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Entre renúncias e afastamentos, Tocantins não vê governador completar mandato há 15 anos

22 de maio de 2022 at 08:44

Quatro mandatos não foram concluídos, sendo que três deles foram interrompidos após acusação de fraude; especialista vê “regularidade” na política localMarcelo Miranda. Siqueira Campos e Mauro Carlesse, ex-governadores do TocantinsMarcelo Miranda. Siqueira Campos e Mauro Carlesse, ex-governadores do TocantinsMontagem Marcelo Miranda Siqueira Campos Mauro Carlesse, ex-governadores do Tocantins

Danilo Moliternoda CNN22/05/2022 às 04:30.

Em 31 de dezembro de 2006, um governador democraticamente eleito para comandar o Tocantins completava seu mandato pela última vez: Marcelo Miranda (MDB).

Desde então, em nenhuma outra oportunidade o candidato escolhido nas urnas concluiu o período regular de governo. Nesses mais de 15 anos, os mandatários foram afastados por envolvimento em escândalos ou renunciaram ao cargo.

Reeleito em 2006, Marcelo Miranda acabou afastado em 2009, antes de completar o segundo mandato. Depois disso, Tocantins elegeu Siqueira Campos (PSDB), em 2010, Marcelo Miranda, novamente, em 2014, e Mauro Carlesse (então no PHS), em 2018. Nenhum deles concluiu o mandato.

Dentre os quatro afastamentos no período, três aconteceram por denúncias de envolvimento dos governadores em irregularidades e um por renúncia.

Marcelo Miranda: duas vezes cassado

Marcelo Miranda em comissão do Senado quando era governador do Tocantins – 11/11/2015 / Edilson Rodrigues/Agência Senad

Marcelo Miranda, oriundo de uma família que há décadas atua na política e na agropecuária do Tocantins, iniciou sua carreira parlamentar no estado no início da década de 1990.

Filho de Brito Miranda, que foi parlamentar e figura proeminente na Assembleia de Goiás quando o estado ainda incluía o território de Tocantins, ele se elegeu deputado estadual por três vezes consecutivas, em 1990, 1994 e 1998.

Herdeiro do capital eleitoral da família, venceu a disputa para governador pela primeira vez em 2002 e se reelegeu quatro anos depois. No meio do segundo mandato, no entanto, Miranda foi alvo de uma denúncia de fraude por parte de seu adversário no estado, Siqueira Campos.

Acusados de utilizar programas sociais com a finalidade de distribuir recursos a eleitores — e assim interferir no resultado do pleito que o elegeu —, Marcelo Miranda e seu vice, Paulo Sidnei, acabaram cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2009.

Na época, a defesa do político sustentava que os programas sociais questionados eram necessários para o benefício da sociedade. Dizia ainda que as falas do governador sobre seus feitos durante a campanha não justificavam a cassação.

“É inerente ao sistema da reeleição que um chefe do Executivo, a partir do primeiro dia de governo, programe a sua reeleição”, afirmou a defesa, na época.

Além de perder o mandato, Miranda ficou inelegível por oito anos devido à cassação, o que o fez perder o direito a uma cadeira no Senado conquistada nas eleições de 2010. O político, no entanto, voltou a se lançar ao governo do estado já em 2014 e teve a candidatura acatada pelo TSE.

Eleito pela terceira vez, o governador foi novamente impedido de terminar o mandato sob a acusação de irregularidades. Em março de 2018, o TSE votou pela cassação dos mandatos de Miranda e sua vice, Cláudia Lélis (PV), por arrecadação ilícita de recursos para a campanha.

A defesa de Miranda, à época, afirmou que as mensagens de Whatsapp que compunham a denúncia haviam sido obtidas de modo irregular, o que anularia a investigação. Além disso, dizia não haver provas de que os recursos apreendidos eram destinados à campanha eleitoral.

CNN procurou a assessoria de Marcelo Miranda para comentar as acusações, mas o ex-governador preferiu não comentar o assunto.

Siqueira Campos: renúncia no último mandato

Governador eleito do Tocantins, Siqueira Campos, então no PSDB, agradece os militantes em seu comitê de campanha em Palmas – 04/10/2010 / WILSON PEDROSA/ESTADÃO CONTEÚDO

Após o primeiro afastamento de Miranda, o vencedor da eleição para o governo foi uma figura já conhecida no Tocantins: Siqueira Campos, então no PSDB.

Apontado como um dos protagonistas na fundação do estado, Campos iniciou em 2011 seu quarto mandato como governador tocantinense, após as gestões de 1989-1991, 1995-1998 e 1999-2002.

O político ganhou notoriedade principalmente ao protagonizar a “emancipação” do estado em relação a Goiás, em 1988, segundo o professor de ciência política Cesar Sagrillo, da Universidade Federal de Tocantins (UFT).

Para Sagrillo, o processo de separação tem até hoje reflexos na política do Tocantins. “O norte de Goiás, onde está o estado do Tocantins, nada mais é que a parte ‘atrasada’, agrária, do antigo Goiás, que pediu um pleito de emancipação junto com esses políticos pioneiros que criaram o estado de Tocantins”, diz.

Segundo o especialista, os “fundadores”, como Siqueira Campos, são até hoje “figuras de grande poder econômico e de influência política no estado”.

A quarta gestão do político à frente do Tocantins, iniciada em 2011, terminou em abril de 2014, antes que ele completasse seu mandato. Ele renunciou após uma articulação para que seu filho, Eduardo Siqueira Campos, fosse o candidato ao governo pelo PTB ― a Constituição de 1988 aponta que “são inelegíveis” os cônjuges e parentes consanguíneos de um governador.

A pré-candidatura de seu filho, no entanto, não se confirmou; Eduardo Siqueira Campos se elegeu deputado estadual, função que exerce até hoje.

A carreira política de Siqueira Campos pai não chegou ao fim após a renúncia. Atualmente, aos 93 anos, é suplente de Eduardo Gomes (PL) no Senado Federal.

Procurada pela reportagem da CNN, a equipe de Siqueira Campos informou que o ex-governador não irá se manifestar.

Eleição, impeachment e renúncia de Carlesse

Mauro Carlesse durante evento de entrega de caminhões-baú no Tocantins – 16/07/2021 / Washington Luiz/Governo do Tocantins

Na última eleição estadual, em outubro de 2018, Tocantins elegeu Mauro Carlesse, então no PHS. Eleito como deputado estadual pela primeira vez em 2014, ele era presidente da Assembleia Legislativa de Tocantins durante a segunda cassação de Miranda, ocorrida em abril de 2018.

Carlesse é mais um dos governadores da história do Tocantins com carreira no ramo da agropecuária. Ele iniciou a carreira política ao se filiar ao PV em 2011, quando exercia a presidência do Sindicato Rural de Gurupi.

