PARCERIA

5 de abril de 2021 at 11:00

Bolsonaro fecha contrato com empresa de militante trumpista

Entre os clientes estão a Polícia Rodoviária Federal e o Ministério da Defesa.

 segunda-feira, 05/04/2021, 08:37 – Atualizado em 05/04/2021, 08:52 –  Autor: FOLHAPRESS


Daniel Beck militante do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, esteve em Washington durante a invasão ao Congresso americano, em janeiro passado.  Daniel Beck militante do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, esteve em Washington durante a invasão ao Congresso americano, em janeiro passado. | Reprodução .

Achegada de Jair Bolsonaro à Presidência em 2019 marcou uma guinada nos negócios de uma empresa ligada a Daniel Beck, apoiador militante do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump que esteve em Washington durante a invasão ao Congresso americano, em janeiro passado.

Registros obtidos pela Folha mostram que, em janeiro de 2019, começo do governo Bolsonaro, Daniel e familiares mudaram o objeto social de sua empresa nos EUA, de prestação de serviços de publicidade para negócios voltados à área de segurança no Brasil.

Surgiu, assim, a Combat Armor Defense, que hoje atua com blindagem e venda de veículos, e já firmou alguns milhões de reais em contratos com o governo federal. Entre os clientes estão a Polícia Rodoviária Federal e o Ministério da Defesa.

A aposta no Brasil foi alta. O principal responsável pela empresa no país disse à Folha que no início de 2020 procurou em Brasília um dos filhos de Bolsonaro para fazer lobby. Segundo o relato, ele foi à Câmara e “pediu apoio” ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o filho do chefe do Executivo mais ligado aos trumpistas.

Eduardo não respondeu às perguntas enviadas pela reportagem ao seu gabinete.

Beck, o presidente da Combat Armor, ganhou destaque após viralizar nas redes sociais um vídeo em que afirmou ter se reunido com Rudolph Giuliani, advogado de Trump, e com o empresário Michael Lindell, conselheiro do ex-presidente, na véspera do ataque ao Capitólio.

Em outra gravação, no dia da invasão, Lindell mencionou ter tido um encontro com “o filho do presidente do Brasil” na noite anterior. Eduardo estava em Washington naquele momento.

De acordo com documentos do governo do estado americano de Idaho, a empresa de Daniel foi criada em 2011 com o nome de Ad Faction, Inc. Oito anos mais tarde, após um período de inatividade, foi resgatada com o nome de Combat Armor Defense.

Em março de 2019, após cumprir algumas formalidades, a empresa se instalou no Brasil. Em seguida, começou a construir uma fábrica em Vinhedo, em São Paulo. Beck chamou Maurício Junot de Maria, empresário brasileiro que já atuava no setor, para ser administrador.

Os negócios da empresa começaram a deslanchar a partir de 2020. Abriu uma filial no Rio de Janeiro e colocou superintendentes no Paraná, Espírito Santo e outro encarregado para o Nordeste.

Após vencer pregões para o registro de ata de preços junto à Polícia Rodoviária Federal no Rio, a Combat Armor assinou com a corporação três contratos para blindagem de veículos, no valor total de R$ 8,3 milhões, todos atualmente em execução e já empenhados, segundo nota enviada pela assessoria da PRF.

Ganhou também disputa no Ministério da Defesa para o fornecimento de veículo de representação blindado por R$ 273 mil e foi vencedora de licitação da Polícia Militar do Rio de Janeiro para aquisição de veículos blindados para transporte de pessoal. Um contrato já foi assinado com a corporação no valor de R$ 9 milhões.

O dono de uma empresa brasileira conhecida do setor, que competiu com a empresa de Beck em um desses pregões, disse à Folha ter ficado surpreso com o sucesso repentino da concorrente, uma empresa tão nova e com fábrica recém-aberta.

Em conversa com a reportagem, Junot de Maria, que se apresenta como CEO da Combat Armor, afirmou que procurou Eduardo Bolsonaro na Câmara no ano passado para apresentar a empresa.

“Foi há mais ou menos um ano. Fui na cara de pau”, afirmou. “Bati na porta [do gabinete]. Ele estava lá por um acaso e me apresentei.”

“E falei pra ele: ‘senhor Eduardo, tudo bem? Eu tenho uma empresa que faz isso e isso. Eu gostaria de um apoio teu’.”

