Reconstituição da morte de Yasmin Macedo tem data marcada
A influencer morreu durante um passeio de lancha com amigos, em dezembro de 2021. Caso teve enorme repercussão
sexta-feira, 01/04/2022, 17:55 – Atualizado em 01/04/2022, 18:00 – Autor: DOL com informações de Cácia Medeiras/RBATV.
Yasmin foi dada como desaparecida no noite do dia 12 de dezembro do ano passado | Reprodução e Sancha Luna/RBATV .
Amorte da modelo e estudante Yasmin Macedo ainda segue em linha de investigações. A jovem, que também era influencer, morreu durante um passeio de lancha no dia 12 de dezembro de 2021, quando desapareceu nas águas do rio Maguari e o corpo foi encontrado no dia seguinte por mergulhadores do Corpo de Bombeiros. A Polícia Civil está a frente do caso.
A família aguarda a reprodução simulada (reconstituição) dos últimos momentos de vida da jovem, na busca de esclarecer o que realmente aconteceu no fatídico dia.
A reconstituição do caso será realizada após quatro meses da morte da jovem, nos dias 12 e 13 de abril. Uma reunião foi realizada, na tarde desta sexta-feira (01), na Divisão de Homicídios, com objetivo de alinhar de que forma será feita. Estiveram presentes representantes da Polícia Civil, Polícia Científica do Pará, advogados das testemunhas e suspeitos, entre outros.
Em entrevista a repórter Cácia Medeiros, da RBATV, o delegado-geral da Polícia Civil, Claudio Galeno, falou sobre a reconstituição. “Irão participar todas aquelas que diretamente estavam no dia em que a Yasmin desapareceu. Para que essa reconstrução ocorra, várias instituição estão participando, tanto em nível Estadual como em Federal. O que eu posso antecipar é uma operação extremamente delicada, que requer uma gama de recursos humanos e, também, recursos em relação a logística, porque precisaremos de embarcações, bases para que a reprodução possa acontecer de uma maneira fidelíssima e digna ao fatos”, explica.
Marco Pina, advogado de defesa do médico legista Euler Magalhães, também falou sobre o caso e garantiu que o cliente, mesmo não sendo obrigado, estará presente na reconstituição dos fatos.
“Ele vai participar, já recebemos a intimação e já me comprometi a apresentá-lo na Marina, no dia 12 de abril, às 17h30. Serão dois dias”.
Para o advogado, a reconstituição é um dos momentos mais importantes da investigação. “Na reta final dessa investigação eu não tenho dúvida que a reprodução simulada dos fatos que irá acontecer será ‘a cereja do bolo’ para que a Polícia Civil possa concluir esse fato e mandar para a Justiça. Em termo de perícia, essa reprodução será a maior da Policia Civil do Estado do Pará pelo número de pessoas envolvidas, sendo atores, testemunhas, suspeitos, Marinha, Corpo de Bombeiros”, diz.
Marco Pina explica, ainda, que, em razão do número de pessoas, para que a polícia possa fazer um trabalho com tranquilidade, o espaço onde será realizada a reconstituição será interditado.
“O espaço aéreo naquela área será interditado, até para não haver drones e pequenos aviões para filmar alguma coisa. E, também, o espaço onde vai haver a perícia vai ser interditado, não vai passar jetsky, lancha, quem tiver passeando nesse dia não irá ter acesso a aquele perímetro onde será realizada a pericia”, finaliza.
O acidente foi registrado na avenida Fernando Guilhon.
sexta-feira, 01/04/2022, 12:01 – Atualizado em 01/04/2022, 12:10 – Autor: Com informações de Leonel Araújo/RBATV
Claires de Sousa Figueira tinha 23 anos e estava grávida de 8 meses. | Reprodução
Segundo dados do Ministério da Infraestrutura, em 2021, foram registradas 11.647 mortes no trânsito, ou seja, a cada dia, 32 pessoas perderam a vida em acidentes.