O empresário passou a ocupar o cargo de governador interinamente após a cassação de Miranda e depois foi eleito.

Em outubro de 2021, Carlesse foi afastado do cargo pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo prazo de 180 dias em decorrência de denúncias. Ele foi acusado sob suspeita de ter cometido crimes de responsabilidade em um esquema para recebimento de vantagens ilícitas por parte de agentes públicos de saúde e passou a enfrentar um processo de impeachment.

Em março de 2022, Carlesse renunciou. No dia anterior à renúncia, os deputados da Assembleia haviam aprovado em primeiro turno a continuidade do processo. Caso a decisão persistisse em segundo turno, haveria instauração de um tribunal misto para julgá-lo.

Na carta de renúncia apresentada à Assembleia Legislativa, o ex-governador disse que a entrega do cargo tem como finalidade “apresentar de forma tranquila e serena sua defesa junto ao Poder Judiciário em relação às injustas e inverídicas acusações que lhe foram imputadas”.

Em resposta à CNN, a assessoria de Mauro Carlesse informou que o ex-governador considera que seu afastamento “foi um golpe político contra o estado”. “Os que o acusam não têm provas, e sua inocência será declarada na Justiça”, diz a nota.

O clientelismo no Tocantins

Os mandatos não concluídos tornaram-se uma “regularidade” que permeia o estado e não são apenas acontecimentos isolados, como explica o professor Cesar Sagrillo.

Segundo ele, assim como “os Miranda”, grande parte dos grupos que exercem influência na região estão ligados à agropecuária. “São famílias com posses robustas do agronegócio, que dominaram a estrutura econômica e, com isso, também a estrutura política”, aponta.

Sagrillo explica que as escolhas eleitorais da população do Tocantins, em geral, não se caracterizam por voto ideológico ou opção de plano de governo, mas por uma escolha “pragmática” do eleitor.

“Há [no Tocantins] uma prática clientelista. É um voto pragmático, mas não de melhoria. É um voto pragmático de uma troca de uma benesse”, diz o professor.

O “clientelismo” mencionado pelo especialista é um processo no qual políticos e eleitores realizam uma troca: o candidato direciona bens e serviços à população e recebe, como contrapartida, o apoio eleitoral.

“Não é um estado com grande genealogia de políticos, uma grande constituição partidária. São grupos específicos que se revezam no poder”, completa.

Nas eleições de 2022, mais de uma década após o último governador concluir seu mandato, um novo candidato será escolhido para estar à frente do Tocantins por quatro anos.

Entre os pretendentes à missão de reverter tal tendência estão Ronaldo Dimas (Podemos), Paulo Mourão (PT), Laurez Moreira (PDT) e Wanderlei Barbosa (Republicanos). Este último, também oriundo do agronegócio do Tocantins, é o governador desde a renúncia de Carlesse.

Fotos – Momentos marcantes da história das eleições brasileiras

  • 1 de 19Apuração de votos nas eleições de 1960Crédito: Arquivo Nacional
  • 2 de 19Mesários auxiliam na votação para a eleição em São PauloCrédito: Arquivo Nacional – 27.mar.1957
  • 3 de 19Presidente Café Filho vota nas eleições de 1955Crédito: Arquivo Nacional – 3.out.1955
  • 4 de 19Pessoas aguardam na fila para votar em 1954Crédito: Arquivo Nacional – 3.out.1954
  • 5 de 19Mulher deposita seu voto na urna nas eleições de 1954Crédito: Arquivo Nacional – -3.out.1954
  • 6 de 19Presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1950) vota nas eleições para vereadores do Distrito Federal – o Rio de Janeiro, na época – em 1947Crédito: Arquivo Nacional – -19.jan.1947
  • 7 de 19José Linhares, que presidiu o Brasil interinamente entre outubro de 1945 e janeiro de 1946, saindo da cabine de votação após depositar seu voto na urna em 1945Crédito: Arquivo Nacional – 2.dez.1945
  • 8 de 19Pioneira Almerinda Farias Gama deposita seu voto na urna na eleição de representantes classistas para a Assembleia Nacional Constituinte de 1934. Ela foi a única mulher a votar como delegada na eleição para a ConstituinteCrédito: CPDOC/FGV
  • 9 de 19Jovem eleitora deposita o voto em urna, nas eleições municipais de 1988Crédito: Museu do Voto (TSE) – 15.nov.1988
  • 10 de 19Presidente Juscelino Kubitschek vota nas eleições de 1958Crédito: Museu do Voto (TSE) – 3.out.1958

CONCLUSÃO

21 de maio de 2022 at 18:13

Personal que agrediu mendigo Givaldo no DF é indiciado 

Caso será encaminhado ao Ministério Público do DF, que avalia a possibilidade de denúncia. O ex-morador de rua Givaldo Alves não foi indiciado por nenhum crime.

 sábado, 21/05/2022, 17:16 – Atualizado em 21/05/2022, 17:14 –  Autor: Com informações do Metrópoles/DOL


Ex-morador de rua Givaldo Alves foi agredido por Eduardo Alves ao ser flagrado com a esposa do personal Ex-morador de rua Givaldo Alves foi agredido por Eduardo Alves ao ser flagrado com a esposa do personal | Reprodução 

Depois da imensa repercussão nacional obtida no caso do morador de rua de Planaltina (DF), o qual foi flagrado tendo relações sexuais com a mulher de um personal trainer dentro de um carro, novos desdobramentos da investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal foram divulgados.

O personal trainer Eduardo Alves foi indiciado, na sexta-feira (20), por lesão corporal ao agredir o ex-morador de rua Givaldo Alves de Souza, de 48 anos, após flagrar o sem-teto tendo relação sexuais com a mulher dele.

A investigação foi concluída pela 16ª Delegacia de Polícia. Agora, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que avaliará se é cabível oferecer denúncia. O morador de rua não foi indiciado por nenhum crime.

Na madrugada do dia 10 de março, o profissional de educação física procurava a esposa pelas ruas de Planaltina. Segundo o homem, a mulher havia saído horas antes para ajudar pessoas em situação de rua, em uma ação da igreja evangélica que frequentava.

Sem ter notícias dela, ele iniciou uma busca e a encontrou tendo relações sexuais com Givaldo dentro do veículo. O personal atacou o sem-teto e, posteriormente, os envolvidos foram encaminhados à 16ª Delegacia de Polícia do DF.

Por meio de nota oficial, Eduardo Alves afirmou que o agrediu pois achava que a esposa estava sendo estuprada. A mulher teria contado a um amigo e à polícia que a relação foi consensual, mas Eduardo disse que ela estaria tendo um “surto psicótico” e, por isso, não teria capacidade de consentir uma relação sexual.

