O Ministério da Saúde encomendou, em novembro de 2020, à Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) –braço da OMS (Organização Mundial da Saúde)– um manual com orientações para o suposto “tratamento precoce” contra a covid-19. O texto não chegou a ser publicado, mas o jornal O Globo teve acesso a documentos sobre a contratação.
O pedido para a contratação foi feito por Helio Angotti Neto, secretário de Ciência e Tecnologia, Inovações e Insumos Estratégicos em Saúde. Em 9 de novembro, ele enviou um ofício à representante da Opas no Brasil, Socorro Gross, para que a organização contratasse uma consultoria técnica. Essa consultoria ficaria responsável por desenvolver 3 produtos. Um deles é o manual para o chamado “tratamento precoce”.
O escolhido para fazer o manual, por indicação do ministério, foi o médico Ricardo Zimerman. Ele é a favor do uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 e foi um dos integrantes da equipe enviada a Manaus em janeiro pelo governo federal para defender a utilização da cloroquina.
A Opas divulgou, em outubro, uma revisão de estudos feitos em diversos países que apontava que o uso de cloroquina e hidroxicloroquina não apresentava benefícios na redução das taxas de mortalidade, tempo de internação ou necessidade de intubação.
Mesmo assim, Zimerman foi contratado e o manual foi feito. O valor do contrato com o médico é de R$ 30.000.
O material final foi entregue à Opas e ao Ministério da Saúde em janeiro. Nele, Zimerman recomenda abertamente o uso de cloroquina e hidroxicloroquina no “tratamento precoce” da covid-19. Ainda defende o uso da ivermectina e azitromicina.
O médico propõe também combinações de drogas. Por exemplo, uma mistura contendo sulfato de hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, dutasterida e bromexina.
Ele ainda recomenda um sistema de avaliação de sintomas para determinar se um paciente está infectado com o coronavírus. É o mesmo método utilizado no aplicativo TrateCov, anunciado pelo Ministério da Saúde em janeiro e retirado do ar em poucos dias depois de críticas de associações médicas. O aplicativo criava um receituário médico que recomendava medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina.
Ao O Globo, o Ministério da Saúde afirmou que “procede constante levantamento de evidências científicas”. A pasta declarou que pode contar com o “aporte de consultores externos ad hoc para eventuais avaliações de expertise técnica”. O órgão não comentou a escolha de Zimerman para a elaboração do manual.
A Opas disse que se “resguarda o direito de manter a privacidade das pessoas contratadas para fazer parte de sua equipe e daquelas que prestam serviços pontuais”.
Zimerman foi procurado pela reportagem mas não respondeu aos contatos.
Golpe no WhatsApp burla autenticação de 2 fatores; entenda!
Cada vez mais populares, os golpes tem se tornado cada vez mais sofisticados e tirado dinheiro das vítimas.
segunda-feira, 17/05/2021, 10:29 – Atualizado em 17/05/2021, 10:28 – Autor: ( com informação da UOL )
Há dois anos os golpes tem se popularizado. | Foto: Reprodução .
Um novo golpe do WhatsApp clonado foi descoberto. Agora os golpistas utilizam artimanhas de engenharia social para enganar as vítimas e burlar a dupla autenticação do WhatsApp. O sistema tem duas etapas: na segunda, os criminosos utilizam o suporte da própria vítima para passar mais credibilidade à fraude.
No novo golpe, os criminosos entram em contato com a vítima alegando ser do Ministério da Saúde e perguntam se podem realizar uma pesquisa sobre a Covid-19. Em seguida, eles solicitam que a vítima informe o código de verificação enviado para o celular, dizendo que o passo seria necessário para completar a falsa pesquisa.
A “novidade” no golpe vem nesta segunda parte, que ataca a autenticação em dois fatores. Depois de conseguir o código de verificação, os criminosos finalizam a suposta pesquisa e ligam novamente para a vítima, fingindo ser do suporte do WhatsApp. Eles dizem que identificaram atividades suspeitas na conta e enviam um e-mail para que o usuário cadastre outra senha de dupla verificação.
