DECISÃO

24 de julho de 2020 at 00:28

Justiça mantém inelegibilidade de prefeito de Cametá

DOL

Ele é acusado de desviar dinheiro do município

 Ele é acusado de desviar dinheiro do município | Reprodução

O prefeito de Cametá, José Waldoli Filgueira Valente, permanece ilegível após decisão do juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública de Belém, Luiz Otávio Moreira, na última terça-feira (21), que negou todos os pedidos de anulação do gestor municipal, que atualmente enfrenta diversas condenações no Tribunal de Contas do Município (TCM).

Waldoli foi condenado a devolver mais de R$ 13 milhões ao município localizado no nordeste paraense, após desvios nas prestações de contas dos fundos de Saúde, Educação e Assistência no período de 2005 a 2012.

O último apelo feito à Justiça foi tentar convencer de que ele não deveria ser responsabilizado pela quantia, mas sim os ex-secretários das respectivas pastas, pois “não sabia de nada e foi mal assessorado”.

Para o juiz, as provas apresentadas por Waldoli não foram suficientes para convencê-los do contrário. “O que verifico nesta análise preliminar é o inconformismo da parte autora quanto ao julgamento das contas apresentadas ao TCM referentes à gestão do Município de Cametá nos anos de 2005 a 2012”, pontuou.

NÃO PODE!

23 de julho de 2020 at 22:56

Funcionária se recusa a registrar bebê com o nome de “Lúcifer”

Com informações do The Sun

 A funcionária alegou que o bebê "não teria sucesso na vida" se fosse batizado com esse nome.

 A funcionária alegou que o bebê “não teria sucesso na vida” se fosse

batizado com esse nome. | Onlyyouqj/Freepik

Um casal inglês encontrou dificuldades para registrar o nome do filho após decidir que ele se chamaria “Lúcifer”. O caso virou notícia no jornal The Sun, após a funcionária se recusar a registrar o menino com esse nome.

“A mulher nos olhou com total desgosto”, disse o pai da criança, que revelou que a funcionária teria explicado ao casal o motivo da recusa, como a dificuldade em conseguir um emprego ou a recusa dos professores em ensinar o menino na escola.

Os pais da criança fizeram uma queixa formal, questionando a forma como foram tratados. Eles afirmaram que a mulher disse até que o filho “não teria sucesso na vida” devido ao nome. “Ela ainda disse que era ilegal nomear uma criança assim na Nova Zelândia e que talvez pudéssemos dar outro nome, mas chamá-lo de Lúcifer em casa”, revelou a mulher.

Para o Conselho do Condado de Derbyshire, onde foi feito o registro, os funcionários são orientados aconselhar em casos como esses. “Às vezes as pessoas não têm conhecimento de certos significados ou associações em torno de certos nomes”, explicou.

CRÍTICAS

23 de julho de 2020 at 21:58

Pastor Felippe Valadão diz que tem ‘alergia’ a não famosos da internet

Com informações do Portal do Trono

Pastor critica anônimos que produzem conteúdo nas redes sociais

Pastor critica anônimos que produzem conteúdo nas redes sociais | Reprodução

Esposo da cantora gospel Mariana Valadão, o pastor Felippe Valadão, que lidera a igreja Lagoinha Niterói (RJ) recebeu críticas após publicar que sentia “alergia” a pessoas que não são famosas e publicam conteúdo nas redes sociais, sugerindo que ninguém teria interesse em acompanhar anônimos.

Reprodução/Twitter

Em pouco tempo o tweet viralizou nas redes sociais e recebeu respostas como, por exemplo, a do cantor gospel Moysés Cleyton que ironizou a “fama” de Felippe Valadão, que seria baseada na fama da esposa Mariana: “falou o famosão série Z da família Valadão kkkkkkk”, respondeu.

Felippe excluiu a postagem, na última quarta-feira (22), após a repercussão negativa, mas os prints continuam circulando em grupos evangélicos.

