Governo libera incentivo fiscal de R$ 10 milhões a Pietro Fittipaldi e Tony Kanaan

17 de dezembro de 2020 at 10:40

Por Guilherme Mendes  congressoemfoco

Pietro Fittipaldi correu as últimas corridas da Fórmula 1 no lugar do francês Romain Grosjean, que se recupera de um acidente

Os pilotos Tony Kanaan e Pietro Fittipaldi, que competem em uma das principais ligas do automobilismo mundial, a Fórmula Indy, foram autorizados a captar R$ 10 milhões pela Lei de Incentivo ao Esporte, do governo federal, até 2023. Neto de Emerson Fittipaldi, Pietro assumiu como piloto de testes da Haas na Fórmula 1 em novembro e disputou duas corridas, em substituição ao francês Romain Grosjean, que se recupera de um acidente.

Os nomes de Kanaan e Pietro aparecem em deliberação publicada pela Secretaria Especial do Esporte, vinculada ao Ministério da Cidadania, no Diário Oficial da União de terça-feira (15).

Kanaan – que corre nos Estados Unidos desde 1998 e está desde 2002 na Fórmula Indy– terá direito a captar R$ 4,91 milhões, o mesmo valor liberado para Pietro, que nasceu em Miami e corre desde 2018 na Indy. Tony Kanaan tem carreira consolidada na Indy, pois já foi campeão em 2004 e venceu as 500 milhas de Indianápolis, principal prova da categoria, em 2013.

Pietro Fittipaldi já recebeu apoio governamental para correr em outros momentos. Em 2011, quando tinha 15 anos, o piloto recebeu R$ 1 milhão em incentivos fiscais para sua temporada na Fórmula Nascar. O irmão de Pietro, Enzo Fittipaldi, também teve autorizada a captação de R$ 4,4 milhões para correr na Fórmula 3.

Pietro e Enzo são netos do bicampeão mundial de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi – que já declarou em diversos momentos sua ligação com o presidente Jair Bolsonaro. Em março deste ano, enquanto viajava pelos Estados Unidos, o presidente se encontrou com o ex-piloto em uma churrascaria na Flórida. Um dos nomes mais importantes da história do automobilismo, Emerson também foi campeão da Indy.

Pela lei que regulamenta o incentivo fiscal, as empresas que desejarem participar do programa poderão deduzir do Imposto de Renda “os valores despendidos a título de patrocínio ou doação, no apoio direto a projetos desportivos e paradesportivos previamente aprovados” pela secretaria nacional, vinculada à pasta de Onyx Lorenzoni. O limite para patrocínio é de 1% do imposto devido por empresas, e pode chegar a 6% do imposto devido por pessoas físicas, também elegíveis para doação.

A proposta nasceu em 2006 e tinha como inspiração a Lei Rouanet, que traz o mesmo tipo de incentivo às produções na área da cultura. No caso da Lei de Incentivo ao Esporte, não houve um foco específico, alcançando várias categorias desportivas.

Congresso em Foco procurou a Associação Brasileira de Pilotos de Automobilismo (ABPA), que representa os pilotos no edital, porém não houve retorno até o momento. O Kartódromo da Granja Viana, que representa o edital de Pietro Fittipaldi, disse que responde apenas pela parte administrativa do programa, cabendo a uma empresa de estratégia esportiva o planejamento da ação. A reportagem também contatou o Ministério da Cidadania, responsável pela Secretaria Nacional de Esporte, mas não houve resposta.

Outros pilotos também têm se valido do benefício fiscal, como o campeão da Fórmula 3 regional, Gianluca Pentecof, e Sergio Sette Câmara, que correu na Fórmula 2. A edição dessa quarta-feira do Diário Oficial da União autoriza Guilherme Samaia, também da F3, a captar R$ 9,7 milhões pelos próximos três anos.

“Morar ou não no Brasil, ou não competir no Brasil, não é um impedimento para que se receba ou não o benefício. Não há absolutamente nada, nem na lei, nem no Decreto 6.180/2007, e na portaria 424/2020, com vedação a isso, seja para automobilismo, seja para qualquer outro esporte”, explicou ao Congresso em Foco uma fonte que opera no setor de incentivos ao desporto, que afirmou que este tipo de patrocínio é uma prática bastante comum entre pilotos de automobilismo brasileiros que competem fora. “Se discutir se é correto ou incorreto [este incentivo a pilotos] é uma opinião pessoal de cada um. Mas tudo ocorre sempre dentro da legalidade”, afirmou.

