Procuradores contestam pesquisador Célio Lopes, que desenvolveu o imunizante, ter integrado quadro societário da empresa que exploraria comercialmente a vacina
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de São Paulo emitiu um parecer no qual aponta problemas na vacina desenvolvida pela USP em parceria com a empresa Farmacore. O parecer tem como base um pedido de informações à USP feito pelo conselheiro do TCE Antonio Roque Citadini.
Os procuradores constataram possível conflito de interesses na pesquisa tendo em vista que o pesquisador responsável, Célio Lopes, integrou o quadro societário da empresa que pretende explorar comercialmente a vacina, caso ela seja viabilizada.
“Em consulta ao sítio eletrônico da Farmacore e à JUCESP, o Professor Doutor Célio Lopes Silva consta, respectivamente, como consultor científico e compôs o rol societário da empresa em questão, de 16/01/2012 a 17/08/2020”, diz o documento do MP a que a CNN teve acesso. Além disso, verificou-se que o endereço que Célio Lopes apresentou à universidade é semelhante ao da CEO da Farmacore, Helena Faccioli.
“No documento de admissão do pesquisador como sócio administrador na Junta Comercial do Estado de São Paulo, o endereço utilizado para qualificá-lo é idêntico ao da CEO da Farmacore, Helena Faccioli Lopes. Tal identidade só é alterada em 16/11/2012. Nesse prisma, infere-se possível relação de parentesco entre os agentes citados”, diz o MP.
Em razão disso, o órgão pediu que “seja esclarecido o grau de relacionamento das partes interessadas”.
O MP também questiona a utilização de recursos materiais e de pessoal da universidade e, uma vez que uma das linhas de pesquisa foi abandonada, os motivos de o convênio com a USP serem mantidos.
A vacina foi anunciada no dia 26 de março pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em uma entrevista coletiva improvisada às pressas no Palácio do Planalto após o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ter anunciado a Butanvac, uma produção que seria 100% nacional. Depois, verificou-se que a Butanvac aproveita parte de uma pesquisa de uma universidade dos Estados Unidos.
A vacina da USP acabou depois tendo recursos cortados na aprovação do Orçamento. O Ministério de Ciência e Tecnologia apostava num aporte de R$ 200 milhões para a pesquisa, mas o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cortou o valor.
Nesta quinta-feira, o Diário Oficial do Estado de São Paulo publicou despacho de Citadini pedindo esclarecimentos à USP. Além das dúvidas levantas pelo MP, ele questiona os termos do contrato da Farmacore com a USP quanto a eventuais rendimentos com a vacina.
Procurada, a Farmacore disse que não foi formalmente comunicada sobre nenhum pedido de esclarecimentos do TCE. O Ministério de Ciência e Tecnologia disse que não iria responder. O pesquisador Celio Lopes Silva não respondeu. A USP também não deu retorno sobre o pedido de informações da CNN.
Belém e região metropolitana vão para bandeiramento amarelo | Wagner Santana/Diário do Pará .
O Governo do Estado anunciou, na noite desta quarta-feira (13), a mudança na classificação do bandeiramento das regiões do Pará, que passam de laranja para amarelo em relação ao contágio ela covid-19.
A alteração ocorreu após análise técnica do Comitê Científico liderado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) e entra em vigor a partir de amanhã (14). A reclassificação serve para as regiões do Nordeste, Marajó Oriental, Baixo Amazonas, Baixo Tocantins, Tapajós e Região Metropolitana de Belém.
Já as regiões Carajás, Araguaia, Xingu e Marajó Ocidental permanecem com bandeiramento laranja.
“Pessoal, mudamos o bandeiramento de regiões, mas a pandemia ainda não acabou. Precisamos continuar nos cuidando, usando máscara, álcool e lavando as mãos. Vamos trabalhar juntos para vencermos o coronavírus”, disse Helder Barbalho em suas redes sociais.
Confirmação da presença do filho do presidente da República e do assessor especial da Presidência foi feita pelo gerente-geral da Pfizer, Carlos Murillo, durante seu depoimento à CPI da Covid.