Ao clicar no link, entretanto, a vítima desabilita a proteção para criar uma nova senha, e é aí que o golpista consegue burlar o sistema e roubar o Whatsapp.
Como se proteger?
A forma mais efetiva de se proteger é desconfiar do golpe e saber antecipadamente que ele existe. O Whatsapp recomenda que os usuários do app de mensagens continuem utilizando a dupla autenticação para proteger a conta, sem nunca desativar a proteção.
Como ativar a autenticação em duas etapas?
Enquanto isso não acontece, a recomendação é criar cada vez mais camadas de proteção. Para criar o código da autenticação em duas etapas no WhatsApp, siga os passos:
– Vá ao menu que fica nos três pontinhos no canto superior direito do app;
– Entre em “Configurações”
– Clique em “Conta”
– Selecione “Confirmação em duas etapas”
– Crie o código que será usado para a dupla autenticação.
Atravessamento do produto seria a principal causa para o aumento do preço, dizem comerciantes | Celso Rodrigues .
Ofruto considerado o “ouro preto” da Amazônia está mais longe da mesa dos paraenses e os motivos são vários. As condições têm levado muita gente a não aceitar e tentar mudar práticas que levam a essa condição.
Para isso, um grupo de batedores e vendedores de açaí protesta na manhã desta segunda-feira (17), na Praça do Relógio em Belém, contra o aumento do preço que pode estar sendo causado pela exportação desenfreada do produto.
Segundo os vendedores e batedores, a situação é agravada pela ação dos atravessadores que estão levando o açaí diretamente e isso causa o aumento no valor.
Com cartazes, vendedores querem respostas e saber onde está o açaí Celso Rodrigues
Em entrevista a uma emissora de televisão, um dos representantes que está no ato desta manhã diz que mesmo na entressafra, o açaí está sendo levado para vários estados sem uma fiscalização adequada.
“Nosso movimento é livre independente, hoje tem um aumento de 300%, o que faz aumentar o preço que já chega a 20,00 o litro. Nós queremos saber onde está o nosso açaí”, disse Marivaldo Ferreira.
Segundo relatou o autônomo, o açaí estaria sendo levado pelos atravessadores, mesmo na entressafra, diretamente para estados como Maranhão e Amapá onde fábricas de beneficiamento do produto foram instaladas.
Os dados de duas operações relacionadas à Lava Jato do Rio foram utilizados em uma apuração preliminar da Polícia Federal que resultou no pedido de inquérito contra o ministro Dias Toffoli. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin autorizou a PF a buscar provas.
Fachin aceitou o argumento da PF de que o acordo de colaboração do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) tem uma cláusula que prevê o uso de informações coletadas nas operações Calicute, que prendeu o ex-governador, em 2016, e Boca de Lobo, que prendeu seu sucessor, Luiz Fernando Pezão, em 2018.
Segundo o jornal, as informações serviram para embasar o relatório em que a PF diz que é preciso apurar suposto crime de corrupção de Toffoli em venda de decisões judiciais.
Antes da permissão de Fachin, o juiz Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, negou o compartilhamento por envolver pessoas com foro. O procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestou contra porque a PF não indicou quem eram os investigados.
Na 6ª feira (14.mai.2021), Fachin havia negado o pedido da PF para investigar Dias Toffoli.
Porém, o ministro do STF rejeitou a manifestação contrária da PGR durante a apuração preliminar e liberou o uso do material no âmbito do acordo de Cabral.
O inquérito investiga suposto recebimento de R$ 4 milhões em troca de favorecimento em processos sobre 2 prefeitos do Estado do Rio de Janeiro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Toffoli atuou na Corte eleitoral de 2012 a 2016.
Tucano enfrentava câncer no sistema digestivo e estava internado desde 2 de maio no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, quando se licenciou do cargo. Ele deixa um filho de 15 anos.
Por G1 SP — São Paulo
16/05/2021 09h52 Atualizado há 4 minutos
Bruno Covas, em foto de 19 de novembro de 2020. — Foto: Valéria Gonçalvez/Estadão Conteúdo/Arquivo
O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu às 8h20 deste domingo (16) aos 41 anos, em São Paulo. Desde 2019, ele lutava contra um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado. (leia nota abaixo).
