Após reclamações, aplicativo ‘Caixa Tem’ é atualizado

9 de julho de 2020 at 15:33

| Marcello Casal/Agência Brasil

Depois de ter sido alvo de críticas de diversos beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600, a Caixa Econômica Federal anunciou algumas mudanças no aplicativo Caixa Tem e atualizou a ferramenta.

Agora, o banco estatal decidiu ampliar a validade da sessão de cada usuário durante 72 horas. Dessa forma, as pessoas precisarão entrar na fila somente após três dias de terem acessado.

De acordo a Caixa, o objetivo é evitar a necessidade de retornar para o fim da fila virtual caso a pessoa queira fazer um novo acesso durante esse período.

Em nota, a caixa informou: “O monitoramento e melhoria contínua da solução permanece com dedicação exclusiva de várias equipes e provedores que estão trabalhando em turno integral para garantir o bom atendimento aos brasileiros”.

O termo “Caixa Tem”, repercute desde a semana passada e é alvo de reclamações em redes sociais por causa de instabilidades.

Alguns beneficiários relatam ainda que tiveram o saldo da conta Poupança Social, gerida pelo aplicativo, negativado ao realizarem transações com bancos digitais.

Fonte: DOL

Seguro-desemprego: país tem 653,2 mil pedidos em junho; total durante pandemia vai a 2,6 milhões

9 de julho de 2020 at 12:39

Números foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Ministério da Economia; serviços e comércio lideram demissões no mês.

Por Bianca Lima, G1 — Brasília

A Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia informou nesta quinta-feira (9) que foram registrados 653,2 mil pedidos de seguro-desemprego em junho. O número é 28,4% maior que o verificado no mesmo mês do ano passado, quando houve 508,9 mil pedidos.

Com os dados de junho, subiu para 2,59 milhões o total de pedidos de seguro-desemprego desde a segunda quinzena de março, quando a economia brasileira começou a sentir os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o ministério, os três estados com maior número de requerimentos de seguro-desemprego, no mês de junho, foram São Paulo (199.066), Minas Gerais (70.333) e Rio de Janeiro (52.163).

Em relação aos setores econômicos, os pedidos de junho estão distribuídos entre serviços (41,7%), comércio (25,4%), indústria (18,7%), construção (10,1%) e agropecuária (4,1%).

Nos seis primeiros meses deste ano, informou o Ministério da Economia, foram contabilizados 3,9 milhões pedidos de seguro-desemprego. O número representa um aumento de 14,8% em comparação com o mesmo período de 2019 (3,4 milhões).

Efeitos da pandemia

A pandemia do coronavírus foi oficialmente declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 11 de março. Os estados brasileiros começaram a anunciar medidas de distanciamento social, progressivamente, a partir de meados daquele mês.

As medidas de isolamento também afetaram a economia, na medida em que estados passaram a permitir apenas o funcionamento de atividades consideradas essenciais, como supermercados e farmácias. Boa parte do comércio e dos serviços parou nas semanas seguintes à decretação da pandemia, e também houve queda forte na produção industrial.

As restrições, porém, não foram suficientes para conter o avanço da doença no país, que se tornou um dos epicentros da pandemia no mundo.

Agora, boa parte dos estados está começando a retomar as atividades, mesmo com os números elevados de casos, e há dúvidas se serão necessários novos fechamentos no futuro. Uma incerteza que também vem impactando a atividade econômica.

Crise global de empregos

Relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado na última terça-feira (7), alerta que a pandemia de Covid-19 está se transformando em uma crise de empregos muito pior do que a crise de 2008.

A organização estima que, mesmo no cenário mais otimista para a evolução da doença, a taxa de desemprego em toda a OCDE pode atingir 9,4% no quarto trimestre de 2020, superando todos os picos desde a Grande Depressão.

O estudo destaca ainda que mulheres, jovens e trabalhadores com baixos rendimentos estão sendo os mais atingidos.

No Brasil, a taxa de desemprego passou de 11,6% para 12,9% no trimestre encerrado em maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas a real dimensão da crise está escondida em outros números. Entre março e maio, por exemplo, o país perdeu quase 8 milhões de postos de trabalho, um recorde.

