Latam Brasil entra com pedido de recuperação judicial nos EUA

9 de julho de 2020 at 06:14

Diego Freire, da CNN, em São Paulo

avião latam

Avião da Latam se aproxima para pouso

Foto: Tania Rego/Agência Brasil

Em comunicado divulgado na madrugada desta quinta-feira (9), a Latam Airlines Brasil informou que passa a integrar o processo de reorganização e reestruturação voluntária sob a proteção do Capítulo 11 da lei dos Estados Unidos. A medida representa um pedido de proteção contra falência (recuperação judicial). 

O Grupo Latam Airlines e suas afiliadas no Chile, Peru, Colômbia, Equador e Estados Unidos já fazem parte desse processo desde 26 de maio de 2020. Agora, o braço brasileiro também recorre à medida, que visa reestruturar passivos financeiros, abrindo acesso a novas fontes de liquidez.

A companhia afirma que o processo de recuperação judicial não interfere em suas operações e que continuará a realizar voos normalmente dentro e fora do Brasil. 

Ainda segundo a empresa, a medida é tomada diante do prolongamento da crise do novo coronavírus, que gerou perdas importantes para o setor aéreo.

“Tomamos esta decisão neste momento para que a empresa possa ter acesso a novas fontes de financiamento. Estamos seguros de que estamos nos movendo de forma responsável e adequada, pois temos o desafio de transformar a empresa para que ela se adapte à nova realidade pós-pandemia e garanta a sua sustentabilidade no longo prazo”, afirmou Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil.

“Adicionalmente, este movimento pode facilitar o financiamento que está em negociação com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), além de oferecer uma opção mais segura ao Banco, já que o DIP (Debtor-in-possession) tem prioridade em relação a outros passivos da empresa”, acrescentou.

ELE É O PRESIDENTE DO BRASIL

8 de julho de 2020 at 22:39

Bolsonaro diz que usar máscara é coisa de “viado”

Com informações da Folha de S. Paulo

 Reprodução

Mesmo tendo testado positivo para covid-19, Jair Bolsonaro continua fazendo “piadinhas” sobre a pandemia. Nesta quarta-feira (8) o presidente se recusou a usar máscara e chegou a dizer que aquilo era “coisa de viado”.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro, além de se recusar a usar a máscara, induziu convidados e os funcionários a fazerem o mesmo.

Os encontros eram sempre iniciados com um aperto de mão, contrariando recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O presidente teria ainda dito a um dos visitantes que o “medo” que ele aparentava ter da contaminação era “besteira”.

Na última terça-feira (7), o Palácio do Planalto confirmou que Jair Bolsonaro testou positivo para a covid-19, e quando falou sobre o resultado em coletiva com jornalistas, tirou a máscara diante dos profissionais.

Além disso, é importante destacara que desde junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o crime de homofobia deve ser equiparado ao de racismo.

ELEIÇÕES 2020

8 de julho de 2020 at 22:12

Waldoli Valente continua inelegível em Cametá

Fernanda Palheta DOL

Inelegível pelo TCU, o gestor já tentou reverter a condenação imposta diversas vezes.

 Inelegível pelo TCU, o gestor já tentou reverter a condenação imposta diversas vezes. | Mariana Leal/MEC

Para o prefeito de Cametá, município do nordeste paraense, José Waldoli Filgueira Valente (DEM), vale tudo para concorrer às eleições municipais de 2020.

Desde o final de maio, o gestor municipal já tentou reverter diversas vezes a condenação imposta pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas sem sucesso. Inelegível até 26 de maio de 2028, isso não o impediu de anunciar a pré-candidatura.

O órgão abriu uma Tomada de Contas Especial (TCE), um processo administrativo para apurar o uso do montante no valor de R$ 3.188.992,31, sacado de diversos programas e serviços de saúde no ano de 2007, fim do primeiro mandato de Waldoli e antes de sua primeira reeleição.

Em defesa, o prefeito apresentou cópias das folhas salariais, além das ordens de pagamento, mas que não comprovaram o uso do dinheiro na saúde pública da cidade. Enquanto isso, o ex-secretário de saúde de Cametá e irmão de Waldoli, Osvaldo Otávio Filgueira Valente, não se manifestou.

