ESSA NÃO!

20 de fevereiro de 2021 at 07:32

Bolsonaro nega que a mãe tenha sido vacinada com Coronavac

Aos 93 anos, Olinda foi imunizada enquanto outras pessoas do grupo prioritário receberam a Coronavac

–  Autor: DOL


 | Reprodução .

O presidente Jair Bolsonaro confirmou que a mãe recebeu a vacina contra a covid-19, mas afirmou que ela recebeu o imunizante de Oxford/AstraZeneca, e não a vacina Coronavac.

Olinda Bonturi Bolsonaro foi vacinada contra a covid-19 no último dia 12, em casa, em Eldorado, no Vale do Ribeira, região sul de São Paulo.

Oficialmente, a prefeitura de Eldorado confirmou a vacinação de Olinda, mas disse não poder informar que vacina ela recebeu.

Aos 93 anos, Olinda foi imunizada enquanto outras pessoas do grupo prioritário receberam a Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Funcionários disseram que, no mesmo dia em que ela foi imunizada, outras 25 pessoas da mesma faixa etária receberam a vacina – todas as doses aplicadas no dia eram da Coronavac.

Durante a live, Bolsonaro chegou a exibir um papel com a reprodução do cartão de vacina que disse ser da mãe.

Segundo ele, a vacinação de dona Olinda teria sido usada pela imprensa para fazer “politicagem”.

“O cara (enfermeiro) foi embora, vacinou minha mãe e foi embora. Duas horas depois o cara volta lá todo apavorado, vai atrás da casa da minha mãe, chama lá a pessoa que acompanha minha mãe, pega o cartão de vacina dela, que é este aqui e rasga”, relatou. “E daí entrega para minha mãe a vacina escrito aqui embaixo ‘Butantan’”, acrescentou. 

Bolsonaro afirmou que, após a aplicação da vacina, um funcionário do atendimento de saúde teria rasgado o cartão de vacinação dela e entregado outro com uma identificação do Butantan.

INVESTIGAÇÕES

19 de fevereiro de 2021 at 12:37

Delegado é atingido por tiro no rosto em Belém; polícia investiga o caso

Thiago foi levado com vida para uma unidade hospitalar particular com um ferimento no rosto

 sexta-feira, 19/02/2021, 12:25 – Atualizado em 19/02/2021, 12:25 –  Autor: Diário Online


A polícia investiga o caso  A polícia investiga o caso | Reprodução/Google Maps .

ODelegado de Polícia Civil, Thiago Moravski foi atingido na madrugada desta sexta-feira (19) por um um tiro no rosto em Belém. O caso aconteceu por volta das 3h10 da manhã, no Edifício Unique Studio, no bairro de Fátima.

Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada para atendimento. Thiago foi levado com vida para uma unidade hospitalar particular com um ferimento no rosto.

De acordo com a polícia, o porteiro do prédio onde aconteceu o fato informou que Thiago desceu do seu apartamento e foi até um jardim que fica em frente ao edifício, onde sofreu o disparo no rosto, em seguida caiu em frente à portaria do edifício. 

Até o momento não há informações do seu estado de saúde do servidor público. A Divisão de Homicídios e a Perícia do Instituto Médico Legal (IML), foram acionados para a ocorrência. 

Líder do governo na Câmara diz que Planalto não trabalha para soltar deputado

19 de fevereiro de 2021 at 11:45

Critica “espetáculo” de Silveira

Prevê “caneta pesada” na Câmara

O deputado Ricardo Barros em cerimônia no Palácio do Planalto; ele lidera o governo na Câmara desde agosto de 2020Sérgio Lima/Poder360 – 19.ago.2020

PODER360
19.fev.2021 (sexta-feira) – 11h12

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do Governo na Câmara dos Deputados, disse que o presidente Jair Bolsonaro não trabalha pela soltura de Daniel Silveira (PSL-RJ)preso na última 3ª feira (16.fev.2021) após fazer ataques a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

“O [Palácio do] Planalto não interferiu, não tem nada com isso e está quieto”, afirmou, em entrevista ao portal G1, publicada na manhã desta 6ª (19.fev.2021).

