RETALIAÇÃO

27 de fevereiro de 2022 at 19:26

Fifa anuncia punições à Rússia por guerra contra Ucrânia

Jogos de competições internacionais que envolvam a Rússia ou seus clubes não poderão ser disputados no país.

 domingo, 27/02/2022, 17:38 – Atualizado em 27/02/2022, 17:38 –  Autor: (Folhapress)DOL


Fifa anunciou punições à Rússia. Fifa anunciou punições à Rússia.

Diversas sanções estão sendo impostas a Rússia pela agressão a Ucrânia. União Européia, Japão, Nova Zeândia, Austrália, Taiwan, Estados Unidos e Reino Unido já divulgaram medidas restritivas impostas a Rússia. Agora, mais uma punição foi aplicada ao país.

A Fifa (Federação Internacional de Futebol) anunciou neste domingo (27) punições à Rússia devido à invasão da Ucrânia.

Jogos de competições internacionais que envolvam a Rússia ou seus clubes não poderão ser disputados no país e a Rússia deverá competir sob o nome União de Futebol da Rússia. A federação também determinou que o hino do país não poderá ser tocado e sua bandeira, exibida.

As medidas são semelhantes ao pedido que o COI (Comitê Olímpico Internacional) fez a federações nacionais.

Em comunicado, a Fifa afirma que “gostaria de reiterar sua condenação ao uso da força pela Rússia na invasão da Ucrânia. A violência nunca é uma solução e a Fifa expressa sua mais profunda solidariedade a todas as pessoas afetadas pelo que está acontecendo na Ucrânia”.

“Em relação às próximas eliminatórias da Copa do Mundo da Fifa 2022, a Fifa tomou nota das posições expressas nas mídias sociais pela Federação Polonesa de Futebol, a Associação de Futebol da República Tcheca e a Federação Sueca de Futebol e já dialogou com todos os essas associações de futebol. A Fifa permanecerá em contato próximo para buscar soluções adequadas e aceitáveis em conjunto.”

O presidente da Federação Polonesa de Futebol criticou as medidas anunciadas pela Fifa e disse considerá-las “totalmente inaceitáveis”. “Não estamos interessados em participar desse jogo de aparências. Nossa postura permanece a mesma: a Seleção Polonesa NÃO JOGARÁ com a Rússia, não importa qual seja o nome da equipe”, escreveu no Twitter.

RELAXADO

27 de fevereiro de 2022 at 18:39

Em meio a críticas, Bolsonaro passa Carnaval na praia

O Governo Federal tem sofrido críticas por parlamentares pela falta de apoio do Itamaraty, desde o início da guerra entre Russa e Ucrânia; brasileiros alegam dificuldades para fugir do País

 domingo, 27/02/2022, 16:00 – Atualizado em 27/02/2022, 16:00 –  Autor: Com informações do UOL/DOL


Bolsonaro passeando de moto aquática Bolsonaro passeando de moto aquática | Reprodução .

Em meio a críticas por causa da falta de posicionamento com relação aos ataques russos, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro optou por passar o feriado de carnaval na praia. Além do posicionamento diplomático duvidoso, centenas de brasileiros relatam dificuldades para sair da Ucrânia por causa da invasão da Russa.

O Governo Federal tem sofrido críticas por parlamentares pela falta de apoio do Itamaraty. Desde o início da guerra entre Russa e Ucrânia, brasileiros estão sentindo dificuldades para deixar o país que sofre ataques. 

Ainda assim, o presidente Jair Bolsonaro chegou, neste sábado (26), no litoral de São Paulo, para passar o feriado de carnaval.  Bolsonaro fez um passeio de moto aquática em Guarujá e em Praia Grande. Após descer da embarcação, o presidente provocou aglomeração de banhistas. A maioria das pessoas não estavam utilizando a máscara de proteção.