Por Marcela Mattos, Beatriz Borges e Jéssica Sant’Ana, G1 — Brasília
13/05/2021 14h09 Atualizado há uma hora
CPI da Covid: Carlos Murillo relata reunião com Wajngarten e Carlos Bolsonaro
O gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, confirmou nesta quinta-feira (13) à CPI da Covid a participação do vereador Carlos Bolsonaro e do assessor especial da Presidência Filipe Martins em reunião com a empresa durante as tratativas sobre a venda de vacina.
Murillo foi convocado a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito como testemunha. Este é o sexto dia de depoimentos da CPI do Senado que apura ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia de Covid e eventual desvio de verbas federais enviadas a estados e municípios.
“Sobre as reuniões me foi solicitado procurar informações sobre a reunião que nossa diretora jurídica teve com o senhor Fabio Wajngarten no dia 7 de dezembro. Então, se me permitir, posso relatar o que ela oficialmente enviou para mim”, disse.
“Após aproximadamente uma hora de reunião, Fabio [Wajngarten] recebeu uma ligação, sai da sala e retorna para reunião. Minutos depois entram na sala de reunião Filipe Garcia Martins e Carlos Bolsonaro. Fabio explicou a Filipe Garcia Martins e a Carlos Bolsonaro os esclarecimentos prestados pela Pfizer até então na reunião. Carlos ficou brevemente na reunião e saiu da sala. Filipe Garcia Martins ainda permaneceu na reunião”, contou Murillo à CPI.
A informação sobre a reunião foi repassada por Shirley Meschke durante o depoimento de Murillo à CPI. No início da sessão, ele havia sido questionado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) sobre a participação de Carlos e Filipe em reuniões com representantes da empresa.
Murillo disse que não poderia confirmar a participação dos dois em reuniões das quais não participou e chegou a dizer que a empresa somente tratou com “autoridades oficias do governo do Brasil”. O relator, então, ameaçou convocar as duas representantes da Pfizer para prestar esclarecimentos. Duas horas depois, o gerente-geral da farmacêutica confirmou a presença de Carlos e Filipe Martins.
Segundo o executivo, entre os participantes da reunião estavam: o ex-secretário de Comunicação Social Fabio Wajngarten; a diretora jurídica da empresa, Shirley Meschke; e a gerente de relações governamentais Eliza Samartini.
O encontro aconteceu no Palácio do Planalto e tinha como objetivo discutir entraves relacionados aos aspectos legais da aquisição do imunizante.
O governo brasileiro justificava que a farmacêutica tinha “cláusulas leoninas” para rejeitar a compra da vacina. Conforme Murillo contou à CPI, foram ao menos seis ofertas do imunizante, feitas a partir de agosto de 2020, antes de o país firmar o contrato. Ao fim, não houve alterações contratuais e as cláusulas foram acatadas.
Wajngarten
Em depoimento à comissão nesta quarta-feira (12), Wajngarten negou ter negociado a aquisição de vacinas e, ao ser perguntado sobre as reuniões com Carlos, respondeu que “nunca foi próximo” do vereador.
“Nunca fui próximo dele, nunca tive intimidade com ele, nunca tive relação qualquer com ele”, afirmou.
À comissão, o ex-secretário de Comunicação evitou dizer quantas vezes tinha se encontrado com Carlos Bolsonaro. Afirmou que falava com o vereador com “nenhuma frequência” e “muito pouca frequência” e ressaltou um “distanciamento” do filho do presidente.
“A minha origem é São Paulo, da qual o Deputado Eduardo Bolsonaro me conhecia. Eu nunca tive contato com o filho do Presidente, do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro”, afirmou. Wajngarten afirmou ainda que o vereador “nunca teve” função no Palácio do Planalto.
Ainda na quarta, a CPI ameaçou mandar prender Wajngarten. Senadores consideraram que ele mentiu à comissão — na condição de testemunha, o depoente assume o compromisso de dizer a verdade.
A comissão acabou decidindo enviar o depoimento do ex-secretário ao Ministério Público para apurar se o empresário cometeu o crime de falso testemunho.
