Antes o toque de recolher na RMB iniciava às 21h | Reprodução.
Anunciado na noite desta quinta-feira (15) pelo governo do Pará, o bandeiramento vermelho permanece em seis regiões do Estado como medida para conter os avanços da pandemia da Covid-19. A decisão se apoia nos novos casos da doença registrados nas regiões: Metropolitana, Nordeste, Marajó, Xingu, Sul e Sudeste.
No boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde Pública (Sespa) divulgado mais cedo, por exemplo, os leitos no Pará permanecem acima da capacidade, com a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em 80,78% e o clínico, 57,78%. Paralelo a isso, as subnotificações das prefeituras alcançam mais 2.193 casos e 48 mortes provocadas pelo novo vírus.
Governador Helder Barbalho deu detalhes sobre as mudanças no bandeiramento no território paraense Reprodução
Mudanças no bandeiramento
Manter o bandeiramento vermelho, entretanto, não impediu que fossem feitas alterações no toque de recolher, funcionamento de estabelecimentos comerciais e autorizações de viagens. Veja abaixo o que muda:
Novo toque de recolher
Horário de 22h às 5h
Restaurantes podem funcionar até 21h
Lojas de ruas e Shoppings estão autorizados a funcionar até 21h
Viagens
O transporte fluvial para o Marajó está autorizado
Permitida a circulação de embarcações e o transporte entre os estados Amazonas e Pará.
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 5ª feira (15.abr.2021) que apenas Deus pode tirá-lo da cadeira presidencial. Ele reclamou de um prazo de 5 dias que a ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para que ele explique porque não analisa os pedidos de impeachment protocolados na Casa.
“Eu não quero me antecipar e falar o que acho sobre isso aí, mas digo uma coisa: só Deus me tira da cadeira presidencial e me tira, obviamente, tirando a minha vida. Fora isso, o que estamos vendo acontecer no Brasil não vai se concretizar. Mas não vai mesmo. Não vai mesmo”, disse o presidente em live nas redes sociais.
Assista (51s):
Bolsonaro ainda disse que vai se encontrar com Lira “para discutir brevemente esse assunto”. “Vamos ver qual encaminhamento o Lira vai dar no tocante a isso. Se vão abrir processo ou não”, declarou
Antes de finalizar a live, Bolsonaro disse que dormiria “tranquilíssimo” com a notícia. “Boa noite, fique tranquilo porque vou dormir tranquilíssimo essa noite e vamos ver o desenrolar dessa notícia do nosso Supremo Tribunal Federal”.
Pesquisa PoderData realizada nesta semana (12-14.abr.2021) com 3.500 pessoas em todo o país indica que a desaprovação ao governo federal parece ter chegado ao pico, com certa estabilidade em relação ao levantamento anterior, feito 15 dias antes. A rejeição ao trabalho do presidente Jair Bolsonaro bateu novo recorde e segue em trajetória de alta.
A pandemia de coronavírus registrou as piores marcas de mortes nas duas semanas anteriores. A economia está parada em algumas grandes cidades, com muitas notícias de negócios (sobretudo no comércio) indo à falência. O Planalto se prepara para enfrentar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid. Mesmo nesse cenário adverso, o governo federal teve sua taxa de desaprovação oscilando negativamente de 59% para 56%.
Essa redução de 3 pontos percentuais está dentro da margem de erro do levantamento do PoderData, que neste estudo é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. A rigor, não houve mudanças: a desaprovação ao governo não aumentou nem diminuiu, o que não deixa de ser um resultado positivo para Jair Bolsonaro.
O mesmo vale para os que dizem aprovar o governo federal. Quinze dias antes, eram 33%. Agora, 34%. De novo, é uma variação dentro da margem de erro. Nada mudou e o presidente da República segue mantendo 1/3 do eleitorado a favor de sua administração no Planalto.
Para chegar a 3.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
Quem mais aprova o governo Bolsonaro:
homens (41%);
pessoas de 45 a 59 anos (40%);
moradores da região Sul (48%);
quem tem só o ensino fundamental (37%);
quem recebe mais de 10 salários mínimos (53%).
Quem mais desaprova:
mulheres (60%);
pessoas com 60 anos ou mais (69%);
moradores das regiões Centro-Oeste e Nordeste (62% em cada);
quem tem ensino superior (66%);
quem recebe de 5 a 10 salários mínimos (60%).
