MP vai apurar relato de sexo em grupo durante a pandemia em bar de Curitiba

26 de janeiro de 2021 at 10:52

Festa teria ocorrido na pandemia

“Foto não é atual”, diz dono do bar

Propõe “suruba de gyoza”

O bar japonês é localizado no bairro Bigorrilho, em Curitiba. A festa sexual teria ocorrido no ambiente de consumo dos clientesReprodução/Instagram @izakaya.hyotan – 24.fev.2020

PODER360
26.jan.2021 (terça-feira) – 10h22

O MP-PR (Ministério Público do Paraná) instaurou um procedimento para investigar a informação de que um bar e restaurante de comida japonesa de Curitiba promoveu festas sexuais durante a pandemia de covid-19. O órgão se manifestou pelo Twitter para garantir que o caso será investigado pela Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde de Curitiba.

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No último domingo (24.jan.2021) imagens de uma reunião de swing no bar Izakaya Hyotan passaram a circular nas redes sociais. A denúncia foi realizada pela página Brasil Fede Covid, que se dedica a monitorar aglomerações durante a pandemia de covid-19 e reportá-las às autoridades. Segundo a página, “as imagens foram retiradas de um perfil aberto”.

A postagem foi feita no Twitter após o Instagram deletar os stories com as imagens por infringir as normas da plataforma. Nas fotos é possível ver ao menos 6 pessoas na festa sexual dentro do ambiente do bar. A página marcou o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), e o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), além do próprio MPPR. Nenhum dos 2 políticos responderam ou se manifestaram sobre o caso.

A denúncia foi respondida na 2ª feira (25.jan.2021) pelo dono do bar no perfil oficial do estabelecimento no Instagram. Com uma imagem em aquarela japonesa de uma orgia, Keiji Mitsunari afirma que recebeu diversas mensagens e defendeu a festa de swing. “Quem me conhece sabe, gosto de uma bagunça e às vezes dou uma exagerada. Quem nunca?”, indagou ele.

Mitsunari também afirmou que, apesar das atividades após o horário comercial, ele pode garantir que seu bar é limpo. Também alegou que “a foto não é atual”.  Mas que “o bar será triplamente detetizado, desratizado, alcoolgelzado, desumanizado, invejado, entojado e para sempre lembrado”.

A nota continua em um tom de brincadeira, no qual ele afirma que “conforme pedidos” incluirá 2 novos itens no cardápio: “suruba de gyoza” e “orgia gastronômica”.

O MP-PR afirmou, também por meio do Twitter, que desde março “vem atuando para garantir que sejam respeitadas as medidas sanitárias de acordo com as determinações das autoridades de saúde mundiais e nacionais, e para que seja redobrada a ação de fiscalização”.

O órgão afirmou ainda que já levou à Justiça centenas de ações relacionadas ao coronavírus e que defende de forma ativa a contenção da pandemia no Estado “sempre que são identificadas situações que podem trazer prejuízos ao objetivo comum de combater e conter a propagação da doença“. Até 2ª feira (25.jan), o Paraná contava com 521.823 casos e 9.433 mortes pelo novo coronavírus.

Anvisa diz ao STF que não é possível liberar Sputnik V sem aval de técnicos

26 de janeiro de 2021 at 09:19

Agência aguarda envio de documentos

Destaca insuficiência de informações

A vacina Sputnik V é desenvolvida pela RússiaDivulgação/Sputnik V – 9.nov.2020

MARINA FERRAZ PODER360
26.jan.2021 (terça-feira) – 7h18

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) entregou nessa 2ª feira (25.jan.2021), ao STF (Supremo Tribunal Federal), as informações pedidas pelo ministro Ricardo Lewandowski sobre a Sputnik V, vacina russa contra a covid-19.

A solicitação de informações foi motivada por um pedido do governo da Bahia, que quer autorização do STF para importar e distribuir vacinas mesmo antes da aprovação da Anvisa. O imunizante desenvolvido pelo Instituto Gamaleya, na Rússia, já foi aprovado e está sendo utilizado em países como Argentina, Bolívia, Paraguai e Venezuela.

A agência diz que aguarda o cumprimento das exigências técnicas pelo laboratório União Química. A farmacêutica tem acordo com o RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto) para a produção da Sputnik V e distribuição da vacina para o Brasil e outros países da América Latina. 