Apesar do alegado pedido de apoio ao filho 03 de Bolsonaro, Junot não conseguiu explicar de que maneira o parlamentar poderia ajudá-lo.

“Licitação é licitação. Não tem jeitinho, não tem camaradagem, não tem facilidade. É pregão eletrônico. Quem oferecer o melhor preço, leva. Ganhei umas e perdi outras.”

Junot disse que a conversa com o deputado durou cinco minutos, oportunidade em que apresentou a Eduardo um dos produtos desenvolvidos pela empresa.

“Uma tinta blindada, que pode ser útil para um monte de coisas. Ele ficou com uma amostra, mas nunca me ligou de volta.”

O responsável pela Combat Armor no Brasil disse que os negócios da empresa não têm qualquer relação com a política e que “não é partidário”.

Segundo Junot, Daniel Beck nunca conversou com Bolsonaro ou seus filhos, e as posições políticas do americano não têm relação com os negócios da Combat Armor. “Isso é briga dele com o pessoal lá [democratas, opositores de Trump].”

Beck viveu em Brasília entre 1999 e 2002 para uma missão da maçonaria e circulou pelos estados de Mato Grosso, Tocantins e Goiás.

Após Bolsonaro se eleger presidente, Beck voltou algumas vezes ao país. Em outubro de 2019, ele tirou fotos com carros da PM do Rio. No ano passado, esteve no Brasil duas vezes: em fevereiro, quando visitou sua fábrica e posou ao lado de viaturas da Polícia Rodoviária Federal, e em outubro.

No Facebook, ele se identifica como CEO da Txtwire, empresa que desenvolve software para envio de mensagens de texto em massa e gerenciamento de campanhas de marketing. Seu perfil é lotado de vídeos e propagandas de Trump.

Junot disse que em 2018 ofereceu a Beck e seus familiares uma oportunidade de negócios no Brasil. “Mas não tem nada a ver com a chegada de Bolsonaro ao poder, se fosse governo Lula também ofereceria o mesmo negócio.”

Em novembro do ano passado, porém, em entrevista à revista Quatro Rodas, Junot afirmou que previu novas políticas de segurança pública no Brasil e uma boa oportunidade de voltar e fornecer material às forças estaduais a partir das eleições de 2018. A portaria nº 94 do Exército, publicada em agosto de 2019, facilitou o processo de blindagem de viaturas.

O administrador brasileiro da Combat Armor disse que passou mais de uma década fornecendo soluções de blindagem às Forças Armadas dos EUA durante a Guerra do Iraque.

Sobre a hipótese de interferência política na escolha da Combat Armor, o Ministério da Defesa informou, em nota, que o processo licitatório “cumpriu exclusivamente os requisitos legais e técnicos”.

A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, disse que uma licitação “prevê cadastramento das empresas por intermédio do SICAF/Comprasnet [ferramenta do governo federal para a realização de licitações], onde todo o procedimento é feito por meio eletrônico e com apresentação de propostas em pregão eletrônico aberto a qualquer empresa que queira participar”.

A assessoria de imprensa da PM do Rio de Janeiro afirmou que na licitação vencida pela Combat Armor “cumpriu-se todos os preceitos técnicos” contidos na legislação e “demais normas pertinentes ao assunto”. Disse ainda que a empresa venceu a seleção, “após a inabilitação de uma empresa concorrente por descumprimento das qualificações técnicas e econômico-financeiras exigidas no edital”.

Chefe da Polícia Federal no AM manda recado a Salles: “Não vai passar boiada”

5 de abril de 2021 at 08:56

Reage a críticas feitas por ministro

Salles saiu em defesa de empresas

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, e o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) trocaram críticas sobre operação contra madeireirasReprodução/YouTube e Sérgio Lima/Poder360

PODER360
05.abr.2021 (segunda-feira) – 7h39

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, reagiu às críticas feitas pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre a maior operação contra extração ilegal de madeira na história do Brasil, realizada em dezembro do ano passado sob seu comando.

Em entrevista publicada nesta 2ª feira (5.abr.2021) no jornal Folha de S.Paulo, Saraiva criticou a ida de Salles ao Pará na 4ª feira passada (31.mar). O ministro foi ao Estado “verificar” detalhes da operação e disse acreditar que as empresas investigadas no caso não são culpadas por extração ilegal de madeira.

