Ao menos 230 pessoas com Covid-19 ou suspeita morreram na fila por um leito de UTI na Grande SP

30 de março de 2021 at 17:11

Todas as mortes ocorreram no mês de março, o que significa 7 óbitos por dia nessas condições na região metropolitana de São Paulo. Em todo o estado mais de 1.500 pessoas esperam na fila por uma vaga.

Por Guilbert Reino e Filippo Mancuso, SP1

30/03/2021 14h23  Atualizado há 2 horas

G1


Mais de 200 pessoas morrem à espera de vaga de UTI em São Paulo

Ao menos 230 pessoas com Covid-19 ou suspeita da doença não resistiram à espera por um leito de UTI e morreram até esta terça-feira (30) na Grande São Paulo. O levantamento é do G1 e da TV Globo. Todas as mortes ocorreram no mês de março, o que significa 7 óbitos por dia nessas condições.

Franco da Rocha tem o maior número de mortes de pessoas quem morreram sem a chance de lutar pela vida em uma unidade de terapia intensiva: 42 pessoas, ao mesmo tempo em que se vê pessoas caminhando tranquilamente sem máscara nas ruas da cidade.

O hospital de campanha, que funciona anexo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Franco da Rocha está sendo ampliado com mais 20 vagas. Hoje há 43 pacientes internados no local, uma taxa de ocupação de 89%.

Mortes na fila por leito de UTI na Grande São Paulo até esta terça-feira (30) — Foto: TV Globo/Reprodução

Mortes na fila por leito de UTI na Grande São Paulo até esta terça-feira (30) — Foto: TV Globo/Reprodução

As outras cidades que mais registraram mortes assim foram Ribeirão Pires, com 36, Taboão da Serra, com 28 e Francisco Morato, com 27.

Em praticamente todos os casos, as prefeituras e os hospitais disseram que vagas de UTI haviam sido solicitadas por meio do sistema estadual de regulação de leitos, o Cross, mas os pedidos não foram atendidos por indisponibilidade de vagas ou impossibilidade de fazer a transferência de pacientes em estado grave.

Sepultamentos no cemitério da Vila Formosa, na zona leste da cidade de São Paulo, na manhã deste domingo (28).    — Foto: PATRICIA BORGES/ESTADÃO CONTEÚDO

Sepultamentos no cemitério da Vila Formosa, na zona leste da cidade de São Paulo, na manhã deste domingo (28). — Foto: PATRICIA BORGES/ESTADÃO CONTEÚDO

Panorama no estado

Em todo o estado de São Paulo, mais de 1.500 pessoas com Covid-19 ou suspeita esperam na fila por um leito de UTI. Só na capital, ao menos 606 pessoas estão à espera de um leito de UTI.

Nesta terça, São Paulo bateu pela 4ª vez o recorde de registros de mortes por Covid-19 em um único dia. Foram 1.209 óbitos registrados nas últimas 24 horas. Com isso, o estado chega a mais de 73 mil vidas perdidas desde o início da pandemia, e mais de 2,4 milhões de casos confirmados.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, São Paulo registrou 3.001 novas internações só na segunda-feira (29).

Na rede particular, a situação também é delicada. O infectologista-chefe do hospital A.C. Camargo diz que faltam medicamentos para intubação.

“O paciente que está intubado precisa de conforto, de sedação e analgesia, e, em alguns casos, de bloqueio neuromuscular, que é outro tipo de medicação. O que a gente tenta fazer é substituir alguns medicações. Sem elas é impossível manter um paciente intubado. Imagina um paciente acordado com um tubo na garganta e um aparelho tentando insuflar pra dentro dos pulmões. Não dá, impossível”, explicou o dr. Ivan França.

Anvisa recebe pedido de uso emergencial de medicamento contra covid-19

30 de março de 2021 at 16:38

Feito com 2 anticorpos sintéticos

Já aprovado nos Estados Unidos

Para casos leves e moderados

O medicamento deve ser analisado pela Anvisa nos próximos 30 dias. Ele já tem autorização para uso emergencial nos Estados Unidos desde fevereiroDivulgação/Anvisa

PODER360
30.mar.2021 (terça-feira) – 14h53

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu nesta 3ª feira (30.mar.2021) um pedido de uso emergencial para um medicamento contra a covid-19 desenvolvido pela empresa farmacêutica norte-americana Eli Lilly. Se aprovado, será o 1º do tipo no país e o 2º para tratamento contra o coronavírus –o antiviral remdesivir já tem autorização para uso no Brasil.