Uma grávida de 8 meses de gestação e seu filho de apenas 6 anos foram atropelados por um motociclista. O acidente foi registrado na avenida Fernando Guilhon, na tarde da última quinta-feira (31), próximo ao shopping Rio Tapajós, em Santarém.
Claires de Sousa Figueira tinha 23 anos. Ela atravessava a rua com seu filho de 6 anos, quando foi atingida por Arthur Rodrigues Carneiro, que vinha em uma moto. Com a batida, o homem foi arremessado para o outro lado da avenida.
A mulher ainda foi levada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos, juntamente com a bebê que esperava, Maria Cecília.
A morte da jovem foi confirmada na madrugada desta sexta-feira (01). Os corpos foram encaminhados para o Centro de Perícias.
O filho da jovem teve algumas escoriações. Já o motociclista, segue internado no hospital, em estado grave.
O presidente da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna, relatou, em entrevista à CNN, o desgastante processo a que foi submetido até ser demitido do cargo.
Ele deixa a estatal após a assembleia de acionistas no dia 13 de abril, quando será referendado o nome do economista Adriano Pires.
“Nossa reputação é colocada em xeque. Eu fiquei mais de 50 anos no Exército, de cadete a general, tinha vindo de uma missão de dois anos na Itaipu. De repente, te colocam como você tivesse vindo para cá por um outro motivo que não fosse servir o Brasil”, disse o general numa conversa na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.
Silva e Luna foi demitido do cargo pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Segundo ele, a conversa “não durou mais do que 20 minutos”.
A demissão aconteceu por meio de uma manobra, apesar do general ainda ter mais um ano de mandato.
Ele foi informado que não seria reconduzido ao conselho de administração, o que automaticamente o tiraria da presidência da empresa.
A decisão foi do presidente Jair Bolsonaro, que ficou insatisfeito com o mega reajuste de preços dos combustíveis promovido pela Petrobras para compensar a alta do petróleo provocada pela guerra da Ucrânia. Silva e Luna diz que continua “fiel” a Bolsonaro, mas critica os políticos que buscam um “culpado” pelo aumento dos preços e fingem não entender a lógica de oferta e demanda do mercado de petróleo.
“Eu tenho dúvida se (os políticos) tem dificuldade de entender ou se interessa não entender. Sinceramente, eu tenho dúvida porque se trata de gente com capacidade elevada. Tem gente que diz que dentro de um problema a gente pode usar como escolha encontrar um culpado ou encontram uma solução. Quando endereçam um culpado, fica mais fácil.”
Homem surta e promove quebra-quebra em Unidade de Saúde
Wesley Rodrigues entrou na Unidade de Saúde Municipal São Francisco de Assis de Santana do Araguaia e promoveu um verdadeiro quebra-quebra na recepção do hospital.
sexta-feira, 01/04/2022, 09:53 – Atualizado em 01/04/2022, 10:07 – Autor: DOL Carajás com informações de Dinho Santos
O homem aparentemente sob efeito de entorpecentes causou um tumulto na entrada da unidade | Divulgação .
Um homem aparentando estar sob efeito de produto entorpecente implantou o terror em hospital público na cidade de Santana do Araguaia, no sul do Pará. O autor da quebradeira, foi o homem conhecido por Wesley Rodrigues, que na madrugada da quinta-feira (30), entrou na Unidade de Saúde Municipal São Francisco de Assis, e promoveu um verdadeiro quebra-quebra na recepção do hospital.
Durante o aparente surto, Wesley Rodrigues ainda tentou agredir um servidor público que trabalha na portaria da unidade de saúde. Até uma imagem de São Francisco de Assis não escapou do surto e foi quebrada pelo homem.
Nem a imagem de São Francisco de Assis escapou da violência | Divulgação
Uma guarnição da Polícia Militar, foi acionada e prendeu o suspeito que ainda sob o efeito das drogas, tentou resistir à prisão.
