Maia e Alcolumbre: amigos, mas agora cada 1 lutando pela própria reeleição ao comando das duas Casas do Congresso. Atrito pode escalar e atrapalhar o ambiente político para aprovar reformasPedro França/Agência Senado
Esqueça Bolsonaro contra a oposição. A guerra política deste 2º semestre será travada entre os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.
Motivo: os 2 querem se reeleger para o comando das respectivas Casas legislativas.
Pela letra fria da Constituição, Maia e Alcolumbre só podem ficar no comando das duas Casas do Congresso até 31 de janeiro de 2021. Na 1ª semana de fevereiro têm de ser eleitos novos presidentes da Câmara e do Senado. Aí começam os problemas: Maia e Alcolumbre têm estratégias distintas para tentar contornar esse obstáculo legal
Eis a estratégia de cada 1 dos congressistas:
Senado: parecer jurídico – Alcolumbre acha que com 1 parecer jurídico assinado por advogados de renome consegue empinar sua reeleição. No Supremo há uma chance real de a tese ser aceita. Mas deixa Rodrigo Maia de fora;
Câmara: “Teoria FHC” – Maia quer fazer vigorar uma espécie de argumento que Fernando Henrique Cardoso usou em 1997 para aprovar a possibilidade de se reeleger presidente no ano seguinte: todos têm direito a uma reeleição. Qual é o problema? O demista já está no comando da Câmara desde julho de 2016 (quando foi eleito para 1 mandato tampão, ao substituir Eduardo Cunha). Depois, teve 1 mandato completo de 2 anos em 2017 e 2018. Agora está no 5º ano no comando dos deputados –e isso é visto como impeditivo para sua recondução ao cargo.
POR QUE ISSO IMPORTA
Porque se Maia e Alcolumbre se desentenderem (como já está ocorrendo, de maneira tácita) isso pode implodir a chance de avanço nas reformas em debate no Congresso.
Maia tem relações muito mais sólidas dentro do Supremo Tribunal Federal do que Alcolumbre. Suas conexões têm potencial para tirar o apoio que o presidente do Senado construiu até agora na Corte.
Ao mesmo tempo, há no Legislativo e no Judiciário uma interpretação de que depois de 5 anos como presidente da Câmara, Rodrigo Maia teria mesmo de deixar a cadeira. Se o demista insistir, não só ele pode ficar fora da disputa, mas também arrastar junto o colega que comanda o Senado.
A tese pró-Alcolumbre também tem fragilidades jurídicas, mas seria mais fácil emplacá-la porque o senador pelo Amapá só está há 2 anos na cadeira.
Tudo considerado, essa operação sobre reeleger ou não Maia e Alcolumbre é o que deve ser observado nas próximas semanas e meses. O desfecho dessa feitiçaria política determinará a produtividade do Congresso até o final de 2020.
Procedimento é praxe nesse tipo de ação. Pedido de investigação foi feito ao STF por deputada após Facebook remover contas ligada à família do presidente e a políticos do PSL.
Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre uma notícia-crime apresentada contra o presidente Jair Bolsonaro e dois de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ).
O caso envolve as investigações do Facebook que resultaram na remoção de contas ligadas ao PSL e a gabinetes da família Bolsonaro nas redes sociais da empresa. A representação foi feita ao Supremo pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC).
A decisão do ministro foi publicada nesta quinta-feira (23). O procedimento adotado por Moraes é praxe nesse tipo de ação. Bolsonaro e seus filhos ainda não são formalmente investigados. A procuradoria vai analisar se há elementos contra eles que justifiquem o pedido de abertura de uma apuração no STF sobre os fatos.
Foram tiradas do ar 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook, além de 38 contas no Instagram. O Facebook, responsável pelas duas redes sociais, afirmou que foram identificados perfis falsos e com “comportamento inautêntico” — quando um grupo de páginas e pessoas atuam em conjunto para enganar outros usuários sobre quem são e o que estão fazendo.
Mesmo com os responsáveis tentando ocultar suas identidades, as investigações da rede social encontraram ligações de pessoas associadas ao PSL e a alguns dos funcionários nos gabinetes de Eduardo, no de Flávio, no do presidente, e também nos de Anderson Moraes e Alana Passos, ambos deputados estaduais pelo PSL no Rio de Janeiro.
Entre as páginas investigadas pelo Facebook está o perfil “Bolsonaro News.” O e-mail usado para registrar o perfil era de Tercio Tomaz, que já foi assessor de Carlos Bolsonaro, filho do presidente, na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Hoje é assessor especial do presidente, com gabinete no Palácio do Planalt, salário de quase R$ 14 mil por mês e apartamento funcional.
Publicações da página de Tercio atacam adversários políticos de Bolsonaro, como o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e até ex-ministros do governo, como Luiz Henrique Mandetta e Sérgio Moro.
