Católicos ultraconservadores sabotam Campanha da Fraternidade 2021

14 de fevereiro de 2021 at 09:03

Aceno por diálogo com população LGBTQI+ enfureceu fundamentalistas, que incentivam fiéis a não doar para a iniciativa no Domingo de Ramos

Raphael Veleda Metrópoles

14/02/2021 5:00,atualizado 13/02/2021 15:14A Campanha da Fraternidade 2021Divulgação

Após deixar de ser realizada no ano passado, por causa das restrições impostas pela pandemia de coronavírus, a Campanha da Fraternidade de 2021 começa sob ataques nas redes e ações de boicote. A cruzada é promovida por grupos católicos ultraconservadores, que se revoltaram com o protesto da iniciativa religiosa contra a violência sofrida pela população LGBTQI+.

Com o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”, a tradicional iniciativa que pede doações de fiéis para financiar projetos sociais apoiados pela Igreja Católica virou alvo de religiosos fundamentalistas nas redes sociais. Um dos motivos é a busca da inclusão, nesse diálogo, das minorias e a violência direcionada a esses grupos.

Os ataques nas redes são ferozes e acusam líderes religiosos de terem aderido a “pautas abortistas e anticristãs”. Com vídeos no YouTube e hashtags no Twitter e no Instagram, esses grupos tentam incentivar os cristãos a não doar nenhum dinheiro para a Campanha da Fraternidade.

Tradição católica desde a década de 1960, a campanha é promovida anualmente no período da quaresma, terminando no Domingo de Ramos, e tem sido realizada em versão ecumênica (convidando outras igrejas cristãs) a cada cinco anos, desde 2000.

Nesses anos específicos, como é o caso de 2021, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divide a organização da campanha com o Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), do qual representantes católicos também são integrantes.

A pastora luterana Romi Bencke, secretária-executiva do Conic, é um dos principais alvos do discurso de ódio. As investidas que ela sofreu motivaram mais de 200 entidades da sociedade civil a protestar e se solidarizar.

Em carta, a Aliança de Batistas do Brasil repudiou a campanha de ódio e afirmou que os ataques estão sendo direcionados com mais força a lideranças femininas, “além do cunho antiecumênico são carregados de misoginia indisfarçável”.

“Nos vemos perplexos com os ataques que a CFE 2021 (Campanha da Fraternidade Ecumênica) vem sofrendo por parte de setores que buscam, entendemos, usurpar o nome da Igreja Católica Apostólica Romana, que conosco compõe este Conselho, para ataques infundados, injustos e até mesmo criminosos”, diz a carta da Aliança de Batistas.

O problema

Os ultraconservadores se revoltaram contra o documento que explica as motivações da Campanha da Fraternidade de 2021, principalmente em relação ao parágrafo que faz a seguinte afirmação: “Outro grupo que sofre as consequências da política estruturada e da criação de inimigos é a população LGBTQI+”.

O documento traz dados do Atlas da Violência e da ONG Grupo Gay da Bahia para denunciar que 420 pessoas desse grupo foram assassinadas em 2018, e argumenta que “esses homicídios são efeitos do discurso de ódio, do fundamentalismo religioso, de vozes contra o reconhecimento dos direitos das populações LGBTQI+ e de outros grupos perseguidos e vulneráveis”.

Para os religiosos mais extremistas, sobra militância e falta religião no documento.

Extrema direita olavista em ação

Os conservadores católicos autores das primeiras investidas contra a iniciativa não chegam a ser populares nas redes, mas o movimento vem ganhando força com a adesão de alguns influenciadores de extrema direita. Um deles é o guru Olavo de Carvalho, que tem divulgado pelo Facebook vídeos que atacam a Campanha da Fraternidade e a CNBB.

postagem de olavo de carvalho
Olavo de Carvalho divulga boicote à Campanha da Fraternidade

Os propagadores do discurso que extremistas como Olavo de Carvalho propagam são católicos como Frederico Abranches Viotti, porta-voz do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira. Em vídeo com imagens sacras e referências à monarquia, ele acusa “setores da Igreja Católica” de estarem trabalhando contra o Brasil e pelo marxismo.

“Estamos vendo, no Brasil, o cristianismo ser desvirtuado com a questão da ideologia de gênero. E o que faz a CNBB? Uma campanha com conceito anticatólico de fraternidade e rompe as barreiras que o católico ainda tem ao pecado. Ao pecado, por exemplo, do homossexualismo”, protestou em transmissão na última semana.

