Bolsonaro faz novo teste e continua com coronavírus, diz Planalto

22 de julho de 2020 at 09:11

Presidente informou há duas semanas que estava com Covid-19. Desde então, trabalha da residência oficial do Palácio da Alvorada.

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro continua infectado pelo novo coronavírus, informou o Palácio do Planalto nesta quarta-feira (22). O resultado de um novo teste realizado pelo presidente teve mais um resultado positivo.

Em nota, o Planalto informou ainda que o estado de saúde do presidente segue “em boa evolução”.

“O presidente Jair Bolsonaro segue em boa evolução de saúde, sendo acompanhado pela equipe médica da Presidência da República. O teste realizado pelo presidente no dia de ontem, 21, apresentou resultado positivo”, afirmou o Planalto.

Bolsonaro anunciou no último dia 7 que recebeu diagnóstico positivo para a Covid-19. Desde então, ele tem trabalhado da residência oficial do Palácio da Alvorada, sem comparecer a eventos públicos.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou primeiro teste positivo para coronavírus há mais de duas semanas — Foto: Reuters/Adriano Machado

O presidente Jair Bolsonaro anunciou primeiro teste positivo para coronavírus há mais de duas semanas — Foto: Reuters/Adriano Machado

O presidente relatou que sentiu os primeiros sintomas da doença no domingo (5). O quadro piorou na segunda-feira (6), quando ele teve febre e mal-estar e realizou o exame para identificar o vírus.

Na semana passada, Bolsonaro realizou um novo exame, cujo resultado, segundo ele, também foi positivo. Um novo exame foi feito na terça (21). O presidente disse que se o resultado fosse negativo, pretendia viajar na sexta (24) ao Piauí.

No Alvorado, Bolsonaro montou um escritório. Ele tem assinado documentos por meio digital e participado de reuniões e cerimônias por videoconferência, como a posse do novo ministro da Educação, Milton Ribeiro.

O presidente tem 65 anos e faz parte da faixa etária considerada por especialistas como grupo de risco.

Exames anteriores

Antes do exame que deu positivo, Bolsonaro fez outros três, segundo o governo, desde o mês de março. Os três deram negativo, de acordo com a Presidência.

O primeiro foi realizado após retornar de viagem aos Estados Unidos, na qual mais de 20 pessoas que tiveram contato com a comitiva tiveram a doença.

Em maio, em uma ação movida pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, o governo federal entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) os laudos dos três exames.

Os resultados foram entregues ao STF porque o presidente anunciou várias vezes que os resultados eram negativos, mas se recusava a mostrar os laudos.

Três laboratórios dizem que não vão vender vacina contra covid a preço de custo

22 de julho de 2020 at 09:05

Pfizer, MSD e Moderna vão definir preço

AstraZeneca vai vender a preço de custo

Johnson & Johnson não vai ter lucro

Pfizer, Merck Sharp & Dohme (MSD) e Moderna anunciaram a intenção em audiência no Congresso dos Estados UnidosFotoblend/Pixabay

PODER360
22.jul.2020 (quarta-feira) – 8h12

Três farmacêuticas que estão na corrida pela criação de uma vacina eficaz contra o novo coronavírus disseram que, se tiverem sucesso, não vão comercializar o produto a preço de custo. Pfizer, Merck Sharp & Dohme (MSD) e Moderna anunciaram a intenção em uma audiência no Congresso dos Estados Unidos nesta 3ª feira (21.jul.2020). AstraZeneca e Johnson & Johnson afirmaram que, inicialmente, não devem ter lucros com a venda.

A Moderna é 1 dos laboratórios com resultados mais promissores. Depois de anunciar 100% de sucesso nas fases iniciais, a empresa começa os testes da fase 3 na próxima semana, com 30.000 voluntários. O laboratório recebeu US$ 483 milhões do governo dos Estados Unidos como financiamento para o desenvolvimento da vacina. Porém, segundo o presidente da empresa, Stephen Hoge, não existe contrato que regule o valor de venda.

Representante da MSD, Julie Gerberding, também disse que não tem contrato firmado com os Estados Unidos para fornecimento da vacina. Já a Pfizer argumentou que o preço final vai ser avaliado e levará em conta a situação mundial em relação à pandemia.

Em contrapartida, AstraZeneca, que desenvolve uma vacina em parceria com a Universidade de Oxford, explicou que já assinou contrato para fornecer pelo menos 300 milhões de doses a preço de custo aos Estados Unidos e tem acordo semelhante com a União Europeia. Testada no Brasil, a vacina da AstraZeneca está na 3ª fase e a empresa disse que pode ser distribuída ainda este ano.

A Johnson & Johnson também afirmou a disponibilidade em vender a vacina a preço de custo. Representante da empresa disse que a farmacêutica não terá lucro na distribuição da vacina enquanto durar a fase de emergência.

