NDICADOR

18 de dezembro de 2020 at 09:03

Belém tem o pior PIB entre as capitais, segundo o IBGE

Segundo levantamento referente ao ano de 2018, a capital paraense está na lanterna do índice per capita, com R$ 21 mil por habitante

Diário do Pará

Belém fica atrás no PIB per capita de outras cidades paraenses, como Vitória do Xingu e Parauapebas

Belém fica atrás no PIB per capita de outras cidades paraenses, como Vitória do Xingu e Parauapebas | Rogério Uchoa

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios de 2018. O levantamento foi realizado pelo IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, as Secretarias Estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Na comparação entre os PIBs de todas as capitais brasileiras e Distrito Federal, Belém ficou na 13ª posição, sendo São Paulo e Rio de Janeiro as duas maiores. Porém, quanto ao PIB per capita, um importante indicador da renda do município que mostra a proporção quanto à população residente, a capital paraense aparece como a última do país, com R$ 21.191,47.

Vitória do Xingu, com R$292 mil de PIB per capta, ficou na primeira colocação dentre os municípios do Pará, graças ao elevado valor monetário da energia produzida pela UHE de Belo Monte e a reduzida população do município. A mesma lógica garantiu boas colocações também a outros municípios com grandes projetos econômicos e população de pequeno ou médio porte, como Canaã dos Carajás (R$197 mil) e Parauapebas (R$79 mil) por causa da extração mineral; e Tucuruí (R$67 mil), pela presença da usina hidrelétrica. Já os municípios de Terra Alta (R$6,1 mil) e Cachoeira do Piriá (R$5,4 mil) ficaram nas duas últimas colocações dentro do conjunto de municípios do Pará.

Belém também está entre as doze capitais brasileiras com PIBs que representam menos de 30% do agregado de seus estados. Entre essas capitais, Belém é a de menor representatividade, contribuindo com apenas 19,5% do PIB do Pará. Em seguida, Palmas (TO), com 26,4%; e Recife (PE), com 28,1%.

INTERIOR

Entre os municípios do interior do Pará, destacam-se nacionalmente Parauapebas, considerado município polo na região Sudeste do estado, que em 2018 aparece em 61ª posição na lista dos 100 municípios com maiores PIBs do país, e na lista dos 20 municípios brasileiros de maior participação no valor adicionado da indústria em 2018.

Também foi destaque o município de Vitória do Xingu, no Sudoeste do Pará, que, graças à já citada produção de energia hidrelétrica, ocupa a sétima posição entre os dez municípios brasileiros.

O município paraense com maior valor adicionado bruto da agropecuária no Pará foi Ulianópolis, com R$ 817 milhões, seguido de Acará (R$ 495 milhões) e São Félix do Xingu (R$ 471 milhões). No conjunto das atividades industriais, Parauapebas foi o município com maior valor adicionado bruto, com R$ 11 bilhões, seguido por Tucuruí (R$ 6,2 bilhões) e Canaã dos Carajás (R$ 5,4 bilhões). Neste indicador, Belém ocupou o 5ª lugar (R$ 3,8 bilhões).

Candidatos com apoio do governo saem na frente por Câmara e Senado

18 de dezembro de 2020 at 08:15

Lira sai na frente entre deputados

Alcolumbre articula por Pacheco

Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre tentavam recondução às lideranças da Câmara e do Senado.Pedro França/Agência Senado

MATEUS MAIA PODER360
18.dez.2020 (sexta-feira) – 6h00

Desde que o STF (Supremo Tribunal Federal) barrou a candidatura dos atuais presidentes da Câmara e do Senado para mais um mandato nos cargos, as negociações para sucedê-los se intensificou. O deputado Arthur Lira (PP-AL), por exemplo, anunciou a candidatura e já angariou mais de 200 votos em seu favor. Disputa com nome ainda desconhecido de grupo encabeçado por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

No Senado, a corrida eleitoral está menos avançada. Ainda não há decisões de bancadas completas para os candidatos postos. Quem sai na frente é o grupo do atual presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP), que apadrinhou a candidatura de seu correligionário Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Sua equipe conta com pelo menos 20 votos, mas de apoios individuais.