Desse total, 74% ou quase 6 milhões são de trabalhadores informais – um dos grupos mais atingidos pela crise.

Isso acabou levando a uma outra marca inédita e também negativa: pela primeira desde que a pesquisa do IBGE começou a ser feita, em 2012, menos da metade da população brasileira em idade para trabalhar está de fato ocupada.

Como são feitos os pedidos

De acordo com o governo, os trabalhadores que perderem seus empregos sem justa causa durante a pandemia do coronavírus poderão pedir o seguro-desemprego por meios eletrônicos.

Isso pode ser feito de duas maneiras:

  1. acessando o portal https://www.gov.br/pt-br/temas/trabalho-emprego
  2. usando o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, que pode ser baixado em aparelhos que usam os sistemas operacionais Android e iOS.

Nos dois casos, o trabalhador pode dar entrada no pedido do seguro. Isso deve ser feito de 7 a 120 dias após a demissão.

Estudante de veterinária é picado por cobra Naja no DF e fica em coma .

9 de julho de 2020 at 12:33

Colaboração para o UOL, em Brasília

Um estudante de veterinária está em coma induzido após ter sido picado ontem, no Gama, região do Distrito Federal, por uma cobra Naja, considerada uma espécie exótica. De acordo com a Fundação Jardim Zoológico de Brasília, não há registro de entrada da espécie na capital federal. O Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) informou ao UOL que a suspeita é de que o jovem de 22 anos criava a cobra ilegalmente em casa.

O estado de saúde do universitário é grave, e ele está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Maria Auxiliadora, segundo familiares. Eles aguardam o resultado de um tratamento feito com soro vindo do Instituto Butantan, de São Paulo. O medicamento chegou a Brasília na noite de ontem.

Nas redes sociais, o jovem publicava várias fotos com cobras. Depois do caso ser publicado na mídia, as imagens foram apagadas.

Após horas de busca, a cobra foi encontrada por volta de 19h, pelo BPMA, dentro de uma caixa atrás de um morro, em um shopping localizado no Setor de Clubes Sul.Segundo o batalhão, só depois de muita conversa que um amigo da vítima informou sobre a localização da cobra.

O major Elias Costa, do BPMA, informou que o jovem será ouvido sobre o caso, assim que tiver condições. “A família precisa colaborar. Se eles estão com medo, quando o jovem acordar, ele precisará dar satisfações sobre a cobra. É ilegal mantê-la na casa dele”, declarou.

A Delegacia de Combate à Ocupação Irregular do Solo e aos Crimes contra a Ordem Urbanística e o Meio Ambiente (Dema) também investiga o caso.

Veneno pode matar em 60 minutos

Segundo o biólogo e diretor de répteis, anfíbios e artrópodes do Zoológico de Brasília, Carlos Eduardo Nóbrega, o veneno da Naja pode matar um ser humano em apenas 60 minutos após a picada.

“Não existe registro oficial de entrada desse animal no DF. Ele não poderia estar sendo criado por uma pessoa física. Essa espécie é encontrada principalmente na Tailândia. É uma das grandes responsáveis por acidentes na Ásia”, explica. A cobra da espécia Naja é encontrada na África, no Sudoeste da Ásia, Sul da Ásia e Sudeste Asiático.

Nóbrega também informou que o veneno da cobra atinge o sistema neurológico central do ser humano, afetando a respiração e a noção de espaço e tempo. A vítima também fica sonolenta.

“Se você não mexer com essa espécie, ela vai embora. Não ataca. Mas se ela se sentir ameaçada, levanta o corpo e se prepara para o bote. Porém, se o humano ou animal insistir, a Naja vai picar. Ela picou exclusivamente por defesa. Até porque essa cobra não tem capacidade física de engolir um ser humano”, pontuou.

De acordo com o biólogo, o tempo de espera para a chegada do soro antiofídico é preocupante. O indicado é receber o tratamento específico em até duas horas após a picada.

“Não temos como afirmar como vai ficar o estado de saúde dele. Mas existe o risco de morte. Como a cobra não é encontrada no Brasil, os estoques para esse tipo são realmente bem pequenos”, disse.

