HONESTIDADE

14 de agosto de 2020 at 10:17

Mulher encontra cheque de quase R$ 9 mil e devolve ao dono

Com informações do UOL

Mulher achou um cheque assinado de quase R$ 9 mil e devolveu ao dono após fazer uma publicação nas redes sociais.

Mulher achou um cheque assinado de quase R$ 9 mil e devolveu ao dono após fazer uma publicação nas redes sociais. | Reprodução

Uma mulher de 27 anos encontrou um cheque assinado no valor de quase R$ 9 mil e devolveu ao dono horas depois. As informações são do UOL.

Segundo a mulher, ela havia saído para comprar um sapato quando achou o papel no chão, no centro de Paranavaí, no noroeste do Paraná.

Ao ver que se tratava de um cheque, ela decidiu fazer um post nas redes sociais para tentar localizar o dono. A publicação viralizou e gerou uma onda de compartilhamentos. 

O valor do cheque, segundo a mulher, equivale a pouco mais de três vezes o valor do último salário que recebeu. 

Horas depois, o dono foi localizado e o cheque foi devolvido. Para agradecer, segundo informações da TV RPC, ele deu uma gratificação à mulher. O valor não foi revelado. 

Primo chama Michelle Bolsonaro de ingrata e promete revelar segredos

14 de agosto de 2020 at 09:19

Por Erick Mota 

congresso em foco

Eduardo D’Castro, primo da primeira dama, Michelle Bolsonaro

Eduardo D’Castro, primo da primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi para as redes sociais criticar a esposa do presidente Jair Bolsonaro. Para o primo, ela é a pessoa “mais ingrata” que ele já conheceu. “A gente da família sempre defendeu muito ela, a gente sempre teve um carinho muito grande por ela. Só que é aquela coisa, né? O poder sobe à cabeça das pessoas. Ela se tornou uma pessoa que ninguém reconhece mais, ninguém da família gosta. As pessoas que gostam, gostam para bajular ela, por ela ser quem ela é”, afirmou.

Eduardo afirmou que tem coisas a dizer sobre a vida pregressa de Michelle. “Tenho muitas coisas para falar, muitas coisas que… sei lá, a gente guardou durante anos, anos, tá? Para defender o nome dela e a posição dela”.

A briga familiar se tornou pública depois que Eduardo publicou em seu Instagram na noite de quarta-feira (12), uma série de publicações afirmando que Michelle havia abandonado a vó, que faleceu na madrugada de quarta de covid-19. “Obrigado por você não ter feito absolutamente nada por nossa avó. Tanto poder, tanta influência e por vergonha, sim, vergonha, não ajudou seu próprio sangue. Você ajuda tantas pessoas, participa de tantos projetos para ajudar os outros e sua própria família, você vira as costas. Triste ver quem você se tornou. Não reconhecemos mais você”, escreveu  D’Castro.Leia mais

Michelle, diz Eduardo, encaminhou uma mensagem a ele, chamando-o de “merda”. “Vou te processar por essa postagem. Acho melhor você rever sua postura em relação a essa postagem. Deixa de ser cretino. Você não é o rico da internet? Cuidado com as suas postagens, seu moleque. Você nem gostava da vó. Seu falso. Seu merda. Cuidado!”, disse a primeira-dama.

Após a ameaça de processo, Eduardo D’Castro voltou para as redes e afirmou não temer Michelle. “Eu não tenho medo dela, eu não tenho medo de quem ela é e das coisas que ela pode fazer, porque em momento algum eu falei mentiras sobre ela”, disse.

Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência disse que Michelle está “recolhida em casa” e que espera que o luto pela perda da avó seja respeitado.

Nota da Secom

“A primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu com pesar a notícia sobre o falecimento da avó. Ela sente e afirma que é um momento de tristeza e dor para toda a família.

A senhora Michelle Bolsonaro lamenta que alguns parentes tratem certos momentos tão pessoais com oportunismo em desrespeito ao sofrimento de todos.

A primeira-dama permanece recolhida em casa em tratamento contra o novo Coronavírus e espera que o momento de luto seja respeitado, acima de quaisquer questões pessoais e familiares”.