Cadeiras de espera, bebedouros, tudo foi alvo do homem em surto | Divulgação
Preso e algemado, o homem foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil de Santana do Araguaia, onde após ter passado o efeito do produto entorpecente, foi autuado pelo crime de tentativa de agressão pela autoridade de plantão. (Dinho Santos)
Em 2003, o Projeto Genoma Humano fez história ao sequenciar 92% do genoma humano. Mas por quase duas décadas desde então, cientistas lutam para decifrar os 8% restantes.
Agora, uma equipe de quase 100 cientistas do Consórcio Tlomere-to-Telomere (T2T) revelou o genoma humano completo – a primeira vez que foi sequenciado em sua totalidade, dizem os pesquisadores.
“Ter essas informações completas nos permitirá entender melhor como nos formamos como um organismo individual e como variamos não apenas entre outros humanos, mas entre outras espécies”, Evan Eichler, pesquisador do Howard Hughes Medical Institute da Universidade de Washington e líder da pesquisa, disse nesta quinta-feira (31).
A nova pesquisa introduz 400 milhões de letras ao DNA previamente sequenciado – o valor de um cromossomo inteiro.
O genoma completo permitirá aos cientistas analisar como o DNA difere entre as pessoas e se essas variações genéticas desempenham um papel na doença.
A pesquisa, publicada na revista Science nesta quinta-feira, estava anteriormente em pré-impressão, permitindo que outras equipes usassem a sequência em seus próprios estudos.
Até agora, não estava claro o que esses genes desconhecidos codificavam.
“Acontece que esses genes são incrivelmente importantes para a adaptação”, disse Eichner.
“Eles contêm genes de resposta imune que nos ajudam a nos adaptar e sobreviver a infecções, pragas e vírus. Esse genes são muito importantes em termos de previsão de resposta a medicamentos”.
Eichner também disse que alguns dos genes recentemente descobertos são responsáveis por tornar os cérebros humanos maiores do que os de outros primatas, fornecendo informações sobre o que torna os humanos únicos.
Esses 8% restantes do genoma humano deixaram os cientistas perplexos por anos por causa de suas complexidades. Por um lado, continha regiões de DNA com várias repetições, o que tornava difícil juntar o DNA na ordem correta usando métodos de sequenciamento anteriores.
Os pesquisadores se basearam em duas tecnologias de sequenciamento de DNA que surgiram na última década para concretizar este projeto: o método de sequenciamento de DNA Oxford Nanopore, que pode sequenciar até um milhão de letras de DNA de uma só vez, mas com alguns erros, e o sequenciamento de DNA PacBio HiF, método que pode ler 20 mil letras com 99,9% de precisão.
Sequenciar o DNA é como resolver um quebra-cabeça, disse Eichner. Os cientistas devem primeiro quebrar o DNA em partes menores e depois usar máquinas de sequenciamento para juntá-lo na ordem correta.
Ferramentas de sequenciamento anteriores podiam sequenciar apenas pequenas seções de DNA de uma só vez.
Com um quebra-cabeça de 10 mil peças, é difícil organizar corretamente pequenas peças de quebra-cabeça quando elas são parecidas, assim como sequenciar pequenas seções de DNA repetitivo.
Mas com um quebra-cabeça de 500 peças, é muito mais fácil organizar peças maiores – ou, neste caso, segmentos mais longos de DNA.
Um segundo desafio foi encontrar células que continham apenas um genoma.
As células humanas padrão contêm dois conjuntos de DNA, uma cópia materna e uma cópia paterna, mas essa equipe usou DNA de um grupo de células chamado mola hidatiforme completa, que contém uma duplicata do conjunto paterno de DNA.
Uma mola hidatiforme completa é uma complicação rara de uma gravidez causada pelo crescimento anormal de células que se originam da placenta. Essa abordagem simplifica o genoma para que os cientistas precisem sequenciar apenas um conjunto em vez de dois conjuntos de DNA.
Como a equipe de pesquisa usou um conjunto duplicado de DNA, os cientistas não conseguiram sequenciar o cromossomo Y originalmente. De acordo com o principal autor do estudo, Adam Phillippy, a equipe conseguiu sequenciar o cromossomo Y usando um conjunto diferente de células.
