A PEC (proposta de emenda à Constituição) que adia as eleições de 2020 sofreu forte resistência entre deputados, no início. Na hora da votação, porém, só PSC e PL ficaram contra. A proposta foi aprovada nesta 4ª feira (1º.jul.2020) na Câmara e vai a promulgação. O Senado já analisou.
Os 2 partidos foram os únicos que orientaram os deputados a votar “não”, sendo que o PSC orientou “sim” na 2ª votação –PECs são analisadas em 2 turnos. Também foram as únicas legendas que, nas duas rodadas, deram menos da metade de seus votos ao adiamento.
A pandemia é o motivo da mudança no calendário eleitoral. Existe o temor de que os eventos associados ao processo de votação causem aglomerações e facilitem a disseminação do coronavírus.
O clima desfavorável à proposta na Câmara mudou no fim de semana. Os deputados estavam sob pressão dos prefeitos que tentarão reeleição. Como são mais conhecidos dos eleitores, levam vantagem se os adversários tiverem menos tempo para divulgar suas candidaturas.
Também preocupava os atuais mandatários a possibilidade de ficar sem caixa por causa dos efeitos do coronavírus na economia e precisarem atrasar salários perto da data da votação. Isso derrubaria a popularidade e dificultaria os planos de reeleição.
O presidente da Casa, Rodrigo Maia, passou o sábado e o domingo articulando a votação. Mais verbas para municípios e a volta da propaganda partidária na TV fizeram parte das conversas.
Pesou sobre os deputados, ainda, o fato de Senado e TSE (Tribunal Superior Eleitoral) terem se manifestado favoravelmente ao adiamento. Caso a eleição não fosse adiada e ajudasse a disseminar o coronavírus, a Câmara arcaria com o ônus político quase sozinha.
O Poder360 preparou tabelas interativas mostrando como os partidos votaram em cada turno, e também as listas com os votos de cada deputado. A lista de votos individuais pode ser acessada nos seguintes links: 1º turno, 2º turno.
As informações referentes aos partidos podem ser analisadas a seguir:
NOVAS DATAS
Além das datas das votações propriamente ditas, também foram adiados outros prazos das eleições. O Poder360 mostra os principais eventos neste infográfico:
Alberto Beltrame pediu afastamento do cargo de Secretário de Estado de Saúde do Pará e renunciou à presidência do Conselho Nacional dos Secretários da Saúde (Conass). Ele afirmou que tomou a decisão “para poder cuidar de minha saúde e me dedicar à defesa do meu maior patrimônio: a minha honra e dignidade”.
Beltrame disse ainda que apelou “diversas vezes ao Ministério da Saúde para que assumisse sua função de centralizar, comprar e distribuir equipamentos, insumos e medicamentos para salvar vidas durante a pandemia. Recebemos promessas de que leitos de UTI, equipamentos de proteção individual e medicamentos seriam comprados pelo Ministério e entregues aos estados e municípios. Estes compromissos não foram cumpridos e ficamos sós”.
O agora ex-secretário foi alvo de busca e apreensão por suspeita de fraudes na aquisição de respiradores no Pará. Na semana passada, o Tribunal de Justiça do estado determinou as quebras de seu sigilo bancário e fiscal. “Nada fiz de errado. Não cometi nenhum desvio de conduta, neste momento ou em toda a minha vida pregressa”, afirmou.
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) convidou o delegado da Polícia Federal Rômulo Rodovalho para ser o novo secretário da Secretaria. O corpo técnico da Sespa continua sob a direção de Sipriano Ferraz, diretor da Policlínica Metropolitana e Itinerante. Para o Conass, o nome ventilado até o momento é o de Carlos Lula, secretário de Saúde do Maranhão.
Confira a nota na íntegra de Alberto Beltrame:
Informo que no dia de hoje pedi licença do cargo de Secretário de Estado de Saúde do Pará e, por consequência, renuncio à presidência do Conass.
Tomei esta decisão para poder cuidar de minha saúde e me dedicar à defesa do meu maior patrimônio: a minha honra e dignidade.
Durante a pandemia, em nome do CONASS, apelei diversas vezes ao Ministério da Saúde para que assumisse sua função de centralizar, comprar e distribuir equipamentos, insumos e medicamentos para salvar vidas durante a pandemia.