Bolsonaro também carregou crianças no colo, tirou fotos com apoiado. Segundo o presidente,  ele dará uma coletiva, prevista para as 18h de hoje, sem detalhes disse que seria para tratar de assuntos internos e externos. 

Na tarde de ontem Bolsonaro também disse que o governo levou 50 brasileiros que estão na Ucrânia – incluindo jornalistas, estudantes, empresários e atletas – para países vizinhos, mas não deu detalhes de como isso foi feito. 

O mandatário brasileiro também aproveitou para afirmar que colocou dois aviões à disposição para uma possível missão para retirada de brasileiros. As aeronaves são aviões de transporte tático/logístico C-390 Millennium, produzidos pela Embraer. Bolsonaro ainda cogita acionar aviões comerciais e aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) para a operação.

ANTONOV-225 MYRIA

27 de fevereiro de 2022 at 17:58

Maior avião do mundo é destruído em ataque russo na Ucrânia 

“A Rússia pode ter destruído nosso ‘Mriya’, mas nunca poderão destruir o nosso sonho de um Estado europeu forte, livre e democrático”, disse o ministro das relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba.

 domingo, 27/02/2022, 16:28 – Atualizado em 27/02/2022, 16:27 –  Autor: Autor Dol


O maior avião de carga do mundo, o Antonov-225 Mriya, de fabricação ucraniana O maior avião de carga do mundo, o Antonov-225 Mriya, de fabricação ucraniana | Divulgação .

A empresa estatal ucraniana Ukroboronprom, que atua na fabricação de armas, compartilhou em sua página do Facebook, neste domingo (27), que um de seus maiores patrimônios, o Antonov-225 Mriya, de fabricação ucraniana, foi queimado em um ataque russo ao aeroporto Hostomel, perto de Kiev. Antonov era carro-chefe da aviação ucraniana e o maior avião de carga do mundo, .

As informações foram confirmadas pelo ministro das relações Exteriores, da Ucrânia, Dmytro Kuleba, nas redes sociais. “Esta foi a maior aeronave do mundo, AN-225 ‘Mriya’ (‘Dream’ em ucraniano). A Rússia pode ter destruído nosso ‘Mriya’. Mas nunca poderão destruir o nosso sonho de um Estado europeu forte, livre e democrático. Vamos prevalecer!” disse. 

Segundo ele, uma restauração do avião custaria mais de UR$ 3 bilhões e levaria muito tempo. Desde quinta-feira (24) a Ucrânia vem sendo alvo do governo russo, de Vladimir Putin, por não aceitar o interesse da Ucrânia em integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar do Ocidente.

JOGOU A TOALHA

27 de fevereiro de 2022 at 16:26

Urgente: Tiago Abravenel aperta botão e desiste do BBB22

Participante estava preocupado com a imagem de que ele não era um bom jogador

 domingo, 27/02/2022, 14:55 – Atualizado em 27/02/2022, 14:59 –  Autor: Com informações do portal Metrópoles


Imagem ilustrativa da notícia Urgente: Tiago Abravenel aperta botão e desiste do BBB22 | Reprodução .

Na tarde deste domingo (27), Tiago Abravanel pegou todos os participantes do BBB22 de surpresa ao fazer soar um alarme estridente dentro da casa: ele apertou o botão de desistência do reality.

Abravanel passava por uns dias de reflexão desde que sobrou na última prova do líder do reality. O brother não foi escolhido por ninguém, nem mesmo Arthur Aguiar, com que mantinha uma relação de amizade.

Quando os vidraceiros chegaram ao BBB22, levaram a informação externa de que ele não estaria sendo visto como um bom jogador. Desde então, ele enfrenta constantes dilemas dentro do programa e se preocupava sobre sua reputação com o público.

Em outra ocasião, Tiago ouviu, enquanto estava atrás de uma porta, outros participantes falando mal dele. 

Aprovação de Biden cai para menor nível desde posse.

