COMBATE AO CORONAVÍRUS

7 de abril de 2021 at 12:57

Pará é o 9º estado mais eficiente na aplicação das vacinas

100% da população com mais de 70 anos já tomou ao menos uma dose

 quarta-feira, 07/04/2021, 12:13 – Atualizado em 07/04/2021, 12:23 –  Autor: Augusto Rodrigues DOL


Pará alcança a marca de 691.348 mil doses de vacinas aplicadas contra o novo coronavírus Pará alcança a marca de 691.348 mil doses de vacinas aplicadas contra o novo coronavírus | Marco Santos – Agência Pará .

Prosseguindo na campanha de vacinação contra a Covid-19, o total de vacinados no Pará, até a manhã desta quarta-feira (7), é de 691.348.

No critério de eficiência da vacinação –  avaliação sobre a quantidade de doses que foram recebidas pelo estado e que já foram aplicadas -, o Pará também se destaca: das doses recebidas pelo estado, 51,94% já foram aplicadas, de acordo com dados do Consórcio de veículos de imprensa, formado por Folha, UOL, O Estado de S. Paulo e veículos do grupo Globo, além informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde.

O Pará aparece em nono lugar (51,94% das doses aplicadas), atrás apenas de Bahia (68,77%), Pernambuco (65,58%), Mato Grosso do Sul (64,44%), São Paulo (64,1%), Ceará (57,22%), Distrito Federal (55,59%), Santa Catarina (53,14%) e Sergipe (52,44%)..

Comunicado do Ministério da Saúde mostra números da vacinação no Pará
Comunicado do Ministério da Saúde mostra números da vacinação no Pará – Ministério da Saúde

Ainda segundo o Caderno de monitoramento da distribuição das vacinas, do Ministério da Saúde, atualizado nesta terça-feira (6), o Pará vacinou 100% da população indígena que vive em terras indígenas; 100% das pessoas com mais de 70 anos; 100% dos povos e comunidades tradicionais e ribeirinhos; 100% dos povos e comunidades quilombolas; 58% das pessoas de 65 a 69 anos; 6% das forças de segurança e salvamento; e 97% dos profissionais da saúde. A segunda dose da vacina foi aplicada em 1,77% da população do estado (11,57% das doses recebidas pelo Pará).

ESTUDOS

7 de abril de 2021 at 09:20

Coronavac tem eficácia de 50% contra variante de Manaus 

O estudo foi feito após a 1ª dose da vacina ser aplicada

 quarta-feira, 07/04/2021, 07:58 – Atualizado em 07/04/2021, 07:58 –  Autor: Com informações do Ig e reproduzido pelo DOL


Responsável pelo estudo disse que os resultados são "encorajadores" Responsável pelo estudo disse que os resultados são “encorajadores” | Tânia Rêgo/Agência Brasil .

A Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan com insumos da China, se mostrou 50% eficaz contra a variante de Manaus. A informação é coletada duas semanas depois da primeira dose.

“Os resultados são encorajadores. Eles mostram que a Coronavac segue sendo efetiva para a nova variante do Brasil e poderá ser usada no mundo todo para as novas variantes”, disse Julio Croda, para a Folha de S. Paulo. Ele é coordenador do estudo que envolveu 67.718 trabalhadores de saúde que moram e trabalham em Manaus.

Os dados sobre a eficácia da vacina depois da segunda dose ainda estão sendo analisados.

Quebra de patente de vacinas pode ser votada pelo Senado nesta quarta-feira

7 de abril de 2021 at 08:53

Fonte: Agência Senado

Da Redação | 06/04/2021, 21h04

  • O projeto prevê a quebra apenas enquanto vigorar a situação de emergência de saúde pública

O projeto prevê a quebra apenas enquanto vigorar a situação de emergência de saúde pública

Fonte: Agência Senado

O Senado deve votar nesta quarta-feira (7) o projeto que estabelece a quebra de patente de vacinas, testes de diagnóstico e medicamentos de eficácia comprovada contra a covid-19. Também estão na ordem do dia proposições que punem quem fura a fila da vacina ou comete fraude na sua aplicação, além de outras que tratam de estímulos à economia, da tarifa social de energia elétrica para consumidores de baixa renda e do acolhimento para pessoas em sofrimento emocional causado pela pandemia.