O Ex-presidente da Pfizer, Carlos Murillo, apresentou à CPI a linha do tempo de ofertas da empresa ao BrasilEdilson Rodrigues/Agência Senado – 13.mai.2021
O governo brasileiro recebeu 6 propostas para comprar vacinas da Pfizer contra a covid-19 até fechar contrato com a farmacêutica. O relato foi feito à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado pelo ex-presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo.
Segundo ele, a 1º oferta do laboratório para o governo do Brasil, mais especificamente ao Ministério da Saúde, foi feita em 14 de agosto de 2020. A proposta era de 2 contratos que somavam 100 milhões de doses, das quais 1 milhão já seriam entregues em 2020.
Murillo não foi claro em relação à adesão a esses contratos, se o país poderia assinar ambos simultaneamente ou teria que escolher um ou outro.
“Nossa oferta de 26 de agosto era vinculante. Estávamos nesse processo com todos os governos. Teria validade de 15 dias. Passados esses 15 dias, o governo do Brasil não rejeitou, mas também não aceitou a oferta”, declarou Murillo.
Assista ao momento:https://www.youtube.com/embed/74xSPvVCIic
Eis a linha do tempo das ofertas da Pfizer:
14 de agosto – Pfizer faz a 1ª oferta oficial ao Brasil com um contrato de 30 milhões de doses e outro de 70 milhões de doses com o seguinte cronograma de entregas em cada um deles:
500 mil para 2020;
1,5 milhão para o 1º trimestre de 2021;
5 milhões para o 2º trimestre de 2021;
14 milhões (contrato de 30 mi) e 33 milhões (contrato de 70 mi) para o 3º trimestre de 2021;
9 milhões (contrato de 30 mi) e 30 milhões (contrato de 70 mi) para o 4º trimestre de 2021;
18 de agosto – Pfizer faz a 2ª oferta oficial ao Brasil com um contrato de 30 milhões de doses e outro de 70 milhões de doses com o seguinte cronograma de entregas em cada um deles:
1,5 milhão para 2020;
1,5 milhão para o 1º trimestre de 2021;
5 milhões para o 2º trimestre de 2021;
14 milhões (contrato de 30 mi) e 33 milhões (contrato de 70 mi) para o 3º trimestre de 2021;
8 milhões (contrato de 30 mi) e 29 milhões (contrato de 70 mi) para o 4º trimestre de 2021;
26 de agosto – Pfizer faz a 3ª oferta oficial ao Brasil com um contrato de 30 milhões de doses e outro de 70 milhões de doses com o seguinte cronograma de entregas em cada um deles:
1,5 milhão para 2020;
2,5 milhões (contrato de 30 mi) e 3 milhões (contrato de 70 mi) para o 3º trimestre de 2021;
8 milhões (contrato de 30 mi) e 14 milhões (contrato de 70 mi) para o 4º trimestre de 2021;
10 milhões (contrato de 30 mi) e 26,5 milhões (contrato de 70 mi) para o 3º trimestre de 2021;
8 milhões (contrato de 30 mi) e 25 milhões (contrato de 70 mi) para o 4º trimestre de 2021;
11 de novembro – Pfizer faz a 4ª oferta oficial ao Brasil com um contrato de 70 milhões de doses com o seguinte cronograma de entregas:
2 milhões para o 1º trimestre de 2021;
6,5 milhões para o 2º trimestre de 2021;
32 milhões para o 3º trimestre de 2021;
29,5 milhões para o 4º trimestre de 2021;
24 de novembro – Pfizer faz a 5ª oferta oficial ao Brasil com um contrato de 70 milhões de doses com o cronograma de entregas igual a anterior, mas com mudanças nas condições contratuais depois de conversas com o Ministério da Saúde:
2 milhões para o 1º trimestre de 2021;
6,5 milhões para o 2º trimestre de 2021;
32 milhões para o 3º trimestre de 2021;
29,5 milhões para o 4º trimestre de 2021;
15 de fevereiro – Pfizer faz a 6ª oferta oficial ao Brasil com um contrato de 100 milhões de doses com o seguinte cronograma de entregas:
8,7 milhões para o 2º trimestre de 2021;
32 milhões para o 3º trimestre de 2021;
59 milhões para o 4º trimestre de 2021;
8 de março – Pfizer faz a 7ª oferta oficial ao Brasil com um contrato de 100 milhões de doses, que foi aceito, com o seguinte cronograma de entregas:
14 milhões para o 2º trimestre de 2021;
86 milhões para o 3º trimestre de 2021;
“Numa reunião de 6 de agosto o ministério manifestou possível interesse na nossa vacina e como consequência disso nós fornecemos no dia 14 de agosto nossa 1º oferta, que era uma oferta vinculante. Na realidade eram duas ofertas, e vou me explicar, porque eram exatamente a mesma oferta, as mesmas condições, mesmo preço, somente que uma era de 30 milhões de doses e a outra era de 70 milhões de doses”, disse o executivo.