27 de fevereiro de 2022 at 14:59

Índice chegou a 37%; desaprovação atingiu 55%. Pesquisa é do “Washington Post” e da “ABC News”.

PODER360.

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, caiu para 37%. É o pior índice desde a posse. A desaprovação atingiu 55%. Os dados são de pesquisa realizada por Washington Post e ABC News de 20 a 24 de fevereiro. Leia a íntegra (181 KB).

Entre republicanos, a desaprovação chegou a 86%. Já entre independentes (sem posição política definida), atingiu 61%. No grupo de democratas, 77% aprovam Biden.

Questionados sobre a preferência acerca do partido majoritário no Congresso, 50% disseram que prefeririam ter republicanos no comando do Capitólio, enquanto 40% citaram os democratas.

Já sobre como votariam caso as eleições fossem hoje, 49% dos eleitores afirmaram que votariam em um candidato republicano. Outros 42% citaram um democrata.

A pesquisa foi realizada até o dia 24, quando a Rússia atacou a Ucrânia. Entre os entrevistados, 47% dizem desaprovar a forma como Biden administrou a crise até o momento.

A desaprovação também é alta em relação à gestão da economia (58%) e da pandemia (50%). O Washington Post destaca que o apoio ao democrata vem caindo mesmo quando o número de casos de covid caiu no país.

Na economia, 75% dos norte-americanos avaliam a economia negativamente. Em novembro, a taxa era de 70%. Essa é a pior classificação desde 2013, de acordo com o jornal. Para 54%, a economia piorou desde que Biden assumiu o cargo.

Durante o 1º ano de gestão, a taxa de desemprego caiu para 4% e o país adicionou cerca de 6 milhões de empregos. Mas a inflação avançou, principalmente puxada por preços da gasolina e de alimentos.

Mais de 1/3 dos norte-americanos dizem “não estar tão bem financeiramente” quanto estavam antes de Biden se tornar presidente.

GUERRA

27 de fevereiro de 2022 at 13:59

Vladimir Putin coloca forças nucleares em alerta de combate

“Autoridades dos países líderes da Otan permitem declarações agressivas contra o nosso país, então eu ordeno o ministro da Defesa e o chefe do Estado-Maior [das Forças Armadas] a colocar as forças de dissuasão do Exército russo para o modo especial de combate”, disse o presidente

 domingo, 27/02/2022, 13:36 – Atualizado em 27/02/2022, 13:36 –  Autor: Com Informações de Folha Press/DOL


Vladimir Putin, presidente russo Vladimir Putin, presidente russo | (REPRODUÇÃO) .

Após invadir a Ucrânia nos últimos dias, a Rússia voltou a fazer ameaças que incendeiam ainda mais a situação na Europa. Desta vez, a alerta de conflitos de proporções ainda mais catastróficas se intensificaram.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, determinou neste domingo (27) que as forças nucleares do país entrem em alerta de combate devido às críticas feitas por países da Otan (aliança militar ocidental) à guerra que ele move contra a Ucrânia.

“Autoridades dos países líderes da Otan permitem declarações agressivas contra o nosso país, então eu ordeno o ministro da Defesa e o chefe do Estado-Maior [das Forças Armadas] a colocar as forças de dissuasão do Exército russo para o modo especial de combate”, disse o presidente, segundo a agência estatal Tass.

Não é claro o que “modo especial de combate” significa, mas é a primeira vez que tal tipo de alerta acontece. No seu pronunciamento em que anunciou a guerra, na quinta (24), Putin afirmou que qualquer interferência estrangeira na ação levaria a “consequências nunca antes vistas”.Desde o começo da crise, há quatro meses, EUA e aliados da Otan repetiram diversas vezes que apoiariam a Ucrânia e enviariam armas, mas não tropas. O risco de uma Terceira Guerra Mundial num embate desses foi colocado mais de uma vez pelo presidente Joe Biden.

