Vídeo: Hotel de luxo explode em Cuba e oito morrem
A explosão foi registrada pouco depois das 11h no horário local (12h em Brasília), gerando uma nuvem de fumaça e pó que cobriu a avenida Prado, a principal do centro da capital cubana, onde fica o hotel.
Uma explosão atingiu o Hotel Saratoga, estabelecimento de luxo em Havana, capital de Cuba, na manhã desta sexta-feia (6) deixando pelo menos oito mortos e 30 feridos, de acordo com representantes do presidente do país, Miguel Díaz-Canel, em comunicados publicados nas redes sociais.
A autoridade fez um pronunciamento pouco após o incidente informando que a principal hipótese é de que um vazamento de gás causou a “forte explosão”.
“Isso não foi um atentado nem uma bomba, foi um lamentável acidente”, afirmou o presidente em conversa com jornalistas do lado de fora do Hospital Calixto Garcia, para onde parte dos feridos foi enviada.
CUBA | HAVANA Major Explosion at Hotel Saratoga in Havana. Numerous reported deaths. pic.twitter.com/9E73bTdarI
Uma escola que fica ao lado do hotel foi evacuada e nenhuma criança que estuda no local ficou ferida. Os hospitais de Havana ficaram de prontidão para receber feridos.
O estabelecimento, construído em 1880 para abrigar armazéns, funciona como hospedaria desde 1933. No local, há 96 quartos.
Imagens feitas por testemunhas mostram um rastro de destruição no centro da cidade. A fachada do edifício, que estava em obras, ficou completamente destruída. Os quatro primeiros andares da edificação ficaram cercados por montanhas de escombros e pedaços de vidro.
A explosão foi registrada pouco depois das 11h no horário local (12h em Brasília), gerando uma nuvem de fumaça e pó que cobriu a avenida Prado, a principal do centro da capital cubana, onde fica o hotel.
O ministro de Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, usou as redes sociais para se direcionar às vítimas da explosão. “Nossa solidariedade às vítimas dos afetados, assim como às pessoas da nossa querida nação fraterna”, afirmou.
Levantamento sobre a eleição presidencial ouviu por telefone 1.000 eleitores e tem margem de erro de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menosPalácio do Planalto, em BrasíliaPedro França/Agência Senado
Da CNN 06/05/2022 às 09:54 | Atualizado 06/05/2022 às 10:03
Pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira (6) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto na corrida pelo Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 31%. As eleições estão marcadas para 2 de outubro.
Lula oscilou um ponto para menos dentro da margem de erro em relação à pesquisa anterior do Ipespe, divulgada em 22 de abril. Já Bolsonaro manteve a mesma pontuação. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.
A pesquisa divulgada nesta sexta foi a primeira do instituto a trazer o nome do pré-candidato à Presidência pelo União Brasil, o deputado federal Luciano Bivar. Ele não pontuou.
A seguir aparecem o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 8%, e o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 3%. O deputado federal André Janones (Avante) registrou 2%
Brancos, nulos ou que não votariam em nenhum dos candidatos somam 8%. Indecisos representam 2% dos entrevistados.
Foram ouvidas 1.000 pessoas por telefone entre 2 e 4 de maio. A pesquisa, encomendada pela XP Investimentos, foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-03473/2022. A margem de erro máximo estimada é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,5%. Os percentuais que não totalizam 100% são decorrentes de arredondamento ou de múltiplas alternativas de resposta.
Confira os números abaixo.