Decodificar essa sequência sem intervalos tem um preço alto. Phillippy, que também é chefe da seção de informática genética do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, disse que, no conjunto, o projeto custou alguns milhões de dólares ou mais.
Mas isso é uma fração dos quase US$ 450 milhões (R$ 2139 milhões) que custou ao Projeto Genoma Humano para alcançar sua sequência final em 2003. E com a nova tecnologia, o sequenciamento está ficando cada vez mais barato.
Por enquanto, ainda é muito caro e demorado para todos sequenciar seu próprio genoma. Mas está em andamento uma pesquisa que usa esse genoma para identificar se certas diferenças genéticas estão ligadas a cânceres específicos.
Conhecer as variações genéticas também pode permitir que os médicos personalizem melhor os tratamentos, disse Michael Schatz, outro pesquisador da equipe e professor de ciência da computação e biologia na Universidade Johns Hopkins.
Phillippy disse que espera que, nos próximos 10 anos, o sequenciamento dos genomas dos indivíduos possa se tornar um exame médico de rotina que custa menos de US$ 1.000 (aproximadamente R$ 4755). Sua equipe continua trabalhando para esse objetivo.
Charles Rotimi, diretor científico do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, disse em um comunicado que essa conquista científica está “nos aproximando da medicina individualizada para toda a humanidade”. Rotimi não esteve envolvido na pesquisa.
Ex-governador Simão Jatene está fora da disputa eleitoral | Reprodução.
Denunciado por cometer improbidades com aliados e com a família envolvida em um emaranhado de escândalos políticos, o ex-governador Simão Jatene veio à público, na noite desta quinta-feira (31), falar sobre a possibilidade de sua pré-candidatura nas eleições para o Governo do Estado em 2022.
A dura goleada recebida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro do ano passado determinou a inelegibilidade e trucidou quaisquer pretensões políticas que o tucano tinha para esse ano depois de confirmadas as denúncias pelo uso eleitoreiro do Cheque Moradia às vésperas da eleição do ano de 2014.
Na época da decisão, em outubro, o entendimento do Tribunal foi que Jatene teria distribuído dinheiro público com o uso do referido programa, desequilibrando as eleições daquele ano. Não satisfeito, em 2018, usou o Propaz para tentar inflar a candidatura de Márcio Miranda, sem sucesso.
Agora, em vídeo publicado para seguidores nas redes sociais, o inelegível argumenta que não participará das eleições desse ano, sob a justificativa de que não terá como cumprir prazos e “preocupado para não atrapalhar” uma oposição que surja futuramente.
Mulher é internada ao introduzir “brinquedo sexual” no ânus
A jovem contou que comprou o vibrador em um site de produtos eróticos.
quinta-feira, 31/03/2022, 18:24 – Atualizado em 31/03/2022, 18:24 – Autor: Com informações Isto/DOL
Exame de imagem mostra o vibrador no intestino da jovem. | Reprodução .
Em suma, a prática do erotismo anal envolvendo a introdução de objetos rígido dentro do reto é causa comum de acidente acompanhado de lesão retal grave. Entretanto, é importante que esses brinquedos sejam utilizados de forma correta e com segurança a fim de evitar qualquer tipo de risco de ferimentos. Normalmente, é pelo uso indevido que algumas pessoas acabam em salas de emergência todos os anos. .
Essa semana, uma norte-americana, identificada apenas como Brittany, relatou que foi levada às pressas para um hospital depois de ficar com um vibrador preso na região do reto. O caso ocorreu no Alabama, Estados Unidos.
Em entrevista ao programa Stuck, Brittany admitiu que é viciada em sexo desde 2019, quando terminou um relacionamento. Desde então, ela passou a usar frequentemente os brinquedos sexuais.
A jovem contou que comprou o vibrador em um site de produtos eróticos. “Encomendei um vibrador azul que aumentava de tamanho a cada esfera.” “Fiquei tão empolgada quando o recebi pelo correio e pensei: ‘Ah, estou pronta, vou tomar um banho antes de me divertir’”, completou.
