Após 1ª reunião do comitê da Covid, Bolsonaro diverge de Queiroga e Pacheco sobre o distanciamento

31 de março de 2021 at 14:35

Presidente voltou a criticar medidas restritivas: ‘Não é ficando em casa que vamos solucionar esse problema’. Ministro da Saúde pediu para a população evitar aglomerações desnecessárias e usar máscara.

Por Pedro Henrique Gomes e Luiz Felipe Barbiéri, G1 — Brasília

31/03/2021 11h51  Atualizado há 35 minutos


O comitê formado por governo e Congresso, criado na semana passada para discutir ações contra a pandemia de Covid-19, teve sua primeira reunião nesta quarta-feira (31). Após o encontro, o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento no qual voltou a criticar medidas de distanciamento social. Nesse ponto, o discurso de Bolsonaro divergiu de outros participantes da reunião que também fizeram pronunciamento: o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Primeiro falaram com a imprensa Pacheco e Queiroga. Na fala dos dois, em algum momento, surgiu a defesa das medidas de distanciamento social para conter a pandemia. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também participou da reunião.

Pacheco: ‘União e pacificação serão o caminho para que tenhamos êxito neste enfrentamento’

Pacheco citou o feriado de Páscoa, neste fim de semana, e disse que as pessoas não devem se envolver em aglomerações. Ele também pediu uma comunicação uniforme da Presidência da República para alertar a população sobre o uso de máscaras e o distanciamento.

“É muito importante a comunicação, que haja um alinhamento da comunicação social do governo, da assessoria de imprensa da Presidência da República, no sentido de haver uma uniformização do discurso, de que é necessário se vacinar, usar máscara, higienizar as mãos, necessário o distanciamento social de modo a prevenirmos o aumento da doença no nosso país”, afirmou o presidente do Senado.

Segundo o presidente do Senado, foi Queiroga quem sugeriu que os avisos de prevenção sejam reforçados durante o feriado da Semana Santa.

“Uma sugestão muito rica do senhor ministro da Saúde, de aproveitar o ensejo da Semana Santa, que é um feriado que tende a estimular a aglomeração, que possa o povo brasileiro ter a consciência de que precisa fazer o distanciamento social mesmo no feriado”, completou Pacheco

Queiroga falou em seguida:

“Agradecer a citação do Pacheco em relação ao feriado. No feriado não pode haver aglomerações desnecessárias. É importante usar máscara, manter o isolamento. É importante fazer isso. Medidas extremas não são desejadas. Então vamos fazer isso”, disse o ministro da Saúde

Pronunciamento do presidente

Bolsonaro: ‘ O brasileiro tem que voltar a trabalhar’

Bolsonaro fez o pronunciamento sozinho, depois das três autoridades anteriores. Como tem feito desde o início da pandemia, disse que isolamento social prejudica a economia. Ele voltou a criticar medidas de governadores que adotaram restrição da circulação de pessoas.

“Não é ficando em casa que nós vamos solucionar esse problema. Essa política [distanciamento social] ainda está sendo adotada, mas o espírito dela era se preparar com leitos de UTI, respiradores, para que pessoas não viessem a perder as suas vidas por falta de atendimento”, disse Bolsonaro.

“Nenhuma nação se sustenta por muito tempo com esse tipo de política. E nós queremos realmente é voltar à normalidade o mais rápido possível. Buscando medidas para combater a pandemia, como temos feito com a questão das vacinas”, completou o presidente.

O Brasil vive atualmente a fase mais crítica da pandemia, desde que os primeiros casos de Covid-19 começaram a ser registrados no país, há pouco mais de um ano. Os números de mortes e de novos infectados têm registrado sucessivos recordes. A sobrecarga no sistema hospitalar tem gerado fila nas UTIs e ameaça de falta de remédios e de insumos.

No estágio de descontrole da pandemia, como é o caso do Brasil, os cientistas e autoridades sanitárias recomendam a adoção de medidas de restrição de circulação, para conter a aceleração do contágio.

BOAS NOTÍCIAS!