Do outro lado, o MDB, maior partido da Casa –que tradicionalmente ocupa o cargo– ainda não decidiu quem apoiará de seus 4 nomes possíveis. Eduardo Braga (AM), Eduardo Gomes (TO), Fernando Bezerra (PE) e Simone Tebet (MS), começaram suas próprias campanhas para tentar angariar os 41 votos necessários para se tornar presidente do Senado.

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Contando as bancadas dos partidos que estão em torno de cada grupo político que disputa a presidência da Casa, Arthur Lira tem 204 votos. O bloco de Rodrigo Maia, 146. O Drive não considerou os 12 deputados suspensos do PSL.

A esquerda se uniu contra Lira. PT, PSB, PDT, Psol e PC do B ainda não anunciaram apoio ao grupo de Maia, mas tendem a embarcar no candidato desse bloco ao menos no 2º turno. Os mais cotados são Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Baleia Rossi (MDB-SP). Confirmado o movimento, o jogo penderá para o lado de Maia.

Deputados do PSB já se mostraram simpáticos a Lira. O Solidariedade, que está no bloco do pepista, ainda quer ouvir os outros concorrentes. Esses são exemplos de como o cenário é fluido.

Como a votação é secreta, deputados podem votar contra a orientação dos partidos sem serem punidos. Mas os blocos são importantes para garantir espaços como cargos na Mesa Diretora e presidências de comissões.

As eleições da Câmara e do Senado estão marcadas para 1º de fevereiro de 2021. Quem for eleito terá mandato de 2 anos.

SENADO FEDERAL

Na Casa, o mais adiantado é Rodrigo Pacheco. A equipe de Alcolumbre conta pelo menos 20 votos em seu candidato à presidência segundo apurou o Poder360. Ainda não há bancadas fechadas em torno do projeto demista, mas o amapaense coleciona indicações de votos individuais. Para que um candidato seja eleito precisa de 41 votos.

Os apoios que Alcolumbre tem conseguido vêm a conta-gotas por estratégia do próprio senador. O congressista tem conversado individualmente com seus colegas para tentar viabilizar seu sucessor.

Ao seu lado tem o presidente Jair Bolsonaro. Este prometeu ao amapaense uma vaga na Esplanada em 2021. O atual presidente do Senado, que deixa o posto em 1º de fevereiro, poderá escolher a pasta que desejar.

Aliados de Alcolumbre entendem que ele deve pedir para ser articulador político de Bolsonaro, função hoje desempenhada pelo general Luiz Eduardo Ramos, que é ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, com sala no 4º andar do Palácio do Planalto.

Até o final de janeiro, Alcolumbre está comissionado para ajudar a coordenar a escolha de um candidato a presidente do Senado pelos próximos 2 anos. A eleição é em 1º de fevereiro.

Nesta 4ª feira (16.dez), representantes do partido se reuniram e anunciaram que terá um único nome. A promessa foi recebida com desconfiança por alguns senadores, principalmente os mais ligados a Alcolumbre.

O fato é que a partir do acordo, os 4 nomes postulantes dentro da sigla, Eduardo Braga (AM), Eduardo Gomes (TO), Fernando Bezerra (PE) e Simone Tebet (MS), começam suas próprias campanhas para tentar angariar os 41 votos necessários para se tornar presidente do Senado.

Saem já com 13 votos, por serem da maior bancada da Casa, se conseguirem angariar apoios de grandes partidos que estão indecisos como o PSD, que tem 12 senadores, o Podemos, que tem 10 votos (e resistência a estar ao lado de Bolsonaro), o PP e o PSDB, com 7 votos cada (podem se cacifar e atrair a atenção do Planalto).

Outro player decisivo na tentativa de alcançar a quantidade de votos necessária é a oposição. Os partidos do bloco irão se reunir em 23 de dezembro para fechar a quem darão apoio na eleição. Reunirão-se PT, Rede, Cidadania, PSB e PDT. Juntos, têm 15 votos.