Leia abaixo 1 infográfico do Poder360 sobre as vacinas em desenvolvimento.

Em 2º turno, Câmara aprova texto-base do Fundeb com participação da União

21 de julho de 2020 at 22:23

Após negociação com governo, serão destinados 5% dos recursos à educação infantil e foi ampliada para 23% participação do Executivo no fundo

GABRIELA VINHALgabriela.vinhal@metropoles.com

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (21/7), em segundo turno, por 492 votos a 6, com uma abstenção, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que financia salários de professores, reformas nas escolas e desenvolvimento da educação básica. Agora os deputados analisam os destaques (sugestão de alteração) à matéria.

O fundo teria a previsão de acabar ainda neste ano, mas, com a PEC, ele é renovado e inserido na Constituição Federal. Após negociação com o governo, a relatora do projeto, professora Dorinha (DEM-TO), ampliou a participação da União no fundo de 10% para 23% e destinou 5,25% para a educação infantil.

Com a aprovação do Fundeb, que foi discutido ao longo de três anos na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), agradeceu o apoio dos parlamentares e lembrou que o aumento na participação da União é um “investimento”.

“Muitos acham que a gente não sabe que aumentar o Fundeb de 10% para 23% nos gera responsabilidade sobre [as fontes para] o financiamento desses recursos. Nós sabemos. São despesas que, na verdade, são investimentos. Investimento nas nossas crianças e no futuro dos nossos brasileiros”, celebrou Maia.

Primeiro turno
O Fundeb foi aprovado em primeiro turno por 499 votos a 7. Votaram contra: Bia Kicis (PSL-DF), Chris Tonietto (PSL-RJ), Filipe Barros (PSL-PR), Junio Amaral (PSL-MG), Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (PSL-SP), Márcio Labre (PSL-RJ) e Paulo Martins (PSC-PR).

Nessa etapa, os deputados aprovaram uma emenda do Centrão, que retirou do texto um dispositivo que previa que os fundos (estadual, municipal e distrital) seriam constituídos por 20% dos recursos de compensação da União aos entes federativos.

Essas verbas seriam decorrentes da desoneração de impostos (Lei Kandir). Segundo o governo, contudo, já há uma portaria do Tesouro Nacional que vincula 20% da desoneração da Lei Kandir ao Fundeb.

Divisão dos recursos
A participação do Executivo no fundo será gradual: 12% em 2021; 15% em 2022; 17% em 2023; 19% em 2024; 21% em 2025 e 23% em 2026. Inicialmente, a relatora ampliava, também de maneira progressiva, a complementação dos atuais 10% para 20%, mas não havia realocação dos recursos para a educação infantil, ou seja, creches para crianças de até 5 anos.

Segundo o texto, caso não haja vagas nas creches públicas, o montante será destinado a instituições sem fins lucrativos. Esse foi o pleito do Executivo federal para conseguir colocar o texto em votação sem alterá-lo durante a sessão do plenário.

Por se tratar de uma PEC, a votação ocorre em dois turnos com, ao menos, 308 votos dos 513 deputados. Após a conclusão da análise da Câmara, a proposta vai à votação no Senado Federal, que seguirá o mesmo trâmite.

Rodrigo Maia chega à Câmara Rafaela Felicciano/Metrópoles

“Eu espero que o governo não tenha feito isso de forma organizada, que tenha sido um erro”, afirmou MaiaAndré Borges/Esp. Metrópoles

Brasília (DF), 05/08/2019 Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, firmam “pacto” por reforma tributária Foto: Raimundo Sampaio/Esp. MetrópolesRaimundo Sampaio/Esp. Metrópoles

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia tem protagonizado embates com Jair BolsonaroAndre Borges/Especial para o Metrópoles

“Eu espero que o governo não tenha feito isso de forma organizada, que tenha sido um erro”, afirmou MaiaReprodução

Rodrigo Maia chega à Câmara Rafaela Felicciano/Metrópoles

“Eu espero que o governo não tenha feito isso de forma organizada, que tenha sido um erro”, afirmou MaiaAndré Borges/Esp. Metrópoles1

Profissionais da educação
A PEC prevê ainda que ao menos 70% do fundo sejam destinados ao pagamento de salários dos profissionais da educação. Atualmente, a regra é de 60% e exclusivamente para a remuneração de professores.

Para manter o acordo com o governo, a relatora incluiu ainda o destino de 15% do Fundeb para investimentos. Essa foi a contrapartida que o Executivo federal colocou para aumentar a contribuição da União com recursos do fundo. O projeto proíbe ainda o uso do montante para pagamento de aposentadorias e pensões.

Divisão dos recursos
Após chegar à contribuição de 23% em 2026, o montante será dividido em três partes: 10% serão direcionados aos estados que já recebem complemento da União para atingirem o padrão mínimo.

