Brasil terá nova gasolina a partir de agosto; combustível será mais caro, mas deixará veículos mais econômicos

6 de julho de 2020 at 14:16

Para engenheiro, redução no consumo pode chegar a 4%, compensando o preço mais alto que deverá ser praticado.

Por André Paixão, G1

Nova gasolina estreia no Brasil em agosto — Foto: Marcelo D. Sants/Framephoto/Estadão Conteúdo

Nova gasolina estreia no Brasil em agosto — Foto: Marcelo D. Sants/Framephoto/Estadão Conteúdo

A partir de 3 de agosto, a gasolina vendida no Brasil deverá seguir novas especificações definidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que regula o setor.

As mudanças valem para a gasolina tipo C (comum) e premium, aquela indicada pelas fabricantes de carros esportivos.

Na prática, o combustível terá melhor qualidade e deixará os carros mais eficientes – reduzindo o consumo de combustível e as emissões de poluentes.

Por outro lado, o litro da gasolina ficará mais caro, de acordo com a Petrobras. Ainda não há uma estimativa de qual será o aumento.

“Em termos finais de custo, acreditamos que será mais positivo, porque poderá rodar mais com menos”, afirmou Anelise Lara, diretora da Petrobras em uma transmissão da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Ou seja, apesar de o motorista pagar mais pelo combustível, o veículo rodará mais quilômetros com um litro de gasolina.

Para Everton Lopes, mentor de tecnologia em energia da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), a melhoria no consumo do veículo irá compensar o custo mais alto para abastecer. “Há previsões de que os veículos devem ter a performance melhorada, chegando a 3% ou 4% (na economia de combustível)”, disse.

Além disso, a nova gasolina ainda deve ajudar na redução de emissões.

“Cada litro consumido gera uma quantidade de CO2. E, com 4% menos consumo, as emissões também caem 4%”, completou.

O que há de novo

Entre as novidades, estão a introdução de uma massa específica mínima de 715 kg/m³ para a gasolina. A massa específica é a quantidade de uma substância em um determinado volume.

No momento, não há exigência de uma específica mínima, mas Everton Lopes afirma que a gasolina produzida no Brasil já estava próxima dessa marca. “Porém, nas importadas, havia o risco de vir com massa menor”, completa.

Segundo o engenheiro:

“Quando a massa específica é muito baixa, há menor conteúdo energético por litro, então o consumo aumenta”.

Além disso, Silvio Shizuo, professor de Engenharia Mecânica do Centro Universitário FEI, ressalta o benefício de se estabelecer uma densidade para a gasolina. “É importante ter a padronização, saber se está boa ou ruim. Também facilita a fiscalização”, disse.

Outra novidade é a adoção de um novo padrão na contagem da octanagem da gasolina. O octano é o nível de resistência à combustão dentro do motor.

“Quanto maior a quantidade de octanos, mais resistente o combustível é à queima, e mais próximo do melhor nível de eficiência ele vai estar”, diz Lopes.

Na hora que o combustível é comprimido pelo pistão dentro do cilindro, há um ponto ideal para a combustão. Se a octanagem é mais alta, essa explosão acontece em um ponto onde o pistão é impulsionado com mais força para baixo, melhorando, assim, o desempenho do veículo

Por outro lado, se uma gasolina tem pouca octanagem, a explosão acontece de forma precoce, prejudicando o desempenho.

Dois padrões

Atualmente, havia apenas um padrão de medição da octanagem, chamado de MON. com octanagem mínima de 82. Agora, a gasolina também deverá seguir a metodologia RON, mais adequada aos motores modernos, com octanagem mínima de 92.


A partir de janeiro de 2022, o índice sobe para 93.

Shizuo acredita que a nova forma de aferição ainda deixa a gasolina brasileira mais próxima da europeia. “Eles divulgavam o MON e o IDA (média entre os dois padrões), enquanto o mais usado lá fora era o RON”.

