Bolsonaro usa de “mentira absurda” para confundir população, diz Eduardo Leite

2 de março de 2021 at 13:47

Por Lauriberto Pompeu  congressoemfoco

O governador do Rio Grande do Sul enfrenta a pior situação do país de ocupação de leitos de UTI na pandemia de coronavírus.Antonio Cruz / Agência BrasilAntonio Cruz / Agência Brasil

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), reafirmou críticas ao presidente Jair Bolsonaro e disse ao Congresso em Foco que a subida de tom em suas declarações não significa uma mudança do comportamento que ele tem adotado, que geralmente é mais comedido, sem participar de conflitos.

“Não tem uma mudança de postura. Sempre apresentei minhas diferenças. Simplesmente estou reagindo a uma absurda mentira apresentada sobre distribuição de recursos, tentando confundir a população”, declarou.

O que motivou a reação de Leite, e também de mais 18 governadores que assinaram nota contra Bolsonaro, foi uma publicação do presidente nas redes sociais na qual ele superdimensiona as verbas que a União envia aos estados. O dinheiro repassado é obrigação constitucional.

O Congresso em Foco perguntou se a nota, que afirma que Bolsonaro tem como prioridade criar confrontos, foi iniciativa do tucano. Ele evitou responder e disse que “a liderança sobre a nota é menos relevante que a adesão que ela teve”. O Rio Grande do Sul é o estado que enfrenta a situação mais crítica de ocupação de leitos de UTIs. De acordo com levantamento da CNN com dados das secretarias de saúde estaduais atualizados de segunda-feira (1º), o estado tem 96,9% dos leitos ocupados.

Eduardo Leite declarou voto em Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2018, mas não associou sua campanha com a dele. A campanha casada foi  adotada pelo  concorrente José Ivo Sartori (MDB), que perdeu para Leite e não foi reeleito governador.

Em entrevista coletiva na segunda, Leite disse que o comportamento de Bolsonaro em relação à pandemia “infelizmente está matando”.

“Não adianta evocar Deus e colocá-lo acima de todos, porque Deus coloca a vida em primeiro lugar. Então se é para obedecer um mandamento divino, lembre-se que está entre os mandamentos não matar, e um líder na posição dele, que despreza os cuidados sanitários e despreza a sua gente, buscando algum proveito político ou se desfazer de algum prejuízo que possam causar as medidas que devem ser tomadas, infelizmente está matando.”

O governador gaúcho é um dos nomes que pode ser candidato a presidente pelo PSDB em 2022. O governador de São Paulo, João Doria (SP), é hoje a alternativa da legenda com mais força para disputar a eleição do ano que vem, mas uma parcela do partido tenta fazer com que Leite seja o escolhido pelo partido.

> Presidente do PSDB de SP cobra oposição a Bolsonaro e reclama de ala governista

DÍVIDA

2 de março de 2021 at 12:57

Remo e Paysandu devem juntos cerca de R$ 10 milhões para a União

O ranking de dívidas na União entre os 60 clubes das Séries A, B e C; quase R$ 1 bi em 2021

 terça-feira, 02/03/2021, 11:49 – Atualizado em 02/03/2021, 11:49 –  Autor: Com informações Cássio Zirpoli


 Ouça esta reportagem https://audio.audima.co/iframe-thin-local.html?skin=thin&statistic=false

Os 60 clubes presentes nas três principais divisões do Campeonato Brasileiro de 2021 têm quase R$ 1 bilhão em dívidas abertas com a União Federal. Os dois representantes paraense no ranking, Remo e Paysandu, somam juntos cerca de R$ 10 milhões de reais. Os números estão à disposição através do aplicativo “Dívida Aberta”, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Em 2020, o maior devedor era o Cruzeiro, com R$ 261,6 mi, mas o clube mineiro firmou um acordo com a PFGN em outubro, conseguindo um desconto considerável. Assim, parcelou R$ 182 milhões em 145 parcelas. Mas a raposa segue ainda com R$ 22,4 mi em dívidas abertas. A liderança em 2021 acabou ficando com o Guarani, que estava em 2º no último ano. O valor do bugre é quase o mesmo.