Soro foi enviado emergencialmente, diz Butantan

O soro enviado pelo Instituto Butantan é usado para emergências, caso ocorram ataques no local, já que a entidade de pesquisa possui algumas espécies da cobra Naja.

“O Instituto Butantan informa que não produz e nem disponibiliza soro antiveneno para acidentes com Naja, uma vez que é uma espécie exótica. A instituição somente mantém o soro em sua unidade hospitalar de atendimento para eventuais acidentes com pesquisadores que realizam estudos com o animal na instituição”, informa o Butantan.

“Nesta terça-feira (7), foram enviadas doses desta reserva para ao Hospital Maria Auxiliadora (DF) atendendo a uma solicitação em caráter emergencial. O Butantan ainda conta com uma pequena reserva do soro e já está providenciando a reposição do estoque para uso interno por meio de importação”, acrescenta em nota.

Segundo o instituto, novas doses não serão enviadas ao Distrito Federal, pois o tratamento é de responsabilidade da Secretaria de Saúde local. A Secretaria de Saúde disse que não tem informações sobre o caso.

Justiça determina pagamento de 13º e férias da Uber para motorista

9 de julho de 2020 at 12:14
Período analisado pela magistrada corresponde aos anos de 2016 a 2018

Período analisado pela magistrada corresponde aos anos de 2016 a 2018 | Fernanda Carvalho / Fotos Públicas Ouça esta reportagem

O pedido que reconhece o vínculo empregatício entre motorista e a empresa de aplicativo de transporte Uber foi aceito parcialmente pela Justiça do Trabalho de São Paulo. Raquel Marcos Simões, juíza do Trabalho substituta, foi quem analisou os requisitos para a caracterização do vínculo empregatício entre ambos e decidiu que a empresa deverá pagar ao motorista o aviso-prévio, 13º salário, férias acrescidas de 1/3 e recolhimento do FGTS, acrescido da indenização de 40%, no período compreendido entre junho de 2016 a fevereiro de 2018.

A decisão reforça que a Uber não é apenas uma empresa de tecnologia, já que não recebe qualquer receita decorrente da licença de uso de seu software, cedido de forma gratuita aos clientes e motoristas. “Considerando que não há no negócio da ré remuneração pela licença de uso do aplicativo, cabe perquirir [perguntar] sobre qual a natureza da receita auferida pela Uber, que é cobrada dos motoristas”, afirma Raquel.

De acordo com a juíza, foi levado em destaque que a Uber é quem determina os detalhes da relação entre passageiros e motoristas, fazendo dela não apenas uma intermediadora, mas também quem define o valor do serviço prestado — podendo “alterar unilateralmente o valor da taxa de serviço a qualquer momento e a seu exclusivo critério”.

A juíza ainda entende que a relação entre a Uber e o motorista envolvia fatores como pessoalidade, habitualidade, onerosidade e subordinação, caracterizando assim o vínculo empregatício.

Fonte: DOL

Secretária do Ministério da Saúde culpa governadores por mortes por covid-19

9 de julho de 2020 at 12:02

Poder360

Mayra Pinheiro é secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde no governo de Bolsonaro
© Reprodução/Twitter Mayra Pinheiro é secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde no governo de Bolsonaro

A Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do governo Jair Bolsonaro, Mayra Pinheiro, culpou governadores e prefeitos pelas mortes causadas pelo novo coronavírus.

Em seu perfil no Twitter, a médica escreveu nesta 4ª feira (8.jul.2020) que os governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará eram os responsáveis pelos altos números de vítimas da covid-19 em suas regiões.

Segundo ela, as mortes eram evitáveis e aconteceram por culpa de “governadores, prefeitos, secretários de saúde e instituições desses estados, que impediram ou dificultaram o acesso as medicações para tratamento da doença“.

© Reprodução

A médica, filiada ao PSDB do Ceará, foi presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará entre 2015 e 2018. Em dezembro de 2018, foi convidada para assumir o cargo na Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde no governo de Bolsonaro.

Do MSN Notícias

Nasa abre site para quem quiser enviar nome para Marte

9 de julho de 2020 at 11:50

Inspiração

Posted on —by RedaçãoTudo do Bem

Nasa abre site para quem quiser enviar nome para Marte

A Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, abriu mais uma vez a possibilidade para inscrever o seu nome para ser levado em uma missão ao planeta Marte.