Só que o aumento nos octanos não deve representar um ganho real no desempenho. No entanto, além da economia de combustível, a octanagem mais alta ajuda vai ajudar a preservar os motores.

A gasolina comum ainda ficará abaixo do combustível premium, que passará de 91 octanos, no padrão RON, para 97. Esse tipo de combustível especial, além de ser mais caro, normalmente é recomendado pelas fabricantes de carros esportivos, que desenvolvem seus motores para essa octanagem mais alta.

Além do maior número de octanos, a gasolina premium também possui menor índice de etanol anidro (sem água). A proporção, inclusive, não sofrerá alterações, e segue em 27% na gasolina C (comum e aditivada) e 25% na premium.

A gasolina aditivada, como o nome já diz, um combustível comum, acrescido de aditivos, seguirá o mesmo padrão de mudanças da gasolina tipo C.

Conheça os tipos de gasolina

Conheça os tipos de gasolina

A Anfavea, associação das fabricantes, diz que a nova especificação é “um avanço importante na direção critérios internacionais modernos”.

“Estes critérios permitem que os novos motores possam ser projetados com características mais econômicas, menos poluentes e com melhor desempenho. Sem dúvida, é um passo importante na melhoria do combustível e, consequentemente, dos futuros veículos. Mesmo para os veículos atualmente em campo, a nova gasolina poderá causar menos depósitos no motor, aumentando sua vida útil”, concluiu

PETROBRAS

Bolsonaro escolhe Renato Feder como novo ministro da Educação

3 de julho de 2020 at 09:55

Feder atua como secretário de Educação do Paraná. Nomeação de Carlos Alberto Decotelli foi tornada sem efeito nessa quarta-feira (01/07)

REPRODUÇÃO/FACEBOOK

TÁCIO LORRANtacio.lorran@metropoles.com

O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, foi escolhido para ser o novo ministro da Educação do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ele deve ser nomeado ainda nesta sexta-feira (03/07).

O nome de Feder foi cotado para a pasta na última semana, logo após a saída de Abraham Weintraub do comando do ministério. O secretário, no entanto, foi preterido por Bolsonaro, que optou por chamar Carlos Alberto Decoletti.

Decotelli teve a nomeação tornada sem efeito nessa quarta-feira (1/7) após vir a público que seu currículo tinha uma série de irregularidades, como um doutorado e um pós-doutorado que nunca existiram.

TRAGÉDIA FAMILIAR

3 de julho de 2020 at 08:56

Cachorro matou gêmeos recém-nascidos por ‘ciúmes’, dizem donos

Com informações do portal O Dia

 REPRODUÇÃO

Nos últimos dias, duas irmãs gêmeas recém-nascidas morreram após serem gravemente feridas por mordidas do cachorro da família, uma mistura de labrador com foxhound, em Piripá, na Bahia. A família acredita que o cão atacou as crianças por conta de “ciúmes dos donos”, segundo informações contidas no relatório policial divulgado na quarta (1º).

A mãe dos bebês prematuros, Elaine Novais, de 29 anos, disse ter deixado os bebês sozinhos no quarto para dormir enquanto conversava com uma vizinha, foi neste momento que ouviu o choro das crianças e ao chegar no quarto arrancou o animal de cima dos recém-nascidos.

O cão feriu gravamente o abdômen das duas crianças, um vizinho auxiliar de enfermagem chegou a ajudar a mulher mas os bebês não resistiram aos ferimentos. As garotas foram levadas para o Hospital Municipal Maria Pedreira Barbosa, onde foram declarados mortos, segundo o relatório. As duas crianças tinham apenas 26 dias de vida. 

O cachorro vivia com o casal há 5 anos e vizinhos relataram que era dócil, mas familiares acreditam que ele tenha se sentido excluído depois da chegada das gêmeas.