O presidente Jair Bolsonaro com os filhos Flávio e Eduardo — Foto: Flickr/família Bolsonaro
Ao STF, a deputada afirmou que há fortes indícios da prática de inúmeras ações delitivas supostamente praticadas pela família Bolsonaro e aliados, utilizando-se da rede mundial de computadores, para a prática de crimes como calúnia, difamação, injúria e ameaça “contra o Supremo Tribunal Federal e seus ministros, além de agressões e ameaças contra o Poder Legislativo da União e os presidentes da Câmara [Rodrigo Maia] e do Senado [Davi Alcolumbre]”.
A parlamentar pede que a notícia-crime seja incluída no inquérito das fake news, que investiga a disseminação de notícias falsas e ataques a ministros do STF.
Em seu despacho, Moraes não faz considerações sobre os fatos narrados pela deputada. Ele limitou-se a escrever: “Abra-se vista à Procuradoria-Geral da República para manifestação”.
O ministro já autorizou a Polícia Federal a acessar dados da investigação do Facebook . O compartilhamento de dados servirá para abastecer duas investigações ao mesmo tempo: o inquérito sobre atos antidemocráticos e o das fake news. Os dois têm o mesmo relator no Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes.
Moraes autoriza PF a acessar dados da investigação do Facebook sobre rede de contas
Ex-ministro Mandetta admite candidatura à presidência em 2022
Com informações de Band
Em entrevista à BandNews, ex-ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou que pode ser candidato a presidente em 2022. | Agência Brasil
O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta admitiu que pode ser candidato a presidente da República na próxima eleição, em entrevista ao Programa Ponto a Ponto, do canal BandNews TV.
“Em 2022, eu vou estar em praça pública lutando por algo em que eu acredito”, afirmou ele.
“Se o Democratas [partido ao qual é filiado] acreditar na mesma coisa, eu vou. Se o Democratas achar que ele quer outra coisa, eu vou procurar o meu caminho. Eu vou achar o caminho. Como candidato, ou carregando o porta-estandarte do candidato em que eu acreditar. Mas que eu vou participar ativamente das eleições, eu vou”, acrescentou.
Ao ser questionado se participaria das eleições como candidato a presidente, ele respondeu: “A presidente, a vice-presidente”.
O ex-ministro também lembrou que outros cargos estarão em disputa em 2022, como o de governador, vice-governador e senador. Mas descartou a possibilidade de se candidatar a deputado federal – ele já cumpriu dois mandatos na Câmara dos Deputados.
Mandetta ainda criticou a polarização política no Brasil e disse que espera ter o apoio dos partidos do chamado Centrão em uma eventual candidatura.
“Em 2022, polarização, com certeza, não. Se a gente conseguir um grande acordo, um grande caminho pelo centro fisiológico aí que está fazendo essa nova base de sustentação [ao governo de Jair Bolsonaro]”, avaliou.
“Mas um centro bacana, que respeite as individualidades, que eu não tenha que decidir se o cara é gay, se o cara é hétero, se o cara é alto, se o cara é baixo. Você tem que respeitar as pessoas nas suas questões individuais”, continuou. “E promover a revolução de uma década. Porque essa, [de] 2010 a 2020, foi jogada na lata do lixo”.
O ex-ministro disse que, em agosto, deve lançar um livro sobre sua experiência como ministro da Saúde em meio à pandemia do novo coronavírus e que pretende viajar pelo Brasil para divulgar o livro.
Em abril, Mandetta foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro após um ruidoso processo de fritura. O presidente ficou incomodado com o destaque da gestão do então ministro da Saúde durante a pandemia.
Eles tinham também divergências quanto às medidas de prevenção que deveriam ser adotadas contra o coronavírus. Na época, Bolsonaro já ignorava orientações sanitárias e criticava medidas de distanciamento tomadas por prefeituras e governos estaduais, ao contrário de Mandetta, que defendia o isolamento social.
O ex-ministro também não recomendava o uso da cloroquina
indiscriminadamente, por não ter comprovação científica e por ter efeitos colaterais que podem levar à morte.
Parlamentares veem erro do governo em proposta de Guedes sem articulação prévia e na promessa de deputado de que conseguiria adiar votação.
Por Andréia Sadi
Cobre os bastidores de Brasília para o Jornal Hoje (TV Globo) e na GloboNews. Apresenta o Em Foco (GloboNews) e integra o Papo de Política (G1)
Sessão da Câmara que aprovou novo Fundeb, na noite de terça-feira (22). — Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Ministros do governo do presidente Jair Bolsonaro admitiram nesta quarta-feira (23), durante uma reunião reservada, erros e atropelos do governo na condução da negociação com a Câmara dos Deputados durante a votação do Fundeb – fundo que financia a educação básica.
Apesar de comemorar nas redes sociais a vitória do Fundeb como uma vitória do governo, um ministro ouvido pelo blog que participou da reunião admite que o governo “tomou um baile” do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já havia construído maioria pela aprovação do texto da relatora, deputada professora Dorinha (DEM-TO).
