Documento detalha o que deve acontecer até o décimo dia após a confirmação da morte da monarca do Reino Unido
quarta-feira, 08/09/2021, 16:43 – Atualizado em 08/09/2021, 16:43 – Autor: Com informações R7 DOL.
Rainha Elizabeth é a dona do trono desde 1952 | Reprodução .
A família real britânica se tornou um dos símbolos mais famosos do mundo, representados principalmente pela atual matriarca, a Rainha Elizabeth 2ª. O trono inglês, entretanto, virou assunto novamente por um motivo bastante fúnebre.
Um site publicou, na última sexta-feira (3/9), um documento vazado que traz detalhes dos planos da família real britânica para o dia da morte da Rainha Elizabeth 2ª, de 95 anos. Segundo o portal, a operação batizada de “London Brige” (Ponte de Londres, em tradução livre) traz um passo a passo do velório e das ações das lideranças políticas nos dez primeiros dias após a morte da monarca.
Chamado de “Dia D”, o falecimento de Elizabeth será comunicado ao primeiro-ministro britânico por telefone. Em seguida, uma série de ligações seriam disparadas para ministros e figuras políticas do primeiro escalão. “Nós acabamos de ser informados da morte de Sua Majestade A Rainha” será a frase dita ao telefonema, o qual pedirá também a discrição de todos.
Após as principais lideranças serem informadas, as bandeiras em Whitehall, Londres, serão postas a meio mastro. Todos os sites ligados ao governo apresentarão uma tela preta confirmando a morte da rainha. Já as contas governamentais só poderão realizar publicações com autorização do chefe de comunicação do país.
Por fim, seu filho e então o principal membro da monarquia, Príncipe Charles fará um pronunciamento em rede nacional para falar sobre a morte da rainha, que é a dona do trono desde 1952.
Vazamento irritou Gabinete oficial do Reino Unido
O Gabinete do governo do Reino Unido, que dá apoio tanto ao primeiro-ministro Boris Johnson quanto à Família Real, ficou irritado com o vazamento do documento. O jornal inglês The Telegraph informou que a versão do documento publicado pelo portal é de alguns meses atrás.
A publicação ainda destaca que a família real e políticos ficaram “irritados” e “frustrados” com o vazamento, já que a Rainha Elizabeth 2ª está plenamente saudável. O Gabinete deve iniciar um inquérito para descobrir quem enviou o documento ao site Politico.
O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) fez ameaças golpistas ao Supremo Tribunal Federal (STF), diante de milhares de apoiadores em Brasília e em São Paulo. Ele disse que não aceitará que qualquer autoridade tome medidas ou assine sentenças fora das quatro linhas da Constituição.
Em discurso na abertura da sessão do plenário desta quarta-feira (8), o presidente do STF, ministro Luiz Fux, afirmou que a ameaça do presidente Jair Bolsonaro de descumprir decisões judiciais do ministro Alexandre de Moraes, se for confirmada, configura “crime de responsabilidade”.
“Se o desprezo às decisões judiciais ocorre por iniciativa do Chefe de qualquer dos Poderes, essa atitude, além de representar atentado à democracia, configura crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional”, afirmou Fux.
“Ofender a honra dos ministros, incitar a população a propagar discursos de ódio contra a instituição do Supremo Tribunal Federal e incentivar o descumprimento de decisões judiciais são práticas antidemocráticas, ilícitas e intoleráveis, que não podemos tolerar em respeito ao juramento constitucional que fizemos ao assumir uma cadeira na Corte”, afirmou o ministro.
Segundo o presidente do Supremo, o tribunal não aceitará ameaças. “Imbuído desse espírito democrático e de vigor institucional, este Supremo Tribunal Federal jamais aceitará ameaças à sua independência nem intimidações ao exercício regular de suas funções”, disse.
Sem citar nominalmente Bolsonaro, referindo-se a ele como “chefe da nação”, Fux falou em “falsos profetas do patriotismo”.
“Infelizmente, tem sido cada vez mais comum que alguns movimentos invoquem a democracia como pretexto para a promoção de ideias antidemocráticas. Estejamos atentos a esses falsos profetas do patriotismo, que ignoram que democracias verdadeiras não admitem que se coloque o povo contra o povo, ou o povo contra as suas próprias instituições”, disse.