Intenção de voto em Bolsonaro vai a 43% entre críticos da Lava Jato

14 de agosto de 2020 at 08:10

Mais do que na população geral: 38%

Moro sobe 5 p.p. entre lavajatistas

Leia o levantamento do PoderData

O presidente Jair Bolsonaro (frente) e seu ex-ministro Sergio Moro, que foi responsável por processos da Lava Jato em CuritibaSérgio Lima/Poder360 – 29.ago.2019

SABRINA FREIRE e NICOLAS IORY
14.ago.2020 (sexta-feira) – 6h00
atualizado: 14.ago.2020 (sexta-feira) – 7h24

PODER360

Pesquisa PoderData mostra como se distribui hoje a intenção de votos para presidente daqueles que enxergam abusos no trabalho da operação Lava Jato e daqueles que avaliam como correta a condução das investigações.

Entre aqueles que acham que a operação foi importante para combater a corrupção, mas ultimamente tem cometido abusos de autoridade, 43% dizem que votariam pela reeleição de Bolsonaro. Esse percentual é maior do que a parcela da população em geral (38%) que apoia 1 novo mandato para o atual presidente (quadro abaixo).

Se apenas apoiadores da Lava Jato pudessem votar no 1º turno das eleições, haveria disputa em 2º turno entre Jair Bolsonaro e Sergio Moro.

Agora, se somente aqueles que enxergam irregularidades nas investigações pudessem ir às urnas, o 2º turno seria entre Bolsonaro e Fernando Haddad (que teria 23% dos votos no 1º turno). O petista disputou as eleições de 2018 no lugar de Lula, que foi condenado em duas ações da operação e passou 580 dias preso.

O ex-ministro Sergio Moro (sem partido) tem 10% de intenções de voto numa simulação para a disputa presidencial de 2022. Esse percentual vai a 15% entre os eleitores que consideram que a Lava Jato faz 1 trabalho correto.

Na simulação de eventual 2º turno entre o atual presidente, Jair Bolsonaro, e Moro, os 2 empatam com 41% das intenções de voto cada. Quando se considera o grupo de eleitores que aprova a Lava Jato, Moro vence Bolsonaro por 47% a 42%. A situação se inverte entre os que enxergam alguns abusos da operação: aí, Bolsonaro tem 45% contra 33% de Moro.

O infográfico abaixo mostra o cenário geral de eventual disputa entre Bolsonaro e Moro no 2º turno.

O infográfico abaixo mostra como ficaria eventual disputa entre Bolsonaro e Moro no 2º turno em 2 cenários: o 1º apenas com quem vê abusos na Lava Jato; e o 2º com somente aqueles que a acham correta.

Em 2018, Bolsonaro se elegeu com discurso de apoio à operação Lava Jato, ao combate à corrupção e ao crime. Seu futuro governo ganhou mais popularidade quando, em 1º de novembro de 2018, o então juiz da Lava Jato Sergio Moro aceitou convite para comandar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

Na gestão Bolsonaro, Moro era o ministro mais conhecido e mais bem avaliado, como apontou pesquisa Datafolha divulgada em 9 de dezembro. Os dados mostraram que, à época, 93% da população conheciam o ex-juiz da Lava Jato e 53% avaliavam seu trabalho como “ótimo ou bom” na administração federal.

Antes da saída de Moro do governo, em 24 de abril, especulava-se que o governo tinha receio de que a demissão do ex-juiz causasse algum impacto negativo entre os bolsonaristas, o que não ocorreu.

Pesquisa PoderData realizada de 27 a 29 de abril apontou que, para 46% dos brasileiros, a saída de Moro foi boa ou indiferente para a administração bolsonarista.

BOLSONARO X HADDAD

Em uma disputa entre Bolsonaro e Haddad no 2º turno, o petista seria derrotado novamente pelo presidente, assim como ocorreu em 2018.