“A CNBB colabora para a destruição do senso católico. Católicos não podem contribuir para uma campanha da fraternidade como essa”, pede ainda Viotti.

Frederico Abranches Viotti, porta-voz do Instituto Plínio Corrêa de OliveiraReprodução/Youtube

ataques no twitter

Pastora Romi Bencke é alvo de ataques nas redes sociaisReprodução/Twitter

olavo de carvalho ataca cnbb

Olavo de Carvalho adere ao boicote e critica CNBBReprodução/Facebook

A Campanha da FraternidadeDivulgação

A Campanha da Fraternidade 2021Divulgação

Ataques no TwitterReprodução/Twitter

Frederico Abranches Viotti, porta-voz do Instituto Plínio Corrêa de OliveiraReprodução/Youtube

Pastora Romi Bencke é alvo de ataques nas redes sociaisReprodução/Twitter1

A reação

A CNBB divulgou, na última terça-feira (9/2), longa carta sobre o assunto, na qual tenta explicar os princípios da Campanha da Fraternidade e justifica o tom “menos católico” do texto pelo espírito ecumênico e pela redação do âmbito do Conic, ainda que com a concordância da entidade que representa os bispos católicos.

A carta adota tom mais defensivo, explicando o processo de formulação de cada campanha e sua importância. Veja aqui a íntegra.

“Algumas afirmações têm ocasionado insegurança e mesmo perplexidade”, diz a carta, sem citar diretamente os ataques virtuais.

Em sua parte final, o documento se defende das investidas, lembrando que “a Igreja tem sua doutrina estabelecida a respeito das questões de gênero e se mantém fiel a ela” e que “os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade [a arrecadação da campanha] serão aplicados em situações que não agridam os princípios defendidos pela Igreja Católica”.

A Campanha da Fraternidade

O Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), para o qual vão os valores arrecadados na Campanha da Fraternidade, sustenta a ação social da Igreja Católica em temas ligados à campanha de cada ano. Em 2019, segundo a CNBB, o fundo distribuiu R$ 3,8 milhões para apoiar 218 projetos que impactaram 200 mil pessoas.

Dois deles funcionam no Distrito Federal. O projeto Protegendo os Pequeninos, ad Arquidiocese de Brasília, acolhe crianças, jovens e adultos com múltiplas deficiências desde 2009. Em Brazlândia, a CNBB mantém, desde 2014, o projeto Correndo Atrás de um Sonho, que dá treinos a adolescentes fora do horário de aulas.

Veja um vídeo da CNBB sobre o fundo e como ele é usado:

Apesar de tanta polêmica, a Campanha da Fraternidade de 2021 ainda nem foi lançada oficialmente, o que vai ocorrer na próxima Quarta-feira de Cinzas (17/3). As ações vão até 28 de março, no Domingo de Ramos, que é o dia oficial de coleta de doações para a iniciativa.IGREJA CATÓLICACNBBCAMPANHA DA FRATERNIDADEVER COMENTÁRIOSRECOMENDADO.

ABERTO E FECHADO

14 de fevereiro de 2021 at 07:28

Saiba o que funcionará em Belém durante o Carnaval

Os shoppings e centro comercial estarão aberto de sábado a quarta-feira, quando acontecia o tradicional feriado de Carnaval

   Autor: Diário Online


Veja a programação no período em que para alguns a folga existirá Veja a programação no período em que para alguns a folga existirá | DOL Ouça esta reportagem https://audio.audima.co/iframe-thin-local.html?skin=thin&statistic=false

Sem o tradicional feriado de Carnaval, muitos estabelecimentos comerciais funcionarão normalmente no período de 13 a 17 de fevereiro, quando tradicionalmente aconteceria a festa de momo. Shoppings e locais públicos terão suas atividades sem ou com poucas mudanças.

– Shoppings: 

– Bosque Grão Pará: as lojas e praça de alimentação funcionarão de 10h às 22 horas, os restaurantes seguem abertos ate meia noite. Apenas no domingo, as lojas funcionarão a partir das 14h e a praça de alimentação e entretenimento funcionarão de a partir das 12h. 

– Pátio Belém:  as lojas e praça de alimentação funcionarão de 10h às 22 horas. Apenas no domingo, as lojas funcionarão a partir das 13h até 21h e a praça de alimentação a partir das 12h. 