Primeiro turno
Intenção de voto estimulada para presidente:
Lula – 44%
Bolsonaro – 31%
Ciro Gomes – 8%
Doria – 3%
Janones – 2%
Tebet – 1%
Felipe d’Avila – 1%
Vera – 0%
Eymael – 0%
Luciano Bivar – 0%
Branco/Nulo –8%
Indecisos – 2%
Segundo turno
Intenção de voto estimulada para presidente:
Cenário 1
Lula – 54%
Bolsonaro – 34%
Branco/Nulo/Não votaria/Indecisos – 12%
Cenário 2
Lula – 52%
Ciro Gomes – 25%
Branco/Nulo/Não votaria/Indecisos – 23%
Cenário 3
Lula – 55%
Doria – 19%
Branco/Nulo/Não votaria/Indecisos – 26%
Cenário 4
Ciro Gomes – 45%
Bolsonaro – 38%
Branco/Nulo/Não votaria/Indecisos – 17%
Cenário 5
Bolsonaro – 39%
Doria – 37%
Branco/Nulo/Não votaria/Indecisos – 24%
Eleições 2022
A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.
O evento teve a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de outros líderes políticos, além de diversas manifestações a favor da pré-candidatura do petista ao Palácio do Planalto. O objetivo da suspensão é verificar se a contratação está de acordo com as regras vigentes, “nas quais é vedada a manifestação político-partidária”.
“Na quarta-feira (04/05), a CGM abriu procedimento para apuração da conduta adotada durante o show da cantora Daniela Mercury, realizado no dia 1º de maio, em evento organizado e realizado por centrais sindicais, que contou com aporte de recursos do município destinados por emenda parlamentar. A apuração é para verificar desacordo com as regras de contratações desse tipo de serviço, nas quais é vedada a manifestação político-partidária”, diz nota enviada pela prefeitura. A medida permanecerá em vigor até o final do procedimento de apuração dos fatos e de eventuais responsabilidades.
A administração municipal afirmou que, para as contratações artísticas, foi apresentada emenda do vereador Sidney Cruz (Solidariedade), apresentada no dia 28 de abril, no valor de R$ 360 mil. Desse total, foram utilizados R$ 187 mil, segundo a Controladoria-Geral do Município (CGM). “Outros vereadores também apresentaram emendas parlamentares para as festas do 1º de maio, como Alfredinho e Eduardo Suplicy [ambos do PT], que destinaram recursos para contribuir com a estrutura do evento”, acrescentou.
“Esclarecemos que a apresentação de emenda parlamentar é um direito de todos os vereadores, que têm total autonomia para indicar onde os recursos devem ser aplicados, restando ao órgão executor –no caso, a Secretaria de Cultura– a averiguação da documentação dos contratados, se os valores estão dentro da média de mercado e o cumprimento das normas e determinações de órgãos de controle. Além disso, o evento de 1º de Maio é organizado e realizado, anualmente, pelas centrais sindicais, responsáveis pela curadoria e conteúdo exposto durante o evento”, finalizou a nota enviada pela prefeitura.
Após a polêmica, a produtora que administra a carreira de Daniela Mercury informou que “a contratação da artista para o show realizado no Dia do Trabalhador, em São Paulo, neste 1º de maio, foi feita pela produtora MGioria Comunicações”.
A empresa disse ainda que “o valor do cachê foi quitado integralmente pela MGioria”. “A produtora da artista esclarece que não recebeu nem receberá nenhum recurso da prefeitura. A produtora Mgiora foi contratada pelas Centrais Sindicais para produzir a parte cultural do ato do 1º de Maio”, diz a nota.
A assessoria de imprensa da cantora foi procurada nesta quinta para falar sobre a suspensão do pagamento, mas ainda não se manifestou.
Mulher é torturada com cassetete e soco-inglês por três dias
Autor do crime é o namorado da vítima, que foi preso e encaminhado para o sistema penitenciário
quinta-feira, 05/05/2022, 21:31 – Atualizado em 05/05/2022, 21:30 – Autor: Com informações da Isto é
A mulher teve traumatismo craniano, fratura na mandíbula e diversos hematomas pelo corpo. | Reprodução
Uma mulher foi mantida em cárcere privado por três dias dentro do próprio apartamento na zona sul do Rio de Janeiro. O criminoso foi o próprio companheiro, Fred Henrique Lima Moreira, que foi preso por tentativa de feminicídio, estupro, cárcere priva e tortura.