“Me parece que é o mesmo que um ministro do Trabalho se manifestar contrariamente a uma operação contra o trabalho escravo. Nunca tive notícia de um ministro do Meio Ambiente se manifestando contrariamente a uma operação que visa proteger a floresta amazônica. É um fato inédito e que me surpreendeu”, declarou o chefe da PF no Amazonas.

Saraiva reafirmou que as empresas investigadas na operação estão atuando de forma ilegal na região.

“Temos 10 ou 12 laudos atestando de forma inequívoca a ilegalidade de exploração. As empresas têm mais de duas dezenas de autuações no Ibama. É uma organização criminosa. Não merecem nem a denominação de empresas. Têm a vida dedicada ao crime, ao furto de bens públicos, à fraude, à corrupção de servidores públicos”, declarou.

Questionado sobre a declaração feita por Salles, em reunião ministerial em 22 de abril de 2020, sobre aproveitar as atenções voltadas ao covid-19 para passar a boiada, Saraiva foi taxativo: “Na Polícia Federal não vai passar boiada”.

Superintendente da corporação no Estado do Amazonas desde 2017, o policial federal já ocupou o cargo também em Roraima (2011-2014) e no Maranhão (2014-2017). Saraiva é doutor em Ciências Ambientais e Sustentabilidade da Amazônia pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas).

AINDA DEU DESCARGA

5 de abril de 2021 at 07:55

Mulher traída corta pênis do namorado e joga na privada

A mulher se desculpou pelo ocorrido e disse ter “agido por impulso”.

 domingo, 04/04/2021, 20:40 – Atualizado em 04/04/2021, 20:50 –  Autor: Fonte: IG


Após o crime, a mulher se entregou em uma delegacia Após o crime, a mulher se entregou em uma delegacia | Reprodução .

Uma mulher cortou o pênis do namorado e ainda jogou o membro na privada após descobrir uma suposta traição. O caso, que está chocando o mundo, aconteceu na cidade de Changhua, em Taiwan.

Após cometer a barbaridade, a mulher, identificada como Phung, se entregou em uma delegacia. Aos agentes, ela contou que usou uma tesoura de cozinha para cortar o genital do namorado e jogá-lo na privada para que não pudesse ser reimplantado. Ela deu descarga e tudo.

Segundo informações do jornal britânico Daily Mirror, a vítima, um homem de 52 anos, identificado apenas como Huang, estava dormindo após ter jantado quando sofreu o ataque. Antes de conseguir reagir, a lâmina afiada decepou seu órgão genital.

Em seu relato na delegacia, Phung afirmou ter cortado o membro do companheiro após ter desconfiado da suposta traição, mas que não tinha certeza. Na sequência, se desculpou pelo ocorrido e disse ter “agido por impulso”.

Uma equipe de paramédicos foi ao apartamento, realizou os primeiros socorros e encaminhou o homem para um hospital . Em entrevista ao Taipei Times, o porta-voz dos bombeiros afirmou que ele “conseguia caminhar sozinho, mas sangrava profusamente”.

Os médicos que atenderam o homem revelaram que foi feito um processo cirúrgico para estancar o sangramento e que ele perdeu cerca de 1,5 cm do genital e não poderá mais ter relações sexuais. Além disso, uma cirurgia para a reconstrução da uretra foi necessária, mas que os outros órgãos genitais foram preservados.

Após a detenção da mulher e da apreensão da arma utilizada no crime, que foi encontrada próxima da parta da residência, a polícia pretende agora entender se a acusada colocou algum tipo de droga ou sonífero na comida do namorado para “facilitar o processo de extração”.

BELÉM

5 de abril de 2021 at 07:14

Vacina será aplicada em mais 20 mil profissionais de saúde

Nova etapa da campanha de imunização na capital paraense inicia com a vacinação de profissionais que atuam em hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios e credenciados aos conselhos de classe.

 segunda-feira, 05/04/2021, 05:54 – Atualizado em 05/04/2021, 06:32 –  Autor: Pryscila Soares DOL


Imagem ilustrativa da notícia Vacina será aplicada em mais 20 mil profissionais de saúde | Ricardo Amanajás/ Diário do Pará 

A partir desta segunda (05), a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) inicia uma nova etapa da campanha de vacinação contra a Covid-19 em Belém. Dessa vez, o público-alvo são os profissionais de saúde que atuam em hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios e credenciados aos conselhos de classe, que serão vacinados com a primeira dose do imunizante. Pelo menos 20 mil pessoas devem receber a vacina em seus respectivos locais de trabalho.