No dia 4 de fevereiro desse ano, o TCU propôs que as contas de José Waldoli e do irmão Osvaldo Otávio Filgueira Valente fossem julgadas irregulares, com condenação em débito e multa, sendo condenados a devolver o referido montante gasto sob penalidade de multas individuais.

HONRARIA

8 de julho de 2020 at 20:00

Vice-presidente Hamilton Mourão recebe título de cidadão do Pará

Ag. Pará

A concessão do título de Cidadão do Pará ao vice-presidente foi de autoria do deputado estadual Francisco Melo (Chicão)

A concessão do título de Cidadão do Pará ao vice-presidente foi de autoria do deputado estadual Francisco Melo (Chicão) | Marco Santos / Diário do Pará

O presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal e vice-presidente da República, Hamilton Mourão, gaúcho de nascimento, tornou-se cidadão do Pará.

A honraria foi entregue na tarde desta quarta-feira (8), durante agenda de trabalho no Palácio dos Despachos, sede do Poder Executivo Estadual, em Belém.

Em discurso de agradecimento, o vice-presidente relatou o carinho pelo Estado do Pará e afirmou que trabalha em Brasília para auxiliar no desenvolvimento do país, respeitando suas diferentes regiões e desafios. “Eu reafirmo a minha honra e privilegio de ser mais um cidadão do Pará”, agradeceu Hamilton Mourão.

A homenagem foi de autoria do deputado estadual Francisco Melo (Chicão) e entregue juntamente com o presidente da Assembleia Legislativa (Alepa), Dr. Daniel Santos.

“A Assembleia Legislativa, por unanimidade, concedeu o titulo de Cidadão Paraense para o vice-presidente, que tem desempenhado um trabalho importante no Estado e contribuído para o desenvolvimento e na luta para sanar as graves questões ambientais” – Daniel Santos, presidente da Alepa.

Em livro, sobrinha descreve Trump como narcisista moldado por pai dominador

8 de julho de 2020 at 19:02

Lançamento em 14 de julho

2ª obra contra o presidente

Em menos de 2 meses

Donald Trump foi eleito presidente dos EUA em 2016. À direita, sua sobrinha, a psicóloga Mary L. TrumpShealah Craighead/ Casa Branca via Flickr e Reprodução/Twitter @MaryLTrump

DEUTSCHE WELLE
08.jul.2020 (quarta-feira) – 16h43
A sobrinha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou 1 livro no qual descreve o tio como 1 narcisista mentiroso moldado pelo pai dominador e por 1 ambiente familiar nocivo, segundo trechos divulgados nesta 3ª feira (7.jul.2020) por agências de notícias e pela imprensa norte-americana.

A psicóloga Mary L. Trump, hoje distante do tio, afirma que a reeleição do republicano seria uma catástrofe e que “mentir, jogar no denominador comum mais baixo, trapacear e semear a discórdia é tudo o que ele sabe fazer”.

“Até este livro ser publicado, centenas de milhares de vidas americanas terão sido sacrificadas no altar da soberba e deliberada ignorância de Donald. Se ele receber um 2º mandato, será o fim da democracia americana”, escreve a sobrinha do presidente no livro Too Much and Never Enough, How My Family Created The World’s Most Dangerous Man (“Demais e nunca o suficiente, como minha família criou o homem mais perigoso do mundo”, em tradução livre).

A psicóloga é filha do irmão mais velho do presidente, Fred Jr., que morreu aos 42 anos após lutar contra o alcoolismo, em 1981. O livro é a 2ª publicação sobre o presidente lançada em menos de 2 meses com descrições prejudiciais à sua imagem. O 1º foi o best-seller The room where it happened (“A sala onde aconteceu”, em tradução livre), escrito por John Bolton pelo ex-conselheiro de Segurança Nacional de Trump.

Em seu livro, Mary Trump alega que o presidente pagou um de seus colegas para fazer o exame SAT, um teste de admissão em universidades, em seu lugar. A irmã do atual presidente Maryanne Trump, que fazia os deveres de casa dele, não podia fazer a prova por ele.

O jovem Donald temia que sua pontuação ficasse bem abaixo da dos melhores alunos, o que prejudicaria seus esforços para ser aceito na Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia, para onde se transferiu depois de 2 anos na Universidade Fordham, no Bronx, em Nova York.