31 de março de 2021 at 13:58

Vacina Pfizer é 100% eficaz em adolescentes de 12 a 15 anos

As empresas esperam que a vacinação dessa faixa etária comece antes do próximo ano letivo.

 quarta-feira, 31/03/2021, 12:57 – Atualizado em 31/03/2021, 13:04 –  Autor: Agência Brasil


A norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech vão agora submeter os dados às diferentes autoridades de regulação no mundo. A norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech vão agora submeter os dados às diferentes autoridades de regulação no mundo. | Reprodução/Pfizer Ouça esta reportagem https://audio.audima.co/iframe-thin-local.html?skin=thin&statistic=false

Avacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 é 100% eficaz em adolescentes entre os 12 e os 15 anos, segundo os resultados de um ensaio clínico, anunciaram hoje (31) os dois laboratórios.

As empresas esperam que a vacinação dessa faixa etária comece antes do próximo ano letivo.

Os ensaios de Fase 3 realizados em 2.260 adolescentes nos Estados Unidos “demonstraram uma eficácia de 100% e respostas robustas de anticorpos”, declararam as empresas em comunicado.

A norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech vão agora submeter os dados às diferentes autoridades de regulação no mundo, “na esperança de começar a vacinar esse grupo etário no início do próximo ano escolar”, declarou em comunicado Albert Bourla, diretor-geral do laboratório farmacêutico norte-americano.

Por parte do laboratório alemão, Ugur Sahin considerou que os resultados sobre a faixa dos 12 a 15 anos são “muito encorajadores, tendo em conta a tendência observada nas últimas semanas relativamente à propagação” da variante do vírus inicialmente detectada no Reino Unido.

A vacina da Pfizer/BioNTech, baseada na tecnologia inovadora de RNA mensageiro (mRNA), foi a primeira contra a covid-19 aprovada no ocidente, no final de 2020.

Os Estados Unidos e a União Europeia autorizaram a utilização para as pessoas com 16 anos ou mais.

Até agora, a vacina foi usada em milhões de adultos com mais de 65 anos.

Estudo realizado em 1,2 milhões de pessoas em Israel demonstrou eficácia de 94%.

As crianças são menos propensas a casos graves da doença, por isso a vacinação não é prioritária neste momento.

DIREITOS

31 de março de 2021 at 13:21

Uber terá que pagar salário mínimo e férias a motoristas

A empresa começará a pagar direitos trabalhistas aos motoristas, mas diz que isso não irá aumentar seus preços.

 quarta-feira, 31/03/2021, 12:23 – Atualizado em 31/03/2021, 12:23 –  Autor: Com informações CNN


Jurisprudência pode ajudar motoristas no mundo inteiro Jurisprudência pode ajudar motoristas no mundo inteiro | Arquivo.

Um passo importante foi dado no sentido de atender as reivindicações de homens e mulheres que trabalham como motoristas de aplicativo. Uma decisão da justiça do Reino Unido pode influenciar o mundo inteiro a favor dos trabalhadores e trabalhadoras. A decisão deu ganho de causa e garantiu salário e férias remuneradas a quem trabalha na chamada “economia compartilhada”.

A justiça britânica avaliou que existem três benefícios dos empregos tradicionais que não são desfrutados em que consumidores alugam, tomam emprestado ou dividem recursos, em vez de comprá-los. Mas parece que as coisas começaram a mudar.

No dia 16 de março deste ano, a Uber anunciou que vai conceder esses três benefícios aos seus motoristas do Reino Unido, uma medida que pode transformar esse mercado.

A Uber informou que seus motoristas ganharão pelo menos o salário mínimo nacional pago a pessoas com mais de 25 anos no Reino Unido, cerca de R$ 70 por hora.

A decisão aconteceu um mês após a empresa americana ter perdido uma longa batalha judicial no Reino Unido, que teve início em 2016, sobre a situação trabalhista dos motoristas.

Em entrevista à rede de TV BBC, a Uber disse que não espera que a mudança nas condições dos motoristas se traduza em tarifas mais altas para os clientes.

Líderes sindicais e especialistas trabalhistas afirmam que essa mudança na Uber pode ter consequências de longo alcance.