Outros 10,5% serão distribuído às escolas da rede pública de ensino municipal, estadual e distrital que não atingiram o valor anual total por aluno (VAAT), critério utilizado para receber o financiamento; e 2,5% para localidades que precisarem melhorar os índices de aprendizagem.CÂMARA DOS DEPUTADOSEDUCAÇÃO BÁSICAFUNDEB

‘É o maior desafio da minha carreira’: brasileiro dorme 4h por noite e lidera pesquisa de vacina em Oxford

21 de julho de 2020 at 22:13

Em entrevista exclusiva à BBC News Brasil, infectologista Pedro Folegatti, à frente de pesquisa ‘extremamente promissora’ anunciada na segunda-feira, diz que recusar vacina não é decisão individual e custa vidas.

TOPO

Por BBC

Pedro Folegatti, infectologista brasileiro e pesquisador da vacina da Covid-19 em Oxford — Foto: Arquivo pessoal/Pedro Folegatti (via BBC)

Pedro Folegatti, infectologista brasileiro e pesquisador da vacina da Covid-19 em Oxford — Foto: Arquivo pessoal/Pedro Folegatti (via BBC)

Mestre em saúde pública, o médico infectologista Pedro Folegatti já trabalhou pesquisando doenças tropicais, infecciosas e parasitárias no Brasil, na Tanzânia, em Uganda e no Reino Unido, antes de se tornar um dos cientistas do instituto que leva o nome do inventor da vacinação, Edward Jenner, na Universidade de Oxford.

O ponto alto da carreira, no entanto, começou em fevereiro deste ano, quando Folegatti se tornou um dos responsáveis pelos milhares de testes que vem sendo realizados no desenvolvimento de uma das vacinas mais promissoras contra o novo coronavírus.

“Temos trabalhado dia e noite, fim de semana, feriado, desde o final de fevereiro, para fazer esses ensaios clínicos acontecerem”, conta o médico de 34 anos, que tem dormido em média 4 horas por noite, em entrevista por telefone à BBC News Brasil.

O empreendimento foi notícia no mundo inteiro na segunda-feira (20), quando um artigo co-assinado pelo brasileiro sobre testes com 1.077 voluntários nas fases 1 e 2 da vacina apontou que ela é segura e tem capacidade de gerar uma resposta positiva no sistema imunológico.

A próxima etapa envolve voluntários no mundo inteiro — incluindo 5 mil brasileiros. Mas a missão ainda está começando.

“O que os resultados preliminares mostram é que, sim, a vacina é segura ao não induzir efeitos colaterais graves em nenhum dos 1077 participantes que foram recrutados (…). E sabemos que, sim, existem diversos anticorpos sendo induzidos por uma ou duas doses da vacina. A qualidade desses anticorpos é boa, no sentido de que ele não só existe em quantidade suficiente, mas também é capaz de neutralizar o vírus. E induz também outro pedaço da resposta imune, que chamamos de imunidade celular por linfócito T”, diz.

“Agora, o passo que precisa ser dado é saber se essa resposta imune que é induzida pela vacina é suficiente para garantir proteção contra o coronavírus.”

À reportagem, o único brasileiro na linha de frente da produção da vacina no Reino Unido detalhou a velocidade inédita das pesquisas — “O processo costuma acontecer em torno de muitos e muitos e muitos meses. A gente conseguir recrutar 1077 voluntários em um período de um mês é sem dúvida uma coisa sem precedentes” — e faz alertas sobre a responsabilidade compartilhada por meio de um “pacto social” em meio à pandemia.

“O fato de uma pessoa escolher não se vacinar ou não usar uma máscara não é uma escolha individual e repercute de forma bastante significativa na sociedade como um todo. Essas coisas se traduzem em aumento de custos no sistema de saúde e fundamentalmente em milhares de vidas perdidas”, diz.

“É importante que as pessoas tenham ciência de que não é só uma gripezinha, não é só um resfriado, existem milhares de vidas perdidas por conta dessa doença e as pessoas precisam fazer o papel delas: ficar em casa, usar máscara em ambientes públicos, lembrar de lavar as mãos várias vezes ao dia. Essas medidas são bastante importantes como estratégia de contenção do vírus na ausência de um tratamento ou vacina eficaz”, diz.

Ele resume sua mensagem: “Precisamos basear nossas ações no que a evidência científica diz que funciona ou não”.

Leia os principais trechos da entrevista:

  • BBC News Brasil – Antes de tudo, parabéns pelo anúncio. Imagino que a adrenalina esteja lá em cima.

Pedro Folegatti – Obrigado. Está tudo bastante caótico na verdade. Muito, muito trabalho, mas é gratificante ver que as coisas estão começando a acontecer e da forma que a gente esperava. É um resultado bastante positivo.