Procuradoria suíça nega pedido de Lula para acessar arquivos da Odebrecht

23 de julho de 2020 at 21:38

Ligados ao caso do Instituto Lula

Defesa alega adulteração no Brasil

Lei suíça proíbe compartilhamento

Pois Lula não é acusado no país

Defesa do ex-presidente Lula pede suspensão do processo do institutoMarcelo Camargo/Agência Brasil)

PODER360
23.jul.2020 (quinta-feira) – 19h32

O Ministério Público da Suíça negou, na 3ª feira (21.jul.2020), o acesso a documentos da Odebrecht no país pela defesa do ex-presidente Lula. Os arquivos têm relação com investigação envolvendo as partes na operação Lava Jato.

Os documentos solicitados pelos advogados podem conter as planilhas de proprinas mantidas pela empreiteira. Estão contidos em 1 servidor do órgão suíço, que investiga a empresa por corrupção. As informações são do portal UOL.

Segundo o escritório na capital Berna, a negativa deu-se porque Lula não foi acusado de nenhum crime na nação europeia. A legislação local permite que apenas pessoas implicadas em processos judiciais tenham acesso a documentos de uma investigação.

Apesar da recusa dos suíços, a defesa do petista já confirmou que irá buscar maneiras para recorrer da decisão, seja no próprio MP ou nos tribunais locais. O pedido original pelos documentos foi feito em 13 de julho, a partir de uma consulta genérica.

O movimento dos advogados do ex-presidente faz parte de uma investigação própria para obter provas que inocentem o cliente. Foi iniciado a partir de uma narrativa de que a Lava Jato teria utilizado arquivos manipulados para apurar a conduta de Lula e levá-lo à condenação.

Antes de fazer a solicitação na Suíça, os defensores também pediram documentos para a própria Odebrecht e ao Ministério da Justiça brasileiros.

AINDA NÃO JULGADO

As planilhas que supostamente estão nos documentos obtidos pela Justiça suíça estariam ligadas ao processo que apura proprinas no Instituto Lula, caso no qual o ex-presidente ainda não foi julgado.

Segundo sua defesa, as planilhas que constam no processo na 13ª Vara Federal de Curitiba não são as mesmas entregues a Berna. Seriam cópias do documento original, que segundo os defensores, poderiam ter sido adulteradas.

Nelas, constam pagamentos ilegais pela Odebrecht para a compra de 1 terreno para construção de uma nova sede para o Instituto Lula. Os arquivos nas mãos do juiz Luiz Antônio Bonat indicam que Lula teria recebido R$ 12 milhões da empreiteira em forma de propina.

Lula já foi condenado duas vezes na Lava Jato. A 1ª foi no caso do tríplex no Guarujá (SP), no qual o STJ (Superior Tribunal de Justiça) fixou a pena em 8 anos e 10 meses. No 2º processo, referente ao sítio de Atibaia, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) impôs condenação de 17 anos.

ENTENDA

A defesa do ex-presidente Lula apresentou em 27 de fevereiro as alegações finais no processo. Os advogados que representam o petista destacam que a própria perícia da Polícia Federal pondera que provas do chamado “setor de operações estruturadas” da Odebrecht podem ter sido adulteradas. Eis a íntegra do documento (4,3 MB).

A defesa de Lula foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin a produzir 1 laudo complementar. Contratou 1 perito que realizou escrutínio com peritos da PF. Os peritos disseram à defesa de Lula que os sistemas Drousys e Mywebday foram colhidos da construtora e não retirados diretamente dos servidores da Suíça.

“A Odebrecht recebeu [os arquivos] da Autoridade Suíça e ela abriu isso, e mexeu nisso, durante muito tempo isso ficou lá”, disse o perito da PF Roberto Brunori Júnior ao perito contratado pela defesa de Lula. “Os dados são da Odebrecht, eram dela”, completou o técnico da PF.

Para a defesa de Lula, o fato de os arquivos terem ficado por 1 período na construtora viola a cadeia de custódia da prova e, consequentemente, seu uso deve ser anulado e Lula absolvido.

Em resposta, a força-tarefa da Lava Jato no Paraná afirmou que “a Polícia Federal fez meticulosa análise que confirmou a integridade dos sistemas Drousys e Mywebday, que contêm informações sobre pagamentos de propinas feitos pela Odebrecht”.

