● A OBRA AVANÇA e a famosa Vila Arigó se transforma em mais um espaço de lazer e diversão na orla fluvial de Santarém.montar loja virtual

29 de junho de 2020 at 16:12

VILA ARIGÓ – NOVO PONTO TURÍSTICO DA PÉROLA DO TAPAJÓS – Os recursos da emenda parlamentar destinada pelo deputado federal José Priante MDB, para a urbanização da orla da Vila Arigó, em parceria com o governo Nélio Aguiar, é hoje uma realidade para o povo santareno – A obra está em fase de acabamento e o local passa a ser um novo ponto turístico as margens do rio Tapajós dos poetas e cantadores tapajônicos – Por muitos anos foi sonhado a transformação daquele local em uma área de laser e de fomento turístico, com atrativos e investimentos para a geração de emprego e renda para a população – A obra avança e a famosa Vila Arigó se transforma em mais um espaço de lazer e diversão na orla fluvial de Santarém.

como fazer uma loja virtual

EXPLORAÇÃO SEXUAL

29 de junho de 2020 at 15:44

Polícia fecha casa de massagem que funcionava como ponto de prostituição em Belém

DOL

Reprodução Google Street View

Uma operação da Polícia Civil do Pará fechou, na tarde desta segunda-feira (29), uma clínica de estética que funcionava como casa de prostituição localizada na travessa Mauriti, entre a avenida Visconde de Inhaúma e a avenida Marquês de Herval, no bairro da Pedreira, Belém. Uma pessoa foi detida. 

De acordo com informações da Polícia Civil, os policiais chegaram ao local após denúncia anônima. No local, que aparentava ser um centro de estética, funcionava uma casa de prostituição. As mulheres que trabalhavam na residência dividiam parte do dinheiro que recebiam com o dono do estabelecimento, o que configura crime de exploração sexual. 

Quatro mulheres que se prostituíam no local foram encaminhadas para prestar depoimento às autoridades. O dono da casa de exploração sexual foi detido. 

Governo adia posse do novo ministro da Educação, Carlos Decotelli

29 de junho de 2020 at 15:12
TOPO

Por Valdo Cruz

Comentarista de política e economia da GloboNews. Cobre os bastidores das duas áreas há 30 anos

A posse do novo ministro da Educação, Carlos Decotelli, inicialmente marcada para esta terça-feira (30), foi adiada pelo governo. Não foi marcada uma nova data.

O blog conversou com ministros, que confirmaram a informação, publicada inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”.

De acordo com esses ministros, o governo decidiu fazer uma “checagem completa” do currículo de Decotelli.

Na semana passada, o reitor da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, Franco Bartolacci desmentiu o currículo de Decotelli. No documento, disponível na plataforma Lattes, constava que o novo ministro tinha diploma de doutor pela instituição. O reitor negou.

À TV Globo, Bartolacci disse que o novo ministro até iniciou o doutorado na universidade argentina, mas não concluiu o curso.

Depois da declaração do reitor, Decotelli alterou o currículo. Originalmente constava a informação de doutorado na Universidade Nacional de Rosário concluído em 2009, com a tese “Gestão de Riscos na Modelagem dos Preços da Soja”, sob orientação de Antonio de Araujo Freitas Jr.

Na sexta (26), o título da tese e o nome do orientador foram excluídos. O campo “Título” foi preenchido com “Créditos concluídos”. E, no campo “Orientador”, passou a ser listado: “Sem defesa de tese”.

Alteração de currículo

A Universidade de Wuppertal informou em nota nesta segunda-feira (29) que Decotelli da Silva não obteve o título de pós-doutorado na instituição, como também constava no currículo.

Também nesta segunda ele alterou o currículo na plataforma Lattes para excluir a citação ao pós-doutorado.

Sem data

Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência disse que não havia confirmado a data da posse para a imprensa e que a cerimônia continua sem dia marcado.

“Em nenhum momento a Secom confirmou o evento à imprensa e, até agora, não há previsão para essa cerimônia”, afirmou a nota.

