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DESDE 2008

A exposição do conflito atende a um cálculo político: impedir que o desgaste consuma toda a família e deixe Bolsonaro sem alternativa

26/06/2026 06:00, atualizado 26/06/2026 09:33
Metrópoles
São inúmeras as versões para o vídeo de Michelle Bolsonaro detonando o enteado. Por que divulgá-lo agora se o diálogo narrado ocorreu em dezembro? Por que torná-lo público poucos minutos antes do jogo do Brasil? Por que escolher justamente um dia ruim para a campanha de Lula? E por que Jair Bolsonaro autorizou a divulgação?
A direita não costuma dar um passo sem combinar o jogo. E prospera em ambientes de polêmica.
O país não pararia para ouvir Michelle Bolsonaro a poucos minutos do jogo da Seleção se não houvesse os ingredientes de um enredo irresistível: drama, treta familiar, traição e bate-boca – tudo o que o brasileiro adora acompanhar em uma novela.

Pode parecer contraditório que a família se beneficie da própria autofagia. Mas é assim que a direita atua. Se alguém ainda duvida de que Flávio será atingido pelo “furacão Vorcaro”, o vídeo de Michelle mostrou que a família tem certeza.

Ao “romper” com o enteado, Michelle evita que a lama respingue sobre todo o clã. Não há outro nome no banco de reservas da família na disputa eleitoral. Carlos, Eduardo e Jair Renan dispensam comentários.