Perfis de bolsonaristas nas redes sociais são suspensos pela Justiça
A determinação do ministro do STF Alexandre de Morais é de maio, mas foi cumprida apenas agora.
Autor: MARIANA CARNEIRO, GUILHERME SETO E NATHALIA GARCIA/FOLHAPRESS
Os perfis de Luciano Hang e Roberto Jefferson foram alguns dos suspensos. | Divulgação/Agência Brasil
Contas no Twitter e no Facebook de influenciadores, empresários e políticos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram tiradas do ar nesta sexta-feira (24) por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes.
A decisão é de maio, mas foi cumprida somente agora.
Figuras como o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), Sara Winter, o blogueiro Allan dos Santos e o empresário Luciano Hang, alvos de investigação no âmbito do inquérito das fake news, tiveram suas contas suspensas.
Ao serem acessadas, as contas no Twitter apresentam mensagem que diz “conta retida” e que a conta “foi suspensa em resposta a determinação legal”.
Os perfis no Facebook (não das mesmas figuras, necessariamente) não aparecem para visualização na busca. Quando acessados diretamente via URL, apresentam mensagem que diz que o conteúdo “não está disponível no momento”. É o caso do perfil de Hang, por exemplo.
Em nota da assessoria de imprensa, o Twitter afirma que “agiu estritamente em cumprimento a uma ordem legal proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF)”.
O Facebook afirma que “respeita o Judiciário e cumpre ordens legais válidas”.
Vai ter procissão do Círio em 2020? Decisão será anunciada pelo Arcebispo de Belém
DOL
Facebook Círio de Nazaré
A definição sobre o formato do evento anual mais importante para grande parte dos paraenses, o Círio de Nazaré, será divulgada no próximo dia 6 de agosto pelo Arcebispo de Belém. A realização, ou não, do Círio é uma das grandes dúvidas geradas pela pandemia do novo coronavírus no Estado do Pará.
Segundo nota da assessoria de comunicação do evento, a definição sobre o formato do Círio 2020 será baseada em parecer técnico-científico da Comissão Especial de Análise da Pandemia da Covid-19.
“Após a manifestação do Arcebispo Dom Alberto Taveira, a Diretoria da Festa também dará posicionamento sobre o assunto”, afirma o comunicado oficial.
Ainda segundo a nota, a Comissão Especial de Análise da Pandemia da Covid-19 foi instituída com a atribuição de avaliar a evolução da pandemia em Belém e Região Metropolitana, por meio da coleta de dados, exame de estudos e artigos técnicos e interpretação de projeções estatísticas.
O principal objetivo da comissão é formular um parecer técnico sobre a realização do Círio de Nazaré 2020, levando em consideração a ótica médica, a conveniência científica e os possíveis riscos à saúde pública. O parecer irá orientar a decisão final da Arquidiocese de Belém, da Paróquia de Nazaré e da Diretoria da Festa de Nazaré (DFN).
A comissão especial é formada pelo casal de médicos membros da DFN, Cássio e Milena Caldato, e tem como convidados o biólogo Regis Andriolo e os médicos Haroldo José de Matos, Pedro Vasconcelos, Salomão Kahwage Neto e Vânia Brilhante.
O prazo previsto para o trabalho da Comissão era de 60 dias, podendo ser prorrogado, se necessário.
O parecer técnico será entregue ao Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, à Paróquia de Nazaré e ao coordenador da DFN, Albano Martins.
“Com o parecer desta comissão teremos o embasamento técnico e científico necessário à prolação de uma decisão segura e responsável sobre o Círio de Nazaré”, avalia Albano Martins
Veja como está o trânsito na saída de Belém nesta sexta-feira
Diário Online
Fluxo de veículos na saída de Belém é considerado normal, segundo o Detran, na manhã desta sexta-feira (24). | Twitter/@DETRAN_PA
Para quem vai deixar a capital paraense em direção aos balneários, é bom ficar de olho no trânsito. De acordo com o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran/PA), o fluxo de veículos na saída de Belém na manhã desta sexta-feira (24), é considerado normal.