Assessores do presidente avaliam que o governo subestimou a experiência e a interlocução de Maia, no terceiro mandato, com a Casa. E apostou que os cargos que havia entregue ao chamado Centrão garantiria a operação preferencial do governo: usar o Fundeb para financiar o Renda Brasil, que ainda não foi criado.
Parlamentares atribuem a dois processos os “erros” do governo na votação do Fundeb:
Paulo Guedes “atropelou” a articulação política e apresentou uma contraproposta ao Fundeb sem debate prévio, o que irritou Maia e deputados;
A promessa de Artur Lira (PP-AL), um dos líderes do Centrão, de que conseguiria adiar e não dar quórum à votação, como queria o Planalto.
Maia, quando soube da operação de Lira e do Planalto, comentou com aliados que era um “erro” escolher a pauta da Educação para medir forças políticas, já que sabia que a Casa dificilmente se omitiria a respeito do Fundeb.
Para aliados de Bolsonaro, a votação do Fundeb fortaleceu mais uma vez Maia, que para o governo estava isolado após Bolsonaro ter entregue cargos ao Centrão, em troca de apoio.
Após o diagnóstico feito pelos governistas, agora, assessores de Bolsonaro cobram alinhamento e sugerem a troca do líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO). Na avaliação de assessores do presidente, Vitor Hugo, por ser novato, não teria experiência para negociar com Maia. “É como colocar um faixa branca, azul para lutar com um faixa preta”, brinca um ministro.
Segundo o blog apurou, assessores do presidente Bolsonaro fizeram críticas ao líder do governo na Câmara, e sugerem um nome do Centrão para a vaga.
Outro grupo do Planalto sugere que Maia seja ouvido a respeito do nome para o posto.
Já Maia acredita, nos bastidores, que trocar Vitor Hugo seria apenas buscar um culpado por uma operação errada que teve a digital de outros integrantes do governo e de Lira.
Radicais
Nesta quarta-feira, Bolsonaro destituiu Bia Kicis, uma das sete parlamentares bolsonaristas que votaram contra o projeto.
Na avaliação de um ministro, a nova postura de Bolsonaro é uma sinalização de que o presidente quer o diálogo com a classe política, e tem sido aconselhado a se afastar da ala mais radical de apoiadores.
Apesar dos bons resultados que as candidatas à vacina vem apresentando, uma imunização só pode ser distribuída em larga escala depois de ter sua segurança e eficácia confirmadas em várias etapas. Para isso, as candidatas precisam concluir os testes clínicos, com voluntários. O passo seguinte é o registro da vacina que, no Brasil, precisa ser concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em entrevista ao Metrópoles, o gerente geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, afirmou que, após os estudos serem finalizados e a documentação conclusiva favorável ser apresentada, a agência se posicionará em 30 dias sobre a regulamentação ou não do método de imunização. Mendes está otimista de que isso ocorrerá ainda em 2020.
O primeiro registro de uma vacina contra a Covid-19 sai em 2020? Isso depende de uma série de fatores: da capacidade dos estudos serem finalizados, da empresa compilar esses dados e submeter a documentação para a Anvisa. Eu estou vendo que as empresas estão bem empenhadas e, se tivermos bons resultados e depender dos esforços delas, acredito que possa sair sim.
Pela lei, a gente tem um ano para dar o registro. Mas nós tivemos uma redução bem significativa de tempo com a resolução RDC Nº 348 (de 17 de março de 2020). Ela diz que o registro de medicamentos pode ser feito em até 30 dias. É uma documentação extensa: a gente tem que avaliar todos os dados de segurança e de qualidade dos estudos, não só do Brasil. Estamos organizados para isso.
Qual é o prazo para a aprovação de um estudo sobre vacinas no Brasil? Tradicionalmente, em um estudo normal, a Anvisa teria 90 dias para se manifestar sobre a aprovação de estudos clínicos no Brasil. Na situação de pandemia, por conta da urgência, estamos com o prazo de 72 horas (três dias), então teve uma diminuição significativa.
A gente conseguiu isso porque colocou uma equipe de especialistas e formou um comitê de especialistas em que cada um tem a sua função para agilizar esse processo.
Quem integra o Comitê de Avaliação de Estudos Clínicos, Registro e Pós-Registro de Medicamentos? São servidores da Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED). Formamos um comitê para garantir uma resposta mais rápida.
Essa redução considerável do tempo de aprovação pode comprometer a segurança dos estudos? Conseguimos diminuir esse tempo porque envolvemos um número maior de especialistas, cada um olhando para uma parte e estamos priorizando os pedidos relacionados à Covid-19. Todos os pedidos de outras doenças estão entrando na fila.
Geralmente, a gente tem trabalhado nas reuniões do comitê com 15 a 20 especialistas, farmacêuticos e profissionais de saúde, todos servidores da Anvisa.
A Anvisa pode interromper um estudo com fase 3 em andamento? Apesar de já ter um dado de segurança mínimo, geralmente em poucos voluntários (nas fases anteriores), o estudo clínico expõe uma quantidade maior de pessoas, novos dados são gerados e a gente acompanha. Se tiver questões preocupantes de segurança, podemos decidir interromper um estudo.