TRABALHO DE BOLSONARO
A pesquisa PoderData mostra ainda que a rejeição ao trabalho do presidente Jair Bolsonaro bateu novo recorde e segue em trajetória de alta. Há duas semanas era de 53%. Agora, são 55% os que consideram a atuação do chefe do Executivo como “ruim” ou “péssima”.
Os que acham o desempenho do presidente “ótimo” ou “bom” são 26% –o mesmo registrado duas semanas antes. Outros 18% afirmam ser “regular”. As taxas tiveram variação dentro da margem de erro da pesquisa (1,8 ponto percentual).
Quem mais aprova Bolsonaro:
homens (32%);
pessoas de 45 a 59 anos (32%);
moradores da região Norte (31%);
quem tem só o ensino fundamental (27%);
quem recebe mais de 10 salários mínimos (35%).
Quem mais rejeita:
mulheres (57%);
jovens de 16 a 24 anos (73%);
moradores da região Centro-Oeste (59%);
quem tem ensino superior (66%);
quem recebe de 5 a 10 salários mínimos (67%).
OS 18% QUE ACHAM BOLSONARO “REGULAR”
No Brasil pergunta-se se os eleitores acham que o governante faz um trabalho ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. A “turma do regular” (18%) é sempre uma incógnita.
O PoderData cruza as respostas desse grupo com os que aprovam ou desaprovam o governo como 1 todo. Os dados mostram que a proporção daqueles que enxergam o trabalho de Bolsonaro como “regular” e hoje aprovam seu governo é de 51%.
O levantamento indica que a aprovação teve um crescimento expressivo no grupo. Passou de 34% para 51% em duas semanas –alta de 17 pontos percentuais. A desaprovação despencou de 46% para 33% –queda de 13 pontos percentuais.
PODERDATA
Leia outras pesquisas PoderData realizadas de 12 a 14 de abril:
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PESQUISAS MAIS FREQUENTES
O PoderData é a única empresa de pesquisas no Brasil que vai a campo a cada 15 dias desde abril de 2020. Tem coletado um minucioso acervo de dados sobre como o brasileiro está reagindo à pandemia de coronavírus.
Num ambiente em que a política vive em tempo real por causa da força da internet e das redes sociais, a conjuntura muda com muita velocidade. No passado, na era analógica, já era recomendado fazer pesquisas com frequência para analisar a aprovação ou desaprovação de algum governo. Agora, no século 21, passou a ser vital a repetição regular de estudos de opinião.
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta 5ª feira (15.abr.2021), anular as decisões da Justiça Federal de Curitiba contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 4 processos da Lava Jato.
Com o resultado, Lula está elegível e apto a disputar a eleição presidencial de 2022.
O resultado foi 8 a 3, a favor de confirmar a decisão do ministro Edson Fachin, proferida em 8 de março. O magistrado anulou as sentenças e remeteu para a Justiça Federal do Distrito Federal as ações penais relacionadas ao triplex do Guarujá, ao sítio de Atibaia, à sede e às doações ao Instituto Lula.
Relator da ação, o ministro Fachin foi o 1º a votar, e manteve a anulação das decisões. Eis a íntegra do voto (302 KB).
Também votaram pela anulação os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Dias Toffoli. Como a sessão estava chegando ao final, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Roberto Barroso anteciparam suas posições, pela anulação, sem a leitura dos votos.
Votaram contra os ministros Nunes Marques, Marco Aurélio e Luiz Fux.
Os ministros analisam um recurso movido pela PGR (Procuradoria Geral da República) contra a decisão de Fachin. A Procuradoria pediu a manutenção da competência da 13ª Vara Federal de Curitiba para os processos de Lula e das decisões contra o ex-presidente.
O julgamento continuará na 5ª feira (22.abr), para analisar um recurso da defesa do ex-presidente. Os advogados pediram a continuidade dos processos e reclamações movidos contra a Justiça de Curitiba, inclusive a ação que pede a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro. Fachin havia determinado a extinção das ações por “perda de objeto”, já que anulou as decisões da Vara.
Em 23 de março, a 2ª Turma do STF decidiu pela suspeição de Moro no caso do tríplex no Guarujá. O plenário pode mudar esse cenário, se entender, conforme quer Fachin, que o ex-juiz não pode ser considerado parcial porque suas decisões foram anuladas.
O julgamento envolvendo o ex-presidente começou na 4ª feira (14.abr). Na sessão, os ministros decidiram que o plenário do Supremo tem competência para julgar o caso.