Segundo Mary, ele pagou Joe Shapiro, “um jovem inteligente com reputação de se sair bem nas provas”, para fazer o teste em seu lugar. “Donald, para quem jamais faltou dinheiro, pagou bem o colega”, conta. A porta-voz da casa Branca, Sarah Matthews, disse que a alegação é “completamente falsa”.

A sobrinha se diz impressionada com a capacidade de Trump de ganhar a confiança de líderes cristãos e evangélicos brancos: “A única vez em que foi à igreja foi quando as câmeras estavam lá. É incompreensível. Ele não tem princípios. Nenhum!”, escreveu.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, condenou o que chamou de “acusações ridículas e absurdas que não têm absolutamente nada de verdade”.

O livro traz uma visão psicanalítica da família de Trump de uma pessoa treinada na área, que vê as características que tanto despreza no tio como uma progressão natural do comportamento do pai dominador dele, Fred Trump, que criou um ambiente doméstico abusivo e traumático.

Mary também fala sobre a morte de seu pai, Fred Jr., quando tinha 16 anos. O presidente, que raramente admite seus erros, afirmou no ano passado ao jornal The Washington Post que se arrepende da pressão que ele e o pai exerceram sobre Fred para que tivesse participação nos negócios da família, que queria seguir a carreira de piloto.

“Simplesmente, não era a dele […] Acho que o erro que cometemos foi presumir que todos gostariam disso. Este seria o maior erro […] havia uma espécie de pressão dupla sobre ele”, disse Trump. Mary, porém, conta que, enquanto seu pai morria sozinho, Donald ia ao cinema.

MISÓGINO E NARCISISTA

Sobre a infância de Trump, Mary lembra de histórias de que ele escondia os brinquedos favoritos do irmão mais novo, e que Fred Jr. certa vez teria virado uma tigela de purê de batatas na cabeça do futuro presidente, então com 7 anos de idade. Trump ainda demonstrou ressentimentos quanto ao incidente quando a irmã Maryanne tocou no assunto ao fazer um brinde em um jantar de aniversário na Casa Branca em 2017.

Mary retrata o tio como um “narcisista” que exigia constante adulação, até mesmo de seus familiares, e pouco se importava com os sentimentos deles. A retórica agressiva que ele emprega nos discursos de campanha não é novidade para a sobrinha.

“Em todas as refeições de família em que estive, Donald falava sobre as mulheres que considerava feias, gordas e desleixadas, ou sobre homens, geralmente de maior sucesso do que ele, que ele chamava de perdedores.”

Para Donald, ela diz, “mentir era um ato de defesa, e não simplesmente uma maneira de contornar a reprovação de seu pai ou evitar punição, mas sim, uma maneira de sobreviver”.

Ela conta no livro que não levou a sério a candidatura do tio à presidência, visão que teria sido compartilhada também pela irmã mais velha de Trump, uma juíza federal aposentada. “Ele é um palhaço”, lhe disse certa vez Maryanne. “Isso [ele ser eleito] nunca vai acontecer”.

Mary conta que se recusou a comparecer à festa do tio em Nova York no dia da eleição em 2016, por estar certa de que “não conseguiria conter a euforia quando a vitória de Hillary [Clinton] fosse anunciada”. Ao contrário, ela disse que ficou perambulando pela casa durante horas com medo de que os eleitores “tivessem escolhido transformar o país em uma versão macro da família malignamente disfuncional.”

A editora Simon & Schuster anunciou o lançamento do livro para o dia 14 de julho, depois de um tribunal em Nova York permitir a publicação depois de uma disputa na Justiça.

Robert Trump, irmão mais novo do presidente, processou Mary, argumentando que ela estava sujeita a um acordo de 20 anos entre os membros da família que impede a publicação de obras sem a aprovação dos familiares citados.

Mary diz que considerou falar sobre Donald Trump diversas vezes, inclusive em 2016, mas temia ser retratada como uma “deserdada amargurada que queria obter lucro ou ajustar contas”. Mary, entretanto, disse que após os últimos 3 anos, “não podia mais ficar em silêncio”.