– Castanheira Shopping: as lojas e praça de alimentação funcionarão de 10h às 22 horas.

– Boulevard Shopping:  as lojas e praça de alimentação funcionarão de 10h às 22 horas. Os restaurantes abrem as 11h e seguem abertos ate meia noite

– Parque Shopping:  as lojas e praça de alimentação funcionarão de 10h às 22 horas. 

– Shopping Matrópole Ananindeua:  as lojas e praça de alimentação funcionarão de 10h às 22 horas. O posto da Polícia federal estará fechada de sábado (13) a terça-feira (16), voltando a funcionar na quarta-feira (17), das 12h30 às 17h, só para atendimentos sobre passaporte. 

centro comercial de Belém poderá funcionar normalmente, de 8h às 20h, ficando a critério de cada lojista.

– Supermercados: funcionarão em horário normal durante o período.

 A Estação das Docas estará aberta de diariamente de 10h às 00h, conforme estabelece decreto estadual de combate à covid-19. O complexo turístico fica na avenida Boulevard Castilhos França, Sn, em Belém. A entrada no local é gratuita. 

O Parque Zoobotânico Mangal das Garças também estará aberto no período de carnaval, de 8h às 18h, com exceção da segunda-feira, dia 15, quando fechará para manutenção semanal. O Parque está localizado às margens do rio Guamá, em pleno centro histórico de Belém, na Rua Carneiro da Rocha, s/n – Cidade Velha. https://09ecd40c73b1fda854622cd99844ba0d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

O Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna estará aberto ao público dentro do horário normal, de 6h às 17h. O local fecha todas às terças-feiras para manutenção, mas na próxima terça (16) estará aberto, excepcionalmente. O Parque fica na avenida João Paulo II, s/n, bairro do Curió Utinga, em Belém.

– Bancos: já as agências bancárias estarão fechadas na segunda (15) e terça-feira (16), reabrindo às 12h de quarta-feira (17), com encerramento em horário normal de fechamento das agências.

– Hemopa: a Fundação Hemopa irá funcionar normalmente para coleta de sangue será normal nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, nos serviços de Belém e do interior do Estado.

GUERREIRA

13 de fevereiro de 2021 at 23:01

Aos 120 anos, paraense é vacinada contra a Covid-19

A idosa seria a pessoa mais velha do mundo, de acordo com registro de identidade

 sábado, 13/02/2021, 21:14 – Atualizado em 13/02/2021, 21:14 –  Autor: Diario Online


 | Reprodução/Twitter Ouça esta reportagem https://audio.audima.co/iframe-thin-local.html?skin=thin&statistic=false

Aparaense Maria Teodora Alcântara, 120 anos, foi vacinada contra a Covid-19, neste sábado (13), no arquipélago do Marajó, no Pará. Segundo o registro de identidade, ela é a pessoa viva mais velha do mundo. 

Nascida no dia 18 agosto de 1900, de acordo com o documento, emitido em 2006, Maria completará 121 ano em agosto de 2021.

Atualmente, a pessoa viva mais velha do mundo registrada no Guinness Book, o livro dos recordes, é a supercentenária japonesa Kane Tanaka, com 118 anos completados no dia 2 de janeiro deste ano.

Sem saber ler ou escrever, a paraense vive alheia às disputas do Guinness e de publicações científicas.

Leia também:

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Vacina: o que falta para o Brasil deixar de depender de outros países

13 de fevereiro de 2021 at 22:05

Incertezas em relação à chegada de vacinas contra Covid e dos insumos expuseram falhas da indústria nacional e do planejamento de pesquisas

Juliana Contaifer Metrópoles

13/02/2021 19:11,atualizado 13/02/2021 19:53Enfermeira preparam vacina para aplicar em idosos, em goiâniaVinícius Schmidt/Metrópoles

A pandemia de Covid-19 escancarou algo que os pesquisadores e a indústria nacional já sabem há anos. O Brasil é completamente dependente de outros países para produzir medicamentos e vacinas.

Se há algum consolo, não somos os únicos. Grande parte das nações precisa, em algum grau, de insumos e dos Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs) produzidos na China e na Índia. Durante a pandemia, esses países, detentores da tecnologia de produção, decidiram quem receberia (e com que velocidade) a vacina contra a Covid-19.PUBLICIDADE

A história de como chegamos a este ponto começa nos anos 1980. O Brasil produzia cerca de 50% dos IFAs consumidos no país (hoje, só fabrica 5%), e era autossuficiente na fabricação de antibióticos, por exemplo, suprindo o mercado nacional e exportando. A empresa Intex gerava boa parte das vacinas para abastecer o Programa Nacional de Imunização (PNI).