No sábado anterior, dia 19, Putin convidou seu aliado belarusso Aleksandr Lukachenko para acompanhar um exercício em que testou a capacidade de combate e preparo de suas forças nucleares. Comandou o disparo de mísseis com capacidade nuclear de aviões, submarinos e de lançadores móveis. A manobra e a ameaça feita na quinta serviam a dois propósitos. Primeiro, tentar riscar uma linha para que o Ocidente não se envolva num assunto que considera seu -embora sua demanda majoritária seja exatamente evitar que estruturas como a Otan (aliança militar ocidental) e a União Europeia sigam se expandido rumo a seu entorno, abarcando Kiev.

Segundo, Putin precisa reforçar para o público doméstico a noção de que a guerra, que na mídia russa só pode ser chamada por ordem do governo de “operação militar especial”, é uma reação à uma ameaça percebida de que o Ocidente é o adversário real do país.

Essa vem sendo sua tônica, de forma progressiva, desde que denunciou a expansão da Otan num discurso em Munique, em 2007. Dois picos práticos foram atingidos: quando foi à guerra contra a Geórgia em 2008 para evitar a entrada da ex-república soviética na aliança e quando anexou a Crimeia e fomentou a guerra civil no leste da Ucrânia pelos mesmos motivos em 2014. O anúncio deste domingo segue a mesma lógica -ao menos é o que se espera, como disse um analista político que pediu para não ser identificado e disse estar genuinamente amedontrado com o rumo da crise. Como a lógica dizia que Putin não atacaria de fato a Ucrânia, tudo parece estar na mesa às vezes.

Só que uma guerra nuclear não é um embate convencional. Sua escalada é vista como quase inevitável, e no fim do caminho há o apocalipse. Agora, contudo, Putin parece estar reagindo retoricamente ao cerco político-econômico do Ocidente contra seu governo.No sábado (27), ele viu vários países anunciando que vão limitar sua capacidade de fazer transações internacionais e ameaçarem impedir a Rússia de acessar seus US$ 643 bilhões em reservas internacionais, guardadas como colchão justamente para um aumento na severidade de sanções a que o país já é submetido desde 2014.

Neste domingo, além de ver aliados como Hungria e Turquia criticarem Putin, a Alemanha anunciou que vai triplicar seu gasto militar neste ano para conter o que o premiê Olaf Scholz chamou de agressão do russo.

A Rússia tem o maior arsenal nuclear do mundo, e do ponto de vista operacional empata em capacidades com os Estados Unidos. Ambos os países chegaram a concentrar 70 mil ogivas em 1990, no ocaso da Guerra Fria encerrada no ano seguinte com a dissolução da União Soviética.Todo dia, por determinação do tratado Novo Start, ambos os países têm 1.600 ogivas estratégicas, aquelas para uso em uma guerra total, para destruição em larga escala, prontas para uso em submarinos, bombardeiros e mísseis lançados do solo.

No exercício do dia 19, Putin fez questão de lançar também um míssil hipersônico, arma que é vista como vital nas guerras do futuro, por atingir seus alvos manobrando no caminho, desviando de defesas.

TIRE O DOCUMENTO

27 de fevereiro de 2022 at 11:47

Veja como solicitar o novo RG Nacional

Na nova RG, será possível identificar a Unidade Federativa (UF) e o órgão expedidor que a emitiu, matrícula de nascimento ou de casamento, fotografia com assinatura e impressão digital, data de validade e elementos para verificação de autenticidade, como um código QR.

 domingo, 27/02/2022, 10:59 – Atualizado em 27/02/2022, 10:59 –  Autor: Com informações Jovem Pan


Carteira Nacional de Identidade Carteira Nacional de Identidade | DIVULGAÇÃO/ GOVERNO FEDERAL .

O Governo Federal lançou na semana passada a Carteira Nacional de Identidade, com um número único que visa unificar os dados e as informações pessoais dos brasileiros. O documento foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto na tarde na última quarta-feira (23). O  decreto passará a ser válido a partir do dia 1º de março.