O ex-presidente da empresa disse também que há mais um contrato em finalização com o governo brasileiro de 100 milhões de doses, sendo 30 milhões para o 3º trimestre de 2021 e 70 milhões para o 4º trimestre de 2021.
A liberação foi concedida em 23 de fevereiro. Senadores governistas questionaram ao representante da Pfizer sobre como seria possível entregar vacinas em 2020 se a permissão para aplicá-las só veio no ano seguinte.
Murillo declarou que, as entregas só poderiam ser feitas depois do aval da Anvisa, mas que se os contratos tivessem sido assinados, as doses estariam garantidas.
Outros senadores lembraram que o governo assinou contratos para aquisição de vacinas da Astrazeneca e com o Instituto Butantan antes da liberação dos imunizantes pela Anvisa.
“A proposta precisamente considerava caráter condicional da entrega em função das aprovações na FDA e no Brasil. Aprovação na FDA (Food and Drugs Administration) que aconteceu no mês de dezembro”, disse Murillo.
PFIZER EXIGE MAIS DE MAIS POBRES, DIZ REPORTAGEM
Uma série de reportagens publicadas pelo Bureau of Investigative Journalism em parceria com a as agências Stat e Ojo Publicomostra que contratos da farmacêutica Pfizer com países como Brasil, Argentina e África do Sul faziam exigências de bens estatais (como prédios de embaixadas e bases militares) como garantia para compra de vacinas contra a covid-19. A exigência não foi feita no contrato com os EUA.
O conteúdo das reportagens do Bureau of Investigative Journalism reforça a narrativa do governo federal de que o atraso na compra das vacinas foi motivado por cláusulas contratuais.
As apurações do Bureau of Investigative Journalism embasaram editorial publicado em 24 de abril pelo jornal The New York Times em defesa da quebra de patentes de vacinas para acelerar a imunização mundial. Leia aqui, em inglês (para assinantes).
O senador Humberto Costa (PT-PE) questionou o porta-voz da Pfizer, que negou: “A Pfizer exigiu a todos os países as mesmas condições que exigiu para o Brasil”.
Carlos Murillo possivelmente mentiu, pois a investigação citada teve acesso a contratos e constatou a diferença. A resposta não foi questionada pelo senador, deixando o dito pelo não dito.
Ninguém pediu a prisão do representante da farmacêutica, como foi feito com o ex-secretário de Comunicação do Governo Federal, Fabio Wajngarten, na 4ª feira (12.mai). Quando são chamados na condição de testemunhas, os ouvidos pela CPI não podem mentir sob pena de serem presos.
O governo federal quebrou cláusula de confidencialidade com a farmacêutica norte-americana Pfizer ao publicar na internet o contrato assinado com a empresa para a compra de vacinas contra a covid-19. O documento foi disponibilizado no site oficial do Ministério da Saúde e ficou no ar por pelo menos 10 dias. Já não está mais acessível.
O acordo de compra de 100 milhões de doses do imunizante determina que “informações confidenciais”, como cronograma de entregas e valores das doses, não poderiam ser publicadas pelos próximos 10 anos. No documento, é possível ver o valor de US$ 10 por dose, totalizando US$ 1 bilhão.
O relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), publicou vídeo nesta 5ª feira (13.mai.2021), no Twitter, rebatendo declarações do presidente Jair Bolsonaro contra sua atuação na comissão. Segundo o congressista, “as agressões” do chefe do Executivo são como “socos no ar”.
Na manhã desta 5ª feira (13.mai), em evento de entrega de casas do Residencial Oiticica I, em Maceió (AL), Bolsonaro disse que o que está acontecendo CPI da Covid é “um crime”. Em crítica a Renan Calheiros, disse que tem um “vagabundo querendo atrapalhar o trabalho daqueles que produzem”. Depois de parte da plateia gritar “Renan vagabundo”.
Segundo Renan Calheiros, as tentativas de o presidente tentar intimidá-lo “são inúteis”.
“São infrutíferas as manobras para mandar o filho me ofender e a visita a Maceió para inaugurar obra já inaugurada. Minha resposta será trabalho e empenho. O país já sabe que Bolsonaro e bom senso não cabem na mesma frase“, disse o senador ao publicar vídeo no Twitter.
Em vídeo publicado no Twitter, o relator disse que se Bolsonaro “não respeita a CPI”, que ao menos “pare com a baixaria”.
“Eu quero dizer ao presidente da República que o que nos preocupa verdadeiramente é o número de mortes que aconteceu no Brasil. São mais de 428 mil vítimas. Se ele não respeita a CPI, por favor, pare com baixaria, porque ele tem interesses e defende seus interesses próprios. Nós temos uma causa. As suas agressões são socos no ar. Essa Comissão Parlamentar de Inquérito não vai sucumbir a isso, vai cumprir o seu papel.”
Pará recebe mais 355.250 doses de vacina contra a Covid-19
Nova remessa é destinada para a aplicação da segunda dose a grupos prioritários
quinta-feira, 13/05/2021, 09:44 – Atualizado em 13/05/2021, 09:52 – Autor: Augusto Rodrigues
DOL.
Pará recebe mais 285.250 doses da AstraZeneca/Oxford, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e 70 mil da Coronavac, do Instituto Butantan | Ricardo Amanajás – Agência Pará .
OMinistério da Saúde emitiu comunicado técnico, nesta quarta-feira (12), recomendando que municípios priorizem a vacinação contra a Covid-19. O intervalo mínimo de entre a vacinação contra a covid-19 e da influenza, ou outras vacinas do calendário deve ser de 14 dias.
O Pará deverá receber, nesta quinta-feira (13), mais 355.250 doses de vacinas contra a Covid-19. Serão 285.250 doses da AstraZeneca/Oxford, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e 70 mil da Coronavac, do Instituto Butantan. Os dois imunizantes são produzidos no Brasil com matéria-prima importada. Segundo o Ministério da Saúde, a nova remessa é destinada para a aplicação da segunda dose de trabalhadores da saúde, idosos entre 65 e 69 anos e entre 85 e 89 anos, povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas, e para continuidade do esquema vacinal de pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, e pessoas com deficiência permanente.
A campanha, iniciada em 18 de janeiro de 2021, já registra a distribuição de aproximadamente 82 milhões de doses para todas as unidades da federação.
Em atendimento a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Programa Nacional de Imunizações interrompe temporariamente a vacinação de gestantes e puérperas com as vacinas Covid-19 AstraZeneca/Oxford.
A vacinação de gestantes e puérperas com comorbidades deverá prosseguir com as demais vacinas Covid-19 em uso no país visto que o perfil risco/benefício da vacinação neste grupo é altamente favorável (Sinovac/Butantan e Pfizer). Para vacinação de gestantes e puérperas com comorbidades, a mulher deverá comprovar a condição de risco (comorbidade) por meio de exames, receitas, relatório médico, prescrição médica.
Sabia que alguns exames de sangue não precisam de jejum?
Coleta para alguns exames de sangue em horários de maior flexibilidade por não precisarem de jejum. Isso evita aglomerações nos laboratórios no período da manhã.
Apenas Peptídeo C, Glicemia, Curvas Glicêmicas, Curvas Insulinêmicas, Tolerância à Lactose, Tolerância à Glicose, Absorção de xilose, precisam de jejum.