BBC News Brasil – Qual é exatamente o papel do senhor nesta pesquisa?

Pedro Folegatti – Sou um dos clínicos responsáveis pela condução dos ensaios clínicos e tenho uma participação bastante variada – desde a concepção do estudo, escrever os protocolos, implementação e seguimento dos voluntários. Meu papel principal é garantir que a gente faça o seguimento do ponto de vista de segurança dos voluntários.

BBC News Brasil – O que é exatamente esse seguimento de segurança?

Pedro Folegatti – O que a gente fez nesses ensaios clínicos, nessa fase em que reportamos os resultados, é recrutar voluntários saudáveis. Eles são divididos em dois grupos: o primeiro recebe a vacina que queremos investigar, a nossa vacina contra o coronavírus, e o outro grupo é de controle e recebe outra vacina qualquer, que esperamos que não tenha efeito contra o coronavírus. A gente segue essas pessoas por um período mínimo de seis meses a um ano e observa quaisquer efeitos adversos induzidos pelas duas vacinas.

BBC News Brasil – O nome do senhor aparece em primeiro no relatório de resultados da pesquisa. Isso sugere liderança nesse processo?

Pedro Folegatti – Mais ou menos. Como em qualquer publicação científica, os primeiros autores são os responsáveis pela maior parte do estudo, os que contribuíram de forma mais importante para o estudo, e os últimos autores são os autores sêniores no processo — o chefe, as pessoas que desenvolveram a vacina de fato e os imunologistas também.

BBC News Brasil – Essa vacina está sendo produzida em uma velocidade sem precedentes. Pode falar sobre como tem sido esse processo em uma perspectiva mais pessoal? Imagino que o cotidiano esteja bastante intenso e queria entender bastidores desse trabalho.

Pedro Folegatti – Sem dúvida. Na maioria das vezes, nos estudos em fase 1 ou 2, a gente recruta uma quantidade de voluntários significativamente menor do que recrutamos para esse ensaio clínico específico. E esse processo costuma acontecer em torno de muitos e muitos e muitos meses. A gente conseguir recrutar 1077 voluntários em um período de um mês é sem dúvida uma coisa sem precedentes para um ensaio clínico como este.

A gente começou a trabalhar a vacina desde o momento em que a sequência do genoma do coronavírus foi divulgada pelos cientistas chineses, e as preparações para os ensaios clínicos vêm acontecendo desde o final de fevereiro. É muito papel, são várias etapas de aprovação necessárias nesse processo: as principais são aprovação por um comitê de ética independente e da agência regulatória.

O processo tem sido acelerado de forma bastante substancial, sim, mas sem comprometer itens importantes com relação à segurança dos voluntários incluídos no estudo. Temos basicamente trabalhado dia e noite, fim de semana, feriado, desde o final de fevereiro, para fazer esses ensaios clínicos acontecerem.

Normalmente a gente recrutaria 25 ou 50 pessoas em um estudo clínico de fase 1, em um processo que levaria de 6 meses a 1 ano. A gente fez muito mais do que isso: recrutamos 1077 indivíduos em um prazo de um mês, em uma logística e infraestrutura gigantes. Existem mais de 250 pessoas envolvidas na execução desses ensaios clínicos na Universidade de Oxford apenas, fora os outros diversos parceiros nos centros de pesquisa que também participam do estudo.

BBC News Brasil – O senhor tem dormido quantas horas por noite?

Pedro Folegatti – Varia bastante, mas tenho dormido em média quatro (horas, desde fevereiro). (Risos)

BBC News Brasil – Ontem foi anunciado ao mundo que a vacina é segura e gera uma resposta imunológica no organismo. O que isso significa para quem não acompanha a literatura científica?

Pedro Folegatti – A vacina mostrou que não existe nenhum evento adverso grave induzido pela vacina nesse espaço de tempo curto em que temos assistido aos voluntários. Isso é importante ressaltar: é uma limitação deste estudo. Nós começamos a recrutar esses voluntários em abril e os dados que temos até agora mostram que não houve nenhum efeito adverso grave com relação à vacina. Eles geralmente costumam acontecer nos primeiros dias e semanas depois da vacina.

O que os resultados preliminares mostram é que, sim, a vacina é segura ao não induzir efeitos colaterais graves em nenhum dos 1077 participantes que foram recrutados. E foi capaz de induzir uma resposta do sistema imunológico, que a gente precisa entender melhor ainda como se traduz em eficácia contra o coronavírus.

Sabemos que, sim, existem diversos anticorpos sendo induzidos por uma ou duas doses da vacina. A qualidade desses anticorpos é boa, no sentido de que ele não só existe em quantidade suficiente, mas também é capaz de neutralizar o vírus. E induz também outro pedaço da resposta imune, que chamamos de imunidade celular por linfócito T.