Porém, com a necessidade de um controle de qualidade mais rígido e de novas normas, a empresa decidiu fechar as portas. Para suprir essa falta, os laboratórios públicos foram favorecidos — com investimentos no Instituto Butantan e na Fundação Oswaldo Cruz, principalmente, o que acabou prejudicando a iniciativa privada. Além do custo alto de produção, as condições se tornaram desiguais, pois o governo compra preferencialmente de instituições públicas.

“No governo Collor, quando se abriu o mercado, a indústria local perdeu a competitividade de forma muito rápida. Não tivemos planejamento: abrimos, reduzimos tarifa de importação, nossas empresas tinham problemas trabalhistas, precisavam seguir a legislação ambiental e as regras da Anvisa”, explica Norberto Prestes, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos.

Ainda segundo o especialista, “a China e a Índia criaram ambientes com pouca regulamentação e muito recurso, e houve um movimento mundial das indústrias, que se mudaram para lá”.

Nesse movimento, ficou muito mais barato importar tudo do que produzir em território nacional. As fábricas que o Brasil tinha se tornaram meros centros de envaze, sem capacidade tecnológica de produzir fórmulas.

“Vivemos o custo da ineficiência estatal. Em um primeiro momento pandêmico, importamos. O ideal seria que, dado o contexto e sabendo o quão danoso é não ter laboratórios qualificados, pensássemos em como o país gostaria de se reestruturar para ter a capacidade tecnológica necessária para responder a demandas agudas e cenários de escassez futuros”, frisa Paulo Almeida, diretor do Instituto Questão de Ciência.

Os Estados Unidos, por exemplo, também dependiam de cerca de 70% dos IFAs importados da China. Mas nunca houve congelamento de incentivo, e o país tem laboratórios de primeira linha que são capazes de responder a problemas urgentes como a pandemia.

Veja na galeria o registro do início da distribuição de vacinas para o país:

Os imunizantes são os dois primeiros aprovados no país contra o novo coronavírusFábio Vieira/Metrópoles

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, acompanhou distribuição dos imunizantesFábio Vieira/Metrópoles

Senado dos EUA rejeita 2º pedido de impeachment de Trump

13 de fevereiro de 2021 at 19:45

Foram 57 votos a favor e 43 contra

Eram necessários 67 para condenação

Foi acusado de “incitar insurreição”

Por causa da invasão ao Capitólio

O ex-presidente Donald Trump foi absolvido pelos senadoresAndrea Hanks/Casa Branca – 27.abr.2020

PODER360
13.fev.2021 (sábado) – 17h49

O Senado dos EUA rejeitou o 2º processo de impeachment do ex-presidente Donald Trump. O pedido havia sido motivado pelas declarações do ex-presidente no dia da invasão ao Capitólio, sede do Congresso norte-americano. Opositores consideravam que ele incitou o ato, que deixou 5 pessoas mortas e colocou em risco congressistas.

Eram necessários ao menos 2/3 dos votos do Senado (67 de 100 senadores) para condenar Trump. Foram 57 a favor do impedimento contra 43 pela rejeição. A Casa Alta norte-americana é composta por 50 democratas (incluindo 2 senadores independentes que votam com o partido) e 50 republicanos.

Depois do resultado, o presidente norte-americano afirmou que “nenhum presidente jamais passou por algo semelhante, e continua porque nossos oponentes não conseguem esquecer os quase 75 milhões de pessoas, o maior número de todos os tempos para um presidente em exercício, que votou em nós há poucos meses”.

“Nosso movimento histórico, patriótico e belo para Make America Great Again está apenas começando. Nos próximos meses, tenho muito a compartilhar com vocês e estou ansioso para continuar nossa incrível jornada juntos para alcançar a grandeza americana para todo o nosso povo”, completou via assessoria de imprensa.

A presidente é Kamala Harris, vice do atual presidente dos EUA, Joe Biden. Caso fosse condenado, uma votação em separado poderia tornar Trump inelegível –ou seja, ele não poderia disputar a próxima eleição presidencial, em 2024.