“Povo brasileiro, não caia na tentação das narrativas fáceis e messiânicas, que criam falsos inimigos da nação”, ressaltou Fux. A manifestação dele no plenário foi combinada com os demais ministros na noite de terça (7), após as ameaças golpistas de Bolsonaro.
“Ou o chefe desse Poder enquadra o seu [ministro] ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, disse ele na capital do país, em recado ao presidente do Supremo, ministro Luiz Fux.
O chefe do Executivo fez referência a recentes decisões do ministro Alexandre de Moraes, relator da maioria das investigações em curso na corte que miram o presidente e seus apoiadores. “Porque nós valorizamos e reconhecemos e sabemos o valor de cada Poder da República”, ressaltou Bolsonaro.
Além de Moraes, o ministro Luís Roberto Barroso, também presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), é alvo dos ataques nas últimas semanas em razão da defesa que o magistrado faz do sistema eleitoral.
“Nós todos aqui na Praça dos Três Poderes juramos respeitar a nossa Constituição. Quem age fora dela se enquadra ou pede para sair”, disse o presidente.
“Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos Três Poderes continue barbarizando a nossa população. Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil.”
À tarde, na avenida Paulista, em São Paulo, o mandatário exortou desobediência a decisões da Justiça.
“Nós devemos sim, porque eu falo em nome de vocês, determinar que todos os presos políticos sejam postos em liberdade. Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou”, afirmou Bolsonaro.
“[Quero] dizer aos canalhas que eu nunca serei preso”, disse o presidente, que prosseguiu. “Ou esse ministro se enquadra ou ele pede para sair. Não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas turve a nossa liberdade.”
Após os discursos, os ministros do STF fizeram uma reunião por vídeo e os classificaram de inaceitáveis.
Avaliaram os riscos de uma reação à fala de Bolsonaro no próprio 7 de Setembro, analisando até que ponto uma resposta institucional seria uma forma de resistência ou mais combustível.
Os integrantes da corte decidiram, então, que caberia a Fux falar em nome de todos na sessão desta quarta.
A atual crise institucional, patrocinada por Bolsonaro, teve início quando o presidente disse que as eleições de 2022 somente seriam realizadas com a implementação do sistema do voto impresso –essa proposta já ter sido derrubada pelo Congresso.
No discurso em São Paulo, ele voltou a mirar o sistema eleitoral e o ministro Barroso, que preside o TSE.
“Não é uma pessoa que vai nos dizer que esse processo é seguro e confiável, porque não é”, afirmou. “Não posso participar de uma farsa como essa patrocinada ainda pelo presidente do TSE.”
Atos do Sete de Setembro em São PauloMarcos Corrêa/PRMarcos Corrêa/PR
Em vias de se fundirem em uma única sigla, o DEM e o PSL emitiram uma nota conjunta nesta quarta (8) na qual criticam os discursos do presidente Jair Bolsonaro durante os atos do Sete de Setembro. O tom é de crítica e eles acusam o presidente de ter se insurgido contra as instituições democráticas. Este é o primeiro documento construído de maneira alinhada entre eles e apresentado à público.
Também na nota, os partidos falam em “dar um basta às tensões políticas, ódios, conflitos e desentendimentos”. A fusão entre democratas e integrantes do PSL tem vistas as eleições presidenciais do próximo ano. Caso a fusão ocorra, é possível que o novo partido, que ainda não tem nome definido, se converta no maior da Câmara dos Deputados. O PSL conta, atualmente, 53 deputados federais e o DEM, 28.
Internamente, se estuda o lançamento de um candidato próprio para o pleito presidencial. Cortejado pelo presidente do PSD,Gilberto Kassab, o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, é democrata e visto como possível pré-candidato ao Executivo Federal. Pacheco, no entanto, estuda migrar para a sigla pessedista.
Leia a íntegra da nota:
O PSL e o Democratas entendem que a liberdade é o principal instrumento democrático e não pode ser usada para fins de discórdia, disseminação de ódio, nem ameaças aos pilares da própria Democracia.