Barros disse que não há ambiente na Câmara para “salvar” Silveira da prisão. O líder do governo teceu críticas ao comportamento do deputado bolsonarista.

Segundo ele, a soltura é mais complicada em função de um “espetáculo” promovido pelo congressista em torno de sua prisão.

“Se ele continuar esculachando todo mundo, causando esse constrangimento a todos, a caneta vai ser pesada contra ele no Conselho de Ética. Se quiser seguir fazendo espetáculo para o seu eleitor, vai ficar difícil”, disse.

Silveira foi detido depois de gravar vídeo com ataques a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). O deputado xingou os ministros e fez acusações, inclusive de que alguns magistrados vendem sentenças. Leia aqui, na íntegra, as declarações.

Por unanimidade, o plenário do STF referendou, na 4ª feira (17.fev), decisão do ministro Alexandre de Moraes e manteve a prisão do deputado.

Nessa 5ª feira (18.fev.2021), em audiência de custódia, na sede da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro, o juiz instrutor Aírton Vieira decidiu também manter a prisão do congressista.

Para Barros, a decisão de ministro Alexandre de Moraes pela prisão do deputado foi um exagero. No entanto, afirmou também que o deputado extrapolou e a Câmara está fazendo política.

“Tentamos um acordo para suspende-lo por 90 dias. Assim, não precisaríamos apreciar em plenário. Mas ele [Daniel Silveira] não quis”, disse.

O líder do Governo afirmou ainda que voltará pela soltura de Silveira. Porém, prevê 350 votos pela manutenção da prisão do deputado PSL no plenário.

ANÁLISE DO CASO NA CÂMARA

Poder360 explica como será a votação:

  • Horário: a sessão terá início às 17h. A previsão é que dure até as 22h30.
  • Medida cautelar: a decisão do STF de prender o congressista será lida pelo relatora do caso, a deputada federal Magda Mofatto (PL-GO).
  • Apresentação inicial de Daniel Silveira: defesa do congressista poderá falar por até 15 minutos.
  • Parecer da relatora: Magda Mofatto lê sua manifestação.
  • Defesa de Daniel Silveira: poderá falar por mais 15 minutos para rebater o parecer da relatora.
  • Discussão do assunto: 3 deputados favoráveis e 3 contrários à prisão poderão falar por até 3 minutos.
  • Fim da discussão: a defesa do deputado poderá se manifestar, pela última vez, por até 15 minutos.
  • Votação: vai a voto o parecer de Magda Mofatto. Dois deputados falam a favor e 2 contra o relatório. Cada um terá até 3 minutos. A votação é realizada. Será híbrida (presencial e à distância). Os votos serão abertos –divulgados no painel eletrônico. Para manter a prisão de Daniel Silveira, são necessários, ao menos, 257 votos de 513 deputados (maioria absoluta da Câmara).

Representantes das bancadas partidárias se reuniram nessa 5ª feira (18.fev) na casa do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para discutir o assunto.

A reunião teve clima desfavorável a Silveira. Só 5 partidos (PSL, PSC, Pros, Podemos e Novo) se manifestaram contra a detenção Têm, juntos, 92 deputados. Mas não haveria unanimidade nessas legendas.

Deputados ouvidos pelo Poder360 acham improvável a Câmara votar pela libertação de Silveira. Isso causaria desgaste com o Supremo

CASAMENTO DESFEITO

19 de fevereiro de 2021 at 10:59

Consegue descobrir? Mulher confirma traição do marido após identificar detalhe em foto enviada por ele

Passando a noite em um hotel, o homem enviou os registros para tranquilizá-la, mas não contava com a sagacidade da companheira.

 –  Autor: Com informações do portal Nova Mulher


Conteúdo foi enviado pelo marido para tranquilizar a companheira. Conteúdo foi enviado pelo marido para tranquilizar a companheira.

