Menina se engasga com máscara encontrada em lanche do McDonalds
Com informações da Revista Marie Claire
A mãe da menina disse que a criança poderia ter morrido com o acessório caso tivesse saído da sala | Reprodução
Os tempos são de uso rotineiro de máscaras, muitas pessoas optam pelas descartáveis, que são mais fáceis de descarte. Porém, a experiência com o acessório por uma menina de seis anos não foi legal.
A pequena quase se engasgou com um pedaço de uma máscara, em Hampshire, na Inglaterra. O acessório estava cozido junto com os nuggets de frango do McDonalds.
Os lanches de frango foram comprados em uma loja da rede de fast food pela mãe da criança. Laura Arber revelou ao jornal Hampshire Live que comprou a comida e levou para os filhos comerem em casa, Maddie foi a responsável por encontrar a máscara.
“Minha filhinha começou a engasgar. Eu coloquei meus dedos em sua garganta para fazê-la pôr para fora”, lembra. Após o susto, ela percebeu que uma máscara facial médica foi cozida junto ao lanche. “É claramente uma máscara”, disse ela.
A mãe de Maddie voltou ao local para reclamar e foi informada que os nuggets não eram preparados no restaurante. Laura disse que não recebeu um pedido de desculpas.
“O pior foi que eles continuaram a servi-los”, disse ela. “E se eu tivesse saído da sala e minha filha tivesse engasgado? Ela poderia ter morrido. É uma coisa de uma fração de segundo”, desabafou.
Em nota ao jornal, um porta-voz do McDonald’s disse que a rede lamenta o ocorrido. “A segurança alimentar é da maior importância para nós e enfatizamos o controle de qualidade, seguindo padrões rigorosos para evitar imperfeições. Quando o assunto foi levado ao conhecimento de nossa equipe, pedimos desculpas, oferecemos um reembolso total e pedimos ao cliente que devolvesse o item para que pudéssemos investigar o assunto e isolar o produto afetado”.
Por meio de Certidão sob protocolo número 2020/42538-1, solicitada no dia 3 de agosto, o Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) informa que o prefeito de Juruti, Manoel Henrique Gomes Costa (PT), encontra-se com prestações de contas rejeitadas por irregularidade insanável, o qual configura ato doloso de improbidade administrativa.
A situação torna Henrique Costa integrante da lista de inelegíveis do TCE-PA, que deve ser encaminhada à Justiça Eleitoral. No ‘hall’ dos fichas sujas, o prefeito de Juruti possivelmente não poderá se candidatar nas eleições municipais de 2020.
SAIBA MAIS
Eleições 2020: TCE, TCM e MP Eleitoral/PA renovam parceria para barrar fichas-sujas
O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA), conselheiro Odilon Teixeira, e os representantes do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-PA), e do Ministério Público (MP) Eleitoral, respectivamente conselheiro Sérgio Leão e procurador chefe Alan Mansur, foram signatários da renovação, nesta quarta-feira (24), do termo de cooperação para a alimentação do Sisconta Eleitoral, o sistema de registro e cruzamento de dados sobre pessoas proibidas de disputar eleições.
Para os órgãos de controle, a atualização contínua das informações facilita a atuação do MP Eleitoral, acelerando os pedidos de impugnação de políticos inelegíveis.
A cooperação técnica entre TCE-PA, TCM-PA e MP Eleitoral no Pará para o abastecimento do Sisconta foi inaugurada nas eleições de 2018, e, além do registro de informações no sistema, o sistema prevê que os Tribunais de Contas também insiram, no banco de dados, documentos relacionados aos julgamentos das prestações de contas e demais processos correlacionados.
Outro aspecto da iniciativa é a cooperação entre os TCs e o MP Eleitoral para o fortalecimento das ações de controle externo do processo eleitoral no Pará, nas “Eleições 2020”, por meio do compartilhamento de ferramentas, métodos, procedimentos, tecnologias de informação e conhecimento científico, com foco na efetividade das decisões publicadas por TCE e TCM, e no aprimoramento das atividades das instituições signatárias do termo de cooperação.