No documento (íntegra – 859 KB), a Anvisa afirma que a ação “enseja violação de pilares básicos contidos no texto da Constituição Federal de direcionamento do agir do Poder Público, especialmente de proteção e prevenção da vida e da saúde da população brasileira, por meio de políticas sociais e econômicas que visem à redução de doenças e de outros agravos à saúde”.

O órgão diz que o mecanismo de autorização para a vacina previsto na Lei 13.979/20 “apenas tem o condão de afastar a exigência de registro dos medicamentos e vacinas considerados essenciais para auxiliar no combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil, não eximindo o importador do cumprimento dos requisitos sanitários para importação de produtos de interesse à saúde”.

Segundo a Anvisa,”submeter a análise técnica” da instituição a “uma decisão tomada por autoridade estrangeira” é abdicar da soberania nacional.

“Quanto à autorização para uso emergencial, em caráter experimental, da vacina Sputnik V, tendo em vista a insuficiência e a incompletude de dados relevantes à análise do pleito, trata-se de solicitação que foi inviabilizada neste momento uma vez que a Anvisa constatou a inadmissibilidade dos documentos apresentados pelo interessado, conforme anteriormente exposto”, lê-se no documento.

A agência diz que os técnicos aguardam a apresentação de documentos e esclarecimentos de “pontos cruciais” para dar prosseguimento ao processo.

No documento, o órgão afirma que a inovação e a complexidade biotecnológica do imunizante exigem “apurada avaliação técnica das condições de fabricação do insumo farmacêutico ativo e da vacina na forma pronta para uso”. A Anvisa destaca que é preciso que haja estudos de qualidade, imunogenicidade, segurança, eficácia e um plano de monitoramento dos riscos.

Cabe apontar que as informações e os documentos apresentados à Anvisa em relação ao pedido de anuência para ensaios clínicos e ao pedido de autorização de uso emergencial, em caráter experimental, da vacina Sputnik V possuem muitas e importantes diferenças em relação à quantidade e à qualidade das informações e dos documentos apresentados pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz em relação aos seus pedidos de autorização de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas covid-19 que foram analisados e aprovados por esta Agência no dia 17 de janeiro de 2021”, declara a agência.

TÉCNICOS SE REÚNEM COM UNIÃO QUÍMICA

Técnicos da Anvisa se reuniram nessa 2ª feira (25.jan) com representantes da União Química. Durante o encontro, a equipe técnica da agência detalhou as informações que devem ser apresentadas para dar seguimento ao pedido de anuência de condução dos ensaios de fase 3 no Brasil.

O início da fase 3 da pesquisa é requisito fundamental para que o laboratório possa requisitar o uso emergencial da vacina em território nacional.

O principal ponto da reunião foram os dados técnicos que precisam constar no Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamentos (DDCM). Os requisitos para os estudos clínicos são os mesmos exigidos anteriormente para as outras quatro pesquisas clínicas de vacinas autorizadas pela Anvisa em 2020, e também são semelhantes aos dos EUA, do Reino Unido, dos países membros da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS)“, diz a Anvisa, em nota.

Ainda de acordo com a agência reguladora, a União Química indicou que deve começar o envio dos documentos necessários para que o pedido de pesquisa clínica seja avaliado.

Lewandowski abre inquérito no STF para investigar atuação de Pazuello no AM

25 de janeiro de 2021 at 21:35

Apura conduta durante crise em Manaus

Pedido foi feito por Augusto Aras

O ministro Ricardo Lewandowski, do STFSérgio Lima/Poder360 – 19.out.2020

PODER360
25.jan.2021 (segunda-feira) – 20h03

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), abriu inquérito nesta 2ª feira (25.jan.2021) para apurar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante a gestão do colapso na rede de saúde do Amazonas. Leia a íntegra (207 KB).

pedido de investigação foi feito no sábado (23.jan) pelo Procurador Geral da República, Augusto Aras. para apurar se o ministro da Saúde pode ser responsabilizado criminalmente pelo colapso no sistema de saúde de Manaus.

“Atendidos os pressupostos constitucionais, legais e regimentais, determino o encaminhamento destes autos à Polícia Federal para a instauração de inquérito”, escreveu Lewandowski.

Foi determinado o prazo de 60 dias para a conclusão da investigação. O ministro do STF também autorizou que a Polícia Federal tome o depoimento de Pazuello 5 dias após sua intimação. Ele poderá combinar local, dia e hora do interrogatório.

Poder360 procurou o Ministério da Saúde e questionou seu posicionamento, mas ainda não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O pedido de inquérito de Aras foi feito depois de representações formuladas por partidos políticos, que relataram omissão do ministro e de seus auxiliares.

