Bolsonaro desiste de pedir impeachment de Barroso
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Por Valdo Cruz
Comentarista de política e economia da Globo News. Cobre os bastidores das duas áreas há 30 anos.
25/08/2021 11h23 Atualizado há 36 minutos
O presidente Jair Bolsonaro decidiu, por ora, desistir de entrar com um pedido de impeachment no Senado Federal contra o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro vinha sendo aconselhado por assessores a voltar atrás na ideia do impeachment de Barroso, para evitar elevar ainda mais a temperatura da crise institucional entre Executivo e Judiciário.
Depois de entrar com o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, também do STF, na última sexta-feira (20), Bolsonaro afirmou em entrevista que estava preparando também o pedido de Barroso. O ministro, além de integrar o STF, é presidente do TSE.
Agora, Bolsonaro, depois de ouvir ponderações de ministros palacianos como Ciro Nogueira (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), informou à sua equipe mais próxima que desistiu do segundo pedido.
A informação foi publicada pelo colunista de “O Globo”, Lauro Jardim, e confirmada pelo blog com dois interlocutores do presidente da República. Um deles alertou, porém, que Bolsonaro sempre pode mudar de ideia, mas que essa seria a disposição neste momento para evitar maior tensão entre poderes em Brasília.
Diante da crise institucional, voltou a ser discutido em Brasília a realização de uma reunião entre os chefes dos Três Poderes, que chegou a ser planejada, mas foi cancelada pelo presidente do STF, Luiz Fux, depois que o presidente Bolsonaro subiu o tom de seus ataques ao Judiciário.
Em conversas com outros chefes de Poderes, Fux avaliou que, neste momento, não há clima para a marcação deste encontro. O presidente da Câmara, Arthur Lira, concorda com a posição do presidente do STF.
Segundo eles, é preciso que, antes, Bolsonaro dê sinalizações concretas de que está mesmo disposto a se reunir com outros chefes de Poderes e negociar uma trégua. A desistência do pedido de impeachment contra Barroso seria o primeiro passo.







