COVID-19

12 de fevereiro de 2021 at 15:52

Nova faixa etária de vacinação de idosos em Belém inicia na próxima semana

A vacinação será para idosos nascidos em 1937 e que já tem ou completam 84 anos até o final de 2021

Agência Belém

Essa será a segunda etapa da campanha de vacinação voltada aos idosos

 Essa será a segunda etapa da campanha de vacinação voltada aos idosos | Mácio Ferreira/Ag. Belém

A vacinação de idosos com 84 anos, contra a Covid-19, será realizada quarta-feira (16) e quinta-feira (18), em Belém. A vacinação será para idosos nascidos em 1937 e que já tem ou completam 84 anos até o final de 2021.https://210d2ba8d62ae1a832e4f1e88d5f1ff9.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

De acordo com informações da Prefeitura de Belém, os pontos de vacinação e mais informações serão divulgados ainda hoje na Agência Belém. O cadastro no site será para atender a demanda domiciliar.

IDOSOS VACINADOS

Na primeira etapa de vacinação dos idosos na capital paraense, cerca de 12 mil pessoas com 85 anos ou mais foram vacinadas. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), esse dados colocaram a cidade dentro da meta estabelecida.

O próximo passo é garantir a segunda dose dos idosos já vacinados o que deve ocorrer em cerca de trâs semanas após a aplicação da primeira dose.

Diretor do Butantan critica Pazuello por prometer vacinar país em 2021

12 de fevereiro de 2021 at 13:36

Covas afirma que faltou o ministro explicar qual é a população elegível: “Afirmação precisa ser respaldada em fatos, que não existem”

Ana Saito

12/02/2021 12:15,atualizado 12/02/2021 13:24O diretor do Instituto Butantan Dimas Covas, em coletiva de imprensa no palácio dos BandeirantesFábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, criticou nesta sexta-feira (12/2) o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, pela declaração de que o governo vacinará toda população elegível no Brasil em 2021. Covas afirmou que faltou o ministro informar “qual é população elegível”: “Essa á grande pergunta.”

“Para atingirmos 80% da população, e é o que se esperaria para se obter a chamada imunidade de rebanho, nós teríamos que ter mais ou menos 340 milhões de doses de vacinas. E, neste momento, esse quantitativo, embora numericamente, já possa estar contratado pelo ministério, ele ainda não existe de fato, de forma efetiva”, disse Covas.PUBLICIDADE  

A declaração foi dada durante coletiva em Serrana (SP), onde será realizada uma vacinação em massa para testar a efetividade da Coronavac.

Pressionado por senadores sobre a compra de vacinas, Pazuello prometeu na quinta-feira que o governo federal vai “vacinar todo o país em 2021”: “50% até junho e 50% até dezembro”. O titular da pasta foi convidado por senadores para prestar esclarecimentos sobre o trabalho realizado no combate à pandemia.

“Serão necessárias outras vacinas. E a grande dúvida é qual será a contribuição da Fiocruz nesse processo. Pelo planejamento, deveríamos estar recebendo 15 milhões de doses em fevereiro e isso não aconteceu. Há essa dúvida. Qual é o quantitativo de vacinas que nós teremos além das 100 milhões de doses do Butantan? Essa afirmação do ministro precisa ser respaldada em fatos, que no momento não existem”, afirmou Covas.

Vacinação de idosos contra a Covid-19

Mais filaGustavo Moreno/Especial Metrópoles

vacinação suspeita em goiânia

Enfermeira é suspeita de burlar vacinação da idosa em Goiânia.

SERÁ?

12 de fevereiro de 2021 at 12:44

Mourão diz que Bolsonaro ‘vai tomar pau’ por causa do auxílio emergencial

O vice criticou a reação do mercado financeiro à previsão de recriação do auxílio emergencial

FOLHAPRESS

"Minha gente, a gente não pode ser escravo do mercado", disse Mourão ao chegar à Vice-Presidência

 “Minha gente, a gente não pode ser escravo do mercado”, disse Mourão ao chegar à Vice-Presidência | Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em uma linha semelhante à adotada no dia anterior pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) criticou nesta sexta-feira (12) a reação do mercado financeiro à previsão de recriação do auxílio emergencial.https://b68f492a77961f90231a705d0d272a34.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

“Minha gente, a gente não pode ser escravo do mercado”, disse Mourão ao chegar à Vice-Presidência.