Veja a lista dos dez maiores devedores entre as Séries A, B e C de 2021

1º) R$ 152.249.371 – Guarani (SP), Série B

2º) R$ 125.143.111 – Fluminense (RJ), Série A

3º) R$ 119.621.294 – Vasco (RJ), Série B

4º) R$ 80.131.672 – Náutico (PE), Série B

5º) R$ 71.344.950 – Sport (PE), Série A

6º) R$ 53.748.379 – Santa Cruz, Série C

7º) R$ 50.037.191 – Figueirense (SC), Série C

8º) R$ 33.793.833 – Botafogo (RJ), Série B

9º) R$ 28.433.946 – Santos (SP), Série A

10º) R$ 26.910.016 – Corinthians (SP), Série A

SÉRIE B

A segundona deste ano conta com três dos quatro maiores devedores entre as três principais séries. Ainda assim, dívida aberta total junto à União caiu de R$ 569,7 mi para R$ 448,0 mi, com redução nominal de 121,7 mi (-21,3%). Apesar da chegada do Vasco, cuja dívida aberta aumentou 31,9 mi em um ano, o montante caiu por causa do Cruzeiro. De toda forma, a Série B segue pelo 2º ano como a divisão de maior passivo aberto, segundo a PGFN.

Ranking de dívidas abertas com a União na Série B de 2021

1º) R$ 152.249.371 – Guarani (SP), 149 débitos

2º) R$ 119.621.294 – Vasco (RJ), 78

3º) R$ 80.131.672 – Náutico (PE), 184

4º) R$ 33.793.833 – Botafogo (RJ), 36

5º) R$ 22.483.082 – Cruzeiro (MG), 7

6º) R$ 10.517.455 – Avaí (SC), 31

7º) R$ 9.022.187 – Brasil (RS), 57

8º) R$ 5.915.509 – Vila Nova (GO), 51

9º) R$ 5.180.629 – Remo (PA), 65

10º) R$ 4.493.735 – Vitória (BA), 12

11º) R$ 2.766.029 – Ponte Preta (SP), 14

12º) R$ 976.244 – Confiança (SE), 39

13º) R$ 859.118 – Londrina (PR), 24

14º) R$ 58.555 – Brusque (SC), 2

6 clubes sem dados na consulta: Coritiba (PR), CRB (AL), CSA (AL), Goiás (GO), Operário (PR) e Sampaio Corrêa (MA)

SÉRIE C

A dívida aberta da 3ª divisão teve, percentualmente, o maior aumento, saltando de R$ 74,0 mi para R$ 139,1 mi, com +87,7% (65,0 mi). Além dos rebaixamentos de Paraná e Botafogo (que figuram no “G4” desta divisão), também pesou a soma do “Figueirense Futebol Clube LTDA”, com R$ 11 milhões a mais na conta do clube catarinense. Na Série C há um ponto positivo, pois apenas oito times aparecem com pendências abertas, segundo a Procuradoria da Fazenda.

Ranking de dívidas abertas com a União na Série C de 2021

1º) R$ 53.748.379 – Santa Cruz (PE), 174 débitos

2º) R$ 50.037.191 – Figueirense (SC), 149

3º) R$ 17.881.228 – Paraná (PR), 77

4º) R$ 11.802.581 – Botafogo (SP), 123

5º) R$ 4.246.515 – Paysandu (PA), 49

6º) R$ 1.160.810 – Oeste (SP), 21

7º) R$ 214.185 – Botafogo (PB), 11

8º) R$ 47.369 – Ituano (SP), 3

* Somando os dois CNPJs do clube, um deles “LTDA”

12 clubes sem dados na consulta: Altos (PI), Criciúma (SC), Ferroviário (CE), Floresta (CE), Jacuipense (BA), Manaus (AM), Mirassol (SP), Novorizontino (SP), São José (RS), Tombense (MG), Volta Redonda (RJ) e Ypiranga (RS)

PRIANTE CONSEGUE NOVO TERMINAL HIDROVIÁRIO PARA ICOARACI

2 de março de 2021 at 11:14

Para potencializar o turismo em Belém, o distrito de Icoaraci vai ganhar um novo terminal hidroviário. Os recursos para a obra já estão garantidos através de uma emenda que o deputado federal PRIANTE (MDB), destinou para estado, mais precisamente para Companhia de Portos e Hidrovias (CPH), que elaborou o projeto e realizará a construção. A obra custará R$ 8 milhões, dos quais R$ 4 milhões são da  emenda de Priante e outros R$ 4 milhões de contrapartida do estado, conforme o Priante ajustou com governador @HelderBarbalho.