Em audiência da Suprema Corte britânica no mês passado, o Uber se apresentou como um agente terceirizado de reservas, alegando que seus motoristas eram autônomos (“self-employed”, em inglês). Mas o tribunal decidiu que os motoristas eram “trabalhadores” (workers, em inglês), categoria profissional no Reino Unido que faz com que tenham direito a salário mínimo, férias e aposentadoria.

O Uber enfrenta processos jurídicos semelhantes em diversos países, onde é debatido se os motoristas devem ser considerados empregados ou autônomos.

No Brasil, em diversos casos, o Ministério Público do Trabalho e ex-motoristas entraram na Justiça para reivindicar vínculo empregatício dos profissionais com as empresas, o que garantiria uma série de direitos previstos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Mas a Justiça brasileira tem constantemente negado essas demandas, inclusive o Tribunal Superior do Trabalho (TST).

NOVAS EXPECTATIVAS

Essa decisão do judiciário britânico acendeu um sinal de alerta e até mesmo de esperança entre os trabalhadores brasileiros. Para saber se a mudança deve interferir na negociação com a empresa, o DOL conversou com dois profissionais que atuam em Belém.

Para Carlos Eluan, a sinalização vinda de outro país pode ajudar nas reivindicações da categoria, considerando que algumas delas são direcionadas com as dificuldades econômicas como o alto preço dos combustíveis aplicados no Brasil.

“Teríamos direitos e respaldos pelas empresas de aplicativos. Trabalhamos em cima da economia. O aplicativo não tem consciência de aumentar os valores das corridas em cima do combustível”, salienta completando que acredita que seria essencial esse tipo de acordo.

Já Denis Silva, que há três anos trabalha na atividade, as conquistas trabalhistas podem ajudar a compensar as perdas que a categoria tem todos os dias.

“As plataformas tiveram um reajuste de preços tabelados e quem sofre somos nós motorista com preços absurdos de combustível. Com a alta em manutenção do veículo, as plataformas deveriam rever a situação de km rodado e duração da corrida”, pontua.

INVESTIGAÇÃO

31 de março de 2021 at 11:54

Justiça autoriza prisão de militares após sumiço de jovem

Quatro policiais militares são suspeitos de envolvimento no desaparecimento de um jovem de 18 anos no município de Xinguara, sudeste paraense.

 terça-feira, 30/03/2021, 20:52 – Atualizado em 30/03/2021, 22:37 –  Autor: DOL


Celulares dos denunciados foram apreendidos. Celulares dos denunciados foram apreendidos. | Divulgação.

AJustiça do Estado do Pará (TJPA) acatou ao pedido do Ministério Público Militar e autorizou, na última segunda-feira (29), a prisão preventiva dos policiais militares Cabo André Pinto da Silva, Cabo Dionatan João Neves Pantoja, Cabo Wagner Braga Almeida e Cabo Ismael Noia Vieira, além da busca e apreensão dos aparelhos celulares dos denunciados.

O quarteto é suspeito de cometer crimes de tortura e sequestro ou cárcere privado após envolvimento no desaparecimento do jovem Mateus Gabriel, de 18 anos, que foi submetido a uma abordagem policial e conduzido na VTR 1704 do GTO da PM em 3 de fevereiro de 2020, não tendo sido mais visto desde então.

O caso

Mateus saiu de casa naquele dia com uma motocicleta para jogar bola no setor Jardim Tropical, área periférica do município de Xinguara, sudeste paraense. O boletim de ocorrência sobre o desaparecimento foi registrado pela mãe da vítima na manhã do dia 5.

Em depoimento, um amigo de Mateus, que voltou de carona com ele para casa, disse que viu o rapaz sendo seguido de carro por policiais militares – os cabos citados no início do texto. Testemunhas afirmam que Mateus foi abordado pelos PMs por volta de 23h30, sendo espancado e colocado dentro da viatura em seguida.

Áudios de uma moradora da região que circulavam na cidade na época de seu desaparecimento apontavam que ele teria sido alvo dos militares porque roubou a casa de um policial no município de Rio Maria.