Uma mulher revelou nas redes sociais que descobriu a traição do marido após reparar um pequeno detalhe na foto enviada por ele. Identificada como “shesough” do TikTok, a mulher afirma que recebeu o registro, pois o marido foi a um cassino e passou a noite em um hotel.

Para tranquilizá-la, decidiu fazer o registro, mas não contava com a sagacidade da companheira.

“Meu marido me mandou fotos tentando ser todo fofo em sua suíte no cassino, mas notei algumas coisas estranhas. Agora ele está solteiro”, declarou na publicação, que viralizou na plataforma, sendo assistido mais de quatro milhões de vezes.

Quer saber o detalhe no qual ela se refere? Veja a foto:

Publicação viralizou na plataforma.
Publicação viralizou na plataforma. Reprodução Tiktok/@shesough

Bolsonaro acha que presidente da Petrobras cometeu ato de improbidade

19 de fevereiro de 2021 at 10:36

Castello Branco desdenhou caminhoneiros

‘Não se trata de um problema da Petrobras’

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Declarações sobre os caminhoneiros incomodaram o presidente BolsonaroSérgio Lima/Poder360 – 05.jan.2020

PODER360
19.fev.2021 (sexta-feira) – 10h03
atualizado: 19.fev.2021 (sexta-feira) – 10h07

O presidente Jair Bolsonaro está decidido a fazer ajustes no comando da Petrobras. Acha que a estatal tem sido conduzida de maneira errática por causa dos sucessivos aumentos no preço de combustíveis. De junho de 2020 à 1ª quinzena de fevereiro, a gasolina ficou 21,7% mais cara —foram 8 altas consecutivas.

Além disso, no entorno de Bolsonaro ganhou corpo a tese de que o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, teria cometido improbidade administrativa ao ter desdenhado os caminhoneiros que reclamam de aumento do preço do diesel.

Em um evento on-line do banco Credit Suisse, em 28 de janeiro de 2021, Castello Branco disse, segundo relato do jornal Valor Econômico“Os caminhoneiros autônomos têm uma frota cuja idade média é de 20,5 anos. São caminhões antigos, altamente consumidores de diesel… O custo do diesel é muito mais alto para eles. O custo de manutenção é evidentemente mais alto. Então trata-se de um problema de excesso de oferta, não se trata de um problema da Petrobras”.

O que irritou Bolsonaro foi a frase não se trata de um problema da Petrobras”. Para o presidente, o chefe de uma estatal não pode dizer tal coisa, pois a empresa está dentro do Estado brasileiro e precisaria se preocupar com o efeito que sua política de preços tem sobre toda a cadeia produtiva.

Essa foi a razão de Bolsonaro ter dito na sua live de 5ª feira (18.fev.2021) que haveria “consequências” na Petrobras. A frase completa do presidente foi esta:

“Você vai em cima da Petrobras, ela fala ‘opa, não é obrigação minha’. Ou como disse o presidente da Petrobras, há questão de poucos dias, né, ‘eu não tenho nada a ver com caminhoneiro, eu aumento o preço aqui, não tenho nada a ver com caminhoneiro’. Foi o que ele falou, o presidente da Petrobras. Isso vai ter uma consequência, obviamente.”

Poder360 apurou que o nível de irritação de Bolsonaro com a direção da Petrobras é muito alto. Castello Branco foi indicação direta do ministro da Economia, Paulo Guedes. Uma queda do presidente da Petrobras seria uma derrota para o ministro.

IMPOSTO SOBRE DIESEL

Na live, o presidente disse ainda que decidiu zerar por 2 meses, a partir de 1º de março, os impostos federais (PIS e Cofins) que incidem sobre o diesel. Afirmou ainda que vai zerar tributos federais que incidem sobre o gás de cozinha, de forma permanente. A medida vale a partir de 1º de março e visa mitigar o reajuste feito pela Petrobras sobre o combustível.