Garantia para a sociedade – A assinatura do Termo de Cooperação ocorreu durante sessão ordinária virtual do Tribunal Pleno do TCM-PA, e, segundo os representantes das instituições signatárias, é uma garantia para a sociedade de que as Cortes de Contas e o MP Eleitoral vão atuar com a máxima eficiência para impedir a participação, nas eleições de candidatos inelegíveis.
“É de uma importância muito grande. Mostra a sintonia com que nós, órgãos de controle da administração pública, estamos atuando conjuntamente, tanto para o processo eleitoral vindouro e futuros, o que é muito importante para o estado democrático de direito brasileiro e para a nossa República”, destacou o presidente do TCE-PA.
Para o presidente do TCM-PA, a parceria confirma a certeza da atuação dos tribunais de Contas por uma “eleição limpa, clara, democrática, e transparente, para que a sociedade escolha sempre os melhores”.
O procurador-chefe do MPF/PA frisou que a parceria entre as instituições signatárias do acordo sempre foi bastante produtiva, sendo que muitas atuações do MPF são baseadas em documentos e dados fornecidos pelas Cortes de Contas.
Alan Mansur reiterou a importância do termo, tendo em vista que a parceria contribui para a consolidação, em um único banco de dados, de condenações publicadas por todos os tribunais.
“É uma garantia à sociedade de que não vamos ter candidatos ficha-sujas concorrendo”, enfatizou o procurador-chefe, apontando que a importância desse banco de dados é ainda maior porque tem abrangência nacional, o que permite que o MP Eleitoral também atue para impedir que uma pessoa inelegível se candidate em um estado diferente daquele onde foi condenada.
Sobre o Sisconta – Fruto da união entre o poder de requisição do Ministério Público e o uso de sistemas informatizados, a ferramenta eletrônica Sisconta Eleitoral foi lançada em 2012 pela Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (Sppea) do MPF. O sistema foi o primeiro banco de dados nacional a congregar informações sobre pessoas potencialmente inelegíveis, nos termos da Lei Complementar nº 64/90, conhecida como Lei da Ficha Limpa.
Além de relatórios encaminhados diretamente aos promotores eleitorais sobre potenciais fichas sujas, o sistema possibilita a realização de pesquisas livres sobre candidato, por meio do “radar eleitoral”.
O sistema também tem o chamado módulo “conta suja”. Desenvolvido com a finalidade de identificar irregularidades nas arrecadações e nos gastos de campanha, contou, na definição de tipologias, com a participação de órgãos como Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Receita Federal (RF).
Sobre o MP Eleitoral – Como defensor do regime democrático, o Ministério Público tem legitimidade para intervir no processo eleitoral, atuando em todas as fases: inscrição dos eleitores, convenções partidárias, registro de candidaturas, campanhas, propaganda eleitoral, votação, diplomação dos eleitos. A intervenção do MP também ocorre em todas as instâncias do Judiciário, em qualquer época (havendo ou não eleição), e pode ser como parte (propondo ações) ou fiscal da lei (oferecendo parecer).
O Ministério Público Eleitoral não tem estrutura própria: é composto por membros do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual. O procurador-geral da República exerce a função de procurador-geral Eleitoral perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e indica membros para também atuarem no TSE (subprocuradores-gerais da República) e nos Tribunais Regionais Eleitorais (procuradores regionais eleitorais, que chefiam o Ministério Público Eleitoral nos estados). Os promotores eleitorais são promotores de Justiça (membros do Ministério Público Estadual) que exercem as funções por delegação do MPF. (Com informações MPF-PA)
O vereador Ilke Morais bateu o martelo com o secretário Pádua Andrade e o presidente do MDB Jader Filho. Ele vai entrar na disputa pela prefeitura de Marabá, candidato do MDB. A coisa será animada por lá!
Concurso da Polícia Federal foi autorizado: salário será de até R$ 7.841,95
Com informações de A Gazeta
Governo confirma concurso com 2 mil vagas na Polícia Federal | Agência Brasil
Boa notícia para quem quer fazer carreira na Polícia Federal. O anúncio do certame já havia sido feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, informação que foi confirmada pelo chefe do Executivo nacional.
Na publicação, Bolsonaro também divulgou medidas para combate à corrupção e, para isto cita a realização do novo concurso. Ainda não há informações de quando o processo seletivo será realizado.