A ideia é ter posição única, o que é difícil de acontecer já que dentro da oposição há senadores que já prometeram apoio ao candidato de Alcolumbre. O PT, por exemplo, que é a maior bancada desse grupo com 6 senadores, cogita seguir com Pacheco apesar de ainda não ter anunciado posicionamento oficial.

‘A Caipirinha’, de Tarsila do Amaral, é leiloada por R$ 57,5 milhões, maior valor já pago por uma obra brasileira em venda pública

17 de dezembro de 2020 at 21:56

Leilão que arrematou a obra nesta quinta (17) durou apenas 15 minutos e teve 19 lances. O quadro de 1923 foi arrematada por colecionador brasileiro e deve permanecer no país.

Por G1 SP — São Paulo

Obra "A Caipirinha", de Tarsila do Amaral, leiloada em SP nesta quinta (17). — Foto: Divulgação/Bolsa de Arte

Obra “A Caipirinha”, de Tarsila do Amaral, leiloada em SP nesta quinta (17). — Foto: Divulgação/Bolsa de Arte

O quadro “A Caipirinha”, da artista plástica Tarsila do Amaral, foi leiloado nesta quinta-feira (17) por R$ 57,5 milhões e bateu o recorde de preço pago por uma obra em venda pública no Brasil, segundo a Bolsa de Arte de São Paulo.

O leilão da obra durou cerca de 15 minutos e tinha o lance mínimo de R$ 47,6 milhões. Após 19 lances, a obra foi vendida por R$ 57,5 milhões, estabelecendo um novo recorde para a arte brasileira.

O recorde anterior pertencia ao pintor Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), cuja tela ‘Vaso de Flores’ foi arrematado em 2015 por R$ 5,7 milhões, e do quadro “Superfície Modulada nº 4”, de Lygia Clark, que alcançou R$ 5,3 milhões em 2013.

Adquirida por um colecionador brasileiro, ‘A Caipirinha’, de 1923, deverá permanecer no país. Antes da entrega ao novo comprador, o público tem ainda uma última chance para conhecer ao vivo a obra da pintora modernista brasileira, que fica em exposição até esta sexta-feira (18), na Bolsa de Arte de São Paulo. A galeria fica na Rua Rio Preto, 63 – Jardim Paulista, Zona Sul da capital, e a visitação acontece das 11h às 19h.

Criado por Tarsila em 1923, quando ela morava com o poeta Oswald de Andrade em Paris, o diretor da casa de leilões Bolsa de Arte de São Paulo, Jones Bergamin, afirma que “A Caipirinha” pode ser considerada “a primeira obra realmente moderna do país”.

PONTA DA AGULHA

17 de dezembro de 2020 at 20:24

STF decide que vacinação contra covid-19 poderá ser obrigatória

Decisão não permite vacinação a força, mas sanção para não vacinados

 Agência Brasil

 Minsa/Peru

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu aval hoje (17) para que os governos locais possam estabelecer medidas para vacinação compulsória da população contra a covid-19. Conforme o entendimento, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios podem estabelecer medidas legais pela obrigatoriedade, mas não podem determinar a vacinação forçada. 

O caso foi julgado de forma preventiva. Até o momento, nenhum dos laboratórios que desenvolvem a vacina contra o novo coronavírus pediu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização do produto. 

Com a decisão, nenhuma lei poderá prever que o cidadão seja levado à força para tomar a vacina, mas a eventual norma poderá prever a restrição de direitos pela falta de comprovação da vacinação, como deixar de receber um benefício, ser proibido de entrar em algum lugar ou ser impedido de realizar matricula escolar na rede pública de ensino. 

No mesmo julgamento, a Corte decidiu que pais ou responsáveis de crianças e adolescentes também são obrigados a vacinarem seus filhos. 

O entendimento do Supremo foi firmado no julgamento de três processos. A Corte julgou ações protocoladas pelo PDT para que o tribunal reconheça a competência de estados e municípios para determinar a vacinação compulsória e pelo PTB, cujo objetivo era garantir que a imunização não seja compulsória. Também foi julgado o caso de uma casal vegano que se recusou a vacinar os filhos por convicções pessoais. Esse caso chegou ao STF antes da pandemia. 

