Interlocutores avaliam que vice passou a externar irritação por não participar mais do governo, mas não patrocina ameaça de impeachment. Presidente tem sinalizado que não reeditará chapa de 2018 em 2022.
Por Andréia Sadi
Cobre os bastidores de Brasília para o Jornal Hoje (TV Globo) e na GloboNews. Apresenta o Em Foco (GloboNews) e integra o Papo de Política (G1)
Mourão (ao fundo) e Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto em novembro de 2020. — Foto: Adriano Machado/Reuters
A relação entre Jair Bolsonaro (sem partido) e o vice-presidente, Hamilton Mourão, vive a pior fase desde o começo da gestão do presidente da República. A avaliação é de assessores presidenciais ouvidos pelo blog, que enxergam um “clima de conspiração” no entorno do presidente e do vice, principalmente sobre a arquitetura de um eventual impeachment.
Esses interlocutores do governo avaliam ao blog que Bolsonaro vem aproveitando declarações públicas para sinalizar que, em 2022, Mourão não será seu vice e, por isso, acreditam que o vice-presidente passou a externar a irritação por não participar mais do governo, mas sem patrocinar uma ameaça de impeachment.
“Eles têm duas saídas agora: ou sentam e resolvem ou viverão de aparências até 2022”, disse um militar ao blog.
Ontem, a revelação do site O Antagonista de que um assessor de Mourão estaria sondando deputados para tratar do impeachment reforçou as teorias bolsonaristas de que o vice trabalha para derrubar o presidente – o que não só o vice como os próprios militares que circulam entre os dois rechaçam.
Dois dos filhos do presidente alimentam essas teorias, como o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), que já fizeram críticas públicas a Mourão. O vice, por sua vez, já ironizou o Eduardo publicamente quando o parlamentar arrumou mais uma confusão diplomática com a China.
Ao blog, militares da ativa e da reserva reforçam que Mourão, apesar das críticas de Bolsonaro, tem sido leal desde o início do mandato, e ficou irritado com a movimentação do seu assessor.
Esses militares também fazem elogios ao currículo de Mourão e reconhecem que o presidente fica irritado pois Mourão costuma ser elogiado por empresários e políticos em matérias de jornais e também nos bastidores como “mais preparado” do que o presidente. E Bolsonaro, como ele deixa claro, não gosta de ministros e assessores elogiados pela imprensa.
Mourão exonera assessor após vazamento de conversa com chefe de gabinete de deputado
Sem clima
Na avaliação de líderes partidários, hoje não existe clima político no Congresso para o impeachment. O tema ainda tem como principal patrocinador a oposição e, por isso, o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) rebate críticas de que não abriu um processo apesar dos vários pedidos que tem sob sua mesa. Na avaliação de Maia, mesmo se abrisse, sem apelo popular e maioria no Congresso, Bolsonaro correria o risco de se fortalecer após o processo, como aconteceu com Donald Trump nos Estados Unidos.
Um experiente presidente de partido do Centrão costuma repetir que “ninguém tira presidente com 30%, 40% de aprovação e sem gente na rua”. E que Bolsonaro, hoje, se rendeu ao sistema político exatamente para sobreviver politicamente, mesmo que isso signifique abandonar suas bandeiras de campanha, como faz ao firmar um casamento com o Centrão.
Ocorre que líderes desses partidos, de forma reservada, costumam repetir também que um novo agravamento da pandemia pode “causar uma comoção maior do que a política”. E, aí, entre Bolsonaro e suas próprias sobrevivências, os deputados optariam pela segunda opção.
Por isso, acham um erro estratégico do Planalto acreditar que um deputado aliado na presidência da Câmara é garantia eterna para barrar impeachment. É uma garantia, mas não vitalícia: desde que o governo consiga se manter com um percentual de popularidade, sem protestos de rua e com a economia andando. Por isso, o governo busca também uma saída para renovar o Auxílio Emergencial, que garantiu apoio da população mais vulnerável ao presidente durante a pandemia em 2020.