Diretor do Departamento de Vigilância à Saúde (DEVS) da Sesma, o médico Cláudio Salgado explicou que, desde o início da campanha, a vacinação dos profissionais de saúde foi dividida em três frentes, começando pelos hospitais. A segunda frente é a imunização para quem atua em clínicas e laboratórios públicos e privados. Já a terceira frente é para atender os conselhos de classe, de profissionais farmacêuticos, odontólogos, nutricionistas, psicólogos e outros.

“Resolvemos fazer em três frentes diferentes. Como não tinha vacina para todo mundo, atendemos percentuais de profissionais que atuam nesses locais. Nesse momento temos 75% de todo corpo técnico vacinado nos hospitais e nessa semana vamos chegar a 100% de vacinados. É um avanço dentro desse processo. A segunda linha é de clínicas, onde vamos avançar nas que já fizemos uma parte e as novas também vão ter um bom alcance, e os laboratórios públicos e privados, que essa semana vamos chegar a 100%”.

Na terceira frente estão os profissionais liberais, ligados aos conselhos de classe, que devem começar a receber a imunização neste momento da campanha. “Estamos liberando doses de vacinas para os conselhos, já começando com o conselho de nutrição, que vai vacinar 300 nutricionistas com a primeira dose. Desde o início, sempre solicitamos aos hospitais e clínicas o quantitativo total de colaboradores. Então temos ideia de quantos precisam ser vacinados”, pontuou o diretor.https://d6e8d7324ed4258e74833af4e6ddada2.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Sobre as próximas etapas da campanha, Salgado lembrou que todas as faixas etárias de idosos já foram vacinadas na capital. As pessoas que têm entre 60 a 69 anos receberam a imunização semana passada e vão aguardar mais um período para receber a segunda dose. As próximas etapas serão definidas dependendo da chegada de novas doses de vacina, mas o diretor já adiantou que a ideia é seguir descendo as faixas etárias e priorizar pessoas com comorbidades. “Nós não queremos fazer apenas pessoas com comorbidades. Queremos continuar descendo a idade de modo geral e descer mais rápido para quem tem comorbidades. Continuaremos avaliando isso nessa semana com nosso grupo de trabalho”, garantiu.

FLAGRANTE

5 de abril de 2021 at 01:16

Estudante é preso ao se passar por médico no Pará

Ele realizava consultas médicas e prescrevia medicamentos com um CRM falso, embora ainda fosse apenas estagiário

 domingo, 04/04/2021, 18:31 – Atualizado em 04/04/2021, 19:27 –  Autor: DOL


Jovem foi preso em flagrante e será submetido aos procedimentos cabíveis Jovem foi preso em flagrante e será submetido aos procedimentos cabíveis |

Um homem que se passava por médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Igarapé-Miri, nordeste paraense, foi preso em flagrante na tarde do último sábado (3). As informações são da Polícia Civil, que cumpriu a prisão após receber denúncia anônima.

De acordo com a PC, policiais deram início a uma investigação e descobriram que o suspeito, um estudante do sexto ano do curso de medicina, realizava consultas médicas e prescrevia medicamentos com um número falso de inscrição do Conselho Regional de Medicina (CRM).

O jovem, que não teve a identidade revelada, foi detido logo após atender um paciente e assinar o receituário médico sendo encaminhado para a Unidade Policial da cidade, onde será submetido aos procedimentos cabíveis.

Universidade de Washington prevê 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil no mês de abril

4 de abril de 2021 at 15:15

Estudo projeta que até 4 de maio o país salte das quase 331 mortes para mais de 436 mil.

Por G1

04/04/2021 12h08  Atualizado há 38 minutos


Brasil deve registrar cem mil mortes por Covid-19 em abril

O Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, prevê 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil ao longo do mês de abril.

Segundo uma pesquisa da instituição, — que considera fatores como a disseminação de variantes do vírus, uso de máscaras e respeito ao distanciamento social — o número de mortos pode saltar dos atuais 330.297 óbitos, registrados neste sábado (3), para 436 mil em 4 de maio.

A universidade projeta três cenários para o país, e os números são referentes ao pior deles. (Veja abaixo as considerações da universidade para cada cenário)

Esse total pode cair para 429 mil mortes caso 95% da população use máscara em público.