Para solicitar o novo documento, o indivíduo precisará ir ao órgão emissor de seu Estado e apresentar a sua Certidão de Nascimento ou de Casamento. Após a entrega, uma identificação do cidadão será realizada através da plataforma Gov.br e o munícipe será informado de uma data para retirada da nova identidade. Assim que o impresso estiver em mãos, o acesso a carteira digital também estará disponível.

Na nova RG, será possível identificar a Unidade Federativa (UF) e o órgão expedidor que a emitiu, matrícula de nascimento ou de casamento, fotografia com assinatura e impressão digital, data de validade e elementos para verificação de autenticidade, como um código QR.

Também há inclusão de outros dados de saúde, como o grupo sanguíneo e fator RH, a disposição para doar órgão em caso de óbito e outras informações que podem preservar a saúde ou salvar a vida do cidadão em casos de emergência.

Para os brasileiros de até 12 anos, o documento terá validade de 5 anos. Os solicitantes que tem entre 12 e 60 anos de idade, terão de atualizá-la a cada 10 anos. Quem possui idade partir de 60 anos, terá uma identidade com validade indeterminada.

GUERRA

27 de fevereiro de 2022 at 10:46

Elon Musk fornece internet via satélite à Ucrânia

Iniciativa do fundador da Tesla foi uma resposta a uma provocação do vice primeiro-ministro ucraniano

 domingo, 27/02/2022, 09:50 – Atualizado em 27/02/2022, 09:50 –  Autor: Com informações SBT News


Elon Musk provou que não tem limites ao se envolver na guerra entre Rússia e Ucrânia Elon Musk provou que não tem limites ao se envolver na guerra entre Rússia e Ucrânia | Reprodução .

O bilionário fundador da Tesla Elon Musk provou que não tem limites e não está nenhum pouco preocupado com uma possível retaliação ao se envolver na guerra entre Rússia e Ucrânia.

Ele anunciou na madrugada deste domingo (27) que já começou a fornecer à Ucrânia os serviços de sua internet via satélite, Starlink, que utiliza tecnologia de alta velocidade da SpaceX, companhia responsável pela construção e lançamento de foguetes.

A iniciativa de conceder a Starlink à população ucraniana veio em resposta a um pedido, em tom provocativo, do vice-ministro e ministro da Transição Digital da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, ao empresário. 

Pelas redes sociais, o ministro ucraniano escreveu: “Elon Musk, enquanto você tenta colonizar Marte, a Rússia tenta ocupar a Ucrânia! Enquanto seus foguetes pousam, com sucesso, no espaço, foguetes russos atacam civis ucranianos! Nós pedidos a você que forneça estações Starlink para a Ucrânia, e que se dirija aos russos sãos para que se levantem”.

Poucas horas depois, o bilionário respondeu que o serviço Starlink já estava ativo e que “mais terminais estavam por vir”. O serviço conta com mais de 2 mil satélites lançados à atmosfera, promovendo cobertura em quase todo o planeta.

Desde o início da invasão russa ao território ucraniano, há relatos de instabilidade nos serviços de comunicação do país e ataques aos sites das principais instituições.

Mykhailo Fedorov@FedorovMykhailo@elonmusk, while you try to colonize Mars — Russia try to occupy Ukraine! While your rockets successfully land from space — Russian rockets attack Ukrainian civil people! We ask you to provide Ukraine with Starlink stations and to address sane Russians to stand.