DA PERIFERIA PARA O MUNDO

29 de junho de 2020 at 14:51

Professora paraense é nomeada embaixadora da Tech the Future

Diario Online

Lilia já recebeu o prêmio nacional “Professores do Brasil”, pelo seu trabalho na escola Brigadeiro Fontenelle, na Terra Firme.

 Lilia já recebeu o prêmio nacional “Professores do Brasil”, pelo seu trabalho na escola Brigadeiro Fontenelle, na Terra Firme. | Wagner Santana/Diário do Pará
ília Melo é paraense, professora do bairro da Terra Firme, periferia de Belém e agora embaixadora da Tech the Future (TTF), uma vertente dos Estados Unidos que atua em diversas áreas no Brasil. 

A ideia é debater sobre o futurismo na educação, mas, principalmente, incluir a comunidade periférica. 

Professora paraense é indicada a prêmio mundial

“O contexto da pandemia intensificou o processo do envolvimento da cultura digital em comunidades periféricas. Então, quando a gente pensa em futurismo, a gente tem que pensar para além do consumo dos aparatos tecnológicos e também da conexão, dos contextos e condições de conexão. É importante inclusive, se pautar dentro desse espaço, o aceso e essa dificuldade dentro dessas comunidades que faz com que haja uma solução criativa para o envolvimento dentro da temática “, destaca a professora.

Segundo Lília, o primeiro passo é entender como os jovens da periferia de escolas públicas estão se relacionando, entendendo e se percebendo dentro do processo, para trazer o debate para um futuro desejável. 

“Quando a gente fala de aulas remotas, quando a gente fala sobre a questão dos sistemas, plataformas e o uso das metodologias ativas dentro dessas plataformas, a gente precisa entender primeiramente como é que jovens da periferia de escolas públicas estão”, explica.

Uma outra importância do tema para dentro da educação, segundo a professora, é considerar a questão do afro-futurismo.

“Quando a gente para pra pensar sobre a nossa identidade sociocultural e sobre o sentido da nossa ancestralidade, a gente percebe que nossa tecnologia é social e ela vai para além desses usos. Então, quando a gente pensa na comunidade periférica, a gente entende que pela ausência de políticas públicas já há uma articulação coletiva para a solução dessas carências”, ressalta. 

Lília destaca que, antes mesmo de pensar nos equipamentos, é preciso compreender o uso deles. Segundo a professora, pensar nisso é ampliar o mercado de trabalho, no sentido que algumas profissões daqui há alguns anos não existirão mais.

“No entanto, a necessidade de se manipular dentro desse universo tecnológico de cultura digital abre espaço para outras profissões. O menino que faz uma rima, uma menina que dança dentro da quebrada pode transformar isso num produto audiovisual, que pode ser um instrumento de autossustentabilidade para sua arte. Então, é importante a gente inserir esse debate dentro das comunidades, dentro das escolas públicas e fazer com que meninos e meninas possam perceber o uso desses aparatos, mas de forma consciente para que sirva as suas demandas, as suas carências e que possa também perceber as soluções práticas da sua própria comunidade”, explica. 

Professora da Terra Firme que fez campanha para alunos é vencedora de prêmio nacional

A professora enfatiza ainda, que esse reconhecimento está diretamente ligado com a identidade sociocultural, com a importância de ancestralidade e com a questão de que o futuro, ele vai para além desse consumo tecnológico.

“O futuro está para o entendimento da relação harmônica que há entre esse consumo e a evolução da humanidade. Eu acho, inclusive, que o contexto de pandemia propõe essa reflexão do valor à vida. Então, não adianta ter somente acesso, não adianta estar conectado, mas é preciso saber o que se vai fazer quando se está conectado, quais são as comunidades que ficam dentro e as comunidades que ficam fora. Ser hoje intitulada uma embaixadora do Tech the Future é um desafio para que a gente possa atentar a sensibilidade para o debate do afro-futurismo dentro dessa questão do futurismo no Brasil”, finaliza.

OUTRO PRÊMIO

Servidora efetiva da rede estadual de ensino, onde leciona na escola Brigadeiro Fontenelle, na Terra Firme, Lilia Melo venceu o prêmio nacional “Professores do Brasil”, do Ministério da Educação (MEC), que leva o mesmo critério de reconhecer o trabalho de professores de escolas públicas que dirigem projetos sociais em sala de aula. 