A mulher, que ficou internada algumas semanas em uma clínica de reabilitação psicológica, já está em casa e tenta retomar a rotina junto a seu marido após o ocorrido. Já o ex-morador de rua ganhou status de “celebridade” e é tietado por muitas pessoas ao frequentar festas da classe alta. Saiu das ruas e agora está morando em um apartamento com vista para o mar, no Rio de Janeiro.

Givaldo Alves ganhou centenas de milhares de seguidores nas redes sociais, nas quais foi banido em algumas plataformas, como no Instagram. Foi visto no Carnaval do Rio de Janeiro e circulando em iates e carros de luxo. Chegou a ser cotado para participar do reality show “A Fazenda” da Record TV e tem colecionado inúmeras polêmicas.

Como se transmite a varíola dos macacos, que tem 80 casos confirmados em 12 países

21 de maio de 2022 at 17:17
TOPO

Por BBC

21/05/2022 13h58  Atualizado há 3 horas

Partícula do vírus da varíola do macaco; OMS detectou cerca de 80 casos em 12 países — Foto: BBC Brasil

Partícula do vírus da varíola do macaco; OMS detectou cerca de 80 casos em 12 países — Foto: BBC Brasil

A varíola dos macacos foi confirmada, até o momento, em 80 pacientes em ao menos 12 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Outros 50 casos estão sob investigação, e a OMS acredita que novas notificações devem surgir nos próximos dias.

A doença rara e pouco conhecida, até recentemente restrita a regiões remotas da África Ocidental e Central, foi identificada em nove países europeus (Reino Unido, Espanha, Portugal, Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália e Suécia), além de EUA, Canadá e Austrália.

O Brasil não tem registro da doença ainda, mas o vírus foi identificado em um brasileiro de 26 anos na Alemanha, vindo de Portugal, após passar pela Espanha.

Trata-se de uma rara infecção viral que geralmente se manifesta de forma leve – e a maioria dos pacientes se recupera em algumas semanas, segundo dados do NHS, o sistema de saúde britânico.

Até o momento a varíola dos macacos não causa motivo para um alarme semelhante ao que foi dado com a chegada do novo coronavírus, no início de 2020 – até porque não se espalha tão facilmente e o risco de contaminação geral é apontado, por enquanto, como baixo.

Além disso, embora não haja uma vacina específica para esse vírus, a vacina contra a varíola tem alta eficácia, de 85%, porque os dois vírus são bastante parecidos.

Mas chama atenção o fato de a doença estar aparecendo em países onde não ocorria até agora, e a OMS realizou na sexta-feira uma reunião de emergência para tratar do assunto.

Varíola dos macacos causa coceira dolorida, que provoca lesões, mas a tendência é de que o quadro seja leve e acabe em poucas semanas — Foto: BBC Brasil

Varíola dos macacos causa coceira dolorida, que provoca lesões, mas a tendência é de que o quadro seja leve e acabe em poucas semanas — Foto: BBC Brasil

Em comunicado, a organização afirmou que o quadro atual é “atípico, porque (a doença) está ocorrendo em países onde ela não é endêmica”, e que vai ajudar os países afetados no monitoramento dos casos.

Como a varíola dos macacos é transmitida?

A varíola dos macacos é transmitida quando alguém tem contato próximo com uma pessoa infectada. O vírus pode entrar no corpo por lesões da pele, pelo sistema respiratório ou pelos olhos, nariz e boca.

Não é uma doença que se espalhe tão facilmente, mas pode infectar da seguinte forma:

  1. Ao se encostar em roupas, lençóis e toalhas usadas por alguém com lesões de pele causadas pela doença;
  2. Ao se encostar em bolhas ou casquinhas na pele de pessoas com essas lesões;
  3. Pela tosse ou espirro de pessoas com a varíola dos macacos.

Até agora, o vírus não foi descrito como uma doença sexualmente transmissível, mas pode ser passado durante a relação sexual pela proximidade entre as pessoas envolvidas.

E os casos mais recentes no Reino Unido foram observados em homens gays ou bissexuais, algo que levou a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido a pedir que homens prestem atenção a coceiras ou lesões de pele que lhes pareçam incomuns.

Eles foram orientados a contatar seus serviços locais de saúde sexual no caso de algum sintoma ou preocupação. Mas autoridades ressaltam que qualquer pessoa, independentemente de sua orientação sexual, pode ser contaminada.

Animais infectados, como macacos, ratos e esquilos, também podem transmitir o vírus.

Quais são os sintomas da varíola dos macacos?

Depois da infecção, leva-se geralmente de 5 a 21 dias para os primeiros sintomas surgirem.

Esses sintomas incluem febre, dor de cabeça, dor nas costas ou musculares, inflamações nos nódulos linfáticos, calafrio e exaustão.

E nesse processo pode surgir a coceira, geralmente começando no rosto e depois se espalhando por outras partes do corpo, principalmente nas mãos e sola do pé

A coceira, que costuma ser bastante irritante e dolorida, muda e passa por diferentes estágios – de modo parecido à varicela – antes de formar uma casquinha, que depois cai.

A infecção costuma terminar depois de 14 a 21 dias.

A coceira da varíola dos macacos passa por diferentes estágios até a formação de lesões de pele — Foto: BBC Brasil

A coceira da varíola dos macacos passa por diferentes estágios até a formação de lesões de pele — Foto: BBC Brasil

No Reino Unido, a maioria das infecções até agora são leves. Mas a doença pode ganhar formas mais severas, especialmente em crianças pequenas, mulheres grávidas e pessoas com sistema imune frágil. Na África Ocidental, já houve casos de mortes pela doença.

Qual é o tratamento?

A melhor forma de prevenir surtos é com a vacinação: a vacina da varíola é capaz de prevenir a ampla maioria dos casos de varíola dos macacos.

Drogas antivirais também podem ajudar.

De modo geral, nos casos leves, a infecção passa por conta própria.

Devo me preocupar com a varíola dos macacos?

Especialistas no Reino Unido, onde há algumas dezenas de casos confirmados, dizem que não há neste momento risco de uma epidemia nacional.

“É importante enfatizar que a varíola não se espalha facilmente entre e o risco para as pessoas em geral é bastante baixo”, disse Nick Phin, vice-diretor do Serviço Nacional de Infecção do departamento de Saúde Pública do Reino Unido.

Jonathan Ball, professor de virologia molecular da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, lembrou que, de 50 pessoas que tiveram contato com o primeiro paciente infectado no país, apenas uma apresentou sintomas.

Isso, segundo Ball, mostra como o vírus não é bastante eficiente em se alastrar.

No entanto, especialistas reforçam que pessoas infectadas precisam se isolar para não correr o risco de passar a doença adiante.