A quebra de patentes durante a pandemia está prevista no PL 12/2021, projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS). O texto determina que, enquanto vigorar o estado de emergência de saúde, fica liberada a produção de imunizantes, insumos e remédios com eficácia comprovada contra a covid-19, sem observância dos direitos de propriedade industrial.

Para isso, o projeto suspende as obrigações do Brasil de implementar ou aplicar dispositivos do Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio, adotado pelo Conselho-Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com a justificativa do projeto, a medida não implica ignorar o direito às patentes, mas relativizá-lo, em caráter temporário, em vista de um interesse maior.

— O objetivo é produzir a vacina em grande escala e com custos baixos. Precisamos da população vacinada com rapidez. Estamos falando de milhões de doses. O Brasil poderia ajudar também os países pobres, como pede a OMC. Há mais de cem países que nem sequer receberam a primeira dose. Estamos falando de 2,5 bilhões [de pessoas]. A questão é humanitária, é salvar vidas — disse o senador Paulo Paim na sessão remota desta terça-feira.

Royalties

Também durante a sessão remota, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) explicou que esse tipo de quebra está previsto em acordo da OMC. Segundo a senadora, não se trata de uma “quebra de patente violenta”, e haverá o pagamento de royalties às empresas.

— Eu gostaria de deixar esta contribuição sobre a importância de aprovarmos essa quebra de patente, com pagamento de royalties às empresas. Se elas negociarem espontaneamente, será muito mais adequado. É o que a OMC está tentando fazer com o pedido da Índia e da África do Sul — ressaltou a senadora.

Para o senador Fabiano Contarato (Rede-ES), o custo elevado das vacinas produzidas por laboratórios privados ou protegidas por patentes torna quase impossível o acesso dos países pobres a elas.

— A vida humana não é diferente no Brasil, na África ou na América Latina. A vida humana não é diferente para um europeu ou para um americano. É preciso, sim, romper com essa quebra de patentes — defendeu.

O relator do projeto, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que tratará a questão da melhor forma possível, a fim de que o Brasil possa enfrentar a pandemia com a dignidade que a população merece.

— Podem ter certeza de que nós vamos emitir um juízo da melhor forma possível, para que a gente possa ter mais uma arma contra esse inimigo oculto — declarou Nelsinho.

Esse projeto tramita em conjunto com o PL 1171/2021, que permite a quebra da patente do antiviral remdesivir durante a pandemia de covid-19. Segundo o senador Otto Alencar (PSD-BA), autor desse projeto de lei, o antiviral, que vem sendo pesquisado como forma de tratamento da infecção causada pelo coronavírus, custa cerca de US$ 390 dólares (mais de R$ 2 mil) nos Estados Unidos. No Brasil, esse medicamento pode custar em torno de R$ 19 mil.

Vacinação

Também estão na pauta desta quarta-feira projetos que estabelecem punição para quem furar a fila da vacinação. Um deles é o PL 25/2021, do deputado federal Fernando Rodolfo (PL-PE), que trata de vários crimes relacionados à imunização, como infração de plano de imunização; peculato de vacinas, bens medicinais ou terapêuticos; e corrupção em plano de imunização. A intenção é coibir a prática de furar a fila de vacinação, que já foi constatada durante a pandemia. O relator dessa proposta é o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Pode ser votado, ainda, o PL 2.083/2020, do senador Acir Gurgacz (PDT-RO). Esse projeto de lei cria, no âmbito do Sistema único de Saúde (SUS), um programa específico para acolhimento de pessoas que estão em sofrimento emocional por causa do isolamento social provocado pela pandemia. O relator da matéria é o senador Humberto Costa (PT-PE).  

A pauta de quarta-feira também inclui o projeto de lei do senador Esperidião Amin (PP-SC) que trata da prorrogação de medidas de estímulo ao crédito e à manutenção do emprego e da renda (PL 1058/2021), relatado pelo senador Carlos Viana (PSD-MG). Outro item da pauta é o PL 1106/2020, projeto de lei do deputado federal André Ferreira (PSC-PE) que trata da inclusão automática na Tarifa Social de Energia Elétrica para os consumidores de baixa renda. O relator dessa proposta é o senador Zequinha Marinho (PSC-PA).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Petistas rechaçam insinuação de Ciro a Lula; aliados do pedetista rebatem

7 de abril de 2021 at 07:44

Ciro sugeriu que Lula seja vice

Citou a argentina Cristina Kirchner

Ciro Gomes e Lula, prováveis candidatos a presidente da República em 2022Sérgio Lima/Poder360 – 7.fev.2018 e 18.fev.2020

PODER360
06.abr.2021 (terça-feira) – 16h40
atualizado: 06.abr.2021 (terça-feira) – 23h47

A declaração de Ciro Gomes (PDT) de que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria se espelhar na argentina Cristina Kirchner e ser vice em uma chapa na eleição presidencial foi rechaçada por petistas ouvidos pelo Poder360. Aliados do pedetista rebateram.

