PM de Pernambuco troca de comando três dias depois de ação violenta durante protesto no Recife
Por meio de nota, o governador anunciou, na noite desta terça (1º), que ‘aceitou a exoneração’ do coronel Vanildo Maranhão. Ele será substituído pelo coronel José Roberto Santana, que era diretor de Planejamento Operacional.
Por G1 PE
01/06/2021 21h16 Atualizado há 23 minutos

Após ação violenta no Recife, comandante da PM de Pernambuco foi exonerado pelo governador, nesta terça (1º)
O governo de Pernambuco anunciou, na noite desta terça (1º), a mudança no comando da Polícia Militar. A exoneração do coronel Vanildo Maranhão ocorreu três dias depois de uma ação violenta de PMs que deixou feridos, presos e provocou reação sobre a conduta da tropa, durante protestos contra o presidente Bolsonaro (sem partido), no sábado (29), no Centro do Recife .
O coronel Vanildo Maranhão, segundo o governo, foi substituído pelo coronel José Roberto Santana. O oficial, que ocupava o cargo de diretor de Planejamento Operacional da PM, será nomeado na quarta (2).
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Comandante da PM de Pernambuco, coronel Vanildo Maranhão, pediu exoneração, segundo o governo do estado, e deixa o cargo — Foto: Reprodução/TV Globo
Por meio de nota, o estado informou que “o governador Paulo Câmara (PSB) “aceitou o pedido de exoneração” do comandante da Polícia Militar, Vanildo Maranhão, feito no início da noite desta terça-feira”.
Sobre os procedimentos abertos para apurar a conduta dos PMs, o governo disse que “as investigações sobre as responsabilidades das agressões praticadas por policiais militares durante a manifestação ocorrida no último sábado no centro do Recife continuam”.
Por fim, a nota afirma que “há procedimentos investigatórios instaurados pela Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social e pela Polícia Civil”.
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PMs atiraram balas de borracha e gás lacrimogêneo contra participantes de protesto contra Bolsonaro no Recife — Foto: Agência JCMazella/Sintepe/Divulgação
Violência
A ação truculenta deixou pessoas feridas e duas delas tiveram perda parcial de visão. A vereadora Liana Cirne (PT) foi atingida por spray de pimenta no rosto. O cantor Afroito foi preso na manifestação e disse que temeu ser sufocado .

Moradores de prédios do centro acompanharam a violência dos policiais da janela
Ainda no sábado (29), a vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) declarou que o estado não tinha determinado a ação. O governador Paulo Câmara informou, no mesmo dia, que tinha afastado o comandante da ação e policias envolvidos.
No entanto, até esta terça, o estado ainda não tinha divulgado os nomes dos PMs punidos. Na segunda (31), o secretário de Justiça, Pedro Eurico, repetiu que a ordem não partiu do governo e disse que não “há uma Polícia Militar paralela em Pernambuco”.
Antes do anúncio da troca de comando na PM, o secretário de Defesa Social (SDS) esteve, nesta terça, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Ele participou de uma reunião na Comissão de Direitos Humanos. mas saiu sem falar com a imprensa. Para os parlamentares, falta esclarecer de onde partiu a ordem para atirar nos manifestantes.
A presidente do colegiado, Jô Cavalcant , do coletivo Juntas (PSOL), disse que ficaram faltando respostas. O presidente do Legislativo afirmou que o secretário disse que a ordem não teria partido dele, mas não disse que determinou a repressão.
Também nesta terça Também nesta terça, a Associação Pernambucana de Cabos e Soldados deu uma versão da tropa para a ação violenta de sábado.
Presidente da entidade, Albérisson Carlos afirmou que o Batalhão de Choque não “saiu do quartel a seu bel-prazer”. Declarou também que nenhum “policiamento especializado vai para aquele local por vontade própria e que vai porque quem está monitorando sentiu a necessidade”.