A gente também acompanha os dados preliminares de eficácia. Geralmente, quando dá 25% do estudo, já dá para fazer uma análise interina e a Anvisa consegue avaliar os dados para saber se realmente é promissor ou não. Se, de repente a gente vir que não está funcionando ou gerando imunidade, a agência pode decidir interromper também.
Quantos pedidos de autorização para estudos clínicos de vacinas foram enviados para a Anvisa? Três. Todos aprovados. Não temos nenhum outro para aprovação.
O que fez o estudo da Pfizer ser aprovado? Esse é um estudo diferente dos outros aprovados até o momento. Ele está acontecendo simultaneamente em outros quatro países e o Brasil é um dos braços.
Ele é o que chamamos de fase 1/2/3: as fases acontecem todas ao mesmo tempo. Isso é uma prática que as agências reguladoras internacionais tiveram que adotar para acelerar esse processo de desenvolvimento de uma vacina para o novo coronavírus.
Um estudo que reúne as três fases simultaneamente é seguro para os voluntários? Sim, porque já temos dados de segurança que mostram que dá para usar em humanos sem nenhum risco. O risco maior nesse desenho é da própria empresa porque ela vai testar um número grande de voluntários sem ter muito bem caracterizada se vai funcionar ou não. A nossa função é de preservar a segurança de quem vai participar e isso já está muito bem caracterizado.
Quão avançada está a pesquisa da Pfizer e BioNTech? Ela ainda está num estágio anterior às outras por fazer todas as fases ao mesmo tempo. Mas é uma esperança e faz sentido a gente aprovar considerando o cenário que vivemos.
A fase 1, realizado nos Estados Unidos, não está finalizada, mas os dados gerados já mostram que existe um perfil de segurança bastante consolidado em humanos. No Brasil ela vem na fase 2/3, com pesquisa feita pela empresa privada Icon, com centros de pesquisa em São Paulo e na Bahia.
A formação de uma nova fila de análise de estudos com prioridade para a Covid-19 atrasa a aprovação de pesquisas sobre outras doenças? Eles seguem o prazo normal, definido na resolução, de 90 dias. A gente está lutando para manter esses prazos e até agora estamos conseguindo. A agência se mobilizou e deslocou profissionais, mas estamos priorizando a Covid-19.
Quais critérios são avaliados pela Anvisa para a aprovação de estudos de vacina no Brasil? No momento de avaliar um pedido de estudo, a Anvisa se preocupa com a segurança porque, para ser testada em humanos, a vacina precisa mostrar que é segura, não se pode expor as pessoas a um produto que causa muitas reações adversas.
A gente avalia também o desenho do estudo – número de voluntários, se o grupo será cego, como ele será dividido e os centros de pesquisa participantes. Outro aspecto importante é a qualidade da vacina, se ela foi produzida em local com qualidade e se tem estabilidade.
O último ponto que olhamos são as boas práticas clínicas, a capacidade dos centros de pesquisa de gerar resultados nesses testes que sejam confiáveis e rastreáveis. O centro precisa ter uma estrutura tanto documental quanto física para garantir que os estudos serão conduzidos de uma forma adequada para decidirmos se a vacina pode ser aprovada ou não.
Quantos pedidos para estudo com medicamentos contra o novo coronavírus foram aprovados até o momento? Já temos mais de 20 aprovados e cerca de seis em discussão. A situação da pandemia fez com que a gente tivesse que priorizar petições de registros ou pós-registros de medicamentos que são essenciais para o tratamento da Covid-19: anestésicos, medicamentos para internação hospitalar, entre outros. Todos esses têm sido priorizados.
Como a Anvisa se posiciona sobre a automedicação de remédios como a ivermectina? A automedicação é uma prática que a Anvisa não endossa, principalmente com medicamentos que precisam de prescrição médica. A nossa recomendação é sempre que o profissional de saúde participe da prescrição, tratamento e acompanhamento.
Em relação à questão do uso off label (fora da indicação aprovada), a gente não tem a prerrogativa de recomendar ou não. A Anvisa diz que aprova o que está em bula, mas o médico tem a liberdade de prescrever o que ele entender. O CRM (Conselho Regional de Medicina) dá essa prerrogativa para eles prescreverem o uso de um medicamento que não está em bula, mas fica a critério do médico e do paciente usar.
Pará teve lento avanço no saneamento de 2007 a 2017
Luiza Mello de Brasília
Por não existirem redes de coleta de esgoto no território paraense, os índices de tratamento são insignificantes, com apenas 1,18% do pouco que é coletado sendo tratado | Ricardo Amanajás
Em 10 anos o Pará avançou apenas 6,9% no processo de implantação de sistemas de esgoto. A série histórica de 2007 a 2017 mostra que houve um avanço incipiente no esgotamento sanitário nas cidades paraenses, passando de 93,71% o total de cidades onde não existiam redes de esgoto em 2007, para 86,81% em 2017. Com o baixo investimento do governo estadual na década, somente 18 das 144 cidades contavam com o serviço de esgotamento sanitário em 2017. O dado é resultado da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, divulgada ontem, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostra que o atraso dos anos anteriores colocou o Pará na lista dos 10 piores do Brasil em saneamento.