“O Prefeito de São Paulo Bruno Covas faleceu hoje às 08:20 em decorrência de um câncer da transição esôfago gástrica, com metástase ao diagnóstico, e suas complicações após longo período de tratamento.
Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 2 de maio, sob os cuidados das equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, Dr. Artur Katz, Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, Prof. Dr. Raul Cutait e Prof. Dr. Roberto Kalil”, diz a nota divulgada pela Prefeitura de São Paulo.
Nas últimas horas de vida, o prefeito recebeu sedativos e analgésicos para não sentir dores.
Familiares e amigos de Covas permaneceram no hospital desde que os médicos informaram que seu quadro de saúde era irreversível.
Na noite de sexta (14), um padre chegou a fazer a unção dos enfermos, um sacramento católico. Durante a noite de sábado (15), representantes de diversas religiões participaram do ato ecumênico na porta do hospital, que durou 30 minutos e terminou com a oração Pai Nosso.
Ato ecumênico por Bruno Covas é realizado na porta do Hospital Sírio Libanês.
Nascido em Santos, no litoral paulista, em 7 abril de 1980, Covas era filho de Pedro Lopes, engenheiro da Autoridade Portuária de Santos, e Renata Covas, a única filha mulher de Mário Covas e Lila.
Era o neto favorito de Mário Covas, que foi prefeito da capital na década de 1980 e governador do estado entre 1995 e 2001.
Mário Covas com o neto, Bruno Covas, no colo em vídeo de 1983. — Foto: Acervo TV Globo
Aos 9 anos, passou a integrar o “Clube dos Tucaninhos”, cuja carteirinha de filiação era guardada por ele como recordação até depois de adulto.
Aos 14 anos, Bruno Covas deixou o litoral e foi morar na cidade de São Paulo com o avô, no Palácio dos Bandeirantes, sede oficial do governo paulista. De acordo com funcionários, Bruno era “bem mais tranquilo para lidar do que o avô”.
Cursou o ensino médio no Colégio Bandeirantes, um dos mais tradicionais da capital, onde conheceu um de seus grandes amigos, Luiz Álvaro Salles Aguiar de Menezes, que se tornou seu secretário municipal de Relações Internacionais décadas mais tarde.
Menezes disse que na escola os colegas se surpreendiam ao descobrir que Bruno era neto do governador. “Acho que eles esperavam uma figura engomadinha, e não aquele cabeludo com camiseta de rock n’roll sem manga que estudava com a gente”, contou, em entrevista ao SP1.
Naquela época, o jovem Bruno Covas não se interessou em participar do grêmio estudantil do colégio.
Covas durante feijoada da escola de samba Leandro de Itaquera, em São Paulo, em 2003. — Foto: Vidal Cavalcante/Estadão Conteúdo/Arquivo
Casamento, separação e 1ª vitória eleitoral
Covas graduou-se em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e em economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e iniciou a carreira política em 2004, quando se candidatou a vice-prefeito de Santos na chapa do correligionário Raul Christiano. Naquele ano, se casou com a economista Karen Ichiba, de quem se divorciou depois de 10 anos. Depois disso, manteve-se solteiro.
O casal teve Tomás, hoje com 15 anos, que acompanhou o pai em eventos públicos diversas vezes, inclusive vestindo a camisa dos “Tucanáticos”, o grupo de jovens do PSDB. O rapaz é torcedor fanático do Santos, o mesmo time do pai, e morava com Bruno em um apartamento na Barra Funda, Zona Oeste da capital, em esquema de guarda compartilhada.
Bruno Covas sentiu o gosto da vitória nas urnas pela primeira vez aos 26 anos, como deputado estadual. Foi reeleito aos 30, com o maior número de votos. Depois, assumiu o cargo de secretário Estadual do Meio Ambiente na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), e, em 2014, venceu a eleição para deputado federal. No Congresso Nacional, votou pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).
A lealdade ao PSDB não o impediu de se relacionar com outros partidos. O tucano chegou a participar da organização de jantares para arrecadação de dinheiro para Luiza Erundina (PSOL), condenada pela Justiça a pagar uma multa por causa do anúncio de uma greve geral feito por ela 20 anos antes, quando era prefeita de São Paulo. Sem dinheiro, ela corria o risco de perder o único apartamento que tem.