A questão havia sido alvo de um recurso da defesa de Lula, que pediu para que o caso fosse analisado pela 2ª Turma do STF.
JULGAMENTO
O ministro Edson Fachin rejeitou o recurso da PGR. Disse que não há conexão entre os fatos apontados pelo MPF (Ministério Público Federal) contra Lula e o esquema de desvios na Petrobras -alvo da Operação Lava Jato.
Fachin citou outros casos de ações na Lava Jato que também foram remetidas à Justiça Federal do Distrito Federal. Afirmou que está seguindo as decisões colegiadas do Supremo nesse assunto. “Respostas análogas a casos análogos”, disse.
Declarou que o direito processual penal estabelece a necessidade de anular “atos decisórios praticados por juiz incompetente”, caso da 13ª Vara Federal de Curitiba.
O ministro Nunes Marques defendeu a atribuição da Justiça Federal de Curitiba para julgar os casos de Lula. Disse não ver “qualquer motivo” para decretar a incompetência do juízo e que a competência já foi decidida “pelas 3 instâncias anteriores”. Afirmou que existem conexões entre os processos de Lula e a investigação da Lava Jato
Nunes Marques também discordou da anulação das decisões. “Mesmo que considerássemos tal juízo territorialmente incompetente, eventual prejuízo para a defesa não foi demonstrado”.
O ministro Alexandre de Moraes concordou com o voto do relator, mas discordou do envio dos processos para a Justiça do Distrito Federal. Disse que deveriam ter sido encaminhados para a Justiça Federal de São Paulo. “Não existe prerrogativa de foro de primeira instância territorial. Os casos todos ocorreram em São Paulo”.
A ministra Rosa Weber disse que vê uma ligação “muito distante” entre as condutas pelas quais Lula é acusado e sua repercussão sobre o patrimônio da Petrobras. Weber afirmou que respeita os precedentes estabelecidos pelo colegiado do STF. “O princípio da colegialidade é meio de atribuir autoridade e institucionalidade às decisões desta Casa”.
Covid-19 deixa um milhão à espera por cirurgia não urgente
A preocupação é que os procedimentos têm prazo para serem feitos e, caso não sejam realizados, podem agravar o estado de saúde do paciente. Cerca de 59,8% dos agendamentos caíram no ano passado, se forem considerados os dados da rede pública e privada.
quinta-feira, 15/04/2021, 17:58 – Atualizado em 15/04/2021, 17:58 – Autor: Com informações do O Estado de S.Paulo
A redução das cirurgias eletivas foi uma forma encontrada para atender os pacientes de Covid-19. | Divulgação/Prefeitura de São Paulo.
Pelo menos um milhão de cirurgias eletivas, que são aquelas não urgentes, foram suspensas no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2020, devido à pandemia de covid-19. A informação foi divulgada pelo O Estado de S. Paulo e consta nos dados da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (Abraidi).
A redução das cirurgias eletivas foi uma forma encontrada para atender os pacientes de Covid-19.
Cerca de 59,8% dos procedimentos cirúrgicos caíram no ano passado, se forem considerados os dados da rede pública e privada. A diminuição também aconteceu no faturamento das empresas de produtos para saúde, com queda de 50,8%. Esses e outros dados serão apresentados pela associação, nesta quinta-feira (15), durante um fórum.
O presidente da Abraidi, Sérgio Rocha, explicou que, embora as cirurgias não sejam urgentes, elas têm um prazo para acontecer. Caso contrário, a situação pode paciente pode agravar.
O Estado de S. Paulo detalhou, ainda, que a maioria dos empresários do setor estimam que essas cirurgias só devem retornar totalmente no fim do 2º semestre ou em 2022, quando a maioria da população já estiver vacinada.
Garota de programa é presa acusada de estuprar ex-namorado
Segundo a policia, durante o estupro, a suspeita inseriu dedos e um vibrador no ânus da vítima
quinta-feira, 15/04/2021, 15:40 – Atualizado em 15/04/2021, 15:51 – Autor: Com informações ISTOÉ
Lidia Nayara de Azevedo foi presa em Copacabana, no Rio de Janeiro, sob acusação de estupro | Reprodução .
Uma jovem, que trabalha como garota de programa, identificada como Lidia Nayara de Azevedo, foi presa em Copacabana, no Rio de Janeiro, sob acusação de estupro contra o ex-namorado, um empresário da capital carioca. As informações são do portal IstoÉ.