Por não existirem redes de coleta de esgoto no território paraense, os índices de tratamento são insignificantes, com apenas 1,18% do pouco que é coletado sendo tratado. Outro problema grave que se apresentava em 2017 era a falta de redes de abastecimento de água, que só chegavam a 47,10% da população. A perda d’água também é grande: 39,72%.
Em Belém, o resultado da pesquisa mostra que apenas 13% da população da capital recebe atendimento de coleta de esgoto, e 0,8% do que é coletado na capital é tratado, ou seja, praticamente nada do esgoto da cidade recebe tratamento. Esses índices revelam que ainda há desafios enormes na cidade para serem enfrentados, até porque Belém ocupou as últimas posições em rankings de saneamento. As vantagens da expansão da rede de esgoto são diversas: desde a valorização imobiliária, econômica e educacional até a diminuição da proliferação de doenças que coloca em risco à saúde e a qualidade de vida de toda população.
ABASTECIMENTO
Com relação ao sistema de abastecimento de água, o IBGE mostrou, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2017 , que apenas 71,3% da população de Belém tem abastecimento de água potável, sendo considerada a 90ª pior cidade nos indicadores de saneamento entre as 100 maiores do país. A pesquisa divulgada pelo IBGE mostra que, entre 2007 e 2017, o número de municípios brasileiros atendidos por rede de saneamento avançou de 55% para 60%. Isso significa que 40% das cidades ainda não possuem sistema para coletar e tratar dejetos.
Os dados mostram que as desigualdades regionais também persistiram nos últimos anos. Enquanto em São Paulo 100% das cidades possuíam rede coletora de esgoto em 2017, no Pará essa taxa era de 13,19% e no Maranhão de 6,5%. Em apenas 11 estados, mais da metade das cidades possuía rede, conforme os parâmetros utilizados pelo IBGE.
Os números mostram que os serviços estão concentrados nos maiores municípios do país, atingindo 97,5% de cobertura entre aqueles com mais de 500 mil habitantes e 93% naquelas com entre cem mil e 500 mil brasileiros. Abaixo da média nacional figuram as municipalidades com menos de 20 mil habitantes.
MARCO
Uma esperança para os municípios brasileiros e para toda a população é o no Marco do Saneamento Básico, votado e aprovado pelos senadores e deputados federais, mas que acabou sofrendo alguns vetos do presidente Jair Bolsonaro. A proposta que estabelece o novo marco do saneamento no Brasil poderá injetar até R$ 700 bilhões na economia nos próximos 12 anos, segundo estimativas do governo federal. Além disso, o texto é tido pelo Executivo como um dos pilares na retomada do pós-pandemia.
De acordo com o levantamento, a universalização do sistema de água e esgoto irá valorizar em mais de R$ 450 bilhões os imóveis que hoje não são atendidos por estes serviços. Há ainda outros R$ 200 bilhões em aumento de produtividade do trabalho das pessoas atingidas pelo projeto. Além dos valores injetados na economia brasileira, o governo federal estima que o novo projeto poderá criar 1 milhão de empregos em todo o país.
BELÉM: SITUAÇÃO MUITO CAÓTICA
Em Belém, o resultado da pesquisa mostra que apenas 13% da população da capital recebe atendimento de coleta de esgoto, e 0,8% do que é coletado na capital é tratado, ou seja, praticamente nada do esgoto da cidade recebe tratamento. Esses índices revelam que ainda há desafios enormes na cidade para serem enfrentados, até porque Belém ocupou as últimas posições em rankings de saneamento.
Deputada Bia Kicis usou máscara com os dizeres “E daí?” em maio.
O presidente Jair Bolsonaro destituiu a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) da vice-liderança do governo no Congresso. A dispensa (íntegra) foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta quarta-feira (22) e faz parte de um movimento amplo de troca nas vice-lideranças.
No início de julho, o presidente destituiu da vice-liderança o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), alvo dos inquéritos das fake news e de incitação a atos pró-ditadura. Aliados do presidente disseram ao Congresso em Foco que a ideia é que as vice-lideranças passem por um rodízio. Na ocasião, Daniel Silveira criticou o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, responsável pela articulação política com o Congresso.
A intenção é que sejam nomeados deputados do Centrão, bloco informal de centro e direita do qual o presidente tem se aproximado. O bloco já tem alguns representantes como Evair de Melo (PP-ES).
Além do líder Eduardo Gomes (MDB-TO), o governo conta com dez vice-líderes no Congresso, dentre deputados e senadores. Entre eles está o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado Pastor Marco Feliciano (Republicanos-SP).