Bruno Covas na Assembleia Legislativa de São Paulo em foto de maio de 2006. — Foto: Sebastião Moreira/Estadão Conteúdo
Eleição para a prefeitura e novo estilo de vida
Covas não completou o mandato como deputado federal. Voltou a São Paulo e se candidatou a vice-prefeito na chapa de João Doria (PSDB), em 2016. A dupla venceu no primeiro turno.
Covas ao lado do então prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em entrevista à imprensa em novembro de 2017. — Foto: Suamy Beydoun/Agif/Estadão Conteúdo
Em 2017, Covas mudou o visual e o estilo de vida: assumiu a careca, passou a seguir uma dieta radical que o levou a perder mais de 16 quilos e iniciou a prática Mahamudra, uma linha esportiva que alia autoconhecimento e exercícios físicos. Também ficou conhecido como “baladeiro”, devido à presença frequente em festas e casas noturnas.
O tucano assumiu a Prefeitura de São Paulo na sequência, em abril de 2018, quando Doria deixou o cargo para se candidatar a governador do estado.
A primeira grande missão à frente da Prefeitura ocorreu no feriado de 15 de novembro de 2018, após um viaduto de 2 metros ceder sobre a Marginal Pinheiros.
Bruno Covas com o filho Tomás durante o festival Lollapalooza, em 2019. — Foto: Celso Tavares/G1
Infecção na pele e diagnóstico de câncer
Em 19 de outubro de 2019, o prefeito foi diagnosticado com erisipela, uma infecção na pele. Ele foi medicado e liberado, mas, uma semana depois, foi internado. A infecção havia evoluído para trombose venosa profunda (coágulos) na perna direita.
Bruno Covas no Hospital Sírio-Libanês durante a internação, em novembro de 2019. — Foto: Divulgação/Prefeitura de SP
Os coágulos subiram para o pulmão, causando o que é chamado de embolia.
Foi durante os exames para localizar os coágulos que médicos detectaram o câncer. O nódulo estava na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e nos linfonodos.
“Aquilo foi assim uma bomba, né? Um tapa na cara. Notícia de alguns segundos. Eu fiquei esperando ele [o médico] dar risada, pensei ‘talvez seja uma piada’, mas a risada não veio. Você vai caindo em si e pensando, ‘bom, e agora? O que eu faço? Dá pra tratar? Não dá pra tratar?’”, contou. “Tem várias horas que você se pergunta: ‘Por que eu? Será que eu ainda vou passar muitos Natais comemorando com meu filho?’”, questionou Covas, em uma entrevista (assista trecho no vídeo abaixo).
Em entrevista ao “Fantástico”, Covas disse que estava confiante e boletins médicos informaram que ele reagiu bem às primeiras sessões, sem efeitos colaterais relevantes.
Em dezembro de 2019, a equipe médica disse que o tumor regredira de modo expressivo. Dois dias depois, contudo, ele foi para a UTI após um sangramento no fígado. As sessões continuaram e, apesar do episódio, a equipe continuava informando que ele apresentava “ótimo quadro geral”.
Em 2 de janeiro de 2020, ainda em tratamento, o prefeito anunciou em entrevista à CBN que seria candidato à reeleição à Prefeitura de São Paulo. Adiante, suas principais promessas de campanha foram zerar a fila de creches, criar unidades de saúde (UPAs e UBSs), um programa de moradias populares na cidade, um sistema de transporte público por barcos e avançar no plano de privatizações.
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), durante coletiva de imprensa em janeiro de 2020. — Foto: Reprodução/TV Globo
No mês seguinte, ao término da 8ª sessão de quimioterapia, os tumores do fígado e da região da cárdia não apareceram nos exames. Já os linfonodos, que são gânglios, apresentaram aumento, indicando que o câncer persistia.
Uma nova fase do tratamento foi iniciada, com a imunoterapia, que visa potencializar o sistema imunológico para atacar células cancerígenas. Àquela altura, Covas divulgou um vídeo para agradecer o apoio que estava recebendo.