Brittany disse que, antes de introduzir o vibrador, passou muito lubrificante e, com isso, o objeto ficou escorregadio. “As minhas mãos não davam conta, porque ele entrou com tanta facilidade no ânus, que tive de soltá-lo para dentro do reto. Achei que conseguiria deslizar para fora, mas não aconteceu.”
“Entrei em pânico por uns 20 minutos”, disse. Na sequência, ela acionou o serviço de emergência e foi levada para um hospital.
O cirurgião geral Dr. George Crawford, que atendeu Brittany, explicou que o local em que o brinquedo sexual foi introduzido tem a função de sucção.
“O reto é projetado para manter as fezes fora da região do ânus. Se alguém colocar algo mais além dessa parte, será sugado em direção ao intestino.”
Segundo o médico, o procedimento para remover o vibrador foi simples e precisou utilizar apenas duas pinças de metal. Ele também advertiu que o uso de brinquedos sexuais deve feito com cautela, pois pode causar graves acidentes.
O relator do processo, Alexandre de Moraes, ressaltou que a concessão do benefícios gera impactos negativos ao erário | Nelson Jr./SCO/STF .
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADF) 912 ajuizada pelo governador do Pará, Helder Barbalho, foi julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O Estado argumentou que não havia qualquer fundamento para a instituição de pensão especial para dependentes de ex-agentes políticos.
O STF confirmou a inconstitucionalidade de leis estaduais do estado que concediam pensões especiais a familiares e a ex-políticos no estado do Pará, entre eles deputados federais, estaduais e vereadores, além de ex-sindicalistas e pessoas que prestaram serviços relevantes.
O governo do Pará evocou diversas decisões sobre o mesmo tema. Entre elas está a de 2018, em que declarou a inconstitucionalidade de normas que previam a concessão de subsídio mensal vitalício para ex-governador do Estado do Maranhão.
De acordo com o relator do processo, Alexandre de Moraes, a concessão do benefício causa impactos negativos ao erário, o que seguiria o contrário do que orientam os modelos constitucionais de previdência social.
Além disso, Moraes ressaltou que a pensão pode ser considerada um tratamento privilegiado, discordando do modelo constitucional político-previdenciário, e indo ao contrário dos princípios republicanos, da isonomia, da razoabilidade, da moralidade e da impessoalidade.
Apesar da decisão, os ex-beneficiários não precisarão devolver os valores já recebidos até então.
Bolsonaro defende ditadura e ataca STF com “cala a boca”
Mais uma vez, o presidente da República se desequilibrou no discurso e atacou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, não citou nomes e ainda saiu em defesa do deputado federal Daniel Silveira, em liberdade após ser preso por ataques à democracia.
quinta-feira, 31/03/2022, 15:09 – Atualizado em 31/03/2022, 15:09 – Autor: Com informações da Folha Press/DOL
Em tom eleitoral em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) mais uma vez atacou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Sem citá-los nominalmente, mandou calarem a boca e botarem a toga.
Bolsonaro defendeu ainda o golpe cívico-militar de 1964, que resultou em 21 anos de ditadura e completa 58 anos nesta quinta-feira (31). O presidente também saiu em defesa do deputado federal Daniel Silveira (PL-RJ), que estava na plateia. Há uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que o parlamentar bolsonarista coloque uma tornozeleira, o que ainda não ocorreu.
“E nós aqui temos tudo para sermos uma grande nação. Temos tudo, o que falta? Que alguns poucos não nos atrapalhem. Se não tem ideias, cala a boca. Bota a tua toga e fica aí. Não vem encher o saco dos outros”, disse, em referência a ministros do STF, que usam toga.
Um dia antes, Bolsonaro já havia feito ameaças ao Judiciário. No Rio Grande do Norte, disse que os votos das eleições serão contados, sem explicar como, já que o voto impresso foi derrubado pelo Congresso em meio a discursos golpistas do presidente da República.