MEC anuncia que Enem será realizado em 17 e 24 de janeiro

8 de julho de 2020 at 17:23

As novas datas foram divulgadas nesta quarta-feira (8/7), em entrevista coletiva, após muita resistência da pasta sobre o adiamento

NATHALIA KUHLnathalia.kuhl@metropoles.com

A espera pela nova data do Enem 2020 acabou nesta quarta-feira (8/7). O Ministério da Educação (MEC) anunciou que as provas do exame serão realizadas nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021, com “reaplicação” em 24 e 25 de fevereiro

A edição do Enem digital fica para 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Enquete

Estudantes de todo o Brasil puderam participar, durante os dias 20 e 30 de junho, de uma enquete promovida pelo MEC sobre o adiamento do Enem. Os inscritos optaram por fazer o teste em maio de 2021. A adesão à enquete, contudo, foi pequena: apenas 19% dos candidatos votaram. Cerca de 50% dos inscritos optaram pelas datas de 2 e 9 de maio do ano que vem. Apesar disso, a votação não garante a data de realização do exame. Segundo o Inep, as datas eram apenas uma consulta dos interesses dos alunos.

Adiamento do Enade

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que mede o desempenho dos alunos de graduação e estava marcado para novembro, não ocorrerá em 2020. O MEC e o Inep já decidiram que os testes só ocorrerão em 2021. Questões relacionadas à conclusão do segundo semestre nas instituições de ensino superior embasaram a decisão.

Sem vagas em UTIs em MT, pacientes de hospitais particulares com Covid-19 são transferidos para outros estados

8 de julho de 2020 at 16:14

Número diário de mortes registradas no estado dobrou depois que as vagas acabaram e já ultrapassa 30 a cada 24 horas. Governo prevê ativar 94 leitos de UTI até o fim de julho.

Por Ianara Garcia, TV Centro América

08/07/2020 11h35  Atualizado há 57 minutos


Estado do Mato Grosso transfere pacientes com a Covid-19 para outros estados

Estado do Mato Grosso transfere pacientes com a Covid-19 para outros estados

Há mais de dez dias com Unidades de Terapia Intensiva (UTI) totalmente ocupadas nas redes pública e privada em Mato Grosso em meio à pandemia do novo coronavírus, hospitais particulares do estado passaram a transferir pacientes para outras unidades da federação.

(CORREÇÃO: O G1 errou ao informar que as transferências eram feitas pelo governo do estado, que, na verdade, só tem feito transferências entre municípios. Transferências de estado têm sido feitas somente por hospitais particulares. A informação foi corrigida às 13h07.)

Mato Grosso já soma 23.506 casos confirmados da Covid-19, segundo o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) publicado nesta terça-feira (7). O número diário de mortes registradas no estado dobrou depois que as vagas de UTI acabaram e passou a variar entre 30 e 40 a cada 24 horas. Já são 896 mortes confirmadas pela doença em Mato Grosso.

No último dia 2, o Mato Grosso tinha 65 pacientes fora da enfermaria na fila para conseguir leito de UTI. Apesar das transferências de estado feitas por hospitais privados, o governo mato-grossense divulgou nesta terça-feira que 93,2% dos leitos de UTI estavam ocupados. Segundo o governo, essa diferença se dá porque há uma quantidade mínima de leitos em UTI que fica na retaguarda caso algum paciente da enfermaria piore

Um dos pacientes transferidos de hospital particular sem leito de UTI foi o irmão de Marcos da Silva Sousa. O homem, que é ajudante geral e recém-chegado ao Mato Grosso após deixar o Maranhão, foi levado de avião para ser internado em UTI no Mato Grosso do Sul depois de apresentar os sintomas de Covid-19.

“Ele saiu às pressas atrás de uma consulta médica porque estava se sentindo muito mal. Dor nos pulmões, falta de ar, dor de cabeça”, afirma Sousa.

Governo prevê 94 leitos de UTI na rede pública

O governo mato-grossense prevê ativar 94 leitos de UTI até o fim de julho. Segundo o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, a demora é pela dificuldade de estruturar os leitos.