Por isso, repudiamos com veemência o discurso do senhor presidente da República ao insurgir-se contra as instituições de nosso país.
Hoje se torna imperativo darmos um basta nas tensões políticas, nos ódios, conflitos e desentendimentos que colocam em xeque a Democracia brasileira e nos impedem de darmos respostas efetivas aos milhões de pais e mães de família angustiados com a inflação dos alimentos, da energia, do gás de cozinha, com o desemprego e a inconstância da renda.
Não existe independência onde ao cidadão não se garantem as condições para uma vida digna. O Brasil real pede respostas enérgicas e imediatas.
“Exorcismo” ao vivo marca despedida na TV Record; assista!
A TV Guará, do Maranhão, exorcizou a programação da Record antes de ir para a Cultura.
quarta-feira, 08/09/2021, 10:16 – Atualizado em 08/09/2021, 10:19 – Autor: ( com informação da TV POP ) DOL.
| Reprodução / TV Guará Ouça esta reportagem https://audio.audima.co/iframe-thin-local.html?skin=thin&statistic=false
Nunca uma troca de bandeira entre emissoras de televisão foi tão ousada quanto a que aconteceu no Maranhão, mais especificamente na TV Guará.
Na madrugada desta última quarta-feira (08), a emissora exibia há 12 anos parte da programação da Record News, quando decidiu trocar o canal de notícias pela TV Cultura. Mas o mais inusitado foi a forma como a afiliada escolheu se despedir da sua antiga parceira.
A TV Guará colocou no ar uma espécie de “exorcismo”, ironizando atrações da Igreja Universal. Sem aviso prévio, a afiliada interrompeu a exibição do canal e passou a transmitir uma mensagem institucional satirizando os cultos da denominação liderada por Edir Macedo.
“Você acredita em milagres? Você tem vício em drogas, prostituição, pornografia, vídeos do Zap, TikTok, passeios na madrugada? Nós temos a solução. Irmãos, você que está aí na sua casa agora, nesse exato momento, passando por dificuldades e que precisa de uma transformação, eu trouxe aqui pra vocês a água. A água que foi lavado os cabelos de Sansão antes de Dalila sacanear com ele e cortar o cabelo do homem. Essa água é abençoada, irmão. É um gole e você se transforma na sua melhor versão. Eu vou mostrar pra vocês que essa água veio diretamente de Jerusalém e que tem o poder da transformação”, afirmava ao apresentador, acompanhado por uma música gospel instrumental.
Depois dessa fala, o âncora se transforma em um roqueiro. O cenário, que era um chroma-key celestial, foi substituído por uma garagem escura, enquanto a garrafa d’água bebida por ele deu lugar a uma garrafa de vodka.
Opresidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), anunciou na noite da última terça-feira (7) o cancelamento das sessões desta quarta (8) e quinta (9). A decisão foi tomada após o presidente Jair Bolsonaro fazer ameaças golpistas ao STF (Supremo Tribunal Federal).https://01a6deda82a1bdcb78c316d2ac72d287.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Também foram canceladas todas as sessões de comissões que seriam realizadas nesta semana. Interlocutores de Pacheco disseram que a medida busca dar uma resposta a Bolsonaro.
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DECISÃO ESTRATÉGICA
A decisão de cancelar as sessões prejudica os interesses do Executivo. No Senado, há projetos relevantes de Bolsonaro à espera de análise, a base é dispersa e o governo tem enfrentado derrotadas seguidas.
É nesta Casa, onde a relação com a gestão Bolsonaro já é frágil, que as falas do presidente tendem a dificultar a apreciação de projetos considerados vitais pela equipe do ministro Paulo Guedes (Economia), por exemplo, como mudanças no Imposto de Renda e a privatização dos Correios. O golpe mais duro no Planalto no Senado ocorreu na semana passada.
Na quarta-feira (1º), senadores impuseram uma derrota ao governo e derrubaram o projeto com programas trabalhistas. O texto, considerado uma minirreforma, era a aposta para impulsionar contratações em ano eleitoral.
Pela manhã, antes mesmo das falas de Bolsonaro, Pacheco afirmou em suas redes sociais que a defesa do Estado democrático de Direito deveria unir o Brasil.