São duas partes diferentes do sistema imune. Agora, se isso se traduz de fato em eficácia e proteção contra o coronavírus, isso o segmento dos estudos e os estudos maiores de fase 3 poderão dizer.

BBC News Brasil – O anúncio gerou certa euforia, porém, como o senhor disse, ainda não há um resultado definitivo.

Pedro Folegatti – Os resultados são importantes? Sim. São encorajadores? Sim. Agora, o passo que precisa ser dado é saber se essa resposta imune que é induzida pela vacina é suficiente para garantir proteção contra o coronavírus.

BBC News Brasil – Quando o senhor fala suficiente para garantir proteção… isso significa ser suficiente para nos tornar imunes permanentemente?

Pedro Folegatti – Essa pergunta é importante e ainda não temos resposta para ela. Existe uma variabilidade grande no que entendemos como proteção contra o coronavírus. Pode ser que a vacina proteja contra infecção grave, internação hospitalar, internação por UTI, morte, por exemplo. Pode ser que a vacina induza a uma proteção contra os casos mais leves e assintomáticos. Num ponto ideal, a vacina garantiria proteção também nos casos assintomáticos, as pessoas que não têm sintoma nenhum. Isso seria um papel importante com relação à diminuição de transmissão do coronavírus.

Mas o que interessa de fato é que as vacinas previnam morte por coronavírus, então essas nuances de quanto a vacina vai funcionar são o que os estudos de eficácia vão começar a nos mostrar nos próximos meses.

BBC News Brasil – Cinco mil pessoas participam desta fase de testes no Brasil, em São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro. Pode explicar essa etapa?

Pedro Folegatti – A primeira fase do processo de testagem é pegar o voluntário adulto, jovem e saudável e ver se a vacina induz à resposta imunológica que esperamos dessa população. Uma vez que estabelecemos isso, seguimos em frente e procuramos testar a vacina em outros grupos. Nos estudos de fase 2 e 3, aqui no Reino Unido, começamos a recrutar pessoas com mais de 56 anos, há voluntários com mais de 70 anos, algumas pessoas com comorbidades como diabetes, pressão alta, essas doenças mais comuns na população em geral. Essa é uma pergunta importante a ser respondida, se essa vacina funciona tão bem em pessoas que tenham outras condições de saúde. Esses estudos vêm acontecendo logo em seguida. E aí partimos para os estudos de fase 3, em que vacinamos um número muito grande de pessoas.

A forma como vemos a eficácia nesta etapa é dando a vacina para grupos diferentes e para pessoas que esperamos que naturalmente se tornem infectadas com o vírus. Então, a gente só consegue ver eficácia se existe transmissão local acontecendo no lugar onde os voluntários foram vacinados. Quando os ensaios clínicos começaram, aqui no Reino Unido, a ideia original era que, com a quantidade de casos que víamos no início do ano, que conseguíssemos ver esse sinal de eficácia aqui no Reino Unido. Quando os casos começaram a diminuir, começamos a procurar outros lugares no mundo em que o processo da epidemia ainda estivesse em ascensão de casos. Foi aí então que começamos a buscar parceiros internacionais e o fato de eu ser brasileiro também tem um pouco a ver com isso — em tentar conversar com as equipes aqui e tentar levar os estudos para o Brasil. Depois de alguma insistência, o investigador-chefe daqui então conversou com o contato que ele tinha no Brasil para fazer essa parceria começar a funcionar.

Escolhemos o Brasil por ser infelizmente um lugar onde a quantidade de casos talvez fosse nos dar uma resposta mais rápida com relação à eficácia da vacina.

BBC News Brasil – Então o fato de Brasil fazer parte dessa etapa é por conta do alto volume de casos por lá e de transmissão local.

Pedro Folegatti – Mais ou menos. Tem um pouco disso, sim, mas existem outros lugares em que o vírus estava em ascensão e a gente optou por não fazer por lá. Acho que tem um pouco das colaborações entre os cientistas daqui e do Brasil e da infraestrutura de pesquisa no Brasil, que permite que a gente faça esses ensaios clínicos em larga escala por lá.

Então, não só porque o Brasil se encontra em situação epidemiológica bastante desfavorável do ponto de vista da doença, mas favorável do ponto de vista de testagem de novas vacinas e novos medicamentos, mas também pela infraestrutura de ciência atual do país, que permite que a gente faça essas coisas com o rigor e a qualidade necessários.

BBC News Brasil – Há um forte movimento antivacina pelo mundo. Vê-se muitas notícias falsas, boatos, e é importante que esses mitos sejam desfeitos. O que o senhor tem a dizer para quem acredita ou espalha estas mensagens?