A solicitação ao STF cita o documento relatório parcial de ações –6 a 16 de janeiro de 2021, datado do dia 17 deste mês, no qual o ministro informa que sua pasta teve conhecimento da iminente falta de oxigênio no dia 8, por meio da empresa White Martins, fornecedora do produto. O Ministério da Saúde iniciou a entrega de oxigênio apenas em 12 de janeiro, segundo as informações prestadas.

“Sustenta existirem indícios de que a pasta comandada pelo representado teria sido alertada com antecedência por uma fornecedora de oxigênio hospitalar de que faltariam, no mês de janeiro de 2021, cilindros com o gás comprimido nos nosocômios da capital do Estado do Amazonas”, argumentou Augusto Aras.

Segundo a petição, em relação às prioridades do ministério em meio à crise, a pasta informou ter distribuído 120 mil unidades de hidroxicloroquina como medicamento para tratamento da covid-19 no dia 14 de janeiro, às vésperas do colapso por falta de oxigênio. O remédio, indicado para doenças como a malária, é ineficaz contra a covid-19, segundo diversos estudos clínicos. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por exemplo, afirma que não há nenhum tratamento disponível para combater a doença, com eficácia comprovada.

FIM

25 de janeiro de 2021 at 14:19

Faustão deixa a Globo e apresentará programa apenas por mais alguns meses

O apresentador não irá se aposentar e está aberto a novas propostas.

 Diário Online

O contrato de Fausto com a TV Globo deve ser encerrado no final deste ano.

 O contrato de Fausto com a TV Globo deve ser encerrado no final deste ano. | Reprodução

O apresentador Fausto Silva não renovará contrato com a Globo, segundo os colunistas Léo Dias (Metrópoles), Flávio Ricco (R7) e Lauro Jardim (O Globo)

O contrato de Fausto com a TV Globo deve ser encerrado no final deste ano, chegando ao fim o programa “Domingão do Faustão”. 

Ainda de acordo com os colunistas, o apresentador não irá se aposentar. Eles afirmam que não houve acordo na renovação e que Faustão está aberto a novas propostas. Fausto Silva ficou quase 31 anos no ar, ininterruptamente.

TRAGÉDIA

25 de janeiro de 2021 at 11:29

Acidente com ônibus de Belém que ia para Santa Catarina deixa 12 mortos e 9 feridos

Duas pessoas estão em estado grave, e outras quatro tiveram ferimentos moderados.

Diário Online

 Portal RIC Mais

elo menos 12 pessoas morreram e seis ficaram feridas em um acidente registrado na manhã desta segunda-feira (25), na BR-376, em Guaratuba, no litoral do Paraná. 

Ônibus saiu da pista na chamada "Curva da Santa Catarina", em Guaratuba, interior paranaense.
Ônibus saiu da pista na chamada “Curva da Santa Catarina”, em Guaratuba, interior paranaense. Divulgação/BPMOA

De acordo com o Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) e portais de notícias do Paraná, o ônibus de turismo com placa de Belém descia a Serra do Mar, quando saiu da pista e tombou às margens da rodovia.

Além das 12 mortes, cinco pessoas estão em estado grave e outras quatro em estado moderado. As vítimas estão sendo encaminhadas para hospitais em Curitiba e Joinville.

Segundo a empresa Arteris Sul, concessionária do trecho, o veículo seguia na direção do estado de Santa Catarina.

Ainda segundo o BPMOA, as informações iniciais indicam que além das 12 mortes, duas pessoas estão em estado grave, e outros quatro passageiros tiveram ferimentos moderados.

A Polícia Militar informou que haviam 57 passageiros dentro do veículo no momento do acidente, além de dois motoristas.

HELDER LAMENTA FATALIDADE

O Governador do Pará, Helder Barbalho, através de sua conta no twitter, lamentou o acidente. Além disso, informou ainda que “Imediatamente, pedi para o secretário de segurança do Estado entrar em contato com os responsáveis pelo resgate, no local do acidente, para identificar as vítimas e prestar o apoio necessário”. Por fim, o Governador desejou força às famílias das vítimas: “Meus sentimentos aos que perderam familiares nesse terrível incidente”:

ACIDENTE EM 2012

Em 2012, um acidente com um ônibus de estudantes paraenses que seguiam para um congresso no Paraná deixou 10 pessoas mortas e mais de 40 feridas. 