Investigação

Além do pedido de prisão preventiva e da busca e apreensão de objetos pessoais, foi solicitado e autorizado também o acesso imediato aos dados relacionados ao conteúdo dos aparelhos celulares apreendidos, incluindo conversas, fotografias, áudios e conteúdos armazenados em nuvem que sejam de interesse para a investigação.

No documento, a Justiça frisa ter ficado evidente que, “a partir da oitiva dos áudios juntados aos autos, que o ofendido [Mateus] foi agredido de modo cruel, enquanto chorava e dizia que não tinha sido autor de determinado crime”.

“Não bastasse a tortura imposta ao ofendido, pelo sofrimento físico e psíquico, foi o mesmo sequestrado e levado para local incerto e não sabido, deixando mãe e demais familiares desesperados”, afirma.

Vídeo: comandante diz que foi demitido e que FAB é “instituição de Estado”

31 de março de 2021 at 11:05

Por Edson Sardinha congressoemfoco Em 31 mar, 2021 –

Moretti deixa o comando da Aeronáutica em meio a desentendimento da cúpula militar com BolsonaroAlan Santos/PRAlan Santos/PR

O tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Moretti Bermudez defendeu o papel das Forças Armadas como instituições de Estado ao se despedir, em vídeo (confira a íntegra acima), de seus liderados. Moretti afirmou que recebeu como “bom soldado” a decisão do presidente Jair Bolsonaro de exonerá-lo do comando da Aeronáutica e agradeceu àqueles que trabalharam ao seu lado para que a Força Aérea servisse ao povo brasileiro em todos os seus “chamados”. Em sua despedida, o comandante não citou o nome do presidente da República.https://46068fa24cb2b995fcbf4d2e9f2ab525.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

“Presto meu testemunho e gratidão pelos esforços desmedidos de todo efetivo da Força Aérea Brasileira, voando ou apoiando os que voam, para suprir logisticamente todas as regiões deste país com um único objetivo: salvar vidas”, ressaltou.

O agora ex-comandante apelou aos integrantes da Aeronáutica que mantenham o ânimo elevado e acreditem na relevância de sua missão, “balizada pelos inarredáveis preceitos constitucionais”. Moretti, o general Edson Pujol (Exército) e o almirante Ilques Barbosa Junior (Marinha) deixaram o comando de suas respectivas forças nessa terça-feira, insatisfeitos com a saída de Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa. Bolsonaro queria maior engajamento político dos comandantes militares na defesa de suas ações e de seu governo.

“Portanto, prezados integrantes da Força Aérea, acreditem na relevância da nossa missão que, balizada pelos inarredáveis preceitos constitucionais, coopera para a soberania daquilo que nos cabe: o espaço aéreo”, disse.

Forças Armadas preservarão a estabilidade do país, diz Braga Netto ao defender celebração do golpe militar

Militares veem Braga Netto ‘desgastado e a serviço’ de Bolsonaro, além de ‘pacificação difícil’ no Exército

31 de março de 2021 at 10:33
TOPO

Por Andréia Sadi

Cobre os bastidores de Brasília para o Jornal Hoje (TV Globo) e na Globo News. Apresenta o Em Foco (Globo News) e integra o Papo de Política (G1)

Militares ouvidos pelo blog acreditam que o novo ministro agirá como um “soldado de Bolsonaro”, atendendo aos desejos do presidente e politizando a sua gestão.

31/03/2021 09h13  Atualizado há uma hora


Braga Netto e Bolsonaro — Foto: Reprodução/TV Brasil

Braga Netto e Bolsonaro — Foto: Reprodução/TV Brasil

Militares — de dentro e de fora do governo — veem Braga Netto à frente do Ministério da Defesa como uma gestão “a serviço’’ do presidente Jair Bolsonaro. Isso significa, nas palavras de um general de quatro estrelas ouvido pelo blog, que militares não acreditam em uma pacificação no Exército e, sim, no acirramento da crise criada pelo presidente com o comando da força.

Braga Netto sempre teve perfil discreto na Casa Civil, mas, na Defesa, o cenário vislumbrado por militares ouvidos pelo blog é que ele aja como um “soldado de Bolsonaro”, atendendo aos desejos do presidente e politizando a sua gestão, cobrando, por exemplo, apoio também do chefe do Exército ao governo.