O litro do diesel nas refinarias acumula alta 27,72% em 2021 e tem irritado os caminhoneiros. Do preço total de cada litro cobrado nas bombas R$ 0,35 são de impostos federais (PIS e Cofins).

“Esta medida é para contrabalancear o aumento excessivo dos combustíveis na Petrobras”, afirmou, ao lado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

“Nesses 2 meses nós vamos estudar uma maneira definitiva de buscar zerar o imposto para ajudar a contrabalancear esses aumentos, no meu entender excessivo, da Petrobras. Mas eu não posso interferir, nem iria interferir na Petrobras, se bem que alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias, você tem que mudar alguma coisa, vai acontecer”, disse.

SERÁ?

19 de fevereiro de 2021 at 08:11

Impostos federais sobre gás e diesel serão zerados, diz Bolsonaro

Anúncio da medida foi feito ontem durante uma live em que participaram integrantes da equipe econômica

 sexta-feira, 19/02/2021, 07:40 – Atualizado em 19/02/2021, 07:50 –  Autor: Agência Brasil


Produto atualmente oscila em torno de R$ 90,00 Produto atualmente oscila em torno de R$ 90,00 | Agência Brasil Ouça esta reportagem https://audio.audima.co/iframe-thin-local.html?skin=thin&statistic=false

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (18), durante sua live semanal nas redes sociais, que o governo decidiu zerar os impostos federais que incidem sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP) – o gás de cozinha – e o óleo diesel. A suspensão sobre o gás será definitiva. Já a interrupção na cobrança federal sobre o diesel terá duração de dois meses. As medidas foram decididas em uma reunião do presidente com a equipe econômica, ocorrida durante a tarde, e passam a valer no próximo mês.https://25eb7ecb9923a962ac769d0f8ab1caa7.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

“A partir de 1º de março agora, não haverá mais qualquer tributo federal no gás de cozinha, ad eternum. Então, não haverá qualquer tributo federal no gás de cozinha, que está, em média, hoje em dia, R$ 90, na ponta da linha, para o consumidor lá. E o preço na origem está um pouco abaixo de R$ 40. Então, se está R$ 90, os R$ 50 aí é ICMS, imposto estadual, e é também para pagar ali a distribuição e a margem de lucro para quem vende na ponta da linha”, disse o presidente.

No caso do diesel, Bolsonaro explicou que o corte no imposto será temporário até que o governo encontre uma forma de eliminar a cobrança de forma definitiva. O presidente também criticou reajustes recentes no preço dos combustíveis por parte da Petrobras e chegou a indicar que haverá mudanças na estatal em breve.

“Por que por dois meses? Porque, nesses dois meses, vamos estudar uma maneira definitiva de buscar zerar esse imposto no diesel. Até pra ajudar a contrabalancear esse aumento, no meu entender, excessivo, da Petrobras. Mas eu não posso interferir nem iria interferir na Petrobras. Se bem que alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias. Você tem que mudar alguma coisa.”https://25eb7ecb9923a962ac769d0f8ab1caa7.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Atualmente, o único imposto federal incidente sobre o GLP e o diesel é o PIS/Cofins, que é de R$ 2,18 por botijão e cerca de 35 centavos por litro do diesel, segundo informações da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A Cide, outro imposto federal cobrado sobre combustíveis, já está zerada tanto para o diesel quanto para o GLP.

IMUNIZAÇÃO

18 de fevereiro de 2021 at 22:37

Pará deve receber 1,5 milhão de doses de vacina até março, informa Helder Barbalho

A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde

 quinta-feira, 18/02/2021, 17:43 – Atualizado em 18/02/2021, 17:42 –  Autor: Paloma Lobato DOL


 | Pedro Guerreiro/Agência Pará 

O Pará deve receber mais 1,5 milhão de doses de vacina contra a covid-19 até o mês de março. A informação foi dada pelo governador Helder Barbalho, em uma rede social. 