Testes confirmam eficácia de tecido antiviral contra novo coronavírus
Agência Brasil
Reprodução: Freepik
Testes realizados no Laboratório de Tecnologia Virológica (Latev) de Bio-Manguinhos confirmaram a eficácia contra o coronavírus SARS-COV-2 de um tecido com propriedades antivirais. Financiado pelo Edital de Inovação para a Indústria do Senai, o projeto é uma parceria entre a empresa catarinense Diklatex e o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Senai/Cetiqt).
Os resultados foram apresentados em uma transmissão ao vivo na tarde de hoje(22). Segundo os pesquisadores, uma das formulações testadas conseguiu inativar 99,9% de partículas virais do novo coronavírus e dos vírus do sarampo e da caxumba. Contra o agente causador da covid-19, a inativação se concretizou em apenas um minuto após o contato do microorganismo com a máscara.
O trabalho para desenvolver o tecido começou em março e envolve uma equipe de médicos, microbiologistas e engenheiros. Os testes foram realizados em Bio-Manguinhos, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), devido ao nível de segurança requerido para as pesquisas. A chefe do Latev, Sheila Maria Barbosa de Lima, destacou que a pesquisa faz parte do esforço da Fiocruz de enfrentar um dos maiores desafios de sua história no ano em que completa 120 anos. “Nosso desenvolvimento tecnológico aqui trabalha na frente de vacinas, kits diagnósticos, fármacos. Essa parte de tecido é totalmente nova pra gente”.
A pesquisa primeiro testou a eficácia dos tecidos nos vírus causadores do sarampo e da caxumba, que requerem laboratórios com nível de segurança NB-2. Os dois antígenos foram escolhidos por suas semelhanças moleculares e na forma de transmissão com o SARS-CoV-2. Com as melhores formulações selecionadas, os cientistas partiram para o laboratório com nível de segurança NB-3, exigido para realizar testes com o novo coronavírus.
Os pesquisadores estudaram variações de prata, zinco e compostos orgânicos, buscando produtos leves, que não agredissem a pele ou afetassem a respiração. O engenheiro têxtil Eduardo Habitzreuter, da Diklatex, explicou que a formulação mais eficientes teve ainda outras vantagens em relação às demais: “Uma das principais vantagens é um custo mais baixo, e, por ser biodegradável, a gente fica mais tranquilo com o descarte”.
A ideia é usar os tecidos em itens hospitalares que poderão ser lavados e reutilizados, como máscaras e aventais, que requerem especificidades diferentes. No caso das máscaras, por exemplo, a respirabilidade é um componente importante. Já nos aventais, os pesquisadores buscaram resistência a rasgos e a líquidos, por exemplo, além da ação antiviral.
No caso das máscaras, o tecido desenvolvido também possui filtragem bacteriana superior a 80%. Os testes demonstraram ainda que a ação antiviral resiste a 25 lavagens caseiras.
Segundo o engenheiro Raphael Bergamini, do Senai/Cetiqt, os pesquisadores devem trabalhar agora para elevar também o nível de proteção bacteriana e certificar o material junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O coordenador da plataforma de Fibras do Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos e Fibras, Adriano Passos, destacou os benefícios que a parceria pode trazer para a inovação no país. “Isso abre portas para outras metodologias, porque, às vezes, a indústria têxtil sofre para mandar isso para fora do país para fazer análises, porque tem um custo”.
Edir Macedo processa ex-aliado por causa de “Jesus Cristo” e “pomba”
: BBC Brasil
Alan Santos/PR
A Igreja Universal do Reino de Deus, comandada pelo líder religioso Edir Macedo, decidiu brigar na Justiça com o ex-número dois da instituição, o bispo Romualdo Panceiro, pelo uso de marcas e símbolos supostamente pertencentes à denominação, inclusive “Jesus Cristo” e “Pomba”.
Apontado por Macedo como o seu sucessor, Panceiro rompeu com o antigo chefe e lançou, no início de junho, a sua própria igreja.
O nome é praticamente idêntico ao da Universal: Igreja das Nações do Reino de Deus. A nova denominação usa como um de seus símbolos uma pomba branca, semelhante à utilizada pelo grupo de Macedo, embora esteja junto de uma cruz.
No caso de Jesus Cristo, o questionamento é motivado pela representação gráfica do nome, que segundo a Universal seria muito similiar à sua.
A Universal entrou, então, com uma ação na 1ª. Vara Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem do Fórum Cível de São Paulo reivindicando o direito de imagem.
A igreja de Macedo afirmou ter o registro das marcas “Universal”, “Universal Igreja do Reino de Deus”, “Universal Jesus Cristo é o Senhor” e “Reino de Deus”.
Também disse que Panceiro utilizou “indevidamente” as marcas e outros símbolos da Universal, como “Jesus Cristo” e “Pomba”, segundo o texto da ação judicial, para “solicitar doações de fiéis por meio de depósitos bancários, induzindo-os a erro”.
A Universal requereu a concessão de tutela de urgência para que Romualdo e a Igreja das Nações “se abstenham imediatamente de utilizarem indevidamente e de maneira não autorizada o nome, imagem e marcas registrada da entidade religiosa”, a fim “de obter vantagem econômica indevida ao induzir fiéis”.