Ainda de acordo com o Detran, os condutores estão mantendo uma velocidade constante, sem pontos de congestionamento ou parada. Nenhum acidente foi registrado até às 10h39 de hoje, nos 18 primeiros quilômetros da rodovia BR-316.
A expectativa é que o fluxo de veículos se intensifique ao longo do dia.
“Pantera do pó”: veja o vídeo da prisão da ex-capa da Playboy
Com informações de O DIA
Ela cobrava entre R$ 500 e R$ 1 mil por programa de clientes de alta renda | Reprodução
Na última terça-feira (21) a garota de programa e ex-capa da Playboy Flávia Tamayo, de 22 anos, presa em Vitória (ES), ganhou o apelido de “Pantera do pó” no Distrito Federal. A informação é do delegado Ricardo Oliveira, da 5ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, que investiga o caso.
“Ela era conhecida no meio do tráfico como ‘Pantera do pó’ e ‘Rainha do pó’. Os clientes eram de alta renda.”
Flávia é suspeita de integrar uma organização criminosa de garotas de programa de luxo que atuavam no tráfico de drogas na capital.
Flávia Tamayo foi capa da Playboy (Reprodução)
De acordo com o investigador, ela cobrava entre R$ 500 e 1 mil por programa, regado a cocaína e haxixe. “Ela tinha uma agenda muito cheia e não tinha um local certo, viajava o Brasil. Um dia antes da operação, ela foi para Florianópolis”, afirma Ricardo Oliveira.
O delegado afirma que a modelo deve ser transferida a Brasília, mas ainda não há previsão de quando isso deve acontecer, porque a Polícia Civil aguarda uma decisão da Justiça sobre o recambiamento à capital.
Agora, o foco dos investigadores é descobrir onde as participantes do esquema conseguiam os entorpecentes oferecidos aos clientes.
“Queremos saber também a origem da droga. Vamos fazer a identificação dos fornecedores dela. Qual era a origem e de onde vinha essa droga.”
Um vídeo divulgado pela Polícia Civil do Espírito Santo mostra o momento em que Flávia Tamayo foi abordada e presa, ao chegar à recepção de um hotel em Vitória, na madrugada da última terça-feira (21) (veja vídeo acima).
A prisão preventiva foi decretada pela 1ª Vara de Entorpecentes do DF e o cumprimento do mandado foi solicitado pela 5ª DP à Polícia Civil capixaba.
A prisão foi uma continuidade da Operação Rede, realizada em junho deste ano no Distrito Federal, que resultou no cumprimento de 37 mandados de busca e apreensão e de prisão. À época, seis grupos criminosos especializados no tráfico de drogas sintéticas e de cocaína na região central de Brasília foram alvos da polícia.
Flávia é conhecida por ter sido capa de revistas no Brasil e em Portugal e por ter estrelado filmes eróticos. Segundo a polícia, o grupo do qual ela faz parte atua em venda e distribuição de drogas, principalmente sintéticas e cocaína, para clientes de alto poder aquisitivo no DF.
“A informação que temos é que ela fazia um pacote, um combo de prostituição e venda de drogas, seja para consumo no momento daquela relação, seja para um momento posterior. Ela funcionava, num primeiro momento, como garota de programa fornecendo drogas para pessoas que estavam contratados seus serviços, mas também há indícios de que ela também tivesse algo como uma tele-entrega de drogas na capital federal”, explicou o titular da 1ª Delegacia Regional de Vitória, delegado Rafael Corrêa após a prisão da suspeita.
Transexual cearense morta na Itália com 80 facadas pagava plano de saúde e educação de parentes
Com informações de UOL
Manuela de Cássia foi Miss Pantera Gay em 1997 e também se apresentou artisticamente no Programa do Raul Gil | Reprodução
Na última segunda-feira (20), uma artista transexual cearense foi encontrada morta com diversas perfurações pelo corpo em Milão, na Itália. A vítima, identificada como Manuela de Cassia, foi localizada no apartamento onde morava, após os vizinhos sentirem um cheiro forte vindo do local e acionarem as autoridades.
Segundo o portal de notícias italiano Milano Today, os bombeiros quebraram uma das janelas para entrar no apartamento e viram a cearense ensanguentada no chão. Autoridades locais afirmaram que a transexual foi morta com cerca de 80 facadas no peito e nas costas.