Pedro Folegatti – Esse é um problema crescente no Brasil e no mundo inteiro. A gente vê ondas de movimentos antivacina e a gente vê muita desinformação. É importante que as pessoas chequem as fontes de onde obtêm determinadas informações. É importante que a gente faça as coisas baseados em evidências e no que a ciência diz.

Como pudemos observar na pandemia atual, a gente precisa, e muito, da colaboração de todos. É importante que as pessoas se vacinem, sim, para garantir que a maior proporção de pessoas esteja coberta pela vacina e para que se evite mortes pelo coronavírus. E isso depende bastante das pessoas entrarem nesse pacto social. O fato de uma pessoa escolher não se vacinar ou não usar uma máscara não é uma escolha individual e repercute de forma bastante significativa na sociedade como um todo. Essas coisas se traduzem em aumento de custos no sistema de saúde e fundamentalmente em milhares de vidas perdidas.

O que tenho a dizer é isso, que as pessoas precisam pensar um pouco mais no coletivo e tomar determinadas decisões sobre vacinar baseadas na informação correta. Há muita desinformação por aí com relação à segurança de vacinas de forma geral.

BBC News Brasil – O senhor é o único médico brasileiro nessa equipe aqui em Oxford?

Pedro Folegatti – Na equipe tocando o estudo em Oxford, sim. Existem outros pesquisadores brasileiros colaborando com outros centros de pesquisa, mas no centro principal de Oxford, sim. Estou no Instituto Jenner da Universidade de Oxford já há 4 anos.

BBC News Brasil – O senhor tem alguma mensagem ao público brasileiro? Há um conflito muito grande de informações no país em relação a proteção, a isolamento, máscaras, cloroquina… O que o senhor recomenda aos brasileiros e qual é a melhor maneira de se evitar o próprio contágio e proteger quem está em volta?

Pedro Folegatti – Em uma situação em que os casos no Brasil continuam acontecendo de forma muito ascendente e em que a gente vê quantidade significativa de mortes acontecendo país afora, na ausência de um tratamento eficaz ou vacina eficaz, não há outra opção que não ficar em casa. É um pouco difícil falar sobre isso estando fora do Brasil já há algum tempo, mas é importante que as pessoas tenham ciência de que não é só uma gripezinha, não é só um resfriado, existem milhares de vidas perdidas por conta dessa doença e as pessoas precisam fazer o papel delas: ficar em casa, usar máscara em ambientes públicos, lembrar de lavar as mãos várias vezes ao dia.

Essas medidas são bastante importantes como estratégia de contenção do vírus na ausência de um tratamento ou vacina eficaz. Não existe outra opção que não seja aderir à recomendação dos órgãos oficiais, da Organização Mundial da Saúde. A gente tem a responsabilidade de não recomendar coisas que possam fazer mais mal do que bem. A mensagem é: precisamos basear nossas ações no que a evidência científica diz que funciona ou não.

BBC News Brasil – O senhor teve algum desafio tão grande na sua carreira quanto esse que o senhor vive agora?

Pedro Folegatti – Esse tem sido o maior desafio da minha carreira, sem dúvida, fazer essas coisas acontecerem em um espaço de tempo tão curto. Ter a oportunidade de me envolver com esse projeto se dúvida sem foi a coisa mais empolgante da minha carreira até o momento e vai ser difícil bater essa aí.

Cientistas de Oxford publicam primeiros resultados de vacina contra Covid-19

Cientistas de Oxford publicam primeiros resultados de vacina contra Covid-19

FURTO DE ENERGIA

21 de julho de 2020 at 21:38

Blitz flagra “gato” de energia no motel Rapidola, em Benevides

Diário Online

 DIOE/Polícia Civil

Uma operação da Polícia Civil, em parceria com a Equatorial, para combater furto de energia e demais irregularidades flagrou um “gato” em um motel localizado no quilometro 27 da BR-316, em Benevides, na região metropolitana de Belém, esta terça-feira (21).

Os policiais atenderam a uma denúncia anônima e foram verificar a situação no final da tarde. Ao se aproximarem do local já era visível as ligações clandestinas no motel “Rapidola”.

A ligação colocava em risco a vida de funcionários e clientes. A Polícia não revelou se no momento da operação havia clientes no local.

O gerente e os proprietários do “Rapidola” foram conduzidos a delegacia, onde até a hora de fechamento desta reportagem permaneciam dando esclarecimentos sobre o furto de energia.

Em nota, a Equatorial informou que neste ano regularizou mais de 30 mil instalações em todo o Estado em situação de furto de energia. E reforça que a prática, além de ser crime, compromete a segurança dos cidadãos, a qualidade do fornecimento de energia e gera inúmeros prejuízos a sociedade.