VIOLÊNCIA

23 de julho de 2020 at 19:39

Tiros e tensão: motorista é feito refém em Batista Campos: Veja vídeo do tiroteio

 DOL

Reprodução

Um assalto com refém assustou moradores do bairro de Batista Campos, em Belém, no final da tarde desta quinta-feira (23): uma dupla de criminosos fez um motorista de aplicativo refém e teve que ser cercada por policiais, na rua dos Tamoios, próximo à avenida Padre Eutíquio, a poucos metros da praça Batista Campos. 

Um vídeo feito por uma testemunha mostra o momento em que os policiais militares atiram contra os pneus do carro para que os criminosos se rendessem.

De acordo com informações iniciais de policiais militares, os dois criminosos solicitaram uma ‘corrida’ com o motorista de aplicativo e depois anunciaram o assalto. Eles colocaram o condutor no banco traseiro do veículo Onyx, da cor azul, e cometerem roubos no bairro do Jurunas. 

Após serem avisados, via Ciop, sobre a ação dos criminosos, os agentes da Rotam conseguiram cercar o carro na rua dos Tamoios, próximo ao cruzamento com a avenida Padre Eutíquio.  Os policiais atiraram contra os pneus do veículo, e os assaltantes se renderam. 

O motorista de aplicativo foi libertado, e os criminosos encaminhados para a Seccional de São Brás. 

Veja vídeo do momento da abordagem dos policiais. 

Mais informações em instantes. 

Vacina deve funcionar porque o coronavírus muda pouco, diz brasileira que publicou estudo sobre genomas na ‘Science’

23 de julho de 2020 at 18:38

Estudo sequenciou 427 genomas do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Pesquisadores descobriram pouco mais de 100 linhagens, sendo que 3 principais circulam no Brasil.

Por Lara Pinheiro, G1

Foto microscópica mostra célula humana sendo infectada pelo Sars Cov-2, o novo coronavírus — Foto: NIAID via Nasa

Foto microscópica mostra célula humana sendo infectada pelo Sars Cov-2, o novo coronavírus — Foto: NIAID via Nasa

A cientista Ester Sabino, da Faculdade de Medicina da USP, tem mapeado o quanto o novo coronavírus apresentou mudanças desde que chegou ao Brasil. Ela é uma das líderes do estudo que sequenciou 427 genomas do novo coronavírus (Sars-CoV-2) e que foi publicado nesta quinta-feira (23) na revista “Science”, uma das mais importantes do mundo. Os genomas foram identificados em 21 estados do Brasil.

Para ela, a publicação do estudo, divulgado no mês passado, é uma conquista. “É um trabalho em equipe. Uma conquista”, disse, em entrevista ao G1.

A médica explicou que o sequenciamento do vírus é importante porque assim foi possível descobrir, por exemplo, que ele sofre poucas mutações, o que facilita a produção de uma vacina.

“A capacidade de sequenciar é importante e ajuda vacinas. No caso da Covid, aparentemente, a vacina vai responder porque o vírus muta muito pouco. Mas a gente sabe isso porque sequenciou um monte de sequências” – Ester Sabino

Ela comparou o Sars-CoV-2 a outros vírus, como o HIV e os da Influenza, nos quais a variabilidade é chave para a vacina. “No HIV, uma cepa é diferente da outra em 30%. No caso da Covid, a amostra brasileira tinha 3 mutações diferentes em relação à original. É uma a cada dez mil [o equivalente a 0,01%]”, analisou Sabino.

Renato Santana de Aguiar, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e outro dos líderes do estudo, explicou ainda que estudar o genoma do vírus permite entender a diversidade dele no país.

“Será importante escolher quais sequências provocam uma resposta imune mais forte e quais linhagens representam melhor a diversidade de vírus circulantes, o que acabará por ajudar a monitorar as candidatas a vacinas existentes e acelerar o desenvolvimento de vacinas subsequentes”, detalhou.

Quem são as brasileiras que sequenciaram o genoma do novo coronavírus

Quem são as brasileiras que sequenciaram o genoma do novo coronavírus

Sabino também já havia feito parte de um primeiro sequenciamento do código genético do vírus, em fevereiro, junto com outros pesquisadores brasileiros.

