O enigma de Helder,a agitação no MDB e o desafio a Edmilson Rodrigues

Por Redação 29 de Julho 2020 em Plítica

Governador Helder Barbalho,e os deputados Edmilson Rodrigues e José Priante: um jogo de xadrez eleitoral no apoio e disputa a PMB
O clima anda agitado dentro do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) do Pará, sobretudo no diretório do partido em Belém, onde a grande maioria, até entre os que atuam no governo estadual, defende a indicação do deputado federal José Priante como pré-candidato à prefeitura de Belém.
O dilema aumenta porque a última palavra na definição da candidatura emedebista está com o governador Helder Barbalho, que há anda enigmático, aparentemente indiferente, e ainda não mexeu a pedra do xadrez eleitoral, talvez pensando no melhor lance para impor o xeque-mate sobre o assunto, encerrando a aflição. By Clever Advertising
A desastrosa saída da secretária Úrsula Vidal da sucessão do prefeito Zenaldo Coutinho – que segundo avaliação de um antenado emedebista não passou de estratégia da própria Úrsula, que sacrificou a candidatura dela para favorecer o psolista Edmilson Rodrigues, cobrando essa fatura mais adiante, em 2022 – teria feito o governador rever a estratégia de apoiar quem dele estiver mais próximo.
Os emedebistas pedem que Helder olhe para dentro de seu partido e observe que nunca o MDB esteve tão próximo de emplacar a prefeitura da capital como agora. Em vista disso, surge o nome de Priante, que já disputou uma eleição à prefeitura, perdendo para Duciomar Costa no segundo turno, quando “Dudu”, hoje muito doente, se reelegeu em 2008.
A outra opção, que filiou-se no ano passado ao partido, é o ex-vereador e atual vice-prefeito de Belém, Orlando Reis. Correndo por fora, surge o nome do deputado estadual Igor Normando, que é do Podemos, mas ligado aos Barbalho por laço distante de parentesco. Reis e Normando, segundo emedebistas, não possuem capilaridade eleitoral para chegar à prefeitura, mesmo que tivessem o apoio do governador.
O Ver-o-Fato conversou com novos e velhos emedebistas e o sentimento deles é de que Helder não pode demorar muito na definição sobre quem vai apoiar para não passar a impressão de que não encontrou um candidato à altura de marchar com ele no projeto de reeleição ao governo, em 2022.
“O Helder não corre nenhum risco de traição se apoiar o Priante, um fiel emedebista nos bons e maus momentos do nosso partido”, disse um integrante do Diretório Estadual, pedindo reservas sobre a declinação do nome. Outra liderança, que já exerceu mandato e defende um nome que “venha para ganhar “, diz que Priante seria a bola da vez. E acrescenta não ver chance em nenhum outro candidato do partido.
Provocativo, o Ver-o-Fato quis saber dos emedebistas como eles veem um possível – mas ainda que não provável – apoio do governador Helder Barbalho à candidatura de Edmilson Rodrigues, que tem já oficialmente formalizada aliança com PT, Rede, PDT, e namora o PC do B.
A resposta do primeiro interlocutor, do movimento jovem do MDB, foi de que se Helder apoiar e eleger Edmilson ele estaria “dando asas” às esquerdas, sobretudo ao PT, que poderá sair forte dessa eleição municipal e bater de frente, em 2022, com o projeto de reeleição do próprio governador. “O PT está com fome pra voltar ao poder”, resumiu o jovem emedebista, também retraído quanto ao divulgação de seu nome. Ele afirma ainda que, nesse aspecto, se fosse Helder, “ficaria com as barbas de molho, num congelador”.
A segunda resposta, de outro emedebista, é um desafio: ” o Edmilson será o candidato do Helder e estará eleito se o deputado do Psol topar sair de mãos dadas, numa caminhada em apenas um quarteirão de Belém, ao lado de Helder e do senador Jader Barbalho”.
E resumiu: “aprendam uma coisa, o MDB não quer amante, nem namorada de ocasião. Ele quer um casamento com o mínimo de estabilidade para as próximas eleições”.