O prazo para análise do medicamento com anticorpos é de 30 dias. A Anvisa, no entanto, afirma que se precisar pedir mais informações ou documentos, a análise pode levar mais tempo. “A análise não considera o tempo do processo em status de exigência técnica, que é quando o laboratório precisa responder questões técnicas feitas pela Agência dentro do processo“, diz em nota.

O medicamento já tem permissão de uso emergencial nos Estados Unidos. Em 9 de fevereiro, a FDA (Food and Drug Administration, autoridade sanitária dos EUA) autorizou o uso emergencial no país norte-americano para pessoas com casos leves e moderados da doença.

Segundo a Anvisa, a análise brasileira vai levar em conta o relatório técnico da FDA sobre o uso em pacientes norte-americanos. A agência também se reuniu com a farmacêutica para coletar informações e dados sobre o medicamento.

O MEDICAMENTO

O medicamento é feito com a combinação de 2 anticorpos sintéticos, o banlanivimabe e etesevimabe, para criação de uma versão de anticorpo duplo que, segundo estudos, tem maior capacidade de proteção. Os anticorpos utilizados são monoclonais, ou seja, são projetados em laboratórios. Eles são fabricados para que apresentem uma capacidade específica, a neutralização do coronavírus.

A combinação de 2 anticorpos também é, supostamente, uma forma de enfrentar as variantes do coronavírus. A ideia é que a capacidade de proteção seja aumentada, o que faz com que o combate a cepas mais resistentes do vírus seja mais fácil para o corpo humano.

O medicamento da Eli Lilly ainda é experimental e os estudos de fase 3, que garantem a eficácia e segurança, ainda não terminaram. Mas, os resultados preliminares indicam que o medicamento consegue reduzir as hospitalizações e mortes por covid-19 em até 70%.

Nos EUA, o tratamento não pode ser utilizado em pacientes internados nem em quem precisa fazer uso de oxigênio. A recomendação é para que o medicamento seja administrado a pacientes que apresentam um quadro clínico ou doenças prévias que indicam uma possível piora.

TRATAMENTOS COM ANTICORPOS

Medicamentos que manipulam e fazem uso da ação natural de anticorpos são comuns em tratamentos de doenças como o câncer. Para o enfrentamento à covid-19, diversos estudos com esse tipo de tecnologia estão sendo realizados no exterior.

Nos Estados Unidos, desde novembro do ano passado, a FDA autorizou 2 tratamentos diferentes, um da empresa Regeneron –o mesmo utilizado pelo então presidente Donald Trump quando ele teve a doença– e outro, da Eli Lilly.

Líder do PSL tenta mas não consegue pautar projeto que amplia poderes de Bolsonaro na pandemia

30 de março de 2021 at 15:54

Deputados contrários à proposta afirmaram que é tentativa de ‘golpe’ e de concentração ‘absoluta’ de poderes nas mãos do presidente, excluindo governadores e prefeitos.

Por Fernanda Calgaro, G1 — Brasília

30/03/2021 15h29  Atualizado há 14 minutos


O líder do PSL na Câmara dos Deputados, Vitor Hugo (GO), defendeu nesta terça-feira (30), em reunião de líderes partidários, a votação no plenário de um projeto de lei que, se aprovado, daria ao presidente Jair Bolsonaro o poder de acionar, durante a pandemia, o dispositivo da chamada “mobilização nacional”.

O mecanismo de mobilização nacional é previsto na Constituição e foi regulamentado em lei específica para o caso de agressão estrangeira. Pelo projeto, a crise na saúde pública poderia ser usada como motivo para a mobilização.

Na prática, o texto estabelece que, nesse caso, o chefe do Executivo poderá tomar medidas que incluem, entre outras, a intervenção nos fatores de produção públicos e privados; a requisição e a ocupação de bens e serviços; e a convocação de civis e militares para ações determinadas pelo governo federal.

Em reunião com os demais líderes partidários, não houve acordo para a inclusão da proposta na pauta da sessão da Câmara desta terça.

‘Golpe’

Deputados contrários ao projeto classificaram a tentativa como “golpe”.