De acordo com a publicação de Helder, a quantidade de doses foi confirmada pelo ministro da Saúde,  Eduardo Pazuello.


Helder Barbalho@helderbarbalho
Pessoal, o @minsaude , através do Ministro Eduardo Pazuello, acaba de confirmar que o Pará deve receber 1,5 milhões de doses contra a Covid-19, até o final de março. #BoraVacinar5:05 PM · 18 de fev de 2021 em Belém, Brasil788Veja as últimas informações sobre a COVID-19 no Twitter

Após audiência de custódia, juiz auxiliar do STF decide manter prisão de Daniel Silveira

18 de fevereiro de 2021 at 16:40

Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

18/02/2021 16h37  Atualizado há 2 minutos


Após a realização de uma audiência de custódia, o Supremo Tribunal Federal, decidiu, nesta quinta-feira (18), manter a prisão em flagrante do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). A decisão é do juiz auxiliar Airton Vieira, que atua no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele foi preso em flagrante na madrugada de quarta-feira (17) por ordem de Moraes, horas depois de ter postado um vídeo defendendo defendeu a destituição imediata dos onze ministros do STF, e enaltecendo defendeu o AI-5, o ato mais autoritário da ditadura militar suspendia direitos dos cidadãos e autorizava o Executivo a interferir livremente nos outros Poderes.

A prisão foi confirmada nesta quarta, por unanimidade, pelo plenário do Supremo. Na tarde de hoje, um juiz do gabinete de Moraes realizou a chamada audiência de custódia, como prevê a lei, para checar a regularidade da prisão, se houve por exemplo abusos ou maus tratos.

Em um vídeo postado na internet, o parlamentar bolsonarista defendeu a destituição imediata dos onze ministros do STF, e enalteceu o instrumento usado pelo regime militar para endurecer a ditadura, em 1968. Odeputado ofendeu diretamente os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli, além de fazer ameaças.

O deputado gravou o vídeo em apoio ao ex-comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Em um livro recém-lançado, o ex-comandante contou os bastidores de uma publicação numa rede social feita na véspera do julgamento de um habeas corpus do ex-presidente Lula, em 2018. Villas Bôas disse no livro que antes de ser publicada, a nota foi discutida com o alto comando do Exército.

Na época, a publicação foi vista como uma pressão sobre o Supremo, já que dizia que o Exército tinha “repúdio à impunidade”. O ministro Edson Fachin tinha reagido à revelação do livro, afirmando ser intolerável e inaceitável qualquer pressão sobre o Judiciário.

A ordem de prisão

Na ordem de prisão, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, afirmou que a conduta de Daniel Silveira se enquadra em artigos da lei de Segurança Nacional, e que o flagrante está configurado porque há “de maneira clara e evidente, pela perpetuação dos delitos”.

A Constituição diz que deputados federais só podem ser presos em flagrante por crime inafiançável. Na decisão que determinou a prisão de Daniel Silveira, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a conduta do deputado se enquadra nesses requisitos.

A defesa do AI-5 pelo parlamentar recebeu severas críticas do ministro, que afirmou: “não existirá um estado democrático de direito, sem que haja poderes de Estado, independentes e harmônicos entre si, bem como previsão de Direitos Fundamentais e instrumentos que possibilitem a fiscalização e a perpetuidade desses requisitos. Todos esses temas são de tal modo interligados, que a derrocada de um, fatalmente, acarretará a supressão dos demais, trazendo como consequência o nefasto manto do arbítrio e da ditadura, como ocorreu com a edição do AI-5, defendido ardorosa, desrespeitosa e vergonhosamente pelo parlamentar.

Para o ministro, a conduta do deputado é gravíssima, imprescindível, portanto, de medidas enérgicas para impedir a perpetuação da atuação criminosa de parlamentar visando lesar ou expor a perigo de lesão a independência dos poderes instituídos e ao estado democrático de direito.

A denúncia

A Procuradoria-geral da República denunciou na quarta o deputado ao próprio Supremo. A denúncia foi feita no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos, que apura a organização e o financiamento de atos que defendem o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.