Covas chegou a se mudar para a sede da Prefeitura de São Paulo com a intenção de atuar em tempo integral no combate à pandemia do coronavírus, que avançava no mundo. No mês seguinte, foi diagnosticado com Covid-19, mas não teve sintomas.
Vitória no segundo turno
Em julho, Covas informou que o tumor estava regredindo e passou a se concentrar na campanha eleitoral. Mesmo em tratamento, fez muitas agendas externas. Sempre com máscara. Mas muitos desses compromissos ocorreram em ambientes cheios e fechados e por um longo período de tempo.
Começou atrás do então candidato Celso Russomano (Republicanos) nas pesquisas de intenção de voto, com percentuais em torno dos 20%. No final de outubro, contudo, subiu nas pesquisas e assumiu de vez a liderança.
O tucano obteve 32,85% dos votos e foi para o segundo turno com Guilherme Boulos (PSOL), que recebeu 20,24%. Ele venceu em todas as 58 zonas eleitorais da capital, incluindo a periferia.
Bruno Covas (PSDB) comemora vitória no 2º turno na capital paulista em novembro de 2020. — Foto: Fábio Tito/G1
No discurso da vitória, ele disse que São Paulo queria experiência para enfrentar o radicalismo, e que “foi um grande erro do presidente ter tentado se intrometer na campanha”, referindo-se ao apoio de Jair Bolsonaro a Russomano.
Apesar do crescimento de Boulos, Covas se manteve na liderança das pesquisas de intenção de voto durante toda a campanha do segundo turno, começando com 47% e terminando com 57%.
Recebeu apoio dos candidatos derrotados Russomanno, Joice Hasselmann (PSL) e Andrea Matarazzo (PSD) e, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Covas teve a campanha mais cara da capital, de quase R$ 20 milhões e seis vezes mais do que Boulos.
As principais críticas que enfrentou foram em relação à escolha de seu vice Ricardo Nunes (MDB), cuja mulher registrou boletim de ocorrência em 2011 por violência doméstica. Ele também é investigado por suposto envolvimento com esquema em creches. Em entrevista à CBN, no entanto, disse que colocava a mão no fogo por Nunes.
Ricardo Nunes (MDB) (à frente) e Bruno Covas tomam posse como vice e prefeito de São Paulo, em 1 de janeiro de 2021. — Foto: Divulgação/Rede Câmara
“São Paulo disse ‘sim’ à democracia. São Paulo disse ‘sim’ à ciência, disse ‘sim’ à moderação, disse ‘sim’ ao equilíbrio”, discursou.
Em entrevista ao “Em Foco”, da GloboNews, descartou lockdown na cidade de São Paulo devido, especialmente, a uma suposta impossibilidade de articular a mesma medida em toda a região metropolitana (assista a trecho da entrevista no vídeo abaixo). Àquela altura, a capital enfrentava um novo aumento do número de casos de Covid-19, que culminou em uma 2ª onda da doença.
Bruno Covas: ‘É inviável realizar um lockdown em São Paulo’
Depois da campanha, Bruno Covas fez exames em dezembro de 2020, e a equipe médica informou que o prefeito daria continuidade ao tratamento contra o câncer com imunoterapia e radioterapia, sem restrições à rotina de trabalho.
Licença e ida ao Maracanã
Antes de completar oficialmente um mês como prefeito reeleito, contudo, ele pediu licença de 10 dias no trabalho para “para repouso e cuidados pessoais”. A recomendação médica ocorreu depois que ele atravessou 24 sessões de radioterapia, diariamente.
“Se esse é o preço a pagar para passar algumas horas inesquecíveis com meu filho, pago com a consciência tranquila”.
Em fevereiro, exames mostraram sucesso da radioterapia no controle dos linfonodos, mas foi detectado um novo nódulo no fígado. A imunoterapia foi interrompida e Covas reiniciou a quimioterapia.