“O presidente é obrigado a decidir para alguma forma de auxiliar essa gente. Vamos lembra, né, se ele disser que não vai auxiliar, ele vai tomar pau. Se ele diz que vai auxiliar, ele vai tomar pau também. Então, é uma situação difícil e julgo que ele vai buscar a melhor solução”, afirmou o vice-presidente.

Na quinta-feira (11), em sua live semanal, Bolsonaro disse que o mercado “fica irritadinho” com “qualquer negocinho”. Bolsonaro ainda questionou se “sabem o que é passar fome” ao defender a volta do benefício.

“O pessoal do mercado, qualquer coisa que se fala aqui, vocês ficam aí irritadinhos na ponta da linha, né. Sobe dólar, cai a Bolsa. Pessoal, se o Brasil aí não tiver um rumo, todo o mundo vai perder. Vocês também, pô”, disse Bolsonaro.https://b68f492a77961f90231a705d0d272a34.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

“Então vamos deixar de ser irritadinho que não vai levar a lugar nenhum. A gente está buscando soluções. Uma das maneiras de nós diminuirmos aqui o preço do combustível é se o dólar cair aqui dentro, mas qualquer negocinho, qualquer boato na imprensa, tá aí esse mercado nosso, irritadinho, né. Aí sobe o dólar. Todo mundo perde com isso, pessoal”, prosseguiu o presidente.

E mais: 

Bolsonaro disse na transmissão de quinta que o mercado não pode ficar se comportando da forma atual para sinalizar ao governo que não concorda com a prorrogação do auxílio.

“Pessoal, vocês sabem o que é passar fome?”, indagou Bolsonaro.https://b68f492a77961f90231a705d0d272a34.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Nesta sexta, Mourão disse que o Brasil ainda levará de três a quatro meses para ter uma produção de vacina capaz de dar início a um processo de vacinação consistente.

“Estão buscando uma solução. Em linhas gerais, ou você faz um crédito extraordinário, aí seria o tal do Orçamento de Guerra, ou corta dentro do nosso Orçamento para atender as necessidades. Não tem outra linha de ação fora.”

Mourão também foi questionado sobre a ideia de Bolsonaro de, nesta sexta, encaminhar ao Congresso um projeto que estabelece que o ICMS sobre combustíveis, imposto estadual, será cobrado nas refinarias ou terá um valor fixo nos estados. Em sua live, o presidente disse que aguardava apenas um parecer do Ministério da Economia.

“Vai ter que ser decidido dentro do Congresso. É lei, vai ser decidido lá dentro, mexe com o interesse dos estados. O presidente está buscando uma solução para o preço dos combustíveis, que todo mundo que enche o tanque do carro sabe que está um pouquinho salgado”, afirmou.https://b68f492a77961f90231a705d0d272a34.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

LATROCÍNIO

12 de fevereiro de 2021 at 11:14

Suspeito de morte de professor é preso na Grande Belém

O homem estava escondido em um kitnet no bairro do Paar, em Ananindeua.

Com informações de Paulo Magno/RBATV

Francinei morava sozinho. Quando encontrado, o corpo do professor já estava em estado de decomposição.

Francinei morava sozinho. Quando encontrado, o corpo do professor já estava em estado de decomposição. | Reprodução

Um homem foi preso em um kitnet no bairro do Paar, em Ananindeua, na Grande Belém, e apresentado na Delegacia de Homicídios, na manhã desta sexta-feira (12). Segundo a polícia, ele seria o autor do crime contra o professor Francinei Monteiro, ocorrido no mês passado. https://43c4cafbbff5cb91faf7a589b115a464.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

A vítima, segundo a polícia, foi asfixiada com um cinto e encontrada com as mãos amarradas, na noite do dia 10 de janeiro, no prédio em que morava na travessa Doutor Freitas, bairro da Pedreira, em Belém.