LGBTQIA+

17 de dezembro de 2020 at 09:17

Excomungado, padre casa gays e cria religião que permite até duvidar de Deus

Religioso foi expulso da igreja católica após defender comunidade LGBTQIA+ e criticar a moral sexual da Igreja; hoje, faz casamentos homoafetivos

Com informações de IG

Reprodução

Roberto Francisco Daniel, mais conhecido como Padre Beto, entrou para o seminário aos 27 anos. Ele já era formado em Direito e em História, mas decidiu ser padre. Atuou na Igreja Católica durante 15 anos, até 2013, quando deu uma entrevista para um site espírita e criticou a moral sexual da Igreja. Padre Beto falou sobre masturbação, disse que a sexualidade humana deveria ser vista como um dom e defendeu homossexuais. As declarações não foram bem-vistas e, naquele mesmo ano, ele foi excomungado, após um tribunal eclesiástico.

Mundo avança em direitos LGBT, mas relação gay segue como crime em 69 países

Padre Beto era da arquidiocese de Bauru, cidade do interior de São Paulo, e pensou que sua missão religiosa havia acabado com a excomunhão. Quando foi expulso da Igreja Católica, o padre tinha uma série de casamentos marcados e começou a ligar para os noivos desmarcando as cerimônias. Ao fazer isso, alguns casais preferiram desmarcar com a igreja e pedir para Padre Beto realizar a união de forma independente. Com o tempo, mais casais começaram a procurá-lo para casamentos fora de igrejas. “Comecei a atender esses casais e vi que eu tinha uma missão, havia uma lacuna. Eles não queriam um pastor, queriam outro discurso. Então, chegaram os excluídos: os divorciados e o primeiro casamento homoafetivo”, relembra.

Casamento purpurina?

Em 2014, Padre Beto foi procurado pelo primeiro casal de gays. Os noivos eram do interior de paulista e o religioso lembra que essa cerimônia fez com que ele mudasse as percepções que tinha sobre a comunidade LGBTQIA+. “Eu fui pronto para um ‘casamento purpurina’. Uma gaiola das loucas. Era essa a minha visão. Quando cheguei lá, encontrei um ambiente familiar: avós, sobrinhos e crianças. A única coisa de diferente é que eram dois rapazes. Levei uma rasteira muita grande da vida e fui aprendendo muito”, comenta.

Antes de ser expulso da Igreja Católica, Padre Beto não tinha um contato próximo com os LGBTQIA+. Após a excomunhão, ele foi abraçado pela comunidade e começou a aprender mais sobre o universo. Entretanto, foi a experiência como padre que o fez começar a defender a diversidade. Entre os deveres que tinha como eclesiástico, ele ouvia as confissões e o que mais chegava na igreja eram pessoas se lamentando sobre questões de sexualidade ou relacionamentos, segundo ele.

Padre Beto - A História do Excomungado No Século 21 - Saraiva

“Comecei a me defrontar com rapazes e moças que viviam em um namoro santo, mas que eram homossexuais. Comecei a ver a contradição e a orientá-los. A falar que eles estavam iludindo as moças e criando um inferno para a vida deles. Também atendi casados que eram gays e viviam uma vida dupla. E me lembro de um senhor de 60 anos que chorou na minha frente. Tudo isso fez com que eu amadurecesse e visse como essa questão deve ser bem tratada para que as pessoas sejam felizes”, explica.

Duvidar de Deus 

No começo, ele realizava apenas casamentos, mas o público começou a pedir por cultos. Padre Beto atendeu aos pedidos, mas não tinha a intenção de criar uma nova religião. “Pensando criticamente, o Brasil está cheio de igrejas e olha como o país está. A gente é um país cristão, mas, ao mesmo tempo, não é um país cristão. Por ser o país que mais mata a população LGBTQIA+ no mundo, já mostra que não é um país cristão. Mas eu vi a possibilidade de criar uma denominação que não fosse mais uma igreja, que fosse uma proposta diferente”, recorda.

