trad (PSD), Prof. Israel Batista (PV), Mario Heringer (PDT), Paulinho da Força (Solidariedade), Raul Henry (MDB), Kim Kataguiri (DEM) , Rodrigo Maia (DEM), Júnior Bozzella (PSL), Tadeu Alencar (PSB), José Guimarães (PT), Joenia Wapichana (Rede), Marcelo Freixo (PSOL), Wolney Queiroz (PDT), Gastão Vieira (PROS).”

CHILIQUE

24 de março de 2021 at 13:20

Patrícia Abravanel se irrita: Não tá filmando onde eu quero

Filha de Silvio Santos se irritou com câmera ao vivo e internautas repudiaram o comportamento dela. Veja o vídeo!

 quarta-feira, 24/03/2021, 12:29 – Atualizado em 24/03/2021, 12:28 –  Autor: Diário Online


Imagem ilustrativa da notícia Patrícia Abravanel se irrita: Não tá filmando onde eu quero | Reprodução .

A apresentadora Patrícia Abravanel deu um chilique ao vivo na terça-feira (23), durante o “Vem Pra Cá”, nova atração diária do SBT. Ela ficou irritada com a produção e os câmeras, que, segundo ela, não estavam filmando da maneira apropriada um bolo: “Não tá filmando direito“.

A situação embaraçosa ocorreu no quadro de culinária com Beca Milano, apresentadora do “Bake Off Brasil”. Quando a confeiteira cortou um bolo para mostrar o recheio cremoso, Patrícia reclamou com os operadores de câmera. “Não tá filmando direito onde eu quero“.

Patrícia, então, tira o prato das mãos de Beca e tenta “encaixá-lo” nas imagens, dificultando o trabalho dos cinegrafistas. “Põe essa câmera aqui de cima. Não! Vocês não tão filmando do jeito que eu quero“, criticou.


Petrobras reduz preço de gasolina e diesel nas refinarias em R$ 0,11 por litro

24 de março de 2021 at 12:34

Com a nova mudança, o preço médio de gasolina da Petrobras nas refinarias será de R$ 2,59 por litro e o preço médio do diesel, de R$ 2,75 por litro

Maria Carolina Abe, do CNN Brasil Business24 de março de 2021 às 11:49 | Atualizado 24 de março de 2021 às 12:14 

gasolina

A Petrobras vai reduzir em R$ 0,11 por litro o preço médio da gasolina e do diesel nas refinarias, a partir desta quinta-feira (25). Trata-se do oitavo reajuste em 2021. Na última mudança, que entrou em vigor no sábado (20), houve queda de cerca de 5% no preço médio da gasolina.

Com a redução de cerca de 4%, o preço médio de gasolina da Petrobras nas refinarias será de R$ 2,59 por litro, enquanto o preço médio do diesel passará a ser de R$ 2,75 por litro, queda de 3,8%.

A redução dos combustíveis está ligada ao valor do dólar e do barril de petróleo, que caiu 7,3% na última semana.

No entanto, no ano, a gasolina ainda acumula alta de 40,8% e o diesel, de 36,1%.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro.

MDB publica manifesto com críticas à atuação de Bolsonaro na pandemia

24 de março de 2021 at 11:59

Texto pede “trégua” entre políticos

Assinado pela Executiva Nacional

O deputado Baleia Rossi (MDB-SP), derrotado na eleição para presidente da Câmara dos Deputados por Arthur Lira (PP-AL), candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, em 1º de fevereiroSérgio Lima/Poder360 – 28.jan.2021

PODER360
24.mar.2021 (quarta-feira) – 10h35

A Executiva Nacional do MDB publicou, nessa 3ª feira (24.mar.2021), um manifesto com críticas ao presidente Jair Bolsonaro pela condução das políticas de combate ao coronavírus. Eis a íntegra (167 KB).

O partido afirma que o governo federal perde tempo com “falsos problemas” e cita uma suposta “miopia” na negociação pela compra de vacinas da farmacêutica norte-americana Pfizer.

“O governo perdeu-se em falsos problemas, como questionar as vacinas produzidas em parceria com a China. Também demonstrou uma postura míope nas negociações com a Pfizer. E o pior: autoridades deram mau exemplo ao não usar máscaras e ao não evitar aglomerações”, diz um trecho do texto.

A sigla é comandada nacionalmente pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP)candidato derrotado por Arthur Lira (PP-AL) na eleição para a presidência da Câmara, em 1º de fevereiro. A campanha do emedebista, apoiada pelo então presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi crítica ao governo federal. Integrantes do partido no Congresso, no entanto, seguem na base de Bolsonaro.