A juíza Paula da Rocha e Silva Formosa, no entanto, indeferiu a imediata suspensão do uso do nome. Panceiro disse na terça-feira (21), por meio de um porta-voz, não ter sido notificado oficialmente.
“Não sei do que se trata o processo, mas estou perplexo com essa atitude. Eu só quero fazer uma coisa: com base na Bíblia sagrada, ganhar almas falando da fé”, declarou. Procurada, a Universal não retornou até o fechamento desta reportagem.
‘Concorrência’ próxima
O ex-número dois na hierarquia da Universal inaugurou a sua igreja na avenida Celso Garcia, no bairro do Brás, região central de São Paulo, nas proximidades do Templo de Salomão, o gigantesco centro religioso erguido por Edir Macedo.
Ex-responsável pela Universal no Brasil e em Portugal, Panceiro deixou a instituição em 2018. Estava na igreja havia mais de 30 anos. Sua saída foi atribuída oficialmente a “condutas inadequadas”. Fora flagrado em adultério, segundo ex-colegas.
Em um vídeo divulgado no YouTube em 2018, Macedo confirmou o seu desligamento e o chamou de Sambalá — o personagem da Bíblia considerado traidor, que se opôs à obra de reconstrução do muro de Jerusalém.
Em uma gravação, disse que o ex-aliado estava “no inferno”. Em um culto no Rio de Janeiro, no ano passado, atacou novamente Panceiro e outro ex-bispo da igreja, João Leite.
Disse que os dois eram “pastores apagados” e viviam “em pecado”, “na rua da amargura”. Panceiro, segundo Macedo, teria se envolvido “com mulheres da rua”.
Macedo tinha uma avaliação de Panceiro completamente diferente até há alguns anos. Na biografia O Bispo, escrita em parceria com o jornalista Douglas Tavolaro e lançada em 2007 (Editora Larousse), apontou Panceiro como “o maior milagre da Igreja Universal”.
E anunciou: “Se eu morrer hoje, o Romualdo assume tudo. E tenho certeza de que os demais bispos irão respeitá-lo como me respeitam hoje. A Igreja Universal não é um trabalho pessoal, mas uma obra espiritual”, garantiu.
Além da falha comportamental apontada, o que mais pesou no afastamento de Panceiro foi a desistência de Macedo de alçá-lo ao posto de líder máximo da igreja no futuro. Macedo passou a dar maior espaço e visibilidade na igreja ao bispo e genro Renato Cardoso, casado com a sua filha Cristiane.
Cardoso foi consolidado como o herdeiro, o futuro comandante do império de Macedo, um conglomerado que abrange, além da igreja, a TV Record, o Banco Renner (agora Digimais) e dezenas de empresas nos mais diversos ramos, de hospitais e plano de saúde a seguradora e companhias de transporte e segurança.
Com o genro no comando, Macedo optou por deixar a igreja e os negócios com a família. A ascensão de Cardoso desagradou profundamente Panceiro, gerando atritos com o antigo líder.
Outros religiosos antigos e influentes na Universal têm feito oposição ao crescimento de Cardoso, gerando desgastes e riscos de novas rupturas.
Apesar de não ser ainda tão conhecido fora do mundo evangélico, Panceiro é visto como uma forte liderança da Universal, com ascendência sobre muitos bispos e pastores — pois ajudou a formar muitos deles —, e com poder e prestígio suficientes para arrebanhar uma leva significativa de fiéis. Internamente, tinha uma liderança maior do que, por exemplo, o bispo Valdemiro Santiago, que rompeu com Macedo e fundou, em 1998, a Igreja Mundial do Poder de Deus.
O outro concorrente da Universal mais conhecido é o missionário RR Soares, cunhado de Edir Macedo e fundador da denominação, hoje, à frente da Igreja Internacional da Graça. RR era o número um da Universal quando saiu, em 1980.
Universal está entre as agremiações neopentecostais, que enfatizam a cura e o milagre e se identificam com a Teologia da Prosperidade
Romualdo Panceiro tem um histórico parecido com o de outros líderes da igreja. Ex-cortador de cana, foi viciado em drogas.
“Eu passava os finais de semana me drogando. Meu pai era louco. Eu não tinha o que comer. Não havia futuro para mim”, contou o então aliado de Edir Macedo, na obra O Bispo.
De mero frequentador da igreja, tornou-se evangelista, depois obreiro e pastor. Dirigiu uma igreja em Copacabana, no Rio. Chegou a bispo e acumulou poder na hierarquia. Mas a relação entre ele e Macedo estremeceu. Chegaram a ter discussões ásperas, segundo ex-colegas.
No início do mês, Panceiro utilizou a sua conta no Instagram para responder a ataques que teria sofrido de Macedo.
Segundo ele, Macedo teria, em uma reunião de pastores, lhe chamado de “endemoniado” e rotulado a sua igreja de “botequim”.