Em uma rede social, o deputado Fábio Trad (PSD-MS), ressaltou que a mobilização nacional “não foi criada para disciplinar crise sanitária, mas situação de guerra”.

Segundo ele, o projeto “pode ser manipulado para a inadmissível tentativa de concentração absoluta de poderes por parte do Executivo, excluindo governadores e prefeitos do combate à pandemia”.

O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) também criticou a proposta.

“A aprovação do projeto da mobilização nacional permitiria que Bolsonaro assumisse imediatamente o comando de todos os servidores civis e militares, e até convocar quem não é servidor. Isso significa assumir o comando das polícias civis e militares. Não tem outra palavra: GOLPE!”, escreveu em uma rede social.

Em discurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Vitor Hugo disse que não se trata de “um golpe sanitário, já que não há golpe que seja avalizado pelo Congresso”.

A proposta diz ainda que caberá ao presidente da República definir o “espaço geográfico do território nacional” em que as medidas de combate à pandemia seriam aplicadas.

Na avaliação do deputado Alexandre Padilha (PT-SP), Bolsonaro tenta usar “artifícios para atrapalhar a boa atuação de prefeitos e governadores que não negam a ciência”.

“Barramos este absurdo no colégio de líderes. Bolsonaro diz ‘não’ para toda forma de conter a pandemia, inclusive vacinas, mas tenta usar artifícios para atrapalhar a boa atuação de prefeitos e governadores que não negam a ciência”, afirmou o deputado.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), o projeto representa uma “violência contra as instituições democráticas brasileiras”. Na avaliação dele, a matéria permite a Bolsonaro aprovar um “instrumento legal para promover um golpe de estado no Brasil”.

A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) também se manifestou contra o projeto e disse haver uma mobilização para impedir a votação da proposta.

“Enquanto Bolsonaro faz queda de braço com os comandantes das Forças Armadas, no Congresso o líder do PSL quer votar com urgência um PL para o presidente decretar “Estado de Mobilização Nacional” mesmo que não estejamos em guerra. Estamos mobilizados para impedir este absurdo”, disse.

Tramitação

Atualmente, governadores e prefeitos têm autonomia para implantar medidas restritivas de distanciamento social, como toque de recolher.

Para ser votado diretamente no plenário sem passar pelas comissões temáticas, é necessária antes a aprovação de um requerimento de urgência.

Esse pedido já foi apresentado e conta com o apoio do chamado Centrão, bloco que representa 355 deputados. Segundo líderes, porém, também não houve consenso nem para a votação do requerimento nesta terça.

Assim como a decretação de estado de defesa ou estado de sítio, a mobilização nacional só pode ocorrer após pedido do presidente da República e aprovação do Congresso Nacional.

CONQUISTA

30 de março de 2021 at 15:18

Estudante paraense está entre as 28 notas 1000 do Enem

Jovem de 19 anos quer cursar medicina e teve a grata notícia da nota excelente ontem (29) quando foi divulgada

 terça-feira, 30/03/2021, 12:44 – Atualizado em 30/03/2021, 13:46 –  Autor: Bruna Dias DOL


Sofia comemorando aprovação em medicina na na Faculdade Albert Einstein Sofia comemorando aprovação em medicina na na Faculdade Albert Einstein | Reprodução .

Apenas 28 participantes tiraram nota mil na redação do Enem em todo o Brasil e um desses estudantes é do Pará. Sofia Lorenzoni Vale, com apenas 19 anos, conseguiu excelência no exame que teve o comparecimento de mais de 2,7 milhões de candidatos.

Em um ano pandêmico, que pedia mais dedicação e cuidados dos alunos e professores, a jovem não desanimou e focou nos estudos. Com o sonho de ser médica, Sofia tem mais coisas para comemorar: ela já passou na Faculdade Albert Einstein, em São Paulo. Mais que isso, ela soma duas aprovações no Cesupa, uma no 2º ano do ensino médio, e agora aguarda o listão da UEPa.

“Apesar de esse ter sido um ano muito difícil para todo mundo, eu me sinto muito grata a Deus por ter tido condições de levar meus estudos normalmente. A minha família não sofreu com a Covid-19 e tive excelentes professores que não pararam apesar das restrições”, contou.

Dedicada e esforçada, a jovem aliou os estudos regulares ao curso de redação paralelo, a responsável por orientar a estudante foi a professora Nicinha Câmara. Ela já soma no seu currículo sete notas máximas dos seus estudantes que fizeram o exame.