#Priante

#OFederalqueFaz

#CampeãodeRecursos

#Icoaraci

Brasil pode virar Venezuela em um ano e meio, diz Guedes

2 de março de 2021 at 09:53

Por Edson Sardinha  congressoemfoco

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil mergulhará no caos se não aprovar a PEC Emergencial, com suas contrapartidas, para retomar o pagamento do auxílio emergencial. Em entrevista a Thiago Nigro, do podcast da consultoria Primo Rico, Guedes criticou a possibilidade de o Congresso aprovar a proposta de emenda à Constituição sem proibir reajustes salariais no serviço público, por exemplo. Essa é ideia de parte dos parlamentares, que já derrubaram a sugestão do governo de eliminar os pisos de gastos com saúde e educação. Segundo ele, o Brasil corre o risco de repetir a situação de países vizinhos que enfrentam grave crise econômica por conta do descontrole fiscal.

“Seguramente, para virar Argentina, [serão necessários] seis meses. Para virar Venezuela, um ano e meio. Se fizer errado, vai rápido. Quer virar Estados Unidos ou Alemanha, dez ou 15 anos na outra direção”, afirmou o ministro. Em seguida, Guedes ressaltou que havia exagerado na estimativa. “Estamos falando para muita gente. Estou exagerando. É bem mais moderado. Leva uns três anos para virar Argentina e uns cinco ou seis anos para virar Venezuela”, ponderou.

Guedes cobrou do Congresso a aprovação de uma reforma administrativa como contrapartida para o auxílio emergencial. “Vamos prorrogar o auxílio. Estamos empurrando dívidas para nossos filhos e netos. Mas me dá uma reforma administrativa aqui, que não tenha salários tão altos para os entrantes [no serviço público]”, disse o ministro. “É guerra, mas você não faz sacrifício nenhum?”

Para o ministro, só é possível empurrar a dívida para frente se houver compensações. “Tentou empurrar custo para futuras gerações, juros começam a subir, acaba o crescimento econômico, começa a confusão, o endividamento em bola de neve, a confiança do investidor desaparece, interrompe a criação de emprego, renda e inovação, aumenta o desemprego, caminho da miséria, caminho da Venezuela, caminho da Argentina. Está muito claro, caminho da esquerda, e tem o caminho da direita. Sem nenhuma conotação ideológica e política, por acaso é verdade.”

Guedes, que poucas entrevistas tem dado a veículos de imprensa, participou por duas horas do podcast da consultoria Primo Rico.

FICA EM CASA!

2 de março de 2021 at 08:52

Helder discute nesta terça toque de recolher com prefeitos e anuncia volta do Fundo Esperança e do Renda Pará

Novo decreto será apresentado aos 144 prefeitos do Pará em teleconferência em Brasília, onde o governador vai negociar a compra da vacina russa Sputnik V

 –  Autor: DOL


Toque de recolher e fechamento de bares e festas estão entre as medidas Toque de recolher e fechamento de bares e festas estão entre as medidas | Antônio Mello/Diário do Pará .

Ogovernador do Pará, Helder Barbalho,  se reunirá nesta terça-feira (2), via videoconferência, às 10 horas, com os 144 prefeitos do Estado e deverá discutir com os gestores municipais as novas medidas de contenção da Covid-19 no Pará.

Helder vai debater com os prefeitos o conteúdo do novo decreto com medidas para conter o avanço da doença e diminuir pressão sobre Rede Pública de Saúde.

Entre as principais medidas que serão apresentadas estão a decretação de toque de recolher entre 23 horas e 5 da manhã; o fechamento de praias, bares e festas; além de que haverá mudança no bandeiramento das regiões do Estado: todas passarão para cor vermelha, de alerta máximo.

De acordo com uma fonte ligada ao governador, “estas medidas são necessárias para o Estado do Pará não entre em lockdown, uma vez que a ocupação de leitos de UTIs adultas já ultrapassou os 80% nos últimos 3 dias. No entanto, os funcionamento das escolas privadas continuará o mesmo, sempre mantendo as regras de distanciamento social”.