O site da campanha pode ser acessado aqui. Basta fornecer informações básicas como o nome, código postal e o email. Quem fizer o cadastro ganha um cartão de embarque personalizado. Os novos nomes serão enviados em uma missão para o planeta vermelho que parte em 2026.

Ex-ministro Geddel Vieira testa positivo para covid-19 em presídio da Bahia

9 de julho de 2020 at 11:28

Correio Braziliense

© Minervino Junior/CB/D.A Press

Em um teste rápido, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, 61 anos, foi diagnosticado como positivo para a infecção por covid-19. As informações foram dadas pelo advogado do ex-ministro ao portal G1 nesta quarta-feira (8/7). 

Geddel cumpre pena no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, pela condenação no caso do bunker dos R$ 51 milhões. 

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), Geddel tem apenas sintomas leves e já fez um exame de contraprova. Ainda de acordo com a secretaria, ele segue isolado de outros detentos. Publicidade

Prisão

Geddel foi preso preventivamente em julho de 2017, após a Polícia Federal apreender aproximadamente R$ 51 milhões em dinheiro em um apartamento em Salvador. Em 2019, ele foi sentenciado a 14 anos de prisão por suposta associação criminosa e lavagem de dinheiro, pela Segunda Turma do STF.

Em março, a defesa de Geddel pediu que ele deixasse a cadeia em Salvador por ver risco de contágio pelo novo coronavírus. O ex-ministro, segundo advogados, é portador de doenças crônicas. Entretanto, a solicitação foi negada.

Na ocasião, os advogados do ex-ministro argumentaram que apesar da secretaria de administração penitenciária do Estado da Bahia ter restringido visitas aos presídios, “é fato público e notório que isso não elimina o risco de transmissão da doença aos internos, sobretudo considerando o fluxo de novos presos e agentes penitenciários que diariamente entram e saem do local”. *Com informações da Agência Estado 

Do MSN Notícias

Governo Bolsonaro mantém aprovação estável em 40%; desaprovação é de 47%

9 de julho de 2020 at 07:42

29% aprovam trabalho do presidente

A rejeição segue em alta com 48%

Leia a pesquisa do DataPoder360

Presidente Jair Bolsonaro com máscara com sua imagem. O registro foi feito durante entrevista no Palácio da Alvorada, em 22 de maioSérgio Lima/Poder360 – 22.mai.2020

SABRINA FREIRE
09.jul.2020 (quinta-feira) – 6h00

PODER360

Pesquisa DataPoder360 mostra que o governo do presidente Jair Bolsonaro tem 40% de aprovação e 47% de desaprovação. Os números se mantiveram estáveis, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais.

Há 15 dias, segundo o último levantamento, 41% aprovavam a administração federal e 49% desaprovavam. De lá para cá, Bolsonaro evitou proferir ataques a adversários e fazer declarações controversas a jornalistas na porta do Palácio da Alvorada. A última vez que o presidente falou no “cercadinho” de proteção da portaria da residência oficial da Presidência foi em 9 de junho.

O novo estudo do DataPoder360 começou a ser realizado na 2ª feira (6.jul.2020), dia em que o presidente revelou ter sintomas da covid-19 –doença causada pelo novo coronavírus– e que iria fazer o exame. A divisão de estudos estatísticos do Poder360 seguiu com as entrevistas até 4ª feira (8.jul.2020).

Na 3ª feira (7.jul.2020), o presidente confirmou que seu teste deu positivo e afirmou estar tomando hidroxicloroquina para tratar a doença. Ou seja, o levantamento já captou o possível efeito da revelação sobre a enfermidade.

A pesquisa também indica que o episódio da nomeação de Carlos Alberto Decotelli para a pasta da Educação não teve impacto sobre o governo nos últimos 15 dias. Nomeado em 25 de junho, o ex-presidente do FNDE (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação) ficou 5 dias no cargo depois ter seu currículo alvo de controvérsias.

