Operação Cítrico apura desvio de até R$ 270 milhões e elo de agentes políticos com o Comando Vermelho. Ação afastou o prefeito e outros servidores.
Por g1 PB
O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), foi afastado após uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (14), que investiga um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e a ligação de agentes políticos com uma facção criminosa. O afastamento ocorreu dois dias depois das eleições suplementares de Cabedelo, neste domingo (12), quando o prefeito foi eleito.
O afastamento de Edvaldo Neto foi determinado por decisão da Justiça. Edvaldo ocupa o cargo de prefeito de forma interina desde 2025, quando o então prefeito André Coutinho (Avante) foi cassado, também por suspeita de relação com facção criminosa. Quem assume a prefeitura é o presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, José Pereira.
Em nota divulgada, a defesa do prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, esclarece que a medida é “de natureza provisória” e “que não implica qualquer juízo definitivo de culpa”. A nota também reforça que “o prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública”.
De acordo com a apuração da TV Cabo Branco, estão entre os alvos da operação:
- Edvaldo Manoel de Lima Neto
- Josenilda Batista dos Santos
- Vitor Hugo Peixoto Castelliano
- Luciano Junior da Silva
- Aldecir Monteiro da Silva
- Rougger Xavier Guerra Junior
- Diego Carvalho Martins
- Rita Bernadeth Moura Medeiros
- Claudio Fernandes de Lima Monteiro
- Cynthia Denize Silva Cordeiro
- Tanison da Silva Santos
- Genilton Martins de Brito
- Manuella Trevizan da Silva
Segundo a investigação, um consórcio entre políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos.

Apartamento do prefeito de Cabedelo foi alvo de mandado de busca e apreensão — Foto: Zuila David/TV Cabo Branco
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços foi um apartamento do prefeito Edvaldo Neto, localizado em Intermares. A Polícia Federal ainda não detalhou material apreendido.
Além do afastamento do prefeito, outros servidores públicos foram afastados por determinação judicial, para preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas. Os nomes dos demais servidores afastados não foram divulgados até o momento.



Saiba mais
Gilmar Mendes manda suspender “penduricalhos” do Judiciário e do MP
Pressão política empurrou STF para tirar Toffoli do caso Master
Câmara aprova urgência de projeto para quebrar patente do Mounjaro