Helder  também vai decretar mudança no bandeiramento das regiões do Estado: : todas passarão para cor vermelha
Helder também vai decretar mudança no bandeiramento das regiões do Estado: : todas passarão para cor vermelha Marco Santos/Ag. Pará

FUNDO ESPERANÇA E RENDA PARÁ ESTÃO DE VOLTA

O Governador do Pará deverá anunciar também aos prefeitos a volta do programas  Fundo Esperança e Renda Pará, que injetaram na economia do Estado no ano passado R$ 200 milhões destinados aos empreendedores. Os créditos têm como objetivo minimizar os impactos na economia paraense durante a nova fase da pandemia da Covid-19.

O governador conversará com os prefeitos de Brasília, onde estará amanhã (2) para para uma reunião sobrea aquisição da vacina russa Sputnik-V. . “Estarei em Brasília junto com diversos governadores. Vamos visitar o laboratório União Química, responsável pela produção da vacina Sputnik-V. A unidade no Brasil é habilitada junto ao laboratório russo Gamaleya.

A intenção é dialogar, inclusive com a embaixada russa, para aquisição do imunizante para ampliar a vacinação em todo nosso Estado”, anunciou Helder Barbalho em vídeo publicado em suas redes socais. Nesta reunião o governo federal será representado por Airton Cascavel, do Ministério da Saúde.

ELEIÇÕES 2022

1 de março de 2021 at 21:46

Dona do Magazine Luiza será candidata à Presidência, revela deputado

Revelação foi feita pelo deputado Romanelli (PSB-PR) durante entrevista.

 segunda-feira, 01/03/2021, 19:45 – Atualizado em 01/03/2021, 20:11 –  Autor: Com informações do Blog do Esmael


Empresária Luiza Trajano Empresária Luiza Trajano | Divulgação .

Odeputado Luiz Claudio Romanelli (PSB-PR) revelou, no último domingo (28), durante uma entrevista que a dona do Magazine Luiza, a empresária Luiza Trajano, será candidata à Presidência da República pelo mesmo partido do parlamentar.

“Não sei se eu podia falar aqui, mas ela pode ser candidata pelo PSB”, revelou o deputado sobre Luiza, que lançou até um movimento para vacinar todos os brasileiros até setembro desse ano.

Romanelli era questionado sobre uma possível debandada do partido para o ninho do PSDB, do ex-governador Beto Richa, quando disparou a surpreendente articulação que a direção do partido estava fazendo com a empresária.

Informações anteriormente noticiadas já estudavam a possibilidade de participação da empresária nas eleições de 2022 como forte candidata à Presidência. Entre as informações, a de que ela estaria sendo cogitada pelo próprio Partido dos Trabalhadores (PT).

SITUAÇÃO ESTÁ MAIS GRAVE

1 de março de 2021 at 20:31

Governo do Pará anunciará novas medidas para tentar conter covid-19

Helder Barbalho e Edmilson Rodrigues reuniram-se nesta segunda-feira para definirem medidas.

 segunda-feira, 01/03/2021, 19:57 – Atualizado em 01/03/2021, 20:10 –  Autor: Igor Reis DOL


 | Reprodução / Twitter .

Em meio ao avanço da covid-19 no Estado, líderes do governo do Pará e da prefeitura de Belém reuniram-se na tarde desta segunda-feira (1º), para definir novas medidas de segurança e evitar o eminente colapso dos sistemas de saúde estadual e municipal.

As medidas restritivas serão anunciadas amanhã (2) por Helder Barbalho, Edmilson Rodrigues, além de outros prefeitos. A taxa de ocupação dos leitos de UTI na capital chegou a 77,7% na grande Belém, um índice bastante elevado.

O governador do Pará viaja a Brasília nesta terça-feira (2), onde se reúne com representantes da embaixada da Rússia no Brasil. O objetivo é tratar da compra de doses da vacina Sputnik V. Uma das primeiras a serem criadas na pandemia, a vacina russa possui uma das mais altas taxas de eficácia.