BIODIVERSIDADE

27 de fevereiro de 2022 at 08:57

Descubra o rio Tapajós e sua imensidão ainda desconhecida

Os quase 500 mil quilômetros quadrados de extensão possui uma diversidade social, cultural e ambiental que é motivo de diversas pesquisas na região, mas ainda há muito que avançar para descobrir todo seu potencial

 domingo, 27/02/2022, 07:57 – Atualizado em 27/02/2022, 07:57 –  Autor: Cintia Magno/ Diário do Pará


O Rio Tapajós corta parte do Pará até o Mato Grosso O Rio Tapajós corta parte do Pará até o Mato Grosso | FOTO: ELAYNE VIDINHA

Com quase 500 mil quilômetros quadrados de extensão, a bacia do rio Tapajós é uma das cinco maiores sub-bacias de todo o sistema amazônico e guarda, em meio a toda essa grandiosidade, não apenas uma rica biodiversidade ambiental, mas também uma impressionante e ainda pouco conhecida pluralidade social, cultural e de conhecimentos tradicionais. Para compreender melhor todo esse contexto presente nesta bacia que engloba parte do território paraense, um dos caminhos possíveis passa não só pelo aumento de estudos e pesquisas na região, mas sobretudo pela integração entre esse conhecimento e os saberes acumulados ao longo de anos pelas comunidades tradicionais que ali vivem.

A diversidade cultural experimentada ao longo da bacia do rio Tapajós passa pela presença de indígenas, ribeirinhos, comunidades quilombolas, seringueiros, beiradeiros e agricultores familiares que, historicamente, compartilham deste território ao longo de vários séculos. Estudos arqueológicos já realizados na região apontam o longo histórico de ocupação humana da bacia e a relação das ações humanas do passado com a própria configuração da natureza hoje. Um exemplo é a grande quantidade de sítios arqueológicos ao longo da bacia com a presença da chamada terra preta, um tipo de solo cultural gerado a partir da ação humana e que apresenta nutrientes, matérias orgânicas e demais vestígios provenientes dos modos de vida adotados por populações originárias no passado.

DIVERSIDADE CULTURAL

A professora adjunta de Arqueologia do Programa de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Bruna Cigaran da Rocha, aponta que toda a bacia do Tapajós, o que inclui o Mato Grosso, conta com uma ampla diversidade cultural e que resulta de vários processos históricos. “Desde os tempos pré-colombianos a gente sabe da presença de povos indígenas de diferentes troncos linguísticos e a Amazônia tem uma diversidade cultural e linguística ímpar no mundo”, aponta. “Na Amazônia a gente tem quatro troncos principais e várias línguas isoladas, então, é uma diversidade absurda. E na bacia do Tapajós a gente tem falantes desses quatro troncos”.

 

"A Amazônia é muito mais complexa do que a visão limitada de quem não vive aqui. Muitas vezes, querem entendê-la apenas com essa chave de ser uma fonte de recursos naturais”

Bruna Rocha, pesquisadora
 “A Amazônia é muito mais complexa do que a visão limitada de quem não vive aqui. Muitas vezes, querem entendê-la apenas com essa chave de ser uma fonte de recursos naturais” Bruna Rocha, pesquisadora | FOTO: VINICIUS HONORATO

A arqueóloga explica que, além da diversidade cultural e linguística entre as populações indígenas que vivem no entorno da bacia do Tapajós, há ainda a presença de povos tradicionais não-indígenas na região, incluindo tanto as comunidades quilombolas, concentradas especialmente na área do baixo Tapajós, como também várias comunidades tradicionais e camponeses, que podem ser tradicionais ou não. “Isso configura uma pluralidade cultural e social realmente impressionante e o que esses vários grupos, que são muito diferentes entre si, têm em comum é que eles vivem próximos da terra e têm um conhecimento acumulado sobre ela, sobre a natureza que é muito diferente do conhecimento externo e da visão de quem não é dessa região”, considera. “O que é interessante da arqueologia é que a gente consegue demonstrar como essa presença humana é muito recuada. Então, é muito provável que os primeiros humanos que vieram para essa região chegaram, provavelmente, há uns dez mil anos atrás ou mais”.