EUA oferecem US$ 5 milhões pela prisão do presidente do STF da Venezuela

21 de julho de 2020 at 21:00

Moreno é acusado de corrupção

Pompeo divulgou a informação

O secretário de Estado, Mike Pompeo, disse que Moreno é amigo de Maduro e usou o cargo para obter ganhos pessoaisFlickr/U.S. Secretary of Defense

IGHOR NOBREGA
21.jul.2020 (terça-feira) – 19h48

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta 3ª feira (21.jul.2020) uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que ajudem na prisão do presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, Maikel Moreno.

A informação foi divulgada pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em publicação no Twitter. A recompensa faz parte do Programa Transnacional de Prêmios de Crime Organizado, do Departamento de Estado dos EUA.

Moreno é acusado pela maior potência mundial por suposto envolvimento em práticas de corrupção na Venezuela. O presidente do STF venezuelano também sofreu sanções da Casa Branca, que impediu que ele e sua mulher entrem nos Estados Unidos.

“Maikel Jose Moreno Perez, 1 amigo de Maduro, usou sua posição de autoridade para obter ganhos pessoais, aceitando subornos para influenciar os resultados de casos criminais na Venezuela. Ao indiciá-lo publicamente hoje, estamos enviando uma mensagem clara: os EUA estão firmemente contra a corrupção”, afirmou Pompeo no Twitter.

O chefe do Judiciário venezuelano é aliado do presidente Nicolás Maduro, que também está na mira do governo norte-americano, com uma recompensa 3 vezes maior. Em março, Moreno, Maduro e uma dezena de integrantes da política venezuelana foram acusados de “narcoterrorismo” e lavagem de dinheiro.

Os Estados Unidos estão entre os mais de 50 países que reconheceram, em janeiro de 2019, Juan Guaidó como legítimo presidente da Venezuela. O líder da oposição e então presidente da Assembleia Nacional acusou Maduro de fraudar as eleições de 2018.

Antes disso, os norte-americanos já tinham adicionado Maduro, Moreno e outros membros da Suprema Corte em uma lista de autoridades sob investigação. O motivo foi a anulação da Assembleia, controlada pela oposição.

Pazuello: vacina para Covid-19 será fabricada no Brasil até janeiro de 2021

21 de julho de 2020 at 20:17

Segundo ministro interino da Saúde, país já reservou os insumos necessários para garantir produção de pelo menos 30 milhões de doses

agulha com vacinaTALAJ, ISTOCKJULIANA CONTAIFERjuliana.contaifer@metropoles.com

Em entrevista coletiva concedida durante uma visita ao estado do Rio Grande do Sul, o ministro interino do Ministério da Saúde, o general Eduardo Pazuello, afirmou que o governo pretende começar a fabricação da vacina de Oxford em dezembro deste ano ou em janeiro de 2021.

“Estamos agora discutindo a transferência dos recursos do contrato feito pela Fiocruz e Bio-Manguinhos, e essa contratação prevê transferência de tecnologia e recebimento dos insumos para fabricação em grande quantidade”, disse Pazuello.

Segundo ele, a AstraZeneca, farmacêutica responsável pela produção da vacina, está negociando com o Ministério da Saúde as condições de pagamento pela tecnologia. “O tempo disso aí é no final do ano. A previsão é que, em dezembro ou janeiro, já estejamos fabricando a vacina. A solução é a vacina. Adquirimos a planta necessária para a produção e os insumos para fabricação de um lote de grande quantidade, 30, 40 milhões de doses. Isto já está pactuado”, afirmou o ministro interino.

Outras imunizações
De acordo com o general, a vacina chinesa Coronavac, que também está sendo testada no Brasil, será usada para “complementar” as imunizações produzidas pela Fiocruz. Já a Moderna, criada nos Estados Unidos, usa uma tecnologia que ainda não é dominada no país e, por isso, Pazuello afirma que está sendo pactuada uma possibilidade de compra com prioridade.

VERÃO

21 de julho de 2020 at 19:55

Praias de Santarém reabrem a partir do próximo sábado

Com informações de Miguel Oliveira/O Estado Net

| Bruno Cecim/Agência Pará

O banho de rio nas praias do Tapajós e de igarapé em balneários do município estará liberado a partir do próximo sábado (25), em Santarém, oeste paraense. A recomendação é do comitê de enfrentamento ao coronavírus, em reunião realizada na tarde desta terça-feira(21)

As informações são do portal O Estado Net. Em Alter do Chão, a lotação das catraias que fazem travessias e passeios foi reduzida para três passageiros, e a  permanência na praia será permitida de 6h às 18h. 

Estão liberados, também, a realização de shows com público a bordo de veículos. 

Além da liberação das praias, a comissão ainda decidiu por limitar a 200 pessoas o público que pode participar do evento de lançamento do cartaz do Círio de Nossa Senhora da Conceição, no elevado da praça da Matriz, no próximo domingo.

Com informações de O Estado Net.