Foi fundada, então, a Humanidade Livre. Na religião idealizada por Padre Beto, só existe um dogma de fé: “Existe um ser superior que quer que todos tenham vida e vida em abundância. Seja essa segunda parte da frase a mais importante. Se você não acredita em Deus, seja bem-vindo também”. Não há regras morais, cada um deve seguir a própria vida como deseja, o importante é que ame.

Oficialmente fundada em 2015, a Humanidade Livre conta, atualmente, com cinco padres que atuam nas cidades de Bauru (SP), Vicentina, São Paulo (SP) e Braga — esta última em Portugal. Eles ainda não têm nenhuma madre, mas Padre Beto torce para que surja uma mulher querendo fazer parte da religião e comandar missas. Ele não sabe ao certo quantos fiéis seguem a religião, mas contabiliza cerca de 200 pessoas assistindo a cada uma das duas missas que realiza semanalmente em Bauru.

Como toda religião, a Humanidade Livre tem algumas regras para seus líderes. Os padres ganham salário e são proibidos de cobrar dízimo. Padre Beto trabalha como professor universitário para se sustentar, por exemplo. A única cerimônia que Padre Beto cobra para realizar são os casamentos, que custam R$ 800 — mais o custo de transporte, se precisar sair de Bauru. O fundador da religião não registrou quantos casamentos LGBTQIA+ realizou, mas estima que já tenham passado dos 40.

VIOLÊNCIA

17 de dezembro de 2020 at 08:55

Delegado é acusado de estuprar adolescente de 14 anos em delegacia

O delegado já havia sido denunciado por abuso de autoridade e chegou a ser afastado da delegacia.

Com informações do portal Meio Norte

 Reprodução

O delegado Fábio Bhering, lotado na delegacia de Buriti dos Lopes, interior do Piauí, foi denunciado à Corregedoria da Polícia Militar (PM) por estupro contra uma adolescente de 14 anos no município onde trabalha.

A PM cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do delegado em Parnaíba e encontrou uma arma do estado do Amazonas, que não estava registrada no nome do delegado, caracterizando posse irregular de ama de fogo.

A denúncia foi realizada pela família da jovem através de um boletim de ocorrência no início do mês de dezembro, Fábio Bhering chegou a ser conduzido para delegacia para prestar depoimento, mas não ficou preso e também não foi afastado de suas funções. O corregedor-geral da Polícia Civil, delegado Francis Eduardo, confirmou a investigação e disse que o delegado permanece exercendo a função normalmente até o fim do processo investigativo.

Em 2019, Fábio Bhering foi denunciado por alguns advogados por abuso de autoridade e chegou a ser afastado da delegacia de Luzilândia, também do Piauí, onde era lotado na época.

REVOLTANTE

17 de dezembro de 2020 at 06:35

Vídeo: policial agride passageira em embarcação no Marajó

Agressão foi registrada no final da tarde desta quarta-feira (16); identificação do suspeito foi confirmada pela Polícia Civil.

Fernanda Palheta DOL

Discussão teria começado após vítima prender a rede no interior do navio ao lado de onde estava a do agressor.

Discussão teria começado após vítima prender a rede no interior do navio ao lado de onde estava a do agressor. | Reprodução/Vídeo

Cenas revoltantes: um homem foi filmado agredindo uma passageira em uma embarcação que faz a linha Breves-Belém, na tarde desta quarta-feira (16), no município de Breves, Arquipélago do Marajó.

Segundo as diversas denúncias recebidas pelo DOL na noite de hoje, o agressor seria policial civil e abusava do poder para expulsar a passageira do navio. Ele teria se incomodado com a mulher que prendeu a rede ao lado da dele  no interior da embarcação. Não satisfeito, deu voz de prisão, gritou, xingou e agrediu a mulher, usando da força e jogando parte dos pertences da passageira no rio.

As imagens não só causaram revolta, como angústia em ver que a vítima, mesmo cercada por várias pessoas, não foi amparada, sendo humilhada e expulsa do local momentos depois.

Ao DOL, um passageiro afirma que estava em viagem a caminho da capital paraense quando testemunhou, ao longe, as cenas lamentáveis. “Senti revolta com esse tipo de agressividade contra uma mulher”, desabafou.