Lava Jato mira José Serra por lavagem de dinheiro

3 de julho de 2020 at 08:07

PF cumpre mandados de busca em SP

O senador José Serra, 1 dos caciques do PSDB, é alvo de operação da Lava JatoSérgio Lima/Poder360 – 17.mar.2020

PODER360
03.jul.2020 (sexta-feira) – 7h28
atualizado: 03.jul.2020 (sexta-feira) – 7h45

A Polícia Federal cumpre na manhã desta 6ª feira (3.jul.2020) mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador José Serra (PSDB-SP) em São Paulo. A operação Revoada se baseia em denúncia da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo e investiga 1 suposto esquema de lavagem de dinheiro no exterior que favorecia políticos.

Com autorização da Justiça Federal, a PF cumpre 8 mandados de busca e apreensão nesta manhã em São Paulo e no Rio de Janeiro. A operação se chama Revoada.

Não há informações sobre mandados de prisão sendo cumpridos.

De acordo com a denúncia, Serra teria se aproveitado de seu cargo e influência política para receber pagamentos indevidos da empreiteira Odebrecht. Em troca, concederia benefícios relacionados às obras do Rodoanel Sul. As manobras teriam acontecido entre 2006 e 2007.

O tucano é dos caciques do PSDB. Foi governador de São Paulo de 2005 a 2006.

*Este publicação está sendo atualizada.

Governo libera verbas, mas irrita Centrão por falta de carimbo no dinheiro

3 de julho de 2020 at 07:33

Pazuello assinou portaria

Políticos disputam autoria

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, em frente ao Palácio da AlvoradaSérgio Lima/Poder360 – 9.jun.2020

CAIO SPECHOTO e MATEUS MAIA
03.jul.2020 (sexta-feira) – 6h00
atualizado: 03.jul.2020 (sexta-feira) – 7h08

Uma portaria do Ministério da Saúde que libera R$ 13,8 bilhões para Estados e municípios deixou irritados deputados do Centrão que fizeram pedidos ao governo. A liberação da verba, toda de uma vez, tem aberto disputas sobre a “paternidade” do dinheiro.

Os recursos para as prefeituras somam R$ 11,3 bilhões. Estão juntas demandas dos municípios, dos deputados e iniciativas do próprio ministério, sem discriminação.

Deputados relataram à reportagem que desde a publicação do documento, na 4ª feira (1º.jul.2020), tem sido comum mais de 1 político reivindicar como responsabilidade sua a mesma verba destinada à prefeitura local.

O governo explicou a alguns congressistas, informalmente, quais demandas feitas estavam sendo atendidas. Outros não tiveram nem sequer essa informação.

O procedimento normal, nesses casos, é que o político autor da indicação seja informado da liberação do dinheiro.

Como revelou o Poder360 em maio, o Executivo ofereceu a congressistas do bloco a possibilidade de direcionar verbas do Ministério da Saúde no combate ao coronavírus. Em troca, cobra apoio no Congresso.

O movimento é parte do esforço do Planalto para montar uma base de apoio no Legislativo, que também inclui a nomeação de indicados de políticos para cargos na administração federal.

Além de deputados, também participou da articulação da portaria o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde). As conversas duraram pouco mais de 1 mês.

Diferentemente dos congressistas, os secretários de saúde municipais ficaram satisfeitos com o resultado da portaria. O secretário-executivo do Conasems, Mauro Junqueira, disse ao Poder360 que o pedido inicial dos municípios era por R$ 7,5 bilhões. A portaria destina cerca R$ 3,8 bilhões a mais.

“Podem estar dentro disso algumas indicações de deputados, mas para nós pouco importa. Que indiquem mais, venham mais recursos”, afirmou Junqueira. Ele disse que os recursos são necessários para custeio da estrutura de Saúde.

A portaria (1.666 de 2020, leia a íntegra) descreve de maneira ampla o destino das verbas:

Art. 3º Os recursos financeiros serão destinados ao custeio das ações e serviços de saúde para o enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da COVID 19, podendo abranger a atenção primária e especializada, a vigilância em saúde, a assistência farmacêutica, a aquisição de suprimentos, insumos e produtos hospitalares, o custeio do procedimento de Tratamento de Infecção pelo novo coronavírus – COVID 19, previsto na Portaria nº 245/SAES/MS, de 24 de março de 2020, bem como a definição de protocolos assistenciais específicos para o enfrentamento à pandemia do coronavírus.