“Ao tempo em que se celebra o Dia da Independência, expressão forte da liberdade nacional, não deixemos de compreender a nossa evidente dependência de algo que deve unir o Brasil: a absoluta defesa do Estado Democrático de Direito”, escreveu o presidente do Senado. Ele não se manifestou após os discursos de Bolsonaro.
AMEAÇAS
Pela manhã, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Bolsonaro disse que não aceitará que qualquer autoridade tome medidas ou assine sentenças fora das quatro linhas da Constituição.
“Ou o chefe desse Poder enquadra o seu [ministro] ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, disse Bolsonaro em recado ao presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, em referência às recentes decisões do ministro Alexandre de Moraes contra bolsonaristas.
À tarde, na avenida Paulista, em São Paulo, o presidente exortou desobediência a decisões da Justiça.
“Nós devemos, sim, porque eu falo em nome de vocês, determinar que todos os presos políticos sejam postos em liberdade. Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou”, afirmou Bolsonaro.
“[Quero] dizer aos canalhas que eu nunca serei preso”, disse o presidente, que prosseguiu. “Ou esse ministro se enquadra ou ele pede para sair. Não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas turve a nossa liberdade.”
Vídeo: palco cede durante show de Viviane Batidão no Combu
A artista paraense publicou um vídeo em suas redes sociais para tranquilizar os fãs e explicar o que aconteceu
terça-feira, 07/09/2021, 21:07 – Atualizado em 07/09/2021, 21:33 – Autor: Com informações de Dinan Lared/RBA TV
Acidente ocorreu nesta terça-feira (7); cantora se pronunciou no Instagram | Reprodução .
Oferiado de 7 de setembro, onde milhares de paraenses aproveitam para relaxar ou se divertir no Combú, ficará desta vez marcado por dois sérios acidentes na ilha.https://6f5b5b490f29ae3d90ec49709ca21c0b.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
O primeiro aconteceu no final da tarde e envolveu duas lanchas. As embarcações colidiram frontalmente. O acidente deixou pelo menos cinco feridos e uma pessoa desaparecida.
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Ambulância resgata feridos | Dinan Laredo/RBATV
O segundo acidente da noite aconteceu durante a apresentação da cantora Viviane Batidão, no Mirante do Combú. A artista estava em suas primeiras canções no show, quando o palco cedeu. Várias pessoas estavam aglomeradas, o que pode ter causado uma superlotação e o consequente rompimento da estrutura. Pelo menos uma pessoa ficou ferida.
As vítimas dos dois acidentes foram socorridas e levadas para o Terminal Hidroviário Ruy Barata, na praça Princesa Isabel, em Belém. Equipes da Guarda Municipal, Polícia Militar, Samu e Corpo de Bombeiros estão no local.
A artista paraense publicou um vídeo em suas redes sociais para tranquilizar os fãs e explicar o que aconteceu. Veja:
Comandante determina que PMs trabalhem no 7 de setembro
O Comandante Geral da PM emitiu determinação para que todos os policiais, incluindo os que estavam com folga prevista para o feriado, estejam de prontidão para o serviço.
sexta-feira, 03/09/2021, 09:15 – Atualizado em 03/09/2021, 11:28 – Autor: Augusto Rodrigues, com informações da Folhapress DOL.
Analistas políticos temem que policiais militares, apoiadores das ideias de Bolsonaro, flertem com um golpe antidemocrático durante o feriado da Independência | Jader Paes – Agência Pará .
Protestos de raiz golpista e de pautas autoritárias a favor do presidente Jair Bolsonaro estão marcados para o feriado de 7 de setembro em várias cidades do país, inclusive Belém. Na capital paraense, é prevista uma concentração de apoiadores do presidente da República na escadinha do cais do porto, na avenida Presidente Vargas.
Os protestos visam demonstrar apoio a Bolsonaro em meio a uma escalada de discursos antidemocráticos com origem no Palácio do Planalto. A estratégia do bolsonarismo, agora, é tachar inimigos externos, como o STF, o TSE, a imprensa e a oposição de maneira geral, como os atores que extrapolam as regras democráticas em nome de uma operação de perseguição ao presidente. Analistas políticos temem pelo descontrole dos movimentos, com possível guinada para violência, que poderia ser praticada por policiais militares fiéis aos desejos do mandatário da República.