“O povo armado jamais será escravizado. E podem ter certeza que, por ocasião das eleições de 2022, os votos serão contados no Brasil. Não serão dois ou três que decidirão como serão contados esses votos”, disse, em referência a Luís Roberto Barroso, ex-presidente do TSE; Edson Fachin, o atual; e Alexandre de Moraes, que será presidente nas eleições.
Já nesta quinta-feira, em outro trecho do discurso, Bolsonaro falou de “inimigos que habitam a região [da praça] dos Três Poderes”, sem citar diretamente ninguém. Desde o início do mandato, o presidente tem atacado sistematicamente o Judiciário, em especial o Supremo.Sem citar nominalmente a ministra Rosa Weber, do Supremo, que decidiu não arquivar a investigação da compra da Covaxin, criticou-a.
“A PF diz que não tenho nada a ver com a vacina que não foi comprada, mas uma ministra [diz] ‘não, não vou arquivar’. Isso é passível de detenção do presidente. O que essas pessoas querem? O que têm na cabeça?”.O chefe do Executivo mencionou, duas vezes, o seu aliado Daniel Silveira. O ministro Alexandre de Moraes determinou que ele coloque a tornozeleira às 15h desta quinta.
“Não pode conselheiros o tempo todo [dizerem], “calma, espera o momento oportuno”. Calma é o cacete, pô”, disse o presidente exaltado.
“É muito fácil falar ‘Daniel Silveira, cuida da tua vida. Não vou falar isso. Fui deputado por 28 anos. E lá dentro daquela Casa, com todos os possíveis defeitos, ali é a essência da democracia também”, afirmou. No outro momento em que falou do parlamentar, foi no começo do discurso, em meio a uma defesa da ditadura militar. Em 2018, ele ganhou eleição ao defender repetidas vezes o golpe e exaltando seus presidentes. Recentemente, voltou à temática.
“[Na ditadura] todos aqui tinham direito, deputado Daniel Silveira, de ir e vir, e sair do Brasil, trabalhar, constituir família, de estudar”, afirmou.
O regime enaltecido por Bolsonaro teve uma estrutura dedicada a tortura, mortes e desaparecimento. Os números da repressão são pouco precisos, uma vez que a ditadura nunca reconheceu esses episódios. Auditorias da Justiça Militar receberam 6.016 denúncias de tortura. Estimativas feitas depois apontam para 20 mil casos.
Presos relataram terem sido pendurados em paus de arara, submetidos a choques elétricos, estrangulamento, tentativas de afogamento, golpes com palmatória, socos, pontapés e outras agressões. Em alguns casos, a sessão de tortura levava à morte.
O presidente também voltou a dizer que Castello Branco chegou à Presidência, em abril de 1964, pelo Congresso, sugerindo que a eleição ocorreu dentro da normalidade. Bolsonaro já defendeu esta versão em outras ocasiões, mas ignora que antes do pleito indireto houve um golpe e diversos parlamentares foram cassados. O militar ainda era candidato único ao cargo.
A tônica do discurso do presidente seguiu a narrativa eleitoral que adotou em 2018. Ele defendeu também a pauta dita conservadora, como o armamento da população, criticou políticas de gênero, e voltou a atacar a vacinação.
A cerimônia de despedida de ministros nesta quinta-feira (31) também foi marcada por ataques ao PT e a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), menções a Deus, oração a lembrança de que “ministro veste azul e menina veste rosa”.
O agora ex-ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, fez o discurso mais político e citou nominalmente o petista, primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto. Ele relembrou a delação do ex-ministro Antônio Palocci, dizendo que “Lula resolveu fazer seu pé de meia”, entre outras coisas.
Em 2020, o STF (Supremo Tribunal Federal) invalidou a colaboração do ex-petista. Os ministros entenderam que foi ilegal a decisão do então juiz Sergio Moro de incluir a colaboração de Palocci nos autos do processo, a seis dias do primeiro turno da eleição presidencial de 2018.