Quando se leva em conta o rendimento dos entrevistados, a taxa de aprovação mais alta é no grupo dos desempregados e sem renda fixa (49%) –justamente quem recebe o auxílio emergencial. Há 15 dias, a aprovação dentro desse grupo era de 44%. A alta de 4 pontos percentuais veio depois da prorrogação do benefício por mais 2 meses.

A desaprovação é maior entre os que recebem de 5 a 10 salários mínimos (69%).

O gráfico a seguir mostra o desempenho do governo federal estratificado por gênero, idade, região, escolaridade e renda.

A pesquisa foi realizada de 6 a 8 de julho de 2020 pelo DataPoder360divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Conheça mais sobre a metodologia lendo este texto.

TRABALHO DE BOLSONARO

DataPoder360 também perguntou o que os entrevistados acham do trabalho de Bolsonaro como presidente: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. A avaliação positiva do desempenho pessoal de Bolsonaro é a mesma de 15 dias atrás: 29%.

Também permaneceu em 20% o percentual de pessoas que consideram a atuação de Bolsonaro regular.

A rejeição do presidente se manteve alta. Em 15 dias, o percentual daqueles que consideram o governo como “ruim” ou “péssimo” passou de 48% para 46%, com variação dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

  • Quem mais rejeita e aprova?
    • avaliam positivamente: homens (34%), moradores da região Norte (40%), e desempregados e sem renda fixa (34%);
    • avaliam negativamente: mulheres (48%), nordestinos (50%), pessoas com ensino superior (58%) e os que recebem de 5 a 10 salários mínimos (58%).

Leia a estratificação completa no infográfico abaixo:

ESTRATIFICAÇÃO POR RENDA

O quadro a seguir mostra como cada classe socioeconômica avalia o presidente ao longo do tempo. Os melhores desempenho de Bolsonaro (assim como de seu governo) são entre os mais pobres (ou seja, os desempregados e sem renda fixa). Houve alta de 3 pontos percentuais nesse grupo em 15 dias, também depois da prorrogação do auxílio emergencial.

OS 20% QUE ACHAM REGULAR

DataPoder360 ainda mostra para onde vão os que acham o trabalho de Bolsonaro regular (20%). O cruzamento dos dados indica que nesse grupo 42% aprovam o governo e 28% desaprovam.

Há 1 mês, entre os que consideram o desemprenho do presidente regular, a aprovação era de 59%.

O conteúdo do DataPoder360 pode ser lido nas redes sociais, onde são compartilhados os infográficos e as notícias. Siga os perfis da divisão de pesquisas do Poder360 no Twitter, no Fatwitter.com/DataPoder360cebook, no Instagram e no LinkedIn.

Investigação aponta assessor de Bolsonaro como responsável por página de fake news derrubada pelo Facebook

9 de julho de 2020 at 07:16

Tercio Arnaud Tomaz trabalha com o presidente e integra o chamado ‘gabinete do ódio’. Ele comandava a página ‘Bolsonaro Opressor 2.0’, que tinha mais de 1 milhão de seguidores.

Por G1


Facebook investigou apenas mensagens e posts divulgados nas páginas removidas

Páginas que o Facebook derrubou na investigação que levou à remoção de uma rede de contas falsas relacionadas ao PSL e a gabinetes da família Bolsonaro tinha Tercio Arnaud Tomaz, assessor do presidente Jair Bolsonaro, como administrador de alguns dos perfis que divulgavam fake news. Ele também é um dos integrantes do chamado “gabinete do ódio”.

A remoção de conteúdo aconteceu tanto no Facebook quanto no Instagram, em uma investigação do Atlantic Council’s Digital Forensic Research Lab (DFRLab), que mantém uma parceria com o Facebook desde 2018 para análise independente de remoções feitas pela rede social por comportamento inautêntico coordenado. A apuração foi feita somente com mensagens e posts divulgados nas páginas removidas.

 Tercio Arnaud Tomaz teve sua página no Facebook excluída. Antes, tinha foto com o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/DFRLab

Tercio Arnaud Tomaz teve sua página no Facebook excluída. Antes, tinha foto com o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/DFRLab

Tomaz foi o único responsável pelas páginas identificado na investigação que trabalha diretamente com o presidente. Ele também administrou as redes sociais de Jair Bolsonaro na eleição de 2018. Antes, trabalhou no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro no Rio de Janeiro no cargo de auxiliar de gabinete. Sua página no Facebook foi excluída.