Já outra denunciante contou que um familiar estava no navio quando a agressão aconteceu. “Estão todos muito revoltados. Minha prima estava lá, ela vinha para Belém para uma consulta médica, mas passou mal e decidiu desembarcar”, afirmou. “Queremos uma resposta diante essa crueldade”, suplicou.

DOL entrou em contato com a Polícia Civil para confirmar se o agressor seria, de fato, um policial. Em nota, a corporação lamentou o ocorrido e afirmou que “ao tomar conhecimento do caso instaurou, de forma imediata, pela Corregedoria da Polícia Civil, um procedimento para apurar o caso, além de determinar o afastamento e a remoção dos policiais do local onde atuam”. Disse ainda que não “não compactua com o tipo de atitude cometida pelos servidores”.

Atenção! As imagens abaixo não são recomendadas para pessoas sensíveis:

“Jamais me colocaria contra meu ‘patrão’”, diz Silvio Santos sobre Bolsonaro

16 de dezembro de 2020 at 22:02

Por Congresso Em Foco 

Bolsonaro, Fábio Faria e Silvio Santos

Após Silvio Santos receber em sua casa o presidente Jair Bolsonaro, a diretoria de Recursos Humanos do SBT  divulgou,nesta quarta-feira (16), uma nota assinada pelo apresentador em que ele comenta a reunião.  Segundo informações do colunista Mauricio Stycer, do UOL, Silvio disse que não enfrentaria decisões do presidente.

“A minha concessão de televisão pertence ao governo federal e eu jamais me colocaria contra qualquer decisão do meu ‘patrão’ que é o dono da minha concessão. Nunca acreditei que um empregado ficasse contra o dono, ou ele aceita a opinião do chefe, ou então arranja outro emprego”, diz o texto distribuído aos funcionários, que, segundo Stycer, criticaram o encontro entre o empresário e o presidente.

Silvio Santos recebeu Bolsonaro em sua casa junto com o presidente dos Correios, Floriano Peixoto, e o ministro das Comunicações, Fabio Faria, que é seu genro.

ENCAMINHAMENTO

16 de dezembro de 2020 at 21:10

Projeto de Lei apresenta regras de regulamentação tarifária para o BRT Metropolitano

Previsão é que edital de licitação para a contratação das concessionárias de linhas de ônibus seja lançado no primeiro semestre de 2021.

Com informações da Agência Pará

No BRT Metropolitano, serão oferecidos os serviços troncal e alimentador

No BRT Metropolitano, serão oferecidos os serviços troncal e alimentador | Alex Ribeiro/Agência Pará

O Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) um Projeto de Lei que regulamenta as regras do processo de fixação e revisão tarifária do transporte metropolitano. Os estudos foram realizados pelo Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM).

O Sistema Integrado de Transporte Metropolitano da Região Metropolitana de Belém (SIT/RMB), criado por lei (nº 9.056/de 20 de maio de 2020) – com a finalidade de prover serviços de transporte público de passageiros em deslocamentos intermunicipais, com integração físico-tarifária – prevê a licitação de dois lotes de linhas, um tendo como ponto de convergência o Terminal de Integração de Ananindeua e o Terminal de Integração de Marituba.

Para o sistema BRT Metropolitano, estão previstos dois serviços: troncal e alimentador. O serviço troncal trafega pelo corredor metropolitano saindo dos terminais até São Brás e, outra vai até o centro cidade. Nesse tipo de transporte, todos os coletivos terão ar condicionado. “Já o serviço alimentador irá transportar dos bairros para os terminais de integração e terão processo de parada e abertura de porta mais intenso”, esclarece Claudio Conde, diretor de planejamento do NGTM.

EXIGÊNCIAS – Entre os critérios que serão exigidos no edital de licitação – que também está em processo de elaboração pelo Núcleo -, as empresas precisarão adquirir ônibus de qualidade, fazer a manutenção dos veículos, atender requisitos de regularidade, conforto e segurança dos serviços, investir em tecnologia, além de outras questões. 