O que faz o vírus avançar neste momento?

O vírus da varíola dos macacos é da mesma família da varíola comum, mas menos grave e prevalente, e por isso as chances de infecção de grandes populações é considerado baixo.

O vírus foi identificado inicialmente em um macaco em cativeiro nos anos 1970, e desde então houve surtos esporádicos em países centro e oeste-africanos.

Já houve um surto nos EUA em 2003 – a primeira vez que o vírus foi visto fora da África -, com 81 casos registrados, mas nenhuma morte.

O maior surto já registrado foi em 2017, na Nigéria: houve 172 casos suspeitos.

No momento atual, não está claro o motivo por trás do avanço da varíola dos macacos na Europa, América do Norte e Austrália.

Uma possibilidade é que o vírus tenha mudado de alguma forma, mas até o momento não há evidências de que esteja em circulação uma nova variante.

Outra possibilidade é de que, com a redução da cobertura vacinal para a varíola, o vírus tenha encontrado condições propícias para se propagar mais do que antes.

O diretor regional de Europa da OMS, Hans Kluge, se disse preocupado com a possibilidade de o vírus avançar nos meses de verão no continente, quando há mais festas e aglomerações.

Peter Horby, diretor do Instituto de Ciências Pandêmicas da Universidade de Oxford, disse à Radio 4, da BBC, que está em curso uma “situação incomum, em que parece que o vírus foi introduzido (do exterior) mas agora está sendo transmitido dentro de certas comunidades”.

A mensagem principal, agregou Horby, é de que pessoas com sintomas devem “procurar assistência, obter um diagnóstico e daí se isolar”.

Pressão sobre sistemas de saúde

Uma preocupação de alguns especialistas é com a pressão adicional que a varíola dos macacos pode ter sobre sistemas de saúde e clínicas já no limite da capacidade de atendimento, já que pode forçar profissionais de saúde a se afastar temporariamente de suas atividades.

No Reino Unido, clínicas que atenderam pacientes tiveram de isolar seus profissionais de saúde, deixando-as desguarnecidas.

Em Londres, onde estão a maioria dos 20 casos de varíola dos macacos identificados no Reino Unido até agora, clínicas de saúde sexual já interromperam o atendimento a visitantes.

A Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV se disse preocupada com o efeito disso no tratamento de outras infecções relacionadas à saúde sexual.

A médica Claire Dewsnap, presidente da Associação Britânica de Saúde Sexual, diz que equipes de clínicas de saúde sexual já estavam “sob pressão significativa”, e a varíola dos macacos tende a tornar a situação pior.

“Isso (a doença) já está exigindo muito da força de trabalho e haverá um enorme impacto se as equipes tiverem de se isolar no caso de entrarem em contato com pessoas infectadas”, diz Dewsnap.

“Me preocupa o potencial impacto disso no acesso a (medidas de) saúde sexual em geral.”

Em Londres, clínicas estão pedindo que pacientes liguem antes de ir ao local e notifiquem os sintomas antes da consulta.

Assim, pacientes com suspeita de varíola dos macacos podem ser colocados em salas de espera ou locais de atendimento separados dos demais pacientes.

No Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações anunciou a criação de uma câmara técnica para acompanhar os desdobramentos do vírus.

Bolsonaro: tenho dever de levar quem está “fora” para dentro da Constituição

21 de maio de 2022 at 15:27

Presidente voltou a dizer que “só Deus” tira ele “daquela cadeira”, em discurso para evangélicos

Da Redação

Portaal Band

Em Curitiba para participar da 27ª edição da Marcha para Jesus, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a dizer que “só Deus” tira ele da Presidência. No discurso a evangélicos, Bolsonaro falou sobre “liberdade”, “respeito à Constituição Federal” e da valorização da “família tradicional”. 

Em referências às eleições desta ano, disse: “Só Deus me tira daquela cadeira [da presidência da República]”. O pré-candidato deu sequência à fala dizendo que tem dever de conduzir quem “estiver fora” da Constituição para “dentro da mesma”, sem explicar sobre o que estava falando. 

“Somos democratas, respeitamos a nossa Constituição [Federal]. E é um dever meu, como chefe do Executivo, fazer com que todo aquele que esteja fora das quatro linhas da nossa Constituição venham para dentro da mesma. É a maneira que nós temos de viver em paz e em harmonia e sonhar com um futuro promissor para todos”, disse. 

No carro de som chamado “Canibal”, que foi alugado de uma empresa que tradicionalmente fornece a estrutura para o Carnaval no Paraná, Bolsonaro concluiu fazendo referência ao Juízo Final dos cristãos. 

“O nosso currículo no dia do ponto final será aquilo que fizermos durante essa breve passagem pela Terra. Obrigado a Deus pela oportunidade. Obrigado pela minha vida e pela missão. E obrigado por esse povo cristão maravilhoso que temos em nossa nação”, pontuou. 

Convites

No início deste mês, o presidente Jair Bolsonaro recebeu cerca de 40 pastores evangélicos no Palácio da Alvorada para tratar sobre a sua participação na Marcha para Jesus. O encontro foi organizado pelo bispo Robson Rodovalho, que foi colega de Bolsonaro na Câmara dos Deputados. O encontro não foi registrado em agenda oficial. 

A Marcha para Jesus é um evento anual, que ocorre em diversas cidades pelo País em diferentes datas, e é organizado conjuntamente por igrejas evangélicas de diversas denominações. O primeiro encontro ocorre em Curitiba.

Valdemar diz que eleição pode acabar no 1º turno, relatam empresários

21 de maio de 2022 at 09:28

Presidente nacional do PL declarou que o esvaziamento da terceira via poderá acarretar em um cenário de vitória de Lula ou de Bolsonaro já no primeiro turno

Caio Junqueira

O presidente nacional do PL e um dos coordenadores da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), Valdemar da Costa Neto, disse na sexta-feira (20) durante almoço com empresários do grupo Esfera Brasil que a eleição presidencial deste ano pode acabar já no primeiro turno. Segundo relatos feitos à CNN por participantes do almoço, Valdemar declarou que o esvaziamento da terceira via poderá acarretar em um cenário de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou de Bolsonaro já no primeiro turno.

Ainda segundo fontes que estiveram no encontro, Valdemar disse acreditar na reeleição do presidente e que a vantagem do petista para Bolsonaro deverá diminuir a partir de julho devido a 40 inserções partidárias do PL que irão ao ar no rádio e na TV já em junho. Mas colocou a inflação como grande dificuldade para Bolsonaro na disputa deste ano.

Valdemar disse ainda que ideia central das inserções será promover realizações do governo Bolsonaro. Chegou a mencionar uma delas, o Pix, sistema de transferência bancária de recursos direto entre as pessoas. Para ele, ninguém sabe o que Bolsonaro fez e as inserções terão essa função, a ser complementada pelo horário eleitoral gratuito a partir de agosto.