O ministro da Justiça informou na última semana que se reuniu com o presidente e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que deram aval para o novo certame. Inicialmente, a PF havia solicitado à pasta o preenchimento de 1.508 postos. Com isso, a autorização de 2 mil vagas supera o pedido inicial.
A expectativa é de que as chances sejam para as carreiras policiais e para o setor administrativo. As oportunidades deverão contemplar cargos de níveis médio e superior. A remuneração varia de R$ 4.746,16 a R$ 7.841,95, com jornada de trabalho de 40 horas semanais.
As vagas solicitadas inicialmente foram: agente de polícia (540), escrivão (300), delegado (100), agente administrativo (349), papiloscopista (61), administrador (21), arquivista (8), assistente social (10), bibliotecário (1), contador (9), economista (3), enfermeira (3), engenheiro (1), estatístico (4), farmacêutico (1), médico (65), nutricionista (1), odontólogo (11), psicólogo (5), técnico em assuntos educacionais (13) e técnico em comunicação social (3).
O Decreto 9.739, de 28 de março de 2019, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, estabelece que a Polícia Federal não precisa de autorização do Ministério da Justiça para realizar um novo concurso público. Entretanto, a liberação de novos certames fica sob a responsabilidade do diretor-geral do órgão, podendo ocorrer sempre que a necessidade atingir 5% do quadro de pessoal ou em caso de menor percentual, de acordo com determinação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Corpo de adolescente vítima de naufrágio é encontrado em redes de pesca
Redação DOL
Corpo do menino foi arrastado por mais de 30 quilômetros até parar nas redes de pescadores | Reprodução
O corpo do estudante Cristiano da Silva Santana, de 13 anos, que estava desaparecido desde o último domingo (2), em Óbidos, região oeste paraense, foi encontrado na tarde de terça-feira (04), por volta do meio dia. Pescadores da comunidade Vila Poranga acharam o corpo do menino que estava entrelaçado nas redes de pesca.
A Defesa Civil de Óbidos se deslocou para o local. Vila Poranga, fica cerca de 30 quilômetros da sede do município de Óbidos.
Cristiano estava em uma embarcação com mais duas pessoas trafegando pelo Rio Amazonas, em um local conhecido como Estreito de Óbidos.
Um era um passageiro vindo de Manaus que saiu de uma embarcação maior para tentar chegar a Óbidos, prática comum na região, o outro era o condutor da “rabeta”. No momento do naufrágio, a embarcação de pequeno porte virou em razão de uma forte correnteza, levando Cristiano.
Ainda não há informações sobre velório e sepultamento do adolescente que era estudante do 7º ano do ensino médio.
Um incêndio causado por um curto-circuito assustou os trabalhadores e visitantes da feira do Guamá, em Belém, na última quinta-feira (30). Apesar de não ter causado maiores prejuízos, a situação deu o sinal de alerta sobre a falta de manutenção do espaço. Os problemas incluem a fiação elétrica completamente exposta. Portas enferrujadas e sujeira por todo o canto. Este era o cenário do local na manhã de sábado (1). A situação só não é pior por iniciativa dos próprios trabalhadores que realizam, de forma periódica, mutirões de limpeza.
Espírito Santo Batista trabalha na feira há seis anos e disse que a fiação elétrica que pegou fogo na última semana era até nova, se comparado com outros pontos da feira. Havia sido trocada há menos de um ano, segundo ele. Porém, disse que a falta de reestruturação do espaço pode fazer com que situações semelhantes voltem a ocorrer e pediu maior organização tanto do espaço como dos trabalhadores.
Na feira da Pedreira, desafio é com relação ao horário da coleta de lixo Irene AlmeidaCoberturas de lonas rasgadas na feira de São Brás Irene Almeida
“Você viu que pegou fogo na instalação (elétrica) esses tempos. Uma instalação nova. O que falta então é um reestrutura no espaço que está um pouco sucateado. Ajustar as estruturas do lado de dentro porque ainda tem muita fiação velha”.
A enorme quantidade de lixo ao lado da feira chama a atenção. Sem falar no trânsito completamente desordenado.
A mesma desordem é encontrada no entorno da feira da Pedreira, que aos sábados fica ainda mais movimentada e é preciso paciência para passar de carro pelo cruzamento da avenida Pedro Miranda com a travessa Mauriti. A feira fica na esquina e é comum ver fila dupla de veículos.