Obras da Nova BR avançam com a construção de viaduto, túneis e Terminal de Integração

A previsão é que o edital de licitação para a contratação das concessionárias de linhas de ônibus (troncais e alimentadoras) para o BRT Metropolitano seja lançado no primeiro semestre de 2021. Quanto ao valor da tarifa pública deve ter seu valor final conhecido após o processo licitatório e próximo do final das obras da Nova BR, cuja previsão é  de que sejam concluídas em dezembro de 2021. “Não temos condições de definir valores agora, mas as simulações que estamos fazendo estão dando conforto para o usuário em uma zona de convergência com os valores praticados atualmente”, reforça Conde.

Governo Bolsonaro tem aprovação de 35% e reprovação de 33%, diz pesquisa Ibope

16 de dezembro de 2020 at 16:28

Levantamento encomendado pela CNI ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios, de 5 a 8 de dezembro. Na pesquisa anterior, aprovação era de 40%, e reprovação, de 29%.

Por G1 — Brasília

16/12/2020 13h10  Atualizado há uma hora


Governo Bolsonaro tem aprovação de 35% e reprovação de 33%, diz pesquisa Ibope

Governo Bolsonaro tem aprovação de 35% e reprovação de 33%, diz pesquisa Ibope

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (16) mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro:

  • Ótimo/bom: 35%;
  • Regular: 30%;
  • Ruim/péssimo: 33%;
  • Não sabe/não respondeu: 2%

A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, o levantamento foi feito entre os dias 5 e 8 de dezembro e ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios.

Ainda segundo a pesquisa, 44% dizem confiar em Jair Bolsonaro; outros 53% afirmam não confiar; 3% não souberam ou não quiseram responder.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança, de 95%.

Pesquisa anterior

A última pesquisa divulgada pelo Ibope e também encomendada pela CNI sobre a aprovação do presidente foi feita em setembro de 2020.

Os números levantados na época foram:

  • Ótimo/bom: 40%;
  • Regular: 29%;
  • Ruim/péssimo: 29%;
  • Não sabe/não respondeu: 2%.

Expectativa da população

A nova sondagem também considerou aexpectativa da população sobre o governo. Os resultados apontam que 35% acreditam que os próximos anos de mandato de Bolsonaro serão ótimos ou bons.

Outros 31% disseram que serão ruins ou péssimos. Para 30%, os próximos anos serão regulares.

No levantamento anterior, 36% afirmaram acreditar que os próximos anos de mandatos seriam ótimos ou bons, 30% que seriam ruins ou péssimos e 29% regulares. Os três grupos oscilaram dentro da margem de erro.

Forma de governar

Um dos aspectos pesquisados diz respeito à aprovação da maneira de governar do presidente Jair Bolsonaro. Sobre este quesito, os resultados foram:

  • Aprova: 46%;
  • Desaprova: 49%;
  • Não sabe, ou não respondeu: 5%.

No levantamento anterior, 50% dos entrevistados aprovavam a maneira de governar de Bolsonaro, 45% desaprovavam e 5% não souberam ou não responderam.

Setores do governo

A pesquisa avaliou ainda a percepção da população a respeito de áreas do governo:

Segurança pública

  • Aprova: 44%;
  • Reprova: 53%;
  • Não sabe/não respondeu: 3%.

Combate à fome e à pobreza

  • Aprova: 44%;
  • Reprova: 53%;
  • Não sabe/não respondeu: 3%

Educação

  • Aprova: 42%;
  • Reprova: 55%;
  • Não sabe/não respondeu: 3%

Saúde

  • Aprova: 38%;
  • Reprova: 60%;
  • Não sabe/não respondeu: 2%.

Meio ambiente

  • Aprova: 36%;
  • Reprova: 59%;
  • Não sabe/não respondeu: 5%.

Combate ao desemprego

  • Aprova: 35%;
  • Reprova: 62%;
  • Não sabe/não respondeu: 3%

Combate à inflação

  • Aprova: 33%;
  • Reprova: 63%;
  • Não sabe/não respondeu: 4%

Impostos

  • Aprova: 26%;
  • Reprova: 70%;
  • Não sabe/não respondeu: 4%

Taxa de juros

  • Aprova: 24%;
  • Reprova: 70%;
  • Não sabe/não respondeu: 5%

Outros temas

O Ibope também perguntou aos entrevistados sobre a percepção do noticiário em relação ao governo Jair Bolsonaro.