Sem citar diretamente o nome do presidente, o MDB diz no texto que Bolsonaro precisa “trabalhar em benefício de todos os brasileiros, e não só dos seus simpatizantes”.

“Eleito com 57 milhões de votos, o presidente tem legitimidade para imprimir seus planos. No entanto, o exercício da Presidência da República precisa se dar dentro do que diz a Constituição. Agir sob as regras constitucionais é respeitar cada instituição democrática, cada Poder e cada ente federativo. É trabalhar em benefício de todos os brasileiros, e não só dos seus simpatizantes“, lê-se no manifesto.

O texto, no entanto, pede uma “trégua” na política brasileira. “O Congresso Nacional e os partidos políticos também precisam agir com senso de responsabilidade e respeito mútuo nesta hora difícil.  Há que se abandonar o embate político, e se produzir uma trégua”, diz.

Força-tarefa da AGU vai atuar por mais um ano em defesa da Amazônia

24 de março de 2021 at 11:20

Prorrogação começa a valer a partir desta quarta-feira

Floresta amazônica vista de cima.

Publicado em 24/03/2021 – 08:28 Por Agência Brasil – Brasília

A Força-Tarefa da Advocacia-Geral da União (AGU) em Defesa da Amazônia vai atuar por mais um ano em ações na defesa da região. A portaria com a medida está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (24) e diz que prorrogação começa a valer a partir de hoje.

A força-tarefa foi instituída em setembro de 2019 para atuação nas demandas judiciais que tenham por objeto a defesa de políticas públicas ambientais prioritárias da União, do Ibama e ICMBio nos estados que integram a Amazônia Legal.

Na sua última atuação, a força-tarefa ajuizou um bloco de 28 ações civis públicas na cobrança de R$ 398,6 milhões de desmatadores. Foi o quinto lote de processos ajuizados em Defesa da Amazônia da AGU contra infratores ambientais. A medida tem o objetivo de garantir a recuperação das áreas degradadas.

Essas ações tiveram como alvo 56 pessoas acusadas de desmatar 17,8 mil hectares de floresta nativa, nos estados do Amazonas, de Rondônia, Mato Grosso, do Pará, Maranhão e e de Roraima. Os processos, em sua maioria, envolvem madeireiras e pessoas que transportaram, armazenaram e negociaram madeira ilegalmente, sem licença ambiental.

Até o momento, a força-tarefa cobra o montante de R$ 3,11 bilhões de infratores ambientais, para garantir a recuperação de 151,7 mil hectares da Amazônia Legal.

Edição: Aécio Amado

DESABAFO NO CAOS

24 de março de 2021 at 10:32

Vídeo: filha teve de comprar aparelho para os pais na Unimed 

De acordo com a filha, a mãe que estava intubada não resistiu e morreu nesta madrugada (24)

 quarta-feira, 24/03/2021, 09:47 – Atualizado em 24/03/2021, 09:47 –  Autor: Diário Online


Ana Júlia também fala que na última segunda-feira (22) enterrou o pai, que também foi atendido na Unimed. Ana Júlia também fala que na última segunda-feira (22) enterrou o pai, que também foi atendido na Unimed. | Reprodução.

Asegunda onda do novo coronavírus chegou mais rápida e devastadora. O número de casos em todo o Brasil e na capital paraense tem aumentando, e com isso, a procura por leitos clínicos e também em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em hospitais públicos e particulares tem sido frequente. 

Um vídeo viralizou ontem (23) nas redes sociais após Ana Júlia Oliveira, uma filha em desespero, relatar o caos e a negligência por parte da Unimed Belém. No desabafo, ela afirma que o hospital não quis gerar uma guia de encaminhamento onde autorizava a paciente buscar atendimento em outros hospitais.

O relato é forte, desesperador e triste. Além disso, a filha também relata que teve que comprar um equipamento médico pois o hospital não tinha. No desabafo, Ana Júlia também fala que na última segunda-feira (22) enterrou o pai, que também foi atendido na Unimed.

Ainda segundo informações da filha, a mãe dela teria sido intubada ainda ontem, porém não resistiu aos complicações do novo coronavírus e morreu nesta madrugada (24).

DOL entrou em contato com a Unimed Belém e aguarda um posicionamento sobre a denúncia.

