Lewandowski determina suspensão de ação contra Lula por compra de caças suecos

2 de março de 2022 at 16:14
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é cotado para representar o partido nas eleições de 2022 - Divulgação/Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é cotado para representar o partido nas eleições de 2022Imagem: Divulgação/Ricardo Stuckert

Segundo o Ministério Público, ex-presidente teria cometido suposto tráfico de influência em troca de dinheiro na compra de 36 aviões-caça GripenCaça F-39E Gripen, da FABCaça F-39E Gripen, da FAB23/10/2020REUTERS/Adriano Machado

Gabriel Hirabahasida CNN

em Brasília02/03/2022 às 15:57 | Atualizado 02/03/2022 às 16:05.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (2) a suspensão da ação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) envolvendo a compra de aviões-caça Gripen, de uma empresa sueca.

Lewandowski atendeu a um pedido feito pela defesa de Lula.

Segundo o ministro, há “plausibilidade das alegações referentes ao cometimento de atos comissivos e omissivos, eivados pelos vícios da suspeição e incompetência, por parte dos Procuradores da República indigitados pela defesa”, o que, de acordo com Lewandowski, já foi reconhecido em outros processos no STF.

“Não é possível ignorar, pois, que os Procuradores República responsáveis pela denúncia referente à compra dos caças suecos agiam de forma concertada com os integrantes da “Lava Jato” de Curitiba, por meio do aplicativo Telegram, para urdirem, ao que tudo indica, de forma artificiosa, a acusação contra o reclamante, valendo lembrar que investigações do mesmo jaez, relativas aos casos “Triplex do Guarujá” e “Sítio de Atibaia”, foram consideradas inaproveitáveis pelo Supremo Tribunal Federal, por afronta, dentre outros, aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório”, afirmou o ministro na decisão.

Lula é acusado de ter cometido suposto tráfico de influência em troca de dinheiro na compra, pelo governo brasileiro, de 36 aviões-caça de uma empresa sueca. À época, ele já não era mais presidente da República.

Segundo o Ministério Público, ele teria indicado que poderia influenciar a então presidente Dilma Rousseff a comprar os aviões da empresa sueca SAAB, e não os da empresa francesa Dassault.