Desta vez, a análise foi feita em uma parceria de 15 instituições de pesquisa do Brasil com a Imperial College London e a Universidade de Oxford, no Reino Unido – que também busca uma vacina para a Covid-19, a doença causada pelo vírus. O sequenciamento é o maior da América Latina e um dos maiores do mundo, segundo os cientistas.

Importação

Viajante carrega suas malas no aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na segunda-feira (25)  — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters

Viajante carrega suas malas no aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na segunda-feira (25) — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters

A análise dos cientistas revelou que houve mais de 100 introduções internacionais do vírus para o Brasil – a maioria delas vinda da Europa, antes das restrições aos voos de fora. “Foram várias introduções diferentes, por pessoas diferentes, carregando um vírus diferente do outro”, explicou Sabino.

A maior parte dessas “entradas” ocorreram em estados bem conectados, como São Paulo (36% de todas as importações), Minas Gerais (24%), Ceará (10%) e Rio de Janeiro (8%).

A cientista explicou, ainda, que o número de “versões” que chegou no Brasil pode ter sido ainda maior, mas, para confirmar isso, seria necessário sequenciar mais genomas para encontrar possíveis variações.

Um estudo anterior, da Fiocruz, concluiu que ao menos 6 linhagens do Sars-CoV-2 circularam no Brasil no início da pandemia. Mas ambas as pesquisas constataram que apenas 3 destas “versões” do virus tiveram transmissão comunitária em solo brasileiro.

Redução da transmissão

12 de julho: casal anda pela calçada na praia de Copacabana e acena para pessoas em uma moto. O casal veste roupas protetoras contra a Covid-19 que se assemelham a vestes de astronautas. — Foto: Mauro Pimentel/AFP

12 de julho: casal anda pela calçada na praia de Copacabana e acena para pessoas em uma moto. O casal veste roupas protetoras contra a Covid-19 que se assemelham a vestes de astronautas. — Foto: Mauro Pimentel/AFP

Os cientistas também descobriram que as medidas adotadas para tentar conter a disseminação do vírus – como o fechamento de escolas e lojas em março – ajudaram a reduzir a taxa de reprodução da doença (o chamado “R”) de 3 para 1 a 1,6 nos estados de São Paulo e no Rio de Janeiro. Isso significa dizer que cada pessoa contaminada passou a infectar entre uma e duas outras, em vez de outras três.

Mas, desde que as restrições foram retiradas, os números em ambos os estados permaneceram acima de 1, o que significa que a doença está se espalhando, dizem os pesquisadores.

Os cientistas estimaram que, durante a primeira fase da epidemia, o vírus se espalhou, principalmente, de forma local, dentro das fronteiras dentro de cada estado. Já em uma fase seguinte houve mais transmissões por movimentos de longa distância e pela disseminação da epidemia fora do Sudeste.

Os pesquisadores frisaram que é preciso impedir a transmissão futura do vírus, expandindo a testagem, o rastreamento de contatos, a quarentena de novos casos e a coordenação de medidas de distanciamento social em todo o país.

SEM CONVERSA

23 de julho de 2020 at 18:24

Homem que tentava assassinar ex-esposa é morto pelo pai dela

Com informações do portal O Livre

Reprodução

Um homem de 38 anos foi morto a tiros, no último domingo (19), após a invadir a casa da ex-mulher dele, de 34 anos, para tentar matá-la. Ao ameaçar a ex-esposa com uma faca, o ex-sogro reagiu e atirou. O caso ocorreu na zona rural de Nova Canaã do Norte , no Mato Grosso.

De acordo com informações do portal O Livre, prestadas pela matriarca da família que teve a casa invadida, o ex-genro e a filha estão separados, mas, no domingo, o homem invadiu a casa dela armado com uma faca para matar a ex-companheira. 

O ex-genro ainda afirmou que iria matar todos que estavam na casa, quando o pai da mulher interveio: o ex-sogro pegou uma arma calibre 38 e atirou contra o invasor. Em seguida, o ex-sogro fugiu do local, deixando a arma na casa.

Ao ouvir os tiros, um vizinho correu até a casa, encontrou a vítima ainda com sinais vitais e a socorreu em seu próprio veículo até uma ambulância que fica no Distrito de Ouro Branco. No entanto, o invasor já chegou à ambulância sem vida.