Cristina Kirchner é vice-presidente da Argentina, governada por Alberto Fernández. Ela presidiu o país de 2007 a 2015 e é uma das principais líderes da corrente política conhecida como peronismo, criada por Juan Domingo Perón (1895 – 1974). Da mesma forma, Lula é o principal líder do PT.

“Faço uma contraproposta a Ciro: se Lula realmente decidir ser candidato, vamos disputar um 1º turno com lealdade, baseado em projetos de país, em propostas para a superação da crise e para derrotar o obscurantismo e o retrocesso representado por Bolsonaro”, disse o senador Jean Paul Prates (PT-RN), líder da Minoria no Senado.

“Ao final dessa etapa, se houver 2º turno, que cada representante das forças progressistas tenha a generosidade de se somar ao esforço de eleger o candidato que represente esse campo, contra a direita que vem infelicitando o Brasil”, afirmou o senador.

Prates não citou diretamente, mas a 2ª parte de sua declaração se refere a 2018. O petista Fernando Haddad disputou a última etapa da eleição contra Jair Bolsonaro. Ciro Gomes, que teve 12% dos votos, viajou para a Europa na época da campanha de 2º turno.

A sugestão de Ciro, segundo o deputado Bohn Gass (PT-RS), “demonstra a força que de fato o Lula tem”. “Isso só reforça a necessidade de o Lula capitanear esse processo”, declarou. Bohn Gass é líder da bancada do partido na Câmara.

A declaração de Ciro foi feita na 2ª feira (5.abr.2021). No mesmo dia foi publicada uma pesquisa de intenção de voto que mostrava Lula numericamente à frente do atual presidente, Jair Bolsonaro. Uma boa notícia para os petistas.

“Ciro não merece mais resposta”, disse o deputado Alencar Santana (PT-SP). “Se ele for democrata, apoiará o Lula [em um eventual 2º turno]”,  declarou.

O pedetista Eduardo Bismarck (PDT-CE) disse ao Poder360 que “se o Lula insistir na candidatura dele, e o PT insistir, estarão dando novamente a eleição do Bolsonaro, agora a reeleição. Se o Lula não tivesse insistido na candidatura do Haddad na eleição passada o Bolsonaro não era presidente”.

“O projeto do PT fracassou, teve muitos pontos positivos mas teve muitos pontos negativos. O que tinha para dar de bom para a sociedade já deu”, afirmou Bismarck. Ele disse que é “quase nula” a possibilidade de o PDT apoiar o partido. Afirma que seria um “ato de humildade” dos petistas apoiar uma “candidatura viável” contra o atual presidente da República. Ou seja, Ciro Gomes.

“O PT vive da rejeição do Bolsonaro e o Bolsonaro da rejeição do PT”, disse o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). “O PDT nunca faltou ao PT”, declarou, citando momentos em que os pedetistas apoiaram candidaturas de petistas.

Agora, de acordo com Pompeo, seria a hora de os petistas abrirem mão do protagonismo, mas o deputado disse não acreditar nessa hipótese.. “O PT nunca nos apoiou, nunca nos deu uma chance de nada”, declarou. “Espero que eu não precise ficar falando mal do Lula”, declarou Pompeo.

CRITICOU MEDIDAS RESTRITIVAS

7 de abril de 2021 at 03:10

Bolsonaro ignora 4 mil mortes e ironiza título de genocida

“Do que que eu não sou culpado aqui no Brasil?”, indagou o presidente em outro momento da conversa

 terça-feira, 06/04/2021, 23:55 – Atualizado em 06/04/2021, 23:57 –  Autor: FOLHAPRESS


Bolsonaro também fez críticas à imprensa Bolsonaro também fez críticas à imprensa | Alan Santos/PR 

Ao interagir com seus apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada na noite desta terça-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ignorou as mais de 4.000 mortes por Covid-19 das últimas 24 horas, ironizou o título de genocida usado contra ele por seus opositores e criticou medidas restritivas adotadas por prefeitos e governadores.