A universidade projeta ainda que até o final do primeiro semestre o Brasil atinja a marca de 595 mil mortes no pior cenário. No caso da adoção de máscaras em público por 95% da população, esse número pode cair para 507 mil.

VEJA OS TRÊS CENÁRIOS POSSÍVEIS

1- Cenário atual

Total de mortos na pandemia até os próximos 30 dias: 434.702
Total de mortos na pandemia até o final do 1º semestre: 561.634

Neste cenário, a universidade considera:

  • Mobilidade dos não vacinados seguindo o padrão apresentado no último ano;
  • 25% dos vacinados voltando a se deslocar como faziam antes da pandemia;
  • Variantes britânica, sul-africana e brasileira se espalhando entre regiões vizinhas no ritmo já registrado no Reino Unido;
  • Casos diminuindo entre os que se vacinaram há 90 dias.

2- Pior cenário

Total de mortos na pandemia até os próximos 30 dias: 436.151
Total de mortos na pandemia até o final do 1º semestre: 595.521

Neste cenário, a universidade considera:

  • Deslocamento de quem ainda não foi vacinado se mantendo como no último ano;
  • Todos os vacinados voltando a se deslocar nos níveis pré-pandêmicos;
  • Variantes brasileira e sul-africana começando a se espalhar em locais aonde ainda não haviam chegado;
  • Eficiência da vacinação sendo inferior diante da variante sul-africana;
  • Uso de máscaras caindo entre os vacinados.

3 – Cenário com uso de máscaras em público por 95% da população

Total de mortos na pandemia até os próximos 30 dias: 429.634
Total de mortos na pandemia até o final do 1º semestre: 507.113

  • Mobilidade dos não vacinados seguindo o padrão apresentado no último ano;
  • 25% dos vacinados voltando a se deslocar como faziam antes da pandemia;
  • Variantes britânica, sul-africana e brasileira se espalhando entre regiões vizinhas no ritmo já registrado no Reino Unido;
  • Uso correto da máscara sendo adotado por 95% da população.

‘Fui falsamente acusada por bloqueio do Canal de Suez’: Marwa Elselehdar, a primeira mulher capitã de navio do Egito

4 de abril de 2021 at 11:50

Primeira mulher capitã de navio do Egito foi atacada por falsos rumores sobre seu suposto papel no bloqueio do Canal de Suez, que afetou o comércio marítimo global.

TOPO

Por Joshua Cheetham, BBC

04/04/2021 10h14  Atualizado há uma hora


Marwa Elselehdar foi a primeira mulher capitã de navio do Egito — Foto: Marwa Elselehdar/Arquivo Pessoal

Marwa Elselehdar foi a primeira mulher capitã de navio do Egito — Foto: Marwa Elselehdar/Arquivo Pessoal

No mês passado, Marwa Elselehdar percebeu algo estranho.

Espalhou-se a notícia de que um enorme cargueiro, o Ever Given, havia ficado preso no Canal de Suez, bloqueando uma das principais rotas de navegação do mundo.

Mas enquanto verificava seu telefone, ela começou a ler vários rumores na internet de que ela era a culpada pelo bloqueio.

“Fiquei surpresa”, diz Marwa, que é a primeira mulher capitã de navio do Egito.

VÍDEO: Meganavio encalha e causa trânsito náutico no Canal de Suez, no Egito

Na época do bloqueio de Suez, Elselehdar trabalhava como primeira oficial, comandando a Aida IV, a centenas de quilômetros de Alexandria.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

O navio em que Marwa trabalha, de propriedade da autoridade de segurança marítima do Egito, transporta suprimentos para um farol no Mar Vermelho.

Também é usado para treinar cadetes na Academia Árabe de Ciência, Tecnologia e Transporte Marítimo (AASTMT), uma universidade regional administrada pela Liga Árabe.

Boatos falsos

Rumores sobre o papel de Marwa Elselehdar no incidente Ever Given foram em grande parte alimentados por imagens de uma manchete falsa, supostamente publicada pelo site de notícias Arab News, que dizia que ela estava envolvida no incidente de Suez.

A imagem manipulada parece ter vindo de um artigo verdadeiro publicado pelo Arab News em 22 de março, que descreve o sucesso de Marwa como a primeira capitã de navio do Egito. A imagem foi compartilhada dezenas de vezes no Twitter e no Facebook.