Após o retorno de Helder a Belém, haverá uma reunião entre líderes do governo e de prefeituras, incluindo a de Belém, onde serão anunciadas as novas medidas.

“Muita tristeza com a situação que vivemos. Os limites dos hospitais que estão chegando ao fim, a capacidade do SUS de resolver o problema já está no limite, o número de crianças e adolescentes internados que aumentou com essa nova cepa. Amanhã voltarei a reunir com o governador e outros prefeitos, para anunciarmos medidas necessárias para enfrentar esse momento difícil que está entristecendo o Brasil e colocando cidades e capitais num estágio bastante perigoso a ponto de não ter mais leitos para atender pessoas”, disse Edmilson Rodrigues em transmissão ao vivo nas redes sociais na noite desta segunda.  

Segundo o prefeito de Belém, a possível compra da vacina russa pode ser a chave para conter o avanço da doença, que já matou pelo menos 8.591 pessoas em todo Estado, a maioria na capital. A situação é grave e pode piorar. Já no início do mês de fevereiro, cerca de 96% dos leitos de UTI na grande Belém estavam ocupados. Além das novas medidas, a chegada de mais vacinas é a única solução para combater a situação.

“Essa vacina russa é mais barata e eficaz. O objetivo da viagem do governador é ver a possibilidade da compra dessa vacina, que alcança quase 100% de eficácia. Essa vacina pode ajudar muito no combate a essa pandemia. Amanhã voltaremos a nos reunir com governador e outros prefeitos, para anunciarmos medidas necessárias para enfrentar esse momento difícil, que está entristecendo o Brasil e colocando cidades e capitais num estágio bastante perigoso, a ponto de não ter mais leitos para atender pessoas”, disse o prefeito da capital.

As novas medidas serão anunciadas a partir das 17h desta terça, em transmissão ao vivo pelo site da Agência Pará, TV Cultura e pelas redes oficiais do governo do Estado e da Sespa. 

Governadores negociam vacina russa e tentam reverter corte no orçamento

1 de março de 2021 at 19:09

Por Lauriberto Pompeu  congressoemfoco.

Wellington Dias coordena reunião de governadores com Arthur Lira Reprodução / Instagram / Wellington Dias.Reprodução / Instagram / Wellington Dias

Uma comitiva de dez governadores vem a Brasília nesta terça-feira (2) para se reunir com empresas que fabricam vacinas contra o coronavírus. No mesmo dia, os chefes de governo estaduais vão se reunir com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

O governador Wellington Dias (PT-PI) é quem coordena a visita. De acordo com ele, dois governadores de cada região estarão na capital federal. O resto dos representantes estaduais vai participar de forma remota.

“Lá [com Lira] a gente vai tratar sobre vacina, a parte da saúde, teve aquele corte de R$ 4,3 bilhões no orçamento que enviaram para 2021 e a gente quer que seja recomposto para dar sustentabilidade ao ministério. Agora mesmo o caso dos leitos é porque não tinha orçamento”, afirmou o governador.

Os governadores também vão negociar a aquisição da vacina russa Sputnik V. “Uma visita à empresa União Química, vamos lá com a presença do embaixador da Rússia e uma representação do governo da Rússia”, disse Dias ao Congresso em Foco.

“Nesse encontro a gente tem dois objetivos, um termo de opção de compra com um fundo russo, com vacinas produzidas fora do Brasil, e outro com a União Química, com vacinas produzidas no Brasil.”

Confirmaram presença na visita os governadores Ronaldo Caiado (DEM-GO), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES), Romeu Zema (Novo-AG), Waldez Góes (PDT-AP), Carlos Moisés (PSL-SC), Paulo Câmara (PSB-PE) e Helder Barbalho (MDB-PA). Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul, é um dos que não vai a Brasília.

“Não participo. Estamos buscando que seja virtualmente. Não tenho como sair daqui agora”, disse ao Congresso em Foco.

Demandas antigas dos governos estaduais no Congresso serão tratadas com Lira, como o projeto que permite a securitização e o adiamento do pagamento de precatórios -dívidas que o poder público se compromete a pagar após decisão judicial.