Se apenas os eleitores que avaliam ter existido irregularidades na Lava Jato pudessem votar, haveria empate entre Bolsonaro e Haddad. Já se o eleitorado fosse composto apenas por apoiadores da operação, o atual presidente seria reeleito com facilidade.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. Os dados foram coletados de 3 a 5 de agosto, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 512 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Datafolha: aprovação de Bolsonaro sobe para 37%, a melhor do mandato, e reprovação cai para 34%

14 de agosto de 2020 at 07:30

Pesquisa foi realizada em 11 e 12 de agosto. Margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Por G1

13/08/2020 23h45  Atualizado há 5 horas


Datafolha: Bolsonaro tem melhor avaliação desde o começo do mandato

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Datafolha: Bolsonaro tem melhor avaliação desde o começo do mandato

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atingiu sua melhor avaliação desde o início do mandato, segundo pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” no final da noite desta quinta-feira (13).

A pesquisa indica alta no número de eleitores que consideram o governo ótimo ou bom (aprovação ao governo) e queda entre os que veem o governo como ruim ou péssimo (reprovação). Os percentuais da pesquisa são:

  • Ótimo/bom: 37%
  • Regular: 27%
  • Ruim/péssimo: 34%
  • Não sabe/não respondeu: 1%

A pesquisa Datafolha foi realizada em 11 e 12 de agosto, com 2.065 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Essa taxa de aprovação de 37% é a maior já registrada desde o início do mandato de Bolsonaro.

Nas pesquisas anteriores, os resultados foram:

  • 23 e 24 de junhoÓtimo/bom: 32%; Regular: 23%; Ruim/péssimo: 44%; NS/NR: 1%
  • 25 e 26 de maioÓtimo/bom: 33%; Regular: 22%; Ruim/péssimo: 43%; NS/NR: 2%
  • Abril de 2020: Ótimo/bom: 33%; Regular: 26%; Ruim/péssimo: 38%; NS/NR: 3%
  • 2 e 3 de abril de 2019Ótimo/bom: 32%; Regular: 33%; Ruim/péssimo: 30%; NS/NR: 3%

O instituto também perguntou ao entrevistado se ele confia nas declarações do presidente. O resultado foi:

  • Nunca confia: 41% (anteriormente 46%, 44%, 38%, 43% e 44%)
  • Às vezes confia: 35% (anteriormente 32%, 32%, 37%, 37% e 36%)
  • Sempre confia: 22% (anteriormente 20%, 21%, 21%, 19% e 19%)
  • Não sabe: 2% (anteriormente 2%, 2%, 5%, 1% e 1%)

COLISÃO

14 de agosto de 2020 at 07:08

Grave acidente na estrada de Beja deixa um morto e dois feridos

Diário Online

 Via WhatsApp

Um grave acidente na PA-409, na estrada de Beja, em Abaetetuba, nordeste paraense, deixou uma pessoa morta e duas gravemente feridas na noite desta quinta-feira (13).

Uma motocicleta com duas pessoas colidiu de frente com um carro. O condutor da moto morreu na hora. A vítima foi identificada como Deymison Marinho, de 29 anos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou rapidamente ao local. O passageiro da moto e o condutor do carro estavam vivos e foram levados para o hospital.

Ainda não há informações sobre o motivo do acidente e nem sobre o estado de saúde dos sobreviventes.

FAKE

14 de agosto de 2020 at 06:49

Vídeo mostra a falsa multidão de apoiadores de Bolsonaro em Belém

DOL

 reprodução

O presidente Jair Bolsonaro veio a Belém, nesta quinta-feira (13), para participar na inauguração da primeira etapa do projeto Porto Futuro.

Pelas redes sociais, ele divulgou um vídeo da chegada à capital paraense

Pelo ângulo mostrado, parecia que uma multidão foi às ruas apoiar o presidente.

Entretanto, um outro vídeo, feito do alto de um prédio, mostra que a realidade era outra.

Pelas imagens é possível constatar que havia poucos gatos pingados na avenida Visconde de Souza Franco, a Doca, no bairro do Umarizal, para apoiá-lo.

A quantidade de gente que esteve presente para apoiar Bolsonaro virou piada nas redes sociais.

Até acantora Gretchen compartilhou um meme comparando o público dela durante o Carnaval deste ano em Belém, ocorrido na mesma área onde foi inaugurada a nova obra,  com o público de Bolsonaro.