O vídeo de pouco mais de 13 minutos foi compartilhado por um canal de internet simpático ao presidente mostra a interação.

Bolsonaro criticava medidas de restrição de circulação, listando como consequências de “ficar em casa” depressão, ganho de peso e hipertensão.

“Tudo vai ser agravado”, disse o presidente.

Pouco depois, uma apoiadora citou as 4.211 mortes registradas pelo consórcio de imprensa nas últimas 24 horas.

“Hoje, mais de 4.000 morreram aqui no Brasil. Você viu isso?”, pergunta a mulher, que não é identificada nas imagens.

Bolsonaro não reagiu e continuou falando sobre medidas restritivas.

“Você vê: o povo perdendo emprego, nenhum sindicato fala nada contra isso daí.”

A mulher insistiu. “Hoje foram mais de 4.000.”

“Você pode ver, até um ano e pouco atrás, um policial batia num bandido. Toda a esquerda ia contra. Agora, está o cidadão de bem…”, disse Bolsonaro, sem concluir a frase.

O presidente da República também ironizou a alcunha de genocida que seus críticos costumam usar diante da escalada de mortes no país.

“O pessoal entrou naquela pilha de homofóbico, racista, fascista, torturador… agora… Agora é o quê? Agora eu sou… que mata muita gente, como é que é o nome? Genocida. Agora eu sou genocida”, disse sorrindo.

“Do que que eu não sou culpado aqui no Brasil?”, indagou o presidente em outro momento da conversa.

Bolsonaro também fez críticas à imprensa.

“Eu resolvo o problema do vírus em poucos minutos. É só pagar o que os governos pagavam no passado para Globo, para Folha, Estado de S. Paulo. Agora, este dinheiro não é para a imprensa, é para outras coisas”, afirmou.

As pessoas que conversavam com Bolsonaro também disseram que apoiariam a reeleição do presidente.

“Se vocês soubessem como é barra ser presidente”, disse Bolsonaro, ressaltando, porém que “vamos desistir não”.

Relator do orçamento acusa Ministério da Economia de deslealdade

6 de abril de 2021 at 22:36

Por Edson Sardinha congressoemfoco Em 06 abr, 2021 – 19:44 Última Atualização .

O senador Márcio Bittar (MDB-AC) Agência Senado.Agência Senado

Responsabilizado pelo governo por promover cortes de cerca de R$ 30 bilhões em despesas obrigatórias da Previdência, do auxílio-doença e do seguro-desemprego, o relator do orçamento de 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC), rechaça ter feito qualquer movimento sem o aval da equipe econômica. “Nada foi feito sem conhecimento ou consentimento do Ministério da Economia”, disse o emedebista ao Congresso em Foco Premium. “O que o Ministério da Economia está fazendo agora comigo posso classificar, no mínimo, como deslealdade”, completou.

Os cortes foram feitos para acomodar gastos de R$ 30 bilhões com emendas parlamentares. O senador também retirou R$ 1,9 bilhão que seria reservado para a realização do Censo pelo IBGE. Bittar diz que, com exceção da retirada do dinheiro para o recenseamento, que foi de sua iniciativa, o restante foi excluído a pedido do próprio governo. “Alguém está mentindo”, declarou.

“A fórmula de onde cortar nunca foi coisa da minha cabeça. Eu não ia inventar de cortar da Previdência, do abono. Isso é gasto de energia insuportável e desnecessário”, criticou o senador, que também relatou a PEC Emergencial, que abriu caminho para a retomada do auxílio emergencial. A avaliação de economistas, parlamentares e integrantes da equipe econômica é de que o orçamento aprovado pelo Congresso forçará o governo a estourar o teto de gastos e inviabilizará o funcionamento da máquina administrativa, deixando o presidente Jair Bolsonaro exposto à ameaça de um processo por crime de responsabilidade.

Após integrantes do governo e parlamentares contestarem o corte em despesas obrigatórias, Bittar abriu mão de R$ 10 bilhões de emendas a que tinha direito como relator. A renúncia desse montante, segundo ele, vai retirar recursos da Defesa Civil, de atendimento a dependentes químicos, a estudos de vacina e da fiscalização do Ibama.

O episódio reacendeu a disputa política entre os ministros Paulo Guedes (Economia) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), já que os recursos das emendas foram, em sua maioria, para investimentos em obras indicadas por parlamentares. Obras essas sob o guarda-chuva de Marinho. “Qualquer ajuste eu faria sem necessidade de desgaste, que traz essa briga intestina horrorosa entre ministérios, uma briga de egos que virou patológica”, afirmou Bittar. 