Ainda de acordo com a polícia, o suspeito era uma pessoa do círculo de amizade do professor e teria se aproveitado dessa condição para cometer o crime. Ele alegou que matou a vítima para roubar bens materiais, além de usar cartões de crédito e fazer saques no nome do professor. 

O suspeito não tem passagem pela polícia. Ele será autuado pelo crime de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.https://43c4cafbbff5cb91faf7a589b115a464.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Ainda de acordo com a polícia, as investigações seguirão para saber se ele contou com a ajuda de alguém para cometer o crime. Caso seja comprovada a participação de outra pessoa, a mesma também deverá ser autuada pelo crime.  

Câmara sob Centrão vai permitir lobistas dentro das salas de comissões

12 de fevereiro de 2021 at 10:05

Antes, ficavam do lado de fora

Decisão foi aprovada nesta 5ª 

Regra foi relatada por Marcelo Ramos

Deputado é 1º vice-presidente da Casa

Proposta que regulamenta trânsito de lobistas em comissões é do 1º vice-presidente Marcelo RamosSérgio Lima/Poder360 – 22.mai.2019

GUILHERME WALTENBERG PODER360
12.fev.2021 (sexta-feira) – 6h00

Pela 1ª vez em sua história, a Câmara dos Deputados vai permitir oficialmente a entrada de lobistas dentro das salas das comissões de trabalho, onde são decididos os textos finais de projetos de lei. Antes, havia uma certa tolerância e representantes de associações e empresas às vezes entravam. Agora, tudo fica mais fácil para esses grupos de pressão.

A decisão foi relatada pelo deputado Marcelo Ramos (PL-AM), 1º vice-presidente da Câmara e relator do PRC (Projeto de Resolução da Câmara) 6/2021. Leia  íntegra (136 KB). A Mesa Diretora da Câmara recebeu a proposta no dia 5 de fevereiro. Após relatoria, a regra foi promulgada nesta 5ª (11.fev.2021).

Ramos é deputado federal desde 2019. Antes, foi deputado estadual no Amazonas de 2011 a 2015.

Ramos é aliado de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara. O congressista amazonense é conhecido por sua habilidade na articulação política. Ele e Lira participam do grupo informal conhecido como Centrão, uma espécie de sindicato de partidos que não tem uma coloração ideológica muito clara.

A regra que ampliou os espaços dos lobistas na Câmara é parte do projeto que autorizou que as comissões voltem a funcionar.

Ramos informou que a inclusão da medida foi uma demanda da Abrig (Associação Brasileira de Relações Governamentais e Institucionais), que reúne os profissionais de RIG, eufemismo para lobby, e do PT.

“Fiz um gesto ao pessoal de RIG e ao PT. Isso foi uma reivindicação da Abrig. Quando o PT pediu para incluir associações, falei que iria criar a possibilidade”, contou. 

“Com a retomada gradual das atividades presenciais na Câmara, foi uma grande conquista garantirmos também a participação dos profissionais de RIG nas comissões para a defesa de interesses da sociedade”, disse Carolina Venuto, presidente da Abrig, destacando a necessidade de manter o distanciamento em função da pandemia.

Os lobistas conseguem credenciais na Câmara dos Deputados por meio de associações. A Casa não emite credenciais a empresas diretamente.

Poder360 mostrou em 22 de dezembro que ao menos 946 lobistas tinham credenciais na Câmara se identificando como representantes de associações.

VOLTA DAS COMISSÕES

A Câmara dos Deputados aprovou nesta 5ª feira (11.fev.2021) a proposta de resolução 6 de 2021, que permite a volta das comissões e do Conselho de Ética ao trabalho. Os colegiados ficaram parados em 2020.

A aprovação do texto-base foi por votação simbólica. Ou seja, sem contagem de votos. Isso é possível quando há acordo entre as bancadas partidárias.