PITIÚ

13 de agosto de 2020 at 23:22

Dama de luxo expõe famoso fedido e detalhes chocam

 DOL

 Reprodução/Instagram

Uma acompanhante de luxo, que se identifica como Lays Paes ou Lays Peace vem chamando a atenção nas redes sociais por compartilhar sua rotina de trabalho.

Uma das publicações dela que deu o que falar na internet, recentemente. Ela relatou que saiu com um cantor famoso e que ele pediu para ela lamber o ânus dele, mas que a região fedia muito.

O post fez muito sucesso e os seguidores logo começaram a questionar quem poderia ser.

Outro post dela que deu o que falar foi ao publicar uma imagem com um cliente. “Trabalho com proteção é tudo. Não troco meus velhinhos por ninguém. Eu amo”, escreveu Lays. 

ALÔ, FIEL

13 de agosto de 2020 at 22:54

RBATV transmite jogo do Paysandu neste sábado (15) pela Série C

Diego Beckman DOL

 | Jorge Luiz / Paysandu SC

A torcida bicolor poderá incentivar o Papão através da telinha da RBATV, neste sábado (15), pois o canal 13 irá exibir ao vivo o jogo entre Vila Nova-GO X Paysandu, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro da Série C.

Isso será possível devido a parceria entre a DAZN e a Band que irá exibir um jogo por rodada da Terceirona, sempre aos sábados, no horário das 17h. O jogo deste fim de semana será o duelo entre Tigre X Papão.

Em 2019, a parceria trouxe ao torcedor paraense alguns jogos de Paysandu e Remo na tela da RBATV, que sempre acompanha os momentos do esporte local.

Ainda na primeira fase da competição, a DAZN deverá exibir mais duas partidas do Paysandu e três do Remo.

STF decide que repasse de informações à Abin exige motivação e interesse público

13 de agosto de 2020 at 19:52

Ministros julgaram ação que pede restrição do fornecimento pelo governo à Agência Brasileira de Inteligência de dados fiscais, bancários, telefônicos e de inquéritos policiais.

Por Rosanne D’Agostino, G1 — Brasília

13/08/2020 17h52  Atualizado há 18 minutos


Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 9 votos a 1, em julgamento nesta quinta-feira (13), que o fornecimento de informações por órgãos do governo à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) exige motivação específica e deve levar em conta o interesse público.

Os ministros julgaram ação apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade e pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Na ação, os partidos pedem que órgãos de inteligência não forneçam à Abin dados fiscais, bancários, telefônicos e informações de inquéritos policiais ou da base de dados da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), atual Unidade de Inteligência Fiscal (UIF).

A ação cita organismos pertencentes ao Sistema Brasileiro de Inteligência, composto por 42 órgãos, como ministérios e instituições federais de áreas como segurança, Forças Armadas, saúde, transportes, telecomunicações, fazenda e meio ambiente — a Abin é o órgão central desse sistema.

Segundo a ação, um decreto do presidente da República, Jair Bolsonaro, que promoveu mudanças na Abin, aumentou o poder da agência de obter dados de cidadãos e investigações.

Para a ministra Cármen Lúcia, relatora da ação, o compartilhamento de dados com a Abin tem de ser feito obedecendo o que prevê a Constituição, que veda o acesso a informações sigilosas.

De acordo com os partidos, “esse tipo de compartilhamento e devassa massivos a sigilos constituídos serve apenas para aparelhar o Estado com informações sensíveis sobre quem não for bem querido pelo governante de plantão”.

Segundo a ação, a intenção do decreto foi “aparelhar” a agência, criando uma “Abin paralela”, com desvirtuamento de sua finalidade.

As legendas citam reportagem do site UOL, que revelou produção de dossiê sobre servidores intitulados antifascistas pela reformulada Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Governo contesta

O advogado-geral da União, José Levi do Amaral, argumentou que a ação faz “conjecturas” e “cria um suposto poder inquisitório” da Abin por meio de uma “distorcida” evolução de decretos.

“São decretos de estrutura regimental”, argumentou. “A Abin tem um diretor-geral, que não dá canetada”, afirmou. “A Abin não acessa dados bancários e fiscais”, completou.