“Sofia era incansável, o diferencial dela era que não ficava para o outro dia. Pelas aulas serem online, muitos alunos deixavam para depois, mas Sofia já fazia no horário que deveria, escutava as observações, tirava as dúvidas pelo Whats App. Ela nunca ficou satisfeita com o que era mostrado para ela, sempre ficava com alguma pergunta. Eu percebia que ela quer sempre se aperfeiçoar cada vez mais”, contou a professora.

A dinâmica adotada por Nicinha tinha suporte das redes sociais. “Trabalhávamos a temática através do Google Meet e em seguida eles mandavam por e-mail o texto, fazíamos a avaliação e comentávamos pelo aplicativo de mensagens. Era mais cansativo porque o aluno não estava próximo a nós, então a correção precisava ser bem detalhada. Foi um aprendizado para todos nós”, explicou a professora de redação.

Sofia sabia que os desafios enfrentados eram bem difíceis, mas ela também consegue enxergar que seu apoio familiar, através dos seus pais Francisco Matos Vale e Claudiane Bissi Lorenzoni Vale, do seu irmão e dos seus professores, foi fundamental nessa caminhada.

Com médicos na família, Sofia tem como seu maior exemplo o pai Francisco Matos Vale, que é anestesiologista
Com médicos na família, Sofia tem como seu maior exemplo o pai Francisco Matos Vale, que é anestesiologista

INSPIRAÇÕES

Seu pai é anestesiologista e uma das maiores inspirações para a jovem, que pensa em se especializar em psiquiatria.

“Na verdade fiquei muito desanimada vendo o quadro do país, tantas pessoas sofrendo com doença e dificuldade financeira. Mas isso também aumentou minha vontade de ser médica. Em relação aos estudos não me desanimei porque eu tive, graças a Deus, condições de continuar minha vida normalmente, diferente de tantos jovens da minha idade”, desabafou.

A estudante que sempre cursou escolas particulares, se apoiou na sua trajetória como leitora para conseguir a nota mil no Enem. Tendo que desenvolver a redação com “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”, Sofia teve como base o livro “O Papel de Parede Amarelo”, de Charlotte Perkins Gilman.

“Na hora da prova o que me tranquilizou foi já ter feito redações sobre temas relacionados a doenças psicológicas. Me lembrei de um livro que li em 2020 que falava justamente sobre o estigma relacionado a essas patologias”, contou.

Mas o direcionamento da professora Nicinha deu todo o suporte necessário para a estudante. “A principal diferença para minha nota 1000 fora as instruções que eu recebia da professora Nicinha, elas eram cirúrgicas. Sou muito grata a ela. Tudo no curso ajudava a gente a se adaptar 100% para o estilo Enem”, analisou.https://f9280c22165fcbc28851a6ba19fc34dc.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

AGRADECIMENTOS

Aprovada e esperando o resultado da UEPa, Sofia segue grata e cheia de agradecimento.

“Sou grata à minha família, principalmente ao meu pai e a minha mãe, porque eles fazem vestibular junto com a gente e são as maiores benção de Deus na minha vida. Também tenho um irmão incrível que apesar de ser mais novo me inspira muito! Eu sou muito grata a todos os meus professores, porque tive mestres incríveis desde que comecei na escola. E principalmente a Deus, por ter me agraciado com tantas bênçãos até aqui”, finalizou.

CINCO DE JULHO

30 de março de 2021 at 14:03

Ministro Marco Aurélio Mello anuncia aposentadoria do STF

Afastamento ocorrerá uma semana antes do decano completar a idade limite para a aposentadoria

 terça-feira, 30/03/2021, 12:28 – Atualizado em 30/03/2021, 12:27 –  Autor: FOLHAPRESS


Decano completa 75 anos no próximo dia 12 de julho Decano completa 75 anos no próximo dia 12 de julho | Rosinei Coutinho/STF .

Oministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), anunciou nesta terça-feira (30) que irá se aposentar no próximo dia 5 de julho.

Em nota, o Supremo confirmou a data, dizendo que o decano informou à presidência da corte que se afastará uma semana antes de completar os 75 anos -limite máximo para permanecer como integrante do STF.