Em março do ano passado a Casa instalou um sistema de votação remota apenas para o plenário. Foi a forma encontrada para reduzir as aglomerações na Casa, que facilitariam contágios pelo coronavírus. As comissões e o Conselho de Ética ficaram fora.

As comissões são colegiados focados em determinadas áreas e discutem projetos desses campos. Por exemplo, a comissão de Educação. Os colegiados também são onde há maior ação de lobistas.

Estão incluídas a resolução tanto as comissões permanentes como temporárias –por exemplo as criadas para analisar projetos de emendas à Constituição.

A nova resolução inclui as comissões e o Conselho de Ética na possibilidade de funcionamento remoto. Isso não significa que voltarão imediatamente. É necessário que os partidos cheguem a acordo sobre quais siglas ficarão com as presidências de quais colegiados permanentes, decisão que deve ser tomada só depois do Carnaval.

Nesse sistema de votação, o presidente do colegiado e poucos deputados participam in loco. Os demais usam aplicativo de celular para votar à distância e falar nas sessões.

A Mesa Diretora da Casa estipulará os limites de ocupação para cada plenário. O plenário principal e os das comissões têm tamanhos diferentes. A lotação do principal deve ser de 140 pessoas –há 513 deputados, no total. Ainda não há uma estimativa sobre os outros espaços.

Devem ser autorizadas as entradas, nas comissões, de deputados, ministros, servidores e representantes de entidades interessadas nas discussões cadastrados para prestar informações. Deverá ser dada preferência a projetos relacionados à pandemia e suas consequências.

Audiências públicas poderão ser realizadas apenas em meio virtual. Devem se concentrar nas segundas e sextas-feiras, preferencialmente. Nos outros dias, é comum haver sessões deliberativas na Casa.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse em sua campanha para chegar ao posto que as comissões deveriam voltar. Deputados reclamavam que, com apenas o plenário funcionando em sistema remoto, os líderes das siglas tinham protagonismo excessivo. Os líderes eram os que ficavam fisicamente no plenário.

Com a volta das comissões e do Conselho de Ética, mais congressistas terão chances de ter algum protagonismo em discussões.

DEPOIMENTO

12 de fevereiro de 2021 at 09:14

Preso por pichações ameaçadoras no Tapanã diz que receberia 3 mil do Comando Vermelho

Na quarta-feira (10), o “recado” foi dado com pichações nas casas dos moradores do bairro do Tapanã.

Redação

O caso ocorreu na madrugada do último dia 10

O caso ocorreu na madrugada do último dia 10 | Reprodução

m dos presos, suspeito de pichar ameaças nas casas de moradores do bairro do Tapanã, em Belém, revelou que fez a ação em troca de uma quantia em dinheiro. De acordo com a Polícia Civil, o homem disse que receberia o valor do pagamento de R$3 mil. Com essa quantia iria pagar uma dívida.

“Ele é envolvido no mundo das drogas, no tráfico e houve, de fato, a constatação da dívida que ele possuía com a confirmação de familiares que estavam sendo ameaçados por essa dívida, então deram essa missão para ele. Com o valor que receberia, iria reduzir mil reais na dívida que era de 3 mil. Ele se diz vítima, mas responderá pelo seu ato”, enfatizou Walter Resende.

O homem foi preso na manhã da última quinta-feira (11) suspeito de ter participado das pichações com ameaças assinadas pela facção criminosa “Comando Vermelho”.

Em razão das ações, ele vai responder pelos crimes de pichação, ameaça, dano ao patrimônio e incitação ao crime.

As frases foram escritas em casas e comércios e as câmeras de segurança foram roubadas, como forma de garantir que as ações criminosas não fossem registradas.

Além dele, mais sete pessoas foram apresentadas na seccional do Tapanã.