Lava Jato: após crise, subprocuradora retira candidatura do Conselho Superior da PGR

29 de junho de 2020 at 09:22

Por Marina Oliveira

congresso em foco

Lindora Araujo [Gil Ferreira/Agência CNJ]

Após protagonizar uma crise com membros da Lava Jato a subprocuradora-geral da República Lindora Araujo anunciou a retira da sua candidatura ao Conselho Superior da PGR. O órgão tem poder máximo de deliberação sobre a gestão do Ministério Público Federal. A informação foi confirmada pela PGR.

A eleição acontece na próxima terça-feira (30) e deve escolher dois nomes para o conselho.Na última semana os votos estavam abertos a toda a categoria de procuradores e foram eleitos dois adversários do procurador-geral da República Augusto Aras. Agora votam o colégio de subprocuradores-gerais da República, último grau da carreira.

Lindora é coordenadora do grupo da Lava-Jato da PGR e uma das auxiliares de Aras, que apoiava sua candidatura para ampliar sua base de apoio no Conselho Superior.

Apesar de confirmar ao Congresso em Foco a retirada da candidatura, a PGR não deu detalhes sobre a razão pela qual Lindora desistiu do pleito.

O jornal O Globo, no entanto, teve acesso a mensagens internas da procuradoria onde Lindora afirma que “em razão de inúmeras atividades que venho exercendo, resolvi retirar minha candidatura ao CSMPF pelo colégio de subprocuradores. [… ] Aproveito ainda para agradecer todo o carinho recebido, que tem um significado muito especial.”

Apesar de não citar o entrevero com a equipe da Lava Jato, o tema fez a PGR elevar o tom no tratamento dispensado aos membros da equipe da operação. Na manhã deste domingo (28), a procuradoria soltou uma nota afirmando que mesmo com êxitos obtidos e reconhecidos pela sociedade, a operação “não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal (MPF), mas sim uma frente de investigação que deve obedecer a todos os princípios e normas internos da instituição”.

Na sexta-feira (26), a visita de Lindora ao Ministério Público em Curitiba gerou revolta dos lavajatistas. Eles alegam que a diligência no QG da operação no Paraná tinha o objetivo de acessar arquivos da equipe e a atitude foi vista como um risco para as investigações. Os membros da Lava Jato acionaram a Corregedoria do Ministério Público Federal.

DIGITAL

29 de junho de 2020 at 08:03

WhatsApp: previna-se de golpes e saiba o que fazer em caso de ser clonado

Há variados tipos de golpes, sendo a clonagem um dos mais comuns. Veja o que fazer em caso de ter sido vítima deste tipo de crime e como os criminosos costumam atacar

Michelle Daniel DOL

A popularidade do aplicativo atraiu criminosos que criam golpes para obter vantagem do usuário

 A popularidade do aplicativo atraiu criminosos que criam golpes para obter vantagem do usuário | Octavio Cardoso

Já imaginou se a sua principal ferramenta de troca de mensagem instantânea, o WhatsApp, fosse clonada? Essa possibilidade está cada vez mais frequente no Brasil. A PSafe, uma startup que desenvolve aplicativos para celulares e possui laboratório especializado em segurança digital, estima que mais de 8,5 milhões de pessoas no país tiveram o aplicativo clonado.

Diretor do laboratório, Emilio Simoni diz que a clonagem do WhatsApp funciona da seguinte forma: “o cibercriminoso cadastra de forma indevida o número do telefone do usuário em outro aparelho e, depois desse processo, uma mensagem de texto (SMS) contendo um código de liberação de acesso é enviada ao celular da vítima. Em seguida, ela é induzida a fornecer o tal código ao hacker e, a partir daí, a conta de WhatsApp é bloqueada”.
A popularidade do aplicativo também atraiu criminosos que criam golpes para obter vantagem do usuário, seja em informações privilegiadas ou mesmo dinheiro. O mais comum é a clonagem. Segundo o levantamento, entre os principais prejuízos estão o vazamento de conversas privadas (26,7%), envio de links com golpes para outros contatos (26,6%), solicitações de dinheiro aos amigos (18,2%), perda da conta do WhatsApp (18%) e chantagem (10,5%).
Para evitar esse tipo de situação, o WhatsApp já impede que a mesma conta seja acessada em dois aparelhos ao mesmo tempo. Mas, no momento em que se perde o acesso à conta, é um alerta para a possibilidade de ela ter sido clonada. Por outro lado, existe a chance de alguém ter se infiltrado nas conversas alheias lendo as mensagens.