Centenas de contas no Twitter usando seu nome também espalharam falsas afirmações de que Marwa estava envolvida no incidente Ever Given.

Em entrevista à BBC, Marwa Elselehdar, 29, diz não ter ideia de quem foi o primeiro a espalhar a história ou por quê.

“Senti que era o alvo desses rumores, talvez porque sou uma mulher de sucesso neste campo ou porque sou egípcia, mas não tenho certeza”, diz ela.

Sexismo

Esta não é a primeira vez que Marwa enfrenta desafios em uma indústria historicamente dominada por homens.

Atualmente, as mulheres representam apenas 2% dos marinheiros do mundo, segundo dados da Organização Marítima Internacional (OMI).

Marwa Elselehdar diz que ficou feliz pelo apoio que recebeu após fake news — Foto: Marwa Elselehdar/Arquivo Pessoal

Marwa Elselehdar diz que ficou feliz pelo apoio que recebeu após fake news — Foto: Marwa Elselehdar/Arquivo Pessoal.

Marwa diz que sempre amou o mar e que foi o irmão que a inspirou a entrar para a marinha mercante depois de se inscrever na AASTMT.

Embora a academia só aceitasse homens na época, ela se inscreveu assim mesmo e obteve permissão para ingressar após uma revisão legal do então presidente do Egito, Hosni Mubarak.

Durante seus estudos, Elselehdar disse que sempre foi vítima de sexismo.

“A bordo, todos eram homens mais velhos com mentalidades diferentes. Não havia pessoas com as quais pudesse trocar ideias”, diz. “Foi um desafio passar por isso sozinha sem que minha saúde mental fosse afetada.”

“As pessoas em nossa sociedade ainda não aceitam a ideia de que mulheres trabalhem no mar longe de suas famílias por muito tempo”, acrescenta. “Mas quando você faz o que ama, não precisa buscar a aprovação de todos.”

Pioneira

Após a formatura, Marwa ascendeu ao posto de primeira oficial e capitã do Aida IV quando este se tornou o primeiro navio a navegar no Canal de Suez após sua expansão, em 2015.

Naquela época, ela se tornou a capitã egípcia mais jovem e a primeira mulher a cruzar essa rota.

Em 2017, ela também foi homenageada pelo presidente Abdel Fattah El-Sisi durante as celebrações do Dia da Mulher no Egito.

Quando surgiram rumores sobre seu papel no bloqueio de Suez, ele temeu pelo impacto que isso teria em seu trabalho.

“Esse artigo falso estava em inglês, então se espalhou para outros países”, diz Elselehdar. “Tentei de várias maneiras negar o que estava no artigo porque estava afetando minha reputação e todos os esforços que fiz para chegar aonde estou agora.”

Mas agora ela diz que está feliz pelo apoio que recebeu.

“Os comentários sobre o artigo foram muito negativos e ásperos, mas houve muitos outros de apoio, tanto de pessoas comuns quanto daquelas com quem trabalho”, diz. “Decidi me concentrar em todo o apoio e amor que estou recebendo, e minha raiva se transformou em agradecimento.”

“Além disso, vale a pena mencionar que me tornei ainda mais famosa do que antes”, acrescenta ela.

No mês que vem, Marwa Elselehdar fará seu exame final para alcançar o posto completo de capitã e espera poder continuar a ser um modelo para as mulheres em sua área.

“Minha mensagem para as mulheres que querem estar nesta carreira é lutar pelo que amam e não deixar ser afetadas pela negatividade”, diz.

Prefeito de BH contraria decisão do STF e mantém proibição de cultos e missas

4 de abril de 2021 at 07:45

Nunes Marques liberou igrejas

Mas Kalil vai esperar plenário

Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil disse que vai contrariar decisão de ministro do STFAmira Hissa/PBH

PODER360
03.abr.2021 (sábado) – 20h14
atualizado: 03.abr.2021 (sábado) – 20h49

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse que cultos e missas continuam proibidos na capital mineira. A declaração foi feita neste sábado (3.abr.2021), em publicação em seu perfil no Twitter.

A decisão de Kalil contraria o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Nunes Marques. Minutos antes da declaração do prefeito, o ministro autorizou, a realização de cultos e missas em todo o país.