Min. da Justiça entrega arquivos sobre relatório a respeito de servidores antifascistas

Min. da Justiça entrega arquivos sobre relatório a respeito de servidores antifascistas

Votos dos ministros

Cármen Lúcia — Afirmou que o compartilhamento de dados previsto em lei deve ser interpretado conforme o que diz a Constituição, que veda o acesso a informações sigilosas.

Segundo o entendimento da relatora, informações só podem ser fornecidas se houver interesse público, afastada qualquer possibilidade de os dados poderem ser entregues para atender interesses pessoais ou privados, e as requisições devem ser motivadas. Já os dados sigilosos não podem ser fornecidos, porque dependem de autorização judicial.

A ministra afirmou que a “arapongagem — para usar uma expressão vulgar, mas que agora está em dicionário: ‘aquele que ilicitamente comete atividade de grampos, e, portanto, de situação irregular’ — essa atividade não é direito, é crime”. De acordo com a ministra, se praticado pelo Estado, “é ilícito gravíssimo.”

“O agente que adota prática de solicitação e obtenção de dados e conhecimento específico sobre quem quer que seja fora dos estritos limites de respeito aos direitos fundamentais e da legalidade comete crime”, complementou. Para Cármen Lúcia, “não há como se ter como automática a requisição”.

Alexandre de Moraes — Disse que não há “poder requisitório” da Abin e que não houve nenhuma alteração legislativa nesse sentido. Por isso, afirmou, não vê nenhuma inconstitucionalidade na legislação. Mas considera que não há problemas em o Supremo “assentar” a necessidade de cumprimento de garantias e direitos fundamentais, conforme a relatora.

“Há necessidade de se separar o que é sistema de inteligência e sistema de investigação”, afirmou o ministro.

Moraes disse ainda que não há compartilhamento de dados sigilosos entre órgãos do governo e a Abin. “Se a Abin ou qualquer órgão está desrespeitando isso, é crime. Nenhum inquérito pode ser compartilhado, salvo dados públicos”, afirmou.

“Entendo a preocupação, que deve ser a preocupação de todo estado de direito, evitar espionagem ilegal, mas não vejo nenhuma inconstitucionalidade”, completou Moraes.

Edson Fachin — Também seguiu o entendimento de Cármen Lúcia, afirmando que a transferência à Abin de dados colhidos por outras instâncias governamentais sem as devidas salvaguardas procedimentais pode conduzir a um cenário de violação sistemática dos princípios da privacidade”.

“É preciso traçar, em cada ato singular da ordem jurídica constitucional, a linha divisória que a diferencia do ordenamento autocrático e de suas aventuras caudilhistas. Autoritária foi a ação do governo Vargas sobre o Supremo Tribunal Federal; autoritária foi a ação dos governos da ditadura civil-militar contra o Supremo Tribunal Federal; caudilhesco é o surto autocrático e tirânico de quem ameaça intervir”, afirmou Fachin.

Para Fachin, “o Brasil da legalidade constitucional não admite autoritarismos, não compactua com a corrupção como forma de governança, põe a cobro corruptos e corruptores, protege a ordem jurídica democrática e tem um Judiciário que não se verga a ameaças ou agressões”, disse.

Luís Roberto Barroso — Votou com a relatora. “Há uma imensa desconfiança em relação à atividade de inteligência, por obra da atuação recente do Serviço Nacional de Informação [SNI] durante o período do regime militar. O passado condena”, afirmou.

“Esse serviço se perdeu e em muitos momentos foi utilizado como fogo amigo para abater pessoas de dentro do sistema que tinham pretensões que eventualmente não coincidissem com as de suas lideranças. Nós sabemos o conjunto de intimidações e chantagens que mudaram o curso da história brasileira, sendo que um desses momentos bastante emblemáticos foi a investigação do atentado do Riocentro, uma das grandes vergonhas que marcam a história brasileira”, completou.

Rosa Weber — Também acompanhou o voto de Cármen Lúcia. Segundo Rosa Weber, é preciso obedecer critérios para o compartilhamento de informações entre Abin e órgãos do sistema brasileiro de inteligência.