Os procuradores avaliaram que, depois do vídeo desta terça (16), já existiam elementos suficientes para denunciar o deputado Daniel Silveira por crimes como: praticar agressões verbais e ameaças contra os ministros da Corte para favorecer interesse próprio; estimular o uso de violência para tentar impedir o livre exercício dos poderes Legislativo e Judiciário; incitar a animosidade entre as forças armadas e o STF. Esses crimes estão previstos no Código Penal e na Lei de Segurança Nacional.

A acusação ainda cita outros dois momentos, em novembro e dezembro de 2020, em que o deputado divulgou mensagens com apologia à ditadura e à atuação das forças armadas contra o STF.

Para a Procuradoria Geral da República, as declarações do deputado não estão protegidas pela imunidade parlamentar, ou seja, ele pode ser punido por elas. Na denúncia, a PGR afirma que desde que se tornou alvo de investigação, Daniel Silveira adotou como estratégia deliberada atacar ministros do Supremo com agressões verbais e graves ameaças – para intimidá-los, já que caberá ao tribunal julgar o deputado.

BANDEIRA TARIFÁRIA

18 de fevereiro de 2021 at 14:04

Prepare o bolso! Vem aí aumento na conta de luz

Déficit foi gerado pela suspensão da cobrança como medida para aliviar efeitos da pandemia de Covid-19 na economia.

 quinta-feira, 18/02/2021, 11:02 – Atualizado em 18/02/2021, 11:01 –  Autor: Com informações do Ig


Neste mês de fevereiro, vigora a bandeira amarela, que aplica taxa extra de R$ 1,34 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Neste mês de fevereiro, vigora a bandeira amarela, que aplica taxa extra de R$ 1,34 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. | Divulgação Ouça esta reportagem https://audio.audima.co/iframe-thin-local.html?skin=thin&statistic=false

Os consumidores brasileiros terão que preparar o bolso, já que a conta de luz vai ficar mais cara. Isso se deve ao déficit de R$ 3,1 bilhões gerado no ano passado pela suspensão da bandeira tarifária entre junho e novembro. https://03ce751711b65b36c795c7f6089e940a.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Novo decreto muda medidas para bares, músicos e instituições de ensino na Grande Belém

O valor, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), será repassado aos consumidores para compensar o uso mais intenso das termelétricas, usinas que geram energia mais cara.

O déficit do ano passado aconteceu porque a cobrança da bandeira tarifária ficou seis meses suspensa por decisão da Aneel, que adotou a medida para aliviar os efeitos da pandemia de Covid-19 no bolso do cliente e na economia do país.

IBGE abre mas de 6 mil vagas temporárias Para o Censo 2021 no Pará 

A bandeira tarifária é um sistema criado em 2015 e que aplica uma cobrança adicional nas contas de luz sempre que aumenta o custo da produção da energia no país. A cobrança foi retomada em dezembro e, desde então, tem encarecido as contas de luz dos brasileiros. 

Neste mês de fevereiro, vigora a bandeira amarela, que aplica taxa extra de R$ 1,34 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

BANDEIRAS

Atualmente, além da bandeira verde, que sinaliza que a cobrança extra está suspensa, o sistema conta com três faixas:

Bandeira Amarela – R$ 1,34 para cada 100 kWh consumidos

Bandeira Vermelha 1 – R$ 4,16 para cada 100 kWh consumidos

Bandeira Vermelha 2 – R$ 6,24 para cada 100 kWh consumidos

Prisão de Daniel Silveira deve ser mantida pelo plenário da Câmara

18 de fevereiro de 2021 at 12:32

Não há 257 votos para liberar deputado

Histórico de Silveira atrapalha defesa

Votação poderia ser realizada nessa 6ª

O presidente da Câmara, Arthur Lira, em entrevista ao Poder360 quando ainda era candidato ao cargoSérgio Lima/Poder360 – 15.dez.2020

PODER360
18.fev.2021 (quinta-feira) – 11h44
atualizado: 18.fev.2021 (quinta-feira) – 12h14

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)esteve na manhã desta 5ª feira (18.fev.2021) no Palácio da Alvorada. Lira explicou a Jair Bolsonaro a situação do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) na Casa Legislativa.