Marco Aurélio será o segundo ministro do Supremo a se aposentar durante o mandato de Jair Bolsonaro na Presidência da República. No ano passado, quando também completaria a idade máxima, Celso de Mello deixou a Corte, sendo substituído por Kassio Nunes Marques.

Bolsonaro deverá indicar o substituto de Marco Aurélio nos próximos meses. O nome escolhido pelo presidente precisa passar pela apreciação do Senado antes de sua confirmação no cargo.

Marco Aurélio completa 75 anos no dia 12 de julho. Porém, em documento enviado à presidência do STF, o ministro disse deixará a função uma semana antes da aposentadoria compulsória “para ter mais segurança sobre os proventos”.

Marco Aurélio completará 31 anos no STF no dia 13 de junho. Ele tomou posse em 1990, vindo da Justiça do Trabalho (foi ministro do Tribunal Superior do Trabalho e juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região).

Ele exerceu a presidência da República em quatro ocasiões. Em uma delas, sancionou a lei de criação da TV Justiça. Como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Marco Aurélio organizou, em 1996, a primeira eleição pelo sistema eletrônico de votação.

DESASTRES NATURAIS

30 de março de 2021 at 12:40

Governo Federal reconhece situação de emergência no Pará

Marabá, Óbidos e Pacajá estão na lista por causa das chuvas e das cheias que atingiram as regiões.

 terça-feira, 30/03/2021, 12:05 – Atualizado em 30/03/2021, 12:05 –  Autor: Diário Online


Marabá, Óbidos e Pacajá estão na lista de reconhecimento por situação de emergência, em decorrência das chuvas e das cheias que atingiram as regiões. Marabá, Óbidos e Pacajá estão na lista de reconhecimento por situação de emergência, em decorrência das chuvas e das cheias que atingiram as regiões. | Reprodução .

Três municípios do Pará foram reconhecidos pelo Governo Federal como em situação de emergência por desastres naturais. 

Marabá, Óbidos e Pacajá estão na lista por causa das chuvas e das cheias que atingiram as regiões, segundo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).

Cheia do rio Tocantins deixa novos desabrigados em Marabá

O Pará foi o que teve a maior parte dos reconhecimentos por inundações (Marabá), enxurradas (Óbidos) e chuvas intensas (Pacajá). 

Além dos municípios paraenses, há outras cinco cidades atingidas por desastres naturais também foram reconhecidas pela situação de emergência. São elas: Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Norte. 

Assistênciahttps://b964c9818b6719e3672dbd4704d1a99d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

As localidades, com o reconhecimento, poderão ter acesso a recursos federais para ações de socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de infraestruturas públicas danificadas.

Para receber o auxílio, prefeituras e governos devem apresentar o diagnóstico dos danos e um plano de trabalho para a execução das ações. 

Uso de descongestionante aumenta risco de infarto e pressão

30 de março de 2021 at 11:47

Vício no medicamento pode ocasionar sérios problemas de saúde.

 terça-feira, 30/03/2021, 11:05 – Atualizado em 30/03/2021, 11:05 –  Autor: Com informações do portal Folha Vitória


Uso indiscriminado de descongestionante nasal pode ocasionar sérios problemas de saúde, como infarto e pressão alta. Uso indiscriminado de descongestionante nasal pode ocasionar sérios problemas de saúde, como infarto e pressão alta. | Reprodução .

Você é daqueles que sempre tem um descongestionante nasal por perto? Cuidado! Os efeitos colaterais do uso indiscriminado podem ser muito piores que o mal pelo qual busca combater. As informações são do portal Folha Vitória.

O otorrinolaringologista do Hospital Paulista, Arnaldo Guilherme Braga Tamiso, explica que o uso de descongestionantes nasais, de forma desregulada e não prescrita por médicos, pode ocasionar problemas como arritmias cardíacas e elevação da pressão, “muito comuns em pessoas que usam por longo período o descongestionante nasal”.

O especialista ressalta ainda, que o descongestionante faz bem na hora do uso, mas pode cobrar um preço caro, posteriormente, aumentando “os índices de infarto e os picos de pressão alta, para quem já têm predisposição”.

A dependência relacionada ao uso de descongestionante nasal é muito alto, segundo Tamiso. O otorrinolaringologista explica que o uso sem qualquer prescrição ou acompanhamento médico faz com que o paciente sempre recorra ao medicamento quando sentir o nariz congestionado, aumentando o uso e reduzindo a eficácia. 