PEDREIRA
Dentro do espaço a organização é boa. Parte da feira tem espaço destinado para os feirantes que trabalham com a venda de frutas e legumes; farinhas e ovos; carnes e até mesmo venda e manutenção de eletrônicos. Para o feirante Antônio Paiva, 49, o principal desafio da feira é a realização da coleta de lixo em horários específicos.
Segundo ele, a retirada desse material as vezes é feita enquanto a feira está lotada e o cheiro acaba invadindo o ambiente, causando incômodo. “Para melhorar a feira é só eles darem um jeito naquele lixo que acumula. Tirar um horário mais cedo. Eles querem fazer a limpeza no meio da manhã e o cheiro exala tudinho por aqui e a pessoa não sabe nem de onde vem. Poderiam fazer uma limpeza cedo e outra depois do expediente e ficaria ótimo para trabalhar. De resto, na estrutura, até que estamos conseguindo trabalhar bem”, disse.
Na feira de São Brás, a estrutura é menor quando comparada com as feiras da Pedreira e Guamá, mas isso não faz com que os problemas sejam pequenos. Na área de venda de hortifruti, diversas barracas estão com coberturas improvisadas por lonas. Algumas inclusive estão rasgadas.
Amilton Pereira Nogueira, 63, afirma que falta mais atenção por parte do poder público para fazer uma revitalização da área. “Na realidade nosso espaço está totalmente desprezado”, lamenta. ”Seria bom se alguém olhasse por nós”, afirma.
A pedagoga Adriane Freitas, 36, é cliente da feira de São Brás e afirma ser necessário uma melhor organização da área, com revitalização dos espaços. “Esse complexo é muito mal assistido pela prefeitura. Ele é tão bonito e deveria ser melhor valorizado. Eu acho que deveria ser revitalizado, com um espaço que abrigasse melhor os feirantes”, observa. Irene Almeida
Pelo menos uma dúzia de nomes já estão colocados para disputar a sucessão do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na eleição que ocorrerá em fevereiro de 2021. Entre os postulantes, estão deputados governistas, parlamentares da ala independente e um nome da oposição. A lista de candidatos à vaga – nunca ocupada por uma mulher até a primeira metade da 56ª Legislatura – é essencialmente masculina.
A seis meses da eleição, são aspirantes ao comando da Casa o líder do blocão, que reúne partidos do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), e o líder da Maioria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Da bancada evangélica, está colocado o nome de Marcos Pereira (Republicanos-SP). Outra liderança apontada é Baleia Rossi(MDB-SP). O nome levantado entre a oposição, que reúne partidos à esquerda no espectro político, é o do líder do PSB, Alessandro Molon (RJ).
Outros nomes postulantes são Elmar Nascimento (DEM-BA), Capitão Augusto (PL-SP), Marcelo Ramos (PL-AM), Fernando Coelho Filho (DEM-PE), Luciano Bivar(PSL-PE) e Fábio Ramalho (MDB-MG). O atual ministro das Comunicações do governo Jair Bolsonaro, o deputado licenciado Fábio Faria (PSD-RN), também já foi listado, apesar de negar intenção de concorrer. Oficialmente, o discurso é de que ainda não é hora de discutir o assunto, com o país enfrentando a pandemia de coronavírus. Porém, nos bastidores, as articulações já começaram.
Apesar da profusão de candidatos, apenas um nome feminino começou a circular: o da deputada Soraya Santos (PL-RJ). Seu nome foi citado pelo presidente Rodrigo Maia entre os cotados em entrevista ao Roda Viva na última segunda-feira (3). Soraya, que é a primeira-secretária da Câmara e única mulher na Mesa Diretora, está no segundo mandato como deputada. Ela, porém, enfrenta resistências dentro da própria sigla e do Centrão, além da concorrência com nomes fortes e tradicionais. Procurada pela reportagem, a deputada não se manifestou.
Mulheres em posição de liderança
Maioria na sociedade brasileira, mulheres são subrepresentadas na Câmara, com 76 deputadas federais em um universo de 513. Nas eleições de 2018, o número de mulheres eleitas cresceu 52,6% em relação a 2014, mas as mulheres representaram apenas 16,20% do total de eleitos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com deputadas licenciadas, esse percentual hoje está inferior a 15%. No último pleito, estados como Maranhão, Sergipe e Amazonas não elegeram nenhuma mulher para a Câmara dos Deputados.