Recebemos promessas de que leitos de UTI, equipamentos de proteção individual e medicamentos seriam comprados pelo Ministério e entregues aos estados e municípios.
Estes compromissos não foram cumpridos e ficamos sós.
Secretários, governadores e prefeitos, sem alternativa, diante de hospitais lotados e de mortes diárias, foram jogados num cassino internacional, com mercado aviltado, preços exorbitantes, num verdadeiro leilão de bens para a saúde.
Assim, o Ministério da Saúde deixou de cumprir seu papel essencial numa emergência em saúde pública: coordenar as ações, orientar o isolamento social e também o de utilizar seu poder de compra para gerar economia de escala aos cofres públicos e normalizar e regular preços.
Diante de uma pandemia, tantas vezes negada ou minimizada, fomos colocados frente à frente com uma uma dura realidade: a vida ou a morte.
Não nos omitimos. Levantamos a voz diante de tanta indiferença, falta de empatia, solidariedade e compaixão.
Corremos riscos para salvar vidas e avançamos muito.
Implantamos leitos de UTI em tempo recorde e assistimos nossa comunidade. Agora vemos todos nossos esforços serem criminalizados.
A omissão, nos parece ser, em contrapartida, premiada.
Enfrentei pessoalmente a própria COVID-19. Muitos colaboradores adoeceram, vários colegas de trabalho, inclusive meu diretor financeiro, morreram neste embate. Mesmo diante de tantas adversidades, segui dando o melhor de mim para que o enfrentamento à pandemia não sofresse solução de continuidade.
Nada fiz de errado. Não cometi nenhum desvio de conduta, neste momento ou em toda a minha vida pregressa.
Antes de me licenciar do cargo criei Comissão com o fim de apurar eventuais irregularidades nos procedimentos administrativos e contratos com despesas relacionadas à pandemia. Além disso oficiei a Procuradoria Geral do Estado solicitando providências quanto a possibilidade desta Secretaria assinar um Termo de Ajustamento de Conduta com o MP/PA e MPF com o intuito de atuar com transparência e colaboração diante de qualquer investigação de possíveis irregularidades.
Nada tenho a esconder ou temer. Ressalto que todo o meu patrimônio é fruto de 35 anos de trabalho e está todo declarado em meu imposto de renda, o qual, disponibilizarei a qualquer autoridade investigativa se necessário.
Espero que a justiça seja feita e que possa reparar a dor, o sofrimento e adoecimento que me são infligidos neste momento tão difícil.
Seguirei lutando pela saúde de todos e na defesa incondicional do SUS, onde estiver. Este é o meu compromisso de vida, que não abandonarei.
Agradeço a solidariedade e apoio de meus colegas e lhes desejo sorte e sucesso.
Estou pagando um preço alto por lutar e acreditar que a vida é nosso bem maior. Fiz o que deveria fazer, cumpri meu papel de médico, cidadão e gestor público
Desejo a todos os irmãos brasileiros força e coragem. Venceremos esta pandemia.
Beltrame sai da Saúde e delegado da PF assume a pasta
Fernanda Palheta DOL
O pronunciamento foi feito na noite desta quarta-feira (1º). | Reprodução/Vídeo
O governador Helder Barbalho comunicou, na noite desta quarta-feira (1º), que o secretário de Estado de Saúde Pública, Alberto Beltrame, sai de licença do cargo. Assume a pasta o delegado da Polícia Federal, Rômulo Rodovalho.
Em seu discurso, Helder afirmou que o novo comando tem como objetivo “reestabelecer a confiança do Governo e da sociedade paraense” e que, apesar da saída de Beltrame, o corpo técnico da secretaria permanece com o diretor Cipriano Ferraz.
“A sociedade exige transparência e respostas e eu concordo com essas exigência”, disse o Governador. “Estes eventos serão esclarecidos. Temos os inquéritos da Polícia Civil e sindicâncias abertas para apurar tudo o que for necessário e punir eventuais responsáveis”, destacou.
Alberto Beltrame é médico e foi nomeado para o cargo em janeiro de 2019. Durante esse período, esteve à frente de ações estratégicas da saúde no Estado, como a antecipação da campanha de vacinação, a promoção de ações cidadãs em bairros periféricos da capital paraense e ampliação e investimentos dos serviços de unidades de saúde.