O assessor trabalha no Palácio do Planalto, em uma sala próxima do presidente, tem salário de quase R$ 14 mil por mês e apartamento funcional. Ele faria parte do “gabinete do ódio”, junto com José Matheus Salles Gomes e Mateus Matos Diniz.

O DFRLab aponta que Tomaz era o responsável por “Bolsonaro Opressor 2.0”, uma página já removida que publicava conteúdos a favor do presidente, fazia ataques a adversários políticos, como o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e até ex-ministros do governo, como Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro, e divulgava notícias falsas. A página tinha mais de 1 milhão de seguidores no Facebook.

Moro comentou a decisão do Facebook. Disse que “foi alvo da rede de mentiras que age por motivos político-partidários. Pessoas que perderam qualquer senso de decência”.

Ainda, Tomaz era responsável pela página “@bolsonaronewsss” no Instagram, também derrubada pelo Facebook. Embora o dono da página fosse anônimo, a informação de registro em seu código-fonte mostra que ela pertence a ele, segundo a investigação. Ela tinha 492 mil seguidores e um total de 11 mil publicações.

Procurado pelo G1, o Planalto não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Investigação

A investigação também identificou dois assessores do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, atuando na rede desses perfis. Um deles, Eduardo Guimarães, já foi apontado pela CPI mista das fake news como criador e administrador de páginas que faziam ataques contra adversários do presidente. Esses perfis já haviam sido retirados pelo Facebook. Nesta quarta, perfis pessoais de Eduardo Guimarães também foram apagados.

Paulo Eduardo Lopes, conhecido como Paulo Chuchu, é o outro assessor de Eduardo Bolsonaro apontado na investigação como um dos principais operadores dessa rede que Facebook derrubou.

“O Eduardo Bolsonaro tem um assessor chamado Paulo Eduardo, conhecido como Paulo Chuchu, que fazia parte dessa rede. Ele registrou, por exemplo, um site que era um site teoricamente de notícias independentes, mas que na verdade era pró-Bolsonaro. Ele é um dos coordenadores da Aliança, o partido que o Bolsonaro está tentando formar”, afirma Luísa Bandeira. chefe para a América Latina do DFRLab. “Ele é um dos coordenadores da Aliança em São Bernardo do Campo. Então, eles tinham um grupo no Facebook também, que faziam se passar por notícias independentes, por jornalismo independente, quando, na verdade, é um esforço de propaganda ligado, nesse caso, a um assessor do Eduardo Bolsonaro.”

Mensagens dessa rede de apoio com perfis falsos ligada ao presidente Jair Bolsonaro começaram a ser divulgadas antes da eleição presidencial de 2018. Contudo, se intensificaram muito do fim de 2019, quando foram feitos sistemáticos ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal, ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e outras autoridades classificadas como adversárias políticas do presidente. Essa rede se manteve ativa mesmo depois da da instalação da CPI das fake news e da abertura dos inquéritos pelo STF.

“É uma rede antiga, tem páginas que são bem antigas, bem antes da eleição, mas a atividade principal que a gente vê delas foi no final de 2019, início de 2020. Então, tem muitas coisas relacionadas à Covid-19. Tem muitas coisas como eu falei sobre o Congresso, sobre o STF, o que está acontecendo no Brasil agora, então essa rede estava atuando com muita força agora até ela ser retirada do ar pelo Facebook”, destaca Luísa.

“A gente vê, todo brasileiro sabe disso, a gente vê no WhatsApp, tem muitos ataques às pessoas, a gente vê no Twitter, então não é só isso, a informação está sempre conectada. Então, o que se estava tentando fazer ali era criar uma narrativa e uma ideia de que aquelas pessoas eram pessoas que deveriam ser desqualificadas por vários motivos distintos.”

A relatora da CPMI das fake news, deputada Lídice da Mata, do PSB, disse que a retirada dos perfis ligados ao presidente Bolsonaro comprovam o que já mostraram as investigações do Congresso.