O crime aconteceu no apartamento da vítima localizado na rua Barata Ribeiro, zona sul do RJ, onde também era agredida na cabeça com um cassetete e um soco-inglês, o que provocaram traumatismo craniano, fratura na mandíbula e diversos hematomas pelo corpo.
Foram apreendidos um cassetete, um soco-inglês e uma réplica de uma pistola | Polícia Civil
A vítima conseguiu fugir na última sexta-feira (29) e pediu ajuda ao porteiro do prédio. A delegada Natacha Alves, titular da 12ª DP, está à frente do caso e relatou que Fred apresentou um perfil violento nos últimos oito meses do relacionamento, com a 1ª agressão registrada em 31 de dezembro de 2021, mas o mais recente aconteceu em 26 de abril desse ano, quando começou a acusar a vítima de infidelidade.
Fred Henrique Lima Moreira foi detido temporariamente. Foram apreendidos também um cassetete, um soco-inglês e uma réplica de uma pistola. O homem também possui ficha criminal por violência doméstica, tráfico de drogas e associação ao tráfico, além de porte ilegal de arma de fogo, ameaça e resistência.
Após ser detido, ele foi encaminhado para o sistema penitenciário.
“Acho que a gente não perde aquilo que a gente não tem. O prazo era 18 de maio para chegar no consenso. Surpreendentemente, o União Brasil decidiu antecipadamente sobre, dando uma desculpa de que ainda não tínhamos nos acertado internamente e que deveriam iniciar pelo menos uma campanha solo”, afirmou.
Em seguida, a senadora pontuou que é necessário “respeitar a decisão do partido” e que entende que os pré-candidatos querem “se testar nas ruas” antes da decisão. Ela ponderou que a “população brasileira ainda não está se importando com a eleição“.
Tebet adicionou que a data de 18 de maio para anúncio de um candidato da terceira via se mantém, e que as conversas continuam entre MDB, PSDB e Cidadania, mas não excluiu a possibilidade de voltarem a se reunir com o União Brasil após os “testes dos nomes”.
Ao ser questionada sobre a possibilidade de João Doria (PSDB) compor a chapa como candidato à Vice-Presidência, afirmou: “Acho que seria deselegante, neste momento, fazer convite a qualquer pré-candidato para vice. Tenho uma linha diferente dos demais. Estarei no palanque da frente democrática seja quem for o candidato, estou preparada”.
Durante a entrevista, destacou que confia no partido sobre a candidatura, mas que “não é candidata a vice”.
A senadora disse ainda que “em nenhum momento se cogitou apoiar Bolsonaro dentro do MDB”, e que a “maioria absoluta do partido” quer uma candidatura própria.
PF apreende 78kg de ouro de origem paraense em São Paulo
Barras de ouro foram encontradas em avião no aeroporto de Sorocaba, interior de São Paulo. PF suspeita que a origem do ouro seja ilegal e proveniente dos estados do Pará e Mato Grosso.
quinta-feira, 05/05/2022, 12:20 – Atualizado em 05/05/2022, 12:19 – Autor: Com informações da Band e Folhapress
Carga de ouro estava alojada em malas e era escoltada por PMs de São Paulo | Divulgação/Polícia Federal .
APolícia Federal apreendeu na tarde desta quarta-feira (4) 78 kg de ouro em uma aeronave em Sorocaba, interior de São Paulo. Pela cotação atual, o carregamento é avaliado em cerca de R$ 23 milhões.
O avião, um King Air, foi abordado pelos agentes federais enquanto o ouro era descarregado em três malas de viagens. Durante a ação, a PF descobriu que policiais militares do estado de São Paulo eram os responsáveis pela escolta do carregamento.