O senador ressalta que, como relator da PEC Emergencial, propôs a Guedes a retirada dos R$ 35 bilhões do Bolsa Família do rol de despesas obrigatórias e, por consequência, do teto de gastos. Mas o ministro não aceitou a proposta. Ele temia que a exclusão fosse vista por investidores como um drible ao teto. “Se fizéssemos isso, o problema estaria resolvido”, disse.

Um dos senadores mais próximos de Bolsonaro, Bittar admite estremecimento na relação com o governo. “Não procurei [Guedes] nem vou procurar. Cheguei aqui por conta própria. Não foi Paulo Guedes quem me fez, não foi Bolsonaro quem me fez”.

O Congresso em Foco procurou o Ministério da Economia para comentar as declarações de Márcio Bittar, mas a pasta informou que não vai se manifestar.

Leia a íntegra da entrevista do senador: 

Senador, como estão as negociações para destravar o orçamento?

Márcio Bittar – Não estou à frente de negociação alguma. Estão me dando um poder que não tenho. Meu papel, a bem da verdade, encerrou-se na semana passada. Minha surpresa é personagens do governo e do próprio Congresso se mostrarem surpresos com uma conta que era sabida de todo mundo. Era objetivo desde ano passado chegar ao valor de R$ 30 bilhões. Com o orçamento e a PEC Emergencial, que também relatei, a demanda era uma só: dar base legal para o presidente retomar o pagamento do auxílio emergencial. Era que o orçamento tivesse recursos para a saúde e conseguíssemos tirar algum dinheiro para obras e programas importantes, de infraestrutura, não pararem. Sem esse orçamento eles não fecham o ano. Se não resolver isso, significa aumentar o desemprego. Não é só ausência de obras, é mandar para a fila do desemprego pais e mães de família. Me espanta, porque isso não era novidade para ninguém. Agora agem como se tudo isso fosse. Teríamos de cortar em algum lugar para construir isso. Eu defendi publicamente que preferia tirar o programa de transferência de renda do teto de gastos. Se fizéssemos isso, o problema estaria resolvido. A PEC Emergencial possibilitou ao governo voltar com o auxílio emergencial. No orçamento íamos fazer uma engenharia, esse era o desafio para não parar obras e serviços e conseguir algum nível de investimento. Não tem contradição com quem defende uma economia liberal.

O senhor se surpreendeu com a reação do Ministério da Economia?

Nesta época tirar do Estado o mínimo de capacidade de investir é um equívoco. A surpresa minha é essa. O número sempre foi o mesmo, a fórmula ou foi oriunda da Economia ou feita com a concordância da Economia. Foi um corte de R$ 16,5 bilhões da Previdência autorizado pela Economia em reunião com os presidentes da Câmara e do Senado e representantes do ministro Paulo Guedes, da Casa Civil e da Secretaria de Governo. Foram tirados mais R$ 4 bilhões do auxílio doença e R$ 7 bilhões do seguro-desemprego e mais não sei quanto. O que dá R$ 30 bilhões. Alguém está mentindo. Assumo que fui eu que tomei a iniciativa de cortar o orçamento do IBGE, que não ia fazer Censo mesmo. O valor todo mundo sabia que era esse. A fórmula de onde cortar nunca foi coisa da minha cabeça. Eu não ia inventar de cortar da Previdência, do abono. Isso é gasto de energia insuportável e desnecessário. Mas, quando aconteceu, a economia dizia que era muito, de uma conta que ela fazia. Então eu disse: toma de volta R$ 10 bilhões. Meu problema acabou aí.

O senhor sente como se o governo estivesse jogando a bomba no seu colo?

Não é a primeira vez. A ideia do precatório saiu da minha cabeça? Quando divulgaram que o precatório foi autorizado pela Fazenda, no princípio, negaram. É só juntar uma coisa com outra. Economia fala uma coisa, quando recebe crítica diz que não foi ela. Depois, Paulo Guedes admitiu que tinha o DNA da Economia na proposta.

Por que houve aumento de R$ 621 milhões para R$ 7,3 bilhões nas transferências especiais?

Isso é capacidade de fazer confusão. O valor de R$ 30 bilhões era conhecido de todo mundo. 

Mas esses R$ 7,3 bilhões não serão aplicados a critério de políticos, sem necessidade de fiscalização?