O ônibus levava 52 estudantes da área de computação da Universidade Federal do Pará (UFPA) para um congresso em Curitiba, quando caiu de uma ribanceira na rodovia PR-090, na altura do município de Piraí do Sul, no dia 16 de julho de 2012. 

Presidente da Eletrobras renuncia ao cargo

25 de janeiro de 2021 at 10:28

Em dezembro, o governo anunciou que pretendia realizar nove privatizações em 2021, incluindo a Eletrobras. A venda da estatal, porém, é um dos grandes desafios do governo Bolsonaro.

Por G1

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Eletrobras comunicou no domingo (24) que Wilson Ferreira Junior, atual presidente da empresa e membro do Conselho de Administração, renunciou ao cargo. Em fato relevante, a empresa afirma que a decisão foi tomada por motivos pessoais.

Ferreira Jr. ficará no cargo até o dia 5 de março para fazer transição para seu sucessor, que ainda será indicado. Ele deve fazer um pronunciamento nesta segunda-feira (25).

Ana Flor: Renúncia de presidente da Eletrobrás tem relação com sucessão no Congresso

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Ferreira Jr. é grande defensor da privatização da empresa. No cargo desde julho de 2016, ele foi nomeado pelo ex-presidente Michel Temer. Depois, foi convidado pelo governo de Jair Bolsonaro para continuar no comando da estatal.

Em dezembro, o governo anunciou que pretende realizar nove privatizações em 2021, entre as quais a da Eletrobras. A venda da estatal, porém, é um dos grandes desafios do governo Bolsonaro.

A expectativa da pasta era que o projeto fosse aprovado ainda no primeiro semestre. Mas, na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que não haverá prejuízo se a votação pelo Congresso Nacional da privatização da companhia ficar para o segundo semestre deste ano.

O governo prevê levantar cerca de R$ 16 bilhões com a privatização da Eletrobras, por meio de uma capitalização da companhia por meio da emissão de novas ações e envolve pagamento de outorgas à União.

O governo anterior, de Michel Temer, falava em promover uma desestatização da Eletrobras, por meio de uma operação em que a empresa emitiria novas ações e diluiria a fatia governamental na companhia para uma posição minoritária. A gestão Bolsonaro passou a adotar o termo “capitalização” para se referir ao processo.

Último balanço mostra que a Eletrobras teve lucro de R$ 95,764 milhões no terceiro trimestre de 2020, queda de 86,6% em relação ao mesmo período de 2019, quando o ganho ficou em R$ 715,872 milhões. A empresa justificou a queda do lucro ao aumento das provisões por redução na geração de energia, por processos judiciais e de contratos onerosos.

Privatizações empacadas

A equipe do ministro Paulo Guedes teve grande dificuldade para avançar em 2020 com o programa federal de privatizações. Em dois anos de governo, nenhuma estatal de controle direto da União foi vendida e muitos dos leilões de concessão ou de parceria com a iniciativa privada previstos para o ano foram adiados ou cancelados.

Em novembro, Guedes admitiu estar “bastante frustrado” por ainda não ter conseguido vender uma estatal. Na ocasião, ele afirmou que “acordos políticos” no Congresso têm impedido as privatizações.

Em 2020, apenas 9 projetos federais da carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) foram anunciados como concluídos. Em janeiro de 2020, o governo previa leiloar ao menos 64 projetos.

A lista de promessas frustradas em 2020 inclui, entre outros, a venda de estatais como a Eletrobras, o leilão do 5G (tecnologia que promete conexões ultra-rápidas de internet e que vem sendo alvo de disputas entre EUA e China), 22 aeroportos, 6 rodovias, 3 parques e 2 ferrovias.

Quando assumiu o cargo, Guedes estimou que a privatização das estatais poderia render mais de R$ 1 trilhão para os cofres públicos – valor considerado superestimado pelos analistas.

Mesmo após o choque trazido pela pandemia do novo coronavírus, Guedes pretendia fazer ao menos quatro grandes privatizações em 2020: Eletrobras, Correios, Porto de Santos e Pré-Sal Petróleo S.A. Em agosto, afirmou que o governo anunciaria “três ou quatro grandes privatizações” em até dois meses.

Nenhuma estatal de controle direto da União, no entanto, foi vendida até o momento. Além disso, o presidente Jair Bolsonaro decidiu se posicionar conta a privatização de empresas federais incluídas no PPI, como Casa da Moeda e Ceagesp.