No Pará, policiais militares são proibidos de participar de manifestações políticas, de acordo com o artigo 46 do estatuto da Polícia Militar do Pará (Lei nº 5.251, de 31 de julho de 1985):
Art. 46 – São proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos superiores, quanto as de caráter reivindicatório ou político.
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PMs do Pará ficarão a serviço da corporação durante o feriado
O comandante geral da Polícia Militar do Pará, coronel José Dílson Melo de Souza Júnior, determinou que todo o efetivo da Polícia Militar deve estar de prontidão para o serviço no dia 7 de setembro, feriado da Independência.
A ordem foi publicada no boletim geral da corporação, nesta quinta-feira (2). O comandante justificou a decisão por considerar a necessidade de eventual emprego de uma tropa reserva em razão das inúmeras manifestações sociais marcadas para o dia que se comemora a Independência do Brasil.
Os policiais militares deverão ficar em prontidão para o serviço das 8h até o horário necessário, ficando a cargo dos comandantes, chefes e diretores o controle de seus respectivos efetivos para o cumprimento da determinação, sem prejuízo das escalas de policiamento já previstas.
Confira a íntegra da determinação:
Boletim Geral nº 164, de 02 de setembro de 2021 | PMPA
Onda solar pode derrubar internet no mundo na segunda (6)
Se prepare internauta. Um “tsunami solar” movimentou a superfície da nossa estrela e lançou uma massa de partículas na direção da Terra. As redes de eletricidade estão protegidas, mas as de dados não e pode provocar o caos.
sexta-feira, 03/09/2021, 10:19 – Atualizado em 03/09/2021, 11:25 – Autor: Com informações do portal GQ
Ejeção de massa coronal impactará a Terra na próxima segunda-feira | Divulgação NASA.
OSol está agitado e isso pode trazer sérios problemas aos serviços de internet ao redor do mundo, principalmente na América do Norte, onde os cabos que transmitem os sinais digitais estão mais expostos às ejeções de massa coronal. De acordo com o SpaceWeather.com, uma espécie de “tsunami solar” movimentou a superfície da nossa estrela na última quinta-feira (26/08), o que lançou uma massa de partículas em nossa direção.
Como o astro está a aproximadamente 150 milhões de km da Terra, a onda de energia chegará ao planeta na segunda-feira (06/09), podendo causar uma tempestade geomagnética de classe G1. A chance disso acontecer varia entre 1,6% e 12%, mas, caso ocorra, os efeitos serão catastróficos para as redes de internet.
Uma pesquisa apresentada na conferência de dados SIGCOMM 2021 nesta semana apontou que a vulnerabilidade da América do Norte perante às ejeções de massa coronal pode interromper os serviços de internet durante meses. Estima-se que para cada dia sem conexão os EUA percam cerca de US$ 7,2 bilhões, em uma crise sem precedentes.
DEFESA NATURAL
A Terra tem defesas naturais contra as explosões solares. Quando as rajadas de radiação vêm em direção ao planeta, a magnetosfera envia partículas carregadas aos pólos, o que cria uma espécie de pára-raios. O resultado da absorção são as famigeradas auroras boreais. Todavia, o que aconteceu na última quinta-feira é um pouco mais grave.
Diferente das explosões solares, as ejeções de massa coronal, causadas por raras tempestades magnéticas, criam enormes nuvens de plasma que podem danificar severamente as redes de energia. O sistema de abastecimento elétrico foi projetado para amenizar os efeitos do magnetismo, mas o de internet não.
“A comunidade ignorou amplamente esse risco durante o planejamento das redes e sistemas geo distribuídos, como DNS e centros de dados”, diz o relatório divulgado na SIGCOMM 2021.
Aurora boreal é resultado do choque de ondas solares com partículas terrestres | Divulgação NASA
O maior problema, afirmam os pesquisadores, são os cabos submarinos, que funcionam como a espinha dorsal da Internet. No caso de uma tempestade geomagnética, as partículas de energia seriam canalizadas nas latitudes mais altas, e é justamente lá que se encontra 99% dos filamentos da rede mundial de computadores. Na Europa, os condutores são mais curtos, o que atenua o problema. No entanto, na América do Norte, a extensão dos cabeamentos é uma chance considerável ao azar.