Em 2019, mulheres presidiram quatro das 25 comissões permanentes da Câmara – Benedita da Silva (PT-RJ), na Comissão Cultura; Professora Marcivania (PCdoB-AC), na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Luiza Canziani (PTB-PR), na Comissão dos Direitos da Mulher; e Lídice da Mata (PSB-BA), na Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa.
Este ano, apenas duas mulheres são líderes partidárias, ambas representando legendas de esquerda: a deputada Perpétua Almeida (AC) comanda o PCdoB e a deputada Fernanda Melchionna (RS) lidera o Psol. Em 2019, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) ocupou a liderança do governo no Congresso por oito meses, em um raro exemplo de liderança feminina na direita.
Além dessas duas deputadas, há um assento para a Secretaria da Mulher, informalmente conhecida como bancada feminina. A atual coordenadora-geral da bancada é a Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO). Importante estrutura da Casa, o colégio de líderes se reúne ao menos uma vez por semana para definir as pautas prioritárias de Plenário. Em um contexto em que as comissões não chegaram a ser instaladas e em que o Plenário concentra todas as votações, o grupo assume papel ainda mais relevante. Especialistas alegam que a ausência de mulheres em cargos de liderança se deve a questões de acesso e oportunidades.
Para a líder Fernanda Melchionna, o aumento da participação das mulheres na política parlamentar ainda não se traduziu na ocupação de cargos de liderança. “Isso reflete a própria estrutura da sociedade patriarcal, que limita os espaços de atuação das mulheres, e o caciquismo dos partidos políticos, que reproduzem o machismo da sociedade e acabam indicando os homens dos próprios partidos para atuar nesses espaços de direção, que tem influência direta nas articulações, nas decisões e nas pautas que são escolhidas para votação na Casa”, disse ela.
A cientista política Noemi Araújo, articuladora política voluntária da ONG Elas no Poder, pondera que mesmo que uma mulher lance seu nome para a presidência da Câmara, o trabalho de convencimento na disputa será muito maior do que o dos homens. Noemi afirma que os empecilhos oriundos da tradição machista da sociedade não se manifestam apenas no período eleitoral, mas se refletem também dentro do Congresso Nacional. “Uma das primeiras barreiras e entraves que as mulheres têm é dentro dos partidos durante uma campanha eleitoral. Depois, elas ainda continuam tendo outras dificuldades durante o exercício do seu mandato”, disse.
A deputada Fernanda Melchionna defende que todos os espaços de poder sejam pautados pela paridade de gênero, inclusive na Mesa Diretora, com instrumentos que incentivem e viabilizem esse crescimento. “Mas entendo que não adianta simplesmente termos a presença de mulheres no Congresso, precisamos de mulheres engajadas na luta a favor dos nossos direitos e contra a exploração dos trabalhadores, contra a discriminação dos setores vulnerabilizados, como negros, LGBTI+ e indígenas”.
Capacitação
Na semana passada, a Câmara lançou um curso de capacitação política para mulheres por meio do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cefor), idealizado a partir de uma demanda conjunta da bancada feminina e da primeira secretaria da Casa.
O curso fornece conhecimentos de legislação eleitoral, financiamento de campanha e requisitos para se candidatar, bem como sobre o funcionamento do Estado brasileiro, a democracia e o orçamento público. A pré-candidata aprende como fazer uma boa estratégia de comunicação e como montar uma rede de apoiadores. Também são fornecidas informações a respeito de como fortalecer sua atuação dentro do partido político e utilizar o sistema eleitoral a seu favor.
A coordenadora-geral da bancada feminina, Professora Dorinha, acredita que a ocupação de mulheres em espaços de decisão e de poder faz diferença e abre espaço para a participação de outras mulheres. Ela defende que elas se sintam seguras e motivadas para participar ativamente das estruturas políticas. “É preciso abrir espaço para que a mulher mostre o seu trabalho e ocupe esse espaço, porque nada vem naturalmente. Eu entendo como um processo de educação, de cultura, de uma sociedade extremamente patriarcal”, disse ela em live de lançamento do curso.