Manuela de Cássia foi encontrada após os vizinhos sentirem um forte cheiro de gás vazando no apartamento onde aconteceu o crime. Reprodução
A polícia italiana está investigando o caso. Até esta terça-feira (21), ninguém havia sido preso.
A Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos do Ceará (SPS) emitiu nota se solidarizando com a família e os amigos de Manuela de Cássia, e se referindo a ela como “artista trans cearense”.
A SPS também informou que está em contato com o Ministério da Cidadania, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para LGBT, solicitando o acompanhamento e as providências a serem tomadas pelo órgão federal.
A Coordenadoria também está em contato com a Prefeitura de Fortaleza, por meio do Centro de Referência Janaína Dutra, e com a Defensoria Pública para dar apoio aos familiares, informou a pasta.
Translado
A família está providenciando o translado do corpo de Manuela de Cássia da Itália para Fortaleza. O prazo é de 20 dias.
A irmã da mulher trans, Lisieux Alves, informou que ela vivia na Europa há mais de 20 anos e passava temporadas em Fortaleza. Na Itália, Cássia trabalhava como profissional do sexo, segundo a irmã. Já na capital cearense, a transexual atuava como cabeleireira e possuía imóveis, de acordo com a família.
Ainda segundo a irmã, Cássia ajudava financeiramente a família, pagava planos de saúde e escola de sobrinhos. E não chegou a relatar qualquer preocupação com segurança ou problemas pelos quais pudesse estar passando em Milão.
A irmã lamentou pela morte de Cássia em uma rede social se referindo à trans como “um pedaço de mim”, “meu patamar” e “o ar que eu respirava”.
“Como vou suportar essa dor, meu Deus? E agora, quando eu acordar pra quem vou mandar meu primeiro bom dia? Pra quem vou contar meus segredos? E quem vai me proteger agora? Não consigo racionar, não consigo falar, só consigo pensar no quanto você lutou para sobreviver”, escreveu a irmã.
Manuela de Cássia foi Miss Pantera Gay em 1997 e há registros de apresentações artísticas dela em programas de TV como o do Raul Gil.
O coordenador dos debates sobre o projeto que visa a combater a disseminação de fake news, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), entende que uma das falhas do texto do Senado está em não prever a tipificação penal da desinformação no ambiente virtual. “É preciso mirar quem financia, porque há a prática do crime e há o financiamento do crime. Nesse sentido, eu concordo que é necessária a tipificação penal das condutas e a imputação de responsabilidades”, disse ele ao Congresso em Foco.
Outro ponto de preocupação para o deputado está na coleta de dados, seja através da rastreabilidade de mensagens, seja pela identificação de usuários. Também há receio com a moderação de conteúdos por parte das plataformas. “Se a gente abre mais hipóteses para as plataformas fazerem moderação, é preciso tomar cuidado, para que nós não criarmos um sistema de censura privada”, avaliou o deputado.
A Câmara realiza um ciclo de debates sobre o projeto e deve concluir essa fase no início de agosto. Com uma pauta carregada, ainda não foi estipulada data para votação do texto em Plenário, mas a expectativa é que ele esteja pronto em agosto. O relator ainda não foi indicado pelo presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ). Orlando Silva é um dos nomes mais cotados para assumir a relatoria.
Veja a íntegra da entrevista com o deputado:
Congresso em Foco – Já uma perspectiva de quando o texto deverá ir à votação no Plenário da Câmara?
Orlando Silva – Quando o texto chegou à Câmara, o presidente [Rodrigo Maia] deu a orientação de que a apreciação do texto deve ser urgente, mas ele salientou que a urgência não é sinônimo de atropelo. Nós combinamos de fazer um ciclo de debates públicos, porque no Senado até houve discussão com vários agentes da sociedade, mas como houve um debate sistemático, ficou aquela crítica. Nós temos dez debates públicos nesse ciclo, que deve ir até o comecinho de agosto.
Nós devemos ter uma conversa com o relator para liberdade de expressão das Nações Unidas, David Kaye, com o relator para liberdade de expressão da Organização dos Estados Americanos, a OEA, Edison Lanza, e estamos tendo uma série de reuniões bilaterais com especialistas, juristas, com entidades que tenham alguma interface com plataformas, tecnologia, comunicações.