“A gente está com dificuldade de achar medicamento no mercado, profissional, equipamento. Hoje por exemplo, eu estou em São Paulo para tentar recuperar respiradores que compramos em março de uma empresa daqui. Eles foram requisitados pela União, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), e agora a gente está tentando reaver. Esses 50 respiradores são fundamentais para essa ampliação de leitos”, afirma.

Pesquisador propõe estratégia federal

Para o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Diego Xavier, as estruturas emergenciais de saúde de outros estados poderiam ser usadas pra socorrer regiões que agora estão com um aumento de casos.

“Seria adequado, numa estratégia a nível de governo federal, alguns hospitais que estão se desmobilizando, como é o caso de Manaus, São Paulo e no Nordeste, que esses recursos pudessem ser emprestados pros estados do Sul e do Centro-Oeste, pra estar atendendo essa população”, afirma.

Ramão de Oliveira, de 56 anos, tem pressão alta e diabetes. A família diz que, por causa da Covid-19, ele está com 60% do pulmão comprometido. Internado numa enfermaria básica de um hospital particular, ele precisa com urgência de uma vaga na UTI.

A esposa de Romão, Fátima Pedroso da Silva Oliveira, desabafa sobre a precariedade na saúde pública. “Essa doença realmente não é brincadeira. Se você pegar, não tem onde encontrar um socorro maior, está muito precária a saúde aqui em Mato Grosso”, afirma.

PSDB rompe com Guedes: “Não consegue ser relevante para o país”

8 de julho de 2020 at 13:57

Por Congresso Em Foco

Bruno Araújo George Gianni / PSDB.

PSDB divulgou nesta quarta-feira (8) uma carta com críticas ao ministro da Economia, Paulo Guedes. No último domingo (5), Guedes afirmou ser um mito que o Plano Real foi o “melhor do mundo”. “Se o plano fosse tão extraordinário, eles não perdiam quatro eleições seguidas”, disse em entrevista à CNN.

No documento assinado pelo presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, o partido declara que o ministro da Economia não ” consegue ser parte relevante de um único momento memorável sequer da história do nosso país”.

Há também críticas aos adiamentos das reformas econômicas desejadas pelo governo. “Ficou sempre para ‘semana que vem’ a apresentação da reforma tributária, a proposta da reforma administrativa que combata privilégios, da privatização de estatais que só servem para sorver dinheiro público”.

O texto ressalta a atuação de deputados e senadores do PSDB na aprovação da reforma da Previdência e do novo marco do saneamento básico. A reforma da Previdência foi relatada na Câmara e no Senado por dois tucanos: deputado Samuel Moreira (SP) e senador Tasso Jereissati (CE).

Na época secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o ex-deputado pelo PSDB do Rio Grande do Norte Rogério Marinho foi um dos principais articuladores políticos da emenda à Constituição.  Hoje ministro do Desenvolvimento Regional, Marinho pediu há duas semanas desfiliação do partido. Como justificativa disse já estar afastado das atividades da sigla desde o início do governo.

“O fato de me encontrar desde fevereiro de 2019 investido no cargo de secretário especial e depois como ministro do Governo Federal me levou a um afastamento da vida orgânica do PSDB. Por essa razão, me desfilei do partido”, disse Marinho em nota.

O Plano Real foi implementado em 1994 e mudou a moeda nacional oficial do Cruzeiro Real para o Real. A iniciativa teve o objetivo de estabilizar os altos índices da inflação brasileira na época. A nova moeda foi lançada durante a gestão de Itamar Franco na Presidência e de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, no Ministério da Fazenda.

Esse não é o primeiro atrito entre Guedes e o PSDB. Em julho de 2019, o partido já havia divulgado um texto contra declarações do ministro. A nota da época foi contra falas de que 30 anos de social-democracia seriam responsáveis pelos problemas do país.

Um documento elaborado pela Secretaria de Desestatização do Ministério da Economia foi o fator catalisador para a reação dos tucanos.

No entanto, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, em entrevista dada ao Congresso em Foco em outubro de 2019, disse que a sigla concorda com a política econômica defendida pelo ministro e minimizou atritos com Guedes:

“Recalque das diferenças dos economistas tucanos no Rio, isso passa [tanto Paulo Guedes quanto André Lara Resende e Persio Arida, economistas responsáveis pelo Plano Real, ensinaram na mesma época na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro]. O mau humor do ministro Guedes não vai gerar barreiras em relação a nossa crença do que é necessário para ajudar o país se desenvolver do ponto de vista econômico”.