Governador garante a continuidade da vacinação contra a Covid-19 no Pará
O estado aguarda uma posição do Ministério da Saúde para efetuar a compra do imunizante
: DOL
Governador do Pará Helder Barbalho | Paulo Emílio
O governador do Estado do Pará Helder Barbalho anunciou através das redes sociais na tarde desta quinta-feira (28) que caso o Ministério da Saúde não efetue a compra das 54 milhões de doses da CoronaVac, o Governo entrará em ação e, comprará com recursos do estado, as doses do imunizante no Instituto Butantã, para assim dar continuidade ao programa de imunização dos paraenses.
Atualmente, o Pará já contabiliza 323.290 casos, 304.214 recuperados e 7.552 mortes causadas pela Covid-19.
O deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) se recusou a usar máscara de proteção facial em um voo da Gol com destino a Brasília. A companhia aérea acionou a Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
O congressista diz que não “margeou a lei” e tinha declaração médica que o dispensava do uso.
O caso aconteceu na 3ª feira (26.jan.2021). Nessa 4ª (27.jan), o congressista publicou um vídeo com sua versão dos acontecimentos. Daniel citou a Lei 14.019/20, que dispõe do uso obrigatório de máscara de proteção em espaços públicos e privados acessíveis ao público.
Um dos artigos especifica: “Será dispensada no caso de pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial, conforme declaração médica, que poderá ser obtida por meio digital, bem como no caso de crianças com menos de 3 (três) anos de idade”.
Daniel diz que possui atestado médico que o libera do uso, por ter cefaléia crônica, termo médico usado para designar diversos tipos de dor de cabeça. A condição pode acarretar sintomas como náuseas e sensibilidade à luz e a cheiros. Segundo o congressista, ele já fez “mais de 40 voos sem máscara”.
O deputado afirma que não chegou a embarcar no avião. Declara que não tentou burlar a lei e que seu chefe de gabinete, que estava presente no momento e não tem dispensa para uso da proteção, estava de máscara.
“Começaram a chamar a Polícia Federal dizendo que iam me prender”, afirma o deputado. Daniel diz que vai processar a Gol.
Segundo ele, uma funcionária da companhia aérea tentou “imputar” ao chefe de gabinete um crime ao dizer que ele a havia agredido –algo que o funcionário nega ter feito.
Procurada pelo Poder360, a Gol não se manifestou.
O congressista afirma que continuará a lutar contra o uso da máscara, que chamou de “focinheira ideológica”.
Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Daniel foi eleito em 2018. Durante a campanha, quebrou uma placa de rua em homenagem à vereadora Marielle Franco (Psol), assassinada em março daquele ano.
Objetivo é obter apoio aos candidatos às presidências da Câmara e do Senado são respaldados pelo governo Bolsonaro.
Por Andréia Sadi
Cobre os bastidores de Brasília para o Jornal Hoje (TV Globo) e na GloboNews. Apresenta o Em Foco (GloboNews) e integra o Papo de Política (G1)
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no Planalto em 16 de dezembro: pasta é uma das que estão em negociação — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Partidos do chamado Centrão têm discutido com o Palácio do Planalto uma minirreforma ministerial após o resultado da eleição da presidência da Câmara e do Senado, que acontece na segunda (1º).
Na mesa, estão os pedidos para que os partidos ocupem os ministérios da Saúde e da Cidadania e a recriação do Ministério do Desenvolvimento e Indústria.
Segundo o blog apurou, o governo avalia conceder os três pedidos aos partidos que dão sustentação aos candidatos apoiados pelo governo – Arthur Lira (PP-AL), que disputa a presidência da Câmara, e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que tenta o comando do Senado. O que sofre mais resistência do governo, até aqui, é o caso do Ministério da Saúde.
Nos bastidores, é dado como certo que o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, vai ser desalojado para que algum partido ocupe a pasta, que é uma vitrine social por cuidar do Bolsa Família. A pasta pode ir para o Republicanos ou para o Progressistas.
Onyx, no entanto, não ficará desamparado. Deve ser reacomodado na chamada cozinha do Palácio do Planalto, por ser leal ao presidente.
Outro cargo que é alvo de cobiça dos parlamentares é o Ministério da Saúde. Auxiliares do presidente que são militares defendem a permanência do atual titular da pasta, Eduardo Pazuello, mas a ala política acha que ele precisa sair, após a sucessão de erros na condução da pandemia e o aumento do desgaste da imagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Por isso, esse grupo apoia a troca de Pazuello por um nome político, como é o caso do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. Bolsonaro, no entanto, gosta de Pazuello – e ala que defende o atual ministro da Saúde avalia que ele funciona como uma blindagem para o presidente, inclusive em casos de eventuais responsabilizações. Mesmo assim, partidos do Centrão prometem insistir na vaga.