Nós pretendemos, a partir de um texto, fazer um diálogo com o Senado, porque se a Câmara modificar o texto que está sendo examinado ele voltará para o Senado. Importa para nós fazer uma convergência com o Senado para que o texto que nós examinemos no Plenário da Câmara tenha, digamos assim, passagem pelo Senado para não termos um trabalho desarticulado.
Aí você me pergunta: mas tem um dia de ir a Plenário? Não, não tem dia ainda. O presidente pediu urgência e eu tenho dito que será feita a votação no prazo mais breve possível.
A que o senhor atribui essa urgência a votar a matéria, tanto da parte do presidente da Câmara quanto do presidente do Senado?
A urgência é em enfrentar a desinformação, que virou um drama. Uma coisa é nós vivermos no mundo da desinformação, que tem impacto, por exemplo, na política. Isso é grava e pode alterar resultados, mas quando a desinformação começa a ter incidência na vida social, como está tendo por exemplo na covid-19, passa a ser algo dramático. Há risco de vida para as pessoas. Tem gente dizendo que tem tratamento consolidado para covid, o que não existe. Vai ficando claro que combater a desinformação é muito além das polêmicas que envolvem o espaço público. Combater a desinformação é importante até para salvar vidas. Por isso é urgente nós encontrarmos um caminho.
O Senado fez um texto que, a meu ver, é melhor do que a proposta apresentada originalmente. Houve uma série de avanços, na minha percepção. E acredito que a Câmara pode dar uma contribuição no aperfeiçoamento do texto.
E já tem uma definição de quem vai relatar o texto na Câmara?
O presidente [Maia, responsável pela indicação de relatoria] ainda não tomou a decisão, porque a pauta está muito carregada. Acabamos de gastar energia imensa com a votação do Fundeb, era matéria urgentíssima. O presidente pediu para eu agrupar todo mundo que tiver interesse, cada dia a gente soma mais um deputado que tiver interesse no debate. Nós estamos construindo um coletivo de deputados dos vários partidos para, a muitas mãos, prepararmos o texto. Quem for designado o relator, já vai ter um conjunto de informações sistematizadas que serão muito úteis para o trabalho dele.
O senhor teria interesse nesse trabalho de relatoria?
Eu seria o último deputado a pedir ao presidente Rodrigo para ser o relator, porque eu o considero um amigo, nós partilhamos já de muitas ações conjuntas na Câmara, ele confia em mim, tanto que eu tenho orgulho dessa confiança dele em mim, tanto que me deu essa missão de coordenar esse trabalho. Então, eu seria o último deputado a pedir para ser relator, porque eu posso constranger o presidente.
Mas sendo escolhido, o senhor aceitaria?
Óbvio que eu aceitaria, é uma tarefa importante. Toda tarefa importante vale. Mas insisto: eu seria o último deputado a pedir isso para o presidente, pela amizade e pelo respeito que eu tenho ao trabalho que ele faz.
Sobre os pontos técnicos do texto, quais o senhor avalia serem os principais problemas? Há discussões sobre a rastreabilidade de mensagens, a identificação dos usuários e a coleta massiva de dados. O que o senhor considera que deva ser aprimorado de forma mais premente?
Eu diria primeiro que o texto tem alguns pontos fortes. Primeiro ponto forte do texto: a transparência. Uma série de deveres de transparência são previstos e considero esse um tema importante, muito forte. Segundo: a ideia de autorregulação regulada, onde você estimula as plataformas a terem um compromisso, mas ao mesmo tempo, baseado em determinadas indicações que a lei estabelece. Esses dois pontos eu diria que são dois pontos fortes.
Eu acredito que a ideia de autorregulação no texto está correta, mas pode ser feito alguns ajustes. Eu acredito que nós deveríamos associar a autorregulação regulada com um conselho, mas eu pessoalmente creio que deveríamos revisar a composição do conselho, a sua competência e as suas atribuições. Além disso, deveria fixar mais nitidamente o funcionamento dessa corregulação. Mas eu creio que está lá é importante, nós podemos desenvolvê-la, mas eu quero valorizar a transparência e valorizar essa ideia da autorregulação regulada.