No ano seguinte, o Supremo anulou as condenações do ex-presidente e enviou as ações para a primeira instância da Justiça do Distrito Federal. João Roma, por sua vez, criticou o programa Fome Zero, e disse que o governo do ex-presidente Lula falhou em combater a fome. “Não vamos permitir que nada nem ninguém divida nossa pátria”, afirmou.
Em meio a elogios a Bolsonaro, o ex-ministro Gilson Machado disse que ele “veio a Brasília não para andar de camburão, mas para trabalhar para todos nós”. Ele disse ainda que outros pré-candidatos falam em regular a imprensa. “Aproveitem enquanto os senhores ainda são livres”, disse.
Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou, a campanha de Bolsonaro à reeleição busca votos dos arrependidos, com discurso de antipetismo e críticas a corrupção. Braga Netto deixará a Defesa com a expectativa de ser vice na chapa do presidente. Ainda que não tenha sido anunciado oficialmente, o chefe do Executivo já sinalizou em diversos momentos sua predileção pelo general.
Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), João Roma (Cidadania) e Onyx Lorenzoni (Trabalho) deixam seus cargos para concorrer a governos estaduais: São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul, respectivamente.
Já Tereza Cristina (Agricultura), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Gilson Machado (Turismo) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo) querem conquistar para vaga no Senado por seus estados – Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Distrito Federal.
Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) diz não saber ainda nem o Estado, nem o cargo que disputará. O astronauta Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) quer se eleger deputado federal por São Paulo.A grande maioria dos ministros se filiou ao PL de Valdemar Costa Neto, para acompanhar Bolsonaro. Como a Folha mostrou, o presidente quer uma “onda 22”, que seus aliados sigam-no no mesmo partido, para fazerem palanque e conseguirem votos.
O gesto de Bolsonaro causou ruídos na base aliada, que desejava também filiar bolsonaristas puxadores de voto. Em especial, o Republicanos. O partido perdeu o ministro João Roma, que foi para o PL. Mas, por fim, conseguiu filiar Damares Alves e Tarcísio de Freitas. Já o PP tem Tereza Cristina. Provável vice de Bolsonaro, Braga Netto está filiado ao PL. Contudo, há ainda conversas sobre eventual filiação a outros partidos, em especial o PP de Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil.
O prazo de desincompatibilização é 2 de abril. A lei determina afastamento, em caráter definitivo ou temporário, de pré-candidatos de seu cargo ou função pública, como forma de evitar abuso de poder político ou econômico. No caso de integrantes do primeiro escalão do governo federal, eles devem deixar seus postos seis meses antes do pleito.
Ainda que aliados tenham aconselhado a convidar políticos para assumir os ministérios para um mandato tampão neste ano, como um gesto para aliados, Bolsonaro optou por nomes mais técnicos e que já fazem parte do governo.
Pastor é julgado por estupro de meninas em Altamira
O julgamento do pastor Cosme da Silva Nobre começa nesta quinta-feira (31).
quinta-feira, 31/03/2022, 12:55 – Atualizado em 31/03/2022, 12:55 – Autor: Com informações de Leonel Araújo/RBATV
O pastor é julgado pelo estupro de três meninas. | Reprodução .
O artigo 213 do Código Penal define que é crime forçar alguém, através de ameaças ou violência, a praticar atos sexuais. A pena para quem cometer este crime é de 6 a 10 anos de reclusão.
Inicia nesta quinta-feira (31), o julgamento do pastor Cosme da Silva Nobre. Ele é acusado de estuprar três meninas. O processo será realizado presencialmente no Fórum de Altamira, região sudoeste do Pará.
O pastor foi preso pela Polícia Civil no dia 20 de fevereiro, em sua residência, no bairro Bonanza, em Altamira. De acordo com as investigações, pelo menos três meninas teriam sido vítimas do pastor. As denúncias foram feitas na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) em Altamira, que investiga as denúncias feitas em 2019.
Segundo depoimento das vítimas, Cosme Nobre se aproximava das famílias, ganhando confiança. Assim, ele ficava livre para celebrar “cultos” com as menores. Os abusos ocorriam na igreja em que o religioso liderava.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.