Postagem de Bruno Covas sobre ida ao Maracanã durante licença da prefeitura. — Foto: Reprodução/Instagram
‘Vontade gigante de vencer’
Abril de 2021 foi um mês mais intenso. Ele foi internado depois que os médicos encontraram novos pontos de câncer nos ossos e no fígado, embora o prefeito estivesse sem sintomas, e ainda apto a seguir suas atividades à distância.
Transmitindo coragem e confiança no tratamento, ele postou uma foto do filho nas redes sociais, e disse que continuava a luta pela vida com “vontade gigante de vencer”.
Covas e o filho, Tomás, durante internação no Hospital Sírio-Libanês, em 4 de maio. — Foto: Reprodução/Instagram
A drenagem do líquido deu certo e Bruno Covas recebeu alta ainda em abril, mas, no dia 2 de maio, decidiu se afastar do cargo novamente, dessa vez por 30 dias devido aos efeitos colaterais do tratamento. Em entrevista à rádio CBN, o médico David Uip afirmou que ele teve náuseas e vômitos.
No dia seguinte, ele foi transferido para a UTI do hospital Sírio-Libanês e intubado após a descoberta de um sangramento no estômago. Os médicos identificaram uma úlcera junto ao tumor original, na cárdia. As sessões de quimioterapia foram suspensas.
Durante todo o tratamento, o prefeito se mostrou otimista, afirmando diversas vezes que “não tinha dúvidas de que vou vencer mais este desafio”, mesmo sabendo que “a guerra estava longe de terminar”, e sempre agradeceu ao apoio da equipe médica responsável pelo tratamento e às pessoas que oravam por ele.
Ao lado de Nise Yamaguchi, ele teria tentado mudar a bula de medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid.
Por Octavio Guedes
Comentarista de política da Globo News e eterno repórter. Participa do Estúdio I, Em Ponto e Edição das 10h
Carlos Wizard vai ser convocado para depor na CPI da Covid por ter suspeitas de que ele era um dos financiadores do ‘Ministério Paralelo da Saúde’ — Foto: Divugação
A CPI da Pandemia vai convocar o empresário Carlos Wizard para depor porque tem indícios de que o chamado “Ministério Paralelo da Saúde“, que defendia cloroquina, que não tem eficácia comprovada no tratamento contra a Covid, e contaminação em massa para atingir imunidade de rebanho, tinha ele como um dos financiadores.
Fundador de uma rede de ensino da língua inglesa que leva seu nome (vendida em 2013), Wizard era conselheiro do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e chegou a ser anunciado como secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Recuou depois de insinuar que governadores e prefeitos inflavam o número de mortos para receber mais dinheiro.
Um dado importante: enquanto fechava as portas para a Pfizer, que queria vender vacinas e não cloroquina, o governo Bolsonaro dava acesso a Wizard e a sua guru, a médica Nise Yamaguchi, ao presidente, a ministros de estado, ao Itamaraty e ainda colocava a TV estatal para divulgar as ideias da dupla.
Este blog, por meio de seu investigador digital, o jornalista Renan Peixoto, recuperou uma entrevista que Wizard e Yamaguchi deram em 2 julho de 2020 nas redes sociais da TV Brasil. A data não é um detalhe. Ocorreu dois meses depois do início das tratativas da Pfizer para tentar sensibilizar o governo Bolsonaro a comprar vacinas.
Wizard e Yamaguchi esbanjaram intimidade com o poder. A médica disse que fizera uma live com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e também estava em contato direto com o então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e com próprio presidente Bolsonaro para estabelecer protocolos de tratamento precoce com cloroquina. Prestígio total.
Já a Pfizer…
No mesmo período, o presidente da Pfizer, Carlos Murillo, sofria para ter diálogo com o governo. Na CPI, ele contou que só conseguia acessar o segundo escalão.
“Nossa interlocução principal no Ministério da Saúde, a pessoa com quem eu interagi diretamente no processo foi o ex-secretário Elcio Franco. Dentro do Ministério da Saúde…”, revelou à CPI da Pandemia.
Outra demonstração de força: o grupo de Wizard, através de Yamaguchi, tentou incluir o tratamento contra Covid na bula da cloroquina por decreto presidencial, o que é ilegal e configuraria uma fraude.