Eu tenho preocupações com relação à coleta de dados, seja pela rastreabilidade, seja pela identificação de usuários. Isso porque eu acredito que a ideia de que a coleta de dados deve ser mínima e para cumprir determinadas finalidades.
Considero que nós temos que olhar com calma a questão de moderação das plataformas, porque as plataformas já fazem moderação hoje baseadas no sistema de uso. Se a gente abre mais hipóteses para as plataformas fazerem moderação, é preciso tomar cuidado, para que nós não criarmos um sistema de censura privada.
Então, eu diria que a coleta de informações individuais e os mecanismos de moderação dos conteúdos são importantes porque eles tratam, primeiro, da privacidade e, segundo, da liberdade de expressão. Mas eu acredito que há espaço para termos um texto mais ajustado com e convergente com o Senado. A preocupação nossa sempre é: ajustar o texto e fazer uma convergência da internet.
Da forma como o texto está redigido, ele vai contra a Lei de Proteção de Dados e o Marco Civil da Internet?
Eu não diria que ele está em contradição, mas ele faz modificações sobretudo no Marco Civil, que é uma referência importante. Considero que essas modificações, inclusive, merecem ser analisadas com bastante cuidado.
Alguns especialistas, como o advogado Ronaldo Lemos, afirmam que o projeto falhou em identificar a origem do dinheiro de quem paga pela desinformação – o chamado “follow the money”. O senhor concorda com essa avaliação?
A falha está em não prever a tipificação penal dessa conduta. Precisamos combater as organizações criminosas formadas para difundir a desinformação. É preciso mirar em quem financia, porque há a prática do crime e há o financiamento do crime. Nesse sentido, eu concordo que é necessária a tipificação penal das condutas e a imputação de responsabilidades.
Tem uma dificuldade em se definir o que é desinformação. Isso não pode suscitar outro debate?
Eu creio que não. Eu considero que foi um acerto o projeto não ter avançado no conceito de desinformação, porque é um tema muito, muito complexo. Agora, você tem agentes checadores que atestam o que é desinformação. Então, a desinformação é, sobretudo, difundida em escala industrial, que é o caso dos criminosos, inclusive com impulsionamento muitas vezes. Ao ser feita essa caracterização, eu creio que se pode imputar a devida responsabilidade.
A votação no Senado foi bastante acirrada e adiada várias vezes. Na Câmara corre o risco de isso ocorrer também ou a ideia dos debates é chegar a um consenso maior?
Eu trabalho com a perspectiva de um grande consenso e que tenhamos um Plenário unificado no texto que vai ser apresentado.
Leilão do espaço destinado ao 5G deve ocorrer no início de 2021
AGÊNCIA BRASIL
As maiores operadoras do país de telefonia celular iniciaram neste mês de julho o funcionamento, em caráter experimental, da tecnologia de quinta geração (5G) para os aparelhos móveis. Neste primeiro momento, o 5G compartilhará as faixas de transmissão já existentes do 3G e do 4G, com o uso da tecnologia chamada DSS (compartilhamento dinâmico de espectro, na sigla em inglês).
Isso ocorre porque o leilão do espaço do espectro, destinado exclusivamente ao 5G (a faixa de 3,5GHz), só deverá ocorrer no início de 2021. Com a tecnologia DSS é possível compartilhar, com o 5G, a faixa do 3G e 4G não utilizada. No entanto, como esse espectro não possui uma banda contínua e dedicada, a experiência do 5G ainda não poderá ser utilizada em sua totalidade.
O 5G, em sua máxima potência, deverá oferecer altíssimas velocidades de internet, maior confiabilidade e disponibilidade, além da capacidade para conectar massivamente um número significativo de aparelhos ao mesmo tempo.
Para poder utilizar o serviço, porém, o usuário terá de ter em mãos um aparelho celular que seja compatível com a tecnologia 5G. Hoje, no mercado brasileiro, há apenas um modelo disponível com a tecnologia, o Motorola Edge, com valor acima de R$ 4,9 mil na loja oficial da fabricante.