Emilio Simoni afirma que o momento de isolamento social tem sido usado pelos golpistas para distribuir links maliciosos. “Eles sabem que os pais e as crianças estão em casa e criam uma mecânica fácil para conseguir mais dados pessoais no golpe. O modelo da ameaça utilizado é o ‘cadastre e ganhe’, visto em outros golpes recentemente”, explica. “Os dados pessoais fornecidos na página falsa podem ser vendidos, ou até mesmo usados para assinar serviços pagos que trarão prejuízo financeiro à vítima. Fora isso, caso a pessoa dê permissão à falsa página para o recebimento de notificações, o cibercriminoso conseguiria ainda enviar outras promoções falsas como essa diretamente a ela”, detalha.
CLONAGEM
Vale ressaltar a importância de checar, frequentemente, as conversas recentes para tentar identificar qualquer mensagem enviada, supostamente pelo dono da conta, pois os especialistas nesses ataques também costumam analisar a forma de comunicação entre o usuário e os contatos a fim de copiar e reproduzir até mesmo o vocabulário para dar mais credibilidade nos conteúdos falsos.
SERVIÇO
O que fazer em caso de ser vítima de clonagem de WhatsApp
Avise seus contatos
É mportante avisar as pessoas que se comunicam com você pelo WhatsApp que você não está sob controle das mensagens enviadas no momento. Assim, você poupa seus contatos de também sofrerem prejuízos, como transferir dinheiro por engano para os atacantes.

Tente recuperar a conta
Simoni recomenda que você tente reinstalar o app o mais rápido possível. Para isso, desinstale o aplicativo do WhatsApp, baixe novamente e tente entrar na sua conta com o novo código de ativação. Mas lembre-se que esse número não deve ser compartilhado com terceiros. Ao inserir este código, a pessoa que estiver utilizando a sua conta em outro aparelho será desconectada e você poderá retomar o acesso.
Registre um boletim de ocorrência
Assim como todo crime, os cibercrimes trazem prejuízos irreversíveis. Por isso, é necessário que as pessoas se conscientizem sobre a importância de não deixar que cibercriminosos saiam impunes. Quando souber que teve o WhatsApp clonado, é essencial que você procure uma delegacia e registre um B.O, fornecendo todas as informações que você tenha em mãos. Todos os atos criminosos deixam vestígios e, ao formalizar a denúncia, você dará início a investigação.

Principais prejuízos para as vítimas de clonagem de WhatsApp
Ao ter livre acesso ao seu WhatsApp, o hacker pode se passar por você para aplicar golpes em seus amigos e familiares. É bastante comum que o cibercriminoso faça solicitações de empréstimos, envie links com outros golpes para os seus contatos registrados no mensageiro e, também, use o conteúdo privado das suas mensagens para, posteriormente, fazer chantagens em troca de dinheiro.
Como se proteger da clonagem de WhatsApp

EM ISOLAMENTO

29 de junho de 2020 at 07:21

Jogador do Paysandu é diagnosticado com covid-19

Diario Online

Atleta bicolor já está em isolamento social após exames.

 Atleta bicolor já está em isolamento social após exames. | Jorge Luiz / Paysandu SC

Paysandu anunciou neste domingo (28), que um atleta do clube foi infectado pelo novo coronavírus. O jogador já está em isolamento domiciliar e está cumprindo os protocolos exigidos pelo clube.

O anúncio veio após a conclusão de 70 exames de covid-19 que foi realizado entre os dias 24 e 25 junho, onde dos resultados feitos, apenas um apresentou IGM positivo ou reagente, o que quer dizer que o paciente está infectado pelo vírus.

Um atleta fará exames em no 15º dia de confinamento, enquanto que será monitorado pela diretoria.

