Ataques de Bolsonaro inviabilizam indicação de André Mendonça para o STF, avaliam senadores
08/09/2021 15h49 Atualizado há uma hora
/s2.glbimg.com/BRocE6UI30IlzGSW0vJdVykhhwQ%3D/156x0%3A522x366/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/J/r/6kt9cIRYABaOY7mrT1fQ/valdocruz-home.png?w=640&ssl=1)
Por Valdo Cruz
Comentarista de política e economia da GloboNews. Cobre os bastidores das duas áreas há 30 anos
Os ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal nesta terça-feira (7), nas manifestações pelo 7 de Setembro, inviabilizaram a indicação de André Mendonça para uma vaga na Corte. Senadores avaliam que, no cenário atual, o ex-advogado-geral da União teria mais de 50 votos contrários à sua indicação.
De acordo com os parlamentares, o clima negativo não foi provocado pelo próprio Mendonça, mas pelo presidente da República – a quem cabe indicar ministros do STF.
Na avaliação de senadores ouvidos pelo blog, não há sentido em aprovar um nome escolhido por Bolsonaro para compor um tribunal que o próprio presidente ataca, e cujas decisões ameaça descumprir.
Juristas veem crime de responsabilidade em discurso de Bolsonaro
A indicação de André Mendonça foi encaminhada ao Senado Federal ainda em julho, antes do recesso parlamentar – apenas um dia após a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.
Em razão da crise institucional entre Executivo e Judiciário, no entanto, até esta quarta o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ainda não tinha pautado a sabatina do ex-AGU.
Até hoje, porém, por conta do clima de crise institucional entre Executivo e Judiciário, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre, não pautou a sabatina do ex-advogado-geral da União.
Nesse intervalo, a CCJ já sabatinou e o plenário do Senado já aprovou a recondução ao cargo do atual procurador-Geral da República, Augusto Aras – cuja indicação foi anunciada por Bolsonaro uma semana após a de Mendonça para o STF.