No acerto com os deputados, o governo aceitou demandas que não tinham, a princípio, relação direta com a pandemia do coronavírus. Por exemplo: o congressista que estava desde 2019 pedindo aparelhos para 1 hospital. O equipamento será usado por pacientes com coronavírus, mas o pedido é de quando o mundo nem conhecia a covid-19.

A “paternidade” do dinheiro é importante para os deputados para responder a eleitores que cobram melhorias de serviços. A associação de sua imagem a uma obra em hospital, por exemplo, é eleitoralmente vantajosa.

Além disso, a destinação de verbas a municípios aumenta a força política de prefeitos aliados. Neste ano de eleição municipal, esse aspecto ganha importância. É estratégico para os deputados ajudarem a eleger políticos próximos nos municípios. Nas eleições nacionais, eles serão cabos eleitorais desses congressistas.

A origem dos recursos são as medidas provisórias 924940947969 e 976Neste link há uma tabela interativa onde você pode ler quanto foi destinado ao seu município por essa portaria.

O ministério da Saúde está sob 1 interino, o general Eduardo Pazuello. Ele assumiu depois da demissão de Nelson Teich, de quem era secretário-executivo.

Pazuello tornou-se secretário-executivo de Teich por causa de sua capacidade logística. Mesmo interino, é 1 ministro bem quisto na Câmara. É considerado ágil na resolução de problemas, e tem maior disposição que o antecessor para negociar indicações de verbas

CLOROQUINA

3 de julho de 2020 at 07:11

STF dá 5 dias para ministro interino explicar liberação

Com informações do UOL

 José Dias/PR)

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) deu o prazo de cinco dias para que o ministro interino da Saúde, o militar Eduardo Pazuello, explique o motivo de ter liberado o uso da cloroquina e hidroxicloroquina no combate ao coronavírus, mesmo sem nenhuma evidência científica que o remédio realmente seja eficaz.

A ação foi apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde (CNTS), que contesta o uso das substâncias para tratamento da doença. A entidade foi ao Supremo para que o governo seja impedido de tomar decisões “que contrariem as orientações científicas, técnicas e sanitárias das autoridades nacionais (Ministério da Saúde) e internacionais (Organização Mundial da Saúde)”.

Os autores da ação pedem que o governo federal também seja impedido de receitar “cloroquina ou hidroxicolroquina para pacientes acometidos de Covid-19” durante “qualquer estágio da doença”. O Executivo também teria que suspender qualquer contrato envolvendo a produção e compra destes medicamentos que tem como foco combate ao coronavírus.

O Ministério da Saúde e demais órgãos também ficariam impedido de divulgar orientações para que as pessoas façam uso destes medicamentos. Após manifestação de Pazuello, Celso de Mello decide se acolhe ou não os pedidos da CNTS.

FIM DO CABARÉ?

2 de julho de 2020 at 21:02

Aprendeu a dizer adeus? Leonardo e Eduardo Costa rompem

DOL

 | reprodução

Os cantores Leonardo e Eduardo Costa romperam a parceria. Segundo o colunista Leo Dias, do Metrópoles, o irmão de Leandro cansou das polêmicas do colega sertanejo e o tirou da Talismã, empresa de Leonardo que gerenciava a carreira de Costa.

Ainda de acordo com Dias, Leonardo cansou dos comentários considerados machistas, homofóbicos e de política de Costa nas redes sociais.

No feriado do Dia do trabalhador, Leonardo e Eduardo Costa se uniram para uma live, “Cabaré em casa”, mas durante a apresentação Eduardo deixou Leonardo inúmeras vezes constrangido.