Também está em negociação a recriação do Ministério do Desenvolvimento e Indústria. O governo estuda entregar o cargo para o Republicanos.
Líderes partidários ouvidos pelo blog afirmam que o novo desenho da Esplanada vai ser definido a partir de terça-feira (2).
O governo conta com a eleição de Lira na Câmara e de Pacheco no Senado para garantir a sua sobrevivência política e barrar, por exemplo, matérias negativas ao governo em diferentes áreas e um eventual processo de impeachment.
Governo do Pará edita decreto e impõe mais medidas contra a covid-19
O governo também alterou o bandeiramento do estado para Laranja
Diário Online
Nova cepa do vírus já está no estado. | Mauro Ângelo/Diário do Pará
Nesta quarta-feira (27) o governo do Pará, juntamente com as prefeituras do estado, editou o decreto para prevenção e avançodo contágio da covid-19, tendo em vista o aumento dos novos números de casos, assim como a nova cepa do vírus, potencialmente mais letal.
O decreto, que deverá ser publicado amanhã e tem efeito imediato por 15 dias, proíbe aglomerações com mais de 10 pessoas em locais públicos; praias, balneários e igarapés serão fechados nos finais de semana e feriados; no carnaval serão cancelados os pontos facultativos de segunda e quarta na administração pública.
O governo também alterou o bandeiramento do estado para Laranja – uma acima do nível de gravidade anterior –, com exceção da calha norte da região, que continuará com a bandeira vermelha.
Confira outras medidas que estão em vigor:
– Eventos e reuniões para no máximo 50 pessoas, atendendo aos protocolos de segurança
– Restaurantes poderão funcionar com lotação de 50%;
– Consumo de bebidas alcoólicas só até as 22h, sendo que estabelecimentos podem permanecer abertos até 24h;
– Os clubes devem restringir as atividades esportivas coletivas;
– Estão suspensas as aberturas dos canteiros de obras, supermercados, comércio em horários distintos do estabelecido, assim como encerramento do expediente, para diminuir a lotação do transporte público;
– Aulas nas escolas públicas seguem suspensas;
– Escolas privadas permanecerão abertas, prestigiando sistema remoto, escalonamento e rodízio de alunos em dias e turnos;
– Academias e salões de beleza somente com hora marcada, mas academias sem aulas coletivas;
O chefe de Estado rebateu as afirmações da imprensa sobre a compra de R$ 15 milhões em leite condensado e disse: “[inaudível] leite condensado? Vai para PQP. É para enfiar no rabo de vocês da imprensa”, atacou o presidente.
Em sua coluna, Ricardo Kertzman escreveu: “O Brasil nunca esteve tão mal governado e representado. O Brasil nunca esteve tão à beira de um abismo como está agora. Para a puta que o pariu vá você, seu moleque de botequim, seu arruaceiro do baixo meretrício. Repito o que venho escrevendo: se essa criação de cortesã em fim de carreira não for imediatamente impedida, os responsáveis serão os poderes Legislativo e Judiciário. Chega de conivência e aceitação muda com este tipo de baixaria e esta espécie de selvagens”.
Bolsonaro fala sobre ‘ leite condensado’ e ataca: “é pra enfiar no ‘rabo’ da imprensa”
Em encontro com autoridades, presidente minimizou a compra e foi ovacionado por apoiadores
Com informações IG.com
Reprodução/Twitter
presidente Jair Bolsonaro rebateu as afirmações da imprensa sobre a compra de R$ 15 milhões em leite condensado e atacou as reportagens com ofensas . As declarações foram feitas em um encontro com autoridades realizado nesta quarta-feira (27).
Em um vídeo gravado por um apoiador e publicado nas redes sociais do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), mostra Bolsonaro aglomerado com apoiadores e ministros, todos sem máscaras.
“[inaudível] leite condensado? Vai para PQP. É para enfiar no rabo de vocês da imprensa”, atacou o presidente.
VEJA O VÍDEO NA ÍNTEGRA!