VOTOS

No julgamento, prevaleceu o voto do ministro Ricardo Lewandowski, proferido na sessão de ontem (16), e do ministro Luis Roberto Barroso, relatores das ações. Segundo Lewandowski, a vacinação forçada da população é inconstitucional. No entanto, os governos podem aprovar medidas para determinar indiretamente a vacinação compulsória. 

Barroso disse que a liberdade de consciência e de crença devem ser respeitadas, mas devem prevalecer os direitos da coletividade. O ministro citou que a vacinação compulsória começou a ser prevista em lei na época da monarquia no Brasil. “Não é novidade a obrigatoriedade de vacinas no direito brasileiro”, disse.  

Para o ministro Alexandre de Moraes, é obrigação do Poder Público a realização da vacinação compulsória da população, sob pena de responsabilização dos agentes públicos. 

“Cada brasileiro terá a obrigação de se vacinar, o que não significa que poderá ser lavado de forma forçada até a vacina. Obrigatoriedade não significa isso. A obrigatoriedade significa que eventual descumprimento levará a uma sanção”, afirmou. 

O entendimento também foi seguido pela ministra Rosa Weber e os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e o presidente, Luiz Fux. Nunes Marques ficou vencido ao entender que a vacinação obrigatória deve ocorrer somente em último caso.

TRAGÉDIA

17 de dezembro de 2020 at 19:05

Imagem forte: funcionário não aceita demissão, mata patrão e depois se mata

Toda a ação foi flagrada por câmeras de segurança do local.

Com informações do portal CM7

Segundo a polícia, atirador trabalho por mais de 15 anos na loja e havia sido demitido há um ano.

 Segundo a polícia, atirador trabalho por mais de 15 anos na loja e havia sido demitido há um ano. | Reprodução

Um ex-funcionário de uma ferragista assassinou o gerente da empresa com um tiro, atingiu outro colaborador na perna e depois se matou. O crime ocorreu na última quarta-feira (16), na Vila Morais, em Goiânia. As informações são do portal CM7. 

De acordo com a Polícia Militar, o atirador trabalhou na loja de ferramentas por mais de 15 anos e havia sido demitido há um ano. O crime teria sido motivado por não aceitar ter sido desligado da empresa.

Segundo o tenente da PM Gustavo Arantes, o atirador “achava que o gerente era o responsável pela demissão dele naquela época. Por isso, ele voltou esse tempo depois para matá-lo”

Nas imagens é possível ver o atirador invadindo a sala do gerente e efetuando os disparos. O gerente. identificado como José Edilson da Silva, morreu na hora. O subgerente da empresa também era alvo do ex-funcionário, mas conseguiu fugir antes de ser atingido.

 VEJA O VÍDEO!

O funcionário baleado na perna tem 37 anos e está no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). A unidade de saúde informou que ele teve perfuração na coxa esquerda e seu quadro de saúde é considerado regular.

DEMISSÃO

O atirador foi identificado pela polícia como Marciano Leodorico da Silva. Após o crime, ele fica algum tempo olhando o gerente caído no chão, depois pega o revólver e atira contra a própria cabeça.

Testemunhas relataram à PM que ao sair da empresa, em 2019, o ex-funcionário disse para o gerente que mataria ele e o subgerente. Neste tempo, funcionários contaram aos policiais que o atirador fez ameaças constantes ao gerente pelas redes sociais.

Lewandowski autoriza que estados e municípios importem vacinas usadas em outros países se Anvisa descumprir prazo

17 de dezembro de 2020 at 18:01

Ministro do STF liberou compra de vacina com registro definitivo no exterior se Anvisa não expedir liberação em até 72 horas. Lei já prevê prazo; ação da OAB pede ‘plena vigência’.

Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STFRicardo Lewandowski autorizou nesta quinta-feira (17) que estados e municípios importem e distribuam qualquer vacina contra Covid-19 com registro nas principais agências reguladoras internacionais, caso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não expeça autorização em até 72 horas após o recebimento do pedido.