“Queremos tratar dessa parte de precatório, um alongamento do prazo para o pagamento de precatório, que está vencendo agora em 2025. Aquela própria PEC que foi transformada em emenda constitucional, ela ficou com uma interpretação do governo que a gente pode tomar um empréstimo, mas não há um limite para poder retomar esse empréstimo. A ideia na época era que, em se tratando de uma despesa que já existe, ela vai alongar. Ajudaria alongando o prazo com empréstimo, ajudaria tanto no superávit primário quanto no volume de recursos disponíveis ano a ano melhor”.

A securitização, que permite que os governos estaduais possam vender a instituições financeiras privadas as dívidas que têm a receber de terceiros, é outra demanda que será levada a Lira.

“O outro é em relação a essa parte da securitização da dívida, que é uma sistemática de cobrança da dívida ativa, mas de forma mais profissional. Tem uma proposta para permitir portabilidade nos contratos de empréstimos. Isso permite a atração de fundos com taxas mais baratas, com prazos mais alongados. Hoje no Brasil a gente toma empréstimo em uma faixa de 12%, 14% ao ano, quem consegue menos, é lucro, e com prazos de dez, 15 anos. A entrada dos fundos, do Brasil e do mundo, faz com que a gente faça o que os outros países fazem, empréstimos de 30, 35 anos e taxas mais baixas, para a conjuntura atual isso é muito bem vindo”.

O governador do PT também comentou sobre o auxílio emergencial e reforçou a posição contrária a revogação dos investimentos mínimos constitucionais em saúde e educação como contrapartida. A medida que desvincula a verba para essas áreas vai ser retirada pelo relator do texto, senador Márcio Bittar (MDB-AC). “A parte do auxílio emergencial, a ideia é expor nossa posição, que já encaminhamos, de fazer a aprovação sem esse condicionante para saúde e educação e tratar disso de forma separada”, afirmou Dias.

PANDEMIA

1 de março de 2021 at 16:09

Secretários de Saúde pedem toque de recolher e fechamentos de bares e escolas contra avanço da covid-19

Conselho dos secretários emitiu uma carta solicitando medidas mais rigorosas no combate à pandemia para evitar “colapso” no país.

 segunda-feira, 01/03/2021, 15:42 – Atualizado em 01/03/2021, 15:53 –  Autor: FOLHAPRESS


 | Marcelo Seabra/Agência Pará .

Secretários estaduais de saúde divulgaram uma carta nesta segunda-feira (1º) em que afirmam que o Brasil vive o “pior momento da crise sanitária” provocada pela Covid e pedem maior rigor em medidas para evitar um colapso em todo o país.https://1fdfef14a1e900544cbdafacd0d66cb7.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

No documento, assinado pelo Conass, conselho que reúne os 27 gestores da área, o grupo aponta que o agravamento da epidemia em diversos estados “leva ao colapso de suas redes assistenciais públicas e privadas e ao risco iminente de se propagar a todas as regiões do Brasil.”

“Infelizmente, a baixa cobertura vacinal e a lentidão na oferta de vacinas ainda não permitem que esse quadro possa ser revertido em curto prazo”, apontam os gestores, que pedem então medidas para tentar evitar o colapso na rede de saúde.

Entre as ações recomendadas, estão maior rigor nas medidas de restrição das atividades não essenciais, “incluindo a restrição em nível máximo nas regiões com ocupação de leitos acima de 85% e tendência de elevação no número de casos e óbitos”.

Para isso, secretários recomendam que sejam vetados eventos, congressos e atividades religiosas em todo o país, suspensas aulas presenciais e adotado toque de recolher das 20h às 6h e fechada praias e bares, por exemplo.

O documento pede ainda que sejam “considerados o fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual”, além de adotadas medidas para reduzir a superlotação no transporte coletivo e ampliada a testagem de casos suspeitos.

O grupo também sugere que haja reconhecimento da situação de emergência, que deixou de valer em dezembro de 2020, e viabilizados mais recursos ao SUS. Em outro trecho, recomenda medidas para aumentar a compra de vacinas e implementação de planos nacionais de comunicação, para reforço de medidas de prevenção, e de recuperação econômica, “com retorno imediato do auxílio emergencial”.