Na pesquisa, 15% avaliam que as notícias recentes sobre o governo são mais favoráveis, e 46%, que são mais desfavoráveis.

MDB diz que terá candidato único ao Senado, mas não anuncia o nome

16 de dezembro de 2020 at 15:54

Há 4 postulantes à indicação

Disputarão com nome de Davi

Logo do MDB. O partido tem a maior bancada do SenadoReprodução/MDB

MATEUS MAIA PODER360
16.dez.2020 (quarta-feira) – 14h14

O MDB no Senado anunciou nesta 4ª feira (16.dez.2020) que lançará candidato único para a presidência do Senado, mas ainda não confirmou o nome. A sigla tem peso importante na escolha do sucessor de Davi Alcolumbre (DEM-AP), já que, tradicionalmente, a maior bancada é quem elege o presidente da Casa.

Até agora, os nomes colocados como postulantes ao posto de candidato do partido são o do líder da bancada, Eduardo Braga (MDB-AM), do líder do Governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), do líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), e da presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Simone Tebet (MDB-MS).

A sigla disse ainda que a postura reflete a “unidade” e “ponderação” de seus filiados. O MDB disse que vai dialogar com todas as bancadas do Senado antes de apresentar seu nome para a disputa.

Tradicionalmente, o presidente do Senado é da maior bancada. Para que isso não ocorra, são necessárias condições muito específicas, como as vistas na eleição próprio Alcolumbre, em 2019. O MDB rachou em torno de Renan Calheiros (MDB-AL) e Simone Tebet (MDB-MS) e acabou optando pelo senador alagoano.

Renan representava, na visão de muitos, a chamada “velha política”, derrotada por Bolsonaro nas urnas no ano anterior. Nesse cenário surgiu Alcolumbre, que angariou 42 votos para se eleger presidente da Casa.

A votação ainda precisou ser realizada duas vezes. Na 1ª, foram identificados 82 votos (sendo que só há 81 senadores). Assim, a eleição foi anulada e refeita.

JOSÉ PRIANTE

16 de dezembro de 2020 at 15:02

Continuamos na luta para ajudar os municípios paraenses no combate ao coronavírus. Recentemente conseguimos o pagamento da emenda de bancada que destinamos para esta finalidade. Da parte que nos coube indicar 13 cidades foram beneficiadas. Sabemos que muitas outras cidades também precisam e faremos o possível para atendê-las através de nosso mandato. #Priante#OFederalQueFaz#CampeãodeRecursos#Pandemia#Covid

VACINA

16 de dezembro de 2020 at 14:14

Governo Bolsonaro inclui Coronavac em plano de imunização contra Covid-19

Anúncio foi feito na manhã de hoje, em meio a batalha política entre o presidente e o governador de São Paulo, durante divulgação do plano nacional de imunização

 FOLHAPRESS

Imunizador está sendo fabricado em uma parceria entre a empresa chinesa Sinovac e o Instituto Butantã do Brasil

 Imunizador está sendo fabricado em uma parceria entre a empresa chinesa Sinovac e o Instituto Butantã do Brasil | Agência Brasil

Em meio à politização da vacinação contra a Covid-19 e com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) capitaneando discurso antivacina, o Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (16) a inclusão da Coronavac, do Butantan, em uma lista chamada de “adesão do Brasil às vacinas”.

A lista cita a vacina de Oxford, a da Pfizer, Bharat Biotech, Moderna e Janssen, além do consórcio da Covax Facility, da OMS.

O anúncio se deu no Palácio do Planalto durante cerimônia para apresentação de uma nova versão do plano nacional de imunização.

Apesar da inclusão, o governo não informou se há um acordo fechado com o Butantan. Na apresentação, o secretário de vigilância, Arnaldo Medeiros, citou que a lista envolve acordos e memorandos de intenção para possível compra futura.

“Dependendo da eficácia e segurança, o país, sim, vai comprar vacinas”, disse Medeiros.

O ministério também disse lançar nessa quarta a primeira fase de uma campanha de comunicação para vacinação. O objetivo é esclarecer sobre a segurança e eficácia das vacinas.