A Polícia Judiciária Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas, e o caso foi registrado como homicídio doloso.

MAU EXEMPLO

23 de julho de 2020 at 17:31

Com COVID-19, Bolsonaro conversa sem máscara com garis e passeia de moto

FOLHAPRESS

Presidente foi visto passeando de moto e conversando sem máscara com garis, mesmo doente com a COVID-19

Presidente foi visto passeando de moto e conversando sem máscara com garis, mesmo doente com a COVID-19 | Reprodução

Infectado pelo coronavírus e cumprindo isolamento no Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) passeou de moto dentro da propriedade nesta quinta-feira (23) e, sem máscara, conversou com profissionais que fazem a limpeza na área externa da residência oficial.

O passeio do presidente, que está no Alvorada desde 6 de julho e já fez três exames para a Covid-19, foi registrado pela agência Reuters.

Nas imagens, Bolsonaro está sem máscara e faz uma parada para conversar com um grupo de funcionários da limpeza. Em determinado momento, ele tira o capacete para falar com os garis.

O uso de máscaras é indicado por especialistas como importante para evitar a contaminação pelo vírus.

Veja mais:

Procurado, o Palácio do Planalto ainda não se manifestou.

Os três testes feitos por Bolsonaro para detectar o coronavírus deram positivo. O último deles foi divulgado na quarta-feira (22).

O presidente só deve deixar o Palácio da Alvorada quando análises clínicas não identificarem mais a presença do vírus.

Embora diga que está em isolamento e que só tem contato físico com auxiliares que já se curaram da Covid-19, o presidente passou nos últimos dias a acompanhar a arriamento da bandeira nacional em frente ao jardim do Palácio da Alvorada.

Nessas ocasiões, ele interage com apoiadores que costumam esperá-lo em frente ao Alvorada, causando aglomerações no local.

Bia Kicis após perder vice-liderança do governo: “Quem perde é Bolsonaro”

23 de julho de 2020 at 17:12

A deputada bolsonarista mostrou-se desapontada ao reclamar da falta de uma ligação do presidente dizendo que ele a chamava de “irmãzinha”

BRASÍLIA(DF), 05/11/2018 ENTREVISTA COM A DEPUTADA FEDERAL BIA KICIS (PRP-DF). LOCAL: PORTAL METROPOLES. FOTO: IGO ESTRELA/METRÓPOLESLUCIANA LIMAluciana.lima@metropoles.com

A deputada Bia Kicis (PSL-DF) mostrou-se chateada com a decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de retirá-la da vice-liderança do governo na Câmara, após seu voto contrário à aprovação do novo fundo de financiamento da educação básica, o Fundeb, na noite de terça-feira (21/7). Em entrevista ao blog bolsonarista Terça Livre, a parlamentar, uma das mais fiéis aliadas do presidente, disse que quem perde mais com sua saída é o próprio governo.

“O governo perde muito, porque vai ser difícil ter uma vice-líder que lute tanto pelo governo como eu luto. É isso. Fiquei triste mais com a forma como aconteceu do que pela minha saída, em si. O governo perde muito mais do que eu”, queixou-se a deputada, ainda que tenha garantido continuar apoiando o governo nas votações.

“Irmãzinha”

Bia Kicis lamentou a postura de Bolsonaro de não falar diretamente com ela sobre a destituição do cargo de articulação na Câmara e argumentou que o próprio presidente a trata com proximidade.

“Eu poderia ser destituída se o Bolsonaro acha que não devo mais permanecer, mas eu acho que podia ter me dado uma ligada. Porque ele fala assim: ‘Pô, Bia, você é minha irmãzinha’. Quantas vezes eu ouvi ‘você é minha irmãzinha’. Quantas vezes ele fez coisas das quais eu discordei, mas que não eram coisas imorais ou ilegais? (Pensava) não, ele tinha uma atitude com a qual eu discordava, mas tudo bem, a gente resolve conversando. Então, eu fiquei surpresa com a atitude, que eu sei que não partiu dele. Mas ele assinou, lamentavelmente”, disse a deputada na entrevista.