Quanto aos resultados dos outros jogadores, o Paysandu apresentou resultados negativos, o que libera atletas, comissão técnica e funcionários para treinos presenciais, mas respeitando a distância entre os atletas.

Os treinos terão continuidade nesta segunda-feira (29), após treinos físicos iniciados no fim de semana.

Próxima pandemia pode começar no Brasil se relação com animais não mudar

28 de junho de 2020 at 21:42

A cadeia de contágio do coronavírus se iniciou a partir de um hospedeiro silvestre. Evitar interações assim é essencial para a prevenção

homem com mascaras e luvas

JULIANA CONTAIFERjuliana.contaifer@metropoles.com

Responsável pela morte de mais de 500 mil pessoas ao redor do mundo, o novo coronavírus é reconhecido como uma zoonose: um vírus que se originou em um animal e evoluiu até ser capaz de infectar humanos. O vírus, que vive normalmente em morcegos, provavelmente demorou décadas para contaminar outra espécie (que ainda não se sabe qual foi, apesar de o pangolim ter sido um dos primeiros cogitados), e este outro animal então infectar o ser humano.

O momento no qual a primeira pessoa teve contato com o hospedeiro e contraiu o vírus que deu início à pandemia não está claro, mas, por enquanto, a principal hipótese é de que o encontro tenha acontecido em um wet market, um mercado de animais silvestres, na China.

Sem regras sanitárias rígidas, a cultura chinesa tem uma relação normal com esse tipo de situação: as pessoas não apenas consomem carnes exóticas para alimentação mas também partes dos animais são usadas como ingredientes na medicina tradicional. No centro de Wuhan, o mercado apresentava seres vivos e mortos, todos próximos, em barracas.

Pode parecer uma realidade muito distante, mas o Brasil, como um dos países com maior biodiversidade do planeta, corre grandes riscos de ser o local de surgimento da próxima zoonose capaz de provocar uma pandemia. Por aqui, as leis que protegem os animais silvestres vão sendo cada vez mais amenizadas, apesar dos perigos reais que a Covid-19 agora mostra.

“No Brasil, temos algumas formas de explorar a vida silvestre. Há a possibilidade de usar para o mercado pet (passarinho, papagaio, alguns répteis), de consumo (principalmente javalis, jacaré, paca e cotias) e manufatura (couro). Hoje, 556 espécies são exploradas comercialmente no país”, explica Maurício Forlani, gerente de vida silvestre da ONG Proteção Animal Mundial. Ele conta que, desde 2011, o Ibama vem passando a responsabilidade de gestão da fauna para os estados, e cada unidade federativa vai criando a própria “lista pet”, um rol de animais que podem ser comercializados e domesticados. Porém cada estado sofre uma pressão diferente, e alguns acabam liberando espécies selvagens para o convívio próximo com os humanos.

Há também a possibilidade de caça esportiva de espécies exóticas: no Brasil, a modalidade só é permitida para manejo do javali, mas é aceita como caça de subsistência de comunidades menores. “Em linhas gerais, se caça, legal ou ilegalmente. O cenário brasileiro é, justamente, o contrário do que a pandemia nos ensina. É possível achar na internet dicas, técnicas e resultados da captura de animais silvestres proibidos. O homem está se aproximando do animal e, com isso, aumentando o risco de doenças”, explica Maurício.

Ele lembra ainda que, apesar de o brasileiro achar os costumes chineses “bizarros”, por aqui, há comportamentos bem parecidos. A tradição de se colocar cobra em cachaça é um exemplo da relação próxima com animais silvestres. Por aqui, não se come rato, mas um dos animais mais caçados é a paca, que também é um roedor.

Os cientistas não sabem como o Brasil ainda não passou por uma grande zoonose. Como boa parte das ações era ilegal há pouco tempo, isso coíbe o consumo e o contato em grande escala. Mas o cenário está se flexibilizando.

“Quando se faz um paralelo com a China, nada do que aconteceu em Wuhan é ilegal. Aqui, em dados de 2010 a 2015, apenas 1% da verba do Ibama era usada para fiscalização desse tipo de comércio. Temos uma biodiversidade muito desconhecida e não sabemos quase nada sobre os patógenos (vírus) que circulam nos animais exóticos. Seguimos invadindo áreas naturais, tornando a convivência com os animais mais próxima. Na minha opinião, estamos criando um coquetel molotov”, alerta Forlani. “O Brasil é um prato cheio para novas pandemias. É triste. Existe uma negligência histórica e o que estamos vendo é uma tendência de exploração ainda maior.”