Após a declaração, os participantes da reunião aplaudiram as falas e gritaram a palavra “mito” para Jair Bolsonaro. Ainda nas imagens, é possível ver o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo .
Após Faustão, William Bonner pede demissão da Globo
Bonner ficou revoltado com a redução do salário. Ele deixará de ganhar 900 mil reais e passaria a ganhar 300 mil
Com informações UOL
O pedido pegou a emissora de surpresa | Reprodução
De acordo com o colunista Alessandro Lo-Bianco, do “A Tarde é Sua”, William Bonner pediu para deixar a Rede Globo na semana passada. O pedido pegou a emissora de surpresa, uma vez que, recentemente, o apresentador Faustão também anunciou a sua saída da emissora carioca. As informações são do UOL.
“A intenção dele é deixar o comando do Jornal Nacional entre dezembro de 2021 e agosto de 2022. Então, já avisou com antecedência”, revelou o jornalista do programa de Sonia Abrão.
O colunista também confirmou que a decisão do jornalismo veio devido as mudanças, principalmente com redução de salários. Por conta disso, Bonner ficou revoltado com a decisão do canal. Ele deixará de ganhar 900 mil reais e passaria a ganhar 300 mil nos próximos meses.
Segundo médico, teste retal ‘aumenta a taxa de detecção de pessoas infectadas’ porque o coronavírus permanece mais tempo no ânus do que no nariz ou na garganta.
Profissionais de saúde guardam swab em tubo após coletar amostra do nariz para teste de Covid-19, no Panamá, no dia 15 — Foto: Arnulfo Franco/AP
A China está recorrendo a testes retais para detectar a Covid-19 em indivíduos de risco e em viajantes que chegam do exterior.
O país tem conseguido conter a pandemia com testes em massa e lockdowns onde novos casos são registrados. Mas, nas últimas semanas, surtos locais têm levado autoridades de saúde a testar dezenas de milhares de pessoas pelo método PCR.
As amostras geralmente são retiradas do nariz ou da garganta. Mas moradores de vários bairros de Pequim, onde foram descobertos casos recentemente, têm sido submetidos a testes retais, segundo a emissora pública CCTV.
A medida também está sendo imposta a pessoas em quarentena obrigatória em hotéis, incluindo viajantes do exterior.
O médico Li Tongzeng, do hospital You’an em Pequim, afirmou à CCTV que o teste retal “aumenta a taxa de detecção de pessoas infectadas” porque o coronavírus permanece mais tempo no ânus do que no trato respiratório.
Segundo a TV estatal, os testes retais não serão generalizados porque “não são práticos o suficiente”.
“Considerando que coletar swab anais não é tão conveniente quanto os de garganta, no momento apenas grupos-chave, como aqueles em quarentena, recebem ambos”, afirmou Tongzeng.
Testes em crianças e professores
Mais de mil crianças em idade escolar e professores foram testados em Pequim pelo ânus, pela garganta e pelo nariz na semana passada, além de fazer o teste de anticorpos, segundo a Bloomberg.
Os exames foram realizados após a descoberta de um caso assintomático, de acordo com autoridades locais.
Na segunda-feira (25), passageiros de um voo de Changchun (capital e maior cidade da província de Jilin) para Pequim tiveram de desembarcar após autoridades descobrirem que um pessoa de uma área considerada de alto risco para transmissão do vírus estava a bordo.
Segundo a Bloomberg, os passageiros foram levados a um hotel, onde profissionais de saúde coletaram amostras de nariz e do ânus.
Nas redes sociais, chineses têm reagido aos testes. “Não é muito doloroso, mas é super humilhante”, afirmou um usuário da rede social Weibo.
Restrições a viagens
A China, que já restringiu severamente os voos internacionais desde março de 2020, aumentou as restrições nos últimos meses.
Todas as pessoas que desejam viajar ao país devem apresentar dois testes negativos (PCR e sorológico) antes do embarque e, na chegada e por conta própria, precisam ficar em quarentena por ao menos 14 dias em um hotel.
Após a chegada, os viajantes autorizados a entrar devem monitorar sua saúde por 14 dias, embora possam se locomover livremente, e serão feitos testes de Covid-19 no 7º e no 14º dia após a chegada.
Viajantes de áreas de alto ou médio risco, onde há mais infecções, estão proibidos de entrar na capital chinesa.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.