O presidente do PL declarou também que o partido já mantém conversas com empresas para fiscalizar a eleição deste ano, conforme desejo do próprio Bolsonaro.
Valdemar mencionou ainda a situação de desvantagem de Bolsonaro no Nordeste, mas afirmou estar otimista principalmente com São Paulo e Rio de Janeiro. Declarou também que em Minas Gerais o cenário ainda está incerto para o presidente e é um dos focos da campanha agora é estruturar um bom palanque no estado, ainda mais após o acerto de Lula com Alexandre Kalil.

Valdemar também avaliou aos empresários que não aposta em grandes reformas ainda neste ano, mas que em um eventual novo governo Bolsonaro elas serão encaminhadas. Mencionou especificamente as reformas tributária e administrativa. Também apontou a possibilidade de que a pelo menos parte da Petrobras seja privatizada.

RESOLVIDOS

20 de maio de 2022 at 23:33

Após imitar onça, mulher posta foto com marido e amante

Mulher que viralizou nas redes sociais após imitar uma onça na porta de motel em Belém, posta foto com o marido e a amante dele.

 sexta-feira, 20/05/2022, 20:41 – Atualizado em 20/05/2022, 21:35 –  Autor: DOL


Mulher, amante e marido: suposta traição viralizou nas redes sociais Mulher, amante e marido: suposta traição viralizou nas redes sociais | Reprodução .

No bairro de Val-de-Cans, em Belém, uma mulher teria descoberto a traição do marido. Ela, então, foi até a porta do motel, se agachou, como se fosse uma onça, e gritou para o marido abrir a porta.

A cena foi registrada em vídeo, que foi compartilhado nas redes sociais e viralizou, gerando muitos comentários. Até foi feita a associação com a personagem Maria Marruá, interpretada por Juliana Paes no remake de Pantanal, que se transforma em onça. 

Após toda repercussão do caso, a mulher fez uma postagem nas redes sociais, com o título “Atual, amante e o marido”. 

Na postagem, chama o ex-marido de “cagão”, e mostra foto dos três.  Ela também conta também como descobriu a traição. 

“Eu fui fazer um ‘corre’, passei numa avenida que entra na CDP, e quem eu vi? O ‘c@g@o’ comprando long neck. Pedi para o moto táxi parar para ver para onde ele ia. Todo sorridente ele entrou para dentro do carro de aplicativo. Segui até aqui, esse motel ‘vagabundo’, onde o quarto é R$25. Então eu pedi um quarto, disse para a atendente que o casal estava me esperando também, daí eu ‘caí para dentro’”, disse a mulher.  

‘Falta fiscalização’: país já tem dados sobre desmate na Amazônia e não precisa de Musk; veja análise

20 de maio de 2022 at 17:07

Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que sistemas disponíveis cumprem papel com ‘excelência’ e o que falta são as ações de fiscalização e autuação por parte de órgãos responsáveis.

Por Carolina Dantas, g1

20/05/2022 14h02  Atualizado há uma hora


Imagem de satélite mostra fumaça avançando da região da Amazônia até o sul e sudeste do País — Foto: Divulgação/Inpe

Imagem de satélite mostra fumaça avançando da região da Amazônia até o sul e sudeste do País — Foto: Divulgação/Inpe

O anúncio sem detalhes de que o bilionário Elon Musk pretende usar sua rede de satélites Starlink para conectar 19 mil escolas em áreas rurais e monitorar a Amazônia foi recebido com ressalvas por especialistas que acompanham o enfrentamento do desmatamento no Brasil.

O Brasil já tem dados suficientes para direcionar sua fiscalização contra o desmate e a oferta de “conectividade” (leia mais abaixo) feita por Musk não tem impacto direto no rastreamento da devastação, segundo os analistas.https://cf8f186c1d1a1006e8b59b3069a8b62d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Atualmente, o desmatamento é monitorado por ao menos três sistemas com dinâmicas que se completam:

  • Sistema de alertas de desmatamento oficial do governo, o Deter-B, do Inpe, de monitoramento diário, e o sistema Prodes, de periodicidade anual (veja detalhes abaixo)
  • Sistema SAD, do Imazon, que faz monitoramento de um período de 30 dias (veja detalhes abaixo)
  • Sistema do MapBiomas, que faz monitoramento anual de cobertura e uso do solo (veja detalhes abaixo)

“(Os equipamentos de Musk) são satélites de comunicação. (…) Não são satélites óticos, eles não conseguem enxergar coisas na superfície, no território, o que é usado para fazer monitoramento do desmatamento”, explica Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas e especialista em monitoramento ambiental.

“Não é por falta de achar desmatamento e de monitorar que a gente não tem fiscalização e controle do desmatamento. Pelo contrário, o que falta é essa parte da fiscalização e do controle”, afirma.

Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, rede de mais 70 organizações da sociedade civil, diz que o Inpe é “uma referência de monitoramento de florestas tropicais no mundo” e também tem a “tecnologia mais avançada para fazer isso”.

“Monitoramento a gente tem e é de qualidade. O que a gente não tem é governo. Não adianta a gente ter a informação e não ter quem aja, tome ações em cima da informação”, afirma Astrini.

Conectividade x efetividade

Na manhã desta sexta-feira (20), Musk foi questionado por alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) sobre como as operações da Starlink na Amazônia ajudariam no monitoramento e proteção da floresta.

“Sobre proteger a Amazônia, temos que usar os dados, porque a Amazônia é gigantesca. Se você tentar fazer um monte de fotos e vídeos para entender o que esta acontecendo, a quantidade de dados a ser transmitida será enorme, então, precisamos dessa conectividade para monitorar a Amazônia efetivamente”, disse Musk.

Em sua resposta, o bilionário fez referência ao apoio de conectividade e transmissão de dados que seus sistemas poderiam oferecer para quem está em solo atuando, estratégia diferente da usada por sistemas que flagram do espaço o desmate com sistemas óticos e geram alertas para órgãos fiscalizadores.

Com histórico de mais de 4 décadas de atuação na área ambiental, Gilberto Câmara afirma que o Brasil já tem um monitoramento que “é dito pelos americanos como a inveja do mundo”

O especialista foi diretor do Inpe entre 2005 e 2012 e diretor do órgão das Nações Unidas que trabalha com observação da Terra (Group on Earth Observations, em inglês) de 2018 a 2021. Ele coordenou a implementação do sistema Deter (leia mais sobre abaixo).

“Posso assegurar que não tem nenhum sistema que oferece hoje a qualidade do que o Brasil faz para o monitoramento de florestas tropicais. Nosso sistema é o único que tem as características necessárias”, afirma Câmara.