O ataque teria sido motivado pelo telefonema de um fiel que denunciara um suposto aliciamento de Panceiro a pastores da Universal, a fim de fortalecer a sua igreja.
“É um desrespeito chamar a casa de Deus de botequim. Eu cometi erros, mas falei dos meus erros ao senhor (Macedo), e pedi perdão. E o senhor disse que eu iria morrer. Essa é a palavra que se deve dar a uma pessoa que cometeu erros, dizer que ela vai morrer? Ou é dar uma palavra de fé para que ela possa se levantar?”, questionou o antigo aliado.
Panceiro considerou que Macedo deveria ser grato a ele por ter devolvido à igreja tudo o que mantinha em seu nome, até sua saída. Entre outros bens, havia emissoras de rádio e TV em Campos, no Rio de Janeiro.
“O endemoniado aqui que o senhor chama assinou os documentos e passou uma procuração para a igreja, tirando todos os bens do seu nome. Eu poderia ficar com tudo e estar muito bem, mas eu não achei justo”, afirmou Panceiro.
“Com uma procuração, entraram na minha conta. E para validar a situação movimentaram mais de R$ 12 milhões. Fizeram doações para instituições da igreja ou para a própria igreja. Eu tenho provas disso. Tudo isso está declarado no meu imposto de renda. Inclusive, foi feito pela contabilidade da igreja. Eu não fiquei com um tostão”, garantiu o ex-integrante da Universal, na rede social.
Outras disputas
Além de Romualdo Panceiro, outros nove bispos deixaram a Universal nos últimos quatro anos. No ano passado, Rogério Formigoni, ex-apresentador do programa religioso Nação dos 318 (ex-Congresso para o Sucesso), dirigido a empresários e transmitido pela TV Record, foi afastado.
Formigoni abriu recentemente, em Belo Horizonte, a Igreja Hospital da Alma. O ex-bispo da Universal João Leite fundou, também em 2019, no Rio, a Igreja do Tratamento Espiritual.
Vários outros antigos bispos da Universal foram removidos por Macedo nos últimos anos, estrategicamente, para outros países. A ideia era deixar o terreno livre no Brasil para o crescimento de seu genro, Renato Cardoso.
Criticado por atuais e ex-colegas, Cardoso é visto como “inexperiente”, alguém que “não ralou” e não teria contribuído “para o crescimento da instituição”.
As maiores igrejas evangélicas hoje no Brasil são a Assembleia de Deus (12,3 milhões de fiéis), a Igreja Batista (3,7 milhões) e a Congregação Cristã do Brasil (2,2 milhões).
A Universal (1,87 milhão) é a quarta, e a maior entre as chamadas neopentecostais. São as igrejas que enfatizam a cura e o milagre e se identificam com a Teologia da Prosperidade, doutrina que considera a riqueza material uma benção de Deus.
Carecas são mais vulneráveis à casos graves da Covid-19, diz estudo
Com informações Metrópoles
Estudo aponta que homens calvos têm 40% mais chance de apresentar sintomas clínicos do coronavírus | Reprodução
Uma pesquisa da Universidade de West Virginia, dos Estados Unidos, reforça a associação entre a calvície e a possibilidade de apresentar quadros mais graves da Covid-19. O estudo foi publicado no Jornal da Academia Americana de Dermatologia, na terça-feira (21), o trabalho sugere que homens carecas têm 40% mais chances de apresentar sintomas clínicos da infecção provocada pelo novo coronavírus.
Os pesquisadores analisaram dados de 2 mil homens britânicos com informações sobre estágio da calvície, idade, índice de massa corporal (IMC) e presença de comorbidades como hipertensão e diabetes. Desses, 1.605 eram pacientes com resultado negativo para a infecção provocada pelo Sars-CoV-2 e 336, tinham resultado positivo.
Nos formulários, os voluntários descreveram a quantidade de cabelo que possuíam, sendo o padrão 1 referente a “sem perda de cabelo”; 2 como “leve perda de cabelo”; 3, “perda moderada de cabelo”; e 4 como “perda severa de cabelo”.
“A positividade do Covid-19 apresentou uma tendência maior com o aumento da calvície. Dos 394 pacientes que relataram o padrão 4, 20,05% apresentaram resultado positivo”, escreveram os autores do estudo.
Além deles, 15% dos 592 homens que relataram o padrão 1 estavam infectados pelo vírus; assim como 16,83% dos 404 que integravam o padrão 2, e 18,15% dos 551 voluntários presentes no padrão 3. “Embora o mecanismo exato permaneça desconhecido, a alopecia androgênica grave parece estar associada à hospitalização por Covid-19”, dizem os autores.
Porém, o estudo não levou em consideração fatores como etnia, situação socioeconômica ou o trabalho que os homens realizam. Outra pesquisa, realizada em Madri, detectou a prevalência de 79% de carecas entre 122 pacientes internados com a doença, o percentual representa cerca do dobro da prevalência da característica na população geral.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.