Durante todo processo de discussão do Fundeb, o governo se manteve alheio às decisões da Câmara, e apenas na última semana, decidiu propor, entre alguns pontos, o adiamento das regras que definem os percentuais de cada ente federado no fundo. O governo trabalhou até o último momento para a não aprovação da emenda constitucional, mas, no fim, resignou-se a apoiar a aprovação, em troca do apoio ao Centrão às propostas tributárias apresentadas pelo ministro Paulo Guedes.

Somente no fim da votação de terça-feira o líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO) mudou a orientação para voto sim. Bia Kicis e mais seis deputados bolsonaristas da ala mais radical do PSL mantiveram o voto contrário. No dia seguinte, quarta-feira (22/7), o próprio presidente e Vitor Hugo passaram a tentar reverter o desgaste de imagem por terem se colocado contra a aprovação do fundo com declarações nas redes sociais de que o governo apoiava a proposta.

Foi nesse contexto que a dispensa da deputada foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Ela só ficou sabendo da decisão pela imprensa. “Não foi fácil para mim votar contra a orientação do governo. Até tentei votar a favor, mas não consegui. Foi sofrido, mas fiz o que minha consciência pediu.”

Repórter que apresentou JN é demitida após denunciar assédio: “Era o João de Deus”

23 de julho de 2020 at 16:33

Ellen Ferreira afirma que seu desligamento da emissora tem relação direta com as denúncias que fez

REPRODUÇÃOLEO DIASleo.dias@metropoles.com

A jornalista Ellen Ferreira foi chamada às 8h30 desta quinta-feira (23/7) à sede da Globo em Roraima na expectativa de que voltaria ao trabalho depois de se recuperar da Covid-19, que contraiu no início do mês. Porém, ao chegar lá, foi levada direto à sala de reuniões, onde já estavam prontos os papéis da sua demissão.

A direção alegou reestruturações para justificar o desligamento. Mas, em entrevista à coluna, Ellen, que apresentou o Jornal Nacional em outubro do ano passado, acredita que o motivo seja outro: um diretor de jornalismo acusado por ela e vários outros funcionários dos mais diversos tipos de assédio.

Ellen Ferreira

Ellen apresentou o JNReprodução/Instagram

Ellen Ferreira e William Bonner

Ellen Ferreira e William BonnerReprodução/Instagram

Ellen Ferreira

Ela foi demitida nesta quintaReprodução/Instagram

A jornalista acredita que sua demissão aconteceu porque denunciou o assédio do diretor de jornalismoReprodução/Instagram

Ela conta que os funcionários montaram um dossiêReprodução/Instagram

O diretor foi demitido no dia 29 de junhoReprodução/Instagram

Porém, ela acha que ainda sofre retaliaçõesReprodução/Instagram

Ellen apresentou o JNReprodução/Instagram

Ellen Ferreira e William BonnerReprodução/Instagram1

“Edison Castro é um psicopata que já havia passado pelas redações de Goiás, Maranhão e Tocantins. Homofóbico, racista, gordofóbico. Praticava assédio moral e sexual, deixou toda a equipe doente. Uma moça da TV Anhanguera [Goiás] chegou a tentar se matar por causa dele”, afirma Ellen. “Debochava de um repórter que era gay. Chamou o cabelo de uma repórter negra de moita feia”, continua.

Os ataques a ela também eram constantes. A jornalista chegou a desenvolver uma crise de ansiedade este ano por conta da relação que mantinha com o superior. “Ele dizia que eu era repugnante, gorda, que me vestia mal. Me ameaçava de demissão constantemente. A fama dele era de o João de Deus da redação. Havia gente que desejava bater nele”, relata.

Com a situação cada vez mais insuportável e, segundo ela conta, sem receber qualquer apoio de outros chefes dentro da Rede Amazônica, Ellen chegou ao limite de enviar um e-mail a Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo, relatando tudo o que acontecia. Ela acredita que isso também ajudou a fazer com que seu nome ficasse cotado para demissão.