Além de aparecer visivelmente alterado, o comentário de Costa de que “transaria pensando na filha da Thaeme” foi o estopim para Leonardo.

Eduardo Costa pede desculpas após dizer que iria “transar pensando no bebê da Thaeme”

No ano passado, Val Marchiori contou em um programa de TV que a amizade dos dois e o projeto Cabaré estavam estremecidos porque Eduardo Costa teria ‘cantado’ a esposa de Leonardo [Poliana Rocha] dentro da casa do Leonardo.

O autor de ‘Não Aprendi Dizer Adeus’ não confirmou a história.

Líder do governo diz que não há ambiente para privatização do Banco do Brasil

2 de julho de 2020 at 19:29

Por Flávia Said

congresso em foco

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

Questionado sobre a possibilidade de avançar a privatização do Banco do Brasil, o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), disse que qualquer processo de privatização depende do ambiente. O momento, no entanto, não é favorável à venda do banco, segundo ele.

“Todas as vezes em que se discute privatização de empresas públicas fortes, tradicionais, como Banco do Brasil, como Petrobras, Caixa Econômica e isso ocorre num ambiente que não acha reflexo no setor privado, essa discussão descamba para o ponto mais político e não leva a gente para lugar nenhum”, disse ele em debate promovido pelo jornal Correio Braziliense . De acordo com o senador, o assunto não deveria ser tratado de maneira ideológica, pois essa é uma armadilha fácil.

Para Gomes, “tudo é possível” em termos de diminuição do Estado e eficiência, desde que o ambiente geral seja bom. “Para qualquer tipo de modificação é preciso ter um outro ambiente que não esse que a gente está vivendo agora”, afirmou.

O líder disse também que o papel dos bancos públicos é estratégico no pagamento do auxílio emergencial e na gestão de outros benefícios, como o Bolsa Família. Segundo ele, os serviços de entrega são “bem avaliados” e os bancos cumprem seu papel a contento.

Microcrédito

Gomes também afirmou que há um delay entre a aprovação de programas de oferta de crédito a microempresários e a destinação desses recursos na ponta. Gomes referendou a posição do presidente do BC, Roberto Campos Neto, para quem o Brasil ainda precisa evoluir em termos de linhas de crédito.

“A gente acha que o crédito pode chegar melhor nas pequenas e médias empresas”, afirmou Campos Neto no mesmo debate. De acordo com o presidente do BC, alguns programas nesse sentido vão entrar em vigor agora.

“Endividamento de toda ordem vai ser a herança desse período de pandemia”, disse o líder do governo. Ele frisou que o Congresso é presidido por dois parlamentares, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), favoráveis ao diálogo e que têm compromisso com a agenda econômica. “Existe hoje um ambiente de construção que precisa ser aproveitado.”

Gomes também defendeu a retomada das discussões do pacto federativo, da PEC dos fundos e das reformas estruturantes. Segundo ele, 2019 é um ano que deve ser resgatado. “Foi um trabalho mútuo do Poder Legislativo e do Poder Executivo”, disse ele em referência à aprovação da reforma da Previdência.

DECISÃO

2 de julho de 2020 at 18:17

Justiça nega liminar da prefeitura de Belém e terminal hidroviário segue em operação

Com informações da CPH

 Ana Paula Lima / Ascom ParáPaz

O magistrado Raimundo Rodrigues Santana, juiz de Direito da 5ª Vara da Fazenda Pública e Tutelas Coletivas, negou, na quarta-feira (1º), liminar da prefeitura de Belém, que pedia o fechamento do Terminal Hidroviário de Belém (THB) devido a pandemia do novo coronavírus.

A administração municipal alega na ação ajuizada contra a Companhia de Portos e Hidrovias do Pará (CPH), que a abertura do terminal após o lockdown ia contra o decreto municipal nº 96.530, que prevê o fechamento de terminais rodoviários e hidroviários em razão da Covid-19. A prefeitura de Belém alegava ainda que a reabertura do THB poderia ocasionar novos casos da doença na capital.