Lidia teria dopado e abusado do empresário após convidá-lo para ao apartamento onde ela mora, em meio a uma suposta reconciliação.
Para a polícia, o empresário relatou que, depois de chegar à residência de Lidia, recebeu uma bebida adulterada e acabou dormindo por quase 24 horas seguidas. O homem só acordou quando recebeu telefonemas da mãe, que disse ter recebido várias fotos e vídeos enviados pela profissional do sexo. Nas imagens enviadas, a mulher mostrava a sessão de abusos sexuais.
De acordo com as autoridades, durante o estupro, Lidia inseriu dedos e um vibrador no ânus do ex-namorado. Tudo foi registrado por fotos e vídeos, que também foram postados em redes sociais.
O delegado titular da 13ª DP Felipe Santoro, informou que a suspeita foi presa temporariamente pelo crime de estupro. Lidia foi levada para o sistema prisional, onde aguarda decisão da justiça.
Bebê de três meses é largado em quarto de hotel no Pará
Os funcionários do estabelecimento informaram à polícia que a mãe da criança saiu à noite não voltou mais para buscar o filho. O caso está sendo investigado como crime de abandono de incapaz
quinta-feira, 15/04/2021, 14:42 – Atualizado em 15/04/2021, 14:42 – Autor: Com informações Correio de Carajás
Conselho Tutelar foi acionado para resgatar o bebê | Reprodução/WhatsApp .
Apolícia Militar do Pará investiga a identidade e o paradeiro da mãe e do pai de uma criança que foi abandonada em um quarto de hotel, na noite desta quarta-feira (14), às proximidades da Rodoviária de Redenção, no sudeste paraense.
Testemunhas informaram à Policia que a criança, do sexo masculino e aproximadamente dois meses de vida, teria sido deixada no local pela própria mãe. A mulher teria saído na noite anterior e até o dia seguinte não havia retornado ao local.
A gerência do estabelecimento acionou a PM, que se deslocou até lá e constatou o abandono. A polícia acionou o Conselho Tutelar para resgatar o bebê, que recebeu avaliação médica e foi encaminhado para um abrigo da cidade. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia Civil de Redenção, e segundo as autoridades, os responsáveis poderão responder pelo crime de abandono de incapaz.
O Conselho Tutelar informou que, caso os familiares não sejam encontrados, ela será encaminhada para adoção. Para a polícia, as circunstâncias indicam que a mãe do bebê seria usuária de entorpecentes.
No pedido, Botelho argumenta que a lacuna é um um “grande erro jurídico” na legislação e acaba por permitir que os processos de impeachment tenham andamento quando o presidente da mesa “bem quiser”. Para ele, isso tem permitido a utilização dos processos como uma ferramenta de interesses políticos.
Ele alega ainda que a não abertura do processo pode ser compreendida como o cometimento do crime de prevaricação, que é quando uma pessoa cumprindo função pública deixa de realizar o seu dever. Segundo Botelho, caso Lira não se explique pode ser configurada “omissão”.
“A falta de uma regra clara para o devido processo legal nos processos de impeachment, seja de ministro do STF, seja de presidente, é proposital, porque as duas Casas legislativas ficam com as armas nas mãos. O Senado mantém o judiciário sob sua guarda com ameaças de impeachment [contra ministros] e a Câmara Federal contra o Executivo”, explica.
O mandado de injunção funciona como um projeto de lei que parte do judiciário para preencher alguma eventual lacuna existente na legislação. Quando o mandado é acatado, o poder legislativo é cobrado pelo Judiciário para que crie uma legislação, preenchendo a lacuna vigente até aquele momento. Nesse caso, o STF é provocado a exigir que o Legislativo crie regras mais claras sobre o andamento de processos de impeachment, que até o momento não tem prazo de abertura definido.
Chefe da PF é afastado ao pedir investigação contra Salles
O delegado criticou Salles, dizendo ser a primeira vez que viu um titular da pasta se posicionar contra uma ação que mira preservar a floresta amazônica
quinta-feira, 15/04/2021, 15:27 – Atualizado em 15/04/2021, 15:26 – Autor: FOLHAPRESS Reproduzido pelo DOL
| Reprodução/Alesp .
Odiretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, decidiu trocar o chefe do órgão no Amazonas, Alexandre Saraiva.