Eis os 7 senadores republicanos que votaram pelo impeachment de Trump: Mitt Romney (Utah), Richard Burr (Carolina do Norte), Susan Collins (Maine), Bill Cassidy (Louisiana), Lisa Murkowski (Alaska), Ben Sasse (Nebraska) e Pat Toomey (Pensilvânia).

O pedido havia sido aprovado pela Câmara dos Representantes em 13 de janeiro. O placar final pró-impeachment foi de 232 a 197, com 4 abstenções de republicanos. Os 222 deputados democratas foram a favor da abertura do processo. Entre os 211 republicanos, 10 apoiaram o impeachment.

Trump é o 1º presidente na história dos Estados Unidos a ter 2 processos de impeachment abertos. Em dezembro de 2019, o republicano foi a julgamento uma vez na Câmara, controlada pelos democratas, por pressionar o presidente da Ucrânia a investigar Joe Biden e seus filhos, na época seu provável adversário nas eleições presidenciais de 2020. O então presidente, porém, foi absolvido pelo Senado, de maioria republicana na época.

O PEDIDO DE IMPEACHMENT

Depois da invasão ao Capitólio por apoiadores de Trump na 1ª semana de janeiro, o então presidente passou a ser pressionado a deixar o governo seja por renúncia, pela evocação da 25ª Emenda da Constituição norte-americana ou por processo de impeachment.

Em 12 de janeiro, o então vice-presidente dos EUA, Mike Pence, rejeitou convocar a 25ª Emenda para retirar Trump do cargo. A legislação, ratificada em 1967, trata de situações nas quais um presidente está inapto para continuar no cargo, mas não se demite. Abrange doenças físicas e mentais.

A proposta de impeachment do então presidente foi apresentada em 11 de janeiro por congressistas do Partido Democrata.

No pedido (íntegra em inglês – 31KB), os democratas afirmam que as declarações falsas de Trump de que ele ganhou a eleição incentivaram apoiadores a invadir o Capitólio.

O documento também cita a ligação de Trump para o secretário de Estado republicano da Geórgia, na qual o presidente norte-americano o pressionou a “encontrar” votos suficientes para que ele pudesse ganhar de Joe Biden no Estado.

“Em tudo isso, o presidente Trump colocou em risco a segurança dos Estados Unidos e de suas instituições governamentais”, diz o texto. “Ele ameaçou a integridade do sistema democrático, interferiu na transição pacífica de poder e pôs em perigo um ramo coigual do governo. Com isso, ele traiu sua confiança como presidente, para prejuízo manifesto do povo dos Estados Unidos.”

Também em 12 de janeiro, antes de embarcar para o Texas, Trump negou qualquer responsabilidade pela invasão ao Capitólio. Também disse que seu discurso durante um comício em 6 de janeiro, antes do ataque, foi “totalmente apropriado”.

“As pessoas acharam que o que eu disse era totalmente apropriado, e se você olhar o que outras pessoas disseram, políticos de alto nível, sobre os distúrbios durante o verão, os horríveis distúrbios em Portland e Seattle e vários outros lugares, isso foi um problema real, o que eles disseram”, afirmou o presidente norte-americano a jornalistas na Base Conjunta Andrews.

Trump criticou o pedido de impeachment. Disse que é “absolutamente ridículo” que a Câmara estivesse buscando avançar rapidamente com o processo e acusá-lo de incitar uma insurreição.

Após a invasão, o então presidente norte-americano também teve suas contas banidas e suas publicações restringidas por ao menos 12 empresas de mídias sociais, que argumentaram temer que as postagens de Trump incitem ainda mais a violência.

A SAÍDA DA CASA BRANCA

Em 20 de janeiro, Trump deixou a Casa Branca e deu lugar ao democrata Joe Biden. Em seu discurso, disse que voltaria “de um jeito ou de outro”. Afirmou também que seu governo estabeleceu o “alicerce” para o êxito de seu sucessor, sem citá-lo.

O republicano não foi à cerimônia de posse de Joe Biden. Foi a 1ª vez que um presidente não compareceu na tomada de posse de seu sucessor desde 1869.