Animais domesticados

Não são só os animais silvestres que podem transmitir doenças com potencial de se alastrar pelo mundo inteiro. Bons exemplos são os porcos, que desenvolveram a gripe suína, e o frango, na gripe aviária. Animais confinados, com más condições de vida e mal alimentados, possuem mais chances de desenvolver doenças.

De acordo com a virologista e pesquisadora da Embrapa Janice Zanella, entretanto, por ser um dos maiores exportadores de carne bovina, suína e de frango, o Brasil evoluiu bastante no manejo dos animais para evitar doenças. “O produtor entendeu que se o animal não tem bem-estar, não tem lucro. Ele vai ficar doente, vai morrer, existe um cuidado com isso”, explica. Com rebanhos menos lotados e com espaço para pastagem, é mais fácil garantir atendimento veterinário e fazer o possível para que o animal não fique doente e passe o patógeno para humanos.

Mesmo com uma produção segura vinda de animais domesticados, a pesquisadora também se preocupa com a questão dos exóticos e também se pergunta por que o Brasil ainda não foi berço de uma pandemia. “Precisamos repensar nossa atuação como país”, alerta.

Soluções para mudar

Segundo um time de 20 especialistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, a relação de humanos com animais precisa realmente ser revista para evitar que novas pandemias, como a da Covid-19, causem tantos óbitos no futuro. Foram elencadas 161 opções de mudanças e sete caminhos pelos quais uma nova zoonose pode surgir.

“Não podemos prevenir completamente futuras pandemias, mas há uma série de opções para diminuir substancialmente o risco”, diz Silviu Petrovan, um dos responsáveis pelo levantamento. “Não podemos assumir que a próxima pandemia vai aparecer do mesmo jeito que a Covid-19, precisamos agir em larga escala para reduzir as chances de que aconteça novamente”, afirma o professor William Sutherland, que também participou da elaboração do documento.

Entre as sugestões apontadas, estão o fim de atividades de caça e troca de animais silvestres, wet markets, como o de Wuhan, e o consumo desse tipo de carne – os pesquisadores admitem que é um caminho difícil e que deve ser pensado com cuidado, para coibir o tráfico ilegal e não dificultar a vida de pequenas comunidades que precisam desse tipo de alimento para sobreviver.

Melhorar a biossegurança de fazendas também é um ponto-chave, para evitar a possibilidade de transmissão de vírus de animais domesticados para humanos.

Os especialistas sugerem que sejam criadas leis para prevenir que diversas espécies de animais silvestres e domesticados sejam transportados juntos (o que pode causar o salto de vírus entre eles), melhorar os protocolos de segurança para cavernas onde há muitos morcegos, limitar a quantidade de animais em fazendas para ter certeza de que critérios de cuidado veterinário serão atendidos.

Outra opção é uma que já vem sendo discutida há anos por ativistas: parar de consumir derivados de animais. Com menos demanda, a proposta é que as fazendas fiquem mais vazias, melhorando a qualidade de vida e a atenção aos bichos.

“Animais silvestres não são o problema, eles não causam emergências sanitárias. As pessoas o fazem. Na raiz do problema, está o comportamento humano e mudá-lo é a solução”, opina Andrew Cunningham, coautor do estudo.

A pesquisadora Janice vai além, e lembra que os animais não são as únicas partes do quebra-cabeça que resulta em uma pandemia de grandes proporções, como a da Covid-19. “Precisamos pensar além do hospedeiro. Para ter doença, precisa do ambiente, do patógeno. Temos cada vez mais humanos no mundo, vivendo em grandes cidades, convivendo mais, dividindo o transporte público e o banco do estádio de futebol. Moramos cada vez mais perto das florestas. A população também está mais idosa e hoje é possível atravessar o Oceano Atlântico em 12h, levando qualquer vírus para outro país”, lembra.