Para o ex-diretor do Inpe, o aumento do número de dados “não vai fazer muita diferença”.

“Conexão com internet para as comunidades tradicionais da Amazônia, com os indígenas, é ótimo. Mas o problema, no fundo, é a confiabilidade da informação que chega até você”, explica.

Segundo Câmara, um grande volume de dados – onde estão e quando ocorreram os crimes – já existe. Receber mais dados locais pode ser positivo, mas o que faltaria é a garantia de que as informações são confiáveis.

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Monitoramento do Inpe

Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, recebe e processa os dados sobre perda de floresta. As imagens são obtidas via satélite e o nível de precisão é de 95%, segundo o próprio instituto.

Apesar da alta taxa de desmatamento detectada, com mais de 13 mil km² de desmatamento pela plataforma Prodes (leia abaixo os sistemas do Inpe), o monitoramento não resulta em fiscalização: dados divulgados em fevereiro deste ano apontam que apenas 1,3% dos alertas resultaram em ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Sistemas oficiais do Inpe

Para fazer a observação, já são usados três tipos de sistemas:

  • o Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes);
  • o Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter);
  • e o TerraClass, que mapeia o uso da terra após o desmatamento, em parceria com a Embrapa.

O Prodes levanta as taxas anuais de desmatamento. São usadas aproximadamente 220 imagens do satélite americano Landsat-5/TM, que tem de 20 a 30 metros de resolução espacial (ou seja, cada ponto da imagem corresponde a uma área de 400 a 900m²).

Já o Deter é usado desde 2004 para detectar o desmatamento em “tempo real” em áreas maiores do que 3 hectares (30 mil m²). O sistema serve de alerta para dar apoio a ações de fiscalização do Ibama e não deve ser entendido como taxa mensal de desmatamento.

Por fim, há a divulgação dos dados do TerraClass feita a cada dois anos. O objetivo deste monitoramento é saber qual foi o uso da terra após o desmatamento. O levantamento é feito em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).0-38/html/container.html

Como é o monitoramento do Imazon?

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que não é ligado ao governo, analisa dados de alerta de desmatamento através do sistema SAD, que selecionada uma imagem de satélite no início do mês e outra no fim dos 30 dias.

Segundo o instituto, os satélites usados são mais refinados que os dos sistemas do governo e são capazes de detectar áreas devastadas a partir de 1 hectare. No início do projeto, apenas regiões com mais de 10 hectares conseguiam ser examinadas.

Como é o monitoramento do Mapbiomas?

O Mapbiomas monta um mapa anual de cobertura e uso do solo, com classificação pixel a pixel de imagens dos satélites. O projeto é uma parceria entre universidades, instituições e o Google. O satélite usado é o Landsat, o mesmo do Prodes. Os dados são processados por algoritmos, por meio de uma plataforma do Google. Ele reúne informações de diferentes órgãos, como do Inpe, e os cruza com informações do IBGE, por exemplo.https://cf8f186c1d1a1006e8b59b3069a8b62d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

A periodicidade é anual. O mapa forma um mosaico que cobre o país. Cada “peça” tem camadas colhidas nas últimas décadas. A partir disso, é possível analisar as mudanças no solo para cada bioma, estado e município.

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EXPLORAÇÃO SEXUAL

19 de maio de 2022 at 14:55

Médico é preso por estupro de vulnerável em Salvador

Suspeito foi flagrado sem roupas com adolescente de 13 anos dentro de um carro. Prisão ocorreu durante operação de combate ao furto de veículos.

 quinta-feira, 19/05/2022, 13:43 – Atualizado em 19/05/2022, 13:41 –  Autor: Sales Coimbra, Com Informações Correio24horas


Médico foi preso em flagrante durante operação de combate ao furto de veículos, na capital baiana. Médico foi preso em flagrante durante operação de combate ao furto de veículos, na capital baiana. | (Foto: Reprodução PCBA) 

Na última quarta-feira (18), comerou-se o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal 9.970/00, com o objetivo de conscientizar e incentivar denúncias. No mesmo dia, porém, a Polícia Civil da Bahia realizou a prisão de um homem considerado “acima de qualquer suspeita” justamente pelo crime de estupro de vulnerável.

A prisão ocorreu no início da noite, quando um médico de 38 anos foi flagrado sem roupas dentro de um carro, acompanhado de uma adolescente de 13 anos, na Avenida Lucaia, em Salvador. O delito foi descoberto praticamente por acaso durante as ações da Operação Visão, realizada por policiais da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV).

“Nossos policiais estavam em rondas no combate aos roubos de veículos na capital, quando foram surpreendidos por um alarme de uma loja disparando. Ao entrar no estacionamento, identificamos um carro com uma movimentação estranha. O médico e a menor estavam sem roupas, na presença de uma mulher, de 18 anos”, informou Maurício Moradillo, delegado titular da DRFRV.

De acordo com Moradillo, a mulher que estava no interior do veículo foi quem levou a menina para o encontro sexual. O médico foi preso em flagrante por estupro de vulnerável e, em seguida, conduzido para a DRFRV, enquanto a mulher foi encaminhada para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Derrca), onde foi autuada por corrupção de menor. A vítima também foi conduzida à unidade, para acolhimento psicossocial.

Números alarmantes

No Brasil, a lei é bem clara. O artigo 217-A do Código Penal determina que manter relações sexuais com menores de 14 anos representa o crime de estupro de vulnerável, com pena prevista de 8 a 15 anos de prisão. Apesar disso, a violência sexual contra crianças e adolescentes apresenta números alarmantes no país.

Segundo um levantamento realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), entre os anos de 2017 e 2022, o Brasil registrou 179.277 casos de estupro ou estupro de vulnerável com vítimas de até 19 anos – uma média de quase 45 mil casos por ano. Desse total, 62 mil vítimas foram crianças de até 10 anos.

TERCEIRA VIA

19 de maio de 2022 at 12:37

PSDB, MDB e Cidadania definem Simone Tebet como candidata

Nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS) foi o escolhido para representar a terceira via nas eleições presidenciais de 2022.

 quinta-feira, 19/05/2022, 07:40 – Atualizado em 19/05/2022, 07:38 –  Autor: Com informações Notícias ao Minuto/DOL


Senadora Simone Tebet foi escolhida como candidata da terceira via nas eleições 2022 Senadora Simone Tebet foi escolhida como candidata da terceira via nas eleições 2022

Apoucos meses das eleições de 2022, a corrida eleitoral está a todo vapor. Partidos e alianças políticas correm contra o tempo para definir seus candidatos e adotar estratégias para conquistar o voto dos eleitores.

Na quarta-feira, mais um possível nome para concorrer ao cargo de presidente da República foi definido. Os partidos PSDB, MDB e Cidadania decidiram indicar a senadora Simone Tebet (MDB-MS) como candidata única da terceira via.