Os últimos eventos solares desta magnitude ocorreram em 1859 e 1921, e danificaram drasticamente a rede telegráfica. O sistema de internet, por outro lado, nunca foi testado. Se ele não aguentar, todo o norte da América, Europa e Ásia pode ficar ilhado perante os países localizados no centro da Terra, isso se os satélites não afetarem a todos.
Relatório
Os autores do relatório acreditam que equipamentos mais baixos são especialmente vulneráveis às explosões magnéticas. “GPSs e satélites de comunicação que estão diretamente expostos à tempestade sofrerão perda de conectividade e podem ter componentes eletrônicos danificados. Em alguns casos, eles podem até sair da órbita e adentrar a estratosfera”, revelaram.
Satélites podem ser danificados ou até sair de órbita devido à onda de energia | Divulgação NASA
Para Sangeetha Abdu Jyothi, que dirige a pesquisa, este é um exemplo clássico dos humanos ignorando uma ameaça iminente, como o coronavírus.
“Vimos, com a pandemia, como o mundo estava despreparado para lidar com isso de forma eficaz. É a mesma coisa com a Internet. Nossa infraestrutura não está preparada para um evento solar em grande escala. Temos uma compreensão muito limitada de qual seria a extensão do dano”, garantiu.
Caso a onda que chega na Terra na próxima segunda-feira não acometa a rede, é provável que isso aconteça em 2024, quando o Sol atingirá seu próximo Máximo Solar. O evento, que marca o pico das erupções solares e CMEs, acontece a cada 11 anos, porém, diferente daquele que ocorreu em 2013, este promete ser um dos maiores já registrados na história moderna.Ejeção de massa coronal impactará a Terra na próxima segunda-feira | Divulgação NASAEjeção de massa coronal impactará a Terra na próxima segunda-feira | Divulgação NASAEjeção de massa coronal impactará a Terra na próxima segunda-feira | Divulgação NASAEjeção de massa coronal impactará a Terra na próxima segunda-feira | Divulgação NASAEjeção de massa coronal impactará a Terra na próxima segunda-feira | Divulgação NASA
Pais de sequestradores de Silvio Santos aguardam indenização
A família tenta receber uma indenização no valor de R$ 200 mil
quinta-feira, 02/09/2021, 17:41 – Atualizado em 02/09/2021, 17:41 – Autor: Com informações da Veja DOL.
Fernando Dutra Pinto morreu na prisão após sequestrar o dono do SBT. | Reprodução .
Há exatos vinte anos, a filha do dono do SBT, Patrícia Abravanel, foi sequestrada por dois irmãos, Fernando Dutra Pinto e Esdra Dutra Pinto. Dias depois, Silvio Santos, também foi mantido refém na casa dos dois, no Morumbi. O caso emblemático se tornou um dos assuntos mais comentados pela mídia na época.
Duas décadas depois, os pais dos sequestradores, Antônio Sebastião Pinto e Anésia de Jesus Dutra Pinto, continuam tentando receber uma indenização de R$ 200 mil, que foi determinada pela Justiça como forma de compensação financeira pela morte do primeiro filho, ocorrida em 2002, em uma penitenciária paulista.
Fernando morreu aos 22 anos, com uma parada cardíaca. Na ocasião, a família tentou provar que a morte teria sido provocada por envenenamento e espancamento. A família alegou, na Justiça, que o jovem estava sob custódia do estado e que tinha que ter sua vida resguardada.
Os pais de Fernando venceram no Judiciário, mas não puderam ser indenizados, já que os pagamentos entraram na lista de precatórios, que são as dívidas contraídas pelo governo e que não são pagas de forma imediata.
Já o irmão de Fernando, Esdra Dutra, de 41 anos, foi condenado a dezenove anos de cadeia. em 2015, ele foi para o regime aberto. A pena foi concluída e, atualmente, ele mora em Cotia, na Grande São Paulo, onde passou a frequentar uma igreja evangélica.