A Procuradoria Geral do Estado ingressou na ação apresentando estudos técnicos que embasaram as decisões sobre as medidas de flexibilização das atividades sociais e econômicas, por meio do programa RetomaPará, entre elas, a retomada das viagens intermunicipais e interestaduais de passageiros pelo modal rodoviário e hidroviário, autorizadas pelo decreto estadual 800/2020.

Na ação, a CPH demonstrou ao juiz que o THB segue todos os protocolos de saúde estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como a disponibilização de álcool gel para os usuários, aferição de temperatura, adoção do distanciamento social, além de orientações sobre a Covid-19 e de medidas de higiene  constantes nas dependências do terminal. A CPH também ressaltou que a reabertura do THB foi autorizada pelo decreto estadual 800/2020, com base em estudos epidemiológicos, que comprovaram a redução de casos da Covid-19 em Belém e nos municípios do Marajó Oriental, que representam os destinos das viagens  operadas pelo terminal.

“Portanto, uma vez que foi ultrapassada a fase do amplo isolamento social (lockdown), a adoção de medidas tão restritivas – que são sempre temporárias e excepcionais -, somente poderia ser validada acaso fosse constatado algum fato especial. Não havendo essa condição especial, como ao que tudo indica, o deslocamento das pessoas do interior para a Capital estado não poderia ser vedado apenas pelo Município de Belém, vez que seria uma medida unilateral, mas com efeitos que iriam além do território municipal e, portanto, do interesse estritamente local. Portanto, a probabilidade do direito invocado pelo demandante não encontra eco, ao menos para os fins da tutela de urgência. Coerente com os fundamentos precedentes, indefiro a tutela de  urgência reclamada”, decidiu o juiz no processo.

Ações – A CPH reforça que, desde o início da pandemia do novo coronavírus, disponibilizou álcool em gel para os usuários próximos aos guichês, banheiros, guarda-volume e caixa eletrônico. Todos os usuários que chegam ou partem via terminal passam por aferição de temperatura e são orientados por técnicos em saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) sobre a Covid-19. O local também já passou por medidas de desinfecção antes da reabertura no último dia 19 de junho.

Fiscais da Companhia também estão utilizando máscaras, luvas e fazem o uso de álcool em gel para atender aos passageiros. Além disso, foram afixados cartazes sobre dicas de prevenção da doença por todo o espaço e o sistema de som do THB orienta, minuto a minuto, para que os passageiros cumpram o distanciamento de segurança e utilizem máscaras. 

A BOLA VAI ROLAR!

2 de julho de 2020 at 18:02

Reunião confirma data para volta do Parazão 2020

Diego Beckman DOL

 Diego Beckman/DOL

A Federação Paraense de Futebol se reuniu com os clubes do Campeonato Paraense, nesta quinta-feira (2) e definiu-se a data de reinicio do Parazão 2020.

Segundo o vice-presidente da FPF, Paulo Romano, a data foi antecipada atendendo as demandas das equipes participantes.

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Clubes terão de cumprir protocolo no Parazão para evitar problemas

“O Parazão vai reiniciar no dia 1º de agosto com a nona rodada e a última rodada será no dia 5 de agosto”, destacou Paulo Romano.

Além dessa mudança, a competição determinou alterações no regulamento original como 15 substituições de jogadores pelos clubes, em relação a lista de atletas inscrições.

Outra mudança irá implicar em rebaixamento, onde a edição de 2020 não terá descenso para a Segundinha, o que garante o torneio do ano que vem com 12 clubes, conforme informação dada pelo portal DOL.

“A fase semifinal e final não terá mudanças, com dois jogos de ida e volta. A gente vai definir datas mas que podem ser alteradas caso a CBF venha utilizar para o Campeonato Brasileiro”, ponderou Paulo Romano.

A FPF também estabeleceu regras para o reinicio da competição que poderá causar punições aos clubes, em caso de descumprimento de protocolo.