Um dos PMs que atuava na escolta é um tenente-coronel que está lotado na Casa Militar do governo de São Paulo, que é o órgão que cuida da segurança do governador, mas está afastado desde dezembro para cumprir licença antes de passar para a reserva.
Os responsáveis pelo carregamento apresentaram uma documentação para justificar o volume. A PF, no entanto, suspeita que a origem do ouro é ilegal e o metal seja proveniente dos estados do Pará e Mato Grosso. Uma investigação será aberta para apurar o caso.
Um dos objetivos da apuração será entender o envolvimento dos PMs no transporte do ouro. Além do ouro, a PF apreendeu a aeronave e celulares de todas as seis pessoas abordadas no local.
Comentários foram feitos em reunião a portas fechadas, em julho de 2021; autoridades americanas pediram que presidente pare de minar confiança no sistema eleitoral do BrasilPresidente Jair Bolsonaro07/04/2022REUTERS/Adriano Machado
Os comentários do diretor da CIA, William Burns, que não haviam sido reportados na imprensa até então, foram feitos em uma íntima reunião a portas fechadas em julho de 2021, de acordo com duas pessoas familiarizadas com o assunto – que falaram sob a condição de anonimato.
Burns era, e permanece sendo, a autoridade de mais alto escalão dos EUA a ter se encontrado em Brasília com o governo de direita de Jair Bolsonaro desde a eleição do presidente americano Joe Biden.
Uma terceira pessoa, em Washington, familiarizada com o tema confirmou que uma delegação liderada por Burns disse aos principais assessores de Bolsonaro que o presidente deveria parar de minar a confiança no sistema eleitoral do Brasil.
A terceira fonte não tinha certeza se foi o próprio diretor da CIA quem expressou essa mensagem [ou alguém da delegação].
A CIA se recusou a comentar o tema. O governo Bolsonaro não respondeu a um pedido de comentário sobre o caso.
A CNN também entrou em contato com o Palácio do Planalto e a embaixada dos Estados Unidos no Brasil para comentar a reportagem, e aguarda retorno.
Burns chegou em Brasília seis meses depois da invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, que aconteceu após a derrota de Donald Trump nas eleições americanas.
Bolsonaro, um nacionalista de extrema-direita que idolatra Trump, ecoou às alegações infundadas do ex-presidente de que uma fraude teria acontecido nas eleições dos EUA em 2020.
Ele também lança dúvidas similares sobre o sistema de votação eletrônica do Brasil, chamando de passível de fraude, sem apresentar evidências.
Essa atitude levantou medo entre a oposição de que Bolsonaro, que está atrás do ex-presidente Lula (PT) nas pesquisas eleitorais, está semeando dúvidas para que possa seguir o exemplo de Trump, rejeitando uma possível derrota no dia 2 de outubro.
Em múltiplas ocasiões, Bolsonaro levantou a ideia de não aceitar o resultado, e tem repetidamente atacado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do país. Na semana passada, em seu último ataque, Bolsonaro, um ex-capitão do exército, sugeriu que os militares deveriam conduzir uma contagem de votos própria e paralela à do TSE.
Duas fontes alertaram para o potencial de crise institucional caso Bolsonaro perca por uma margem estreita, com o escrutínio focado no papel das Forças Armadas brasileiras, que governaram o país em um regime militar entre 1964 e 1985, que é celebrado por Bolsonaro.
Durante sua viagem não anunciada, Burns, um diplomata de carreira nomeado por Biden no ano passado, se reuniu no palácio presidencial com Bolsonaro e outros dois altos assessores da inteligência – o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e Alexandre Ramagem, que naquele momento comandava a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Ambos foram nomeados por Bolsonaro.
Burns também jantou na casa do embaixador dos EUA no Brasil com Heleno e o até então chefe de gabinete de Bolsonaro, Luiz Eduardo Ramos, ambos ex-generais. O exército brasileiro tem um histórico de relações estreitas com a CIA e outros serviços de inteligência americanos.