Essa avaliação já foi repassada por militares a integrantes do governo federal. Já no Planalto a avaliação é a de que Braga Neto foi escolhido exatamente para atender aos pleitos de Bolsonaro — e não terá problemas em fazer manifestações de apoio ao presidente, como chefe das Forças Armadas. Mas assessores do presidente veem potencial para a crise se agravar com o Exército se o apelo não só for estendido aos comandantes como se houver cobranças por isso.

A expectativa do governo é a de que o militar que for escolhido para o Exército precisa estar “alinhado” ao presidente da República e, por “gratidão” à escolha, pode sim atender a demandas do Executivo. Um general da reserva afirmou ao blog que “isso que Bolsonaro quer não tem general com poder que tope fazer”. Ele se refere, principalmente, às manifestações de apoio do Exército ao governo.

Há uma movimentação no Congresso para pressionar Braga Netto a se posicionar a respeito da politização. Nesta terça-feira (30), em seu primeiro ato à frente da Defesa, ele divulgou uma nota dizendo que o movimento de 1964 é “parte da trajetória histórica do Brasil” e que “assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março”.

DECISÃO

31 de março de 2021 at 09:51

Ministra suspende inquérito contra procuradores da Lava Jato

Entre os nomes da Lava Jato citados na investigação do STJ está o de Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa de Curitiba.

 quarta-feira, 31/03/2021, 08:37 – Atualizado em 31/03/2021, 08:43 –  Autor: FOLHAPRESS


A apuração do STJ foi aberta em fevereiro e busca esclarecer se integrantes da Lava Jato tentaram investigar, ilegalmente, ministros da corte superior. A apuração do STJ foi aberta em fevereiro e busca esclarecer se integrantes da Lava Jato tentaram investigar, ilegalmente, ministros da corte superior. | Rosinei Coutinho/STF .

Aministra Rosa Weber do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu na terça-feira (30) o inquérito aberto de ofício pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, que pretendia investigar integrantes da operação Lava Jato.

Na decisão, Weber atendeu a um pedido da defesa dos procuradores e concedeu liminar deferindo a suspensão até que a Primeira Turma do STF julgue o médito de um habeas corpus impetrado pela defesa de um dos procuradores da República.

Não há data para esse julgamento. O caso corre em segredo de Justiça.

“Oficie-se, com urgência, ao eminente ministro Presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins, a fim de que tome conhecimento e dê cumprimento à presente decisão”, escreveu Rosa Weber em sua decisão.

Martins afirma ter respaldo legal para tocar a apuração, mas é acusado por procuradores da República de usar provas ilícitas e incorrer em ilegalidades —como a de se imiscuir em atribuição alheias e de não ter feito constar no despacho inaugural do inquérito quais seriam, em tese, os delitos cometidos pelos investigados.

Entre os nomes da Lava Jato citados na investigação do STJ está o de Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa de Curitiba.

A apuração do STJ foi aberta em fevereiro e busca esclarecer se integrantes da Lava Jato tentaram investigar, ilegalmente, ministros da corte superior.

A hipótese foi levantada a partir de reportagens sobre o conteúdo das mensagens trocadas entre representantes da Procuradoria vazadas em um ataque hacker em 2019.

O material faz parte do mesmo universo de diálogos citados por ministros do Supremo no recente julgamento que concluiu pela suspeição de Moro na condução da ação penal contra o ex-presidente Lula no caso do tríplex de Guarujá (SP).

Para instaurar o inquérito, Martins se baseou no Regimento Interno do STJ, segundo o qual é atribuição do presidente da corte zelar pelas prerrogativas do tribunal.

UTI de covid: 29,7% morrem em hospitais privados; 52,9% nos públicos  

31 de março de 2021 at 09:14

Dados do projeto UTIs Brasileiras

Com 652 hospitais e 21 mil leitos

Morte de intubados é desigual

Na foto, agentes de saúde trabalham no Hospital Regional da Asa Norte, referência no tratamento de covid-19 em BrasíliaSérgio Lima/Poder360 – 4.abr.2020

TIAGO MALI PODER360
31.mar.2021 (quarta-feira) – 7h00
atualizado: 31.mar.2021 (quarta-feira) – 7h01

Dados do projeto UTIs brasileiras mostram que 29,7% dos pacientes morrem depois de ter covid nas UTIs de hospitais privados. A proporção de mortes é maior na rede pública: 52,9%. Isso é 23,2 pontos percentuais (ou 78%) mais do que nos particulares.