Centrão começa confirmando que as prioridades da população não são as dele, diz Kupfer

12 de fevereiro de 2021 at 08:42

Agenda ultraliberal furou a fila

Autonomia do BC tem lacunas graves

Projeto do mercado cambial contrata riscos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, cumprimenta o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)Sérgio Lima/Poder360 – 4.fev.2021

JOSÉ PAULO KUPFER PODER360
12.fev.2021 (sexta-feira) – 7h31

Odeputado Arthur Lira (PP-AL), novo presidente da Câmara dos Deputados, está honrando o velho ditado segundo o qual enquanto a vassoura é nova, a limpeza é mais eficiente. Nas primeiras decisões em plenário sob seu comando, a Câmara aprovou, com uma enxurrada de votos, os projetos de lei de autonomia do Banco Central e de simplificação do mercado cambial.

Lira não só varreu como deu a impressão de que teria condições de passar a boiada nas votações de leis econômicas de interesse do governo Bolsonaro. Com um começo de impacto, procurou mostrar as armas de que pretende se valer para cobrar, sabe-se lá a que preço, o apoio ao governo. Mas é preciso lembrar que a vassoura nova varreu bem temas que não mexem com recursos públicos, barganhas de cargos –essas coisas que, no fundo, realmente interessam ao Centrão e podem ser motivo de atritos com o Palácio do Planalto.

A ver, portanto, como a vassoura vai funcionar na discussão das questões do encalacrado Orçamento de 2021, que está com o deadline apertado e tem de ser apreciado logo em conjunto com o Senado. E, também, da questão mais importante e complicada, diante das restrições fiscais existentes, a renovação do auxílio emergencial a vulneráveis e informais, bem como outros programas de sustentação de emprego, renda, empresas e crédito.

Com o recrudescimento da pandemia, sem esses programas, a popularidade de Bolsonaro ameaça escorrer pelo ralo. Aqui, portanto, nesses temas mais críticos, é que a decantada habilidade política de Lira e de seus liderados do Centrão enfrentará para valer seus primeiros testes.

Observado, porém, de um outro ângulo, o do interesse mais agudo da sociedade, Lira e sua tropa começaram mal. Concentrar esforços na aprovação a toque de caixa da formalização de uma autonomia operacional que o BC já exerce, enquanto a pandemia mantém o sistema de saúde em estresse, quando não em colapso, já seria uma demonstração de insensibilidade e desprezo pelos interesses e necessidades populares.

Mais do que isso, avançar, no momento atual, numa maior liberação do mercado cambial, despachando para o Senado, com aprovação na correria, um projeto pouco e mal discutido, com impactos graves numa área sensível da economia, reforça a percepção de que a pauta do Centrão passa a léguas das que visam a mitigar os sofrimentos da população. Tudo isso, diante das urgências da crise sanitária, humanitária e econômica em que o Brasil está mergulhado, deixou marca confirmatória de que o prioritário para o Centrão não o é para o país.

Em relação aos 2 projetos da pauta ultraliberal do ministro Paulo Guedes que a Câmara aprovou rapidamente, o da autonomia formal do BC tem algumas vantagens e muitos problemas. A vantagem principal é que formaliza o que antes era informal. Também fica mantido o papel do CMN (Conselho Monetário Nacional) de formulador das metas e objetivos a serem perseguidos pelo BC. Com essa vinculação, tecnicamente, o BC brasileiro não pode ser considerado independente –para ser independente um BC, além de executar a política monetária, é também o formulador dessa política.

Esse é um ponto importante para repelir a crítica de que o BC se tornaria um 4º Poder –e poder não eleito. É o CMN, atualmente formado pelo ministro da Economia, o secretário especial de Fazenda e o presidente do BC, como representante do governo eleito, com maioria de votos, que fixa os rumos da política monetária.

Também é falso que o presidente e os diretores do BC, agora detentores de mandatos fixos de 4 anos, com permissão para uma reeleição, não possam ser demitidos. Não basta, é certo, uma canetada, mas, por solicitação do CMN, o Senado, de acordo com o projeto aprovado, pode demitir os diretores, inclusive se, reiteradamente, descumprirem as determinações do CMN.