No jantar, de acordo com uma das fontes, Heleno e Ramos tentaram diminuir o significado das repetidas alegações de Bolsonaro de fraude eleitoral. Em resposta, disse a fonte, Burns disse a eles que o processo democrático era sagrado e que Bolsonaro não deveria estar falando dessa maneira.
“Burns estava deixando claro que as eleições não eram um assunto com o qual eles deveriam mexer”, disse a fonte, que não estava autorizada a falar publicamente. “Não foi uma palestra, foi uma conversa.”
Enviado de Biden
É incomum diretores da CIA entregarem mensagens políticas, as fontes disseram. Mas Biden deu o aval para Burns, um dos mais experimentados diplomatas dos EUA, para ser um porta-voz discreto da Casa Branca.
No último mês, por exemplo, Burns disse em um pronunciamento público que em novembro, quatro meses depois de ir a Brasília, Biden o despachou para Moscou “para transmitir diretamente ao [presidente russo Vladimir] Putin e diversos de seus assessores mais próximos as preocupações profundas sobre seus planos para guerra e as consequências para a Rússia” caso continuassem com os planos.
O teor de seus comentários em Brasília foram reforçados no mês seguinte a sua viagem, quando o Conselheiro de Segurança Nacional americano, Jake Sullivan, visitou Bolsonaro e levantou preocupações similares sobre minar a confiança nas eleições.
No entanto, a mensagem da delegação de Burns foi mais forte do que a de Sullivan, a fonte de Washington disse, sem elaborar.
“É importante que os brasileiros tenham confiança em seu sistema eleitoral”, disse um oficial do Departamento de Estado dos EUA em um comunicado após pedido da Reuters, acrescentando que os Estados Unidos têm confiança nas instituições do Brasil, incluindo livres, justas e transparentes eleições.
No último sábado (30), no entanto, em um novo sinal da inquietação do establishment das relações exteriores de Washington, o mais recente cônsul dos EUA no Rio de Janeiro escreveu em um jornal brasileiro que os Estados Unidos deveriam deixar claro a Bolsonaro que qualquer esforço para minar as eleições desencadearia sanções multilaterais.
Biden e Bolsonaro ainda não tiveram nenhuma conversa.
Durante a campanha eleitoral dos EUA em 2020, os dois se confrontaram sobre o histórico de Bolsonaro em relação ao meio ambiente, e o brasileiro foi um dos últimos líderes a reconhecer a vitória de Biden contra Trump.
Oficiais de Washington têm procurado melhorar os laços com Brasília nas últimas semanas, e os presidentes das duas maiores nações do hemisfério ocidental podem se encontrar pessoalmente em breve se Bolsonaro participar da Cúpula das Américas de junho, em Los Angeles.
Os pré-candidatos à Presidência da República em 2022
1 de 12Jair Bolsonaro, atual presidente da República, se filiou em 30 de novembro de 2021 ao Partido Liberal (PL) e deve concorrer à reeleição. Veja outros possíveis candidatos a presidente em 2022
Grande Belém retoma normalidade após greve dos rodoviários
Após mais de cinco horas de audiência no Tribunal Regional do Trabalho, categoria e patronal chegaram a um acordo e a greve foi encerrada. Passava de 0h quando decisão foi tomada e boa parte da população e dos rodoviários foram pegos de surpresa pela informação na manhã desta quinta-feira (5).
quinta-feira, 05/05/2022, 08:55 – Atualizado em 05/05/2022, 08:54 – Autor: DOL com informações de Alexandre Nascimento/Diário do Pará
Parte da população não sabia do fim da greve | Mauro Angelo/Diário do Pará .
Agreve dos rodoviários da Região Metropolitana de Belém (RMB) terminou no início desta madrugada, com a retomada da frota de ônibus a partir desta quinta-feira (5). Mas, muitos usuários foram pegos de surpresa pela informação e se atrasaram para seus compromissos.