Na entrevista, Wizard pediu para ser tratado como “empreendedor social”. E disse que reunira um grupo de “oito, nove ou dez especialistas” que, segundo suas palavras, estavam “vencendo a Covid”. Chamou o grupo de “Conselho Científico Independente”. Para o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues, Wizard tem muito a contribuir:
“Ele tem que explicar que comitê é esse, que mais parece o ‘Ministério Paralelo da Saúde’ que a CPI vem descobrindo, e que agia em paralelo ao Ministério oficial e à revelia da ciência”, diz Randolfe, que confirmou a intenção de convocar o empresário.
Moral da história
Este blog é monoglota. Mas arrisca: “The hydroxychloroquine is on the table” (a hidroxicloroquina está sobre a mesa, em tradução). Vamos aguardar os próximos capítulos.
Álvaro e o companheiro Rafael | Reprodução Instagram .
Muitas são as vítimas da maior crise sanitária do mundo. O novo coronavírus não poupa ninguém, seja amigos e parentes de ricos, famosos ou “poderosos”.
O professor universitário Álvaro Alberto de Araújo, primo do presidente Jair Bolsonaro, morreu na última quinta-feira (6), aos 52 anos, vítima da Covid-19.
Ele ficou quase um mês internado em um hospital de Florianópolis. A mãe do professor é irmã de Geraldo Bolsonaro, pai do presidente.
Álvaro estava morando há alguns meses em Jurerê Internacional com seu companheiro. Antes ele morava em Sergipe, onde atuou como professor desde 2006 no DTA (Departamento de Tecnologia de Alimentos), na UFS (Universidade Federal de Sergipe).
“Antes, nos revezávamos. Ele ficava um pouco aqui [Florianópolis], e eu ficava um pouco em Aracajú. Agora ele ia morar definitivamente aqui. O Álvaro veio até com as roupas de inverno, para o frio. Nós íamos casar”, lamenta o companheiro. Rafael é natural de Araranguá, e mora em Florianópolis.
Álvaro Alberto precisou ser internado em decorrência da Covid-19. Foram 28 dias de luta contra o vírus, acompanhados de perto por Rafael.
Já no primeiro dia de internação, Álvaro estava com 25% do pulmão comprometido pelo vírus. Devido ao agravamento da infecção, o professor precisou ser intubado no dia 12 de abril. Apesar de já ter sofrido trombose, ele não tinha comorbidades e treinava diariamente, conta o companheiro.
No último dia 6, Álvaro Alberto não resistiu. Ele sofreu pneumonia e falência dos órgãos em decorrência da Covid-19. O corpo foi sepultado no Cemitério da Saudade, no município de Campinas, em São Paulo. As cerimônias de despedida ocorreram no dia 8 de maio.
O minsitro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (14) pedido da Polícia Federal para abertura de inquérito contra o também ministro Dias Toffoli com base na delação premiada do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. A CNN teve acesso à decisão, que está sob sigilo.
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral acusou o ministro do STF Dias Toffoli de recebimento de propina por decisões judiciais.
Fachin também proibiu a polícia de executar qualquer ato de investigação a partir da delação do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que embasava o pedido da PF, até que o plenário do Supremo decida sobre a validade da colaboração premiada.
“Determino, com fundamento nos incisos I e V do art. 21 do RISTF, ‘ad referendum’ do Plenário, que a autoridade policial se abstenha de tomar qualquer providência ou promover qualquer diligência direta ou indiretamente inserida ou em conexão ao âmbito da colaboração premiada em tela até que se ultime o julgamento antes mencionado.”
Fachin marcou para o próximo dia 21 o julgamento no plenário virtual do STF sobre a validade da delação de Cabral. Relator da Lava Jato no Supremo, Fachin homologou a delação de Cabral à PF em fevereiro de 2020.
A PGR (Procuradoria-Geral da República), porém, recorreu e pediu para o Supremo invalidar o acordo da PF com o ex-governador. Nesta sexta-feira (13), a PGR reiterou a manifestação contrária ao acordo.