Ex-chefe de gabinete de Gilmar Mendes é o novo diretor-geral da Câmara

13 de fevereiro de 2021 at 18:19

Celso de Barros Correia Neto trabalhava como consultor legislativo na Casa há três anos. Sérgio Sampaio deixa o cargo

Marcelo MontaniniLourenço Flores Metrópoles

13/02/2021 15:23,atualizado 13/02/2021 15:45Celso de Barros Correia Neto, novo diretor-geral da Câmara dos DeputadosRedes sociais/Reprodução

O presidente da Câmara dos DeputadosArthur Lira (PP-AL), escolheu Celso de Barros Correia Neto como novo diretor-geral, no lugar de Sergio Sampaio. Correia Neto, que já foi chefe de gabinete e assessor do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve assumir as funções na próxima semana.

A informação foi confirmada ao Metrópoles por Sergio Sampaio. “Não me foi dito o motivo, mas encaro com naturalidade a troca de posições de chefia em momento como esse”, afirmou.PUBLICIDADE

Correia Neto foi empossado como consultor legislativo da Câmara dos Deputados, especialista da área tributária, há três anos.

Doutor em direito econômico, financeiro e tributário pela Universidade de São Paulo (USP), se graduou em direito pela Universidade Federal de Alagoas. Atualmente, é professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), do qual o ministro Gilmar Mendes é sócio.

Sampaio é servidor de carreira da Câmara e atuou como diretor-geral em diversas gestões, do PT ao PSDB. Após um período como chefe da Casa Civil do Distrito Federal, no governo Rodrigo Rollemberg, Sampaio voltou ao posto na Câmara, em 2019, na gestão Rodrigo Maia. Nos bastidores, a opinião é de que Sampaio não seria homem de confiança de Lira.

FATALIDADE

13 de fevereiro de 2021 at 17:43

Mulher morre ao ter reação alérgica grave após aplicar tintura no cabelo

A jovem passou mal logo depois de ter tinta aplicada no cabelo

Com informações agoranoticiasbrasil

Karine de Oliveira Souza teve choque anafilático  Karine de Oliveira Souza teve choque anafilático | Reprodução/Arquivo pessoal

ASanta Casa de Catalão, município do estado de Goiás, abriu um protocolo para investigar a possível causa da morte cerebral de uma mulher de 34 anos que teve uma reação alérgica após pintar o cabelo. Karine de Oliveira Souza estava internada no hospital desde da última quarta-feira (10), depois de passar mal em um salão de beleza.https://be303036581c58160cb60cf46f235c5f.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

De acordo com o hospital, ela teve um choque anafilático, uma reação alérgica grave. O estado de saúde dela era considerado gravíssimo.

A cabeleireira, que não teve a identidade revelada, disse a policia que Karine começou a sentir um formigamento nas mãos e pediu para o produto ser retirado. Em seguida, ela apresentou falta de ar. Ela foi atendida por uma equipe do Corpo de Bombeiros ainda no local e encaminhada para o pronto-socorro da Santa Casa de Catalão.

Ainda segundo a profissional, Karine era cliente do salão, mas nunca havia pintado o cabelo no local, apenas costumava fazer manicure e depilação.

O Corpo de Bombeiros informou que, no momento do atendimento, a mulher apresentava parada cardiorrespiratória, estava inconsciente e precisou ser reanimada antes de ser encaminhada para o pronto-socorro.

Moléculas com potencial para tratar câncer cerebral agressivo são encontradas

13 de fevereiro de 2021 at 16:44

Atuam contra o glioblastoma

Inibem proteína que replica células

Em artigo publicado na Nature Communications, consórcio internacional com a participação de pesquisadores da Unicamp demonstra que compostos atuam sobre as células-tronco tumorais do glioblastoma, um tipo de tumor com poucas opções de tratamento e de rápida progressãoRoberta Ruela/CQMED-Unicamp

PODER360
13.fev.2021 (sábado) – 16h32

André Julião | Agência FAPESP

Um grupo de pesquisadores do Canadá, Brasil e Estados Unidos identificou duas moléculas com potencial para tratar o glioblastoma, um dos mais agressivos tipos de câncer do cérebro, com taxa de sobrevivência inferior a 10%. As moléculas atuam especificamente sobre as células-tronco tumorais, que têm relação importante com a resistência aos tratamentos. Segundo os pesquisadores, poucos compostos são capazes de atuar sobre esse tipo de célula, que existe em pequenas quantidades nos tumores.

O estudo, publicado na Nature Communications, foi realizado no âmbito do Structural Genomics Consortium (SGC), que tem como parceiro no Brasil o Centro de Química Medicinal da Universidade Estadual de Campinas (CQMED-Unicamp), apoiado pela Fapesp.