Na manhã de hoje, depois das 7h, quem esperava por um coletivo nas paradas da BR-316, em Ananindeua, se deparou com atrasos e poucos ônibus. Um motorista, que não quis se identificar, relatou que alguns dos rodoviários também foram pegos de surpresa pela informação do encerramento da greve, o que atrasou a saída de parte da frota das garagens.
O anúncio do fim da greve ocorreu após a categoria aceitar, em assembleia, a proposta apresentada pela procuradora Gisele Góes, do Ministério Público do Trabalho (MPT), e o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), o desembargador Gabriel Velloso Filho, na audiência de conciliação entre a categoria e a patronal, na sede do TRT8, em Belém.
Foram mais de cinco horas de audiência, com diversas propostas para que os 12% de reajuste do salário-base, tíquete alimentação, clínica médica, centro de formação e a manutenção da função de cobrador urbano reivindicados pelos rodoviários fossem atendidos.
No entanto, esses ganhos serão de maneira parcelada com 5% imediato, outros 2% que serão inseridos até 1° de julho, em caso de isenção de impostos municipais e gerenciamento da taxa pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), com retroativo a maio, e os outros 5% referente a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do óleo diesel pelo Governo do Estado.
Apesar de ainda incerto, a categoria acredita que a desoneração dos tributos será aprovada para que os outros ganhos sejam logo incorporados. “Principalmente a desoneração dos tributos municipais, logo será aprovado pois já está pautada na Câmara Municipal e nos próximos dez dias deverá ser aprovada. E mesmo que não saia em dez dias, o tempo que for teremos esse ganho de maneira retroativa”, frisou Altair Brandão, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Belém.
Para que a desoneração seja conquistada, o MPT e o TRT8 vão provocar o poder público para se manifestar favoravelmente. “Fazemos o apelo à Prefeitura de Belém e ao Governo do Estado para que se mostrem sensíveis a essa causa. Vamos protocolar juntos a eles reuniões para que possamos construir isso, que será benéfico para as empresas, trabalhadores e usuários de transporte”, disse o desembargador Gabriel Velloso.
COBRADOR
Mas, as conquistas da categoria também foram alcançadas pela manutenção da função do cobrador urbano, que corria risco de ser extinta, e até pela compensação dos dois dias referentes a greve.
“Conseguimos manter os cobradores urbanos, para não ter demissões. Em relação aos dois dias de greve, um dia será compensado pelas empresas e o outro o trabalhador poderá compensar num feriado”, completou Altair Brandão.
Para a patronal, a proposta também foi vista com aprovação. “Tínhamos o interesse em agradar os trabalhadores, apesar da conjuntura econômica. Esperamos que os tributos sejam desonerados, que subsídios públicos sejam aplicados, pois assim o compromisso será mantido e que os passageiros não sofram novos aumentos da tarifa dos ônibus”, concluiu Paulo Gomes, presidente do Setransbel.
Cleo detonou Wanessa Camargo: “chata e reclamona” | Reprodução .
Cléo Loyola, ex-mulher do cantor Luciano, da dupla com Zezé Di Camargo, resolveu se meter onde não foi chamada e opinar sobre o divórcio da cantora Wanessa Camargo e do empresário Marcus Buaiz.
Loyola não poupou críticas à Wanessa. “Até que enfim! Esse casamento já tinha acabado há muito tempo, né, Wanessa? Você perdeu um grande homem porque o Marcus te aturou muito. Você é chata. Pensa em uma pessoa chata, reclamona, enjoada e orgulhosa”, detonou.
“Agora, toma vergonha na cara e vai procurar a sua mãe. A cura está na sua mãe, na Zilu, que mora nos Estados Unidos e não vem ver a mãe dela, você que também não vai vê-la [nos Estados Unidos]. Cada dia essa família se enrola mais por falta de vergonha na cara. O amor está longe de vocês. Vocês têm mais ódio em vocês”, continuou.