A Polícia Federal encaminhou ao Supremo um pedido de abertura de inquérito para investigar Toffoli, com base no acordo de colaboração premiada de Cabral. O ex-governador afirma que o ministro teria recebido R$ 4 milhões para favorecer dois prefeitos fluminenses em processos no Tribunal Superior Eleitoral. O ministro nega ter recebido qualquer recurso.
Logo depois da divulgação do pedido da PF, na terça (11), Toffoli afirmou, por meio da assessoria de imprensa do STF, não ter conhecimento dos fatos mencionados e disse que jamais recebeu os supostos valores ilegais” e disse refutar a “possibilidade de ter atuado para favorecer qualquer pessoa no exercício de suas funções.”
Presidente Jair Bolsonaro recebe placa de “cidadão maceioense”. O título não foi aprovado pela Câmara da cidade e, portanto, não tem validadeReprodução/YouTube TV Brasil – 13.mai.2021
O presidente Jair Bolsonaro recebeu nessa 5ª feira (13.mai.2021) uma placa de “cidadão maceioense”. O título, no entanto, não foi aprovado pela Câmara Municipal de Maceió (AL). Por isso, mesmo que contenha o brasão oficial da capital alagoana, não tem validade.
O momento da entrega foi transmitido pelo canal da TV Brasil no YouTube (veja abaixo).
O vereador Leonardo Dias (PSB) chegou a propor um projeto para homenagear Bolsonaro, mas o texto não foi votado pela Câmara de Maceió.
Bolsonaro esteve na cidade nessa 5ª feira (13.mai) para inaugurar o viaduto da PRF, no bairro do Tabuleiro do Martins. Também estiveram presentes os ministros Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) e Gilson Machado (Turismo).
A placa foi entregue no momento em que o presidente estava acompanhado de outras autoridades e convidados, antes da cerimônia de inauguração. Nas imagens é possível ver que a maioria dos presentes, inclusive Bolsonaro, está sem máscara e há aglomeração.
Veja o momento da entrega a partir de 7min40seg:https://www.youtube.com/embed/wu3Dx0XwMOQ
COMPLEXO VIÁRIO BR-104 E BR-316
Foram investidos, segundo o governo, R$ 77,4 milhões para viabilizar a inauguração do viaduto em Maceió (AL).
A obra foi feita a partir de um convênio entre o Governo Federal, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) e o Governo de Alagoas, que ficou responsável por desapropriações necessárias e obras complementares de paisagismo e urbanismo.
Segundo o Ministério da Infraestrutura, a conclusão da obra elimina o principal gargalo do trânsito da região metropolitana da capital alagoana, por onde passam mais de 50 mil veículos por dia. As mudanças no viaduto da PRF, como é conhecido, facilitam o acesso ao aeroporto Zumbi dos Palmares.
O novo complexo conta com 3 níveis: uma rotatória no plano da rodovia, dois túneis com duas faixas e a passagem superior por um viaduto com três faixas – uma será exclusiva para o transporte público –, passeio e ciclovia.
Bruno Covas piora e quadro é irreversível, dizem médicos
O prefeito de São Paulo pediu afastamento do cargo e está licenciado desde o início de maio para combater um câncer
sexta-feira, 14/05/2021, 20:39 – Atualizado em 14/05/2021, 20:39 – Autor: Com informações da CNN e IstoÉ
Covas se licenciou da prefeitura de São Paulo para cuidar da saúde | Reprodução .
Uma luta cada vez mais difícil contra o câncer tem sido travada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) nos últimos dias. Seu quadro de saúde, que estava oscilando consideravelmente desde a semana passada, agora tem deixado a equipe médica ainda mais em alerta e sem alternativas.
Nesta sexta-feira (14), o gestor do município apresentou uma piora em seu quadro de saúde no Hospital Sírio Libanês, onde está internado. Mais cedo, durante o programa Brasil Urgente, o apresentador Datena afirmou que o quadro era grave. Já o boletim médico afirma que se trata de um quadro “irreversível”.
O prefeito pediu afastamento do cargo e está licenciado desde o início de maio na tentativa de fortalecer o sistema imunológico para que o próprio organismo consiga combater um câncer no sistema digestivo com metástase óssea, descoberto em 2019.
Enquanto segue afastado, exerce interinamente o vice-prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.