Calendário previa eleições nos dias 4 e 25 de outubro, mas PEC adia primeiro turno para 15 de novembro e o segundo, para 29 de novembro. Texto será promulgado nesta quinta (2).
Por Fernanda Calgaro, Luiz Felipe Barbiéri e Sara Resende, G1 e TV Globo — Brasília
01/07/2020 17h59 Atualizado há 4 minutos
Plenário da Câmara durante a sessão desta quarta (1º), durante votação da PEC das eleições — Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Pelo calendário eleitoral, o primeiro turno estava marcado para 4 de outubro, e o segundo, para 25 de outubro. A PEC adia o primeiro turno para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro.
O texto-base foi aprovado em primeiro turno por 402 votos a 90 (houve 4 abstenções). No segundo turno, a PEC foi aprovada por 407 votos a 70 (houve 1 abstenção).
O texto já foi aprovado pelo Senado e seguirá para promulgação, pelo Congresso Nacional. A sessão está marcada para a manhã desta quinta-feira (2).
Na votação em primeiro turno, os deputados aprovaram dois destaques, isto é, modificações no texto. No entanto, técnicos da Câmara explicaram que as mudanças não exigirão que o texto volte para nova análise do Senado.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem defendido o adiamento como medida para minimizar o risco de contágio da doença, mas desde que seja ainda para este ano.
Câmara vota adiamento das eleições municipais nesta quarta-feira (1º)
Data-limite
Caso um município ou estado não apresente condições sanitárias para realizar as eleições em novembro, o Congresso poderá editar um decreto legislativo designando novas datas para a realização do pleito, tendo como data-limite o dia 27 de dezembro de 2020.
Inicialmente, a proposta aprovada pelos deputados previa que, no caso dos municípios nesta situação, caberia ao TSE definir nova data. No entanto, os parlamentares aprovaram um destaque para modificar a PEC e deixar a regra igual à dos estados.
Outra mudança aprovada foi a supressão de um dispositivo que dizia que caberia ao TSE promover a adequação das resoluções anteriores ao novo calendário. Com isso, o entendimento é que qualquer adequação precisará passar pelo Legislativo..
Outros pontos
Saiba outros pontos previstos na PEC:
Registro de candidaturas: O prazo atual é até 15 de agosto. Pelo texto, os partidos poderão solicitar à Justiça Eleitoral o registro dos candidatos até 26 de setembro;
Convenções: Hoje, o calendário eleitoral determina que as convenções dos partidos para a escolha de candidatos aconteçam entre 20 de julho e 5 de agosto. Pela PEC, o prazo passa a ser entre 31 de agosto e 16 de setembro e por meio virtual;
Propaganda: A PEC altera ainda trecho da legislação eleitoral que proíbe publicidade institucional nos três meses anteriores ao pleito. Pelo texto aprovado, as prefeituras poderão, no segundo semestre deste ano, fazer publicidade institucional de atos e campanhas dos órgãos públicos municipais destinados ao enfrentamento à pandemia do coronavírus e à orientação da população quanto a serviços públicos e a outros temas afetados pela pandemia. Eventuais condutas abusivas serão apuradas.
Datas
A proposta fixa datas para a realização de eventos relacionados à campanha eleitoral. Pelo texto:
a partir de 11 de agosto: as emissoras ficam proibidas de transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena de cancelamento do registro do beneficiário;
entre 31 de agosto e 16 de setembro: prazo para a realização das convenções para escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações;
até 26 de setembro: prazo para que os partidos e coligações solicitem à Justiça Eleitoral o registro de candidatos;
após 26 de setembro: prazo para início da propaganda eleitoral, também na internet;
a partir de 26 de setembro: prazo para que a Justiça Eleitoral convoque partidos e representação das emissoras de rádio e TV para elaborarem plano de mídia;
27 de outubro: prazo para partidos políticos, coligações e candidatos divulgarem relatório discriminando as transferências do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), os recursos em dinheiro e os estimáveis em dinheiro recebidos, bem como os gastos realizados;
até 15 de dezembro: para o encaminhamento à Justiça Eleitoral do conjunto das prestações de contas de campanha dos candidatos e dos partidos políticos, relativamente ao primeiro turno e, onde houver, ao segundo turno das eleições;
até 18 de dezembro: será realizada a diplomação dos candidatos eleitos em todo país, salvo nos casos em que as eleições ainda não tiverem sido realizadas.