Passar horas sem ingerir alimentos sólidos para realizar alguns exames, causa estresse em muitas pessoas. Pior que isso, é se deparar com laboratórios cheios logo no início do dia.
No Brasil, é cultural que esses estejam mais cheios no período da manhã, já que a maioria das pessoas acreditam que o jejum é obrigatório para os exames de sangue. Mas você sabia que muitos exames não precisam de jejum para serem utilizados? De acordo com a diretora de medicina diagnóstica, Cidéria Costa, estudos recentes indicam que o consumo de alimentos antes da realização dos exames, desde que habituais, causam baixa ou nenhuma interferência nas análises.
“De acordo com a normatização atual, a flexibilização do jejum evita que o paciente diabético, por exemplo, corra o risco de uma hipoglicemia por conta do jejum prolongado. Outro benefício decorrente da flexibilização é a otimização do fluxo de coleta, com mais horários disponíveis para atendimento. São poucos os exames que necessitam de jejum hoje, e geralmente estão relacionadas à glicemia. Os demais exames podem ser realizados sem jejum ou de acordo com a solicitação médica”, explica Cidéria.
Entre os exames que não necessitam de jejum estão: hemograma, exames relacionados a função tireoidiana, entre outros, não exigem que o paciente fique durante um longo período sem comer para realizar a coleta. Uma dúvida frequente está relacionada à ingestão de água, se ela interfere ou não no jejum. “Beber um pouco de água não vai interferir no exame que exige jejum”, conta a médica do Sistema Hapvida.
Os únicos exames que necessitam de jejum, são: Peptídeo C, Glicemia, Curvas Glicêmicas, Curvas Insulinêmicas, Tolerância à Lactose, Tolerância à Glicose, Absorção de xilose. Se seu exame não é nenhum desses, não há necessidade de jejum para realizá-lo.
Medidas de prevenção à Covid-19 no laboratório
A pandemia da Covid-19 mudou a rotina do planeta e a recomendação das autoridades de saúde é que as pessoas fiquem em casa, sempre que possível. Mas, em algumas situações como a realização de exames, é necessário se deslocar até um laboratório. Para reduzir o risco de contaminação, tanto de quem precisa fazer o exame quanto das outras pessoas que estão aguardando, é necessário tomar alguns cuidados.
A primeira orientação é evitar a ida ao laboratório ou em qualquer outro lugar se a pessoa apresentar sintomas de gripe comuns, como coriza, tosse e febre, por exemplo. Inclusive, para alguns pacientes é possível passar por uma teleconsulta por vídeo sem sair de casa.
Caso a pessoa não apresente sintomas e realmente necessite ir até um laboratório para a realização de exames, é preciso utilização das medidas de prevenção e evitar levar acompanhantes. Vale reforçar sobre a utilização das máscaras, álcool em gel e higienização das mãos, além de praticar o distanciamento das pessoas. Caso a pessoa esteja aguardando em uma fila, é necessário estar pelo menos a um metro e meio de distância da outra pessoa.
No texto, remetente anônimo disse que a jovem deveria se dar o respeito porque ‘como homem e pai de família’ ficou com vergonha. Ana Paula Benatti, que trabalha como escriturária hospitalar, registrou um boletim de ocorrência.
Por Natalia Filippin, G1 PR — Curitiba
12/05/2021 20h00 Atualizado há uma hora
Jovem recebe carta de vizinho reclamando das roupas usadas por ela em condomínio do Paraná — Foto: Arquivo pessoal/Ana Paula Benattihttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
A jovem Ana Paula Benatti, de 22 anos, foi surpreendida com uma carta embaixo da porta, enviada por um vizinho, reclamando das roupas usadas por ela em condomínio, em Iguatemi, distrito de Maringá, no norte do Paraná. No texto, o morador afirmou que ela deveria se dar o respeito porque ele “como homem e pai de família” ficou com vergonha.
Ao G1, a jovem, que trabalha como escriturária hospitalar, contou que se sentiu muito humilhada devido às ofensas feitas por essa pessoa. O caso ocorreu na sexta-feira (7) e ela registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, na terça (11).