Os dados são de uma amostra de 652 hospitais (403 privados e 249 públicos) do projeto, que monitora 25% das UTIs brasileiras. As informações são compiladas pela Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) para servir de benchmark a gestores de saúde.

No caso dos intubados, são 72,4% as mortes na rede pública e 63,6% as que ocorrem nas particulares. Portanto há 8,8 pontos percentuais mais mortes desses pacientes em situação mais grave nos hospitais analisados.

As internações também são mais demoradas na rede pública do que na particular. Ficam internados durante mais de 7 dias 54,2% os pacientes nas unidades de saúde dos governos. Nos hospitais privados, são 48,6%.

As unidades de saúde monitoradas pelo projeto  estão em situação melhor que a média do Brasil. Isso explica a proporção de intubados que morreram nesses hospitais ser inferior aos mais de 80% que morreram em todo o Brasil, conforme o Poder360 mostrou em 26 de março.

Mesmo em se tratando de hospitais com melhores condições de trabalho, os novos dados permitem jogar luz às diferenças entre a rede privada de saúde e a rede pública. Os pacientes de hospitais públicos tiveram 78% mais mortes ao serem internados em UTI.

As razões para isso são muitas. A principal é o fato de que os doentes chegam aos hospitais públicos em condições piores. Entre os internados da rede privada, 39,4% dos pacientes requerem intubação. No caso da rede pública, são 63,2%. “São pacientes [os que chegam às UTIs rede pública] que já vêm de um histórico pior, de condições para cuidar da saúde e de tratamento pior”, diz Ederlon Rezende, coordenador do projeto UTIs Brasileiras.

Não há motivo, porém, para alívio dos mais ricos. “Num momento em que o sistema está colapsado, como agora, mesmo as UTIs mais organizadas perdem a qualidade de atendimento. Já conseguimos enxergar isso em dados preliminares: as mortes aumentam para todos“, afirma Rezende, que também é membro do conselho consultivo da Amib.

NOVO PERFIL ETÁRIO

O levantamento da Amib permitiu também jogar luz sobre a mudança no perfil de internados desde o início da pandemia. Os mais jovens vêm ocupando mais leitos de hospitais. Os pacientes até 45 anos eram 18% do total de setembro a novembro de 2020. Passaram a 20% no período do início de fevereiro a 26 de março de 2021. Os pacientes acima de 80 anos caíram de 13,4% do total no período anterior para 9,7% na etapa mais recente.

No caso das mortes, o aumento foi bem mais forte. Os pacientes abaixo de 45 anos representavam 13,1% do total no 1º período. Passaram a 38,5% no 2º. A alta foi de 193%.

METODOLOGIA

As informações são de uma amostra de 652 hospitais (403 privados e 249 públicos) inscritos no projeto UTIs Brasileiras do Sistema Epimed Monitor. A iniciativa tem dados para 20.865 leitos de UTI de todas as regiões do país, e serve de termômetro e padrão de comparação a médicos da área. O período de coleta das informações é de 1º de março de 2020 a 24 de março de 2021.

Incêndio atinge prédio do jornal Folha de S.Paulo, no Centro de SP

30 de março de 2021 at 18:15

No subsolo do edifício

Foco já foi controlado

Sem registro de vítimas

O incêndio de pequenas proporções foi rapidamente controlado pelo Corpo de BombeirosReprodução/Twitter @eduardoviveiros – 30.mar.2021

PODER360
30.mar.2021 (terça-feira) – 17h49

Um incêndio de pequenas proporções atingiu o prédio do jornal Folha de S.Paulo na tarde desta 3ª feira (30.mar.2021). O fogo começou no subsolo da sede do jornal e do portal UOL, na Alameda Barão de Limeira, nos Campos Elíseos, no Centro de São Paulo.