” Eu determinaria o que eu penso: que a Terra é redonda e quem vai cuidar de doença é médico”. Essas seriam as principais ações do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), caso fosse presidente da República no início da pandemia. O gestor municipal criticou Jair Bolsonaro pelo trabalho contra o coronavírus. “Qualquer imbecil sabe que faltou [liderança]”.
“Tenho certeza que, se tivesse participação efetiva de liderança, teríamos metade dos mortos que temos hoje. Faltou a liderança? Qualquer imbecil sabe que faltou. Precisávamos de liderança aquela hora? Qualquer imbecil sabe que a gente precisava”, afirma Kalil ao ser questionado, em entrevista exclusiva ao BHAZ, sobre o desempenho de Bolsonaro no início da pandemia.
Julho será de pancadas de chuva e alta nas temperaturas, alerta Semas
Com informações da Agência Pará
Temperaturas máximas devem atingir valores em torno de 35ºC até 38ºC. | Agência Pará/Reprodução
Se você está pensando em viajar, ir à praia ou balneários neste mês de julho, se prepare! A previsão do tempo, segundo o boletim climático divulgado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), nesta quarta-feira (1º), aponta que o mês vai ser marcado pela intensificação do tempo abafado na porção norte e seco na porção sul do estado.
De acordo com o meteorologia da Semas Franck Baima “historicamente, o mês de julho é marcado por baixos índices de chuva por alta nas temperaturas do ar em boa parte do Pará”.
No entanto, a previsão indica sobre a faixa norte do Estado, valores máximos de chuva entre 100 a 200 milímetros que geralmente são distribuídos em forma de pancadas de chuva, entre o período da tarde e início da noite. A intensidade das chuvas é favorecida pelas condições termodinâmicas, sistema de brisa, linhas de instabilidade e distúrbios atmosféricos de leste.
Já a porção sul do Estado, apresenta período seco fortemente estabelecido, com totais pluviométricos previstos de até 25 mm, em função do predomínio da massa de ar seco que se estabelece sobre a região central do Brasil.
Temperaturas elevadas – As temperaturas deverão ser elevadas, com máximas ultrapassando a média em até 2°C, principalmente na região sul do Pará, onde as temperaturas máximas devem atingir valores em torno de 35ºC até 38ºC, já que a presença da massa de ar seco dificulta a formação de nuvens, ocasionando grande amplitude térmica e baixos índices de umidade relativa do ar.
Para os meteorologistas, o desconforto térmico sentido nos últimos dias na Grande Belém é normal.
“Estávamos acostumados com dias típicos do período chuvoso, caracterizado por tempo encoberto, chuvas com grandes volumes de água e temperaturas amenas. Agora, com a redução da nebulosidade durante a manhã e tarde e presença de elevados valores de umidade atmosférica, resulta em tempo quente e abafado”, explica Saulo Carvalho, coordenador do Núcleo de Hidrometeorologia.
O prognóstico climático foi elaborado pela Semas em parceria com pesquisadores do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), integrante da Rede de Previsão Climática e Hidrometeorológica do Pará (RPCH), coordenada pelo órgão ambiental estadual.
Vacina contra Covid-19 funciona e empresa pode produzir 1 bilhão de doses
: Com informações Exame
A vacina mostrou bons resultados em testes com humanos. | Reprodução
O mês de julho começou com uma ótima notícia em relação a vacina experimental contra o novo coronavírus: ela mostrou bons resultados em testes com humanos e estimulou a resposta imune dos pacientes saudáveis.
No entanto, a vacina, que foi produzida pela gigante farmacêutica Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia BioNTech, também causou efeitos colaterais, como febre, em doses mais altas.
O estudo foi randômico e testado em 45 voluntários que receberam três doses da vacina ou placebo; destes, 12 receberam uma dose de 10 microgramas, outros 12 tomaram 30 microgramas, mais 12 receberam uma dose de 100 microgramas e nove foram tratados com a versão em placebo da vacina. A dose mais alta, de 100 microgramas, fez com que metade dos voluntários apresentassem febre, por causa desses efeitos colaterais, o grupo não recebeu uma segunda dose.