A nova meta da equipe econômica é realizar 104 leilões em 2021, incluindo 9 privatizações, entre as quais Eletrobras e Correios, além de 25 projetos de estados e prefeituras. Se os projetos saíram do papel, a expectativa é que resultem em mais de R$ 371 bilhões em investimentos ao longo dos anos de contrato.

Governo prevê privatizar Correios e Eletrobras no fim de 2021

Governo prevê privatizar Correios e Eletrobras no fim de 2021

Secretário de Privatização deixou governo

Em agosto, o então secretário especial de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, pediu demissão, alegando estar insatisfeito com o ritmo das privatizações, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“O que ele me disse é que é muito difícil privatizar, que o estabilishment não deixa a privatização, que é tudo muito difícil, tudo muito emperrado”, declarou Guedes à época, emendando que o governo manteria o objetivo de fazer privatizações.

Leia abaixo a íntegra do comunicado da Eletrobras:

Centrais Elétricas Brasileiras S/A (“Companhia” ou “Eletrobras”) (B3: ELET3, ELET5 & ELET6; NYSE: EBR & EBR.B; LATIBEX: XELT.O & XELT.B) informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que, nesta data, Wilson Ferreira Junior, atual Presidente da Companhia e membro do Conselho de Administração, renunciou ao cargo de Presidente da Companhia, por motivos pessoais.

Wilson permanecerá no referido cargo de Presidente até o dia 5 de março de 2021, permitindo a adequada transição para seu sucessor, ainda a ser indicado.

A Companhia aproveita o ensejo para agradecer ao Wilson por sua reconhecida liderança na reestruturação organizacional e financeira do Sistema Eletrobras durante seu mandato de cerca de 4,5 anos. Sob sua gestão, a Companhia atingiu lucros históricos, reduziu sua alavancagem a patamares compatíveis com a geração de caixa, reduziu custos operacionais com privatizações de distribuidoras e programas de eficiência, colocou em operação obras atrasadas, simplificou a quantidade de participações acionárias, com a venda, incorporação e encerramento em cerca de 90 sociedades de propósito específico, aprimorou seu Programa de Compliance, padronizou estatutos sociais e alçadas de aprovação das Empresas Eletrobras e resolveu contenciosos importantes nos Estados Unidos decorrentes de reflexos da Operação Lava Jato, dentre outras realizações relevantes.

Em razão do objeto deste Fato Relevante, a Companhia convida a todos investidores para uma teleconferência às 15h de amanhã, dia 25 de janeiro, com a participação do Wilson.

Novas 10 milhões de doses da vacina de Oxford devem chegar da Índia em fevereiro

25 de janeiro de 2021 at 10:00

Da CNN, em São Paulo

As novas 10 milhões de doses da vacina de Oxford e da AstraZeneca contra a Covid-19, que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) negocia com o Instituto Serum, da Índia, devem chegar ao país em fevereiro.

A informação foi confirmada por Suresh Jadhav, um dos diretores-executivo do Instituto, ao enviado da CNN à Índia, Mathias Brotero.

“As negociações estão acontecendo e em um estágio avançado. E estou confiante que em um curto período de tempo nós vamos providenciar a quantidade que o Brasil precisar”.

AMAZONAS

25 de janeiro de 2021 at 08:33

Quem furou fila da vacina não vai tomar 2ª dose antecipada, decide Justiça

Número de “furões” em Manaus foi tanto que vacinação chegou a ser suspensa na cidade

DOL

Planos de vacinação devem seguir protocolo de grupos prioritários

 Planos de vacinação devem seguir protocolo de grupos prioritários | Agência Brasil

oi determinado pela Justiça Federal que quem furou a fila e tomou a dose da vacina contra a covid-19 de forma irregular não tomará a segunda dose no estado do Amazonas. A decisão veio depois de inúmeras denúncias de que pessoas fora do grupo prioritário se beneficiaram com o imunizante dando um “jeitinho”.

Segundo a juíza, Jaiza Maria Pinto Fraxe, que assinou a determinação no último sábado (23), quem tomou a 1ª dose de forma indevida pode ser preso em flagrante caso tomem a 2ª dose antes da chegada do grupo em que se enquadram.

No documento, a juíza determinou ainda que a Prefeitura de Manaus deverá informar diariamente a relação das pessoas vacinadas contra a Covid na cidade com detalhes de identificação como nome, CPF e profissão das pessoas vacinadas até as 19h do dia, assim como o local onde a aplicação ocorreu. Caso haja descumprimento a multa por dia será de R$ 100 mil.