“É um mito que mulher não gosta de política, que ela não precisa participar”, disse a deputada, que defende a manutenção da cota de 30% para candidaturas femininas. Professora Dorinha assumiu protagonismo nos últimos meses ao relatar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que torna o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) permanente.
No contexto de pandemia, deputadas alegam que o olhar feminino no Parlamento garantiu a aprovação de projetos voltados ao combate à violência doméstica, que teve considerável aumento durante o isolamento social, e o auxílio-emergencial para mães chefes de família, que acabou vetado pelo presidente. Uma das autoras do projeto que priorizava mulheres no auxílio emergencial, deputada Fernanda Melchionna, alega que Bolsonaro combate os direitos das mulheres como política de governo e criticam vetos que ele já fez a outro projeto de sua autoria, sobre indenização a familiares e profissionais da saúde vitimados pela covid-19.
“São exemplos práticos e recentes de como o machismo tem se manifestado na extrema-direita e que também é visível nos partidos de centro”, diz ela, que cita o escândalo das candidaturas laranjas, no início do mandato do presidente Bolsonaro, que teve o PSL no centro e que consistia no desvio de verba pública do fundo eleitoral de candidaturas femininas.
A cobrança por mais protagonismo feminino envolve uma ampliação da atuação, que seja livre de estigmas e estereótipos de gênero. Segundo Noemi Araújo, partidos têm se mobilizado e criado órgãos específicos para capacitar e engajar mulheres. Ela ressalta a importância de ações afirmativas que sejam assertivas. Recentemente o TSE aprovou uma medida que estipula que cargos na estrutura partidária têm que seguir a regra de paridade de gênero. “Isso já ajuda muito, porque você trazendo de dentro dos partidos, da composição interna deles essa organização favorecendo que as mulheres tenham participação mais atuante isso naturalmente vai se refletir durante as eleições e depois do resultado delas.”
SERVIÇO
Curso Mulheres na Política
Realização: Escola Virtual de Cidadania (EVC)
Carga horária estimada: 8 horas
Conteúdo Abordado:
Percurso 1: O que é preciso para me tornar candidata?
Percurso 2: Como aumentar as minhas chances de vencer as eleições?
Percurso 3: O que preciso conhecer para construir meu plano de campanha?
Papão vence de virada e fecha como líder do Parazão. Veja os gols!
Diego Beckman DOL
| Jorge Luiz / Paysandu SC
O Paysandu até tomou um susto, mas venceu de virada o Itupiranga por 4 a 1, na noite desta terça-feira (4), pelo Campeonato Paraense, em décima rodada, e consolidou a liderança geral do Estadual na primeira fase, com melhor campanha e melhor ataque da competição.
No início, o Itupiranga mostrou porque estava a fim de jogo: em cobrança de falta, Doki colocou Gabriel Leite para fazer bela defesa e espalmar a bola que tinha endereço certo. Logo aos 11 minutos, o camisa 1 bicolor apareceu novamente para evitar o gol de Guga, que ficou cara a cara com o gol.
O Paysandu só apareceu no ataque aos 18 minutos, mas de forma perigosa: em cobrança de escanteio, a bola ficou para Caíque Oliveira que cabeceou a bola na trave.
Logo depois, o Paysandu perdeu uma tentativa de gol com Nicolas que não aproveitou o cruzamento de Vinicius Leite, em jogada pela esquerda.
Aos 37 minutos, o castigo bicolor: Quadrado aproveita o rebote da defesa e deu um toque por cima do goleiro Gabriel Leite que viu a rede balançar. Itupiranga 1 a 0.
No segundo tempo, o Paysandu precisou de menos de dez minutos para virar o placar e sempre com o mesmo caminho: pelo alto.
Aos sete minutos, Wesley Matos aproveitou apagão da defesa para deixar tudo igual e logo em seguida, o Papão virou o placar com Mateus Anderson em um chute certeiro dentro da área.
Sem reação, o Itupiranga sentiu a falta de peças de reposição e nem as alterações feitas foram suficientes para o poder de reagir do time do sudeste do Pará.