Depois de uma segunda dose da injeção três semanas depois da primeira, 8,3% dos participantes do grupo de 10 microgramas e 75% do grupo de 30 microgramas também tiveram febre. Outro sintoma apresentado foi distúrbios de sono. Entretanto, os cientistas, não consideraram os efeitos colaterais sérios e não resultaram em hospitalizações.
A vacina mostrou também a capacidade de gerar anticorpos contra a covid-19 e em alguns casos neutralizaram o vírus, o que pode significar a capacidade de parar o funcionamento dele, mas ainda não se sabe se esse nível mais alto de anticorpos é realmente capaz de gerar imunidade à doença. A Pfizer deve conduzir novos estudos em breve para comprovar que quem tomou a vacina é 50% menos vulnerável ao vírus.
A novidade foi divulgada no site Medrxiv, principal distribuidor de descobertas científicas que ainda não foram revisadas por pares. Os resultados ainda não foram publicados em jornais científicos.
TESTES
As empresas não divulgaram as diferenças dos efeitos da vacina por gênero, etnia ou faixa etária. As próximas fases do teste também serão focadas nos Estados Unidos. Se tudo ocorrer bem, a expectativa da Pfizer é produzir até 100 milhões de doses da vacina até o final deste ano e mais 1,2 bilhão até o final de 2021.
Com os resultados positivos, a farmacêutica teve um aumento de 4% nas suas ações na bolsa americana. Outras vacinas também já estão sendo testadas em humanos, como é o caso da produzida pela Moderna e também a da Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca.
Até o momento, nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado para uso regular, todos os tratamentos ainda são considerados experimentais.
O Flamengo deverá transmitir seu compromisso desta quarta-feira (1º), contra o Boavista, às 21h30, no Maracanã, pelo Facebook e Twitter. Agora confirmada, a possibilidade já era avaliada pelo clube desde o último final de semana
O time rubro-negro também prevê transmitir o duelo, válido pela última rodada da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca, pela FlaTV, canal oficial do time no YouTube, e só mudará seus planos caso haja alguma decisão judicial favorável à Globo, que contesta esse direito.A emissora protocolou recurso nesta terça (30) e aguarda uma apreciação em tempo hábil para tentar mudar a decisão do juiz Ricardo Cyfer, titular da 10ª Vara Cível, que disse não haver inconstitucionalidade na iniciativa do Flamengo, que não assinou contrato com a Globo no Carioca.
A decisão de Cyfer é amparada na Medida Provisória 984, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no último dia 18. O documento afirma que a exibição de eventos esportivos no país passa a ser de responsabilidade do mandante, e não mais das duas entidades envolvidas.
Logo após a publicação da MP, cogitou-se, inclusive, que o jogo entre Bangu e Flamengo, que marcou a retomada do Estadual, pudesse constar na grade de programação, o que não ocorreu. Já à época, a Globo indicou ter uma interpretação diferente da legislação.
Na última semana, a emissora entrou com um pedido de liminar na Justiça para impedir o Flamengo de transmitir ou autorizar a transmissão de jogos do Carioca dos quais seja mandante. A ação pede que o time rubro-negro seja multado em R$ 2 milhões caso transmita o jogo.
Na segunda (29), o pedido de liminar foi negado em primeira instância. A emissora agora aguarda o recurso, enquanto o Flamengo afirma seguir confiante de que o entendimento será mantido em segunda instância da Justiça.
Por ora, está definido que os torcedores terão acesso à partida de forma gratuita. Aos que quiserem contribuir, vai haver uma espécie de “ingresso virtual” nos valores de R$ 5, R$ 10, R$ 20 e R$ 50.
Oito municípios do Pará não têm mortes por coronavírus
Michelle Daniel DOL
Profissionais do Hospital Abelardo Santos comemoram mais uma vitória contra o vírus. O Estado já ultrapassou a marca de 90 mil pessoas recuperadas do coronavírus. | Marcelo Seabra/Agência Pará
O Estado do Pará já contabiliza 105.853 infectados pela Covid-19. Todos os 144 municípios paraenses registram casos, mas em 8 cidades não há registros confirmados de mortes provocadas pelo novo coronavírus, que é o caso de Água Azul do Norte, Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Cachoeira do Piriá, Floresta do Araguaia, Curuá, Faro e Piçarra.