“Eu me mudei para lá no dia 1° de maio, quando aconteceu a situação fazia poucos dias que estava morando no prédio e, até então, não conhecia ninguém porque não deu tempo mesmo, ainda mais com a pandemia. Nesse dia eu cheguei do trabalho umas 18h e encontrei a carta dentro de um envelope preto. A princípio pensei que era algo de boas-vindas ou relacionado à mudança. Na hora que li aquelas palavras comecei a sentir repulsa, nojo, comecei a chorar muito porque não queria acreditar naquilo”, disse ela.
A carta
Na carta, o morador afirmou que no local moram várias pessoas casadas e de várias religiões, por isso ela deveria “usar roupas adequadas”. Veja um trecho do texto:https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
“Senhora 102, gostaríamos que tivesse o pudor e decência de usar roupas adequadas nas dependências do condomínio. Aqui mora gente de família, então por favor dá-se o respeito. Muda o jeito de se portar neste lugar ou vamos conversar com a dona do apartamento. Aqui não é zona não! Obrigado”.
Ana Paula chegou a publicar a carta nas redes sociais afirmando estar totalmente abalada com o ocorrido.
“Quando eu li a carta pensei ‘vou fingir que não aconteceu, vou jogar fora, vou seguir minha vida’, só que depois eu pensei o que eu fiz de errado?! A pessoa cita que não sabe da onde eu vim mas que lá não é zona, então quis insinuar que eu era uma prostituta. Eu trabalho na UTI de um hospital. Mas mesmo que eu fosse o que ele sugere, não teria direito algum de falar isso”, disse.
E ela complementou: “A minha postagem foi um desabafo, para as pessoas verem que era recente que eu tinha me mudado e a recepção foi a falta de educação, de respeito, me julgando sem nem me conhecer”.
Ana Paula publicou a carta nas redes sociais afirmando estar abalada com o ocorrido — Foto: Reprodução
A jovem contou que, no dia seguinte à situação, responsáveis pelo condomínio foram falar com ela.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
“Me deram apoio, falaram que vão ajudar no que precisar. O síndico comentou que todos os moradores serão notificados. Na quinta, vou com o meu advogado olhar as imagens das câmeras para ver se conseguimos alguma pista do responsável. O delegado ficou com a carta como prova do crime de calúnia e difamação”, explicou ela.
‘Me senti vigiada’
Ana Paula disse que as únicas vezes que circulou pelo condomínio foi para sair de casa pelo portão que, segundo ela, fica a uns cinco metros da entrada do bloco dela.
“Nas vezes que eu saí de casa foi para abrir o portão e voltar para dentro do apartamento. Fora isso eu não tinha andado pelo pátio do condomínio ainda, não tinha conhecido o lugar. Eu acho que para ter me visto estava realmente cuidando da minha vida, me seguindo, porque como sabia o horário certo de colocar a carta para eu não estar em casa? Como sabia qual apartamento eu morava? Me senti perseguida, vigiada e invadida”.
A jovem afirmou ter ficado muito assustada e decepcionada com tudo o que aconteceu, mas que a ação do vizinho não vai impedir de ela se vestir como quiser.
“Como eu trabalho no hospital, vivo com roupas de lá, mas em casa normalmente estou de shorts e blusa. Estamos em 2021 e ainda tem gente que julga por conta do que vestimos. Isso só reforça esse pensamento de ‘foi abusada porque estava com roupa curta’, ou ‘estava provocando’, e não é assim. Me assusta pensar que uma roupa pode ser a justificativa para um crime ou uma situação como essa que passei”, concluiu ela.
Lula vence em 2022 com 55% contra 32% de Bolsonaro
O levantamento foi realizado com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios.
quarta-feira, 12/05/2021, 18:53 – Atualizado em 12/05/2021, 18:58 – Autor: Com informações da Folha de São Paulo
Lula: direitos políticos recuperados após prisão e batalha judicial | Reprodução .
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua dominando o cenário político nacional e depois de ter seus direitos políticos restabelecidos volta ao centro do debate eleitoral para a disputa de 2022. Segundo o Datafolha, ele lidera a corrida para a Presidência da República, vencendo o atual presidente Jair Bolsonaro com folga.