O Corpo de Bombeiros já controlou a situação e não há relato de feridos, apesar dos funcionários terem sido retirados do local. As pessoas tiveram que sair por causa da fumaça, que tomou boa parte do prédio.

Em nota, a Folha informou que o incêndio começou em uma das máquinas da gráfica do jornal. “O foco surgiu em um tanque de tinta durante a operação de desmonte do antigo parque industrial da empresa, com muita fumaça, mas sem provocar vítimas“, disse o jornal.

A gráfica do jornal está sendo desmontada desde o 2º semestre de 2020. Ela foi instalada em 1950 e consiste em uma grande estrutura com diversas máquinas.

A Folha informou também que o pequeno incêndio foi rapidamente controlado e não afetou o funcionamento da redação. “A operação jornalística da Folha não sofreu interrupção, e o jornal agradece as manifestações de apoio dos leitores“.

Eis a íntegra da nota da Folha:

“Na tarde desta terça-feira (30), um princípio de incêndio nas instalações da Folha de S.Paulo, nos Campos Elíseos, centro de São Paulo, foi prontamente debelado em ação do Corpo de Bombeiros.
O foco surgiu em um tanque de tinta durante a operação de desmonte do antigo parque industrial da empresa, com muita fumaça, mas sem provocar vítimas.
A operação jornalística da Folha não sofreu interrupção, e o jornal agradece as manifestações de apoio dos leitores.

Folha de S.Paulo”

FEMINICÍDIO

30 de março de 2021 at 17:43

Marido espanca esposa e mutila vítima ainda viva

Nádia Xavier da Silva, 37 anos, teve os lábios arrancados , e crueldade chocou os peritos do caso

 terça-feira, 30/03/2021, 16:35 – Atualizado em 30/03/2021, 16:35 –  Autor: Com informações do portal Metrópoles


O suspeito do crime se enforcou após assassina-la O suspeito do crime se enforcou após assassina-la | Reprodução/Arquivo Pessoal .

Uma mulher identificada como Nádia Xavier da Silva, de 37 anos, foi espancada e esfaqueada várias vezes pelo próprio marido. Por fim, foi mutilada quando ainda estava viva. A brutalidade do crime chocou os peritos que descreveram o cenário da casa como um “filme de terror”. As informações são do portal Metrópoles.  

O feminicídio foi registrado  em Formosa, no Entorno do DF, neste domingo (28). O assassino foi o companheiro de Nádia, o soldador Ramiclid Bruno Alves, de 31 anos, que se enforcou após assassina-la.

Parentes desconfiaram que Nadia não atendia aos telefonemas e foram até a casa do casal. Um cabo de vassoura ensanguentado estava ao lado do corpo. A polícia suspeita que Nádia teria sido empalada pelo homem.

Segundo os peritos, havia muitas garrafas de cerveja vazias no local. “Pela dinâmica, eles beberam muito e, logo depois, houve um desentendimento. Ela foi espancada brutalmente em uma área externa, onde havia muito sangue. Seu nariz também foi quebrado em razão da violência empregada”, explicou um dos peritos, que preferiu não se identificar.

Em seguida, o homem usou uma peixeira e cortou os cabelos da vítima, arrancou seus lábios e a jogou na cama de um dos quartos. “Ele ainda cortou pedaços do corpo dela, a mutilando e, no final, enterrou a faca tão profundamente que a impressão é que a vítima havia sido morta com uma estaca, pois só o cabo estava aparente”, disse.

Histórico violento

O delegado titular da Delegacia Especial de Atendimento a Mulher (Deam) de Formosa, Yasser Yassine, informou que Nádia já havia representado queixa contra o marido. Em 2018, Bruno foi preso por agredir Nádia e morder seus lábios e sobrancelhas.

Ainda segundo a delegado, na época, o soldador foi autuado por lesão corporal e ameaça, mas o casal retomou o relacionamento em seguida. “Mesmo assim, quando esse primeiro crime ocorreu, ele prometeu à Nádia que cortaria seu pescoço caso se relacionasse com outro homem”, explicou o delegado.