A decisão ainda precisa passar pela aprovação das executivas nacionais dos três partidos, que devem se reunir na próxima terça-feira (24), mas já indica que o ex-governador de São Paulo, João Doria, pré-candidato do PSDB, foi deixado de lado.

Pesquisas feitas pelos partidos indicaram que a rejeição a Doria é muito alta e Simone teria maior potencial de crescimento. Doria teve o nome aprovado em prévias do PSDB, em novembro do ano passado, mas, desde então, enfrenta resistências.

“Até terça-feira que vem fica pública uma posição apresentada aos três partidos. Vamos aguardar para ver se os três partidos confirmam essa posição”, disse o presidente do PSDB, Bruno Araújo, ao sair da reunião.

“A partir daí, inicia-se um processo entre os dois candidatos postos no qual poderemos passar para a fase seguinte de começar a construir de forma sólida essa aliança, construindo aspectos regionais e demandas que possam fortalecer essa candidatura presidencial”, afirmou Araújo.

Em conversas reservadas, o presidente do PSDB já disse que a candidatura de Doria é inviável eleitoralmente e que sua rejeição atrapalha a tentativa de reeleição do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB). A cúpula das três siglas vai trabalhar para que Tebet seja a candidata do grupo.

“Temos consenso entre nós. Vamos ter que colocar para o partido para poder dizer esse candidato que vocês chamam de terceira via”, declarou o presidente do Cidadania, Roberto Freire.

Logo após a reunião desta quarta, Araújo comentou uma mensagem em que Doria diz que “o momento é de diálogo”. Ele elogiou o ex-governador e afirmou que “é a atitude de um líder que tem compromisso com o seu País”.

Integrantes da Executiva do PSDB vão se reunir com Doria antes de terça e tentar fazer com que ele desista de ser candidato a presidente. Ainda não há data e local definidos para o encontro.

Doria tem demonstrado resistência a abrir mão de ser candidato a presidente e já prometeu judicializar a questão. Além dele, outra ala do partido, também resiste a se aliar com o MDB.

O grupo liderado pelo deputado Aécio Neves (PSDB-MG) teme que Tebet seja boicotada pelos caciques emedebistas, que estão mais interessados em apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Aécio também rejeita a candidatura de Doria e prefere que outros nomes do PSDB entrem na disputa, como o do senador Tasso Jereissati (CE) ou do ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite.

Professor acusado por alunas de assédio em colégio da Aeronáutica é denunciado por ex-estagiárias

19 de maio de 2022 at 06:50

O professor de educação física Álvaro Barros, do Colégio Brigadeiro Newton Braga, na Ilha do Governador, foi novamente acusado por possível prática de assédio sexual. Dessa vez, as denúncias partiram de duas ex-estagiárias da escola.

Por Raoni Alves, g1 Rio

19/05/2022 04h00  Atualizado há 2 horas


O professor de educação física do Colégio Brigadeiro Newton Braga, Álvaro Barros, foi novamente acusado pela possível prática de assédio sexual — Foto: Arquivo pessoal

O professor de educação física do Colégio Brigadeiro Newton Braga, Álvaro Barros, foi novamente acusado pela possível prática de assédio sexual — Foto: Arquivo pessoal

A Comissão de Direitos Humanos da OAB segue recebendo denúncias de possíveis práticas de assédio sexual contra professores do Colégio Brigadeiro Newton Braga, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Dessa vez, as acusações partiram de duas ex-estagiárias que trabalharam na unidade de ensino subordinada à Força Aérea Brasileira (FAB).

As duas mulheres que não quiseram ter suas identidades reveladas denunciaram ter sofrido assédio do professor Álvaro Luiz Pereira Barros, responsável pelas aulas de Educação Física do colégio. O assédio se daria por conta de mensagens consideradas inadequadas e até um toque na coxa de uma das estagiárias.https://68456cf7d351fdc212dab3420bc5d7c4.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Elas entregaram aos advogados da comissão da OAB alguns prints que mostram trocas de mensagens de Álvaro. As duas estagiaram no Colégio Brigadeiro Newton Braga no ano de 2016 e decidiram deixar o estágio na instituição depois que perceberam as intenções do professor.

Uma das denunciantes revelou ao g1 que não aguentou nem dois meses de estágio por conta dos assédios de Álvaro Barros. Segundo ela, logo nos primeiros dias, o professor disse que tinha sonhado com ela.

“Logo de cara ele fez um comentário que eu achei estranho. Era um período que a gente só observava a aula e tirava dúvidas com ele. A gente estava na aula, na beira da quadra conversando, trocando ideia e ele falou que sonhou comigo. Tinha mais duas meninas que faziam estágio no mesmo horário. Eu já fiquei meio em choque”, contou a ex-estagiária.https://68456cf7d351fdc212dab3420bc5d7c4.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Segundo ela, o professor adicionou as três estagiárias no Facebook logo nos primeiros dias de contato. E foi através da rede social que Álvaro começou a mandar mensagens.

Em uma das mensagens atribuídas ao professor, uma das estagiárias é abordada à noite. Álvaro chama a jovem e já avisa que a conversa não tem “nada a ver com o estágio“.

“Oi (nome em sigilo), tenho que dizer uma coisa… Nada a ver com estágio. Mas fiquei com isso na cabeça até agora! Nooooooossssa. Você estava bonita demais hoje! kkkkk. Desculpe, nada a ver dizer isso…”, comenta o professor.

O professor de educação física do Colégio Brigadeiro Newton Braga, Álvaro Barros, foi novamente acusado pela possível prática de assédio sexual — Foto: Arquivo pessoal

O professor de educação física do Colégio Brigadeiro Newton Braga, Álvaro Barros, foi novamente acusado pela possível prática de assédio sexual — Foto: Arquivo pessoal

Álvaro segue com os comentários indesejados direcionados a uma colega de trabalho que ele deveria orientar.

“Você estava mesmo, estava transpirando alguma coisa! Você ta transmitindo uma sensação boa, só de olhar pra você! Estranho isso né? Precisava dizer… rs”, completa Álvaro.

g1 também teve acesso a mensagens que seriam de Álvaro para uma outra estagiária do grupo.

Segundo a denúncia, dessa vez, o contato por um aplicativo de mensagens aconteceu às 9h46 da manhã, do dia 27 de maio. Nessa conversa, Álvaro diz que tem vontade de “dar beijos molhados” e vontade de se “lambuzar”.

“É sério… Vontade de dar beijos molhados. Vontade de me lambuzar… Eu fiquei cheio de vontade de contar o sonho, mas você teve que dormir… Depois tive outro sonho mais doido. rs”, escreveu o professor.