Segundo Lewandowski, estados, municípios e o Distrito Federa poderão importar e distribuir as vacinas “no caso de descumprimento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, recentemente tornado público pela União, ou na hipótese de que este não proveja cobertura imunológica tempestiva e suficiente contra a doença”.

A decisão foi dada em uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade argumenta junto ao STF que essa dispensa de autorização deve valer para imunizantes que tiverem obtido registro em renomadas agências de regulação no exterior.

Em nota, a Anvisa afirmou que tem “conduta legalista”. “Dessa forma, determinações do Supremo Tribunal Federal não se discutem, se cumprem”, diz a agência.

A liberação em até 72 horas já está prevista na chamada “Lei Covid”, aprovada pelo Congresso Nacional no início da pandemia. A ação pede que o Supremo declare a “plena vigência e aplicabilidade” da legislação.

Anvisa estabelece prazo de até 10 dias para autorizar uso emergencial de vacinas

Anvisa estabelece prazo de até 10 dias para autorizar uso emergencial de vacinas

A entidade também disse ao Supremo que a demora em divulgar e dar início ao plano de vacinação coloca em risco o direito à saúde, a saúde pública, a integridade física dos cidadãos e o direito humano e fundamental à vida.

As possibilidades de registro na Anvisa são:

  • Anvisa – registro definitivo: os desenvolvedores submetem o pedido de registro à Anvisa apenas após concluírem as 3 fases de testes da vacina. Para acelerar o trâmite, a agência criou o procedimento de submissão contínua de dados.
  • Anvisa – uso emergencial: permite aos desenvolvedores enviarem os dados que comprovem eficácia e segurança antes de terminarem a fase 3 da vacina. Na segunda (14), a Anvisa informou que pode levar até dez dias para concluir essa análise.
  • Lei Covid: Prevê que a Anvisa terá o prazo de 72 horas para conceder a autorização caso o imunizante tenha conseguido registro no Japão, nos EUA, na Europa ou na China. Caso o prazo não seja cumprido e a Anvisa não se manifeste, a autorização é concedida automaticamente.

Registro fora do país

A possibilidade de registro alternativo foi aberta com a lei 13.979, de fevereiro, relacionada ao estado de calamidade pública. Ela recebeu em maio o complemento da lei nº 14.006. Em conjunto, a legislação atual permite que os estados importem e distribuam vacinas contra a Covid-19 que ainda não tenham sido registradas pela Anvisa.

Para tanto, o imunizante precisa do registro em alguma das seguintes agências reguladoras de saúde: Estados Unidos, Europa, Japão ou China.

A “Lei Covid”, como ficou conhecida a lei nº 14.006, não muda o que prevê a Constituição Federal sobre as competências da Anvisa, uma vez que a agência ainda é a única com autoridade para registrar qualquer medicamento e insumo no país.

Porém, segundo o médico e advogado sanitarista do Centro de Pesquisa em Direito Sanitário da Universidade de São Paulo, Daniel Dourado, a lei aprovada na pandemia serve para garantir rapidez ao processo de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 que já foram aprovadas pela comunidade internacional, obrigando o órgão regulador brasileiro a conceder autorização em até 72 horas após a submissão do pedido.

“A ‘Lei Covid’ aprovou o que o Congresso chama de ‘autorização excepcional e temporária’, algo ainda sem precedente no Brasil”, diz Dourado.

O sanitarista aponta que, apesar de a lei prever aprovação automática caso a Anvisa não se manifeste dentro do prazo, será preciso acionar o Supremo Tribunal Federal (STF).

“É possível que um estado, por exemplo, consiga distribuir uma vacina contra a Covid-19 sem que a Anvisa tenha feito o registro. O estado precisa judicializar a questão no STF e mostrar que a vacina em questão já foi aprovada em alguma das quatro agências reguladoras internacionais estipuladas na lei”, aponta o especialista.

MEDIDA DE SEGURANÇA

17 de dezembro de 2020 at 15:42

Após Belém e Salinas, Prefeitura proíbe realização de festas em Algodoal

O decreto prevê ainda, “aplicação de multas e demais penalidades, aqueles que descumprirem as medidas”.

