Esquerda anuncia adesão a bloco de Maia depois de PT chegar a acordo
Grupo se fortalece contra Lira
Opositores deverão ter candidato
Bloco reúne 269 deputados

CAIO SPECHOTO PODER360
18.dez.2020 (sexta-feira) – 17h32
atualizado: 18.dez.2020 (sexta-feira) – 17h32
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou ao lado dos partidos de esquerda adesão dessas siglas ao seu bloco na disputa pela presidência da Câmara.
Assinaram a carta lida por Maia no anúncio representantes dos seguintes partidos: PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PC do B, Rede. Essas siglas reunem 269 deputados.
Ainda, há 12 deputados do PSL que estão suspensos e não estão sendo contados na bancada pela Câmara.
Maia busca fortalecer seu candidato, ainda indefinido, contra Arthur Lira (PP-AL), que já se lançou na corrida. Os mais cotados para se candidatar no grupo do atual presidente da Câmara são Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Baleia Rossi (MDB-SP).
“Nós nos fortalecemos nas divergências, no respeito, na civilidade e nas regras do jogo democrático”, disse Maia em nota lida no anúncio. Ele se refere à proximidade de Lira com o governo federal.
“Essa não é a eleição entre o candidato A ou candidato B, é a eleição entre ser livre e subserviente”, disse Maia. “Ser fiel aos fatos ou devoto das fake news”.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), disse que deverá haver uma candidatura na esquerda dentro do bloco, além da candidatura do escolhido de Maia e seu grupo.
“A adesão do bloco não significa adesão à candidatura. A oposição construirá um nome para apresentar ao bloco também com alternativa”, disse a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
A tendência é que no 2º turno os partidos de esquerda convirjam ao grupo de Maia. PDT e PSB estavam próximos do atual presidente da Câmara há mais tempo. O PT resistia a aderir ao bloco sem saber quem será o candidato.