Saraiva está em atrito com o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) por causa da maior apreensão de madeira do Brasil, como mostrou o jornal Folha de S.Paulo.
O delegado criticou Salles, dizendo ser a primeira vez que viu um titular da pasta se posicionar contra uma ação que mira preservar a floresta amazônica.
“Na Polícia Federal não vai passar boiada”, disse Saraiva à Folha de S.Paulo, usando termo utilizado por Salles em reunião ministerial do ano passado.
Saraiva afirmou que tudo que foi apreendido desde dezembro do ano passado, mais de 200 mil metros cúbicos de madeira, é produto de ação criminosa. Ele disse também que as empresas até agora não apresentaram documentos requisitados pela PF.
Há mais de dez anos ocupando cargos de superintendente na PF (Roraima, Maranhão e Amazonas, agora), Saraiva declarou que as investigadas na ação não podem nem ser chamadas de empresas. “Trata-se de uma organização criminosa.”
O ministro apontou falhas na investigação e defende as empresas. Ele diz que uma “demonização” indevida do setor vai contribuir para aumentar o desmatamento ilegal.
Segundo informações internas da PF, a decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (14), antes do documento enviado ao STF que pede apuração da conduta do integrante do governo.
Saraiva sugere na peça haver indícios de dois crimes: advocacia administrativa e tentativa de obstrução de investigação de organização criminosa.
Maiurino escolheu o delegado Leandro Almada para substituí-lo. O policial foi o número 2 da gestão de Saraiva e comandou o grupo de investigações ambientais na superintendência.
O novo diretor-geral está fazendo diversas mudanças no órgão. Em São Paulo, ele tirou o chefe que não tinha nem um mês no cargo e fugiu do padrão ao escolher o substituto.
Dono das Casas Bahia dava mimos a crianças em troca de sexo
Vítimas relatam abusos cometido por empresários. Morto em 2014, ele mantinha uma rotina de exploração sexual de meninas entre 9 e 17 anos dentro da própria sede da Casas Bahia, além de imóveis de sua propriedade.
quinta-feira, 15/04/2021, 15:05 – Atualizado em 15/04/2021, 15:05 – Autor: Com informações do Ig
| Reprodução .
A história de vida do fundador da Casas Bahia, Samuel Klein, também conhecido como “rei do varejo” carrega um passado tenebroso, onde o mesmo usava seu poder como empresário para, supostamente, manter um esquema de aliciamento de crianças e adolescentes para a prática de exploração sexual. As informações são do portal IG.
O esquema, que durou cerca de duas décadas, acontecia dentro da sede da empresa, em São Caetano do Sul, além de outras lojas em Santos, São Vicente, Guarujá e Angra dos Reis. O filho do empresário, Saul Klein, também teria participação nos crimes. Ele é investigado por aliciamento e estupro de mais de 30 mulheres.
Uma das vítimas do suposto esquema falou sobre os abusos. Karina Lopes Carvalhal, hoje com 40 anos, relatou que ficou sabendo pela irmã, de 12 anos, que o empresário dava dinheiro e presentes a menores de idade que fossem à sede da empresa. Na época, ela tinha 9 anos e topou ir ao local para ganhar um tênis. “Eu não tinha um tênis pra pôr, usava o das minhas irmãs, meus dedos eram todos tortos”, contou.
Ela ainda deu detalhes sobre a ida até a empresa. “Minha irmã tinha me dito: ‘Ká, não se assuste porque ele vai te dar um beijinho’. Mas ele me cumprimentou e já passou a mão nos meus peitos. Ele dizia: ‘Ah, que moça bonita. Muito linda’”, ela relembra. A mulher conta que recebeu uma quantia em dinheiro e um tênis da marca Bical.
“A gente ficava contente que tinha ganhado um tênis. Não tínhamos noção dessa situação de violência”, avalia Karina.
Quando retornou à empresa, ela diz que as situações de exploração sexual ganharam escala e se tornaram parte da rotina. “A segunda vez, ele já me levou pro quartinho”, revelou. Ela ainda disse que o empresário tinha um quarto anexo ao escritório, onde havia uma cama hospitalar.
Karina não teria sido a única vítima do acusado. O empresário mantinha uma rotina de exploração sexual de meninas entre 9 e 17 anos dentro da própria sede da Casas Bahia, além de imóveis de sua propriedade.
Samuel morreu em 2014, mas o filho segue sendo investigado por, pelo o que tudo indica, seguir os mesmos passos do pai.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.