O Paysandu administrou o placar e ainda contou com mais dois gols na etapa final: primeiro com Wesley Matos após cobrança de escanteio e logo em seguida, Vinicius Leite em cobrança de falta fechou o caixão do Itupiranga dando números finais ao jogo: Itupiranga 1X4 Paysandu
Líder do Parazão, o Papão espera pelo seu adversário na semifinal do Parazão e o Itupiranga espera pela edição de 2021 após fechar sua primeira participação no Estadual, com o sétimo lugar.
VEJA OS GOLS
FICHA TÉCNICA
ITUPIRANGA: Guibson; Ivanilson, Kevin, Lucas e Thiago Von; Tácio (Cearazinho), Raimundo, Kaique (Kaue) e Doki (Carlos Daniel); Guga (Mateus) e Quadrado.
Técnico: Wando Costa
PAYSANDU: Gabriel Leite; Netinho, Wesley Matos, Perema e Diego Matos (Bruno Collaço); Serginho (Erick Bessa), Caíque Oliveira e Alan Calbergue (Victor Diniz) ; Nicolas (Uillian), Vinicius Leite e Mateus Anderson (Elielton).
Técnico: Hélio dos Anjos
ÁRBITRO: Joelson Nazareno Cardoso
ASSISTENTES: Emanoel Ferreira Amaral e José Ricardo Coimbra
CARTÕES AMARELOS: Keven e Raimundo (ITU); Erick Bessa e Bruno Collaço (PSC)
“Troca de casal” em motel acaba em briga e caso vai parar na delegacia
Com informações do Ig
Homem teria sentido ciúmes da esposa com o amigo e iniciou briga | Reprodução
Uma confusão envolvendo dois casais de amigos num motel que fica localizado na BR-463, em Dourados (MS), terminou na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) na noite do último domingo (2).segundo a imprensa da região.
De acordo com a imprensa, o caso repercutiu entre moradores de Caarapó, onde os quatro indivíduos moram.
A briga teria sido motivada por um marido que sentiu ciúmes da mulher com o amigo que os acompanhava. A mulher deste amigo também estava presente na ocasião.
O agressor foi identificado como Guilherme, de 25 anos, que foi preso após causar o tumulto, ter quebrado uma mesa de mármore no estabelecimento e desacato aos Policiais Militares.
Funcionários do motel acionaram a polícia diante do comportamento violento do cliente. O homem, pivô da confusão, não ficou ferido.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública limitou-se apenas a dizer que “em razão do sigilo do boletim de ocorrência, não repassamos informações neste sentido”.
Jornalista paraense tem foto usada por golpistas no WhatsApp
Com informações do Correio de Carajás
Reprodução
ma jornalista paraense se viu em uma situação pra lá de constrangedora após ter uma foto usada por um grupo de golpistas. A vítima, Angélika Freitas, da TV Correio, em Marabá, descobriu, na última segunda-feira (3), que um grupo de bandidos estava usando sua foto e dados pessoais para aplicar golpes no WhatsApp.
A ação foi descoberta após familiares e amigos alertarem a profissional no aplicativo de mensagens. Eles relataram, por meio de prints, que estavam usando o nome e a foto da jornalista para aplicar um dos golpes mais recorrentes na internet. Ao perceber que estava sendo usada para a prática criminosa, Angélika alertou, durante a apresentação de um jornal da cidade, que estavam tentando aplicar golpes usando seu nome.
“Imediatamente repliquei para toda minha lista de transmissão, na tentativa de alertar o máximo de pessoas possíveis. Aproveitei que estava ao vivo no jornal e também falei sobre isso com os telespectadores. Foi quando minha mãe percebeu que se tratava de um golpe e me informou que meu pai havia transferido R$ 2.800”, declara.
Angélika registrou um boletim de ocorrência por falsa identidade, na Delegacia Virtual da Polícia Civil. Em seguida, ela tentou resgatar o valor transferido pelo pai, porém, o banco informou que o mesmo já havia sido sacado pelos criminosos, no interior da Bahia.
Durante a ação, os golpistas usaram diversas fotos das redes sociais da jornalista, a fim de convencer os amigos e familiares da vítima que a mesma havia trocado o número de telefone.
Irlendes Rodrigues Nascido em 1961 no estado do Pará, no município de Cametá é formado em Gestão de Órgãos Públicos pela Universidade da Amazônia – UNAMA e também é Jornalista.