Uma novidade positiva é a que confere ao BC um duplo mandato para, além de perseguir a estabilidade de preços e o bom funcionamento do sistema financeiro, também atuar na suavização dos ciclos econômicos e no fomento do pleno emprego. É verdade que esses 2 últimos objetivos entraram no texto agora aprovado como metas secundárias, mas, a exemplo de BCs de referência, como o Federal Reserve, o banco central norte-americano, agora fazem parte dos objetivos do BC brasileiro.

Lacunas problemáticas, porém, não foram eliminadas no texto final enviado à sanção presidencial. Com um BC independente, agora uma autarquia de regime especial, não subordinada a nenhum ministério, em que os dirigentes desfrutam de mandatos fixos, como ocorre nas agências reguladoras, é uma falha grave não fechar a porta giratória pela qual presidente e diretores possam, sem cumprir uma quarentena eficiente para evitar a transferência de informações reservadas, ser contratado ou retornar ao setor privado.

No projeto aprovado, essa quarentena é de apenas 6 meses, enquanto na maior parte dos BCs autônomos ou independentes esse prazo é de, no mínimo, 2 anos. Há quem considere, inclusive, como o ex-ministro Nelson Barbosa, que a quarentena deveria ser a mesma do tempo de permanência na diretoria.

A inexistência de regras explícitas de transparência na comunicação é outra lacuna inexplicável quando um BC ganha autonomia formal. Já que os diretores não podem mais ser demitidos a qualquer momento, deveria ser obrigatório que as reuniões de diretoria, principalmente as de formulação da política de juros, fossem gravadas para divulgação, decorrido um certo número de anos.

Mais ainda, deveria ser vedada a participação do presidente e de diretores do BC em encontros privados com instituições do mercado financeiro e seus clientes, como hoje se transformou em rotina. Em todos os bancos centrais de referência, diretores cumprem agendas protocolares de discursos públicos, em que abordam temas específicos.

Da mesma forma, premissas e dados utilizados para a determinação de variáveis econômicas não observáveis –taxa de juros neutra, hiatos de produto etc.–, com influência nas decisões de política monetária, deveriam ser obrigatoriamente divulgadas. Não há nada quanto a isso no projeto aprovado, permanecendo a divulgação desses parâmetros a critério do Copom (Comitê de Política Monetária), como já é atualmente.

Se o projeto de autonomia do BC tem lacunas problemáticas, o de desregulamentação parcial do mercado de câmbio é um risco do começo ao fim. Com base num projeto do governo, a Câmara já havia aprovado, em fins do ano passado, o texto-base do projeto que agora finalizou sua tramitação na Casa, com a recusa de todos os destaques. Sem emendas, o projeto seguiu para o Senado.

Seria interessante que essa nova rodada de discussões permitisse deixar mais claras as vantagens de mexer no vespeiro do câmbio neste momento de grandes incertezas, não só aqui como em todo o mundo. Diante de tudo o que afeta a sempre sensível área cambial, a ideia de consolidar uma legislação dispersa e repleta de camadas que se sobrepõem, com normas que remontam às primeira décadas do século 20, é das poucas, no conjunto, que fazem sentido.

Por trás da proposta de desregulamentar e desburocratizar a área cambial, percebe-se uma visão antiga e ultrapassada de liberalização a qualquer custo, que a crise de 2008, reforçada pela pandemia, deixou para trás. Se, para determinados setores que operam com o exterior, é proveitoso facilitar as transferências de recursos, reduzindo seus custos, uma retirada excessivamente ampla de controles e restrições, é caminho quase certo para aumentar a volatilidade da taxa de câmbio.

A volatilidade da taxa cambial é um elemento que dificulta e encarece as operações comerciais com o exterior, afetando também, negativamente, os investimentos estrangeiros. Fenômeno natural em economias emergentes, a volatilidade do câmbio é particularmente alta na economia brasileira, onde o mercado de derivativos de câmbio é muito maior do que o mercado cambial à vista. Trata-se de uma fórmula segura de introduzir instabilidades econômicas desnecessárias.