 Diário Online

Prefeitura de Maracanã proibiu realização de festas estas de Natal, Réveillon e confraternizações no município.

 Prefeitura de Maracanã proibiu realização de festas estas de Natal, Réveillon e confraternizações no município. | Agência Pará

Foi a vez da Prefeitura de Maracanã, no nordeste paraense, se manifestar sobre a realização das festas de final de ano. Após a proibição em Belém e Salinas, a vila de Algodoal, um dos locais também procurados neste período, terá algumas proibições. 

O decreto nº 271/2020, com validade a partir desta quinta-feira (17), proíbe, a partir das 18h dos dias 24 e 31 de dezembro, até às 12h do dia 25 de dezembro e 1º de janeiro, “atividades festivas em bares, restaurantes, lanchonetes, casas noturnas, boates e similares”.

Também está proibida, “a realização de festas de Natal, Réveillon e confraternizações de qualquer natureza em clubes, espaços públicos, hotéis, além de shows musicais e pirotécnicos, em ambientes abertos ou fechados, com ou sem a cobrança de ingressos”.

Prefeitura de Belém proíbe festas de natal e ano novo e autoriza funcionamento de shoppings e comércio

Justiça proíbe realização de festas de fim de ano em Salinas

O decreto prevê ainda, “aplicação de multas e demais penalidades, aqueles que descumprirem as disposições” contidas no documento, ressaltando que “permanecem inalterados e em plena vigência as demais disposições do Decreto nº271/2020”.

A decisão, no entanto, gerou controvérsias entre os moradores e frequentadoras da ilha. “Já acabou a eleição e agora o vírus voltou de férias”, ironizou um. “Podemos ter a certeza que parando os eventos nesse intervalo, não vai ter aglomeração e o vírus não vai se propagar. A secretaria de saúde merece um prêmio: troféu hipocrisia”, criticou mais um. “A Prefeitura de Maracanã está de parabéns pela medida”, elogiou outro. 

MEDIDAS

17 de dezembro de 2020 at 15:25

Policiais envolvidos na agressão de mulher em barco em Breves são afastados 

O caso aconteceu na quarta-feira (16), em uma embarcação de vinha de Breves para Belém

Diário Online

Imagens foram flagradas por passageiros

 Imagens foram flagradas por passageiros | Reprodução

Os três policiais, sendo um escrivão e dois investigadores, envolvidos na agressão de uma mulher em uma embarcação, em Breves, foram afastados de suas atividades. A informação foi divulgada pelo titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Ualame Machado, durante coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (17), na sede do órgão, em Belém.  

Vídeo: policial agride passageira em embarcação no Marajó

‘Fui coagida a fazer um vídeo pedindo desculpa’, denuncia passageira agredida por policiais

Os policiais foram afastados preventivamente de suas atividades, além de terem suas armas e carteiras funcionais retiradas. Eles aguardarão a conclusão do perecimento sem estar em exercício das atividades. 

Ualame informou, ainda, que os três policiais são lotados em Portel e foram autuados em flagrante por Abuso de Autoridade e lesão corporal. Testemunhas que estavam na embarcação no momento da confusão foram ouvidas. 

GOVERNADOR SE PRONUNCIA SOBRE O CASO

Na manhã de hoje, o governador Helder Barbalho se pronunciou sobre o caso e classificou o caso como “inaceitável e lamentável”. Ele disse, ainda, que “o Estado não irá tolerar esses tipos de excessos”, além de pedir urgência na apuração do caso. 

Bolsonaro diz que Alcolumbre poderá escolher o ministério que quiser em 2021

17 de dezembro de 2020 at 14:44

Pode ir para a articulação política

Ramos iria para Secretaria Geral

Centrão ficaria com a Cidadania

Mudanças serão só em fevereiro

Presidente Jair Bolsonaro e o senador Davi Alcolumbre no Palácio da Alvorada. Devem escolher juntos o sucessor do amapaense para a presidência do SenadoSérgio Lima/Poder360 – 12.ago.2020

MATEUS MAIA PODER360
17.dez.2020 (quinta-feira) – 14h21

O presidente Jair Bolsonaro prometeu ao senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) uma vaga na Esplanada em 2021. O atual presidente do Senado, que deixa o posto em 1º de fevereiro, poderá escolher a pasta que desejar.