Segundo Tamiso, a principal consequência disso é o efeito rebote, ou seja, após o uso do remédio, o nariz até fica mais livre para respirar, mas quando passa o efeito, volta tudo ao normal.

Esse efeito rebote, segundo o otorrinolaringologista, “a longo prazo, faz com que o paciente tenha de recorrer a um processo cirúrgico. É o que acontece com a maioria dos pacientes viciados em descongestionante”.

Acompanhamento médico

O especialista orienta procurar um acompanhamento médico, caso a obstrução e a dificuldade de respirar dure mais de 10 dias.

O tratamento para os pacientes viciados em descongestionante nasal dependerá da extensão do dano, sendo determinado de acordo com o tempo em que a pessoa faz uso do medicamento para aliviar o nariz congestionado.

Segundo Tamiso, se o vício começou há pouco tempo, ainda é possível reverter com o ‘desmame’, fazendo uso de corticosteroides como medicação. No entanto, ela ressalta que “nos casos crônicos, geralmente com uso superior a três meses, somente o processo cirúrgico resolve”.

Anvisa nega certificação de boas práticas a empresa fabricante da Covaxin, vacina da Índia para Covid-19

30 de março de 2021 at 10:48

Certificado é requisito obrigatório para imunizante ser usado no Brasil. Sinovac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen já obtiveram o aval.

Por G1

30/03/2021 08h48  Atualizado há 47 minutos


Que vacina é essa? Covaxin

Que vacina é essa? Covaxin

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou, nesta terça-feira (30), a certificação de boas práticas de fabricação à Bharat Biotech, empresa de biotecnologia indiana que desenvolveu a Covaxin, candidata a vacina da Covid-19. A inspeção na fábrica indiana foi realizada por uma equipe de inspetores da Anvisa no começo de março.

A certificação é um dos requisitos para o registro de um medicamento ou vacina no Brasil. Farmacêuticas como a Pfizer, a Janssen, do grupo Johnson, a Sinovac, que desenvolveu a CoronaVac, e a AstraZeneca, responsável pela produção da vacina de Oxford, já receberam a certificação da Anvisa.

A negativa da Anvisa afeta o cronograma de doses previstas pelo Ministério da Saúde, que assinou um acordo para compra de 20 milhões de doses do imunizante em fevereiro.

No último cronograma, do dia 19 de março, o ministério contava com oito milhões de doses da Covaxin ainda em março, mais oito milhões de doses em abril e quatro milhões de doses em maio, mesmo sem a aprovação de uso emergencial da agência reguladora. Nesse novo cenário, a previsão de entrega de doses do Ministério da Saúde vai de 47 milhões para 39 milhões em abril.

A Covaxin também chegou a ser motivo de negociações entre clínicas privadas e a Bharat Biotech. Em janeiro, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) enviou uma delegação à Índia para negociar a possível compra de doses da Covaxin para serem comercializadas por clínicas privadas.

Anvisa nega pedido de importação emergencial da Covaxin

Anvisa nega pedido de importação emergencial da Covaxin

Entenda como funciona a certificação

O aval é concedido após análise das condições de fabricação das empresas produtoras da vacina. As companhias devem estar de acordo com as normas de segurança e qualidade estabelecidas pela Anvisa. O pedido da certificação para a Bharat foi feito pela Precisa Medicamentos, que busca importar a Covaxin para o Brasil.

A certificação é uma avaliação realizada por inspetores qualificados para garantir que uma fábrica, em qualquer lugar do mundo, cumpra com os requisitos determinados pela legislação brasileira. São avaliadas as estruturas físicas das áreas de produção, armazenamento e laboratórios de controle de qualidade, entre outros pontos.

Quando a empresa cumpre com as boas práticas, isso significa que ela tem capacidade para produzir os medicamentos com a qualidade desejada e sempre com o mesmo padrão definido no registro em todos os lotes fabricados, segundo a Anvisa.

Motivos da negativa

A Anvisa citou 14 motivos para negar a certificação de boas práticas, com base em três documentos: uma resolução da diretoria e duas instruções normativas.

Entre outros pontos, a agência afirma que: a Bharat não cumpriu o requerimento de que, para cada entrega de matéria-prima, os recipientes fossem verificados quanto à integridade da embalagem, incluindo o selo de evidência de violação quando pertinente.