Leia a seguir a íntegra a carta divulgada pelo PSDB contra Guedes nesta quarta-feira:

“O atual ministro da Economia tem sido reincidente em suas declarações públicas contra o PSDB.

Parece coisa de gente que até agora não conseguiu ser parte relevante de um único momento memorável sequer da história do nosso país.

Só isso, ou alguma absoluta amnésia, explica a tentativa do atual ocupante do ministério da Economia de tentar diminuir a relevância do Plano Real ou de outras conquistas econômicas e sociais promovidas pelo PSDB em seus governos.

Paulo Guedes talvez não se lembre, mas a hiperinflação era um mal que consumia o dinheiro das pessoas, tornava os pobres mais pobres e, acima de tudo, destruía qualquer perspectiva de futuro para o país. Paulo Guedes talvez não se importe com coisas desta natureza.

Melhor seria para o país se o ministro ocupasse seu tempo com uma agenda de realizações que busque cumprir o básico de quem está num governo: ajude a melhorar a vida das pessoas, ainda mais num momento tão difícil quanto o atual.

Até agora, passados 18 meses, o ministro da Economia continua no vermelho, continua devendo.

Até agora, Paulo Guedes foi apenas o ministro do “semana que vem nós vamos”, ministro de uma semana que nunca chega.

Ficou sempre para “semana que vem” a apresentação da reforma tributária, a proposta da reforma administrativa que combata privilégios, da privatização de estatais que só servem para sorver dinheiro público.

Cadê o Brasil novo que o atual ministro tanto promete e nunca entrega?

Mesmo antes da pandemia, o tão esperado crescimento econômico – aquele que Paulo Guedes vivia dizendo que “estava decolando” – nunca ocorreu. Agora não passa de miragem, sabe-se lá para quando.

O Brasil moderno, ministro Paulo Guedes, nasceu nos governos do PSDB. Não adianta querer fazer como alguns dos regimes mais repugnantes da história da humanidade, que se dedicaram a deturpar e a tentar reescrever a história. Isso não é coisa de quem preza a democracia.

A lista de realizações é extensa, mas não custa relembrar.

Além do excepcional Plano Real, que trouxe estabilidade econômica e inédita transferência de renda, beneficiando sobretudo os mais pobres, tivemos as privatizações, como a da telefonia, que levou celulares a todos os brasileiros; a Lei de Responsabilidade Fiscal; a criação dos programas de transferência de renda; a universalização do ensino fundamental, de tempos em que o Ministério da Educação cuidava de educação; e a criação dos medicamentos genéricos, de quando o país tinha ministro da Saúde.

No período em que o PSDB fazia tudo isso, Jair Bolsonaro, o chefe do atual ministro, mantinha-se gostosamente abraçado ao Partido dos Trabalhadores na trincheira contra a modernização do país. Votava contra todas as reformas, contra o Plano Real, contra as privatizações e sempre pela manutenção e pela ampliação de privilégios e interesses corporativos. Talvez seja isso que explique a raiva que Paulo Guedes sente pelo PSDB…

Mais tarde, na firme oposição ao PT, o PSDB fincou pé na defesa das instituições, no combate aos abusos, na denúncia incansável dos erros de um governo que levou o país a uma crise econômica, social, política, ética e moral de proporções até então inéditas. E Paulo Guedes, onde estava?

Não é só o passado que nos diferencia do atual ministro. O presente também nos coloca em lados opostos.

Enquanto Paulo Guedes continuava prometendo um novo mundo “para a semana que vem”, o PSDB atuava para tornar possíveis as mudanças que o país precisa.

Já durante o governo Bolsonaro, o PSDB esteve à frente das principais realizações econômicas recentes, levadas adiante pelo seu empenho legislativo, como a reforma da Previdência e o novo marco do saneamento, ambos conduzidos por parlamentares tucanos no Congresso Nacional.