Ela cita a capacidade de os vírus se modificarem e evoluírem. As bactérias também vão se tornando cada vez mais resistentes. “Das 29 proteínas do genoma do coronavírus, por exemplo, metade é para se reproduzir e metade serve para driblar o sistema imune. A principal razão dele existir é se replicar no hospedeiro”, alerta.

“Ninguém sabe os fatores corretos que resultam no surgimento de doenças, mas precisamos pensar nos componentes, os principais atores desta história. Já passamos por várias pandemias e cada uma nos trouxe uma lição. A da Covid-19 é mostrar que somos um só, uma saúde une o mundo inteiro”, conclui.

Trabalhador de equipe médica pelas ruas de Wuhan, na ChinaFeature China/Barcroft Media via Getty Images

Rosto de mulher com marcas de óculos de proteção e de máscaras

Profissionais de saúde mostram as marcas provocadas pelos equipamentos de segurançaReprodução

Voos de teste para certificação do Boeing 737 MAX começam na segunda-feira

28 de junho de 2020 at 18:26

Eric M. Johnson e David Shepardson, da Reuters

Prédio da Boeing

Logotipo da Boeing na frente de prédio da companhia em Washington. 21/1/2020.

Foto: REUTERS/Lindsey Wasson

Pilotos e tripulantes da Administração Federal de Aviação dos EUA e da Boeing estão programados para iniciar uma campanha de teste de certificação com duração de três dias para o 737 MAX começando na segunda-feira, disseram à reportagem pessoas familiarizadas com o assunto.

O teste é um momento crucial na pior crise corporativa da Boeing, já agravada pela pandemia de Covid-19, que reduziu as viagens aéreas e a demanda.

A decisão de manter no chão as aeronaves 737 MAX em março de 2019, depois que acidentes mataram 346 pessoas na Etiópia e na Indonésia, provocou ações judiciais, investigações do Congresso e do Departamento de Justiça e cortou uma fonte importante de renda da Boeing.

Depois de um briefing pré-vôo por várias horas, a tripulação embarcará em um 737 MAX 7 com equipamento de teste no Boeing Field, perto de Seattle, disse uma das pessoas.

A equipe executará metodicamente alguns cenários roteirizados no ar, como curvas acentuadas e também manobras mais extremas em uma rota principalmente sobre o Estado de Washington.

O plano ao longo de pelo menos três dias pode incluir aterrissagens no aeroporto da região leste de Washington, em Moses Lake, e uma rota ao longo da costa do Oceano Pacífico, ajustando o plano de vôo e o tempo necessário para o clima e outros fatores, disse uma das fontes.

Os pilotos também acionarão intencionalmente o agora reprogramado sistema de características de manobra, conhecido como MCAS, que falhou nos dois acidentes aéreos.

A Boeing e a  Administração Federal de Aviação dos EUA se recusaram a comentar.

ESPERANÇA

28 de junho de 2020 at 16:54

Vacina contra Covid-19 tem resultados ótimos, anuncia farmacêutica

Com informações do portal Tribuna de Jundiaí

Medicamento já está em fase de testes em humanos

 Medicamento já está em fase de testes em humanos | Reprodução

Uma das vacinas em testagem no mundo, a produzida pelo Grupo Nacional Biotec da China (CNBG), tem apresentado resultados promissores, de acordo com declarações de representantes do grupo, feitas neste domingo (28). 

Segundo o CNBG, o medicamento experimental, que está sendo produzido em Pequim, induziu a criação de anticorpos “de alto nível” em todos os 1,1 mil participantes do ensaio clínico das fases 1 e 2.

De acordo com a agência de notícias ‘Reuters’, a farmacêutica fez os anúncios promissores na rede social WeChat e citou a produção de um estudo que ainda não foi divulgado.

Os pesquisadores chineses trabalham com pelo menos oito candidatos a vacinas, já na fase de testes em humanos, tanto no país asiático como no exterior.

Na semana passada, o Instituto Butantan e o Governo de São Paulo anunciaram uma nova parceria chinesa em busca de um imunizante eficaz.

No mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 141 vacinas estão sendo desenvolvidas e 16 delas estão na fase final, ou seja, sendo testadas em humanos.