Isso não existe em lugar algum do mundo, a não ser em regime comunista. Esse valor é de RP 9. É outra discussão. O relator do orçamento pode, deve ter esse poder ou não? Como sou relator deste ano não vou emitir juízo de valor. Esse momento é para Executivo e Legislativo indicarem, o desafio era arrumar um pouco de recursos. Eu sugeri ao governo fazer corte desses R$ 10 bilhões. Como vai manter programa na Defesa Civil? Vai ver que nó isso vai dar. Nesse pacote está dinheiro para estudar vacina brasileira, está dinheiro para assistência social do Ministério da Cidadania para 50 mil famílias dependentes de drogas, dinheiro para fiscalização do Ibama. 

Esse episódio muda a relação do senhor com o governo?

Eu me senti estranho. Nunca participei de reunião para discutir cargo nem no meu estado. Minha atuação com o governo sempre foi com a agenda. Confesso que o que o Ministério da Economia está fazendo agora comigo posso classificar, no mínimo, como deslealdade.

O senhor foi procurado pelo ministro Paulo Guedes ou pretende procurá-lo para tratar desse assunto?

Não procurei nem vou procurar. Cheguei aqui por conta própria. Não foi Paulo Guedes quem me fez, não foi Bolsonaro quem me fez. Defendo o governo porque sou aliado dessa agenda. Tudo que pude fazer eu fiz. Nenhum senador da República tem mais afinidade com as reformas do governo o que eu, nenhum. Por mim, tinha desvinculação das receitas, desindexação, queria colocar o fim dos supersalários no pacote, acabar com um monte de munícipios. Queria mais até do que o ministro. Agora há essa confusão a troco de nada. Relator do orçamento é aliado do governo. Qualquer ajuste eu faria sem necessidade de desgaste que traz essa briga intestina horrorosa entre ministérios, uma briga de egos que virou patológica. O valor da conta de onde tirar esses recursos não foi novidade para ninguém. Muito menos para a Economia.

Estamos perto de uma solução?

Sinceramente, isso não é mais objeto da minha preocupação. É minha preocupação como a de qualquer senador. Mas não mais em um papel importante nisso. Eu nunca fiz questão de estar em certas reuniões. Eu dizia que poderia fazer outro relatório. Na reunião em que se decidiu que poderia tirar R$ 16,5 bilhões da Previdência eu nem estava. Só ouvi que era isso mesmo e disse que estava tudo bem. Nenhum corte foi feito sem ter sido ideia da Economia ou tendo concordância da Economia. Depois eu disse ao ministro Paulo Guedes, perguntei de onde ia tirar. Ele não apresentou cardápio e isso foi saindo com o tempo. Nada foi feito sem conhecimento ou consentimento do Ministério da Economia. Temos áudios, pessoas da Economia, do meu gabinete, da Câmara e do Senado que acompanharam tudo isso. Tem documento manuscrito de gente da Fazenda no meu gabinete. Acho ridículo ter de usar esse tipo de expediente. 

LUCRANDO NA CRISE

6 de abril de 2021 at 22:00

Brasil ganha 11 novos bilionários na pandemia

Na lista brasileira, o homem mais rico deles é Marcel Herrmann Telles, da gestora 3G Capital, com fortuna de US$ 11,5 bilhões.

 terça-feira, 06/04/2021, 21:32 – Atualizado em 06/04/2021, 21:42 –  Autor: Com informações do Correio Braziliense


Imagem ilustrativa da notícia Brasil ganha 11 novos bilionários na pandemia | Reprodução .

Em 2021, o Brasil ganhou 11 novos integrantes na lista de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (6). Entre os mais novos bilionários estão os irmãos Jacob, David, Alberto e Esther Safra, que herdaram a fortuna do pai, o banqueiro Joseph Safra, que morreu em dezembro 2020 de causas naturais. Os quatro ocupam, juntos, a posição 358 do ranking global, com a fortuna estimada em US$ 7,1 bilhões.

A viúva e mãe dos irmãos, Vicky Safra, também aparece na lista, com patrimônio estimado em US$ 7,4 bilhões, mas como representante da Suíça, local em que reside. Considerando os integrantes novatos e veteranos, o Brasil tem 57 representantes na lista de bilionários da revista.

Outro novato é o fundador da startup brasileira Nubank, David Vélez, com riqueza acumulada de US$ 5,2 bilhões. Apesar de ser colombiano, o empresário mora no Brasil.