Em uma segunda fase, Medeiros disse que a campanha vai dizer que “a vacinação contra Covid-19 é o Brasil em ação pela sua proteção”, mensagem que vai na direção oposta ao discurso de Bolsonaro, que afirmou nesta semana que não iria se vacinar e que quer incluir a obrigatoriedade num termo de responsabilidade para quem optar por tomar o imunizante.

“Iremos convocar os grupos a serem vacinados a ir aos postos de vacinação”, afirmou o secretário.

O governo anunciou também um montante maior investido na aquisição de 300 milhões de agulhas e seringas. Agora são R$ 80,5 milhões. Antes eram R$ 62 milhões.

O lançamento da nova versão do plano de imunização ocorre em meio a críticas de especialistas sobre atrasos na organização da estratégia pelo governo federal.

A cerimônia desta quarta-feira teve como mote “Brasil imunizado – somos uma só nação”. Essa é a segunda versão do documento. Um plano preliminar já havia sido enviado no sábado (12) ao Supremo Tribunal Federal, sem, contudo, apontar datas nem previsões mais exatas para o início da vacinação.

O documento estimava em cerca de 108 milhões as doses necessárias para a vacinação de trabalhadores da saúde, idosos e pessoas com doenças associadas –tidos como grupo prioritário de vacinação. A previsão da pasta é que as doses para a população prioritária cubram 51 milhões de brasileiros –menos de um quarto da população, hoje em 212 milhões de habitantes.

O ministério também chegou a dizer nessa versão anterior do documento ter a “intenção” de ofertar a vacina para toda a população sem, contudo, dar mais informações de quando poderia ocorrer e de que maneira isso seria organizado.

A falta de informações levou o ministro Ricardo Lewandowski a dar 48h para a pasta informar a previsão de início e fim da vacinação.

Nesta terça, o Ministério da Saúde informou ao STF que pretendia vacinar toda a população em até 16 meses, sendo quatro meses para grupos prioritários e 12 meses para o restante da população.

A pasta, porém, não deu previsão de início da campanha. Disse apenas que pretendia distribuir a vacina aos estados em até cinco dias após o produto ser autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e adquirido pela pasta.

Em anúncios anteriores, o governo havia falado de vacinação de março a junho. O ministro também chegou a dizer que poderia iniciar em dezembro ou janeiro -a primeira data é tida como improvável por membros do Ministério.

A pasta tem defendido que a data depende do registro de uma vacina na Anvisa e de sua liberação. Até o momento, a agência não recebeu pedidos para registro ou uso emergencial.

O anúncio também ocorre em um momento em que o governo ainda busca doses de vacinas.

Na versão anterior do documento, o ministério disse que “o Brasil já garantiu 300 milhões de doses de vacinas Covid-19 por meio dos acordos”, mas, nessa mesma conta, havia uma ressalva de que parte ainda está em negociação.

“Fiocruz/AstraZeneca: 100,4 milhões de doses, até julho de 2020, mais 30 milhões de doses/mês no segundo semestre; Covax Facility: 42,5 milhões de doses; Pfizer: 70 milhões de doses (em negociação)”.

O presidente Jair Bolsonaro trava um embate com o governo paulista sobre a compra da Coronavac, vacina em desenvolvimento pelo Instituto Butantan. O governador João Doria (PSDB-SP) é virtual oponente de Bolsonaro em 2022 e, além disso, há o entrave ideológico, já que a atual gestão brasileira se opõe à China, produtora do imunizante.

Mesmo assim, a Coronavac foi mencionada já no início do evento, quando um vídeo institucional do Ministério da Saúde exibiu imagens da produção e da marca de imunizantes, inclusive da Coronavac.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já afirmou ser necessário cerca de R$ 20 bilhões para a vacinação em massa da população. A previsão é que o governo envie uma medida provisória ao Congresso para garantir os recursos.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu que a medida traga a cobrança de um termo de responsabilidade para quem quiser tomar a vacina. Também disse que não iria tomar o imunizante. As declarações do presidente preocupam pelo potencial antivacinação.

De acordo com pesquisa do Datafolha divulgada no sábado (12), a parcela da população brasileira que não pretende se imunizar contra o novo coronavírus cresceu e chegou em 22%.

No evento de lançamento do plano, governadores usavam máscara de proteção, destoando de Bolsonaro e seus ministros -inclusive o da Saúde- que desde o início da apresentação estavam sem proteção.