Dossiê

Como as agressões atingiam várias pessoas, Ellen decidiu se unir a outros funcionários e, juntos, eles montaram um dossiê que foi enviado ao Sindicato dos Jornalistas de Roraima (Sinjoper). A pressão causada pelos relatos foi tanta que o jornalista foi demitido da Rede Amazônica em 29 de junho, segundo ela.

Mesmo assim, Ellen acredita que a influência dele foi mantida e, por isso, ela acabou sendo demitida. “Meu sonho foi interrompido. Eu estava escalada para apresentar o Jornal Nacional mais duas vezes esse ano, mas foi adiado por conta da pandemia. Agora, estou demitida”, conta ela, que ficou na emissora de 2011 a 2015 e voltou de 2018 a 2020. Porém, Ellen não se arrepende. “Eu lutei por uma equipe. Fiz o que foi necessário para acabar com aquela palhaçada e faria de novo. Acabaram com meu sonho, mas eu tenho saúde e vou conseguir me recuperar”, finalizou.

A coluna procurou a Globo, mas não recebeu resposta até a publicação. Estamos abertos para qualquer manifestação.

Veja o relato que ela enviou à Globo“Essa mensagem é um desabafo. Apenas um breve relato do que a praça de Roraima tem vivido.  Eu ainda estou de luto em família. Estamos no limite com a situação de coronavírus e estamos trabalhando com muita garra diante de um fade grande, no meu caso de 1h20 minutos.Com tantas coisas acontecendo, o Edison, chefe de Roraima, ameaça, cria briga entre funcionários, deturpa as coisas e situações e estamos exaustos de tanta pressão psicológica.  Ele repete que vai me demitir (também ameaça a outras pessoas ) e, no meu plantão de sábado passado, repetiu todo tempo que ia me demitir e que minha situação ‘estava complicada ‘. Não sou de faltar, cumpro minhas obrigações, produzo, apresento, faço reportagens, e nunca me vi como agora com pavor e mandando mensagens de ajuda. E me sinto sozinha e oprimida.Se ouvissem os funcionários, mas não nos ouvem, estamos no limite. Reforço que estamos dando o nosso máximo na cobertura jornalística. Mas viver com medo e sensação de que vamos perder emprego é algo sufocante e ruim.Ele faz fofocas, intrigas, joga um contra o outro. Estou esgotada.  Quando ele chegou a Roraima, pensávamos que seria uma nova era e estamos frustrados com tanta humilhação. Comigo fez uma fofoca e sou a bola da vez, onde me trata um dia bem, outro não, vira a cara e faz ameaças. Para os chefes maiores, é o cara, lúcido, visionário e persuasivo. Pra nós, meros funcionários, perseguidor e eu estou à base de remédios.De fato, ele entende de TV. Mas com as pessoas tem criado clima insustentável e não podemos falar, fazer nada, porque somos oprimidos. Ele afirma às pessoas: ‘A empresa tá do meu lado’, e a gente engole seco.  Quando me deu aumento de 500 reais, fiquei feliz demais, mas repetidas vezes jogou na minha cara o aumento e pensei em ir no RH pra voltar meu salário antigo.Ele reverte tudo. Ele faz uma artimanha de humilhar, bater na pessoa e, no dia seguinte da flores, elogiar. Isso é desgastante. Doentio. É acusado de assédio sexual também, a moça levou pro RH de Manaus, mas acabou desistindo por medo dele. E eu só quero trabalhar em paz, sem pressão e humilhação, assim como os funcionários desta emissora que vivem com medo.Na quinta feira, durante uma entrevista pela internet, ele que cria situações pra me desestabilizar no JRR1 , mandou eu repetir sobrenome do entrevistado que eu tinha dito certo. Pois ele atrapalhou duas vezes a minha entrevista indo ao estúdio dizer que quem manda é ele.Eu apresentei por 1h20 querendo chorar. Angustiada e pedindo força pra Deus. Quem vê, não mexe porque ele disse que a empresa está do lado dele. Por fim, pedi ajuda de Manaus, daqui de Roraima e só me sugeriram demissão. E segunda-feira eu terei a resposta. Jamais imaginei enfrentar tudo isso e me sentir só mesmo sabendo que não sou errada e estou sendo assediada mas não tenho voz . Estou em pânico. Não sei mais o que fazer. Obrigada”.