Também estreiam no ranking o economista fundador da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, com fortuna de US$ 2,6 bilhões; e os criadores da Stone, André Street (US$ 2,5 bilhões) e Eduardo de Pontes (US$ 2,4 bilhões).

Os novatos contam ainda com Fabrício Garcia, US$ 2,1 bilhões; Flavia Bittar Garcia Faleiros, com US$ 2,1 bilhões; e Fernando Trajano, com US$ 1,5 bilhão; todos herdeiros da rede varejista Magazine Luiza.

O dono e a esposa da rede de supermercados Grupo Mateus também estreiam na lista. Ilson Mateus, com US$ 1,4 bilhão, e Maria Pinheiro, US$ 1 bilhão. Anne Marie Werninghaus, acionista da multinacional WEG, também integra o ranking com patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão.

Veteranos

Na lista brasileira, o homem mais rico deles é Marcel Herrmann Telles, da gestora 3G Capital, com fortuna de US$ 11,5 bilhões. Jorge Paulo Lemann, que também é sócio do 3G, tem a riqueza estimada em US$ 16,9 bilhões. Contudo, ele entra na lista como representante da Suíça. O mesmo acontece com o terceiro sócio do grupo, Carlos Alberto Sicupira, com fortuna de US$ 8,7 bilhões.

VEJA AS FOTOS DA BELA

6 de abril de 2021 at 21:20

Conheça a loira que amoleceu o coração de Nicolas do Papão

Thais está batendo um bolão: conquistou o coração do craque e de 17 mil seguidores no Instagram

 terça-feira, 06/04/2021, 20:40 – Atualizado em 06/04/2021, 20:39 –  Autor: Lucas Contente/DOL


Thais e Nicolas: amor gol de placa Thais e Nicolas: amor gol de placa | Reprodução/Instagram .

Com belas fotos e muita malhação, Thais Amorim, namorada do atacante bicolor Nicolas, do Paysandu, tem chamado atenção de muitos internautas que seguem o atleta nas redes sociais.

Estudante do oitavo semestre de direito, na Universidade Federal do Pará (UFPA), a loira não deixa de mostrar gosto por beleza, fotografia, academia e a paixão por animais.

Atualmente, ela conta com mais de 17 mil seguidores no Instagram, dentre esses, muitos que já eram seguidores do artilheiro bicolor e se encantaram com a beleza da paraense.

https://www.instagram.com/thaispamorim/channel/?utm_source=ig_embed

Aos 23 anos, 8 mais nova que o atacante, Thais mostra a rotina em casa, fotos de viagens, do belo corpo e o dia a dia com o bichinho de estimação, um cachorrinho chamado Noah. 

PREVENÇÃO

6 de abril de 2021 at 17:46

Detergente é suficiente para limpeza contra a covid-19

A nova orientação surge a partir de estudos recentes sobre a transmissão do Sars-CoV-2

 terça-feira, 06/04/2021, 16:59 – Atualizado em 06/04/2021, 16:59 –  Autor: Com informações do portal Metrópoles


Segundo os dados, a contaminação por meio de superfícies pode acontecer, mas é muito baixo Segundo os dados, a contaminação por meio de superfícies pode acontecer, mas é muito baixo | Reprodução .

EmUma atualização de orientação da população em combate ao novo coronavírus, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, afirmou que a limpeza de superfícies com detergente e sabão é suficiente como medida preventiva.

De acordo com a agência, a desinfecção com pulverizadores, fumigantes (produtos usados para o controle de pragas) ou nebulizadores não é necessária. A exceção seriam casos como a presença recente de uma pessoa que estivesse contaminada pela Covid-19 no ambiente.

“A desinfecção só é recomendada em locais fechados, escolas ou casas onde houver casos suspeitos ou confirmados da Covid-19, dentre as últimas 24 horas”, afirmou a diretora do CDC, Rochelle Walensky, em reunião do grupo de resposta à Covid-19 nesta segunda-feira (5).

A nova orientação surgiu a partir de pesquisas recentes sobre a transmissão do Sars-CoV-2. Segundo os dados, a contaminação por meio de superfícies pode acontecer, mas é muito baixo. A principal maneira de transmissão do vírus é o contato interpessoal, através de gotículas de saliva e os aerossóis.