Com um placar apertado de 36 votos a favor e 35 contra, o Senado aprovou a Medida Provisória que visa facilitar compras e contratações públicas durante a pandemia de covid-19, principalmente de insumos para o enfrentamento do coronavírus. O texto que vai à sanção presidencial inclui a União, Estados e Municípios. A MP 1047/2021 prevê a dispensa de licitação e permite o pagamento antecipado para as negociações, inclusive para materiais de engenharia. A matéria foi criticada por senadores membros da CPI da Covid.
A aprovação da MP por apenas um voto revela a resistência dos senadores a pautas do governo. O Senado tem rejeitado propostas do Planalto na Casa. Nesta quarta-feira (1), os parlamentares derrubaram a MP da redução de jornada, considerada como uma minirreforma trabalhista. O texto era uma das apostas do governo para a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. A situação entre o governo e o Senado ficou delicada após o envio do pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal(STF), Alexandre de Moraes, enviado pelo presidente Jair Bolsonaro.
A Casa possui uma oposição maior ao Governo Federal em comparação com a Câmara dos Deputados. Um dos exemplos é a indicação do ex-advogado-geral da União, André Mendonça para substituir o ministro Marco Aurélio, aposentado em julho deste ano no STF, que ainda não foi pautada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Nos bastidores do Senado, os parlamentares comentam que Davi Alcolumbre (DEM-AP), só deve pautar a indicação de Mendonça quando tiver certeza de que a indicação não será aprovada. https://ad345966b1046e41aea8a8ec5e3d0479.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Nesta semana, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, se reuniram para conversar sobre a deliberação de pautas econômicas no Senado. Após o encontro, Rodrigo Pacheco ressaltou a importância do diálogo entre as instituições apesar das divergências”.
O clima foi tenso durante a votação da MP. Enquanto os senadores deliberavam os seus votos, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, entrou no plenário e disse que se o texto fosse aprovado, reafirmaria “toda a roubalheira” revelada pela Comissão.
“O tal do pagamento antecipado que foi pedido na negociação da Covaxin pela empresa Precisa, através de uma empresa em paraíso fiscal, o tal do pagamento antecipado criminosamente pedido pela Precisa, está sendo legalizado aí nessa medida provisória. Isso é um escárnio ao povo brasileiro e ao avanço que todos nós tivemos com relação à transparência das coisas públicas no Brasil, que está sendo desmontado”, afirmou Renan.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP),vice-presidente da CPI, endossou a declaração do senador Renan. Ele lembrou que a permissão de pagamento antecipado lembrava o caso Covaxin. A CPI da Covid investiga a empresa Precisa Medicamentos de irregularidades nas negociações de vacinas com o Ministério da Saúde.
Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do Planalto no Senado, tentou amenizar a situação afirmando que o contrato com a Precisa Medicamentos estava previsto na Lei 14.124/2021. “Só queria lembrar que nós já temos duas iniciativas legislativas aprovadas nesta Casa que tratam da questão do pagamento antecipado: a Lei 14.065, de 2020, que apenas limitou o efeito desse dispositivo para 31 de dezembro de 2020; e, em 10 de março de 2021, também houve uma nova lei, a 14.124, que também prevê o pagamento antecipado”, disse o líder do governo.
“Quero dizer absolutamente: essa matéria foi demandada por todos os agentes públicos, sobretudo Prefeitos e Governadores. Essa não é uma matéria que se diga de interesse do Governo Federal. Essa medida provisória foi editada em maio, quando não estava ainda em discussão esses pagamentos antecipados que são o objeto de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito”, defendeu Bezerra.
“Nós vimos no que deu: numa CPI que escancarou as portas, que mostrou para a sociedade brasileira os propinodutos envolvendo compra de vacinas, com tentativa de pagamento antecipado de uma vacina que não conhecemos, cujo valor de US$45 milhões, R$200 milhões, iriam parar em paraíso fiscal numa empresa que sequer constava do contrato. Isso é passado, Sr. Presidente. Agora, o Senado ratificar, confirmar, avalizar o Governo Federal a de novo continuar com essa prática é a mesma coisa que desconsiderar o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito”, disse a senadora Simone Tebet(MDB-MS), líder da bancada feminina, contra a aprovação da Medida .
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.