Veja o que o Facebook divulgou sobre a remoção de contas no Brasil:

  • Foram apagadas 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook, além de 38 contas no Instagram;
  • Cerca de 883 mil pessoas seguiam uma ou mais dessas páginas no Facebook;
  • Em torno de 917 mil seguiam contas do grupo no Instagram;
  • grupo removido reunia cerca de 350 pessoas;
  • Foram gastos US$ 1,5 mil em anúncios por essas páginas, pagos em real.

A rede social não divulgou a relação dos perfis e do grupo removidos, mas, em imagens usadas pelo Facebook como exemplo dos conteúdos derrubados, é possível ver as páginas “Jogo Político” e “Bolsonaro News”, no Facebook.

O Facebook afirmou que chegou ao grupo a partir de notícias na imprensa e por meio de referências durante audiência no Congresso brasileiro.

“A atividade incluiu a criação de pessoas fictícias fingindo ser repórteres, publicação de conteúdo e gerenciamento de páginas fingindo ser veículos de notícias”, disse o Facebook em comunicado.

Segundo a empresa, os conteúdos publicados eram sobre notícias e eventos locais, incluindo política e eleições, meme políticos, críticas à oposição, organizações de mídia e jornalistas, e também sobre a pandemia de coronavírus.

Ainda de acordo com a rede social, o grupo usava uma combinação de contas duplicadas e contas falsas para evitar a aplicação de políticas da plataforma.

O Facebook afirmou que quando investiga e remove esse tipo de operação se concentra mais “no comportamento, e não no conteúdo – independentemente de quem esteja por trás dessas redes, qual conteúdo elas compartilhem, ou se elas são estrangeiras ou domésticas.”

Alguns dos conteúdos publicados por essa rede foram removidos automaticamente por terem violado a política interna da rede social, inclusive por discurso de ódio.

Outro lado

G1 procurou as assessorias dos parlamentares citados pelo Facebook e a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), órgão da Presidência da República. Veja abaixo as respostas recebidas até a última atualização desta reportagem.

Nota do PSL

“A respeito da informação que trata da suspensão de contas do Facebook de alguns políticos no Brasil, não é verdadeira a informação de que sejam contas relacionadas a assessores do PSL, e sim de assessores parlamentares dos respectivos gabinetes, sob responsabilidade direta de cada parlamentar, não havendo qualquer relação com o partido.

Ainda, o partido esclarece que os políticos citados, na prática, já se afastaram do PSL há alguns meses com a intenção de criar um outro partido, inclusive, tendo muitos deles sido suspensos por infidelidade partidária. Ainda, tem sido o próprio PSL um dos principais alvos de fake news proferidos por este grupo.”

Nota da assessoria do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos -RJ)

“O governo Bolsonaro foi eleito com forte apoio popular nas ruas e nas redes sociais e, por isso, é possível encontrar milhares de perfis de apoio. Até onde se sabe, todos eles são livres e independentes.

Pelo relatório do Facebook, é impossível avaliar que tipo de perfil foi banido e se a plataforma ultrapassou ou não os limites da censura.

Julgamentos que não permitem o contraditório e a ampla defesa não condizem com a nossa democracia, são armas que podem destruir reputações e vidas.”

Nota da assessoria da deputada Alana Passos (PSL-RJ)

“Em nenhum momento fui notificada pelo Facebook sobre qualquer irregularidade ou violação de regras das minhas contas, que são verificadas e uso para divulgar minha atuação como parlamentar e posições políticas. Quanto a perfis de pessoas que trabalharam no meu gabinete, não posso responder pelo conteúdo publicado. Nenhum funcionário teve a rede bloqueada por qualquer suposta irregularidade. Estou à disposição para prestar qualquer esclarecimento, pois nunca orientei sobre criação de perfil falso e nunca incentivei a disseminação de discursos de ódio”.

Nota da assessoria do deputado Anderson Moraes (PSL-RJ)

“Tenho um perfil verificado, que não sofreu bloqueio ou qualquer aviso de ter violado qualquer regra da rede. Mas excluíram a conta de uma pessoa que trabalha no gabinete, uma pessoa com perfil real, não é falsa. A remoção da conta foi absurda e arbitrária, porque postava de acordo com ideologia e aquilo que acreditava.