O total de casos se dá a partir da confirmação por meio de exame específico que detecta a doença. Em contrapartida, já são 90.860 pessoas recuperadas. As vítimas de complicações da doença provocada pelo novo coronavírus chegam à marca de 4.690. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), divulgado em boletim às 18h de ontem (30).
Entre os municípios com mais casos registrados, Belém lidera o ranking das cidades paraenses com maior número de casos confirmados: 19.498, 1.905 mortes pela doença e uma taxa de letalidade 9.77%. O município de Parauapebas registra 9.801 casos, 118 mortes e 1.2% de taxa de letalidade de 1.2%. Ananindeua, ao lado da capital, registra 4.288 casos, 331 mortes e taxa de letalidade de 7.72%. Em seguida vem Marabá com 3.841 casos, 138 mortes e 3.59% com taxa de letalidade. A cidade de Cametá registra 3.542 casos, 75 mortes e 2.12% de letalidade. Santarém contabiliza 3.251 casos, 172 mortes e 5.29% de letalidade. Na cidade de Itaituba, são 2.502 confirmações, 42 mortes e 1.68% de letalidade. O município de Abaetetuba está com 2.316 casos, 99 mortes e a taxa de letalidade é de 4.27%. Na cidade de Canaã dos Carajás foram registrados 2.142 casos de Covid-19, 26 mortes e uma taxa letal de 1.21%.
INTERIOR
De acordo com a Secretaria, nos últimos 7 dias, foram registrados 170 novos casos de Covid-19 no Estado e 17 mortes. Também há 2.477 cadastrados que ocorreram em períodos anteriores e 23 óbitos. Esses novos casos surgiram no interior paraense, principalmente nas regiões do Xingu, Araguaia e Marajó Ocidental. Na Região Metropolitana de Belém, os números estão cada vez menores, pois de 170 novos casos ao longo da última semana, somente 14 foram identificados na região que envolve a capital paraense até o município de Castanhal.
No que se refere à ocupação de leitos exclusivos para pacientes com Covid-19 sob gestão estadual, o quadro é estável. A taxa de leitos clínicos é de 41.69% ocupados e 66.38% nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), para casos mais graves de síndrome respiratória aguda.
Idade
Ainda segundo o levantamento da Sespa, a maioria das pessoas que adoeceu ou que permanece com o vírus, está na faixa etária de 30 a 59 anos. Por outro lado, as principais vítimas fatais possuem acima de 50 anos. E entre todos os casos confirmados, 51% são do sexo feminino e 49% masculino.
Peixe elétrico dá choque e mata crianças durante pescaria
Com informações do Portal C7 e Meio Norte
Reprodução
Duas crianças identificadas como Widean Ferreira da Conceição, 12 anos e Lucas Ruan Rocha dos Santos, de 09 anos, morreram na noite da terça-feira (30), após sofrerem uma descarga elétrica de puraqué, peixe típico da região amazônica. O fato ocorreu em um lago no bairro Trizidela, em Bacabal-MA, onde havia uma pescaria.
As crianças estavam acompanhadas quando se desvencilharam dos cuidados dos responsáveis que já se deram conta pelo movimento feito pelas crianças que foram resgatadas por adultos, mas, infelizmente vieram a óbito. Os pescadores perceberam que as crianças estavam morrendo quando viram movimento feito por elas por causa da descarga elétrica. As crianças foram resgatadas, mas não resistiram a descarga elétrica.
O PEIXE
O poraquê (Electrophorus electricus) é uma espécie de peixe actinopterígio, gimnotiforme, que pode chegar a dois metros de comprimento e pesar cerca de vinte quilogramas. É uma das conhecidas espécies de peixe-elétrico, com capacidade de geração elétrica que varia de cerca de trezentos volts, cerca de 0,5 ampères até cerca de 860 volts a cerca de três ampères.
O poraquê ficou conhecido mundialmente por sua capacidade de produzir descargas elétricas elevadas, suficientes para matar até um cavalo, despertando a curiosidade de muitos pesquisadores. Essas descargas são produzidas por células muscularesespeciais, modificadas – os eletrócitos, sendo o conjunto deles denominado de mioeletroplacas. Cada célula nervosa típica gera um potencial elétrico de cerca de 0,14 volt. Essas células estão concentradas na cauda, que ocupa quatro quintos do comprimento total do peixe.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.