Conhecido pelos alunos do Colégio Brigadeiro Newton Braga como sonhador, por conta do modo repetitivo e inconveniente de abordar alunas menores de idade através das redes sociais, Álvaro parece, de acordo com as novas denúncias, utilizar a mesma tática para se aproximar de outras mulheres.

“Confesso que eu pensei que fosse comentar do sonho na terça… Mas fiquei meio sem jeito… kkk”, comentou Álvaro.

Mesmo após ficar sem respostas por três dias, o professor tentou retomar a conversa com a estagiária nos dias 30 de maio e 1 de junho.https://68456cf7d351fdc212dab3420bc5d7c4.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

O professor de educação física do Colégio Brigadeiro Newton Braga, Álvaro Barros, foi novamente acusado pela possível prática de assédio sexual — Foto: Arquivo pessoal

O professor de educação física do Colégio Brigadeiro Newton Braga, Álvaro Barros, foi novamente acusado pela possível prática de assédio sexual — Foto: Arquivo pessoal

“Oi lindaa” “Oi gatinha… Me abandonou ontem”

Sete horas depois da última mensagem de Álvaro, a estagiária responde e diz: “É bom variar um pouco”.

Insistente, segundo as denúncias, o professor de Educação Física tenta por mais cinco vezes estabelecer algum contato com a estagiária. Contudo, Álvaro não teve sucesso em suas investidas.

“Eu só pensava que eu tinha que completar as horas do estágio pra faculdade e eu precisava continuar, se não já tinha dado um corte nele. Eu fui conversar com a minha amiga (que também fazia estágio lá) e mostrei as mensagens. E ela disse que ele tinha feito a mesma coisa com ela”, revelou a ex-estagiária.

Estudantes abandonaram os estágios

Mesmo sem responder as mensagens de Álvaro nas redes sociais, os contatos do professor continuaram nos dias 13 e 20 de junho, 2, 5 e 8 de julho de 2016.

Os contatos com essa universitária ocorreram nos dias 13 e 20 de junho, 2, 5 e 8 de julho de 2016. — Foto: Arquivo pessoal

Os contatos com essa universitária ocorreram nos dias 13 e 20 de junho, 2, 5 e 8 de julho de 2016. — Foto: Arquivo pessoal

“Gatinha, boa noite”. “Oi moleca”. “Oi bonita. Como você tá?”. “Oi sumida, boa noite”. “Oi linda, parabéns e muitas felicidades pra você! Beijos no coração”

“Bom dia mocinha… Quanto tempo, sumiu… Saiu ou não está mais nos meus horários? Espero que esteja bem. Bom fim de semana!”

As duas estagiárias que acusam o professor Álvaro de assédio sexual abandonaram os estágios no Colégio Brigadeiro Newton Braga logo após avisarem sobre o problema aos professores da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), onde elas cursavam educação física.

Uma das universitárias contou que por pouco não perdeu um período na faculdade, já que as horas de dedicação ao colégio não foram contabilizadas. Segundo o relato, só depois de contar sobre os casos de assédio para um coordenador da UFRJ, ela conseguiu recuperar as horas de estágio.

“Eu nem voltei mais no colégio para buscar minhas horas de estágio porque eu não queria ter mais contato com ele”, disse ela.

Sentimento de culpa

A professora de Educação Física, que na época do estágio no Colégio Brigadeiro Newton Braga tinha 24 anos, contou ainda que o professor Álvaro não se limitou a praticar assédio por mensagens de texto.

Segundo ela, em um curso sobre badminton dentro do colégio, mas fora do horário de estágio, Álvaro chegou para conversar com ela passando a mão em sua coxa.

“A gente estava batendo papo com os instrutores do curso e ele chegou para falar comigo colocando a mão na minha coxa. Não tinha motivo pra ele fazer aquilo. Eu senti nojo”, disse.

Como em muitos casos de assédio, a ex-estagiária também se sentiu culpada por passar por aquela situação. Segundo o relato, no primeiro momento, ela achou que pudesse ter dado alguma abertura para o professor achar que seria normal passar a mão em sua perna.

“Eu ficava pensando: ‘Em que momento eu dei algum tipo de liberdade para ele tomar essa atitude?’ Eu me senti culpada. Na minha profissão, a gente tem que ser simpática e eu pensei que poderia ter dado algum tipo de liberdade”, disse ela.

Com o tempo, o sentimento de culpa foi dando lugar ao nojo, segundo a ex-estagiária de Álvaro. A jovem contou ainda que quando leu sobre as outras denúncias contra ele, percebeu que precisava falar sobre o caso.

“Quando eu vi a matéria e vi os prints, eu me reconheci. Parecia que ele estava falando comigo”.

“Eu trabalhava com ele no sétimo ano, com crianças de 14 e 15 anos. Eu não imaginava que ele fazia isso com as crianças. Eu achei que fosse só comigo que era estagiária, tinha 24 anos. Mas eu senti nojo e asco dele quando soube que ele fazia isso com as crianças. Parecia que ele era um robô e copiava e colava o mesmo discurso para todo mundo”, completou.

Colégio faltou a reunião sobre o caso

A ex-estagiária revelou que a direção da UFRJ pediu formalmente uma reunião com a direção da escola da Aeronáutica. Contudo, no dia marcado, o colégio não enviou representantes. Na opinião da advogada Brunella Moraes, integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB, a escola foi omissa nesse caso.

“O Colégio Militar Brigadeiro Newton Braga foi, no mínimo, omisso. Teve possibilidade de se manifestar, mas não compareceu e parece não ter repercutido a denúncia internamente”, disse a advogada Brunella Moraes.

Ex-alunas de colégio da Aeronáutica denunciam assédio de professores

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Para a advogada Mariana Rodrigues, procuradora da comissão, existe um padrão da instituição diante de casos como esses.

“Observa-se que a escola repetiu o que fez com as demais denunciantes. Alguns casos foram alvo de Inquéritos Policiais Militares e ensejaram a abertura de Procedimentos Administrativos Disciplinares, mas até hoje, nenhum deles chegou a qualquer conclusão”, contou a advogada.

O que dizem os envolvidos

Questionados pela reportagem sobre essa nova denúncia de assédio contra o professor Álvaro Barros, os responsáveis pelo Colégio Brigadeiro Newton Braga (CBNB) se limitaram a enviar por e-mail a mesma nota de resposta enviada para explicar as denuncias de ex-alunas da instituição.

“A respeito dos questionamentos em tela, trata-se de assunto ocorrido há aproximadamente dois anos e que não foi denunciado formalmente à Instituição”, dizia um trecho da nota, diante de um caso que ocorreu em 2016, por tanto, há seis anos.

O professor Álvaro Barros também não retornou as mensagens e ligações feitas pela reportagem.