Luiz Fux — Voto que levou à formação da maioria. Com isso, prevaleceu o entendimento de que o compartilhamento deve respeitar a Constituição.

“O papel da Corte neste momento é o papel de esclarecer o alcance dos dados que podem ser obtidos ao alvedrio do Executivo, desde que respeitadas as balizas constitucionais”, disse o ministro.

Ricardo Lewandowski — Disse que o Supremo não precisaria declarar nenhuma inconstitucionalidade de lei, pois não há uma afronta direta. Mas disse também que não se opõe a seguir a relatora.

“Entendo que aí os requerentes de certa maneira buscam o STF para resolver pendências que não conseguiram solucionar na arena própria, que é justamente o Congresso Nacional”, criticou.

Gilmar Mendes — Entendeu que o pedido tem “alguma verossimilhança” porque o ato contestado, o decreto presidencial, não se mostra proporcional, segundo o ministro, à sua finalidade. Por isso, decidiu acompanhar a relatora.

“As restrições ao domínio do indivíduo sobre suas informações devem respeitar as garantias constitucionais”, declarou.

Marco Aurélio Mello — Criticou a ação que, segundo ele, faz “presumir” que o partido que a apresentou é de oposição ao governo e “que utiliza o Supremo para fustigar o governo a partir de ‘n’ presunções, a partir de um verdadeiro ranço”.

“Recuso-me a votar a partir de preconceitos, a partir de ideias preconcebidas”, afirmou. O ministro votou pela rejeição total do pedido.

Dias Toffoli — O presidente do STF foi o último a votar. “A ministra relatora não está tirando nada da legislação, nada do decreto”, avaliou.

Toffoli sugeriu a inclusão de um item no voto da relatora, para que, no fornecimento dos dados, seja “imprescindível procedimento formalmente instaurado e a existência de sistemas eletrônicos de segurança e registro de acesso”, inclusive para efeito de responsabilização quando houver desvios ou abusos. A proposta foi aceita pela maioria dos ministros.

DECISÃO

13 de agosto de 2020 at 18:27

Governo Federal vai manter “Porto Futuro” fechado

 Diário Online

 Marco Santos/Ag. Pará

O complexo “Porto Futuro” permanecerá fechado para a visitação do público, segundo informações divulgadas pelo Governo do Estado do Pará, na tarde desta quinta-feira (13). A primeira etapa do projeto foi inaugurada na manhã de hoje, com a participação do governador Helder Barbalho e do presidente da República, Jair Bolsonaro, além de diversas autoridades e representantes da sociedade.  

De acordo com o governo, o espaço segue sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional, até que o distrato com a Companhia Docas do Pará seja assinado. Havia a expectativa de assinatura nesta quinta-feira (13), o que não se concretizou. Após a assinatura, a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) ficará responsável pela administração do Porto Futuro.  

“Apesar de inaugurado pelo Governo Federal, o espaço segue fechado. Assim que o Ministério concluir esta última etapa, a Companhia Docas fará a cessão ao Estado, possibilitando a abertura do Porto Futuro à população. A Secult segue aguardando o rito legal ser cumprido pelo Governo Federal, para que a população de Belém possa usufruir deste espaço destinado ao lazer e à cultura, um direito da nossa gente”, diz a nota do Governo do Pará. 

Localizado próximo às margens da Baía do Guajará, a primeira etapa do Porto Futuro transforma uma área portuária desativada em um moderno parque urbano voltado ao lazer familiar e a prática de atividades esportivas a céu aberto. Localizado em frente ao Terminal Hidroviário de Belém, o novo espaço conta com pistas de corrida e ciclismo, além de banheiros públicos, playground, lago artificial, sistema de iluminação e área de alimentação. 

Iniciado em março de 2018, o projeto foi uma proposição do Ministério da Integração Nacional, à época em que Helder Barbalho foi titular da pasta. Na primeira fase, está contemplado a construção de uma ponte sobre o canal da Avenida Visconde de Souza Franco (Doca); a abertura da Rua Belém, ligando a Avenida Pedro Álvares Cabral à Travessa Rui Barbosa, a criação de estacionamentos, uma praça gourmet e a reforma da Praça General Magalhães.