“Entendemos que o conjunto de medidas propostas somente poderá ser executado pelos governadores e prefeitos se for estabelecido no Brasil um “Pacto Nacional pela Vida” que reúna todos os poderes, a sociedade civil, representantes da indústria e do comércio, das grandes instituições religiosas e acadêmicas do País, mediante explícita autorização e determinação legislativa do Congresso Nacional.”

Ainda no documento, o grupo diz que a “ausência de condução nacional unificada e coerente” dificultou a adoção de medidas para reduzir interações sociais, que aumentaram nos últimos meses.

“O relaxamento das medidas de proteção e a circulação de novas cepas do vírus propiciaram o agravamento da crise sanitária e social, esta última intensificada pela suspensão do auxílio emergencial”, relatam.

A divulgação da carta ocorre em um momento em que governadores e secretários de Saúde têm pedido ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, uma medida única para o país para frear o avanço da Covid-19.

A resposta, porém, tem sido negativa, segundo mostrou o jornal Folha de S.Paulo nesta segunda (1º).

Na última quinta (25), o ministro chamou secretários de saúde para um pronunciamento sobre o agravamento da epidemia. No encontro, Pazuello chegou a citar três medidas prioritárias para lidar com a crise -como reforço ao atendimento imediato a pacientes com sintomas, aumento de leitos de UTI e reforço na vacinação-, mas evitou citar medidas simples e recomendadas por especialistas, como evitar aglomerações. O apelo coube aos gestores de saúde.

“O nome é auxílio, não é aposentadoria”, diz Bolsonaro sobre coronavoucher

1 de março de 2021 at 15:30

Reafirma: 4 parcelas de R$ 250

“Está quase tudo certo”, diz

O presidente Jair Bolsonaro ao participar de cerimônia no Palácio do Planalto; nesta 2ª, voltou a falar sobre a retomada do auxílio emergencialSergio Lima/Poder360 – 24.fev.2021

MURILO FAGUNDES PODER360
01.mar.2021 (segunda-feira) – 12h26

O presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores nesta 2ª feira (1º.mar.2021) que “está quase tudo certo” para a definição dos valores das novas parcelas do auxílio emergencial. Segundo ele, o coronavoucher – como o auxílio é chamado pelo governo–, deve ter uma nova rodada de 4 parcelas de R$ 250.

“Ontem tive uma reunião de 3 horas à noite, aqui [no Palácio da Alvorada], R$ 250 por 4 meses”, disse em frente à residência oficial.

O presidente criticou aqueles que reclamam do valor do benefício. “Alguns reclamam que é muito pouco. Meu Deus do céu, alguém sabe quanto custa esse auxílio para todos vocês brasileiros? O nome é auxílio, não é aposentadoria”, disse.

Bolsonaro voltou a dizer ainda que a extensão do coronavoucher trará endividamento à União. “Não é dinheiro no cofre não, é endividamento”.

VACINAS

Na conversa com apoiadores, Bolsonaro afirmou que o Brasil deve ter, no mínimo, 22 milhões de doses de vacinas disponíveis em março.

“Alguns criticam o Brasil, me criticam. A vacina a gente só podia comprar depois que a Anvisa autorizar. Vou comprar qualquer negócio que aparecer aí?”, disse.

Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o governo federal entregará 140 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 aos Estados até maio deste ano.

De acordo com Lira, o assunto foi tratado em encontro na noite de domingo (28.fev) que reuniu Bolsonaro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e os ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Braga Netto (Casa Civil).

A previsão apresentada na reunião, segundo Lira, é que de 40 milhões a 50 milhões de pessoas estejam vacinadas antes do início de junho. E ainda, que todos os brasileiros acima de 60 anos e outros em situação de vulnerabilidade sejam vacinados até o final de maio.

Ao comentar o ritmo de vacinação avançado em Israel, o presidente Jair Bolsonaro disse que a população é muito menor que a do Brasil. Afirmou ainda que as características geográficas, populacionais e políticas israelenses são diferentes das brasileiras.

“É um outro país, não tem uma gota de petróleo, não tem terra fértil, não tem água nem nada. Só que tem um povo realmente que se dedica. E tem uns políticos diferentes dos nossos aqui também, onde eu me incluo”, disse. Completou afirmando: “É uma crítica geral. Não estou criticando os outros não, estou criticando todo mundo aí”, disse.