Com o processo de colonização europeia e o avanço da sociedade nacional, o que se observa, segundo Bruna, é que esses territórios que eram basicamente indígenas, vão sendo fragmentados. Processo que se intensifica com a chegada de escravizados de origem africana que vão formar os quilombos e com a vinda já no século XIX, de seringueiros do Nordeste que, a partir da quebra da borracha, vão virar camponeses. “Você tem aí essas configurações onde essas comunidades tradicionais tiveram muitas interações com as comunidades indígenas, mas que também trouxeram as suas tecnologias e conhecimentos e formam novas sociedades”, considera. “Quando a gente olha para esses povos e culturas que têm uma origem muito antiga e uma história muito rica, a gente percebe que, na verdade, a Amazônia é muito mais complexa do que a visão limitada de quem não vive aqui. Muitas vezes, querem entendê-la apenas com essa chave de ser uma fonte de recursos naturais”.

A professora considera que muitos dos recursos que existem, hoje, na região estão lá porque pessoas, no passado, também fizeram algum manejo dessa natureza e continuam fazendo esse manejo hoje. “Se a gente for falar em desenvolvimento, a gente precisa pensar em formas de fazer com que essas comunidades tenham como se sustentar dentro dos seus territórios, gerando riquezas, mas sem destruir. E tem como isso ser feito, já está sendo feito em alguns lugares, então, precisa de apoio e incentivo do poder público”.

RIQUEZA NATURAL

A integração entre os diferentes estudos que envolvem tanto a biodiversidade e os recursos ambientais presentes na bacia do Tapajós, quanto à diversidade de conhecimento acumulada por suas populações tradicionais também é defendida pelo professor do Programa de Pós-graduação em Recursos Naturais da Amazônia (PPGRNA) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Ricard Scoles.

 

"Então, há muitos avanços em relação ao conhecimento da biodiversidade, mas há uma região da bacia, que é aquela mais meridional, a parte alta do rio e seus afluentes, que precisa ainda de muito trabalho e estudos. Como é uma região de difícil acesso, então, são menos conhecidas”

Ricard Scoles, professor
 “Então, há muitos avanços em relação ao conhecimento da biodiversidade, mas há uma região da bacia, que é aquela mais meridional, a parte alta do rio e seus afluentes, que precisa ainda de muito trabalho e estudos. Como é uma região de difícil acesso, então, são menos conhecidas” Ricard Scoles, professor | FOTO: ELAYNE VIDINHA

O pós-doutor em ecologia florestal considera que, hoje, já se tem certo conhecimento sobre a biodiversidade presente na bacia do Tapajós, especialmente na parte mais baixa, que é mais acessível. Porém, é preciso considerar que ainda há muito a se conhecer sobre essa riqueza natural. “Nessa região mais baixa temos bastante trabalhos na área florestal e aquática e temos avançado bastante no conhecimento sobre a biodiversidade na Bacia do Tapajós, mas na parte alta, que seria aquela que inicia-se depois das corredeiras de cachoeiras, de Itaituba para cima, a situação é bem diferente. O conhecimentoainda é precário”.

O professor lembra que diferentes grupos de animais e de plantas já foram identificados sobretudo nos últimos 10 anos, com a chegada da Ufopa na região, o que levou a um crescimento no número de pesquisadores capacitados para a identificação de determinadas espécies na região, principalmente no que se refere ao grupo dos peixes. “Então, há muitos avanços em relação ao conhecimento da biodiversidade, mas há uma região da bacia, que é aquela mais meridional, a parte alta do rio e seus afluentes, que precisa ainda de muito trabalho e estudos. Como é uma região de difícil acesso, então, sãomenos conhecidas”.