Advogado usa nome da OAB para apoiar desembargador que rasgou multa em SP

21 de julho de 2020 at 19:37

Entidade repudia nota divulgada

Advogado será destituído do cargo

Desembargador se recusou a usar máscara de proteçãoreprodução

PODER360
21.jul.2020 (terça-feira) – 19h14

O presidente da Comissão de Direito dos Refugiados e Migrantes da seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Santo André (SP), Alberto Carlos Dias, usou o nome da entidade para apoiar o desembargador Eduardo Siqueira, que desacatou 1 agente da Guarda Municipal de Santos no último sábado (18.jul.2020).

Em nota, Alberto Carlos Dias afirmou que a conduta do desembargador foi retratada “indevidamente” pela imprensa.

“A conduta do Desembargador retratada indevidamente pelos veículos de comunicação, com o fito apenas em impingi-lo como autoritário, reflete mais uma vez a sanha dos veículos de comunicação em alcançar os seus patrocinadores por meio do sensacionalismo”, afirmou. Leia a íntegra da nota ao final do texto.

Imagens que circulam na internet mostram o momento em que o guarda pediu que o magistrado colocasse a máscara de proteção enquanto caminhava na orla da praia. O desembargador se recusou a seguir a orientação. Disse que o decreto sobre a utilização do equipamento “não é lei” e que, por isso, não o obedeceria.

O guarda, então, desceu do carro para aplicar a multa. Siqueira disse que já havia sido multado: “Amassei e joguei na cara dele. Você quer que eu jogue na sua também?”, confrontou. A Prefeitura de Santos confirmou posteriormente a reincidência do desembargador.

A presidente da OAB de Santo André, Andréa Tartuce, informou que a comissão presidida por Alberto Carlos Dias não tem autorização para falar em nome da entidade, e que o advogado será afastado de suas funções por motivos de descumprimento ao regimento interno.

Eis a íntegra da nota divulgada por Alberto Carlos Dias em nome da Comissão de Direito dos Refugiados e Migrantes da OAB de Santo André:

“A Comissão de Direito dos Refugiados e dos Migrantes da OAB-SP, subseção de Santo André vem, por meio de seu Presidente solidarizar-se ao DD. Desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em relação ao episódio ocorrido dia 18 último em Santos.

A conduta do Desembargador retratada indevidamente pelos veículos de comunicação, com o fito apenas em impingi-lo como autoritário, reflete mais uma vez a sanha dos veículos de comunicação em alcançar os seus patrocinadores por meio do sensacionalismo.

Antes de tudo, trata-se de uma pessoa idosa que fora abordada de maneira abrupta (inclusive com abertura de portas), o que instintivamente provoca dois comportamentos imediatos: reação ou fuga.

Assustado, procurou o Desembargador em reportar aos guardas que decreto não é lei e, portanto, não há obrigatoriedade de cumprir ordem manifestamente ilegal.

A propósito, prevê o artigo, 146 do Código Penal: “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa”.

A ligação ao Inspetor -Chefe da Guarda Civil de Santos, apresentou o condão em resolver o conflito de maneira efetiva e legal, afinal quem não preza pela celeridade processual?

A CDRM reafirma que nenhum magistrado, seja de primeira instância ou dos tribunais superiores, pode ser punido ou ameaçado de punição porque decidiu de acordo com a sua consciência, nos termos da Constituição e das leis.

Igualmente, nenhum magistrado pode ser punido ou ameaçado de punição porque se manifestou publicamente na defesa da independência funcional da magistratura.

Vivemos em uma democracia e no Estado Democrático de Direito. Os magistrados, como todos os cidadãos, têm o direito de manifestar sua opinião e a Lei Orgânica da Magistratura, que surgiu em triste período da história deste País, deve ser interpretada sob o espírito democrático e participativo da Constituição Federal de 1988, a Constituição Cidadão, mas jamais ser utilizada como instrumento de intimidação.

A CDRM reafirma o seu compromisso com o fortalecimento do Estado Democrático de Direito, com a harmonia na convivência entre todos os magistrados e com o aprimoramento constante do Poder Judiciário.

Alberto Carlos Dias – Presidente da Comissão de Direito dos Refugiados e Migrantes

OAB/SP- Subseção Santo André”

Ministro da Educação diz que está com Covid-19

20 de julho de 2020 at 14:37

Milton Ribeiro é o quarto a chefiar a pasta e foi empossado na última quinta-feira (16)

Por G1 — Brasília

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou no início da tarde desta segunda-feira (20) que está com Covid-19.

“Acabo de receber agora pela manhã resultado positivo para COVID. Já estou medicado e despacharei remotamente”, afirmou em uma rede social.

O pastor e professor é o quarto a chefiar o Ministério da Educação e foi empossado na última quinta-feira (16).