O Facebook em nenhum momento apontou o que estava em desacordo com as regras. Qual motivo excluíram? Falam em disseminação de ódio, mas será que também vão deletar perfis de quem desejou a morte do presidente?

O governo Bolsonaro foi eleito com forte apoio nas redes sociais, perfis livres. Querem tolher a principal ferramenta da direita de fazer política. Estão atentando contra a liberdade de expressão e isso contraria princípios democráticos.”

RECONHECIMENTO

9 de julho de 2020 at 07:02

Hamilton Mourão diz que o modelo paraense é um dos melhores no combate ao coronavírus

Ag. Pará

Marco Santos /Agência Pará

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou, nesta quarta-feira (8), que o trabalho desempenhado pelo Governo do Pará no combate ao novo coronavírus é um dos melhores realizados no país. Mourão acredita que o Estado acertou ao desenvolver medidas preventivas e ações focadas no tratamento de pacientes logo na identificação dos primeiros sintomas do vírus.

A afirmação do vice-presidente da República foi feita no final da reunião de trabalho do Conselho Nacional da Amazônia Legal com a cúpula do governo do Estado e membros do setor produtivo local.

“Agradecer ao Governo do Pará por, em meio à pandemia, ter mantido a determinação, ter tido paciência e ter clareza no que queria fazer e, como consequência, ter adaptado a capacidade do sistema hospitalar aos efeitos da doença. O Pará hoje vive uma situação muito melhor que a maioria dos estados brasileiros, fruto deste trabalho” – Hamilton Mourão, vice-presidente da República.

Mourão também falou da retomada gradual da economia. “Vai chegar o momento da gente retomar as atividades, sempre lembrando que teremos que manter essas medidas de proteção por muito tempo, ou seja, até que a medicina nos dê uma vacina ou medicamento que seja totalmente eficiente”, diz.

ELOGIOS

No final do último mês de maio, em visita ao Pará, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, vistoriou as instalações de algumas unidades de saúde do Estado. O objetivo foi conhecer a realidade dos hospitais, as necessidades da população e as demandas da cidade e do interior, além de alinhar ações estratégicas conjuntas para ampliar o combate ao coronavírus.

“Me impressionou o trabalho desenvolvido pela Policlínica com as ações de triagem. É uma medida que estamos discutindo no Ministério da Saúde e que já vem sendo feita pelo governo do Estado. É algo muito resolutivo e estou levando como exemplo para a gente poder implantar também onde tem maior incidência no país”, destacou Pazuello.

RECONHECIMENTO

Um dos maiores especialistas do país em coronavírus e ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, também visitou o Pará no mês de maio e, após conhecer o trabalho desenvolvido no Estado,  avaliou que o Governo está no caminho certo. Na época, Mandetta avaliou que o Estado teve um aumento no número de casos no mês de abril, passou por um estresse, mas respondeu, atendendo a demanda reprimida. 

“Com uma boa dose de sacrifício da sociedade, de fazer a diminuição da mobilidade para diminuir a transmissão, parece que tá agora em um ‘platô’ com tendência de queda”, ponderou na época. 

MODELO PARAENSE

De acordo com técnicos da Secretaria de Saúde do Estado (Sespa), o período mais crítico do novo coronavírus no Estado ocorreu de 20 de abril até a primeira semana de maio, quando os serviços de saúde, privados e do município de Belém, colapsaram e fecharam suas portas para novos atendimentos da Covid-19.

 Neste período, o governo do Estado optou por tornar porta-aberta dois serviços de referência da capital paraense, a Políclinica Metropolitana de Belém e o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), que atenderam cerca de 50 mil pessoas em menos de um mês e continuam com os atendimentos, mas em menor escala. Ainda na capital, funcionando como retaguarda, o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG) também atendeu exclusivamente pacientes de Covid-19. 

Além destas medidas, o Estado ocupou parcialmente outras unidades hospitalares e antecipou a entrega do Hospital Regional de Castanhal, com 120 novos leitos. Uma outra estratégia importante é a interiorização dos serviços de assistência básica de saúde no combate à Covid-19 ofertados pelo Governo do Pará, com a Policlínica Itinerante, que percorre as mais diferentes regiões do Estado.