Livro reúne informações sobre o rio

Os avanços já conquistados e os desafios ainda enfrentados e que envolvem diversos setores da sociedade na bacia do Tapajós estão presentes em uma publicação recente e da qual participam os dois professores da Ufopa, Bruna Rocha e Ricard Scoles, além de outros pesquisadores de outras instituições. Intitulado ‘Tapajós sob o Sol’, o livro reúne cinco artigos que destacam as características ecológicas, socioculturais e econômicas da bacia do Tapajós. “Uma das coisas importantes da publicação é reforçar a importância da manutenção dos serviços ecossistêmicos que o rio e a bacia oferecem. Que ele seja um rio livre e saudável”, destaca Ricard Scoles. “Livre no sentido de que não tenha grandes obstáculos, barragens que dificultem o trânsito tanto das populações ribeirinhas que dependem do rio, quanto dos animais; e saudáveis porque hoje temos um problemão que não é novo, mas que se intensificou nos últimos anos devido o aumento no preço do ouro e a desvalorização do real, que é a intensificação dos garimpos, tantos os legais, quanto os ilegais. Isso, já sabemos, está afetando inclusive a cor e a qualidade das águas”.

A publicação foi editada pela International Rivers (IR) e está disponível para consulta em versão PDF através do site da Ufopa.

O rio Tapajós em números e informações

 

Encontro das Água do Rio Tapajós com o Rio Amazonas em Santarém
 Encontro das Água do Rio Tapajós com o Rio Amazonas em Santarém | FOTO: Danilo Carvalho

A maior parte dos estudos sobre a biodiversidade do rio Tapajós estão concentrados no trecho que vai de Itaituba a Santarém. Na década de 1970 e 1980, destacam-se alguns estudos de fauna no Parque Nacional da Amazônia (margem esquerda do rio Tapajós) que registraram 448 espécies de aves e 101 de mamíferos.

Na Floresta Nacional do Tapajós, localizada na margem direita do rio Tapajós, estimam-se a presença de 342 aves, 135 espécies de mamíferos e mais de uma
centena de répteis.

O seu conjunto de áreas protegidas, formado por 29 unidades de conservação e 30 terras indígenas, ocupam 41% da bacia.

O número de espécies de peixes na bacia do Tapajós ascende a 982, agrupadas em 52 famílias e 334 gêneros, dos quais 6,7% seriam espécies endêmicas.

O Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), registra a presença de 375 sítios arqueológicos nos municípios situados no entorno do rio Tapajós: Jacareacanga (65), Novo Progresso (9), Itaituba (134), Aveiro (6), Rurópolis (21), Belterra (59) e Santarém (81).

BACIA

O rio Tapajós liga o vale amazônico ao Planalto Central brasileiro. Os seus principais formadores são os rios Juruena e Teles Pires.

Ao longo do seu percurso, o trecho repleto de cachoeiras foi tradicionalmente nomeado de ‘alto’ Tapajós, compreendendo os municípios de Jacareacanga, Trairão e Itaituba.

Já o ‘baixo’ Tapajós refere-se ao rio livre e consideravelmente mais largo, incluindo os municípios de Aveiro, Belterra e Santarém.O Rio Tapajós corta parte do Pará até o Mato Grosso | FOTO: ELAYNE VIDINHAO Rio Tapajós corta parte do Pará até o Mato Grosso | FOTO: ELAYNE VIDINHA

O Rio Tapajós corta parte do Pará até o Mato Grosso

TIROS

26 de fevereiro de 2022 at 23:15

Anapu: Secretário de obras é assassinado e esposa ferida

Crime teria ocorrido na fazenda das vítimas

 sábado, 26/02/2022, 22:27 – Atualizado em 26/02/2022, 22:27 –  Autor: DOL


Raimundo teria sido morto na própria fazenda, na Transamazônica Raimundo teria sido morto na própria fazenda, na Transamazônica | Reprodução .

Um crime movimentou a cidade de Anapu, sudoeste paraense, neste sábado (26).

Raimundo de Moura Lima, o Raimundinho, secretário de obras do município, foi assassinado a tiros.

O crime teria ocorrido no final da tarde, na fazenda da vítima.

A esposa dele também chegou a ser atingida, mas foi socorrida para o hospital municipal.

Até a publicação da reportagem não havia informações de como o crime teria ocorrido.