“Eu fico triste pelo Marcus, que é uma boa pessoa e todo mundo aqui de Goiás ama ele. Já você, né, meu amor? Vamos ver o que você vai aprontar nos próximos dias. Com certeza vai ser babado forte”.
Metropolitano é referência na captação de múltiplos órgãos
O procedimento é autorizado por lei e realizado em unidades de grande porte do Brasil. O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência fica em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém.
Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua. | Divulgação/HMUE .
A doação de órgãos e tecidos, quando autorizada pela família de um paciente que recebe diagnóstico de morte encefálica, pode salvar a vida de outras pessoas. No Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, o procedimento de captação já é uma realidade.
Com estrutura adequada, além de uma Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), implementada em 2014 e formada por equipe multiprofissional, a unidade, que pertence ao Governo do Estado e é gerenciada pela Pró-Saúde, já realizou, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), 100 mobilizações para cirurgias de captação, que resultaram na captação e doação de mais de 500 órgãos, entre eles, córneas, rins e fígado.
“O Metropolitano, pelo porte e infraestrutura, é capaz colaborar com a captação de órgãos, permitindo que, cada vez mais, pessoas que estão na fila e precisam de transplante se recuperem”, explica o coordenador da Comissão de Captação do HMUE, Iury Burlamaqui.
Do processo de identificação de potenciais doadores até a captação, há um longo percurso. Para que a cirurgia de captação ocorra, é imprescindível a comprovação de morte encefálica, além da sensibilização da família. Essa abordagem é feita por equipe multiprofissional treinada para isso. Na ocasião, o processo é comunicado e cabe aos familiares autorizar ou não.
“Sem dúvidas, pela perspectiva de salvar vidas, a ação não deixa de ser um alento para os familiares do doador, que recebem apoio e atenção necessária. Mesmo em um momento triste, saber que há a possibilidade de dar a vida a outras pessoas, tornar esse caminho um pouco mais ameno”, comenta a médica e diretora técnica do Hospital Metropolitano, Renata Coutinho.
Com a confirmação de morte encefálica e autorização dos familiares, a Central Estadual de Transplantes (CET – Pará) é notificada pelo hospital e fornece o apoio necessário, com materiais e equipe de profissionais qualificada para fazer a captação.
Esse longo protocolo de segurança, que vai da identificação do potencial doador à captação é rigorosamente seguido. “Esse processo é acompanhado de forma organizada e metódica, seguindo instruções conforme todas as orientações legais”, comenta a médica.
Feita a cirurgia de captação no HMUE, os órgãos doados vão para pacientes que aguardam em uma fila única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
“O que sabemos é que, certamente, será motivo de grande felicidade para quem precisa, para a equipe envolvida no processo e, também, alento para os familiares do doador que, mesmo em um momento de extrema dor, optaram por dizer sim à doação”, completa Renata.
Falta de informação
Entre os principais fatores que dificultam a captação de órgãos está a negativa dos familiares. “O preconceito por conta da falta de conhecimento é um fator determinante que impacta diretamente no número de captações e transplantes para quem precisa”, diz coordenador responsável pela Comissão Intra-Hospitalar do Hospital Metropolitano.
Esse fator é confirmado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (Abto). Segundo a entidade, em 2021, 43% das famílias recusaram a doação de órgãos de seus parentes após morte encefálica comprovada.
Em contexto nacional, dados do Ministério da Saúde mostram que, ainda no ano passado, 6.476 familiares foram entrevistados para autorização, deste total 2.716 disseram não à captação.
“Somente com grande sensibilização para a causa conseguiremos reverter este quadro. Obviamente, optar por aceitar não é um processo fácil, mas ter em mente que há alguém precisando do órgão e que o transplante só pode ocorrer se houver doação, é um bom argumento para que a família do doador mude a percepção sobre o tema” finaliza o profissional.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.