Resumindo as concepções embutidas no projeto agora enviado ao Senado, é até legítimo sonhar com a conversibilidade da moeda local. Mas, antes, não se pode esquecer que é inteiramente equivocada a percepção intuitiva de que moeda forte é sinônimo de economia forte. Muito mais do que isso, trata-se de erro capital inverter a causalidade entre as instituições econômicas e a conversibilidade da moeda. Não é a conversibilidade que dá sustentação às instituições econômicas de um país, como parece acreditar o projeto aprovado na Câmara, mas o exato inverso.

SEM NOÇÃO

12 de fevereiro de 2021 at 07:50

Homem gasta mil reais em prostíbulo e inventa assalto por medo da esposa

Ele alegou aos policiais que precisava de uma justificativa para dar à esposa sobre o dinheiro gasto.

Com informações de Roberth Costa/BHAZ

Caso aconteceu no centro de Belo Horizonte.

Caso aconteceu no centro de Belo Horizonte. | Marcello Casal Jr./Agência Brasil

m homem, de 44 anos, foi preso na última quarta-feira (10) por falsa comunicação de crime no centro de Belo Horizonte (MG). Ele gastou 1 mil reais em um prostíbulo na rua Guaicurus e precisava de uma justificativa para dar à esposa sobre o dinheiro.

Não vendo outra alternativa, ele chamou a polícia e relatou ter sido assaltado ao passar por uma passarela. Ele chegou ainda a descrever os supostos assaltantes, como dois homens negros armados e que teria perdido também os mil reais, além de um celular

Os militares se mobilizaram e tentaram localizar os autores do suposto crime. Ao checarem as câmeras de monitoramento, nem o homem e nem os assaltantes foram visualizados nas imagens.

Questionado mais uma vez, o homem entrou em contradição e revelou a farsa: que gastou o dinheiro no prostíbulo e realizou um novo programa, pagando com o próprio celular.

NÚMEROS ATUALIZADOS

11 de fevereiro de 2021 at 22:45

Covid-19: jovem de 23 anos está entre os 16 óbitos registrados no boletim da Sespa desta quinta (11) 

Com a atualização de hoje (11), o Pará totaliza 346.146 casos da doença e 7.924 mortes.

Fernanda Palheta DOL

Novos números foram divulgados em boletim pela Sespa na noite de hoje (11).

 Novos números foram divulgados em boletim pela Sespa na noite de hoje (11). | Pedro Guerreiro/Agência Pará

Em mais um boletim epidemiológico divulgado na noite desta quinta-feira (11) pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o estado do Pará confirmou mais 150 novos casos e 16 mortes provocados pela Covid-19 nos últimos sete dia.

Os números chamam atenção especialmente se considerar que as subnotificações das prefeituras confirmam mais 1.633 casos e 34 mortes também provocados pela doença, mas que aconteceram em dias anteriores.

Com a atualização de hoje, o Pará totaliza 346.146 casos da doença e 7.924 mortes.

CORRENTEZA

11 de fevereiro de 2021 at 16:35

Imagens impressionantes: barco afunda e tripulantes se desesperam na região de Mosqueiro

Força da água levou o barco Alpha I para o fundo do rio Pará.

DOL

Tripulação ficou desesperada.

Tripulação ficou desesperada. | Reprodução

m vídeo que circula pelas aplicativos de mensagens mostram uma embarcação de pequeno porte afundando em um rio. Nas imagens é possível ver o barco indo para baixo d’água em questão de segundos.

A embarcação de pequeno porte bate em um navio cargueiro que estava ancorado em Mosqueiro, distrito de Belém.

Os alimentos que estavam na lancha que prestava serviço à empresa Pará Suprimentos Marítimos, ficam boiando na água enquanto os tripulantes nadam em direção a outra embarcação para se salva

O acidente ocorreu na última segunda-feira, 8, mas apenas na quarta-feira (10), as imagens começaram a circular em massa nas redes sociais.