No Amazonas quatro estudantes da área da Saúde, dois advogados e um casal proprietário de uma empresa de alimentos estão entre os que não estão entre os prioritários.

Na decisão a juíza determinou ainda que somente quem estiver na linha de frente do combate à doença é que se enquadra no grupo prioritário, descartando com isso nomes como o da secretária Municipal de Saúde, Shádia Fraxe, e do subsecretário dela.

“Visitar unidades de saúde não é estar na linha de frente”, informou ao citar ambos, avisando que terão de apresentar justificativa por terem tomado a primeira dose.

DEFASADO

24 de janeiro de 2021 at 23:30

astreamento de vacinados da Covid-19 apresenta falhas e preocupa

Plataforma do Ministério da Saúde está defasada e não mostra a realidade do programa de vacinação

Com informações Metrópoles

A defasagem no sistema do Sus estaria causando o problema

 A defasagem no sistema do Sus estaria causando o problema | Reprodução/ Gustavo Moreno

Em meio a denúncias de pessoas furando a fila para serem vacinadas contra a Covid-19, o monitoramento de quem recebeu a proteção é fundamental. Contudo, o rastreamento apresenta falhas. Cada estado tem um sistema de registro, e a centralização dos dados, na plataforma do Ministério da Saúde, está desatualizada.

O painel Brasil Imunizado. Somos Uma Só Nação, que pertence ao LocalizaSUS e traz dados sobre a imunização, indicava que somente 2.535 doses do imunobiológico foram aplicadas. O dado é de 19 de janeiro. Para se ter dimensão da defasagem, o número é bem abaixo dos mais de 100 mil vacinados contabilizados pelas secretarias estaduais de Saúde até a última sexta-feira (22/).

Na hora da vacinação, os agentes de saúde podem cadastrar as informações no sistema de atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS), no sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) ou na plataforma do município ou do estado. Mas, segundo técnicos do Ministério da Saúde, é essencial que todos os dados sejam transferidos para um único sistema, o federal. Isso norteia ajustes na campanha e a distribuição de doses neste momento que o imunobiológico ainda está escasso.

Normalmente, no ato da vacinação, são anotados dados pessoais, como nome completo, profissão, sexo, data de nascimento. As informações são inseridas nos sistemas informatizados.

“É muito importante a gente ter esse rastreamento. Os dados de cada indivíduo e o total de vacinas são essenciais para gente conseguir acompanhar o que está acontecendo. É até um meio de garantir que as pessoas recebam as duas doses da vacina. Essa defasagem é muito ruim”, destaca um técnico do Ministério da Saúde.

Segundo o acompanhamento da pasta, a Região Sul, com 1.364 doses aplicadas, é a que mais vacinou. O ranking tem ainda o Nordeste (875), Sudeste (126), Norte (89) e Centro-oeste (67).

Por unidade da Federação, segundo os dados do LocalizaSUS, Paraná, Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Goiás são os estados que mais vacinaram. Contudo, nenhum passou de mil doses aplicadas.

Kim diz ver motivos mais graves para impeachment de Bolsonaro que de Dilma

24 de janeiro de 2021 at 17:24

Por Larissa Calixto  e João Frey  congressoemfoco

Kim Kataguiri já foi apoiador de Bolsonaro, mas mantém relacionamento independente com o governo

Um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e um dos responsáveis por articular manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) diz ver motivos mais graves para a deposição de Jair Bolsonaro que aqueles que levaram à queda de Dilma, em 2016.

Segundo o deputado, a atual situação é mais grave porque é uma coisa que envolve diretamente a vida de dezenas de milhares de brasileiros, enquanto o que embasou o impeachment de Dilma foram foram questões ligadas a pedaladas fiscais, à compra da refinaria de Pasadena e o esquema de corrupção na Petrobras. 

“Não é nem uma incompetência, é voltar a gestão como se estivesse auxiliando a pandemia, não seu combate”, diz o deputado sobre a ação do governo Bolsonaro. 

O deputado diz ainda que, caso ocorra, o processo de impeachment de Bolsonaro deve ser similar ao de Fernando Collor, que caiu por pressão de diferentes correntes ideológicas e com pouco apoio no parlamento e na imprensa. 

Kim avalia que Bolsonaro hoje tem menos apoio no parlamento do que Dilma tinha quando caiu em 2016. “Vejo aqui no máximo 50 nomes com o bolsonaro, Dilma tinha lá seus 160, 170”, diz.