Segundo pesquisa Datafolha, ele ganharia de Bolsonaro (sem partido) no segundo turno. Se o pleito do segundo turno fosse hoje, Lula seria eleito presidente com 55% dos votos contra 32% de Bolsonaro, o segundo colocado. O levantamento foi realizado com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
A pesquisa aponta ainda que Lula alcançaria 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro.
Os outros nomes que aparecem na pesquisa são do ex-ministro da Justiça Sergio Moro (sem partido), com 7%, o ex-ministro da Integração Ciro Gomes (PDT), com 6%, o apresentador Luciano Huck (sem partido), com 4%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que obtém 3%. Empatados com 2% estão o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o empresário João Amoêdo (Novo).
Outros 9% disseram que pretendem votar em branco, nulo, ou em nenhum candidato, e 4% se disseram indecisos.
Coronavc mostrou eficácia de 98% contra mortes na Indonésia
Os resultados são a partir do uso em 128.290 médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde da linha de frente em Jacarta, capital do país asiático
A vacina Coronavac é produzida, no Brasil, pelo instituto Butantan | Divulgação/Butantan .
ACoronavac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, apresentou uma taxa de efetividade, ou seja, eficácia na vida real, de 98% contra mortes e de 96% contra hospitalização por Covid-19 em profissionais da saúde na Indonésia.
Os resultados são a partir do uso em 128.290 médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde da linha de frente em Jacarta, capital do país asiático. Eles receberam o imunizante entre janeiro e março deste ano.
O estudo apontou, ainda, além da alta proteção contra mortes e internações, uma prevenção de 94% da vacina contra casos sintomáticos de Covid.
Os dados, que ainda não publicados oficialmente, foram anunciados nesta quarta-feira (12) pelo coordenador do estudo e autoridade em saúde no país, Pandji Dhewantara.
A pesquisa comparou as pessoas vacinadas com aquelas não vacinadas. Em janeiro, 64 profissionais de saúde morreram no país de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) por Covid, o maior número desde o início da pandemia. Esse número caiu pela metade em fevereiro (um mês após o início da imunização) e para um oitavo em abril -quando foram vacinados 20 milhões de pessoas em todo o país.
A Indonésia tem uma população de 181 milhões de pessoas e contabilizou, até esta quarta, 1,7 milhão de casos de Covid e 45.090 mortes. Os profissionais de saúde do país foram fortemente afetados pela pandemia, com quase mil mortes nesse grupo até o dia 22 de abril.
O país decidiu iniciar a campanha de vacinação pela população mais jovem, como forma de incentivar a imunização, que enfrentava rejeição principalmente entre aqueles abaixo dos 30 anos.
Os resultados promissores, ainda que preliminares, dão um bom indicativo de como a vacina deve se comportar em outros países, uma vez que os estudos de fase 3 (a última antes da aprovação) da Coronavac apresentaram taxas de eficácia distintas.
Na Turquia, essa taxa foi de quase 92%, embora o número de participantes ali tenha sido muito pequeno (cerca de 1.300 pessoas), enquanto na Indonésia ela havia sido estimada em 65%.
No Brasil, o estudo chamado Profiscov, que avaliou 12 mil profissionais de saúde com idades entre 18 e 65 anos, apontou uma eficácia global de 50,7% do imunizante contra casos sintomáticos de Covid e de 84% contra hospitalizações.
Não houve casos de morte reportados, embora a taxa de eficácia para esse desfecho ainda não tivesse sido estatisticamente significativa. Se aplicada com um intervalo maior entre as doses, de mais de 21 dias, a Coronavac gera uma proteção de cerca de 64%.
À semelhança do estudo da Indonésia, um estudo brasileiro procura buscar a efetividade do fármaco, produzido no país pelo Instituto Butantan, na população geral.
Desenvolvido em Serrana, o estudo espera obter a taxa de proteção da vacina a partir da imunização de toda a população acima dos 18 anos no município no interior de São Paulo. A vacinação em massa já foi concluída e o Butantan espera fechar os resultados até o final deste mês.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.