Locais com cobertura 5G
A operadora Vivo está ativando, no mês de julho, o funcionamento do 5G DSS em oito cidades brasileiras: São Paulo (regiões da Avenida Paulista, Vila Olímpia e Berrini), Brasília (regiões do Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios e shoppings), Belo Horizonte (regiões da Savassi e Afonso Pena), Salvador (regiões da Pituba e Itaigara), Rio de Janeiro (Copacabana, Ipanema e Leblon), Goiânia (região central da cidade), Curitiba (regiões do Centro Cívico/Alto da Glória e Batel/Água Verde), Porto Alegre (regiões do Moinhos de Vento, Avenida Carlos Gomes e Shopping Iguatemi).
Já a o 5G DSS da operadora Claro está disponível inicialmente em São Paulo, desde a última semana, na região da Avenida Paulista e Jardins. Em seguida, vai gradativamente estender-se pelos bairros Campo Belo, Vila Madalena, Pinheiros, Itaim, Moema, Brooklin, Vila Olímpia, Cerqueira César, Paraíso, Ibirapuera, além da região da Avenida Berrini e também de Santo Amaro.
O serviço será instalado também na Central Única das Favelas (CUFA) e no Instituto Pró-Saber SP, ambos na comunidade de Paraisópolis, onde a operadora desenvolve trabalhos sociais.
No Rio de Janeiro, os primeiros pontos de cobertura estarão em Ipanema, Leblon e na Lagoa. Devem se expandir por toda a orla, do Leme até a Barra da Tijuca, passando pelo Jardim Oceânico, Joá, São Conrado e Copacabana.
A cobertura do 5G DSS da operadora TIM terá início em setembro, em três cidades: Bento Gonçalves (RS), Itajubá (MG), e Três Lagoas (MS). Já a Oi informou que está avaliando iniciar a operação comercial da tecnologia 5G no país antes da realização do leilão de frequências. A operadora disse que já instalou experimentalmente a tecnologia 5G no país, de forma pontual, no ano passado, no município de Búzios (RJ) e em grandes eventos, como na Conferência Rio2C, GameXP, Rock in Rio e Comic Con Experience (CCXP).
De acordo com senador, um representante do governo ofereceu R$ 30 milhões em emendas parlamentares. Declaração foi dada durante debate no Jornal das Dez da GloboNews, na noite desta quinta-feira (23).
Por Natuza Nery
Comentarista de política e economia da GloboNews e da CBN
24/07/2020 00h25 Atualizado há 6 horas
Major Olímpio diz que governo ofereceu a ele e outros senadores R$ 30 milhões contra covid
O senador Major Olímpio (PSL-SP) disse ter recebido de um representante do governo a oferta de liberação de recursos públicos para o combate à Covid-19. Mas, segundo ele, a oferta não era para todos os senadores e não havia critérios objetivos, e sim políticos, para a distribuição da verba parlamentar.
A declaração do senador foi dada durante debate no Jornal das Dez (J10) da Globonews, na noite desta quinta-feira (23) – assista ao vídeo acima.
De acordo com Major Olímpio, um representante do governo Bolsonaro ofereceu R$ 30 milhões em emendas parlamentares.
“No Senado foram oferecidos, sim, a inúmeros senadores, R$ 30 milhões para indicar nas suas bases políticas. Te mando a planilha com 11 itens e até com orientação para escrever na planilha ‘Covid 19’, no começo de junho para pagar e já pagou agora em julho”, disse.
“Foi o toma lá, não teve o dá cá, mas com dinheiro do Covid, sim”, acrescentou o senador
O senador disse que isso está ocorrendo no Senado. “Tem senadores que já confirmaram que fizeram distribuição nos seus estados, por critérios que o senador escolheu.”
O senador repassou ao blog a planilha que diz ter recebido para que incluísse seus dados (veja abaixo).
Durante o debate, o senador foi questionado sobre quem havia oferecido os recursos, se seria um senador. “Não, não, alguém falando pelo governo. Não foi um senador, não”, afirmou.
Planilha que o senador diz ter sido entregue a ele para que incluísse seu nome e dados para liberação da emenda parlamentar — Foto: Reprodução
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.