“Em Belo Horizonte, acompanhamos o plenário do Supremo Tribunal Federal. O que vale é o decreto do prefeito. Estão proibidos os cultos e missas presenciais”, afirmou Kalil.

No despacho, o ministro determinou que Estados, municípios e o Distrito Federal não podem editar ou exigir o cumprimento de decretos que proíbam “completamente” celebrações religiosas presencias para evitar a disseminação da covid-19.

A decisão deverá ser analisada pelo plenário do STF. Ainda não há data para o julgamento.

O deputado federal e pastor Marco Feliciano (Republicanos-SP) comentou, em seu perfil no Twitter, a declaração do prefeito de Belo Horizonte. Disse que “descumprir decisão judicial é crime previsto no art.330 do Código Penal”“Decisão judicial não se discute, se cumpre! A decisão é pública e já está valendo em todo o território nacional!”, afirmou.

PANDEMIA EM BH

De acordo com a prefeitura, os últimos indicadores epidemiológicos da capital mineira permanecem em estabilidade, com tendência de queda no índice de contaminação e de ocupação de leitos hospitalares dedicados ao tratamento da covid-19. Neste sábado, o Ministério da Saúde contabiliza 3.737 mortes e 146.352 casos da doença na cidade.

O Comitê de Enfrentamento à covid-19 deve se reunir na 4ª feira (7.abr.2021), para fazer um balanço da pandemia na cidade e definir novas ações. A prefeitura afirma que apesar da melhora dos indicadores, ainda há necessidade de se manter o distanciamento social, uso de máscaras e higienização constante das mãos, com água, sabão e álcool em gel.

Agnaldo Timóteo morre de covid-19 aos 84 anos

3 de abril de 2021 at 16:15

Internado desde 17 de março

Na UTI de hospital no Rio

Aguinaldo Timóteo (esq.) ao lado do sobrinho, TimotinhoReprodução/ Instagram

PODER360
03.abr.2021 (sábado) – 15h52

O cantor Agnaldo Timóteo morreu neste sábado (3.abr.2021) por complicações causadas pela covid-19. Ele estava internado desde 17 de março na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Casa São Bernardo, na Barra de Tijuca, no Rio de Janeiro.

Timóteo tinha 84 anos e, por isso, fazia parte do grupo de maior risco para a doença. Teve uma piora no quadro clínico na 6ª feira (2.abr.2021). Acredita-se que o cantor contraiu o coronavírus no intervalo entre a 1ª e a 2ª dose da vacina anticovid-19.


VOLTOU ATRÁS

3 de abril de 2021 at 09:08

Bolsonaro avisa que vai se vacinar hoje contra Covid 

Bolsonaro será vacinado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que é médico cardiologista.

 sábado, 03/04/2021, 08:45 – Atualizado em 03/04/2021, 08:45 –  Autor: Com informações Correio Brasiliense


O presidente será vacinado com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fiocruz. O presidente será vacinado com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fiocruz. | Agência Brasil .

Opresidente Jair Bolsonaro informou na sexta-feira (2) ao Ministério da Saúde, que pretende se vacinar contra a Covid-19 neste sábado (3). A data segue o cronograma da rede pública de saúde do Distrito Federal que inicia hoje a imunização para pessoas na faixa etária de 66 anos, mesma idade do presidente. 

Segundo o Correio Brasiliense, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) tem alertado Bolsonaro sobre os riscos dele ser reinfectado com uma das novas cepas do novo coronavírus. Ele foi diagnosticado com Covid-19 em julho do ano passado e, em diversos momentos, afirmou que não tomaria a vacina por já ter contraído a doença e já possuir anticorpos contra o novo coronavírus.

Ainda de acordo com o Correio Brasiliense, Bolsonaro será vacinado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que é médico cardiologista. O presidente será vacinado com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fiocruz.

Na última quinta-feira (1º), durante uma live semanal, Bolsonaro disse que só depois que o último brasileiro fosse vacinado ele tomaria a decisão se aceitaria receber o imunizante.

“Está uma discussão agora que eu vou me vacinar ou não vou vacinar. Eu vou decidir. O que eu acho: eu já contraí o vírus”, comentou em transmissão ao vivo nas redes sociais hoje. “Eu acho que o que deve acontecer, depois que o último brasileiro for vacinado, sobrando uma vacina, daí eu vou decidir se vacino ou não. Esse é um exemplo que um chefe tem que dar”, disse.