Outra regra também não cumprida prevê que as atividades em áreas limpas devem ser reduzidas ao mínimo e o movimento de pessoas deve ser controlado e metódico, a fim de evitar a propagação excessiva de partículas e organismos devido ao excesso de atividade.

Também houve diversos descumprimentos no transporte da vacina: uma das normas da agência prevê, por exemplo, que as rotas de transporte devem ser claramente definidas, inclusive considerando variações de estação do ano. Outro ponto levantado pela agência é que devem ser considerados atrasos durante o transporte, falhas nos dispositivos de monitoramento, recarga de nitrogênio líquido e outros fatores.

PERDA

30 de março de 2021 at 10:21

Covid-19 mata jovem estudante de enfermagem de 24 anos

Natália Rodrigues tomou a primeira dose da vacina no começo de março.

 terça-feira, 30/03/2021, 08:04 – Atualizado em 30/03/2021, 08:04 –  Autor: Com informações de IG


Imagem ilustrativa da notícia Covid-19 mata jovem estudante de enfermagem de 24 anos | Reprodução .

A estagiária de enfermagem Natália Barbosa Moraes Rodrigues, de 24 anos, morreu por complicações da covid-19 no último sábado, em Sorocaba.

Segundo o namorado da jovem, que trabalhava no Hospital Adib Jatene, ela se recuperava bem da doença e estava pronta para deixar a intubação quando seu quadro teve uma piora repentina.

Estagiária de enfermagem que morreu de Covid-19 com namorado

Natália e o namorado Aaron. Reprodução/Instagram

O universitário Aaron Fabrício Pacheco da Silva, também de 24 anos, detalhou que Natália teve os primeiros sintomas da doença, como tosse, febre e dor de cabeça, no último dia 3. Ela chegou a tomar a primeira dose da vacina contra a covid-19, mas não recebeu a segunda a tempo.

Estagiária de enfermagem que morreu de Covid-19 com sua família

Estagiária de enfermagem que morreu de Covid-19 com sua família. Reprodução/Instagram.

CONFUSÃO

30 de março de 2021 at 09:48

Velório é encerrado após pastor dizer que criança está viva 

Parentes da menina procuraram o hospital, informando que o pastor tinha tido uma “revelação” e que disse a eles que a criança estaria viva

 segunda-feira, 29/03/2021, 20:45 – Atualizado em 29/03/2021, 20:45 –  Autor: Com informações do portal UOL


 A criança foi novamente avaliada pela equipe médica e teve, pela segunda vez, a confirmação da morte A criança foi novamente avaliada pela equipe médica e teve, pela segunda vez, a confirmação da morte | Reprodução .

O corpo de uma menina de um ano e 10 meses, que estava sendo velado por familiares na cidade de Itaetê, na região da Chapada Diamantina, na Bahia, foi levado de volta ao Hospital Municipal depois que um pastor evangélico disse à família que a criança estaria viva.

O caso aconteceu na madrugada da última quinta-feira (25), após médicos do hospital terem confirmado o óbito da menina.

De acordo com a unidade de saúde, a criança chegou ao hospital já sem sinais vitais. A equipe médica tentou reanimar a garota por cerca de 30 minutos, e o óbito foi confirmado pelo médico de plantão.

A família seguiu com os procedimentos do funeral durante a madrugada, porém, segundo a prefeitura, durante a cerimônia, parentes da menina procuraram a unidade de saúde, informando que o pastor tinha tido uma “revelação” e que disse a eles que a criança estaria viva.

Ainda segundo a prefeitura, mesmo após os profissionais do posto de saúde atestarem que a criança não tinha sinais vitais, os familiares levaram o corpo novamente ao hospital. A criança foi novamente avaliada pela equipe médica e teve, pela segunda vez, a confirmação da morte.https://f0ea5775c9e357ed8a5a0f6f7cdd89a8.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

A Polícia Civil informou informou que os familiares procuraram a delegacia de polícia e relataram que a criança se moveu durante o velório. A ocorrência foi registrada na Delegacia Territorial de Itaberaba e foi encaminhado à unidade de Itaetê, que irá apurar o caso.

As autoridades ainda informaram que, como a causa da morte da garota não estava definida no laudo, expediu as guias para a perícia, que vai definir o motivo do óbito.