Silveira está preso por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, referendada, por unanimidade, pelo plenário  da Corte. O deputado é do grupo bolsonarista do PSL e fez, em vídeo divulgado na internet, ofensas aos ministros do Supremo, daí a detenção.

Leia aqui a transcrição do que disse o deputado no vídeo.

Quando um deputado é preso a Câmara precisa analisar no plenário se aceita ou não a prisão. A decisão é tomada por maioria absoluta dos deputados. Ou seja, 257 votos dos 513.

Se não aceitar, o Judiciário é informado e o deputado é solto. O cenário descrito por Lira a Bolsonaro é o seguinte:

  • como está fica – é muito improvável que a votação no plenário da Câmara (para revogar ou manter a prisão) seja nesta 5ª feira;
  • votação, talvez, na 6ª feira – essa é a possibilidade que se estuda;
  • pressão do STF – a cúpula do Centrão, hoje no comando da Câmara, está morrendo de medo de afrontar o Supremo, cuja votação de 11 a 0 foi para manter Daniel Silveira preso;
  • prisão mantida – hoje o sentimento geral é o de que o plenário da Câmara pode manter a prisão. Não haveria 257 votos para liberar o deputado da cadeia;
  • solução negociada – a ser mantida a prisão, o passo seguinte é tentar negociar nos próximos dias alguma liberação controlada de Daniel Silveira. Por exemplo, com medidas restritivas como não usar redes sociais, não se aproximar do STF ou até ficar com tornozeleira eletrônica.

Na manhã desta 5ª, Lira se manifestou por meio de sua conta no Twitter sinalizando que contraria o Supremo no Caso de Silveira.

“As instituições são permanentes. As instituições ficarão. Nesse sentido, não haverá nunca crise entre as instituições, sobretudo quando há a exata compreensão de que elas são maiores do que qualquer indivíduo”, escreveu o presidente da Câmara.

O clima poderá ser atenuado se Daniel Silveira for solto na audiência de custódia marcada para 14h30 desta 5ª feira. Nesse caso, a Câmara não precisaria votar se o deputado deve ser mantido preso ou não.

POR QUE ISSO IMPORTA

Porque se Daniel Silveira continuar preso o STF sai extremamente fortalecido do episódio.

Porque nessa hipótese o comando do Congresso, sobretudo da Câmara, fica desidratado diante de eventuais decisões heterodoxas do Judiciário.

Porque o episódio tende a açular ainda mais os radicais bolsonaristas, que vocalizarão um discurso de que são vítimas de uma arbitrariedade.

Porque há uma disfuncionalidade entre a vida real e a tal “harmonia entre os Poderes” que preconiza a Constituição.

ARTICULAÇÕES NESTA 5ª

Ainda que não haja votação, o dia será de muita discussão sobre o tema na Câmara. Líderes partidários e integrantes da Mesa Diretora estão irritados com Silveira. A leitura é de que ele causou um grande problema para a Câmara em uma atitude que visava a mobilizar seu eleitorado.

Durante a tarde deverá haver uma reunião dos líderes de bancada para discutir o assunto. Ainda é cedo para saber qual será o desfecho do caso.

Deputados ouvidos reservadamente pelo Poder360 acham difícil que ele não seja ao menos suspenso da Câmara. Cassar o seu mandato também seria uma opção. Isso deve ser discutido no Conselho de Ética da Casa.

Perguntado se haveria uma possibilidade de acordo para baixar a temperatura em torno desse caso, o 1º vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), respondeu o seguinte: “Não é respeitoso com o STF falar em acordo, a Câmara tem que dar demonstrações de que não compactua com a fala dele”.