“As duas moléculas agem sobre uma mesma proteína, mas possuem diferentes mecanismos de ação sobre o tumor. Uma vez que é uma doença com poucas opções de tratamento, é preciso trabalhar com a possibilidade de uma terapia combinada, que atacaria o tumor em diferentes frentes. Nosso trabalho aumenta a compreensão do mecanismo de ação dessas moléculas”, explica Katlin Brauer Massirer, pesquisadora do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (CBMEG-Unicamp) apoiada pela Fapesp e uma das coordenadoras do estudo.

Os compostos –chamados GSK591 e LLY-283– inibem a proteína PRMT5, que atua na replicação das células-tronco tumorais. Desse modo, conseguem impedir a progressão do tumor.

“Em condições normais, essa proteína [PRMT5] é muito importante para um processo de controle celular que chamamos de splicing do RNA [processamento do RNA mensageiro para a produção de proteínas]. No glioblastoma, porém, o excesso dessa molécula desregula esse processo e favorece o crescimento do tumor. O que esses inibidores fazem é a ligação física na proteína PRMT5, impedindo que ela atue de maneira desregulada”, explica Felipe Ciamponi, coautor brasileiro do trabalho, realizado durante seu mestrado no CBMEG-Unicamp, onde atualmente faz doutorado.

Por meio de ferramentas de bioinformática, os pesquisadores brasileiros analisaram centenas de milhares de dados provenientes de células tumorais tratadas com um dos compostos. As amostras de glioblastoma usadas no experimentos foram coletadas de pacientes atendidos em três hospitais do Canadá.

“A colaboração com o grupo do CQMED foi essencial para o trabalho. Um dos principais focos do estudo da PRMT5 como alvo para fármacos era justamente a compreensão do splicing. Os pesquisadores brasileiros nos ajudaram a identificar o mecanismo celular em ação e a fazer a associação com o que observamos nas amostras de pacientes. Além disso, Ciamponi identificou uma nova assinatura num grupo de pacientes que foi capaz de predizer a resposta aos compostos”, diz à Agência Fapesp Panagiotis Prinos, pesquisador da Universidade de Toronto e um dos coordenadores do estudo.

PROMISSORAS

Ambas as moléculas se mostraram potentes contra o tumor e não tóxicas em células saudáveis. Ensaios em camundongos com tumores derivados das células-tronco dos pacientes mostraram que a LLY-283 consegue penetrar na chamada barreira hematoencefálica, estrutura que protege o cérebro de substâncias potencialmente tóxicas. Esse é um fator essencial para que um futuro medicamento atue no cérebro.

Outra demonstração do potencial da LLY-283 foi o fato de ela ter sido administrada por via oral aos camundongos. Os animais tratados tiveram sobrevida consideravelmente maior do que os não medicados, mostrando o efeito do composto mesmo quando tomado oralmente.

Com os resultados, novos testes serão realizados para entender a importância dos eventos de splicing sob a ação das moléculas e para aperfeiçoar os compostos, de forma que possam se tornar fármacos de uso clínico um dia.

“Outros grupos também estão pesquisando moléculas que têm essa proteína como alvo. É importante dizer que conseguimos identificar compostos que são, ao mesmo tempo, potentes e seletivos ao atingirem a PRMT5 e que estes ainda serão aperfeiçoados e testados em combinação, inclusive com fármacos já existentes. Além disso, esse tumor tem subtipos que podem ser muito sensíveis ou resistentes a um ou outro fármaco. Por isso é importante termos várias opções”, afirma Massirer.

Atualmente, dois compostos semelhantes ao do estudo estão sendo testados nos Estados Unidos, em pacientes com leucemia mieloide aguda, linfoma não Hodgkin e tumores sólidos. “Compartilhamos nossos resultados com esses grupos de pesquisa e estamos interagindo com eles para que incluam tumores de cérebro nos testes”, conta Prinos.

O grupo da Unicamp planeja ainda incluir pacientes de hospitais brasileiros no projeto e atrair empresas farmacêuticas do país como parceiras.

O artigo PRMT5 inhibition disrupts splicing and stemness in glioblastoma pode ser lido em: www.nature.com/articles/s41467-021-21204-5.


Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Japão é atingido por terremoto

13 de fevereiro de 2021 at 16:09

A magnitude foi de 7,3

Não há alerta de tsunami

Mapa do Japão com alertas da Agência Metereológica do JapãoReprodução/Agência Meteorológica do Japão

PODER360
13.fev.2021 (sábado) – 14h55

Um terremoto atingiu uma ampla área no leste do Japão neste sábado (13.fev.2021) a partir das 23h08 (hora local). Os tremores duraram cerca de 30 segundos. Pelo menos 30 pessoas haviam se ferido nas regiões de Fukushima e Miyagi. O serviço meteorológico do Japão informou a magnitude do terremoto como 7,3, acima do relatório inicial de 7,1, mas disse que não havia o perigo de um tsunami. As informações são do jornal The Japan Times.

O epicentro foi ao largo da costa de Fukushima, perto de onde 3 reatores nucleares derreteram depois de um terremoto e um tsunami há quase 10 anos. Quase um milhão de residências ficaram sem energia em toda a região de Fukushima. Estradas foram fechadas e serviços de trem, suspensos. Enquanto os moradores se preparavam para os tremores secundários, também houve um deslizamento de terra.

Takashi Furumura, professor do Instituto de Pesquisa sobre Terremotos da Universidade de Tóquio, afirmou à emissora pública do Japão NHK que um terremoto deste tamanho poderia ser seguido dentro de 2 ou 3 dias por outro de escala semelhante.

Um funcionário da Agência Meteorológica do Japão declarou à imprensa que os residentes deveriam estar preparados para outros tremores nos próximos dias.

Em 2011, um terremoto de 8,9 de magnitude e um tsunami devastaram o Japão e mataram 16.000 pessoas. Depois do subsequente desastre nuclear em Fukushima, 160 mil pessoas fugiram ou foram evacuadas dos arredores da usina.

ERRO MÉDICO

13 de fevereiro de 2021 at 15:36

Adolescente morre após médicos confundirem meningite com Covid no Paraná

A menina foi até o posto de saúde com febre, dor de cabeça e dor no corpo


   Autor: Com informações Rede TV

Ellen da Rocha Posselt, 17 anos, morreu de meningite Ellen da Rocha Posselt, 17 anos, morreu de meningite | Reprodução/Arquivo pessoal .

A adolescente Ellen da Rocha Posselt, de 17 anos, morreu na sexta-feira (5) de meningite bacteriana, menos de uma semana após o surgimento dos primeiros sintomas. De acordo com a família da estudante, os médicos confundiram os sintomas da doença com os da Covid-19. O caso ocorreu em Laranjeiras do Sul, no interior do Paraná.https://3c312adc4f2bd1d6ddb0e4641038e030.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Segundo a mãe da vítima, Andreia da Rocha, os profissionais de saúde não examinaram a filha por conta da suspeita de Covid. “Ela ficou doente no sábado, dia 29 de janeiro. Na terça-feira, meu marido a levou em um posto de saúde aqui de Laranjeiras, mas eles nem tocaram nela. Não examinaram. Ficaram bem longe”, lembra.

Os médicos solicitaram que a adolescente fizesse um teste para detectar a presença do novo coronavírus, mas Ellen não chegou a fazer o exame. Na quinta-feira (4), o estado de saúde dela piorou e a família decidiu levá-la ao hospital do município. “Foi quando descobrimos que se tratava de meningite”, disse a mãe à um portal de notícias.

Já na sexta-feira (5), Ellen não resistiu e acabou morrendo. “Foi muito rápido”, lamenta a mãe. “Quando meu marido a levou no posto de saúde, eles deveriam tê-la examinado. Com certeza, se tivessem feito isso, minha filha poderia ter sido salva. Ela não estava tão mal. Estava com um dedo roxinho, mas ainda caminhava. No entanto, ficaram o tempo todo mantendo distância dela, e ainda mandaram todos nós não sairmos de casa. Tudo para eles é covid agora”, disse, indignada. Agora a família pretendem entrar na justiça contra o município.

O secretário de saúde do Laranjeiras do Sul, Valdecir Valick, confirmou que o atendimento à Ellen no posto de saúde foi considerado como sendo “suspeita de covid” e afirmou que a equipe continuou monitorando a paciente de casa.

Já sobre a conduta do médico, o secretário declarou que “não pode dizer que a conduta foi errada”. “Não tenho como me posicionar. Não questionamos o médico sobre isso”, argumentou.

Ainda segundo a mãe da vítima, Ellen tomou todas as vacinas obrigatória desde a infância, mas o imunizante contra a meningite B, que é opcional e oferecido apenas na rede privada, ela não havia tomado.