Em manobra dispersiva, Bolsonaro inclui 1º escalão em reunião dos três poderes para esvaziar críticas

24 de março de 2021 at 10:07
TOPO

Por Gerson Camarotti

Comentarista político da Globo News, do Bom Dia Brasil, na TV Globo, e apresentador do Globo News Política. É colunista do G1 desde 2012

Bolsonaro durante pronunciamento na noite desta terça-feira (23). — Foto: Reprodução

Bolsonaro durante pronunciamento na noite desta terça-feira (23). — Foto: Reprodução

A mudança de última hora no formato da reunião no Palácio da Alvorada com os presidentes dos três poderes causou contrariedade entre autoridades do Legislativo e do Executivo.

presidente Jair Bolsonaro se reúne na manhã desta quarta-feira (24) com chefes de poderes, ministros e governadores para discutir medidas de combate à pandemia. Inicialmente, só os presidentes dos três poderes, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o vice-presidente do TCU, Bruno Dantas, participariam do encontro.

A avaliação é que o presidente Jair Bolsonaro colocou na mesa todo o seu primeiro escalão para criar um ambiente de dispersão e, assim, diluir críticas e sair do foco das cobranças na reação à pandemia da Covid-19 por parte dos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos DeputadosArthur Lira.

Nesta terça-feira (23), o presidente aumentou a lista dos participantes da reunião e incluiu ministros, governadores e até o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello.

“O presidente viu que seria emparedado numa reunião mais restrita e decidiu colocar uma tropa de choque para diluir a reunião”, disse ao blog uma autoridade do Legislativo que participou das tratativas do encontro.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Camarotti: ‘Bolsonaro inclui 1º escalão em reunião para esvaziar críticas’

Mudanças antes da reunião

Para esvaziar a reunião, o presidente Bolsonaro também mudou na véspera o comando do Ministério da Saúde e deu uma posse escondida para Marcelo Queiroga. Bolsonaro seria cobrado pela transição demorada na pasta no momento mais grave da pandemia.

Ao mesmo tempo, numa resposta antecipada, Bolsonaro fez na noite desta terça-feira (23) um pronunciamento para falar do cronograma de vacinação do país, com distorções e omissões, e não citou os movimentos do governo para recusar e dificultar a aquisição de vacinas em 2020.

VÍDEO: Bolsonaro promete vacinas em pronunciamento nesta terça-feira (23).

Como revelou o blog nesta segunda-feira (22), autoridades do Legislativo e do Judiciário receberam com preocupação o gesto explícito do presidente Jair Bolsonaro de estimular aglomerações neste domingo (21).

A ação foi considerada um movimento claro do presidente para inviabilizar a articulação entre os poderes, a qual visa estabelecer uma espécie de pacto nacional de enfrentamento à pandemia da Covid-19 no Brasil.

SOLIDARIEDADE

24 de março de 2021 at 09:40
Brasilino Assaid é conhecido pela competência e bom humor dentro da sala de aula

Brasilino Assaid é conhecido pela competência e bom humor dentro da sala de aula | Reprodução/Facebook

O professor Assaid, conhecido por lecionar História nos cursinhos de Belém, precisa da sua ajuda. Internado no Hospital das Clínicas Gaspar Vianna, em decorrência da Covid-19, Brasilino Assaid Sfair da Costa precisa de doação de sangue de qualquer tipo.https://e17a807a335d33e6b1f34f11ef94dce2.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

As doações podem ser feitas no Hemopa, localizado na Travessa Padre Eutíquio, Nº 2109, na Batista Campos, em Belém. O Horário de funcionamento é de 7h30 às 18h30.

Vale lembrar que a doação de sangue é considerada uma atividade essencial na saúde pública e não pode parar durante o lockdown, que segue até a próxima segunda-feira (29), em Belém.

Quem pode doar?

O cidadão que deseja fazer a doação de sangue precisar seguir os critérios básicos: 

• Ter entre 16 e 69 anos (menores de idade devem estar acompanhados do responsável legal); 

• Pesar mais de 50 kg

• Estar em boas condições de saúde.

No momento do cadastro, é obrigatório apresentar um documento de identificação oficial, original e com foto (RG, CNH, passaporte ou carteira de trabalho).https://e17a807a335d33e6b1f34f11ef94dce2.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Quem teve Covid-19 também pode voltar a doar sangue, só precisa esperar 30 dias após a cura. Quem teve contato com pessoas que tiveram a doença deve esperar 14 dias após o último contato.

Para quem recebeu a vacina Coronavac/Butantã, são 48 horas de inaptidão para doação de sangue, após cada dose. Já a vacina AstraZeneca/Fiocruz, são 7 dias após cada dose. Se o candidato à doação de sangue não souber qual imunização fez, só poderá voltar a doar sangue, após 7 dias.