No inicio deste ano, a agência Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês) e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) emitiram um comunicado conjunto neste sentido, afirmando que “os alimentos consumidos e as suas embalagens têm mínima probabilidade de espalhar o novo coronavírus. 

EXUMAÇÃO DE CORPO

6 de abril de 2021 at 17:25

Família de Tom Veiga suspeita que ele tenha sido envenenado

Informações foram divulgadas nesta terça-feira (6) pelo colunista Leo Dias e envolvem questões sobre o testamento de Veiga

 terça-feira, 06/04/2021, 15:43 – Atualizado em 06/04/2021, 15:43 –  Autor: Com informações do colunista Leo Dias e do portal Extra


Tom Veiga foi encontrado morto na casa dele no dia 1º de novembro de 2020 Tom Veiga foi encontrado morto na casa dele no dia 1º de novembro de 2020 | Reprodução Instagram .

Familiares do humorista Tom Veiga, que dava vida ao boneco Louro José no programa “Mais Você”, da TV Globo, querem exumar o corpo do ator por desconfiarem que ele tenha sido vítima de envenenamento, segundo informações divulgadas, nesta terça-feira (6), pelo colunista Leo Dias. 

De acordo com o jornalista, a suspeita da família sobre as causas da morte de Tom Veiga começou há alguns meses, mas a divulgação da notícia sobre a inclusão da ex-mulher do humorista em um suposto testamento fortaleceu o boato nesta terça-feira. 

Segundo fontes entrevistadas por Leo Dias, Cybelle Hemínio da Costa Veiga, ex-mulher de Tom, teria conseguido que ele fizesse um testamento e a incluísse, tendo direito, inclusive, a uma pensão de 18 mil reais por um ano.

Uma reportagem do portal Extra, publicada hoje (6), descreveu trechos de diversos áudios que Veiga enviou a um amigo nos dias 29 e 30 de outubro de 2020, três dias antes de ser achado morto (em 1º de novembro de 2020). Em um dos áudios, o humorista pedia ao amigo que o acompanhasse até um cartório para testemunhar uma mudança em seu testamento. 

O intérprete do Louro José manifestou a decisão de retirar o nome de Cybelle do documento, mas ressaltou que estava muito ocupado naqueles dias. Veiga falava, ainda,  que precisava de uma ajuda e perguntou se poderia contar com o amigo como testemunha no cartório para desfazer o testamento. No fim desse trecho da conversa, ele pergunta, sem medir as palavras: “Pode ir lá comigo para cancelar essa bost*?”.

O intérprete de Louro José relatou também ao amigo que não poderia ir ao cartório na sexta-feira, dia 30 de outubro, porque iria acompanhar a instalação de câmeras de vigilância em sua casa e o tranquilizou dizendo que o mesmo advogado que cuidaria de um novo testamento também estava tratando de seu divórcio com Cybelle.

EX-ESPOSA E FILHOS DO ATOR ESTÃO EM TESTAMENTO

De acordo com a reportagem do Extra, além de Cybelle Hermínio, os quatro filhos de Tom Veiga estão no testamento, que divide os bens do ator, sendo 50% para a ex, e 12,5% para cada um dos herdeiros naturais. 

Uma ação cível está sendo movida pelos filhos de Tom para provar judicialmente a indignidade de Cybelle como herdeira. Uma outra ação foi aberta para que Amanda, filha mais velha de Tom, seja a inventariante. Cybelle contesta e também requer o direito de cuidar do inventário do ex-marido.

Na última quinta-feira (1º), Cybelle Herminio voltou ao Instagram depois de deletar sua conta no dia da morte de Tom. Nas poucas publicações que fez, ela falou sobre a saudade que sente do humorista: “Vida, difícil escrever. Ainda é dolorido, mal escrevi essas palavras e lágrimas já rolam. Todas as noites, todas, sem exceção de nenhuma, você sabe das minhas orações. Peço a Deus que tenha misericórdia e te cubra de bençãos aí em cima, que ele te ajude a evoluir cada dia mais para que chegue um momento que você seja meu guia e meu intercessor aqui na Terra”.

MORTE EM DECORRÊNCIA DE AVC

Laudo divulgado pelo IML, um dia após a morte de Veiga, atestou que o humorista havia sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico provocado por um aneurisma.

Tom Veiga trabalhou por mais de 20 anos ao lado de Ana Maria Braga. O Louro José foi idealizado em 1996 pela apresentadora. Na época, ela apresentava o Note e Anote, na Record, e ele era assistente de estúdio do programa.