Aliados de Alcolumbre entendem que ele deve pedir para ser articulador político de Bolsonaro, função hoje desempenhada pelo general Luiz Eduardo Ramos, que é ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, com sala no 4º andar do Palácio do Planalto.

Até o final de janeiro, Alcolumbre está comissionado para ajudar a coordenar a escolha de um candidato a presidente do Senado pelos próximos 2 anos. A eleição é em 1º de fevereiro.

Por enquanto, Alcolumbre trabalha para eleger o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que é a aposta demista para, em 2022, ser candidato ao governo de Minas Gerais. A escolha de Pacheco atende muito mais ao DEM do que apenas aos interesses do Planalto.

O DEM teve desempenho positivo nas eleições de prefeitos e vereadores neste ano de 2020. Pretende ampliar sua bancada de deputados federais (hoje de apenas 28 de 513 cadeiras) e de senadores (só 5 de 81 vagas) em 2022. Mas também mira 3 grandes disputas por governos estaduais: 1) Minas Gerais, com Pacheco; 2) Bahia, com ACM Neto (atual prefeito de Salvador, e prestes a deixar a cadeira); e 3) São Paulo, com o atual vice-governador, Rodrigo Garcia, que vai assumir o Palácio dos Bandeirantes quando João Doria deixar o cargo para concorrer ao Planalto, em 2022.

Na 4ª feira (16.dez.2020) à noite, houve uma reunião de caciques do Senado para discutir esses cenários. Foi ali que todos incentivaram Alcolumbre a aceitar o convite de Bolsonaro, sobretudo se puder ser nomeado novo articulador político do Planalto.

A visão geral dos senadores mais influentes é que o general Ramos tem sido uma pessoa lhana no trato e muito cordato, mas que esse tipo de operação precisa ser comandada por alguém que seja “da política”. A dúvida é se o presidente da República estará realmente disposto a abrir mão de um amigo desde o tempo em que foi cadete na Academia das Agulhas Negras, nos anos 1970.

A solução seria deslocar Ramos da Secretaria de Governo para a Secretaria Geral, que vai ficar vaga em janeiro, quando o atual titular, Jorge Oliveira, vai ocupar uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União.

PRESIDÊNCIA DO SENADO

Há um movimento dentro do governo que começa a enxergar óbices no reforço excessivo do DEM com a eventual eleição de Rodrigo Pacheco para presidir o Senado.

O DEM, legenda de centro (ou centro-direita, para alguns) é visto como um aliado natural de João Doria (PSDB) na disputa presidencial de 2022. Se os demistas ficarem muito fortes agora, Bolsonaro pode estar alimentando uma coluna do exército que terá contra si daqui a 2 anos.

Voltou a ser pensada a possibilidade de o MDB, maior partido do Senado (embora com apenas 13 de 81 cadeiras), talvez possa ser uma opção mais neutra para o Planalto. Outra possibilidade é tentar buscar algum candidato para suceder Alcolumbre de partidos do “Centrão de raiz” ou de siglas que possam se aliar a Bolsonaro em 2022.

Poder360 apurou que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) é um dos que começam a pensar dessa forma. A postulação de Rodrigo Pacheco perdeu um pouco de força.

O fato é que a decisão sobre essa disputa só será conhecida nos últimos dias de janeiro de 2021. Até lá, haverá muita articulação de bastidores. A maior dúvida seguirá sendo sobre se o MDB conseguirá de alguma forma ter coesão para ter realmente um nome consensual da legenda para disputar o comando do Senado.

Nesta 4ª feira (16.dez), representantes do partido se reuniram e anunciaram que terá um único nome. A promessa foi recebida com desconfiança por alguns senadores, principalmente os mais ligados a Alcolumbre.

O fato é que a partir do acordo, os 4 nomes postulantes dentro da sigla, Eduardo Braga (AM), Eduardo Gomes (TO), Fernando Bezerra (PE) e Simone Tebet (MS), começam suas próprias campanhas para tentar angariar os 41 votos necessários para se tornar presidente do Senado.