Ficam as perguntas: e Paulo Guedes, o que tem para mostrar? O que o atual ministro da Economia está esperando para começar a fazer alguma coisa pelo Brasil? Quando vai pelo menos indicar que sabe pelo menos como fazer? Vai trabalhar ou vai continuar na sanha inútil contra quem realmente realizou mudanças e promoveu benefícios para todos os brasileiros?”

Presidente Nacional do PSDB

TRAGÉDIA EM BELÉM

8 de julho de 2020 at 12:48

Poste que caiu e matou guarda foi atingido por retroescavadeira

Com informações de Sansha Luna/RBATV

Motorista morreu após poste cair sobre carro em que ele conduzia na avenida João Paulo II.

 Motorista morreu após poste cair sobre carro em que ele conduzia na avenida João Paulo II. | Via Whatsapp

O motorista morto no acidente que envolveu a queda de um poste na manhã desta quarta-feira (8), foi identificado como Augusto Cézar de Sousa Nunes, de 54 anos. Ele era guarda municipal de Belém. O equipamento desabou em cima do veículo após incidente com máquina usada em obra. 

A vítima voltava para casa após resolver uma situação referente a aposentaria no Instituto de Previdência do Município de Belém (Ipamb).

Segundo testemunhas, uma retroescavadeira, usada para uma obra da Prefeitura de Belém, tocou nos fios elétricos e telefônicos e o poste caiu atingindo a vítima. 

A fatalidade ocorreu na avenida João Paulo II, com a passagem Gaspar Dutra, sentido São Brás/Entroncamento, no bairro do Curió-Utinga, em Belém.

TRAGÉDIA ANUNCIADA

Segundo moradores da área, eles já haviam denunciado que o poste apresentava problemas desde o início do ano, quando foi atingido por um veículo pesado. 

Amigos de trabalho do guarda municipal estiveram no local do acidente. A perícia criminal foi acionada. O local foi interditado com “fitas zebradas”. 

O Corpo de Bombeiros Militar do Pará informou apenas que a Guarnição do quartel da Cidade Nova (3º Grupamento Bombeiro Militar) está no local, atendendo a ocorrência nesse exato momento. 

DOL também tentou contato com a Polícia Militar da área e aguarda mais informações. 

Sobre a denúncia de que o poste já apresentava problemas, solicitamos nota à Prefeitura de Belém, e aguardamos um posicionamento.

A Equatorial Energia Pará lamentou o ocorrido e informou que o poste não pertence a rede de posteamento da distribuidora.

CORRUPÇÃO NA SETRAN

8 de julho de 2020 at 11:53

Polícia Federal investiga desvio de R$ 60 milhões  na gestão de Jatene

Com informações da Polícia Federal

DOL

| Divulgação/ PF

Na manhã desta quarta-feira (08), a Polícia Federal em Redenção, sudeste do Pará desencadeou a Operação Magna Dolum, que investiga um grupo criminoso que atuou durante toda a gestão do ex-governador Simão Jatene, do PSDB (2010-2018) na Secretaria Estadual de Transportes do Pará (SETRAN/PA) e nos municípios de Conceição do Araguaia/PA e Santa Maria das Barreiras/PA.

Segundo a PF, a quadrilha é investigada por organização criminosa constituída (art. 2º da Lei 12.850/2013) para a prática dos crimes de fraude à licitação (art. 90 da Lei 8.666/1993), corrupção passiva (art. 317 do CP) e lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/1998).

Os criminosos utilizavam empresas “de fachada” para fraudar licitações destinadas à execução de obras públicas nos municípios citados. A investigação contou com interceptações telefônicas e quebra de sigilo bancário e revelou que, das contas bancárias das empresas “de fachada”, partem transferências de valores para outras pessoas, físicas e jurídicas, sem justificativa aparente (com remessas de mais de R$ 100.000,00 para pessoas idosas já aposentadas ou para outras empresas igualmente suspeitas), sugerindo-se, assim, a prática de atos para ocultar a verdadeira origem dos recursos (lavagem de dinheiro).

Diante dos fatos, a Polícia Federal representou pela busca e apreensão em 21 endereços, pela prisão preventiva de quatro investigados, pelo afastamento do cargo dos servidores envolvidos nos atos de favorecimento das empresas, pelo sequestro judicial de bens do patrimônio dos investigados e por uma nova quebra de sigilo bancário.