Saem já com 13 votos, por serem da maior bancada da Casa, se conseguirem angariar apoios de grandes partidos que estão indecisos como o PSD, que tem 12 senadores, o Podemos, que tem 10 votos (e resistência a estar ao lado de Bolsonaro), o PP e o PSDB, com 7 votos cada (podem se cacifar e atrair a atenção do Planalto).

Outro player decisivo na tentativa de alcançar a quantidade de votos necessária é a oposição. Os partidos do bloco irão se reunir em 23 de dezembro para fechar a quem darão apoio na eleição. Reunirão-se PT, Rede, Cidadania, PSB e PDT. Juntos, têm 15 votos.

A ideia é ter posição única, o que é difícil de acontecer já que dentro da oposição há senadores que já prometeram apoio ao candidato de Alcolumbre. O PT, por exemplo, que é a maior bancada desse grupo com 6 senadores, cogita seguir com Pacheco apesar de ainda não ter anunciado posicionamento oficial.

REFORMA MINISTERIAL

Além da possível entrada de Davi Alcolumbre na Esplanada dos Ministérios, o Centrão também tem a promessa de receber uma vaga no 1º escalão de Jair Bolsonaro –como já noticiou o Drive na edição de 4ª feira (16.dez.2020), a newsletter exclusiva para assinantes e produzida pela equipe do jornal digital Poder360.

O mais provável é que o escolhido seja o deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP). Pereira é presidente nacional de seu partido e acaba de aderir à candidatura de Arthur Lira (PP-AL) para presidente da Câmara.

A pasta pensada para Pereira é a Cidadania, hoje ocupada por Onyx Lorenzoni, que é deputado federal pelo DEM do Rio Grande do Sul. Lorenzoni pretende ser candidato a governador gaúcho em 2022 e já voltaria para a Câmara para ir preparando sua campanha.

NÃO POUPOU ADJETIVOS

17 de dezembro de 2020 at 12:30

Pedro Bial chama Bolsonaro de ‘sem noção, delirante e acéfalo’ em rede nacional

O jornalista abriu o programa noturno com duras críticas ao chefe do e

FOLHAPRESS

O jornalista não citou o nome do presidente, chamado de "inominado"

 O jornalista não citou o nome do presidente, chamado de “inominado” | Reprodução/TV Globo

m um programa dedicado a discutir a importância da escola na vida das crianças, o jornalista Pedro Bial, 62, chamou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de “desgovernante, inominado, sem noção, delirante e acéfalo”.

As definições foram feitas na abertura do Conversa com Bial da madrugada desta quinta-feira (17), antes dele apresentar os entrevistados: Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas e colunista da Folha; e Daniel Becker, pediatra do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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O jornalista não citou o nome do presidente, chamado de “inominado”. Segundo ele, é um governante que contribuiu de forma decisiva para que mais gente morresse na pandemia “Agora se supera, delirante, ao desprezar a única solução: a vacina”, completou. “Como disse o próprio acéfalo que hoje ocupa o Palácio do Planalto, morrer todo mundo vai morrer mesmo”.

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Para Bial, a geração atual de crianças e adolescentes ficará marcada para sempre por um ano fora da escola. Com os convidados, ele falou sobre as consequências na saúde física e mental das crianças e adolescentes, e sobre a possível volta às aulas em 2021.

Através das redes sociais, na manhã desta quinta (17), Bial compartilhou um vídeo que endossa sua opinião, juntamente com a hashtag “#lugardecriançaénaescola”. Nos comentários, dividiu opiniões dos internautas.

Apoiadores do atual governo se manifestaram criticando o jornalista. “Chato fazer um texto atacando nosso presidente Pedro Bial. Precisamos respeitar a opinião alheia, mesmo que não concordemos”, escreveu uma telespectadora.

Já outra, achou que o jornalista representou o Brasil. “Bial, parabéns pela abertura do programa! Você representou o Brasil! Sempre com posicionamentos coerentes e assertivos”, disse.